Assembleia do Bradesco Financiamentos acontece dia 9 e 10 de novembro

Está marcada para a próxima semana, a assembleia extraordinária especifica do Banco Bradesco Financiamentos. O evento, realizado pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, ocorrerá de forma virtual, das 8 horas do dia 9, até às 18 horas, do dia 10 de novembro. O evento tem a finalidade de deliberar sobre a negociação e o Acordo Coletivo de Trabalho referentes às áreas de análise de crédito, de atendimento e de suporte do Bradesco Financiamentos. Confira o edital: Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense
Sindicato realiza assembleia extraordinária para deliberar sobre assinatura do ACT do Bradesco S/A referente à CIPA 2021/2022

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza assembleia extraordinária especifica para deliberar acercada negociação e assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho referente ao Programa de Capacitação Cipa 2021/2022. A assembleia ocorrerá das 8 horas, do dia 9 de novembro, às 18 horas, do dia 10 de novembro, de forma remota. Confira o edital:
Contraf-CUT critica portaria que libera exigência de vacinação

Bancários, que já estavam receosos por terem que atender clientes ou trabalhar ao lado de colegas que se recusam a se vacinar, devem ficar apreensivos A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) criticou, nesta quarta-feira (3), a portaria 620, do Ministério do Trabalho e Previdência, publicada na edição de domingo (1) do Diário Oficial da União. No artigo 1º, parágrafo 1º, a portaria proíbe os empregadores de exigirem para contratação ou manutenção do emprego o comprovante de vacinação. No parágrafo 2º, caracteriza como prática discriminatória a exigência do comprovante de vacinação em processos de seleção, ou a demissão do trabalhador. “Isso é um absurdo! Estamos vivendo em meio a uma pandemia e os empregadores são responsáveis pela manutenção de um ambiente seguro e saudável para o trabalho. Ao fazer esta proibição, o governo impede que o empregador cumpra sua obrigação, pois uma pessoa não vacinada é suscetível ao contágio e, consequentemente, à propagação do vírus”, disse a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Nas conversas que estamos tendo com os trabalhadores, eles já se mostravam receosos por terem que atender clientes e trabalhar ao lado de um colega que se recusa a se vacinar. Com essa medida do governo Bolsonaro eles ficarão apreensivos com a possibilidade de esta situação perdurar para sempre, mesmo tendo vacina disponíveis para todos”, completou. Para especialistas em direito do Trabalho, a portaria é inconstitucional. A bancada do PT na Câmara dos Deputados e no Senado Federal se mobiliza para derrubar a portaria e pelas redes sociais, o senador Humberto Costa (PT-PE) anunciou que já apresentou uma proposta para derrubar a portaria. Em contraposição ao governo, o Tribunal Superior do Trabalho passou a exigir comprovante de vacinação para todas as pessoas que queiram entrar em suas dependências. A mesma exigência é feita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e pelo Ministério Público. Fonte: Contraf-CUT
Aprovado modelo de gestão e custeio do Saúde Caixa

Maior vitória foi a manutenção da proporcionalidade de custeio (70/30) e os princípios da solidariedade e pacto intergeracional Por ampla maioria, as assembleias realizadas nas bases do Comando Nacional dos Bancários em todo país aprovaram o novo modelo de gestão e custeio do plano de saúde dos empregados da ativa, aposentados e pensionistas da Caixa Econômica Federal, o Saúde Caixa. Às 21h de sexta-feira (29), 87% dos votantes tinham aprovado a proposta no sistema de votação eletrônico disponibilizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro aos sindicatos, restando 400 votos a serem validados, sem possibilidade de alteração do resultado. De todos dos sindicatos que compõem o Comando Nacional dos Bancários, apenas o Sindicato dos Bancários da Bahia (Seeb/BA), o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Seeb/ES), o Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/SE) e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osaco e Região (SPBancários) não utilizaram