Saúde Caixa: votação para modelo de custeio e gestão acontece nos dias 28 e 29 de outubro

Aprovação da proposta é fundamental para manter os princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, garantindo um plano justo para empregados da ativa e aposentados Em janeiro de 2022, o Saúde Caixa vai iniciar um novo modelo de custeio e gestão, como prevê o Acordo Coletivo de 2020/2022. Para isso, nos dias 28 e 29 de outubro, os empregados deverão votar pela aprovação ou rejeição da proposta negociada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa. Uma das principais mudanças é a instituição de uma mensalidade sobre o 13º salário. Desde 2016 o plano apresenta consecutivos déficits, o que justifica a necessidade de maior arrecadação mensal para garantir a sustentabilidade do plano. Algumas razões justificam o aumento das despesas assistenciais, tornando a cobrança adicional inevitável. Entre 2004 e 2020, os custos assistenciais cresceram 632%, enquanto as contribuições dos beneficiários aumentaram 522%. Isso acontece porque há um descompasso entre o reajuste salarial dos empregados e a inflação médica, que é o resultado do aumento dos custos de saúde e da frequência de utilização do plano. E as despesas assistenciais do Saúde Caixa continuam crescendo. Com a redução de cerca de 20 mil postos de trabalho entre 2014 e 2020, com previsão de contratação de três mil empregados e concursos específico para pessoas com deficiências – o que não supre o déficit -, a população de empregados da Caixa está envelhecendo. Como consequência natural, a tendência é que se utilize o plano com mais frequência. Manutenção dos princípios Diante deste cenário, a intenção da Caixa era aplicar a paridade contributiva no custeio, a cobrança individual da mensalidade, por faixa etária e renda. Com muita dificuldade nas negociações, os representantes dos empregados conseguiram reverter a proposta da Caixa e mantiveram a proporção de contribuição dos trabalhadores em 30%. A participação da Caixa será limitada em 70% ou 6,5% da folha de pagamentos e proventos – o que for menor. Uma grande conquista foi assegurar a preservação dos princípios da solidariedade, mutualismo e o pacto intergeracional e a manutenção da cobrança por grupo familiar. O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, destacou a importância da aprovação da proposta. “Um grande avanço nas negociações foi impedir a aplicação das medidas de interesse do banco. A cobrança individual e por faixa etária deixaria o plano inviável para os aposentados. Conseguimos preservar o que existe de mais importante no Saúde Caixa, que são nossas premissas históricas. Sem elas, o Saúde Caixa seria um plano excludente, principalmente para os aposentados, e a viabilidade do plano estaria comprometida”, enfatizou Takemoto. A coordenadora da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, explicou o que pode acontecer caso a proposta seja rejeitada. “Se a proposta for rejeitada, o que negociamos com a Caixa não valerá mais. Isto significa abrir espaço para que a Caixa implemente um modelo diferente, com o reajuste que ela entende ser necessário, com cobrança por faixa etária e renda, por exemplo, deixando o plano inviável para grande parte dos empregados, principalmente os aposentados”, alertou Fabiana. Veja abaixo o resumo da proposta, ou, se preferir, leia o boletim especial sobre assunto.
