Demissões e terceirizações no Santander são temas de audiência pública em Brasília

A audiência pública “Caso Santander: Terceirização fraudulenta no Brasil” foi realizada, nesta segunda-feira (19) no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O encontro foi um pedido do movimento sindical e reuniu lideranças de diversas partes do país. Os principais assuntos debatidos foram as demissões, o o fechamento de agências e a intensificação da terceirização de forma irregular no Santander, além dos impactos sociais e trabalhistas dessas medidas. Durante a audiência, foi apresentado um relatório elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com o documento, o Santander está abrindo empresas que não podem atuar no ramo financeiro para prestar serviços a ele mesmo, sem oferecer as garantias trabalhistas asseguradas à categoria dos bancários. A prática de contratar pessoas físicas como jurídicas (PJs) também foi denunciada na audiência, além do fechamento de agências. Os participantes do encontro pediram a realização de audiência também no Senado Federal, reunião com o presidente do Banco Central e com o secretário nacional do consumidor do Ministério da Justiça (Senacon), além de acionar o secretário da Receita Federal. *Fonte: Contraf-CUT e Sindicato dos Bancários de Brasília
Bradesco: lucro alto não impede precarização de trabalho e atendimento

O fechamento de agências, demissão de funcionários e a retirada de caixas das agências são algumas das ações que vêm precarizando os serviços oferecidos pelos bancos ao público, além de reduzir o emprego para a categoria bancária. O Bradesco, segunda maior instituição privada do sistema financeiro do país, lançou no início deste ano a campanha “Sacar pra quê?”, que limita o acesso aos caixas eletrônicos. No ano passado, o lucro do Bradesco chegou a R$ 19,6 bilhões, um crescimento de 20% em relação a 2023. Porém, o banco continua com sua política de redução de postos de trabalho e precarização dos serviços. O movimento sindical vem lutando em defesa das trabalhadoras, dos trabalhadores e dos clientes e usuários do banco. Muitos desses usuários são idosos, que não têm muita afinidade com os meios digitais e precisam de atendimento em agência física. No dia 6 de maio passado, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco teve uma reunião com a direção do banco, quando foram debatidos diversos temas, como diversidade, segmentação, fechamento de unidades, emprego e condições de trabalho. A pauta, segundo a coordenadora da COE, Erica de Oliveira, tem tudo a ver com os debates feitos na Mesa de Igualdade de Oportunidades. O emprego e o encerramento de unidades de atendimento, como agências, postos avançados (PAs) e unidades de negócios são as maiores preocupações da COE. Segundo os representantes dos trabalhadores, existem municípios em que o Bradesco não mantém mais nenhum ponto de atendimento, dificultando o acesso da população aos serviços bancários. A explicação apresentada pelo banco é que a instituição passa por um processo de recuperação e redimensionamento de estruturas, impulsionado pela evolução tecnológica. De acordo com o banco, apenas 2% das transações são realizadas de forma presencial. O banco garantiu que não abandonou os clientes de menor renda, mas que o modelo de atendimento está em constante transformação. Reestruturação Durante a reunião, a reestruturação do atendimento foi detalhada pelo banco, com a divisão de clientes pessoa física, em quatro faixas: Massificado:• clientes com renda mensal de até R$ 8 mil;• Prime: renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 25 mil ou investimentos entre R$ 50 mil e R$ 300 mil;• Principal: renda mensal acima de R$ 25 mil ou investimentos a partir de R$ 300 mil;• Private: valores superiores aos atendidos no segmento Principal.De acordo com o banco, essa segmentação vai gerar 3.200 novas vagas no Principal, sendo 2 mil destinadas a cargos de gerência, e 600 novos postos de trabalho no Massificado. Uso de canais digitais A campanha de incentivo ao uso de canais digitais foi questionada pela COE, que denunciou ainda que, em algumas localidades, gestores estariam deixando caixas eletrônicos (BDNs) indisponíveis, atrasando o conserto dos equipamentos, deixando-os artificialmente inoperantes.O banco explicou que a campanha é de sensibilização e que não há impedimento de saque em espécie. Segundo o banco, a queda no uso dos caixas se deve ao aumento do uso do Pix. Mas que vai revisar os casos relatados.Preocupação com emprego A COE também cobrou reajuste no valor do km rodado aos gerentes em visita, além de pedir esclarecimentos sobre a postura do banco mediante nova modalidade de empréstimo consignado com garantia do FGTS, lançada pelo governo federal. Outra questão levantada pela COE foi a ausência de registro de ponto para os gerentes de relacionamento Empresas, conhecidos como “gerentes alto valor”. A defesa do emprego é prioridade para o movimento sindical, como frisou a coordenadora da COE, Erica de Oliveira: “Todos os pontos debatidos são muito importantes. O movimento sindical no Brasil inteiro está muito preocupado com o fechamento de locais de trabalho e isso não pode se refletir no emprego dos bancários. Esta é a nossa preocupação número 1. O bom atendimento se faz com bancários e a gente vai insistir nisso”. *Fonte: Com informações da Contraf-CUT
Banco do Brasil registra lucro de R$ 7,3 bi no primeiro trimestre