o sistema de votação da Contraf-CUT (veja abaixo notícias sobre o resultado das eleições nestas bases). “É uma grande vitória dos trabalhadores. Se a proposta não fosse aprovada, o banco poderia implementar reajustes desconsiderando o pacto intergeracional e a solidariedade, prejudicando os aposentados e quem tem os menores salários”, comemorou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O modelo de custeio aprovado não traz alterações nos princípios de solidariedade e no pacto intergeracional estabelecidos desde o início do Saúde Caixa. Também foi mantida a proporcionalidade do custeio entre os empregados (30%) e a Caixa (70%), limitado a 6,5% da folha de pagamentos e proventos, devido a uma alteração realizada pelo banco em seu estatuto. A alteração mais significativa é a autorização de cobrança de um valor extra na parcela de novembro de 2022 (quando é pago o 13º salário), para fazer frente à necessidade de aumento de arrecadação para cobrir os 30% dos custos do plano que são de responsabilidade dos empregados. “A consultoria atuarial que contratamos para analisar os documentos da Caixa apontou a necessidade de aumento da arrecadação. Estabelecer a cobrança no mês do 13º, quando os empregados estão mais capitalizados, foi a forma que encontramos para evitar os aumentos mês a mês, o que poderia aumentar os custos sem ter como sustentá-lo. Mas, a maior vitória mesmo foi a manutenção da proporcionalidade de custeio (70/30) e todos os princípios do plano”, concluiu a coordenadora da CEE. Fonte: Contraf-CUT
Cassi e BB terceirizam atendimento à saúde mental

Contrato com plataforma de atendimento psicológico on-line não teve consulta do movimento sindical e abre discussão sobre sigilo de dados A parceria entre o Banco do Brasil, Cassi e a Vittude, desenvolvedora de ferramentas de inteligência artificial e atendimento psicológico on-line, preocupa as entidades sindicais e de defesa das trabalhadoras e trabalhadores do BB. “Sempre defendemos a ampliação da oferta de atendimento psicológico na Cassi, mas essa decisão de terceirizar o atendimento, de modo on-line e, ainda, sem dialogar com o movimento sindical, nos deixou em alerta”, pontuou João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). “A parceria sequer foi apresentada ou discutida com as equipes técnicas da Cassi, o que representa risco para a evolução do modelo baseado na Atenção Integral. Foi uma iniciativa do Banco do Brasil que, depois, envolveu a Cassi. Os dirigentes da Cassi acabaram se submetendo, mais uma vez, às decisões do BB, aceitando a contratação sem uma discussão ampla com os próprios associados”, observou Fernanda Carisio, ex-presidenta do conselho deliberativo da Cassi. “Mais uma vez a Cassi está vendendo os associados, principalmente, os da ativa, ao permitir acesso aos dados de pacientes adoecidos. É muito triste ver a diretoria eleita da Cassi fazendo esse papel escuso”, lamentou ainda João Fukunaga. Na divulgação da parceria, o BB e a Cassi afirmaram que o acordo com a Vittude faz parte do pilar Apoio Psicológico do Programa Saúde Mental, “que está sendo bem recebido por todos os funcionários”. Entretanto, Fukunaga contestou essa informação, uma vez que a contratação da Vittude foi realizada por debaixo dos panos, colocando em risco a proposta original do Programa Saúde Mental: “Essa decisão de terceirizar um serviço que já existe na Cassi não foi dialogada com os associados. Sempre cobramos a ampliação do atendimento psicológico nas mesas de negociação, mas com a interveniência da Cassi neste processo. Agora, quais são os riscos de arquivamento e compartilhamento de informações pessoais das trabalhadoras e dos trabalhadores, em se tratando de uma empresa terceirizada e que tem um contrato 100% pago pelo banco?”, questionou o coordenador da CEBB. “A questão dos dados é séria, ainda mais se considerarmos que não houve discussão com as equipes técnicas da própria Cassi. É provável que exista um termo de confidencialidade assinado pelas partes, isso é, pelo BB e a terceirizada, mas isso, por si só, não garante a preservação das informações de saúde dos associados”, analisou Fernanda. Programa Saúde Mental O Programa Saúde Mental (PSM) da Cassi tem