
Representantes das trabalhadoras e dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal estão em alerta com as mudanças de responsáveis promovidas pela direção do banco em áreas estratégicas, inclusive na área de Pessoas, responsável pelas tratativas com as entidades sindicais.
Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o banco, as substituições realizadas às vésperas do início da Campanha Nacional geram insegurança.
Além disso, colocam em risco a continuidade de debates importantes que já vinham sendo construídos ao longo da mesa permanente de negociação.
Para Felipe Pacheco, coordenador da CEE/Caixa, as alterações impactam diretamente o processo negocial.
“Estamos falando de áreas estratégicas e de profissionais que já acompanhavam pautas extremamente sensíveis para os empregados e empregadas da Caixa. Quando a empresa promove mudanças desse porte às vésperas das negociações, isso gera instabilidade, prejudica a continuidade dos debates e levanta preocupação sobre qual será o compromisso efetivo da direção com a manutenção do diálogo”, observou Felipe.
O coordenador ressalta que diversos temas já estavam sendo debatidos entre a representação dos trabalhadores e a Caixa e serão centrais na campanha deste ano.
O Saúde Caixa, especialmente a reivindicação pelo fim do teto de custeio imposto pela empresa, apontado como um dos principais fatores que comprometem a sustentabilidade do plano e ampliam os custos para os empregados, é um dos temas já em debate.
Também são destaques na pauta deste ano o Super Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR); reivindicações específicas de caixas executivos e tesoureiros; além da cobrança pelo fim do fechamento de agências e unidades da Caixa em todo o país.
*Fonte: Contraf-CUT
*Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


