6ª Conferência reúne bancárias e bancários do RJ

A Federa-RJ promoveu, nos últimos dias 22 e 23 de maio, a 6a Conferência Estadual dos Bancários, com a presença de trabalhadoras e trabalhadores do setor do estado. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense também marcou presença, com o presidente Júlio Cunha e seus diretores. Durante a reunião, que antecede o encontro nacional da categoria, foram debatidos temas importantes como remuneração, direitos, saúde, e transformações tecnológicas. O tema deste ano foi “Lutar por Direitos, Soberania e Democracia”. A abertura solene ocorreu na noite de sexta-feira no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio. No sábado (23), os debates foram realizados no Clube de Engenharia, no Centro do Rio. Durante a Conferência foram aprovadas as propostas que serão levadas para a 28ª Conferência Nacional, de onde sairão as reivindicações da Campanha Nacional para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e os acordos específicos em cada banco. Também foram eleitos delegados e delegadas que vão representar a categoria na Conferência Nacional, que acontecerá de 19 a 21 de junho, em São Paulo. Também foram aprovadas moções sobre o combate ao racismo e a defesa da igualdade de oportunidades, o repúdio a toda forma de preconceito, seja de gênero, raça ou orientação sexual. *Fonte: Seeb Rio/Federa-RJ
Sindicato apresenta estudo sobre saúde mental do bancário na 6ª Conferência Estadual

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou, neste fim de semana (22 e 23/5), da 6ª Conferência Estadual da Federa-RJ. Representando o sindicato na mesa de Saúde, o Prof. Dr. Fernando Faleiros apresentou o estudo sobre Saúde Mental dos Trabalhadores Bancários, realizado no Sul Fluminense em uma parceria entre o sindicato e a Universidade Federal Fluminense. A mesa também contou com a presença de Douglas Gil, diretor do sindicato. O estudo traça um Raio-X do Trabalhador Bancário do Sul Fluminense, com uma amostra clínica de 658 profissionais, sendo 54,9% de mulheres, maioria entre 40 e 59 anos. Desse total, 91,8% possuem Ensino Superior. Dentro deste universo, 49,2% já registraram ao menos um afastamento médico ao longo da carreira bancária. outro dado importante é que 36,9% de todos os afastamentos registrados foram motivados por transtornos psíquicos. O estudo mostra ainda que 19,6% da força de trabalho ativa possui, atualmente, um diagnóstico psiquiátrico estabelecido. A conclusão é que o volume de transtornos mentais deixou de ser uma anomalia estatística para se tornar uma característica intrínseca do setor. O estudo destaca, ainda, que o adoecimento é visto pelo sistema como sinal de fraqueza ou falta de comprometimento com as metas. Com isso, 36,9% dos trabalhadores já tiveram atestados médicos em mãos, mas escolheram não apresenta-los com medo de não ter apoio e sofre algum tipo de punição velada. Segundo o estudo, oito em cada dez bancários trabalham em estado de esgotamento profissional grave ou crítico. A fadiga mental superou amplamente os danos físicos históricos da profissão. Para enfrentar a situação, o estudo ressalta que é preciso quebrar o silêncio, debatendo a saúde mental em todos os locais de trabalho e desmantelando ativamente o estigma tóxico associado aos atestados médicos. O estudo também conclui que ações paliativas de bem-estar não bastam, é preciso intervir de forma direta e incisiva nas condições e na organização mecânica do trabalho, revendo metas, pausas e ritmos. Além disso, é necessário construir redes de confiança, desenvolvendo uma autêntica cultura organizacional que reflita verdadeiro comprometimento com a qualidade de vida. Um ambiente onde a gestão e as lideranças acolham o trabalhador vulnerável, em vez de puni-lo sistematicamente.
Santander antecipa pagamento da primeira parcela do 13º salário

O pagamento da primeira parcela do 13º salário dos funcionários do Santander será realizado no próximo dia 29 com a folha salarial do mês de maio. A informação foi divulgada, nesta sexta-feira (22), pelo banco. Têm direito à antecipação os trabalhadores admitidos até 31 de dezembro de 2025 e que não tiveram a primeira parcela do 13º antecipada durante as férias. O valor corresponde a 50% do salário bruto. Os trabalhadores admitidos depois de 31 de dezembro de 2025 vão receber em novembro, sendo o valor proporcional ao período trabalhado desde a data de admissão. O demonstrativo de pagamento estará disponível no Portal Pessoas e no aplicativo Pessoas a partir do dia 28 de maio de 2026. *Fonte: Contraf-CUT
Mudanças na Caixa preocupam movimento sindical

