Demissões no Itaú: prazo para banco apresentar proposta termina nesta sexta (3)

Está marcada para esta sexta-feira (3), mais uma audiência de mediação entre o Itaú, os empregados demitidos em 8 de setembro, e sua representação sindical. A mediação está sendo feita pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que solicitou nova proposta ao banco na reunião desta sexta-feira (3). A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, lembra que os trabalhadores foram chamados de improdutivos e demitidos sem direito à defesa. “Ficaram manchados na sociedade e o banco tem que reparar esse dano”, afirmou Valeska. *Fonte: Contraf-CUT

Lideranças sindicais entregam Plebiscito Popular 2025 ao presidente Lula

Lideranças sindicais e movimentos sociais entregaram ao presidente Lula, nesta quarta-feira (1º), o resultado parcial do Plebiscito Popular 2025. A consulta foi feita à população sobre duas pautas centrais: a isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala 6×1 de trabalho. De acordo com o resultado, a grande maioria da população manifestou apoio às propostas de justiça tributária e de redução da jornada. As lideranças também se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para cobrar avanço das pautas no Congresso. “Com a entrega do Plebiscito Popular e a mobilização da classe trabalhadora, cresce a pressão para que o Congresso Nacional aprove medidas que garantam justiça fiscal, distribuição de renda e melhores condições de trabalho”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT

Sul Fluminense marca presença em 1º Seminário Nacional da Pessoa com Deficiência do Ramo Financeiro

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense esteve presente no 1º Seminário Nacional da Pessoa com Deficiência do Ramo Financeiro. O evento, que ocorreu no último dia 26 de setembro em São Paulo, teve o objetivo de marcar e comemorar o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado todo dia 21 de setembro “O evento cumpriu seu papel, contribuindo de forma significativa com informações valiosas para nosso dia a dia. Trouxe conhecimento, representatividade, focando em pontos importantes como educação, saúde, esporte, direitos, combate à desinformação como fake news e a importância da ampliação de políticas de inclusão”, afirmou uma das diretoras do sindicato. No encontro, os palestrantes destacaram a importância da inclusão sem discriminação e a importância da luta coletiva para mitigar a desigualdade, trazendo demandas atuais, casos reais, a fim de combater o capacitismo. A realização do seminário é resultado da mobilização de coletivos e entidades sindicais que, ao longo dos anos, têm trabalhado para garantir igualdade de oportunidades e eliminar barreiras no mundo do trabalho. A organização do evento não esqueceu a importância da cultura e trouxe, para fechar o encontro com chave de ouro, a banda Nascente do Canto, grupo de samba de pessoas com deficiência visual que animou os participantes.

Contraf-CUT e Cassi firmam acordo para encerrar ação civil pública

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) firmaram um acordo para encerrar a ação civil pública sobre verbas remuneratórias. A ação questionava a forma de recolhimento de contribuições pessoais devidas à Caixa de Assistência, referentes a verbas remuneratórias recebidas em reclamatórias e acordos trabalhistas, judiciais e extrajudiciais. A Justiça tinha reconhecido, em primeira instância, a legitimidade da cobrança pela Cassi. Porém, determinou regras para assegurar transparência. Entre elas, a apresentação detalhada do cálculo do valor devido a cada associado, a exclusão de juros de mora e a proibição de cancelamento ou suspensão de planos de saúde em razão da inadimplência, até que o associado tivesse oportunidade de contestar os valores ou aderir às formas de pagamento. As partes optaram por construir uma proposta conciliatória e encerrar o processo. O acordo estabelece condições específicas para a regularização das contribuições devidas. O secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr. Explicou que, diante da nova proposta nos autos, que extingue o processo, a orientação é para que os trabalhadores busquem a Cassi para a adesão à proposta ou busquem uma solução individualizada, através dos canais Fale.com e 0800 da Cassi. “É muito importante este tipo de negociação, pois afasta uma possível decisão judicial. A solução negociada sempre é melhor do que uma imposição da Justiça. A direção da Cassi ainda se comprometeu a disponibilizar seus canais de atendimento para esclarecer individualmente os colegas e buscar a melhor solução para cada um”, afirmou Tabatinga. *Fonte: Contraf-CUT