Câncer de mama: a importância da prevenção

Autoexame pode salvar a sua vida! O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense alerta a todas as mulheres e a sociedade sobre a importância da realização do exame preventivo ao câncer de mama e de colo de útero. A medida visa chamar a atenção sobre a incidência da doença, suas causas e principalmente, à prevenção e o diagnóstico precoce. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) o câncer de mama é a doença que mais mata mulheres. Por isto, a prevenção e o autoexame são de extrema importância. O câncer de mama é um tumor maligno que ataca o tecido mamário e é um dos tipos mais comuns. Diagnosticado precocemente, as chances de cura aumentam em 95%, de acordo com o Instituto Oncoguia. O diagnóstico da doença é realizado por meio do autoexame e exames de imagem, como o ultrassom, a mamografia e a biópsia. É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal. Pode ser no banho, durante a troca de roupa ou em outro momento da rotina. Para fazer o autoexame, a mulher precisa colocar uma das mãos atrás da cabeça. Usar os dedos da outra mão para tocar a mama. Também precisa fazer movimentos circulares iniciando no mamilo e estendendo-se até a axila. O autoexame permite que a mulher identifique prematuramente alterações presentes nas mamas, seja de tamanho ou a aparição de pequenos nódulos. É importante destacar que o autoexame não substitui a visita ao médico. A realização de exames médicos para prevenir o câncer de mama ainda está abaixo do adequado no país. Em 2020, deveriam ter sido realizadas 11,5 milhões de mamografias no Brasil, mas apenas 2,7 milhões foram feitas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia. Fonte: Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, com informações da Contraf-CUT
Denúncia contra presidente da Caixa chega ao MPE e ao TSE

A denúncia, feita pelo movimento sindical bancário contra o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, de uso de recursos do banco para promoção pessoal e finalidade política, foi encaminhada ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral pelos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU). Ao analisarem o processo, no dia 6 de outubro (Acórdão 2391/2021-PL), os ministros do TCU decidiram não aceitar (não conhecer) a denúncia, sob o fundamento de que não houve comprovação dos indícios de utilização de recursos da Caixa na realização de eventos, que configurariam campanha eleitoral antecipada do presidente da Caixa e do próprio presidente da República. Mas, declararam haver evidencias de possível realização de campanha eleitoral antecipada, fora do período permitido pela legislação vigente. Por esse motivo, decidiram encaminhar cópia da deliberação para conhecimento do Tribunal Superior Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral. “Os ministros reconheceram que há evidências de uso pessoal da Caixa para campanha eleitoral antecipada. Agora cabe ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral darem prosseguimento ao processo”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “Vamos continuar acompanhando o caso com atenção, pois há evidências de que houve o uso de recursos públicos para finalidades pessoais e eleitorais. Neste caso, é preciso que haja punição dos culpados para evitarmos que a Caixa tenha sua imagem maculada. Isso atinge a instituição, seus empregados e toda a sociedade”, completou Fabiana. Fonte: Contraf-CUT
Funcionários do Bradesco não pagam exames preventivos até dezembro

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense informa aos funcionários do Bradesco e seus dependentes que até dezembro poderão realizar os exames de Mamografia, Papanicolau, Colonoscopia e Antígeno Prostático Específico (PSA) gratuitamente, sem ter que pagar pela co-participação. A iniciativa integra as ações das Campanhas Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama e de colo de útero, e Novembro Azul, de prevenção ao câncer de próstata. Na avaliação da direção sindical, a medida é um estímulo para que os bancários, bancárias e seus dependentes cuidem de sua saúde. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o Brasil deve registrar 625 mil novos casos de câncer entre o período de 2020/2022. Se descontados os casos de câncer de pele não melanoma, serão 450 mil novos registros da doença para cada ano. Por isto, os exames preventivos são tão importantes. CÃNCER DE MAMA – É uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados adequadamente e em tempo oportuno, apresenta bom prognóstico. CÂNCER DE COLO DE ÚTERO –Também chamado de câncer cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV (chamados de tipos oncogênicos). A infecção genital por esse vírus é muito frequente e na maioria das vezes não causa doença. Em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer. Essas alterações são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolau), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Excetuando-se o câncer de pele não melanoma, é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (atrás do câncer de mama e do colorretal), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. CÂNCER DE PRÓSTATA – No Brasil, é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais comum. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso). A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual. Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida. Veja a taxa de incidência de câncer em mulheres e homens (INCA): Fonte: Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense
Live sobre saúde mental, destaca direitos do trabalhador bancário e procedimentos junto ao INSS

Neste mês de outubro, onde celebramos no dia dez o Dia Mundial da Saúde mental, nosso Sindicato vem destacando a importância da prevenção e tratamento de problemas relacionados com a saúde mental dos bancários. O Bancariosul, através de uma série de lives, coloca em pauta essa discussão, que é de suma importância para todos nós. No dia 13/10, a live coordenada pelo, presidente Júlio Cunha, teve como palestrante a Dra. Ana Luíza, psicóloga, que discorreu sobre os principais transtornos e tratamento para recuperação de uma vida saudável. Ontem, 14/10, foi transmitida a segunda live, coordenada pelo diretor de saúde Miguel Pereira, onde a Dra. Anne Mejia, advogada previdenciária, falou sobre os direitos dos bancários e os procedimentos junto a empresa/INSS. Para se ter uma ideia da dimensão do acometimento destes transtornos mentais em nossa categoria, veja os dados abaixo: CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS – DADOS OFICIAIS AUXÍLIO DOENÇA 2019. 2020 213,2 mil 285,2 mil (+ 33,7%) APOSENTADORIAS POR INAVLIDEZ – PROBLEMAS MENTAIS 2019. 2020 241,9mil 291,3mil (+20,4%) Esse percentual superou e muito as concessões de benefícios decorrentes de doenças classificadas como osteomusculares – LER/DORT, que ficaram na segunda colocação desse ranking, com aumento de 28,8% entre 2019/2020. BANCÁRIOS Dados entre 2009 e 2017 apontam que o número total de bancários afastados por doenças crescera 30%. AUXILIO ACIDENTÁRIO/PREVIDENCIÁRIO 2009. 2017 13.297. 17.310 Pelo menos metade desses casos foram por transtornos mentais, que cresceram 61,5%no período, enquanto as enfermidades relacionadas aos esforços repetitivos tiveram um incremento de 13%. segundo dados do próprio INSS. Ainda segundo o Ministério Público do Trabalho – MPT, os bancos foram os responsáveis por 5% dos trabalhadores afastados por doenças entre 2012 e 2017, enquanto a categoria representava apenas 1% dos empregos no país. O que demonstra que o trabalho bancário tem relação direta com os níveis de adoecimento. Outro dado comparativo é que na população geral, 50% dos adoecimentos não são psíquicos ou do sistema músculo esquelético. Daí que a busca de soluções é obrigação de todos os atores envolvidos, mas principalmente aponta a urgência dos bancos em rever seu processo de organização e divisão do trabalho, e principalmente das formas de gestão. Porque os lucros não podem ser colocados acima da vida. Acesse a live na íntegra em nosso canal: Youtube
SAÚDE MENTAL DOS BANCÁRIOS

Sindicato realiza a primeira de uma série de 3 lives para tratar do assunto No dia 13 de outubro, Dra Ana Luiza Lima Gimenez, psicóloga clínica, abrilhantou a noite, com sua formação humanista nos brindando com informações muito importantes, para o Sindicato, que tem a preocupação com a necessidade de mudanças profundas nos cuidados mentais para a categoria, e para os bancários e bancárias que acompanharam a apresentação nas redes sociais (YouTube e Facebook). Logo de partida, Dra Ana Luíza nos alertou da importância de todos tratarmos do assunto, desmistificando e mudando o enfoque: cuidar da nossa saúde mental como um autocuidado, e não como adoecimentos. Isso porque nossa saúde é o resultado de um conjunto de fatores, que