Trabalhadores brasileiros participam de campanha mundial em defesa da saúde e segurança no trabalho

Na quinta-feira (7), Dia Internacional do Trabalho Decente, será organizado um tuitaço mundial para incluir saúde e segurança no trabalho como direitos fundamentais na OIT No Dia Internacional do Trabalho Decente (7 de outubro), entidades sindicais de todo o mundo vão fazer atividades para incluir a saúde e a segurança no trabalho como um direito fundamental na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre entidades de todo o mundo, participam da campanha a UNI Global Union, federação sindical global para setores e áreas de serviços, e a brasileira Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). As entidades organizam para esta quinta-feira, às 11h, um tuitaço mundial para defender a inclusão dessas questões nas convenções da OIT. Após quase 18 meses de pandemia, sindicatos de todo o mundo deixaram claro o papel fundamental que desempenham na proteção da saúde da classe trabalhadora, seja por meio da negociação de normas de segurança contra a Covid-19 por meio do desenvolvimento de uma série de protocolos específicos para o local de trabalho, incluindo a proteção contra a violência. A Contraf-CUT teve papel pioneiro no Brasil e desde o início da pandemia do país negociou com os bancos a proteção da categoria bancária, inclusive com a transferência de boa parte de bancárias e bancários para o teletrabalho. Direitos humanos e fundamentais “Depois da pandemia da Covid-19, que mostrou ser uma obrigação dos estados e empregadores zelar pela proteção da vida de empregados, ficou claro para todos que segurança e saúde no trabalho têm que ser direitos humanos e fundamentais”, afirmou o secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Roberto von der Osten. A OIT tem diversas convenções sobre o trabalho, mas oito delas são consideradas fundamentais: a Convenção 182, que trata das piores formas de trabalho infantil, a Convenção 138, que trata da idade mínima para trabalhar, a Concenção111, contra toda discriminação, a Convenção 105 que defende abolir trabalho forçado (escravidão), a Convenção 100 que defende igualdade de remuneração, a Convenção 98 que defende o direito à negociação e organização dos trabalhadores, a Convenção 87 que defende a liberdade e autonomia dos sindicatos e a Convenção 29 que também trata de trabalho forçado ou obrigatório. Tuitaço global A UNI Global Union e a Contraf-CUT querem que a Convenção 155 que trata de segurança e saúde dos trabalhadores seja a nona convenção fundamental. Para tanto, vão organizar um tuitaço de escala global.  Nesta quinta-feira (7), às 11h (horário de Brasília), no Dia Internacional do Trabalho Decente, as duas entidades e seus sindicatos filiados vão estar impulsionando nas redes sociais as hashtags #HealthSafety4All e #WDDW2021. Fonte: Contraf-CUT

Presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, vê ilegalidade e imoralidade na conta que Paulo Guedes tem em paraíso fiscal “O próprio ministro da Economia não confia no país, não vê segurança no Brasil. É uma coisa absurda para quem ocupa esse posto, que está gerindo a política econômica. O ministro Paulo Guedes está ganhando uma grana preta com o dólar em alta e está apostando contra a própria economia do Brasil”, declarou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, sobre a denúncia de que o ministro da Economia mantém empresa em paraíso fiscal. Para a presidenta da Contraf-CUT, o fato de o ministro da Economia depositar seus próprios recursos no exterior demonstra a falência da política do governo. “Paulo Guedes não tem confiança em sua própria política econômica. As pessoas investem foram quando não têm confiança no país. O problema é que Paulo Guedes é o gestor da política econômica que ele próprio desconfia. Também não confia na política monetária do banco Central. Fica claro também que o ministro da Economia está fazendo gestão para uma minoria”, observa Juvandia Moreira A denúncia foi divulgada neste domingo (3) pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), e foi batizada de Pandora Papers. A imprensa mundial repercutiu a denúncia, inclusive a brasileira. A denúncia envolve políticos e grandes empresários. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é outra autoridade brasileira que aplica dinheiro em paraísos fiscais. Medo, fuga ou lavagem de dinheiro? “Será que eles têm receio sobre o futuro do país ou porque estão fugindo de tributação ou ainda porque possam estar lavando dinheiro? É uma coisa ilegal, no mínimo imoral”, questionou a presidenta da Contraf-CUT. O Código de Conduta da Alta Administração Federal proíbe “investimento em bens cujo valor ou cotação possa ser afetado por decisão ou política governamental a respeito da qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas”. Guedes e Campos Neto serão investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que pretende apurar as offshores ligadas ao ministro e ao presidente do Banco Central. Os dois também serão alvo de representação de líderes da oposição, protocolada junto ao Ministério Público Federal. Encouraçado Internacional Em setembro de 2014, com o mercado financeiro agitado diante da iminência da reeleição de Dilma Rousseff (PT), o Banco Central interveio para conter a alta do dólar.  Nesse mesmo mês, Paulo Guedes fundou a Dreadnoughts International, uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe. Nos meses seguintes, Guedes aportou na conta da offshore, aberta numa agência do banco Crédit Suisse, em Nova York, a quantia de 9,55 milhões de dólares, o equivalente a 23 milhões de reais na época. A alta do dólar desde 2019 fez com que o patrimônio da Dreadnoughts International valorizasse pelo menos R$ 14 milhões. Hoje, o equivalente em reais dos US$ 9,55 milhões aportados na empresa é de R$ 51 milhões. A tradução de Dreadnoughts International é “Encouraçado Internacional”. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também recorreu a outro paraíso fiscal. A denúncia é que ele é dono da Cor Assets S.A., uma offshore no Panamá. Fonte: Contraf-CUT