mais de 20 anos. “Começou com a criação de portas de entrada para a saúde mental, a partir de estruturas locais montadas nas unidades Cassi. Esse modelo está evoluindo para trabalhar com Linhas de Cuidado, organizadas para atender aos problemas mais prevalentes entre os funcionários do Banco”, conta Fernanda Carisio, questionando em seguida: Por que não investir num programa maduro e consistente, operado pelos profissionais da própria CASSI?.” O PSM não nasceu por acaso, mas de uma necessidade cada vez maior de atender a demanda de trabalhadores e trabalhadoras do BB. Um estudo recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), abordado no texto “Suicídios na categoria reforçam necessidade de medidas protetivas”, revelou que, entre 2012 e 2017, os bancos foram responsáveis por 15% dos afastamentos por causas mentais entre todos os setores de atividade econômica. Quando se trata de depressão, a proporção no período aumentou para 16%. O levantamento apontou ainda que, de 2009 a 2013, houve uma elevação de 70,5% dos casos de Transtorno Mental entre os bancários, contra 19,4% nas demais categorias. Fernanda explicou que as CliniCassi estão equipadas com profissionais preparados para a condução das ações em Saúde, incluindo psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais, além de psiquiatras nas CliniCassi de maior porte. “As ações de Saúde das CliniCassi são baseadas na Atenção Primária e contam com o suporte de parceiros especializados na rede de prestadores de serviços que atuam dando prosseguimento aos tratamentos do paciente”, completou. Atualmente, no Plano Associados da Cassi existe a cobrança de coparticipação equivalente a 40% no valor das consultas. “Nas mesas de negociação temos pedido, reiteradamente, que o banco arque integralmente com os custos dos atendimentos psicológicos em caso de adoecimento mental decorrente do trabalho”, destacou Fukunaga. “É curioso que o banco que oferece, agora, atendimento psicológico gratuito, on-line, por uma terceirizada, é o mesmo que prejudica a saúde dos trabalhadores impondo metas diárias, mesmo diante da pandemia, em uma situação na qual várias agências estão desfalcadas”, observou. Outro dado abordado no artigo “Suicídios na categoria reforçam necessidade de medidas protetivas”, publicado aqui no site da Contraf-CUT, e que reforça a crítica de Fukunaga contra o BB, é que as condições precárias de trabalho, somadas ao baixo poder de decisão sobre as tarefas, aumentam em 77% a possibilidade de o trabalhador cair em depressão. A conclusão é da pesquisadora Llorens Serrano, da Universidade Autônoma de Barcelona e do Instituto Sindical de Trabalho, Ambiente e Saúde (ISTAS), após metarrevisão de 72 estudos mundiais, produzidos nos últimos dez anos.
Ação do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garante reintegração de bancária do Bradesco

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense reintegrou na última segunda-feira, 25, mais uma bancária a sua função, através de ação movida pelo Departamento Jurídico da entidade. Lídia Maria Barbosa, do Bradesco S/A, retomou ao quadro de funcionários da instituição após ser desligada de forma arbitrária, já que estava afastava de suas atividades laborais pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no curso do aviso prévio. O advogado do Sindicato, Dr. Murilo Cesar Reis Baptista, explicou que, inicialmente, a juíza de Volta Redonda negou o pedido de tutela. “O Sindicato recorreu junto ao Tribunal Regional do Trabalho, por meio de Mandado de Segurança, e os desembargadores determinaram a imediata reintegração da bancária”, detalhou. Lídia Maria teve garantido ainda todos os direitos e vantagens a que fazia jus antes da dispensa, inclusive a manutenção do plano de saúde. A reintegração da bancária foi acompanhada sistematicamente pela direção do Sindicato. O bancário deve informar seu desligamento ao Sindicato preenchendo, acessando o nosso site, na aba “Serviços/Departamento Jurídico” e preencher o formulário. Nem todos os bancos fazem homologação na entidade inviabilizando a ciência do desligamento e consequente nossa ação imediata. Seus dados, serão mantidos em sigilo. Estas precauções, permitem que a