precisam caminhar simultaneamente que estão estruturados em quatro grandes pilares: saúde emocional, saúde física, saúde financeira e saúde sexual. Devemos estar sempre atentos aos primeiros sintomas e atuar preventivamente. E quando percebermos que as coisas estão ficando mais difíceis, fugindo do controle, falar sobre e buscar a ajuda profissional. As psicoterapias são locais de acolhimento, de apoio, fala, carinho e cuidados. E por isso não podem ser vistas com pré conceitos. Diversas são as sintomatologias que encontramos nos ambientes de trabalho, mas chama a atenção como no caso do trabalho bancário as ocorrências são muito mais altas. Ansiedade, depressão, exaustão ou estafa mental, síndrome do pânico, síndrome de Bornoult, etc, que se dividem numa série de outros sub sintomas: apreensão, medo, taquicardia, insônia, inquietação, dor de cabeça constante, incapacidade de se concentrar, falta de ar, tontura, formigamento, perda do apetite, compulsões, solidão, tristeza e isolamento social, apatia, etc. Indo numa escala de sintomas mais brandos até os mais graves, onde a pessoa chega num quadro de esgotamento completo, e num sentimento de vazio existencial, acarretando um colapso total. É justamente nessa fase que a ideia do suicídio surge como possibilidade para o “fim” de tamanho sofrimento. Nessa fase do se sentir vazio, surgem também diversas compulsões. Para tentar “encher” e “ocupar” emocionalmente, busca-se por mais comidas, drogas, álcool ou sexo. Tudo para se tentar momentaneamente alguma forma de compensação. ASSÉDIO MORAL – um capítulo importante a ser enfrentado O ASSÉDIO MORAL é uma violência no ambiente de trabalho. É um abuso, que busca diminuir, anular, excluir, ignorar o trabalho e a pessoa em determinado ambiente, o que causa sérios danos. E a forma como o trabalho bancário atualmente está organizado, baseado no atingimento de metas, cada vez mais abusivas no sentido da dificuldade de seu atingimento e a forma de gestão estruturalmente concebida para a cobrança desses resultados está na base da pirâmide do desencadeamento dessa verdadeira epidemia de doenças mentais na categoria, principalmente a Síndrome de Bornoult. As relações de trabalho gradativamente foram profundamente modificadas, e o meio ambiente de trabalho bancário se tornou altamente hostil e competitivo. Onde a amizade, o companheirismo, o apoio e a solidariedade foram substituídas pela disputa, cobranças e estabelecimentos dos rankings. Base para promoções e/ou demissões. Acesse a live na íntegra em nosso canal: Youtube
Sindicato realiza série de lives para discutir Saúde Mental dos bancários

As consequentes mudanças do mundo atual, as pressões por metas e o trabalho exaustivo, especialmente da categoria bancária, leva os trabalhadores à exaustão mental por conta da rotina. Outubro é o mês em que se orienta sobre a importância da prevenção ao câncer de mama, mas também tem um dia dedicado mundialmente a falar sobre a Saúde Mental. E em comemoração a essa data, 10 de outubro, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense organizou uma semana de atividades online voltada para a necessidade de refletir sobre os diversos distúrbios mentais que particularmente acometem os bancários atualmente. Serão publicações com orientações nas redes da entidade e também três importantes “lives” com especialistas abordando temas importantes que podem ajudar quem passa por momentos difíceis mentalmente por conta das pressões. “Essas são as primeiras atividades para o desenvolvimento de um plano de ação em saúde do trabalhador que o seu BancarioSul pretende desenvolver. Queremos estimular esse debate que é tão urgente, ao mesmo tempo negligenciado pela sociedade e empresas, e apoiar os bancários e bancárias na recuperação de uma saúde mental mais saudável. Toda programação foi pensada na categoria”, afirma Júlio Cunha, presidente do Sindicato. Anote na sua agenda e participe das lives que terão transmissão na página do Facebook do Sindicato (@bancariosul). Clique no link a seguir e curta a página: https://www.facebook.com/bancariosul Programação das Lives 10 DE OUTUBRO – DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL Live 1 – Dia 13 de outubro Os principais transtornos e acometimentos, sintomatologia e tratamento para recuperação de uma vida mental saudável no trabalho e na vida do bancário Palestrante: Dra. Ana Luíza – Psicóloga Data: 13/10 Hora: 19h Facebook do Sindicato @bancariosul Live 2 – Dia 14 de outubro Os direitos dos bancários e os procedimentos junto à empresa e ao INSS Palestrante: Dra. Anne Mejia – Advogada Previdenciária Data: 14/10 Hora: 19h Facebook do Sindicato @bancariosul Live 3 – Dia 19 de outubro O adoecimento mental na categoria bancária e as ações sindicais na busca do seu enfrentamento Palestrante: Plínio Pavão, ex-Secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-Cut Data: 19/10 Hora: 19h Facebook do Sindicato @bancariosul
