Bancários cobram avanços na valorização das mulheres durante mesa de Igualdade de Oportunidades

A mesa de Igualdade de Oportunidades reuniu o Comando Nacional dos Bancários, o Coletivo de Gênero, Raça e Orientação Sexual da Contraf-CUT e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta terça-feira (14). Igualdade salarial e assédio foram alguns dos temas discutidos. No final do encontro, a Fenaban se comprometeu a acolher as pautas de reivindicação da categoria para o combate à violência de gênero e contra a desigualdade entre homens e mulheres no trabalho. Durante o encontro, o Dieese apresentou dados sobre a participação de mulheres no mercado de trabalho com recorte da categoria bancária. O relatório apresentado pela técnica Rosângela Vieira serviu de base para o movimento sindical mostrar que no mercado de trabalho as mulheres ganham, em média, 21% menos que os homens. Na categoria bancária a desigualdade é um pouco mais aprofundada: a remuneração delas é 22,2% menor que a média dos colegas do sexo masculino. “Ao analisar o recorte racial, verificamos que a remuneração da mulher preta é, em média, 40,6% inferior à remuneração do homem bancário branco”, observou Rosângela. A diferença salarial entre homens e mulheres piora conforme aumenta o grau de escolaridade foi outro destaque. No caso de trabalhadores com ensino médio completo, por exemplo, as mulheres recebem em média 80,6% do salário dos homens. Entre os trabalhadores com doutorado, elas recebem 78,5% do salário dos colegas. Outro fator levantado pela categoria foi que na movimentação do emprego bancário, em 2022, houve favorecimento do sexo masculino, com abertura de 3.933 vagas para eles e a eliminação de 1.106 postos de trabalho entre as mulheres. “As admissões de mulheres foram 19,1% menores que a dos homens. E os desligamentos 5,4% superiores entre as mulheres, resultando assim no saldo negativo”, explicou Rosângela. O levantamento revelou, ainda, que apesar do aumento de 70,4% de profissionais da Tecnologia da Informação (TI) contratados pelos bancos, entre 2012 e 2021, a proporção de mulheres na área caiu de 31,9% para 24,9% no mesmo período. “Desde a pandemia, principalmente, houve expansão da área de tecnologia dos bancos e isso impactou no crescimento de profissionais de TI no setor. Entretanto, o número de mulheres, em relação aos homens, diminuiu em tecnologia. Isso reflete uma questão estrutural, porque, historicamente, as mulheres sempre foram menos incentivadas a atuar nas áreas tecnológicas”, afirmou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Juvandia lembrou que no Dia Internacional da Mulher, o governo federal lançou um pacote de medidas, incluindo recursos para capacitar mais de 40 mil mulheres em situação de vulnerabilidade, na educação profissional e tecnológica, além da criação da Política Nacional de Inclusão, Permanência e Ascensão de Meninas na Ciência, Tecnologia e Inovação, com a destinação de R$ 100 milhões para chamadas públicas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Combate à violência doméstica A implementação dos programas de combate à violência doméstica também está entre as cobranças feitas pela categoria bancária. “Nós pedimos um balanço sobre os programas, os números de atendimento e também que os canais sejam mais bem divulgados para as funcionárias. Queremos entender como os canais estão funcionando, como está sendo a recepção das vítimas e o encaminhamento, inclusive, jurídico que os bancos estão dando às mulheres que fazem denúncias”, disse Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT. Fernanda lembrou, ainda, que o combate à violência doméstica foi uma conquista da categoria em negociações passadas e que, mais recentemente, em 2022, os bancários conseguiram obter a inclusão de uma cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para instalação de canais de combate ao assédio sexual no ambiente laboral. “Também foi acordado que, além de um programa de atendimento às mulheres vítimas de violência, os bancos se responsabilizariam por um programa de formação para combater o assédio”, acrescentou a secretária. O programa “Basta! Não Irão Nos Calar!”, de atendimento para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, com assessoria jurídica, foi desenvolvido pela categoria bancária, segundo Fernanda. “O ‘Basta!’ foi criado em dezembro de 2019 no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, hoje existe em dez sindicatos e, neste mês, será lançado em outros dois, completando 12 canais. Atualmente, temos um saldo de 360 atendimentos, com 256 ações judiciais e 164 pedidos de medida protetiva de urgência obtidos com a assessoria dos sindicatos às vítimas”, ressaltou. Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ e membro do Comando, também falou sobre a importância do programa: “Com o programa ‘Basta, não irão nos calar’, a bancária pode contar com apoio do sindicato, ela se sente amparada e vê que não está sozinha. É fundamental combater toda e qualquer forma de violência”, avaliou. O Comando reivindicou transparência em relação à equiparação salarial das bancárias e que se inclua no programa propostas que visem reduzir as desigualdades existentes. Além disso, houve uma demanda por maior atenção às bancárias que atuam na linha de frente em agências e passam por situações constrangedoras com clientes e usuários, sendo vítimas do machismo. “É fundamental que os bancos se comprometam a também dialogar com os clientes das agências bancárias para que as mulheres possam se sentir protegidas em caso de desrespeito no ambiente de trabalho. É muito comum a bancária se sentir sozinha em função da falta de orientação e despreparo para lidar com essas situações por parte das chefias. Nós só mudamos a realidade quando a enfrentamos”, avalia Adriana. Fenaban Os bancos se comprometeram a aprimorar os canais de acolhimento às vítimas de violência na família ou no ambiente de trabalho. “Vamos levar o resumo desta reunião à direção dos bancos, ainda neste mês de março. Em sequência, marcar uma reunião com as áreas de recursos humanos para discutir a questão da queda na contratação de mulheres, especialmente nas áreas de TI. E nosso terceiro compromisso é um encontro, no dia 30 de março, com representantes dos bancos, do movimento sindical e com as ONGs contratadas para implementar as propostas contra assédio”, completou Adauto Duarte, diretor de Relações Trabalhistas da Fenaban. Segundo Adauto, no
João Fukunaga, novo presidente da Previ, fala sobre governança da entidade

O jornal Valor Econômico publicou, nesta segunda-feira (13), reportagem em que o novo presidente do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB), a Previ, João Fukunaga, fala sobre a governança da entidade e como deverá ser sua gestão. Fukunaga estava em um encontro fechado com entidades vinculadas ao BB. O administrador aproveitou o evento para falar sobre a sua experiência para gerir o fundo, o maior plano previdenciário do BB, que tem mais de R$ 240 bilhões em ativos e é grande investidor no país. Ele lembrou sua trajetória de luta no movimento sindical dos bancários. “Nesse período, desenvolvi e exerci minhas habilidades com gestão de pessoas e de projetos, em que usei a minha capacidade de negociação na interlocução com diretores e altos executivos do setor financeiro, tanto no Brasil quanto no exterior. Isso me deu uma ampla experiência em liderança de equipes, além de ter de desenvolver uma sólida capacidade para defender os anseios dos associados”, explicou. Fukunaga afirmou que para “garantir o pagamento de benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável”, a Previ tem uma “robusta e reconhecida” governança, que, segundo o Valor, é uma “referência no segmento de fundos de pensão”. Durante o encontro, Fukunaga disse que a fundação tem “119 anos de experiência e de solidez, desenvolvidos em um sistema que respeita a tradição, mas com um olhar constante na inovação e no futuro. É uma construção fortalecida diariamente, com regras claras, processos e ‘compliance’(…)”. O gestor garantiu que trabalhará para que “a governança da Previ seja cada vez mais aprimorada, para garantir que o futuro de todos os associados seja preservado”. A Previ apresentou, em 2022, superávit de R$ 5,6 bilhões no Plano 1 (benefício definido da instituição, com rentabilidade de 13,5% no ano), R$ 241 bilhões em ativos totais e um recorde no pagamento de benefícios de R$ 15,6 bilhões. No Previ Futuro (de contribuição variável e R$ 26 bilhões em ativos), todos os perfis de investimentos tiveram rentabilidade positiva, com destaque para o conservador, com 8,4%. Segundo a publicação, Fukunaga também comentou o fato do banco ter , pela primeira vez, uma mulher na presidência. “Tarciana é uma prova de que as mulheres podem e devem ocupar o espaço que desejarem. Que o topo é aonde elas quiserem chegar. E, para isso, está implementando uma política de diversidade e equidade efetiva, que terá eco na Previ. Aqui, assim como no Banco do Brasil, não teremos tolerância com assédio e preconceito de qualquer tipo”, garantiu. Movimento sindical presente A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil marcaram presença no evento. “É muito salutar a nossa presença aqui, neste momento tão especial, no qual não só os eleitos da Previ estão defendendo o patrimônio dos funcionários do Banco do Brasil, mas também o novo presidente da caixa de assistência, que é egresso do movimento sindical. Uma pessoa que está acostumada a defender os interesses dos associados do plano. Por isso, tenho certeza de que este resultado positivo da previ, será a marca registrada da gestão do Fukunaga”, garantiu Gustavo Tabatinga Jr., secretário-geral da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil promete apresentar plano para consolidar pedidos do movimento sindical sobre teletrabalho