entidade verifique a regularidade do desligamento, o correto pagamento dos direitos e subsidie a luta em defesa dos empregos na categoria. Somente neste segundo semestre de 2021, o Sindicato garantiu a reintegração de seis bancários do Sul Fluminense às suas funções. O atendimento do Departamento Jurídico do Sindicato é realizado de segunda à sexta-feira, de 10 às 17 horas. Mais informações podem ser obtidas pelos telefone Fale com o Jurídico (24) 98100-0018 Link para acesso ao formulário do departamento jurídico: https://bancariosulfluminense.com/dpto-juridico/ Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu, nesta segunda-feira (25), com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a Mesa temática de Saúde. Um dos principais pontos da pauta foi iniciar a retomada dos debates sobre temas que eram discutidos antes da pandemia do coronavírus (Covid-19), como o fim das metas abusivas, do assédio moral e do adoecimento na categoria, além da garantia do tratamento para os trabalhadores que ficaram doentes por conta das ações dos bancos. “A nossa tese é que a pressão que os bancários sofrem nos locais de trabalho aumentou muito o adoecimento psíquico na categoria. Por isso, nós temos que discutir a forma como essa cobrança é feita”, afirmou Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT. Outro tema debatido foi o retorno ao trabalho presencial, que, apesar de estar sendo negociado banco a banco, o movimento sindical pediu uma orientação geral por parte das empresas. “A gente precisa ter clareza nestas questões, com um protocolo-base de medidas preventivas, para garantir a segurança dos trabalhadores que possa exercer suas atividades de forma tranquila”, explicou o secretário ao reforçar a importância da proteção dos grupos de riscos e da adequação dos ambientes de trabalho para a nova realidade. Ele alertou também para a necessidade de se preocupar com as sequelas da Covid-19, garantindo o tratamento adequado. Outra preocupação apontada foi a situação de colegas do grupo de risco ao voltar ao trabalho: “Defendemos que tenham prioridade para continuar em home office, minimizando assim os riscos de reinfecção”, alertou Mauro Salles. As partes se comprometeram ainda a fazer pressão em todas as esferas de governo para continuar obrigando o uso de máscaras, como importante medida de prevenção da contaminação da Covid-19. Fonte: Contraf-CUT
CEE critica as condições de trabalho e pressão submetida aos empregados da Caixa

Condições de trabalho foi o tema da reunião de negociação entre a Comissão Executiva de Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e o banco, ocorrida nesta sexta-feira (22). A pauta sugerida pelos representantes dos trabalhadores aborda o dia a dia dos empregados. O retorno ao trabalho presencial e o protocolo contra a Covid-19 também foram assuntos do debate. A reunião foi aberta com uma crítica feita pela coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt. “Assuntos tão importantes não podem ser postergados como a Caixa tem feito. Isso gera insatisfação e reforça o sentimento de muitos colegas que estão largados à própria sorte, tendo que cumprir o que é determinado sem ter todos os recursos à disposição para realizar o trabalho e estão, ainda por cima, adoecendo”, destacou. A CEE também cobrou uma posição sobre a eleição do Conselho de Administração. Até o momento não houve a divulgação da comissão eleitoral nem calendário de atividades. Fabiana Uehara alertou sobre o prazo da realização do pleito, que deve ocorrer em até 150 dias do vencimento do atual mandato. O Interaxa A ferramenta de interação com o cliente por meio do whatsapp, também foi amplamente debatido na reunião. Os empregados têm relatado dificuldades no atendimento devido à necessidade de domínio de diferentes assuntos para prestar esclarecimentos ao cliente. Muitas vezes necessitam de suporte dos gerentes, que também estão em atendimento. Há queixas sobre a simultaneidade no atendimento pela ferramenta e presencial e sobre o horário de funcionamento, que ultrapassa a carga horária de trabalho. O banco sugeriu algumas possibilidades para solucionar o problema, como a realização do atendimento presencial intercalado com o do