Funcionários do BB reivindicam cuidados para o trabalho presencial

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do banco voltaram a se reunir, na noite desta sexta-feira (1), para continuar a discutir o retorno ao trabalho presencial. Logo no início, os membros da CEBB reforçaram as críticas ao modo como a convocação do retorno foi feita, com ameaças de gestores aos trabalhadores que não querem retornar, e que ainda não é o momento de retornar, pois a pandemia do coronavírus (Covid-19) continua, uma média de mortes alta, e com a variante Delta, de alta transmissibilidade, predominando em vários estados. O movimento sindical aponta ainda que trabalho presencial aumenta a concentração de pessoas e o risco de aglomeração nos prédios e agências, além de compartilharem o mesmo ambiente, tais como banheiros e cozinhas. Por isso, o uso de máscaras PFF2/N95 tem de ser obrigatório e fornecidas pela empresa, de acordo com as determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Além da necessidade da vacinação completa, com o respeito aos 15 dias após a segunda dose, e da testagem dos trabalhadores que aceitarem voltar. A CEBB reivindica também a proibição da volta dos trabalhadores do grupo de risco e dos que coabitam com pessoas do grupo do risco. “Nós queremos estabelecer uma forma segura, que não haja riscos à saúde dos trabalhadores”, afirmou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. *Veja abaixo outras reivindicações dos trabalhadores encaminhadas para o banco:* Trabalho Remoto permanecer como estratégia para a continuidade do serviço, podendo ser adotado sempre que a natureza do trabalho permitir; Respeito às normas municipais, estaduais e federais, acerca de ações para enfrentamento da pandemia de Covid-19, nos ambientes do BB; Rodízio entre os trabalhadores da mesma equipe do trabalho remoto, para evitar a eventual contaminação de todas as pessoas de uma mesma área; Retorno ao trabalho presencial de forma gradual, considerando a situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil e na região onde a unidade está localizada; Possibilidade da flexibilização da jornada de trabalho dos funcionários (em até 1 hora para os que possuem jornada de 6 horas e até 2 horas para os de jornada de 8 horas) para que seja possível reduzir a quantidade de funcionários presentes nos ambientes de forma simultânea e estipulando turnos de trabalho, desde que não haja prejuízos às atividades desenvolvidas na dependência; Priorização do atendimento não presencial ao público; Reuniões presenciais devem ser evitadas; Acompanhamento dos gestores da sua equipe, verificando diariamente o estado de saúde de todos e a eventual manifestação de sintomas como tosse, cansaço, congestão nasal, coriza, mialgia (dor no corpo), dor de cabeça, dor de garganta, dificuldade para respirar, febre e perda de olfato; Cuidados no deslocamento para o trabalho para evitar transporte público nos horários de pico. Uma comissão bipartite será criada para a construção de um manual de conduta dos funcionários do Banco do Brasil no retorno ao trabalho presencial a partir de segunda-feira (4). Fonte: Contraf-CUT