10 DE OUTUBRO DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL

POR QUE PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Pela nossa Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Até a nossa atual e combalida CLT prevê as responsabilidades das empresas na manutenção da integridade da saúde dos trabalhadores. E apesar de toda essas legislações protetivas o Brasil infelizmente é um dos campeões em número de acidentes, mortes e doenças relacionadas ao trabalho. As mudanças implementadas em todo mundo na organização do trabalho através da chamada reestruturação produtiva, com a introdução de novas tecnologias, novas formas de gestão de mão de obra, para aumentar a produtividade, teve como consequência a intensificação no ritmo, intensidade e controle do trabalho. Particularmente nos bancos, com essas “ferramentas” também houve alterações no modelo de negócios, sendo a venda de produtos e serviços financeiros se tornado a principal atividade, e o trabalho baseado no atingimento de metas, cada vez mais inexequíveis é a realidade. O assédio organizacional – práticas de gestão voltadas para a produtividade, abriu espaço para o assédio moral. Com ambientes de trabalho cada vez mais exigentes, competitivos, novas relações de trabalho aos poucos foram quebrando os laços de solidariedade e substituindo por um individualismo como forma de sobrevivência no cargo ou no emprego. Os ambientes de trabalho vão se tornando hostis, com muitas tarefas, cobranças e poucos trabalhadores para dar conta de tudo. Essa gestão fortemente baseada na planificação e cobrança por resultados inibem outras condições fundamentais à realização humana: a subjetividade e o sentido de realização profissional. Soma-se a isso tudo uma segmentação de clientes cada vez mais seletiva, uma profunda crise econômica, tornando praticamente impossível entregar o resultado cobrado. Não por falta de empenho ou dedicação pessoal. Ao contrário. Ainda existe uma verdadeira crise de identidade moral nos bancários, porque nesse cenário, se vêem obrigados a “vender” produtos que se tivessem escolha não o fariam. Aos poucos a angústia, tristeza, a fadiga, ansiedade e o estresse vão se instalando, sem se perceber. Fato é que nos últimos anos as doenças psicossomáticas já são maioria dos afastamentos do trabalho. A Síndrome de Burnout já é uma verdadeira Pandemia entre os bancários. Essa síndrome se caracteriza pelo esgotamento físico e emocional, necessitando o afastamento do posto de trabalho. Segundo a OMS a Bournout é um estresse crônico e já atinge em algum grau a maioria dos trabalhadores no mundo. Além do desconhecimento natural em reconhecer essas situações, os bancários receosos por perderem a função ou o próprio emprego protelam na busca do tratamento adequado. O que quando ocorre, os problemas já estão agravados. Temos visto ser comum também outros problemas decorrentes da não abordagem correta, que são decorrentes de automedicação, problemas trabalhistas e previdenciários ocasionados pelo desconhecimento dos direitos e legislações, prazos e procedimentos. A pandemia da Covid19, o isolamento social necessário, as novas modalidades como o teletrabalho-home office agravaram essas condições. O ano de 2020 bateu um novo recorde na concessão de auxílio doença e aposentadoria por invalidez devido a transtornos mentais, chegando a 576,6 mil afastamentos , segundo dados da Secretaria Especial da Previdência e Trabalho – uma alta de 26% em relação a 2019. Isso com toda a dificuldade que sabemos ter nos atendimentos no órgão previdenciário. Dados do INSS já apontam que hoje 63% dos novos afastamentos já são relacionados a esses problemas de saúde mental. Por isso que abordar essas questões são fundamentais. A busca do equilíbrio entre a vida e a realização do trabalho é cada vez mais imprescindível, e de interesse de toda sociedade. Essa discussão há muito já não é apenas transversal ou tangencial às condições e relações de trabalho. São vitais.