Interaxa, mas recebeu críticas dos integrantes da Comissão. “Tenho a impressão que o banco não entendeu os motivos que justificam nossa insistência em cobrar mesa de negociação para tratar esse assunto. Se pautamos é porque os empregados não estão conseguindo resolver o problema. O planejamento e as soluções apontadas pelo banco não refletem a realidade diária dos empregados, que devem fazer várias coisas ao mesmo tempo. Isso é desumano, assédio moral e as pessoas estão adoecendo por causa disso”, ressaltou Rogério Campanate, representante da Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio de Janeiro (Federa-RJ). Na opinião de Carlos Augusto Silva (Pipoca), representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb/SP-MT), “a raiz do problema é a falta de empregados nas agências”, e sugeriu que os empregados que atendem pela ferramenta fiquem em local separado do atendimento presencial. O banco respondeu que vai avaliar a sugestão. Equipamentos precários Os representantes dos empregados cobraram a substituição dos materiais de trabalho como computadores, mouses, teclados e outros equipamentos periféricos danificados ou com péssimas condições de uso. Segundo o banco, haverá o acionamento das equipes regionais para a troca dos dispositivos. Certificado digital para recém-admitidos Empregados admitidos recentemente reclamaram da dificuldade em cumprir determinadas rotinas por não conseguirem obter o certificado digital. A Caixa avisou que o problema foi resolvido no dia 20. Manutenção das equipes de apoio Fabiana Uehara solicitou a continuidade dos serviços de vigilantes, recepcionistas, “posso ajudar?”, contratados em função do pagamento do auxílio emergencial. “Este quadro de pessoal ajuda muito no dia a dia das unidades e dá segurança aos empregados. Sem ele também há um prejuízo na triagem e organização do atendimento nas agências. A Caixa respondeu que os ajustes estão sendo realizados e que este pessoal foi contratado temporariamente. A Comissão cobrou que a empresa reveja estes ajustes. Registro de ponto Sobre os problemas no registro de início da jornada e volta do intervalo, a Caixa admitiu as falhas e informou que já há um projeto piloto para testar uma aplicação simplificada para facilitar o acesso aos sistemas de RH. O teste deve começar em novembro. Retorno ao horário normal bancário A Caixa informou que esse ponto já era item cobrado em reuniões anteriores e que o retorno será no dia 23 de novembro. A Comissão reforçou que o assunto deveria ser tratado na reunião e valorizado em rodada de negociação, já que era uma pauta recorrente. Acesso ao Rede Caixa nas estações financeiras A Caixa informou que vai atualizar a versão do sistema para regularizar o acesso. A Comissão sugeriu que nestas estações também seja possível acessar os manuais normativos. Transferência de gerentes PJ A CEE questionou a movimentação dos gerentes de conta PJ e a Caixa disse que responderá isso na próxima reunião. Retorno presencial Um dos assuntos de muito debate foi o retorno presencial dos trabalhadores em home office às agências, anunciado pela Caixa em uma live aos empregados na quinta-feira (21). A coordenadora da Comissão criticou a tomada de decisão sem qualquer debate com a representação dos empregados. “O retorno presencial e o novo protocolo contra Covid-19 deveriam ter sido discutidos em mesa de negociação, como foi feito com o home office no início da pandemia. Inclusive isso foi reforçado em reuniões com a Fenaban. O debate aqui envolve proteger vidas”, destacou. “Qualquer protocolo de retorno deveria ser feito somente quando 70% da população estivesse com o quadro vacinal completo. Não basta os empregados estarem vacinados. Isso é, inclusive, a recomendação dos cientistas”, acrescentou Fabiana Proscholdt. Os membros da CEE apontaram algumas falhas no protocolo. O representante da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb/BA-SE), Emanoel Souza, sugeriu o retorno dos empregados do grupo de risco somente após a dose de reforço. “Não estamos defendendo o home office eternamente, mas precisamos de mecanismos que garantam o retorno seguro e a saúde dos empregados”. O representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP), Jorge Luiz Furlan, relatou a vulnerabilidade dos empregados com deficiência auditiva, já que precisariam pedir ao cliente para retirar a máscara para fazer a leitura labial durante o atendimento. O dirigente solicitou a garantia de que estes trabalhadores não vão fazer atendimento ao público e foi atendido pelos representantes do banco. Outro questionamento de Furlan diz respeito à assinatura obrigatória do Termo de
