Curso para Novos Dirigentes reúne sindicalistas no Rio

Nos últimos dias 19 e 20 de setembro, dirigentes sindicais do Rio de Janeiro participaram do segundo módulo do Curso para Novos Dirigentes Sindicais promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em parceria com a Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ). A secretária de Formação da Contraf-CUT, Eliana Brasil, foi a responsável por apresentar a evolução da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária aos novos dirigentes. “Nada nos foi dado pelos bancos. Todos os direitos que temos clausulados em nossa CCT foi conquistado com muita organização, mobilização e luta”, ressaltou Eliana. A dirigente lembrou ainda que a Convenção Coletiva dos bancários possui 85% mais direitos dos que os que estão garantidos aos demais trabalhadores na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, falou sobre a importância da formação aos novos dirigentes. “Conhecer a história do movimento sindical e da luta é essencial para ajudar na organização da categoria, porque só quem conhece os caminhos percorridos valoriza as conquistas obtidas e consegue avançar em novas conquistas”, explicou Adriana. *Fonte: Contraf-CUT
Em reunião com a Caixa, CEE cobra respeito, manutenção de direitos e transparência

A Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e representantes do banco debateram, na última sexta-feira (19), temas relevantes sobre a a defesa dos direitos dos trabalhadores. O fechamento de agências e as transformações em agências digitais foram destaques na reunião. O representante da Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), Rogério Campanate, falou sobre a importância de as mudanças serem negociadas com a representação dos trabalhadores. “Se a empresa quer realmente ser ágil e eficiente, precisa mudar também a forma de enxergar e valorizar seus trabalhadores. Precisa ouvir a gente, incluir a gente nas decisões, respeitar as pessoas e garantir condições dignas de trabalho. Sem isso, nenhum sistema ou método novo vai dar certo”, enfatizou. Também foram debatidos temas ligados a Caixas e tesoureiros, home office, PLR e SuperCaixa. Compromissos apresentados pelo banco: *Fonte: Fenae/Contraf
Santander anuncia pagamento de PLR para 30 de setembro junto com PPE-PPG

O pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no Santander será no dia 30 de setembro, data limite determinada na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). De acordo com informações do banco, no mesmo dia será creditado o programa de pagamento da variável semestral (PPE-PPG). Confira os programas de remuneração variável: PLR – Participação nos Lucros e Resultados A PLR é Prevista na Lei nº 10.101/2000 e busca integrar capital e trabalho, além de incentivar a produtividade. Seu pagamento só é possível por meio da negociação coletiva, que garante a todos os trabalhadores acesso à parte do lucro do banco. As regras estão descritas na CCT. PPRS – Programa Próprio de Resultados do Santander O PPRS é pago junto com a segunda parcela da PLR (até 30 de março). O programa é negociado com o movimento sindical e previsto no acordo aditivo do banco. O valor é igual para todos os trabalhadores e calculado a partir do índice de rentabilidade ROAE (Return on Average Equity). Diferente dos programas internos, não depende de notas de feedback e garante pagamento integral mesmo em casos de afastamento por licença ou doença. PPE-PPG São programas internos de remuneração variável: o Programa Próprio Específico, destinado a áreas elegíveis, e o Programa Próprio para Cargos de Gestão (“bônus”), voltado a gestores. Ao contrário da PLR e do PPRS, não são negociados com os sindicatos e estão sujeitos a critérios unilaterais definidos pelo banco, como metas de produtividade e avaliações de desempenho, que mudam com frequência e muitas vezes excluem grupos de trabalhadores. Vale lembrar que esses programas não têm caráter salarial. Sobre eles não incidem verbas trabalhistas nem contam para a aposentadoria. *Fonte: Contraf-CUT
Sem proposta, impasse sobre o Saúde Caixa continua