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a nova gestão do BB tiveram sua primeira mesa de negociação, nesta segunda-feira (13). A pauta do encontro foi o teletrabalho remoto institucional (TRI). Fernanda Lopes, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB, falou sobre o encontro: “Nesta reunião, o banco acolheu as nossas pautas, que é aumentar o público que pode acessar o teletrabalho e as áreas habilitadas, com estrutura para que o funcionário possa realizar suas atividades de casa. O BB também se comprometeu a, nos próximos dias, marcar uma nova data para apresentar avanços nesse sentido.” Em novembro passado, quando ocorreu a última mesa sobre o assunto, os representantes do banco afirmaram que, até aquele momento, somente 9.849 funcionários estavam exercendo a modalidade do trabalho remoto. Já no encontro desta segunda, o banco informou que, atualmente, cerca de 14 mil funcionários estão com acordos assinados para exercer o teletrabalho. Fernanda Lopes explicou que ainda existe espaço para avançar significativamente na implementação do home office. “O BB tem muitas áreas onde é possível que o funcionário trabalhe de casa, estamos falando dos escritórios, das Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB), da área de serviço de atendimento ao cliente (SAC) e os cargos de gerência”, ressaltou. Atualmente, o TRI pode ser exercido em apenas dois dias por semana, ou seja, menos de 50% dos dias úteis, o que impede o direito de receber a ajuda de custo conquistada no novo Acordo Coletivo de Trabalho. Além disso, cada departamento pode ter, ao dia, ausência de, no máximo, 30% dos seus trabalhadores em home office, considerando ausências físicas programadas, como férias e abonos. O próximo passo indicado pelo banco será a apresentação de um plano para consolidar os pedidos do movimento sindical. O documento será encaminhado ao Conselho Diretor (CD) para aprovação das medidas. *Com informações da Contraf-CUT
Rita Serrano e Comando Nacional dos Bancários debatem principais demandas dos empregados

O Comando Nacional dos Bancários e a presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Rita Serrano, se reuniram nesta segunda-feira (13), para tratar das demandas dos empregados da entidade. Durante o encontro, realizado através de plataforma digital, Rita Serrano recebeu informações e uma série de reivindicações, consideradas históricas pelos empregados da instituição. Participaram do evento, cerca de 40 representantes da categoria. Durante o encontro, Rita falou de sua origem no movimento sindical e garantiu que todo o governo está empenhado na reconstrução da Caixa, mas lamentou que esse processo não será algo tão rápido. “A Caixa foi destruída na sua estrutura de tecnologia, na gestão de pessoal, enfim, em todos os setores”, afirmou. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, observou que o encontro foi um sinal de novos tempos. “Esse é um claro sinal de mudança na direção do banco público, que agora ouve os trabalhadores e se compromete a valorizar a mesa permanente de negociação. Assim podemos retomar a negociação das pautas que foram abandonadas nos últimos anos pela gestão anterior”, ressaltou Juvandia. Primeiras ações A presidenta da Caixa apresentou uma série de ações realizadas nos dois primeiros meses do novo governo, como a abertura de 15 agências físicas, apoio para suavizar os danos da catástrofe provocada pelas chuvas no litoral norte paulista, investimento em projetos de sustentabilidade, um programa de apoio às moradoras de favelas que deve alcançar 50 mil mulheres, outro para povos indígenas que vai beneficiar cerca de 10 mil famílias e reestruturação dos programas Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. Rita Serrano também garantiu que a Caixa não mais venderá ativos – prática usada para privatização de setores lucrativos do banco. Demandas Já os representantes dos trabalhadores levaram para o encontro demandas específicas para a garantia de direitos e conquistas