O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil, no primeiro trimestre deste ano, foi de R$ 7,3 bilhões, o que representa uma queda de 20,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa do mercado era que o lucro chegasse aos R$ 9 bilhões. Entre os grandes bancos, o BB foi o único a apresentar redução de ganhos nos três primeiros meses de 2025. De acordo com o banco, o resultado deve-se à piora da inadimplência do agro e à nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 4.966/2021, que obriga os bancos a alinharem as práticas contábeis e de gestão de riscos aos padrões internacionais. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) também caiu 498 pontos-base (bps), encerrando o trimestre a 16,7%. *Fonte: Seeb Rio*Foto: Marcello Camargo/Agência Brasil
Movimento sindical solicita explicações à Caixa sobre possível reestruturação

Um boato sobre uma possível reestruturação das funções de caixa e tesoureiro executivos (CAEX e TEX) da Caixa Econômica Federal chegou ao conhecimento do movimento sindical, levando a Contraf-CUT a enviar um ofício pedindo explicações ao banco. Entre os empregados e empregadas da Caixa, as informações dão conta de que caixas e tesoureiros estão sendo convocados para uma “Ação consultiva-ReprogAME Sua Trajetória”. “Pelas informações que nos foram passadas, o ‘treinamento’ é, na verdade, uma forma de fazer com que caixas e tesoureiros reflitam sobre sua carreira”, explicou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco. No documento enviado pela Contraf-CUT, a solicitação é de que o banco informe sobre a veracidade das informações. Em caso afirmativo, é pedido que o banco passe todas as informações para a representação dos empregados e agende uma reunião para retomar as negociações o mais rápido possível. *Fonte: Contraf-CUT
CEBB debate com direção do banco a questão das horas negativas da pandemia

Em reunião virtual, nesta quinta-feira (15), a Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do banco discutiram a situação das horas negativas acumuladas durante a pandemia de Covid-19. No próximo dia 31 de maio vence o acordo para a compensação dessas horas e quem não conseguiu realizar toda a compensação terá que pagar as horas pendentes. A CEBB apresentou ao banco casos de trabalhadores com dificuldades para quitar as horas negativas, principalmente quem tem filhos menores ou cuida de pessoas idosas ou adoecidas. Um dos destaques da reunião foi o caso das mães solo, que teriam que abrir mão do tempo dedicado à família para compensar as horas. Além disso, o pagamento pode comprometer a renda familiar. A representação sindical sugeriu a criação de uma linha de crédito para os funcionários que necessitem pagar as horas negativas. Também foi discutida a questão das pessoas que pertencem a grupos com regras específicas no acordo anterior, como pessoas com deficiência, pais e mães de pessoas com deficiência, e pessoas que integravam o grupo de risco da covid-19. Esses trabalhadores tinham o compromisso de compensar apenas 30% do total das horas devidas – e os 70% restantes seriam anistiados caso a meta fosse atingida. Entretanto, segundo os representantes dos trabalhadores, há casos em que o banco pretende descontar a totalidade das horas, mesmo de quem não conseguiu atingir os 30% mínimos. A representação dos trabalhadores pediu que o banco limite a dedução em folha a, no máximo, 30% da renda mensal das pessoas afetadas, para evitar impactos financeiros mais severos. *Fonte: Contraf-CUT
Sindicato convoca sócios para eleição de delegados à 13ª Plenária Estadual da CUT-RJ