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e representantes do banco voltaram a se reunir na última sexta-feira (19). Na pauta, negociação sobre o plano de saúde e temas sobre os direitos dos trabalhadores. Durante o encontro, os representantes dos empregados disseram que não vão aceitar propostas que alterem os princípios do plano, como solidariedade, mutualismo e pacto geracional. A representação dos empregados cobrou que a Caixa retome a proporção histórica de financiamento 70/30, bem como um aporte imediato do banco para garantir reajuste zero em 2025. Dados compilados pela Comissão Executiva dos Empregados mostram que, o modelo de custeio atualmente vigente é insustentável a longo prazo. Por outro lado, se a Caixa tivesse preservado o modelo 70/30 nos últimos três anos, o plano teria se mantido equilibrado e registrado superávits. Por outro lado, a Caixa mostrou dados atuariais que apontam o envelhecimento acelerado da população atendida pelo plano. De acordo com o banco, atualmente, quase 30% dos beneficiários têm mais de 59 anos, percentual que pode chegar a 40% até 2030, além do crescimento contínuo das despesas assistenciais. A Caixa deverá apresentar proposta sobre o Saúde caixa, em no máximo 15 dias para uma nova rodada de negociações. Na próxima quinta-feira (25) haverá nova mobilização dos empregados e mais um Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. *Fonte: Contraf-CUT/Fenae *Foto: Augusto Coelho/Fenae
Implementação de CCV tem acordo aprovado no Bradesco

Em assembleias realizadas, nesta quinta-feira (18), 94 entidades sindicais aprovaram a participação no acordo nacional de implementação da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) no Bradesco. Na base do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, a assembleia teve o seguinte resultado: SIM: 92% NÃO: 6% ABSTENÇÃO: 2% Na CCV, trabalhadores e o Bradesco podem buscar soluções para pendências trabalhistas com a intermediação do sindicato, sem a necessidade de recorrer à Justiça. O processo é mais rápido que uma ação judicial. Além disso, em caso de acordo, o trabalhador recebe o pagamento em até dez dias. Poderão recorrer à CCV, os trabalhadores demitidos sem justa causa ou que pediram desligamento voluntário, desde que não tenham ingressado com ação trabalhista na Justiça. *Fonte: Contraf-CUT
Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participa de Seminário Jurídico para a efetivação do Ramo Financeiro

O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, e os diretores Miguel Pereira e Douglas Gil, participaram nos dias 17 e 18 de setembro, do Seminário Jurídico para a efetivação do Ramo Financeiro, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. O evento reuniu dirigentes sindicais, assessores jurídicos e convidados, tanto do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), como do Banco Central, para debater e apontar estratégias e caminhos no sentido garantir a ampliação da representação sindical dos trabalhadores. Atualmente, tanto pela legislação quanto pela própria história de organização sindical da categoria, as entidades representam basicamente os bancários e trabalhadores em instituições de crédito, financiamento e investimento, como as financeiras, por exemplo. Durante o encontro, foi traçado um panorama sobre a situação atual do setor. Diante da chamada reestruturação produtiva, ou da reorganização e dinâmica de funcionamento do sistema financeiro mais recentemente, embaladas por uma série de novas tecnologias e Portarias e Resoluções do Banco Central, há uma verdadeira revolução no trabalho, no atendimento, nos serviços ofertados à sociedade. A maioria dessas operações, ainda que permaneçam de natureza financeira, ou idênticas às praticadas pelos bancários, estão sendo cada vez mais transferidas para “canais alternativos”, para “fora das agências” e principalmente realizadas por trabalhadores não considerados como do Ramo Financeiro. Com isso, esses trabalhadores se encontram sem representação sindical ou são transferidos para outras representações, como tem sido a prática atual do Banco Santander. São terceirizações irregulares, correspondentes bancários e uma gama de novos serviços e empresas que compõem as chamadas holdings financeiras. Mas isso também ocorre para reduzir os custos do trabalho, ao não se estender os direitos da Convenção Coletiva dos Bancários ou Acordos específicos. Essas divisões enfraquecem também a própria mesa de negociação dos bancários. Para se ter ideia do tamanho dessa reconfiguração, são um pouco mais de 400 mil bancários, com a representação pelos sindicatos dos bancários, e representados pela CCT e outros 1 milhão de fora. Nesses números, há ainda a questão das cooperativas de crédito, que atualmente atuam e ofertam produtos financeiros rigorosamente idênticos. “Se num passado nós já representamos esses trabalhadores, por que atualmente não mais? Então, foi para melhor identificar esse cenário e apontar caminhos para a redefinição da representação de todo esse segmento que hoje compõem as instituições financeiras que estivemos reunidos”, afirma Júlio Cunha. O presidente do Sindicato ressaltou que os banqueiros já atualizaram essa reorganização ao criar a sua Confederação patronal, a Consif – Confederação Nacional do Sistema Financeiro. “Então, cabe agora aos bancários, formais e “informais” também fazer esse debate e nos ajuntar, revitalizando nossas entidades sindicais. Juntos somos sempre mais fortes”, concluiu Júlio.
Sede Campestre reabre piscina neste sábado (20)