Enfrentamento do adoecimento mental na categoria bancária pelo Sindicato foi o tema da 3ª “live”

Dando sequência às comemorações do dia 10 de outubro – Dia Mundial em Comemoração da Saúde Mental, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realizou sua 3ª live, com a participação virtual do convidado Plínio Pavão. Plínio é empregado aposentado da Caixa, ex-diretor de Saúde do Trabalhador da ContrafCut, foi assessor da Cut Nacional para esse tema, sendo o coordenador, por muito tempo pelas negociações com os banqueiros e governo federal, que resultaram nas conquistas que atualmente temos na nossa Convenção Coletiva, diversas Normas Regulamentadoras e na legislação em geral, dentre elas a criação do NTEP – Nexo Técnico Epidemiológico, em 2006. Se nos idos dos anos 90 e 2000 o grande problema de saúde dos bancários foram as chamadas Ler/Dorts – doenças osteomusculares, à partir de 2010 as doenças psicossomáticas passaram a dominar as estatísticas, e atualmente a Síndrome de Burnout, caracterizada pelo completo esgotamento emocional e físico, é a maior causa de afastamento do trabalho dos bancários, sendo que a categoria é a segunda, nesse tipo de afastamento junto ao INSS, ficando atrás somente dos servidores públicos. Plínio fez questão de abordar de modo abrangente todas as questões. A começar pelo próprio conceito de saúde definido pela OMS – Organização Mundial da Saúde, que a define como sendo o bem-estar geral, físico, emocional, financeiro e social, e não apenas a ausência de doenças. Da mesma forma a importância de aplicarmos os conceitos mais adequados que dispomos, como por exemplo de Saúde do Trabalhador, em sua definição, que contempla os conhecimentos das diversas áreas e disciplinas como Medicina Social, Saúde Pública, Saúde Coletiva, Clínica Médica, Medicina do Trabalho, Sociologia, Epidemiologia Social, Engenharia, Psicologia, etc., aliada aos saberes e interações dos próprios trabalhadores. Em contraposição aos chamados conceitos hegemônicos, que são aqueles tecnicistas, que buscam individualizar e responsabilizar a conduta individual dos trabalhadores e reduzir sua extensão. Essa contraposição é fundamental, porque reflete os conflitos inerentes as relações ideológicas próprias entre capital e trabalho. Mas todos sabemos e os dados epidemiológicos disponíveis comprovam que esse nível de adoecimento é resultado das relações assimétricas de poder nos ambientes de trabalho, da exploração da força de trabalho na busca de lucros e resultados e dos conflitos que permeiam as relações de trabalho. No caso dos bancários essas questões se traduzem pelo aumento do assédio moral, das cobranças pelo atingimento de metas cada vez mais abusivas, pela falta de condições adequadas para esse trabalho e de seus efeitos, que provocam continuadamente na vida pessoal e profissional dos bancários, cujas preocupações não acabam ao se desligar o computador na agência no fim da jornada. Outra importante abordagem feita foi sobre a vasta legislação que o Brasil possui. Desde a Constituição Federal, que determina a saúde como um direito de todos e dever do Estado, a lei de criação do SUS, com a previsão de uma série de questões importantes para a Saúde do Trabalhador, a lei 8.213 (direitos previdenciários), e outras legislações e normas que preveem ações epidemiológicas preventivas, CIPAS, o papel e a responsabilização das empresas, possibilidades de atuação e intervenções sindical na busca de ambientes de trabalho saudáveis. Ou seja, não é por falta de legislações que garantam ambientes de trabalho mais salubres que isso não ocorre. É em sua maior parte pela negligência do empregador, do Estado e em razão do desconhecimento e exigência do respeito às normas pelos próprios trabalhadores, que as empresas aproveitam para