Representantes das trabalhadoras e dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal estão em alerta com as mudanças de responsáveis promovidas pela direção do banco em áreas estratégicas, inclusive na área de Pessoas, responsável pelas tratativas com as entidades sindicais. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o banco, as substituições realizadas às vésperas do início da Campanha Nacional geram insegurança. Além disso, colocam em risco a continuidade de debates importantes que já vinham sendo construídos ao longo da mesa permanente de negociação. Para Felipe Pacheco, coordenador da CEE/Caixa, as alterações impactam diretamente o processo negocial. “Estamos falando de áreas estratégicas e de profissionais que já acompanhavam pautas extremamente sensíveis para os empregados e empregadas da Caixa. Quando a empresa promove mudanças desse porte às vésperas das negociações, isso gera instabilidade, prejudica a continuidade dos debates e levanta preocupação sobre qual será o compromisso efetivo da direção com a manutenção do diálogo”, observou Felipe. O coordenador ressalta que diversos temas já estavam sendo debatidos entre a representação dos trabalhadores e a Caixa e serão centrais na campanha deste ano. O Saúde Caixa, especialmente a reivindicação pelo fim do teto de custeio imposto pela empresa, apontado como um dos principais fatores que comprometem a sustentabilidade do plano e ampliam os custos para os empregados, é um dos temas já em debate. Também são destaques na pauta deste ano o Super Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR); reivindicações específicas de caixas executivos e tesoureiros; além da cobrança pelo fim do fechamento de agências e unidades da Caixa em todo o país. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Sindicatos ampliam representatividade para acompanhar mudanças no sistema financeiro

Para acompanhar as transformações no sistema financeiro e no mundo do trabalho, os sindicatos vêm ampliando sua representação, a fim de acompanhar uma categoria cada vez mais diversa. Atualmente, bancários, trabalhadores de financeiras, cooperativas de crédito, fintechs e bancos postais convivem em um mesmo ecossistema. Na maioria das vezes, esses trabalhadores são submetidos às mesmas metas abusivas, pressões por resultados e à precarização das relações de trabalho. Com isso, sindicatos de diferentes regiões do país realizam mudanças estatutárias com o objetivo de ampliar sua base de representação. Dessa forma, fortalecem a organização coletiva e a capacidade de negociação diante das empresas do ramo financeiro. “O sistema financeiro mudou muito nos últimos anos e os sindicatos precisam acompanhar essa transformação. Hoje, os trabalhadores estão distribuídos em diferentes segmentos do ramo financeiro, mas enfrentam problemas semelhantes, como pressão por metas, sobrecarga, adoecimento e precarização. Ampliar a representatividade é fortalecer a organização coletiva e garantir que nenhum trabalhador fique sem proteção sindical”, observa a secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, Talita Silva. *Fonte: Contraf-CUT
Bancários realizam conferência estadual neste fim de semana

A 6ª Conferência Estadual RJ dos Bancários e demais trabalhadores do ramo financeiro será realizada nos dias 22 e 23 próximos (sexta-feira e sábado). A programação já foi confirmada pela Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ). A abertura da conferência na sexta-feira (22), que contará com a presença de presidentes e diretores dos sindicatos, será realizada no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, às 18h. O endereço é Avenida Presidente Vargas, 502, 21º andar, Centro. A atividade é presencial, mas terá também a transmissão ao vivo pelo YouTube.Federarj. Já no sábado (23), o encontro será no Clube de Engenharia, na Avenida Rio Branco, 124, 25º andar, no Centro do Rio. Para este segundo dia está prevista a realização de palestras e debates sobre a conjuntura econômica e política, incluindo a importância das eleições deste ano para a classe trabalhadora. Fazem parte da pauta temas como as transformações no sistema financeiro nacional com o avanço das novas tecnologias; a desregulamentação do emprego bancário e o adoecimento da categoria, além dos desafios na luta por melhores condições de saúde e trabalho. Para participar, basta clicar no link abaixo e se inscrever: Inscrição para a Conferência Estadual clique aqui *Fonte: Bancários do Rio
2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+ será dia 5 de junho

A 2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+ será realizada no próximo dia 5 de junho, em São Paulo. A iniciativa, que é uma realização da CUT, busca consolidar um espaço permanente de mobilização política da classe trabalhadora no calendário do orgulho LGBTQIA+ do país. A expectativa da organização é dobrar o número de participantes da edição realizada em 2025, com o objetivo de ampliar a visibilidade da população LGBTQIA+ trabalhadora e fortalecer a luta por direitos, dignidade e inclusão no mundo do trabalho. A concentração está marcada para as 14h na Praça Roosevelt com caminhada até o Largo do Arouche. A mobilização deste ano vai anteceder a Parada LGBTQIA+ de São Paulo, considerada a maior do mundo. Com esta medida, a organização pretende consolidar a sexta-feira anterior à Parada como um espaço permanente de expressão política da classe trabalhadora LGBTQIA+, reforçando a presença sindical em um dos maiores eventos de diversidade do planeta. Nesta edição de 2026, a principal bandeira política será o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial. De acordo com a CUT, o enfrentamento à precarização do trabalho precisa caminhar junto ao combate à discriminação estrutural. Segundo pesquisas recentes, pessoas LGBTQIA+ ainda enfrentam barreiras no acesso ao trabalho formal, dificuldades de permanência nos empregos, assédio moral e limitações no crescimento profissional. Em relação à população trans, a exclusão é mais grave, deixando milhares de pessoas na informalidade ou em situações extremas de vulnerabilidade social. Desta forma, a marcha também busca fortalecer o papel dos sindicatos como espaços de acolhimento, proteção e organização política da população LGBTQIA+. Para a CUT, a presença das bandeiras sindicais nas ruas tem é uma demonstração concreta de que trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+ podem encontrar suporte institucional diante da discriminação. *Fonte: CUT Nacional *Foto: Roberto Parizotti/CUT
Lucro da Caixa alcançou R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre

A Caixa Econômica Federal divulgou balanço informando que o lucro líquido contábil consolidado da instituição foi de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado mostra uma queda de 43,2% em relação ao mesmo período do ano passado, cujo lucro chegou a R$ 6,101 bilhões. Já o lucro líquido recorrente foi de R$ 3,5 bilhões, com uma queda de 34,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e crescimento de 25,4% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) recorrente foi de 9,3%. De acordo com a Caixa, houve forte impacto do aumento das despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), que somaram R$ 6,5 bilhões no período. No final de março, a carteira de crédito registrou R$ 1,410 trilhão, alta de 11,3% em 12 meses e de 2,3% na comparação com dezembro de 2025, com destaque para o crédito imobiliário, que avançou 13,9% em relação a março do ano passado. O papel central na execução das políticas públicas do governo federal foi mantido pela Caixa. Foram pagos R$ 105,5 bilhões em benefícios sociais e programas governamentais no trimestre. Entre os principais itens estão R$ 38,4 bilhões do Bolsa Família, R$ 42,8 bilhões em benefícios do INSS, R$ 13,5 bilhões em seguro-desemprego e R$ 4,6 bilhões em abono salarial. Segundo a Caixa, a comparação com períodos anteriores deve considerar os efeitos da adoção da Resolução CMN nº 4.966/2021, que alterou critérios de contabilização e provisão de perdas esperadas no sistema financeiro. *Fonte: Contraf-CUT
Em reunião com a Fenaban, Comando Nacional reivindica “Pacto pela saúde dos bancários”

Durante a mesa de negociação permanente sobre Saúde, com representantes do Comando nacional dos Bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foram apresentados dados sobre os casos de afastamento acidentário por saúde mental no setor financeiro. A reunião ocorreu na última sexta-feira (15) e, de acordo com os dados apresentados, entre 2012 e 2024 houve crescimento de 9,3% para 20% nos casos de afastamento acidentário por saúde mental no setor financeiro. Foi o maior crescimento registrado no país entre todos os setores. Só no setor bancário, os transtornos mentais responderam por 55,9% dos afastamentos acidentários em 2024, enquanto as LERT/DORT (doenças relacionadas a movimentos repetitivos e esforço excessivo no trabalho) por 20,3% dos afastamentos. “Esses dados do INSS, com base em informações da plataforma Smartlab, confirmam que o padrão de afastamentos por adoecimento que antes era restrito ao bancário se difundiu para todo o ramo financeiro e isso está ligado aos efeitos colaterais de um ambiente organizacional com metas abusivas, que sobrecarregam o trabalhador e estimulam a rivalidade e não a colaboração saudável”, explicou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. No encontro, o Comando Nacional fez as seguintes reivindicações: Levantamento das causas dos afastamentos: que os bancos forneçam os dados epidemiológicos e documentos do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). O movimento sindical também propôs um “Pacto pela Saúde”, baseado nas normas de saúde, e que inclui: Em resposta, a Fenaban aceitou discutir a NR 1 com os trabalhadores, assim como as demais reivindicações desta reunião, no primeiro encontro da Campanha Nacional Unificada da categoria, com início previsto entre final de junho e início de julho. Dessa forma, Saúde será o primeiro tema da série de encontros para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. *Fonte: Contraf-CUT
A pedido do movimento sindical, gestantes terão direito ao Supera no Bradesco

Desde o início do ano estão sendo realizadas reuniões entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e a direção do banco para debater a renovação do programa de Participação nos Resultados (PPR) Supera para 2026. O objetivo é aprimorar regras, ampliar a justiça nos critérios de pagamento e atender demandas apresentadas pelos trabalhadores de todo o país. Segundo o movimento sindical, já foi registrado um avanço importante nas negociações. O banco acatou a reivindicação sindical e confirmou que as gestantes elegíveis vão receber o Supera. Assim, será corrigida uma distorção apontada pela representação dos trabalhadores. O banco vai considerar a produção realizada imediatamente antes da licença maternidade. Nas reuniões, o movimento sindical tem ressaltado pontos como a revisão dos patamares de ROAE exigidos para pagamento do PRB; o aumento dos valores do Programa de Remuneração Bradesco (PRB); a atenção à dissolução de carteiras, que impacta diretamente o atingimento de metas e o pagamento do Supera aos elegíveis; e a consideração da produção das gestantes elegíveis para fins de pagamento do programa. PRB — Programa de Remuneração Bradesco Valor fixo pago aos bancários não elegíveis ao Supera ou aos elegíveis que não atingiram 95% do cumprimento das metas. O pagamento está condicionado ao desempenho do banco medido pelo ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido). Tabela de pagamento do PRB (referência 2025): *Fonte: Contraf-CUT