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense está convocando todos os sócios quites e aposentados, em pleno gozo de seus direitos, para a Assembleia Geral Extraordinária, no dia 21 de maio. A assembleia será realizada na sede do Sindicato, na Rua Rio Branco, 107, sala 301, no Centro de Barra Mansa, em primeira convocação às 18h e em segunda e última convocação, às 18h30, com qualquer número de sócios presentes. Na pauta, eleição de delegados e delegadas à 13ª Plenária Estadual da CUT-RJ.
Sindicato convoca para assembleia do Itaú dia 21 de maio

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza assembleia no próximo dia 21 de maio com votação, das 8h às 20h. Estão convocados todos os bancários, sócios e não sócios de sua base territorial, que prestam serviço para o Banco Itaú Unibanco S/A; Itaú Unibanco Holding S/A e banco Itaú Consignado S/A. A assembleia vai deliberar sobre a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho para pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados referentes aos exercícios de 2025 e 2026 disciplinado pela Lei nº 10.101 e alterações das Leis 12.832/13 e 14.020/20. Na forma disposta na plataforma https://bancarios.votabem.com.br/ conforme informações contidas no site www.bancariosulfluminense.com.br
Atenção bancárias e bancários: já começou a Consulta Nacional 2025

Bancárias e bancários de todo o país participam, a partir desta quinta-feira (15) e até o dia 30 de junho, da Consulta Nacional 2025, um levantamento realizado anualmente para conhecer o perfil da categoria. O levantamento é importante para que o movimento sindical entenda os anseios e necessidades da categoria. Ele contribui para melhorar a luta pelas bancárias e bancários nas reivindicações aos bancos. A Consulta contém perguntas sobre o que gostariam que melhorasse em seu trabalho e em outras questões ligadas ao emprego, além de temas sobre o quadro político e econômico do país. O objetivo é saber como a categoria avalia situações que afetam diretamente a sua vida. Participara da Consulta é rápido, leva menos de cinco minutos. Além disso, são perguntas de múltipla escolha e ninguém precisa se identificar. Acesse o link aqui: Consulta Nacional dos Bancários 2025 *Fonte: Contraf-CUT
Convocação para Assembleia Extraordinária
CEE solicita dados dos últimos dez anos do Saúde Caixa

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal solicitou ao banco os dados primários dos últimos dez anos do Saúde Caixa. O pedido foi feito durante reunião na última segunda-feira (12) e oficializado através de ofício pela Contraf-CUT. A consultoria atuarial, que foi contratada pelas entidades irá assessorar os representantes dos empregados no Grupo de Trabalho (GT) do Saúde Caixa nas avaliações e com a produção de relatórios para subsidiar as discussões do grupo, solicitou os dados do período de dez anos para realizar uma análise prospectiva mais robusta do plano. Entretanto, os representantes da Caixa informaram que não poderiam garantir que darão acesso a estes dados. “Sempre cobramos transparência da gestão, e no último aditivo assinado fizemos questão de incluir uma cláusula que garantisse acesso aos dados, para que pudéssemos realizar nossas próprias análises das condições do plano. Mesmo assim, os representantes da administração de Carlos Vieira dizem que não podem garantir que teremos este acesso”, ressaltou o coordenador da representação dos trabalhadores no GT Saúde Caixa, Leonardo Quadros. *Fonte: Contraf-CUT