Federa-RJ marca presença na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

A Federa-RJ está participando da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que acontece em Brasília até o dia 1º de outubro, sob a coordenação do Ministério das Mulheres e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Estão representando a Federa-RJ as diretoras Paula Rodrigues e Lorenna Cyrpriano Pansini, como delegadas, e a presidenta Adriana Nalesso como observadora. Cerca de 4 mil mulheres de todas as regiões do país estão participando do encontro que conta com debates, painéis temáticos, exposições artísticas, apresentações culturais, feiras e a Mostra de Economia Solidária e Criativa. “Precisamos fortalecer políticas públicas para as mulheres, por isso também vamos debater o fortalecimento do Plano Nacional de Cuidados, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e o fim da escala 6×1”, ressaltou Adriana. *Fonte: Federa-RJ

Caixa: movimento sindical cobra debate sobre fechamento de agências

Representantes da Caixa apresentaram esclarecimentos sobre o Teia (Transformação, Engajamento, Inovação e Aprendizado), projeto de transformação digital, durante reunião do GT Bancário/Caixa do Futuro. Na apresentação, houve uma contextualização dos desafios diante do avanço das soluções digitais no mercado financeiro e da atuação crescente das fintechs. O fechamento de agências é uma preocupação, cada vez mais constante, para trabalhadoras e trabalhadores. Na Região Sul Fluminense, por exemplo, está previsto o fechamento de mais duas agências da Caixa, no próximo dia 20 de outubro, uma em Resende, no bairro Cidade Alegria, e a outra em Volta Redonda, no bairro Santo Agostinho. Papel da Caixa Rafael de Castro, coordenador do GT, representante da Contraf/CUT na Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretor da Fenae, ressaltou que a Caixa tem um papel singular na promoção da inclusão social e na execução de políticas públicas. “Essa função histórica precisa ser preservada no processo de modernização. Para isso, é necessário um debate construtivo, coletivo e que garanta a participação efetiva das trabalhadoras e trabalhadores”, disse Rafael. De acordo com Rafael, o fortalecimento da presença física da Caixa é vital para preservar empregos, garantir um atendimento humanizado e assegurar que o banco continue cumprindo sua função pública e social. O coordenador também alertou para os riscos de terceirizar atividades centrais do banco e para o impacto negativo de segmentações e reposicionamentos sem planejamento adequado. O GT Bancário/Caixa do Futuro tem atuado de forma permanente na apresentação de questionamentos e propostas relacionadas à estrutura, às atividades e aos projetos estratégicos do banco, sempre defendendo a valorização do papel das trabalhadoras e trabalhadores nessa jornada.  *Fonte: Fenae *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Bradesco anuncia pagamento de 13ª cesta alimentação para 13 de outubro

O Bradesco anunciou que fará o pagamento da 13ª cesta alimentação e das diferenças referentes ao reajuste dos tickets no próximo dia 13 de outubro. No dia 30 de setembro serão creditados a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) proporcional e o supera, para os trabalhadores e trabalhadoras elegíveis desligados. Os benefícios são previstos no Acordo Coletivo de Trabalho da categoria bancária e são conquistas resultantes da mobilização da categoria bancária e da negociação coletiva conduzida pelo movimento sindical. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical e Fenaban debatem monitoramento do trabalho remoto

Representantes do movimento sindical se reuniram com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta quinta-feira (25), para discutir aspectos do monitoramento do trabalho remoto. O tema ganhou destaque depois que o Itaú demitiu cerca de mil bancários que trabalhavam em home office. O Comando Nacional dos Bancários ressaltou a necessidade da preservação do home office como modo de trabalho e a necessidade de que haja negociação coletiva efetiva, assim como a necessidade da promoção da governança ética da tecnologia, sem a invasão da privacidade dos trabalhadores. “Precisamos debater este tema de forma transparente e estabelecer regras e limites para o uso de ferramentas tecnológicas para o monitoramento do trabalho. Os sindicatos e os trabalhadores precisam ter direito à informação e as tecnologias têm que melhorar o trabalho e a vida dos trabalhadores, não os prejudicar”, ressaltou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional do Bancários, Juvandia Moreira. Durante o encontro ficou acertada a abertura de mesa específica de negociação, com definição de calendário de reuniões e desenvolvimento de análises sobre o tema. *Fonte: Contraf-CUT e Federa-RJ