trabalhistas. A presidenta da instituição afirmou que a retomada do diálogo entre banco e empregados marca o fim da gestão por medo. Rita informou que a Vice-Presidência de Pessoas (Vipes) foi reinstituída e que o processo seletivo para o cargo está aberto. Segundo ela, haverá ainda a exclusão da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), e que os critérios serão revistos. A nova presidenta da Caixa disse que a gestão atual está promovendo a democratização do sistema de comunicação da empresa, que inclui o retorno do espaço de comentários dos funcionários no Jornal da Caixa, que havia sido suspenso pelo ex-presidente Pedro Guimarães. Também foi lançado o programa Diversidade e Inclusão, por equidade no ambiente de trabalho e contra discriminação por raça, cor, gênero, orientação sexual, idade ou deficiência. O movimento sindical também cobrou a retomada das contratações necessárias, e a presidente do banco garantiu que o tema será negociado na mesa permanente. PLR A definição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também foi cobrada durante a reunião. Rita lembrou que o assunto está relacionado ao resultado referente ao exercício de 2022, quando a Caixa ainda era administrada pela equipe do governo anterior, que será divulgado no próximo dia 23 de março. Rita Serrano garantiu que nessa mesma data ocorrerá mesa de negociação com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. A coordenadora da CEE da Caixa, Fabiana Proscholdt, avaliou o resultado do primeiro encontro como muito bom. “Os empregados da Caixa estão sendo ouvidos e é isso mesmo que esperamos: uma gestão que recoloque a Caixa em seu rumo de banco público, com respeito a todos, clientes e empregados, e que atue com toda a sua força pelo crescimento econômico, que é o que gera emprego e renda. O movimento sindical continuará fazendo o seu papel de cobrar, criticar e exigir os direitos dos trabalhadores”, concluiu Fabiana. *Com informações da Contraf-Cut
Banco do Brasil: reunião sobre teletrabalho acontece nesta segunda-feira (13)

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco se reúnem, nesta segunda-feira (13), na primeira mesa de teletrabalho de 2023. Os funcionários do BB querem a ampliação dos dias da semana e do percentual de trabalhadores em home office. A reivindicação é antiga, vem desde o início das negociações, que terminaram no último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo Fernanda Lopes, que está coordenando interinamente a CEBB, “há uma demanda grande nas áreas meio, especialmente nos escritórios”. “Nós esperamos que, ao contrário da última mesa temática, que ocorreu em novembro passado, o banco nos apresente desta vez uma proposta consolidada para atender os funcionários e funcionárias que podem exercer seus trabalhos de casa por mais dias da semana”, afirma. Atualmente, pelas regras vigentes, as bancárias e bancários podem entrar em trabalho remoto dois dias na semana ou o seu equivalente mensal. E cada departamento pode ter, ao dia, ausência de, no máximo, 30% dos seus trabalhadores em home office, considerando ausências físicas programadas, como férias e abonos. Em novembro, os dados apresentados pelo próprio Banco do Brasil mostraram que apesar de 17.509 funcionários terem permissão para o home office, somente 9.849 estão exercendo essa modalidade, sendo que a grande maioria em apenas dois dias por semana, ou seja, menos de 50% dos dias úteis e, portanto, sem o direito de receber a ajuda de custo conquistada no novo ACT. *Com informações da Contraf-CUT
Bancários e Fenaban se reúnem para discutir ‘Igualdade de Oportunidades’

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) têm encontro marcado nesta terça-feira (14), às 14h. O tema da reunião será a Igualdade de Oportunidades, com destaque para as questões relativas às mulheres. A Secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes, falou sobre o tema a ser tratado. “Queremos avançar no debate para a implementação de ações de combate à violência no ambiente de trabalho e na igualdade salarial”, explicou. Fernanda lembra que, entre as conquistas obtidas pela categoria bancária na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), está a criação de duas cláusulas: uma, em 2010, para a instalação de canais de combate ao assédio moral e outra, no ano passado, de combate ao assédio sexual. Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, ressalta que os trabalhadores querem que os bancos apresentem na mesa “as propostas para a implementação dos canais, onde ainda não foram implementados, e a criação dos mesmos, onde ainda não existem”. Segundo Juvandia, além do momento oportuno, por se tratar do mês de março, a decisão do governo federal de anunciar, no Dia Internacional da Mulher, um pacote com uma série de medidas pela igualdade de gênero, aumenta ainda mais a urgência de avanços na mesa de negociações. “Os bancos têm a oportunidade de fazer a diferença no mercado de trabalho, se cumprirem as demandas, construídas pelos trabalhadores, e que estão em linha com a sociedade que todos nós queremos”, completa a presidenta da Contraf-CUT. Para Fernanda Lopes, sobre as medidas anunciadas pelo governo Lula, em 8 de março, três, em especial, estão relacionadas com pautas da categoria bancária: “O projeto de lei que obriga igualdade salarial entre homens e mulheres, que exercem a mesma função; o envio ao Congresso de uma proposta, pelo presidente da República, para que o Brasil ratifique a Convenção 190, sobre eliminação da violência e do assédio no mundo do trabalho; e a oferta de crédito, por meio de bancos públicos, a juros reduzidos para empreendedoras”, conclui Fernanda. *Com informações da Contraf-CUT
Em reunião virtual, Coletivo Nacional de Relações do Trabalho analisa forças políticas e seus parlamentares

O Coletivo Nacional de Relações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contra-CUT) promoveu uma reunião on line, nesta quinta-feira (9). O objetivo foi analisar a nova legislatura no Congresso Nacional, debater e encaminhar uma linha de atuação junto às casas legislativas do país afora e órgãos governamentais. O vice-presidente do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Rodrigo Britto, e o coordenador técnico, Neuriberg Dias fizeram um diagnóstico das forças políticas e seus respectivos parlamentares. Também falaram sobre os projetos que estão em tramitação, de interesse geral da classe trabalhadora, com um recorte da categoria bancária. O secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo, Jeferson Meira fez a seguinte avaliação: “Analisamos o cenário político e enxergamos a necessidade de uma atuação e monitoramento como já fazemos, não só em âmbito federal, mas também uma atuação conjunta com sindicatos e federações nas câmaras municipais e assembleias legislativas dos estados, para vigiar, intervir e apresentar uma agenda positiva para a classe trabalhadora.” Para a secretária-geral da Fetec-CUT Paraná, Daniele Bittencourt, o chamado da Contraf-CUT, instigando as entidades para a presença junto às câmaras municipais e assembleias legislativas foi muito importante. “Esse projeto também está na pauta do Coletivo de Mulheres do Paraná e já iniciamos os contatos em 2023″, afirmou Daniele. Edson W. Tavares, secretário de Saúde, Condições de Trabalho e Política Social do Sindicato dos Bancários de Rondônia, também acredita ser de suma importância os encontros do Coletivo Relações de Trabalho. “Justamente para oxigenar as ações estratégicas em torno dos temas afeitos ao trabalhador e à trabalhadora, sobretudo, num cenário de metamorfoses e desafios que tangenciam o mundo do trabalho, e que estão na agenda do dia do Legislativo Federal, Estadual e Municipal”. A intensificação da comunicação assertiva próxima das bases sindicais, disponibilizando materiais variados para a solidificação da consciência política e de classe foi outro ponto levantado durante a reunião. “É hora de colocar em evidência os atores sindicais para contribuirmos no debate sobre as melhorias das condições socioeconômicas dos trabalhadores e das trabalhadoras. Aqui, sugerimos a pulverização da via comunicativa também pelo Instagram, Facebook e Twitter, junto à sociedade e, consequentemente, alcançando a classe trabalhadora”, ressaltou Tavares. Ana Lucia Ramos Pinto, secretária geral da Fetec/SP, destacou que a participação do DIAP na reunião e essa parceria é importante para balizar a atuação junto ao governo. “É de extrema relevância que acompanhemos as discussões e que possamos, de forma organizada, fazer as intervenções nos projetos de interesse da classe trabalhadora”. *Fonte: Contraf-CUT
FGTS: é preciso ficar atento aos depósitos