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense informa a seus associados que, a partir deste sábado, 20 de setembro, a piscina da Sede Campestre voltará a ser aberta.
Lucro da Caixa alcançou os R$ 9,784 bilhões no primeiro semestre

O lucro líquido contábil da Caixa Econômica Federal, no primeiro semestre deste ano, foi de R$ 9,784 bilhões. A informação foi divulgada pela Caixa, nesta quarta-feira (17), após o fechamento do mercado. O valor representa um crescimento de 70,22% em relação ao mesmo período do ano passado, cujo lucro obtido chegou a R$ 5,748 bilhões. O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, observou que o banco precisa valorizar mais seus empregados e empregadas. “Uma boa forma de reconhecer o empenho dos trabalhadores seria o banco retirar o teto dos seus gastos com a saúde do quadro de pessoal, fixado no Estatuto Social, pela própria Caixa, em 6,5% da folha salarial”, disse Felipe. Após a divulgação do resultado do semestre, o banco também já pode pagar aos empregados a primeira parcela da PLR. A data limite para pagamento é 30 de setembro, de acordo com o ACT da PLR. O coordenador explicou que a Confederação nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) solicitou a antecipação do pagamento da PLR. “Esperamos que a PLR seja paga na sexta-feira (19), juntamente com o salário. Até mesmo para facilitar os trâmites operacionais”, concluiu Felipe. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical se mobiliza contra demissões no Itaú

Sindicatos de bancários de todo o país realizaram manifestações, nesta quarta-feira (17), contra a demissão em massa promovida pelo Banco Itaú, no último dia 8 de setembro. O movimento denunciou a política abusiva do banco e reforçou a defesa do emprego decente. A maioria das demissões aconteceu na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, atingindo bancárias e bancários que atuavam no Centro Tecnológico (CT), CEIC e Faria Lima, em regime híbrido ou integralmente remoto. De acordo com o banco, os cortes ocorreram devido à suposta baixa produtividade em home office, avaliada a partir de monitoramento. “Não vamos admitir esta prática ditatorial, que sequer deu chance ao trabalhador de se defender. Queremos que as demissões sejam suspensas e que o Itaú vá à imprensa para se retratar publicamente por difamar os bancários. Vamos continuar na luta até que nossas reivindicações sejam atendidas”, afirmou a coordenadora da COE, Valeska Pincovai. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical cobra posição do Itaú, mas banco se nega a rever demissões

Representantes do Banco Itaú e da Comissão de Organização dos Empregados (COE) se reuniram, nesta segunda-feira (15), para falar sobre as demissões realizadas pelo banco na última semana. A COE cobrou informações sobre como foi realizado o monitoramento dos empregados demitidos. A Comissão alegou que muitos empregados disseram que cumpriam normalmente a rotina do trabalho, já tendo sido promovidos e premiados pelos resultados obtidos. O banco se negou a rever as demissões e manteve sua posição de intransigência. Com isso, os sindicatos de bancários, federações e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representados na COE, resolveram intensificar as manifestações e protestos, além de ingressar com ações na Justiça. *Fonte: Contraf-CUT