aumentar a exploração e maximizar seus lucros, aos custos da saúde de seus trabalhadores, que depois são descartados como um simples “bagaço de uma laranja”. “A manutenção da saúde dos trabalhadores é o eixo principal para a atuação dos Sindicatos”, avaliou Plínio Pavão. Até porque todos os demais aspectos da vida profissional, pessoal e social dos bancários estão vinculados a esse respeito. Por isso que um dos consensos desses debates é a necessidade de ampliar a divulgação e o conhecimento desses direitos. E outra iniciativa, à partir dessa popularização de conhecimentos, é resgatar a solidariedade dentre os bancários, e a noção da importância da coletividade para enfrentar esses problemas e buscar as soluções. Construindo novas reivindicações a serem levadas à Mesa de Negociação com os banqueiros, aos governos no âmbito de suas competências, mobilizações em torno dessas pautas e principalmente uma atuação de resistência para impedir que o assédio moral prospere nos ambientes de trabalho. Ou seja, toda essa luta e enfoque da problemática tem que ser coletiva. Mas enquanto isso precisamos cuidar e assistir aos já adoecidos. Seja no estabelecimento das chamadas Clínicas do Trabalho, nos Sindicatos que tiverem essa condição, com atendimento psicológico adequado, individual e coletivo, para a escuta e acolhimento, intensificar a emissão das CAT’s – Comunicação de Acidente de Trabalho, para assegurar o tratamento e direitos adequados e/ou responsabilizar aos bancos nos casos de recusas ou omissões nas suas obrigações legais. Em razão das dimensões e repercussões desses tipos de acometimentos, responsáveis por inúmeras tentativas de suicídios, inclusive, levaram o Sindicato dos Bancários a realizar essa série de 3 lives (dias 13 – Dra. Ana Luiza Gimenez – Psicóloga, 14 – Dra. Anne Mejias – Advogada e 19/10 – Plínio Pavão – Dirigente e assessor sindical, que podem ser acessadas nas redes sociais do @Bancariosul) como a intensificação de um trabalho mais intenso e específico nessa área da promoção da saúde do trabalhador, para que os bancários e bancárias tenham a convicção de que não estão sós nessa luta. Acesse a live na íntegra em nosso canal: Youtube
“Suicídios na categoria reforçam necessidade de medidas protetivas”

Para o secretário de Saúde da Contraf-CUT, é preciso registrar a situação trágica para transformá-la e responsabilizar quem despreza a saúde e a vida das pessoas O secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, acredita que os recentes casos de suicídios de bancários em todo o Brasil reforçam a necessidade de que medidas sejam tomadas para proteger a integridade física e mental dos colegas. “Suicídio tem múltiplas causas, mas o trabalho é um potencial detonador e nos faz refletir sobre o momento de enorme tensão em que os bancários estão trabalhando. Nossa categoria está triste, pressionada, com medo do futuro e com alto índice de adoecimento psíquico”, disse. Salles lembrou o recente estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que analisou os dados da Previdência Social e apontou os bancos como responsáveis por 15% dos afastamentos por causas mentais entre setores de atividade econômica, nos anos de 2012 a 2017. A proporção aumenta para 16% se considerar os afastamentos por depressão. Enquanto nos demais setores a elevação de benefício por Transtorno Mental foi de 19,4% entre 2009 e 2013, no setor bancário chegou a 70,5%. “Provavelmente a situação atual está mais grave”, lamentou o secretário. De 1996 a 2005 ocorreram um suicídio a cada vinte dias entre os bancários. Em muitas situações nos próprios locais de trabalho. Mauro Salles cita o psiquiatra francês Christophe Dejours, “o facto de as pessoas irem suicidar-se no local de trabalho tem obviamente um significado. Os suicídios nos locais de trabalho são reveladores de profunda degradação da vida e da solidariedade, fato que não pode ser banalizado. É uma mensagem extremamente brutal e aponta ligação com as situações de trabalho.” Em matéria do El País, Llorens Serrano, pesquisadora da Universidade Autônoma de Barcelona e do Instituto Sindical de Trabalho, Ambiente e Saúde (ISTAS), se referindo a uma metarrevisão de 72 estudos mundiais nos últimos