Deputados propõem regras para contas offshore de agentes públicos

Iniciativas são reação às descobertas de contas de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto em paraísos fiscais A descoberta de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, têm contas offshore em paraísos fiscais motivou a apresentação de projetos de lei para regular a participação de agentes públicos em contas offshore no exterior. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2021, de autoria do deputado federal Ivan Valente (Psol/SP), veda a nomeação de pessoas com contas ou empresas em paraísos ou refúgios fiscais para a Diretoria Colegiada do Banco Central. Já o Projeto de Lei (PL) 3455/2021, de autoria do deputado federal Henrique Fontana (PT/RS) proíbe que candidatos a cargos eletivos e agentes públicos abram, mantenham ou participem em sociedade que possuam contas offshore no exterior. Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, os casos das contas offshore de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto mostram o quanto é importante debatermos sobre a regulamentação do Sistema Financeiro Nacional e das regras de transação de capital no país. “Infelizmente, sempre quando falamos sobre esta necessidade, correm falar que isso gerará fuga de capitais, inflação, crise financeira e econômica. Mas, estes são alguns exemplos de que estes medos que põem na gente se tratam, na verdade, de tentativas de pessoas que querem manter seus privilégios”, disse. Barrar a hipocrisia Além de proibir a nomeação, a proposta de Ivan Valente determina que “os atuais membros da Diretoria Colegiada do Banco Central que se enquadrem na situação mencionada” […] “deverão se afastar do cargo no prazo de até 30 dias, contados a partir da entrada em vigor da Lei Complementar”. Já o projeto de Henrique Fontana, permite a abertura de contas offshore somente depois de dois anos após o término da legislatura e/ou do desligamento do cargo. “Os projetos são semelhantes, mas diferentes. Um versa sobre a proibição da nomeação de pessoas com contas offshore para cargos no Banco Central. O outro sobre a proibição da abertura e manutenção de contas pelos candidatos e agentes públicos de uma forma geral. Mas, eles devem ser apensados e tramitarem em conjunto”, explicou o secretário de Relações de Trabalho e responsável pelo acompanhamento de assuntos de interesse dos trabalhadores no Congresso Nacional pela Contraf-CUT, Jeferson Meira, o Jefão. “Mas, o que é importante observarmos é a preocupação dos deputados em controlar estas questões de conflito de interesse que vemos tanto no caso de Paulo Guedes, quanto do Campos Neto. Não é possível permitirmos que pessoas que têm controle do câmbio no país e possuam informações privilegiadas sobre questões que envolvam a cotação das moedas se beneficiarem de seus poderes e informações enquanto o restante dos brasileiros é prejudicado por estes atos”, completou Jefão. Para o dirigente da Contraf-CUT, trata-se de, no mínimo, hipocrisia e falta de ética ministros e o presidente do Banco Central, que dirigem a economia do país, manter contas offshore em paraísos fiscais. “O dinheiro deles fica longe da tributação brasileira e, consequentemente, deixa de ajudar o Brasil em obras de infraestrutura e serviços públicos, enquanto esses mesmos privilegiados impõem regras tributárias para o país e atacam servidores, o serviço público, os mais pobres e a classe trabalhadora”, observou. Regulamentação A regulamentação do sistema financeiro é uma preocupação dos trabalhadores da categoria bancária. Os delegados e delegadas da 23ª Conferência Nacional dos Bancários, ocorrida nos dias 3 e 4 de setembro, aprovaram uma resolução defendendo que “o Sistema Financeiro Nacional (SFN) do Brasil deve ser organizado com o intuito de promover o desenvolvimento econômico e social do país, com geração de emprego de qualidade e renda para a população e contribuir com a redução das desigualdades regionais do país”. >>>>> Leia a íntegra das resoluções da 23ª Conferência Nacional dos Bancários A resolução diz ainda que, “as instituições financeiras (bancárias e não bancárias) devem garantir o acesso da população e das empresas ao crédito com taxas de juros compatíveis com níveis internacionais em segmentos prioritários, de modo a favorecer o investimento produtivo, o fortalecimento do mercado interno e o acesso da população à infraestrutura econômica e social, e de forma a proteger a população contra o endividamento exacerbado”. Em outro trecho, defende que o Banco Central do Brasil (BCB) deve “perseguir não somente a meta de inflação, mas também metas de emprego e renda” e “zelar pela suavização dos movimentos na taxa de câmbio do Brasil que impactam diretamente o custo de vida da população, estabelecendo controles de capital que dificultem entradas e saídas bruscas de capitais especulativos de curto prazo”. Fonte: Contraf-CUT