Censo da Diversidade vai mapear perfil de cerca de 400 mil bancários

Nesta quarta-feira (24), representantes do movimento sindical bancário e da Fenaban participaram de uma reunião sobre o 4º Censo da Diversidade no setor bancário. A pesquisa ficará sob a coordenação do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) e poderá ser respondida por link ou QR Code, garantindo segurança e facilidade de acesso. Para facilitar a participação dos trabalhadores, cada banco recebeu seu próprio link e QR Code, que devem ser divulgados internamente. No total, 35 bancos vão participar da pesquisa, contemplando todos os empregados CLT ativos até 31 de agosto, além de estagiários e aprendizes em alguns casos, chegando a cerca de 405 mil trabalhadores e 5 mil estagiários/aprendizes, representando 93% da força de trabalho do setor. Importante lembrar que o Censo da Diversidade foi uma conquista da Campanha Nacional 2024, estando garantido na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), na Cláusula 136. Com o levantamento será possível traçar o perfil da categoria bancária e desenvolver as reivindicações nas mesas de negociações com os bancos. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato participa de audiência na Câmara sobre adoecimento da categoria bancária

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (23), uma Audiência Pública em alusão ao Setembro Amarelo. Durante o encontro foram apresentados dados alarmantes sobre o adoecimento psíquico dos bancários. Participaram do evento representantes sindicais da categoria bancária, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério da Saúde, além do especialista e assessor sindical, André Guerra. Os bancos foram representados pelo diretor de Políticas de Relações Trabalhistas e Sindicais, Adauto de Oliveira Duarte. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense foi representado pelo diretor Miguel Pereira. Estudioso na questão, André Guerra observou que os adoecimentos não ocorrem por acaso. Todos concordaram que a causa do adoecimento da categoria está na atual forma de organização e divisão do trabalho bancário, com cobrança de metas abusivas, falta de condições adequadas de trabalho, associadas à gestão por medo e assédios moral e sexual, além de uma intensa precarização do trabalho com jornadas extensas e terceirização das atividades bancárias. Somente a representação da Fenaban discordou desses motivos, culpando o NTEP – Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário e o AtestMed do INSS, pelo apontamento de dados que não corresponderiam à realidade, uma vez que a base de enquadramento dos benefícios seria a “imprevisibilidade”. “Porém, essa é justamente uma das brigas da categoria com a Perícia Médica do INSS, que não utiliza o NTEP nas suas decisões para o estabelecimento do nexo causal e o reconhecimento da natureza acidentária da grande maioria dos benefícios concedidos. Imaginem os números, caso essa metodologia cientificamente incorporada aos procedimentos oficiais da Previdência Social, fosse de fato aplicada”, ressaltou Miguel Pereira. Várias medidas foram sugeridas para reversão da epidemia, com destaque para a urgente revisão do modelo organizacional e a atuação da chamada prevenção primária: criação de equipes multidisciplinares, todos os afastamentos médicos devem ser analisados, todos os casos suspeitos de relação com o trabalho devem ser notificados ao INSS, conforme prevê a lei. Além disso, o INSS deve aplicar o NTEP na concessão documental dos benefícios, quando o retorno ao trabalho deve ser assistido e que haja efetivamente a promoção de ambientes de respeito. Na audiência também foi denunciada a mercantilização da área de Medicina do Trabalho, cujas empresas são contratadas apenas para a caracterização de “apto” aos trabalhadores bancários, independente do quadro de saúde. “Também aproveitamos para dar publicidade e garantir o grau de veracidade de nossas afirmações do relatório final da pesquisa, realizada em parceria com o Departamento de Psicologia da UFF/VR, apontando que cerca de 80% dos bancários do Sul Fluminense afirmaram estar passando pelo esgotamento profissional. Outros 40% já apresentaram algum sintoma psíquico diagnosticado; e 39% não tinham entregue atestado aos bancos. Uma cópia do relatório foi entregue ao secretário da Câmara, deputado Carlos Veras, solicitando que fosse organizada e intermediada uma reunião com o ministro da Previdência, para tratar dos problemas relacionados às perícias médicas. De acordo com Miguel, a avaliação da audiência foi positiva e produtiva. “Aproveitamos para denunciar o processo de expulsão dos clientes e usuários das agências bancárias, com o falso argumento de escolha de canais alternativos de atendimento, principalmente para os mais pobres e aposentados do INSS, onde citamos o absurdo da Caixa, que tem exigido renda de R$ 5 mil para o atendimento presencial”, concluiu Miguel.