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é a principal proteção de trabalhadores e trabalhadoras na hora da demissão sem justa causa. Mesmo assim, alguns patrões ignoram esse direito e muitos trabalhadores nem sabem. Eles não depositam os 8% sobre o valor do salário bruto que os trabalhadores formais da iniciativa privada recebem mensalmente. Para os trabalhadores domésticos o problema é o mesmo. Neste caso, patrões e patroas precisam depositar mensalmente os 11,2% do FGTS. Os 3,2% acima dos demais se referem à antecipação do recolhimento rescisório. Quando são demitidos, muitos trabalhadores acabam tendo uma surpresa desagradável, descobrindo que sua conta no fundo está zerada ou faltando vários depósitos. Para se prevenir, é importante que o trabalhador ou trabalhadora cheque mensalmente se os depósitos estão sendo feitos pelo empregador. Segundo o economista, que assessora a CUT nacional no Conselho Curador do GFTS, Clovis Scherer, essa verificação pode ser feita através do aplicativo do Fundo. Com ele é possível também fazer saques de acordo com a lei. “Esse aplicativo tem o histórico de contribuições, o saldo, o número de empregos do titular da conta; quanto rende de juros, qual o valor na hora da demissão e traz até a base da multa de 40% a que o trabalhador, demitido sem justa causa, tem direito. É um conjunto de informações e outras facilidades de gerenciamento de sua conta”, afirma Scherer. Segundo a advogada Luara Borges Dias, que também atende a CUT nacional, caso os depósitos não estejam sendo feitos, o trabalhador ou trabalhadora pode procurar o seu sindicato ou, em último caso, entrar com uma ação na Justiça. Ela faz um alerta: “Quando uma empresa não paga o FGTS, normalmente ela também não paga outros direitos constitucionais. Por isso, é importante verificar também junto ao INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] se os depósitos para a sua aposentadoria, seguro-desemprego e outros benefícios previdenciários estão sendo feitos”, conclui a advogada. Somente em 2021, último ano do “Relatório de Gestão do FGTS”, as 41.916 ações da Auditoria-Fiscal do Trabalho contra patrões sonegadores resultaram no recolhimento de mais de R$ 247,25 milhões de FGTS. Os valores chegariam a mais de R$ 6,88 bilhões se todas as empresas notificadas tivessem pago o que era devido. Veja aqui como baixar o aplicativo do FGTS. *Com informações da CUT nacional
BB: diretoria da Previ faz live nesta quinta (9)

Nesta quinta-feira (9), às 19h30, diretores e conselheiros eleitos da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) realizam uma live, para discutir as perspectivas da governança da Previ em 2023. Na pauta, as mudanças na direção do patrocinador Banco do Brasil e, consequentemente, também na gestão da Caixa de Previdência. O grupo também vai debater a importância das funcionárias do BB na construção e na gestão do BB e da Previ, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. O ano de 2023 começou com mudanças no Banco do Brasil. Em janeiro, Tarciana Medeiros assumiu a direção, sendo a primeira mulher neste cargo em 214 anos de história do banco. Já no final de fevereiro, João Fukunaga assumiu o posto à frente da Previ, sendo o primeiro presidente associado ao Plano Previ Futuro que a entidade já teve. Participantes A live dos eleitos da Previ contará com a participação de Wagner Nascimento (diretor de Seguridade da Previ), Márcio de Souza (diretor de Administração) e Paula Goto (diretora de Planejamento) e, como mediadora, a conselheira deliberativa Luciana Bagno. Quem estiver assistindo poderá fazer perguntas pelo chat da transmissão da live, que será realizada pelos canais Associados Previ no Youtube e no Facebook. O canal da TVT no YouTube também fará a transmissão da live. “As lives fazem parte do compromisso dos dirigentes eleitos da Previ de ampliar a comunicação e a aproximação com os associados. Nosso propósito com mais este canal de comunicação, pelo qual os associados e associadas podem participar enviando suas dúvidas e comentários, no chat da live, é fortalecer a transparência da gestão”, destaca o diretor de administração da entidade, Márcio de Souza. *Com informações da Contraf-CUT
Implementação do pacote de medidas em favor das mulheres terá participação de bancos públicos

Durante cerimônia em comemoração pelo Dia Internacional da Mulher, nesta quarta-feira (8), o governo anunciou uma série de medidas abrangendo mercado de trabalho, assistência social e a segurança de vítimas de violência. As medidas foram anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. O pacote envolve 25 ações que contarão com a participação de 20 ministérios do governo, sob a coordenação da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, além de Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Essa busca de Lula por reforçar e retomar políticas necessárias para a igualdade de gênero marca profundamente a diferença da atual gestão em relação à gestão passada. E isto nos deixa bastante otimistas”, avalia a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes. Em seu discurso, Lula afirmou que “o respeito às mulheres é