Rompendo barreiras para representar empregados da Caixa

Texto da conselheira Rita Serrano resgata sua trajetória, desafios e conquistas como representante dos empregados da Caixa Em novembro de 2019 fui reeleita, em primeiro turno, como representante dos empregados para o Conselho de Administração. Recebi 82% dos votos válidos, numa disputa com 203 candidatos. O resultado me emocionou e garantiu a coragem necessária para seguir em frente, defendendo de forma intransigente a Caixa Pública e os direitos dos empregados. A participação recorde dos colegas na votação e o apoio das entidades mostraram a força do coletivo, da união. Eu vinha de uma gestão marcada por constantes reuniões em locais de trabalho, cheguei a visitar 22 estados brasileiros, mas poucos meses depois, com a chegada da pandemia de covid-19, esses encontros passaram a ser remotos, resultando em rápida expansão da nossa comunicação virtual, com lives, publicações, podcasts. A crise sanitária trouxe para os bancários e prestadores de serviço da Caixa um sentido maior da palavra superação, já que a covid-19 acarretou mortes, tristeza e a necessidade de cumprimento do papel social da empresa, exigindo de seus trabalhadores rotinas extensas (e com grande risco de contaminação) para atender dignamente a milhões de brasileiros desamparados pela crise econômica e social. Junto com as entidades, defendi a necessidade do home office, protocolos de segurança nas agências, vacina para todos, contratações, investimentos em tecnologia e humanização das relações de trabalho, sem a cobrança exacerbada por metas. No debate interno do Conselho me posicionei contra a colocação de teto no Saúde Caixa no estatuto, a privatização das operações (Cartões, Loterias, DTVM, Seguros) e todo tipo de fatiamento do banco, como os IPOs; votei contra a devolução dos IHCDs – instrumentos foram usados para que o banco ampliasse sua atuação nas políticas públicas; e a criação do banco digital (outra instituição financeira). Fui a favor de todas as pautas que envolvem a expansão do papel da Caixa, ampliação das operações, abertura de agências, ocupação de cargos de dirigentes por empregados de carreira, respeito a diversidade, aprimoramento das medidas de sustentabilidade, integridade e maior transparência. Obviamente, ser minoria não é fácil: o CA é composto por 8 membros e, destes, 7, incluindo o presidente do banco, são indicados pelo governo. Sou a única empregada – até setembro era a única mulher – e voz destoante da maioria dos conselheiros em assuntos que envolvam a privatização das operações, a retirada de direitos dos empregados e ameaças à sustentabilidade, perenidade, uso da imagem da instituição. Com isso, a pressão é grande e se dá de várias formas. No último período foi aberto procedimento interno no colegiado contra mim, sobre supostos conflitos de interesses. Em um deles questionam meu posicionamento a favor de greve dos empregados ocorrida em abril. Situação parecida acontece também com conselheiros eleitos de outras estatais. Exemplo dos ataques que vivemos no país hoje contra as representações dos trabalhadores e a democracia. Em resposta surgiu uma forte onda de solidariedade e apoio vindo dos empregados e entidades, referendando minha atuação. Primeiro veio dos colegas, com a pesquisa virtual realizada em março passado que apontou que minha atuação como representante dos empregados no Conselho de Administração tem a aprovação de 94% dos trabalhadores da ativa: 79% a consideraram ótima e 15% boa. A pesquisa foi respondida por 1.754 bancários, sendo 1.201 da ativa e 553 aposentados. Mais recentemente, as entidades sindicais e associativas que representam os empregados da Caixa divulgaram documento em que ratificam o apoio ao mandato. Os desafios continuam grandes, mas acredito que nosso futuro é muito maior que nosso presente, e por essa razão sigo nessa jornada de lutas com vocês. Sou uma única voz, mas sei que não estou sozinha. Mais uma vez, convido cada um a participar da gestão, mandando sugestões, críticas, opiniões e fortalecendo, assim, a tão expressiva e bela palavra que nos une desde a origem: Juntos, para o que der e vier. Maria Rita Serrano é conselheira de administração da Caixa eleita pelos empregados. Mestre em Administração, é autora do livro ´Caixa, banco dos brasileiros´ (2018) e coautora de ´Se é Público é para todos´ (2018). Também é coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e conselheira fiscal na Fenae. Fonte: Contraf-CUT