Deputada alerta para a gravidade da PEC 32

Para Erika Kokay, proposta de Bolsonaro acaba com o Estado social criado com a Constituição Federal de 1988, legaliza as “rachadinhas”, com a contratação de empregados fantasmas que cedem grande parte dos salários aos políticos que os contrata “A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32 não é uma reforma administrativa, mas uma reforma do Estado brasileiro. Querem destruir o Estado social de 1988, precarizar serviços públicos e abrir caminho para a iniciativa privada”, esta é a opinião da deputada federal Erika Kokay (PT/DF). Em entrevista concedida à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a deputada disse ainda que, para os empregados públicos, especialmente, e também da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, a PEC vai representar a retirada de direitos, o enfraquecimento do Estado e a privatização dos serviços. “A proposta tem o objetivo nefasto de esvaziar os acordos coletivos e facilitar demissões. Estamos falando da Constitucionalização do aparelhamento político das instituições, do compadrio, da legalização da rachadinha. Trabalhadores e trabalhadoras de estatais ficarão totalmente à mercê dos governos de plantão”, observou. Erika alertou para a necessidade de chamarmos a atenção da classe trabalhadora para a gravidade do que está sendo gestado por Bolsonaro e sua base de apoio. “O governo quer retirar qualquer possibilidade de acordo de convenção que assegure estabilidades parciais ou provisórias para as empregadas e empregados públicos. Estamos diante de uma profunda discriminação. Se há uma convenção nacional que atinge empregados públicos e empregados da iniciativa privada, se essa convenção nacional assegurar qualquer tipo de estabilidade provisória, parcial, ela será negada aos empregados e empregadas da iniciativa pública, das empresas públicas. Esse é o governo que dizia que era preciso priorizar o negociado sobre o legislado. São hipócritas!”, afirmou. Destruição do Estado Para o secretário de Relações do Trabalho e responsável da Contraf-CUT pelo acompanhamento no Congresso Nacional das questões que tenham relações com a classe trabalhadora, Jeferson Meira, o Jefão, o governo Bolsonaro e sua base de apoio estão gradativamente destruindo o Estado brasileiro. “Há uma série de projetos tramitando ao mesmo tempo no Congresso Nacional com apoio não apenas de deputados e senadores, mas de segmentos sociais que dizem não apoiar Bolsonaro, e, no entanto, compartilham e defendem sua agenda de privatizações e ataques aos serviços e servidores públicos. A oposição, juntamente com movimento sindical, tenta, com muita garra, barrar a PEC 32 e diversas outras investidas desse governo, de partidos e destes segmentos que lhe dão apoio velado por não terem compromisso nenhum com a Classe Trabalhadora”, observou o dirigente da Contraf-CUT. “É por isso que nós, trabalhadores, temos que estar bem atentos ao nosso voto no ano que vem para elegermos não apenas o presidente e governadores comprometidos conosco, mas também parlamentares em todas as instâncias que defendam nossos direitos e apoiem nossas lutas”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT

Federa-RJ promove live sobre o cenário do comportamento suicida no Brasil

Presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, mediou o evento A Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro) realizou na noite desta quinta-feira, 30 de setembro, live com o tema ‘O cenário do comportamento suicida no Brasil’. O evento foi uma atividade alusiva a campanha Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio. Mediada pelo vice-presidente da Federa-RJ e também presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, a transmissão ao vivo contou com a participação da Mestre e Doutora em Saúde Coletiva pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e USP (Universidade de São Paulo, professora Letícia Legay, além do coordenador da Secretaria de Saúde da Federa-RJ, Edilson Cerqueira, o coordenador da Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Miguel Pereira e diretores sindicais de várias localidades do Estado. Logo na abertura do evento, Júlio Cunha ponderou sobre como o cumprimento de metas exigidas pelas instituições bancárias tem afetado a saúde psicológica da categoria. “As metas impossíveis de serem alcançadas associadas às cobranças abusivas praticadas pelos bancos e a imposição aos bancários de aparentar sucesso a todo momento e até de vender produtos dos quais ele mesmo não acredita tem provocado uma crise moral nos bancários e bancárias. Alguns, na tentativa de cumprirem as metas chegam a situação constrangedora de ter que vender esses produtos a seus familiares e amigos. Tudo isso, somado a tamanha insegurança de perder tudo de um momento para o outro tem impactado sobre o crescimento dos índices de depressão, ansiedade e de esgotamento profundo entre os trabalhadores”. Júlio Cunha disse ainda que a Síndrome de Burnout é quase uma epidemia entre a categoria bancária. “Todos esses fatores se não observados e tratados a tempo podem levar ao suicídio. Essa é a nossa grande preocupação com a categoria, até porque o suicídio no Brasil ainda é tratado com muito tabu”, enfatizou o presidente, destacando que o Sindicato está à disposição para conversar sobre a questão e prestar apoio ao bancário e bancária que precisar. Edilson Cerqueira, disse que à frente da direção do Sindicato dos Bancários de Niterói, revelou que muitos profissionais chegam até ele  e expressam a possibilidade de tirar a própria vida em função dos problemas acarretados pelos assédio moral e o cumprimento de metas. SUICÍDIO – Durante a live, a mestre Letícia Legay analisou que quando a pessoa pensa no suicídio, ela busca uma solução para os seus problemas. “O sofrimento psíquico é tão forte que ela não consegue enxergar alternativas a não ser tirar a própria vida diante da dor insuportável da qual está acometida. Por isso, o papel de apoio dos Sindicatos e outras instituições são tão importantes na sociedade, funciona como um botão de alerta para que novas oportunidades possam surgir no dia a dia dos cidadãos. É preciso ouvir as pessoas, de forma especial, sem culpabilizá-las e sem buscar as causas do problema”. Letícia também abordou o suicídio ao longo da história da humanidade e relatou sobre dados atuais do fenômeno no Brasil e no mundo. “Cerca de 800 mil pessoas/ano cometem o suicídio, sendo que 79% desse total estão concentrados nos países de baixa e média renda. No Brasil, aproximadamente 11 mil pessoas/ano tiram a própria vida. Em números gerais, o suicídio já é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos de idade; em nosso país a quarta causa de óbito entre essa mesma faixa etária”. As taxas de suicídio, segundo a mestre da USP, estão associadas a diversos fatores, como: depressão, comportamento impulsivo, uso de álcool e outras drogas, abuso emocional, físico e sexual. Na sequência, foram considerados os controles dos meios da população considerada vulneráveis e suscetíveis ao suicídio e os atendimentos realizados nos consultórios médicos. “Há, com freqüência, profissionais para prescreverem medicamentos em detrimento do acompanhamento e apoio necessários nesses casos”. Durante a transmissão, os participantes tiveram a oportunidade de interagir com a professora Letícia Legay. O dirigente Miguel Pereira foi um deles e analisou a pesquisa feita pela UnB (Universidade de Brasília), a qual revela que 181 bancários suicidaram-se no Brasil, entre 1996 e 2005 e que até a concretização do ato, são praticadas pelos menos duas tentativas. “A partir desses dados, o Sindicato de Brasília acabou criando uma clinica de atendimento na própria entidade com a finalidade de barrar esses números. Precisamos avaliar a possibilidade e viabilidade de desenvolver esse tipo de trabalho, já que o bancário hoje interage apenas com planilhas eletrônicas para cumprimento de metas”. A pandemia da Covid-19 e suas consequências, como o teletrabalho, estiveram presentes durante as abordagens debatidas na live, assim como a pressão psicológica sofrida pelos atletas durante as competições, como as olimpíadas. Por fim, os encaminhamentos apontam que apesar de ainda ser um tabu, e tratado com preconceito, é preciso falar sobre o suicídio, jogado luz sobre suas causas e enfrentá-las. Assim como os bancários nos anos 90/2000 se organizaram para buscar soluções para os casos de LER/DORT, com as mudanças no trabalho bancário, agora novamente precisamos combater o sofrimento psicológico nesses mesmos ambientes, além do uso indiscriminado de medicamentos ‘tarja preta’. É urgente a busca por locais mais saudáveis, respeitosos dos limites humanos, sem assédios, com mais solidariedade entre todos e efetiva valorização profissional. Os Sindicatos estão atentos a essas questões. Além do atendimento diário aos já acometidos, principalmente, pela Síndrome de Bornout, às dificuldades de atendimento junto ao INSS e às empresas de saúde ocupacional-medicina do trabalho. Também estão sendo discutidas internamente algumas medidas e uma política efetiva de promoção da saúde dos bancários e das bancárias. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense

Negociação sobre retorno ao trabalho presencial será nesta sexta-feira (1º)

Bancos querem que retorno ao trabalho presencial aconteça mesmo com pandemia descontrolada Será retomada nesta sexta-feira (1º de outubro) a Mesa Permanente de Saúde da categoria bancária e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para definir o protocolo de segurança contra a Covid-19. A preocupação de bancárias e bancários é que o retorno ao trabalho presencial aconteça em um momento em que a pandemia não está controlada e que o ritmo de vacinação continua lento. Outra preocupação dos representantes da categoria na mesa de negociação é com a volta ao presencial do grupo de risco. As sequelas dos que contraíram e foram curados da doença é outra questão que preocupa os representantes da categoria. Por isso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) fez parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para realizar uma pesquisa sobre as sequelas da Covid-19 na categoria bancária. A pesquisa vai subsidiar as negociações com a Fenaban. Fonte: Contraf-CUT

“Afirmações de Pedro Guimarães não merecem credibilidade”

Coordenadora da Comissão Executiva de Empregados coloca dúvidas sobre afirmações do presidente da Caixa Segundo nota publicada pelo portal de notícias Metrópoles, a empresa de auditoria independente contratada pela Caixa Econômica Federal, a PricewaterhouseCoopers, solicitou informações ao banco sobre a afirmação feita pelo seu presidente, Pedro Guimarães, de que a Caixa teve prejuízo de R$ 46 bilhões durante as administrações petistas. “Se a auditoria contratada pela própria Caixa teve que pedir explicações sobre o alegado prejuízo, é porque ela não encontrou algo que sustente as afirmações. E, mais uma vez, vemos que o presidente da Caixa usa a instituição para satisfazer seus desejos de ascensão na carreira política. Em clara campanha a favor de Bolsonaro, inventa qualquer coisa para falar mal do Lula e dos governos petistas”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “As afirmações de Pedro Guimarães não merecem credibilidade! Ele está em campanha eleitoral antecipada. Se suas afirmações não merecem credibilidade e está em campanha eleitoral, não pode permanecer na presidência do banco!”, completou. O uso pessoal e político da Caixa por Pedro Guimarães já recebeu destaque da imprensa e está sob investigação do Ministério Público. Viagens e mentiras A coordenadora da CEE observou que, segundo a nota publicada pelo Metrópoles, a auditoria se baseou em uma afirmação feita durante uma transmissão ao vivo realizada pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, mas que a mesma afirmação foi feita diversas vezes durante eventos da Caixa ocorridos em diversos estados. “O banco criou uma superintendência nacional para cuidar das viagens de Pedro Guimarães. Nos bastidores, inclusive, este departamento é chamado de CaixaTur”, disse. “E, nestas viagens pagas pelo banco público, o ‘inacreditável’ presidente da Caixa tem feito diversas afirmações contra governos anteriores e exaltando o governo Bolsonaro”, ressaltou. A 10ª Vara Cível de Brasília já determinou que Pedro Guimarães se retratasse judicialmente sobre declarações inverídicas referentes aos lucros do banco. A decisão foi proferida atendendo a uma interpelação proposta pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que contestou afirmação do presidente da Caixa de que a instituição teve o maior lucro líquido de sua história em 2020, recorde de rentabilidade no ano anterior e, durante o governo petista, entre 2002 e 2010, gerou prejuízos. No entanto, com base em estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a deputada demonstrou à Justiça que as declarações são improcedentes e que a Caixa teve lucros maiores sob Lula do que sob Bolsonaro, ao contrário do que diz Pedro Guimarães. Fonte: Contraf-CUT

Sindicato alerta sobre a importância da mobilização para barrar o PL 1043/2019

Projeto prevê a abertura de agências bancárias aos sábados e domingos O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, alerta a categoria sobre a importância da manutenção da mobilização para barrar o Projeto de Lei 1043/2019, que voltou a tramitar no Congresso Nacional. O PL, de autoria do deputado David Soares (DEM/SP), teve parecer favorável do relator na Comissão de Defesa dos Consumidores (CDC), o deputado Fabio Ramalho (MDB-MG), e agora está aberto para emendas. Essa proposta é uma afronta aos bancários e bancárias e representa uma séria ameaça à jornada da categoria conquistada ao longo dos anos, com muita luta. Estamos mobilizados e vamos fortalecer ainda mais as nossas ações para impedir a retirada desse direito trabalhista – destacou Júlio. Os dirigentes da entidade sindical avaliam que com o avanço tecnológico, existe uma parcela significativa de clientes que já recebe atendimento remoto aos fins de semana. Ademais, o Comando Nacional dos Bancários apresentou proposta de trabalho de dois turnos durante a semana, respeitando a jornada de seis horas da categoria. Se aceito pelos bancos, o atendimento ganharia qualidade. ADOECIMENTO – Dados apontam que a categoria bancária já é uma das que mais adoece no país por conta do trabalho e da gestão abusiva dos bancos, com pressão por metas e assédio moral. Obrigar os bancários a trabalharem aos sábados e domingos agravaria o problema. Essa não é a primeira vez que tentam impor aos bancários o trabalho aos sábados e domingos. Antes do PL 1043, houve o PLs 203/2017, além das medidas provisórias do governo Bolsonaro: a MP 881/2019 e a MP 905/2019. Mas todos sofreram grande pressão da categoria e foram derrubados. “Por isso, manter a mobilização é de fundamental importância”, destacam os diretores. ENQUETE – No site da Câmara Federal há uma enquete sobre o PL 1043. O Sindicato orienta a todos os bancários a responderem o questionamento e demonstrar a sua insatisfação em relação a proposta. Para isso, basta clicar em: https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2192746 Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense, com informações da Contraf-CUT

Funcionários do BB propõem cautela no retorno ao trabalho presencial

Representantes dos funcionários do Banco do Brasil da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniram nesta segunda-feira (27) com a Diretoria de Pessoas (Dipes) para discutir o comunicado unilateral divulgado pelo banco sobre o retorno voluntário ao trabalho presencial. Ficou acertada um encontro entre Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco para debater a pauta apresentada. Na reunião, foi discutida a falta de informações sobre os protocolos no local de trabalho, entre outros assuntos que vem preocupando os bancários do BB. Foi debatido o retorno ao trabalho dos funcionários que não são pertencentes ao grupo de risco. Os funcionários criticaram a falta de informações sobre os protocolos de proteção à Covid-19 no local de trabalho. Durante a reunião, foi destacada a importância de o banco abrir negociação com os representantes dos trabalhadores. “Reforçamos a importância do não retorno ao trabalho presencial de bancários de grupo de risco e dos funcionários que ainda não completaram o sistema vacinal”, destacou Fernanda Lopes, secretária de Juventude e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o BB. “Os dirigentes registraram os incômodos e inconvenientes que a medida gerou entre os trabalhadores. Ao mesmo tempo, comunicaram as ausências de protocolos de segurança adequados à nova situação que foram verificados pelos dirigentes sindicais nas visitas aos locais de trabalho ao longo da semana passada e nesta segunda-feira.”, afirmou Kleytton Moraes, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília. Fonte: Contraf-CUT

Guedes volta a atacar empresas públicas, entre elas o BB

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a atacar as empresas públicas brasileiras na manhã desta segunda-feira (27). Durante discurso em evento virtual da International Chamber of Commerce Brasil, Guedes voltou a defender a aceleração do processo de privatização de estatais, como a Petrobras e o Banco do Brasil, nos próximos 10 anos. Ele afirmou que gostaria de privatizar todas as estatais e quem dá o timing é a política.“Qual é o plano para os próximos 10 anos? Continuar com as privatizações. Petrobras, BB, todo mundo entrando na fila, e isso sendo transformado em dividendos sociais.” Na live, o ministro negou que o governo tenha ‘falhado’ com as privatizações, mas admitiu que a entrega de estatais “não andou no ritmo que gostaríamos”. Ainda assim, celebrou “240 bilhões de reais em dois anos e meio” provenientes da venda de pequenas empresas ou de subsidiárias. “Não foram grandes empresas, as grandes vêm agora: Correios, Eletrobras”, acrescentou. Os diretores do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense contrapõe as projeções do ministro da Economia por entenderem, em específico, que o Banco do Brasil é um dos fomentadores da economia brasileira, através das linhas de crédito rural, que impulsionam a agricultura familiar. Além disso, a instituição incrementa investimentos para a infraestrutura, o desenvolvimento industrial e do setor de serviços, comércio”, analisaram. O BB tem uma grande competitividade, é um dos maiores do país, que dá lucro atrás de lucro todos os anos. Além disso, a história do desenvolvimento de nosso país se confunde com a do Banco do Brasil, a primeira instituição financeira brasileira. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense, com informações da Contraf-CUT