valor inegociável em todas as esferas do Executivo Federal”. E completou: “O fato de termos onze mulheres no governo não faz você agradecer ao governo. Faz você dizer que falta mais mulheres participando no governo. E isso é um processo que a gente vai avançando na medida em que a sociedade vai avançando.” Na economia O governo anunciou a oferta de crédito, por meio de bancos públicos, a juros reduzidos para empreendedoras das áreas rurais e urbanas, como favelas. Os programas nesta frente incluem linha de crédito para empresas lideradas por mulheres e assistência do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Para Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, essa medida mostra que os bancos públicos voltaram a ter papel central nas políticas para o desenvolvimento. “Como sempre ressaltamos, os bancos públicos são instrumentos importantes. São eles que podem ajudar o país a crescer, por meio da concessão de crédito a juros mais baixos, para tirar famílias do endividamento e dinamizar a economia nos diversos setores, incluindo agricultura familiar, micro e pequenas empresas”, observou Juvandia. No trabalho O presidente também assinou documento, que será enviado ao Congresso, de projeto de lei que obriga igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. O texto prevê medidas para que as empresas tenham mais transparência na remuneração, além de fiscalização para que o combate à discriminação salarial aconteça. “Desde 1943 que está escrito na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que as mulheres têm que ter direito a ter o mesmo salário que o homem”, disse Lula, ao explicar a razão de o texto do projeto incluir a palavra “obrigatoriedade” no cumprimento da lei, “para que, definitivamente, nos serviços públicos, nos escritórios, nas fábricas ninguém ganhe menos apenas pelo fato de ser mulher”, concluiu o presidente. Lula também oficializou o envio ao Legislativo de proposta para que o Brasil ratifique duas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Uma delas é a Convenção 190, sobre eliminação da violência e do assédio no trabalho. A outra é a Convenção 156, sobre igualdade para trabalhadores com obrigações familiares. Phamela Godoy, advogada e assessora jurídica da Contraf-CUT, explica que “diferente das leis comuns”, para que uma convenção da OIT comece a tramitar no Congresso, “é preciso que o presidente da República entregue o documento ao Legislativo. Depois deste rito, é que a convenção passa a tramitar igual a uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).” Também fazem parte do pacote o apoio para a mulher trabalhar enquanto os filhos são cuidados; prorrogação parental de bolsas em até 180 dias em virtude de parto ou adoção; e ação que reforça a política de enfrentamento ao assédio na administração pública federal. Na segurança O pacote prevê a construção de mais 40 novas unidades da Casa da Mulher Brasileira em municípios de menor população. O objetivo do programa é levar políticas públicas às mulheres em situação de vulnerabilidade para cidades mais afastadas dos centros urbanos e não somente as capitais. Criação do Dia Marielle Franco, de enfrentamento à violência política, de gênero e raça, em 14 de março, além da distribuição de 270 viaturas para o patrulhamento da Lei Maria da Penha e para delegacias especializadas de todos os estados brasileiros. Na saúde Regulamentação do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, que prevê a distribuição de absorventes para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua, de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O pacote inclui ainda programa de equidade de gênero e raça entre servidores do SUS. Na educação, na ciência e tecnologia e no esporte Recursos para capacitar mais de 40 mil mulheres em situação de vulnerabilidade, na educação profissional e tecnológica. Criação da Política Nacional de Inclusão, Permanência e Ascensão de Meninas na Ciência, Tecnologia e Inovação. E destinação de R$ 100 milhões para chamadas públicas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). No esporte, benefício da licença-maternidade no bolsa-atleta. Na cultura Edital de incentivo Ruth de Souza, para novas cineastas brasileiras. E Prêmio Carolina Maria de Jesus, para valorizar livros de novas escritoras. Na gestão pública e em políticas integradas Licitação de fornecedores que tenham a partir de 8% de mulheres vítimas de violência no quadro de funcionários. Enfrentamento à violência sexual nas universidades e à violência política de gênero e raça. Além de criação da Política Nacional de Cuidados. Fonte: Contraf-CUT