dez anos, afirma que, quando se trabalha em condições precárias e com baixo poder decisório sobre as tarefas, a possibilidade de cair em depressão é de 77%. Se a insegurança trabalhista é elevada, a possibilidade é de 71%, e de 77% no caso da ansiedade. Outra pesquisa do Dieese, desta vez sobre Teletrabalho, mostra o alto índice de pessoas com medo de ser esquecidos/dispensados (56,8%); ansiedade (65,4%), entre outras questões preocupantes. Nos dados preliminares de pesquisa sobre sequelas da Covid-19, realizado em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp), também aparecem questões preocupantes: Não me sinto alegre (45%); cabeça cheia de preocupações (67,1%). “São dados que ilustram a situação de alerta à qual devemos estar atentos. Vivemos um momento de alto risco para que aconteçam ainda mais tragédias contra os trabalhadores. A pressão exercida pelos bancos para garantir resultados, utilizando métodos perversos, está deixando os bancários em um nível de sofrimento extremo. Isto tem levado a um número crescente de adoecimento psíquico. Também, no extremo do desespero, produz nível elevado de suicídios”, afirmou o secretário de Saúde da Contraf-CUT. Contexto atual é de alto risco De acordo com Mauro Salles, no contexto atual há uma conjunção de fatores que potencializa tragédias, como um mal-estar da civilização com desemprego, desigualdade, falta de perspectiva, medo de perder emprego, de não estar à altura, de não poder sustentar sua família. “As mudanças profundas no mundo do trabalho bancário, com reestruturações permanentes, mudanças no modelo de negócio, demissões, descomissionamentos… A concorrência no setor aumenta a pressão sobre os bancários, onde a exigência de resultados com metas abusivas, com a proliferação do assédio moral, tem impactado a saúde”, explicou. Segundo o dirigente da Contraf-CUT, a pandemia agrava a situação. “Mais uma vez o medo. Medo do contágio, de adoecer, necessidade de proteger familiares, em um convívio com a morte que está à nossa volta. Agravando a situação vemos os bancos intensificarem a pressão em um momento de crise sanitária. Somam-se a isso as instituições hostis. Um governo Federal que faz de tudo para prejudicar os trabalhadores, com constantes ataques aos nossos direitos, desmontando a fiscalização do trabalho e dificultando o acesso aos direitos previdenciários. O Congresso votando medidas contra os direitos, com retrocessos poucas vezes vistos. E a balança do judiciário pende a favor do capital.” Medidas urgentes são necessárias Como inúmeras pesquisas indicam, há estreita ligação do adoecimento com as políticas de pessoal. “Como prescreve a legislação, precisamos exigir dos bancos políticas efetivas de prevenção, monitoramento e controle da saúde dos bancários, nas quais o imperativo seja reconhecimentos dos riscos ergonômicos, psicossocial e agora o biológico. Da mesma maneira, é essencial que haja uma atenção aos colegas que adoecem, garantindo condições para tratamento. E, acima de tudo, o fim das metas abusivas, o consequente assédio moral e a pressão pelos resultados. Não podemos deixar de apontar a necessidade de cobrar a responsabilidade dos bancos em relação às sequelas da Covid-19 em colegas infectados, pois elas impactam a vida profissional e a saúde. Ainda mais quando temos notícias de colegas trabalhando sem as condições plenas de saúde. Sem esquecer que vamos conviver com a pandemia por um tempo indeterminado e devem ser mantidas as medidas protetivas dos ambientes de trabalho e dos trabalhadores”, apontou. Para o secretário de Saúde da Contraf-CUT, é necessário registrar essa situação trágica para podermos, ao conhecer e reconhecer a realidade, transformá-la, responsabilizando quem despreza a saúde e a vida das pessoas, em todas as esferas sociais. “Estamos avisando que estes riscos psicossociais levam a inúmeras situações de adoecimento. Precisamos enfrentar a situação onde os empregadores têm responsabilidade. Através da luta comunitária, reatando nossos laços solidários, os homens e as mulheres podem e devem controlar os bancos. Só assim poderemos evitar as tragédias cotidianas que assolam nossa categoria”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT