Bancários lançam campanha #BancoParaTodos nesta quarta-feira(28)

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) lança, nesta quarta-feira (28), a campanha #BancoParaTodos para denunciar os problemas provocados pelo fechamento de agências bancárias em diversas cidades do país. A partir das 11h, haverá um tuitaço com a hashtag #BancoParaTodos. Gustavo Tabatinga Jr., secretário-geral da Contraf-CUT, afirma que a justificativa dos bancos de que a maioria dos serviços agora é realizada por plataformas digitais não pode ser usada como desculpa para privar a população de um atendimento presencial acessível e eficiente. “Durante a pandemia, testemunhamos longas filas em agências bancárias, o que evidenciou a necessidade de atendimento presencial para grande parte da população. No entanto, os bancos continuam fechando agências, principalmente em cidades afastadas dos grandes centros financeiros e em bairros periféricos das grandes cidades”, informa Tabatinga. Segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 42% dos municípios brasileiros não possuem nenhuma agência bancária. E, em 7% dessas cidades, não há qualquer tipo de atendimento bancário. “Essa realidade prejudica os clientes, que ficam sem acesso ao atendimento presencial, e sobrecarrega os funcionários das unidades que permanecem abertas”, afirma Tabatinga. O Brasil, atualmente, conta com 7.216 agências em todo o país, o menor número desde 2007, quando o Banco Central começou a registrar esses dados. E a situação está se agravando, pois somente em 2022 foram fechadas 428 unidades. “Os efeitos do fechamento de agências são imediatos: a população enfrenta dificuldades para encontrar agências próximas, muitas vezes precisando se deslocar para outras cidades. Além disso, as filas nas agências restantes se tornam cada vez mais longas, uma vez que elas precisam atender clientes de todas as outras que foram fechadas. Essa realidade é prejudicial tanto para os clientes quanto para os funcionários, que ficam sobrecarregados”, lamenta o secretário. Com o fechamento das agências, muitos funcionários são demitidos. Esses profissionais perdem seus empregos e ficam sem condições de sustentar suas famílias. Além do impacto individual, essa situação afeta negativamente o comércio local, resultando em prejuízos para toda a sociedade. A campanha #BancoParaTodos tem como objetivo chamar a atenção para esses problemas e buscar soluções que garantam o acesso aos serviços bancários para toda a população brasileira, conforme determina a lei. “É fundamental que os bancos cumpram sua obrigação de fornecer atendimento adequado e acessível em todas as localidades necessárias”, conclui o secretário. *Fonte: Contraf-CUT
Dia Nacional de Luta dos bancários será nesta quarta-feira (28)

Nesta quarta-feira (28), bancários e bancárias de todo o país participam do Dia Nacional de Luta, em defesa do emprego e dos seus direitos. O objetivo da mobilização é denunciar à sociedade os problemas que a categoria sofre com o fechamento de postos de trabalho e consequentes demissões. Nas redes sociais, a mobilização incluirá ainda um tuitaço, a partir das 11h, com a hashtag #BancoParaTodos. A maioria das dispensas é consequência do fechamento de centenas de agências físicas no setor privado. Somente o Bradesco, que teve lucro superior a R$ 20 bilhões em 2022, cortou 1.276 postos de trabalho e fechou 93 agências e 174 unidades de negócios. No Itaú foram 240 agências físicas encerradas no ano passado e outras 103 no primeiro trimestre de 2023. Segundo dados apresentados durante o encontro promovido pela Uni Américas Finanças, que reuniu dirigentes de sindicatos de trabalhadores do ramo financeiro da Argentina, Uruguai e Brasil, em maio deste ano, só no Brasil, foram mais de 77 mil postos de trabalho cortados pelos bancos, entre 2013 e 2023. Num período um pouco mais longo, entre 1994 e 2021, o peso da categoria bancária no emprego formal no ramo financeiro do país caiu de 80% para 44%.
STF: indenização por danos morais pode ser maior que teto da CLT

Em julgamento, na última sexta-feira (23), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram a medida determinando que trabalhadores e trabalhadoras, que ganharem uma ação por danos morais, poderão ser indenizados com valores acima da tabela imposta pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Foram oito votos favoráveis e dois contra. Caso a ofensa seja leve, a indenização será de até três vezes o último salário; média até cinco vezes; grave até 20 vezes e gravíssima até 50 vezes. Com a decisão do Supremo, esses valores servirão como parâmetro e não como limite. O teto do valor da indenização foi fixado de acordo com a gravidade da ofensa e do salário do trabalhador durante a reforma Trabalhista do governo de Michel Temer (MDB-SP), em 2017, que retirou mais de 100 direitos dos trabalhadores. Esta Ação Direta de Constitucionalidade (adi Nº6082) começou a tramitar em outubro de 2021. A ADI foi impetrada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria/CNTI, que afirma que a responsabilidade civil trabalhista decorre da Constituição que prevê expressamente a compensação por danos morais e não estabelecem qualquer possibilidade de limitação. Quando o STF retomou o julgamento, no final de maio, a secretária de Direitos Humanos da CUT Nacional, Jandyra Uehara defendeu uma reparação econômica exemplar. “O assédio moral no trabalho tem origem organizacional e é preciso coibir essas práticas abusivas que adoecem os trabalhadores. Por isso que a reparação econômica tem de ser exemplar e não de acordo com o salário do trabalhador assediado. O problema estrutural do assédio é muito maior. Por isso que precisamos lutar por um processo de trabalho decente e respeitoso”, ressaltou. *Fonte: CUT Nacional
Fenae e outras entidades pedem urgência na incorporação do REB

A incorporação do REB ao Novo Plano é uma luta antiga da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e de outras entidades associativas e sindicais. A medida visa tentar reparar as desvantagens do REB, plano de benefício criado em 1998, quando o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) preparava o banco para a privatização. Com a criação do Novo Plano em 2006 foram feitas várias tentativas de incorporação. Em outubro de 2014, a incorporação foi incluída em cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015. Entretanto, em 2017 o governo criou impeditivos em relação aos cálculos retroativos. Sem avanço, o tema emperrou durante a gestão de Pedro Guimarães na Caixa, quando uma série de ações travaram o processo de incorporação. No segundo semestre de 2021, o tema voltou a ser discutido uma série de reuniões solicitadas pela Fenae à Funcef para tratar do tema. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, cobra a efetivação do processo. “Os participantes do REB têm acumulado prejuízos desde a sua criação, em 1998, com direitos rebaixados e benefícios reduzidos. Nunca abandonamos essa luta e a reparação dessa injustiça é urgente. Esperamos que a Caixa avance e retome o que foi acordado em 2014”, enfatizou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. O diretor de Benefícios, Jair Ferreira, eleito pelos participantes em 2022, afirma que a incorporação precisa acontecer neste ano. “Por isso buscamos que a patrocinadora acelere os processos internos para aprovar a incorporação e mantenha o compromisso de garantir o direito dos participantes do REB ao retroativo”, observa o diretor. Condições desiguais Os participantes do REB são submetidos a condições previdenciárias inferiores em comparação ao Novo Plano. O percentual de contribuição é uma delas. No Novo Plano, a contribuição é de 5% a 12%; no REB, é apenas de 2% a 7%, diminuindo a possibilidade de acumular uma reserva maior para a aposentadoria. Além disso, a base de cálculo de remuneração do REB não inclui CTVA (Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado), ao contrário do Novo Plano. Há outro problema para os participantes do REB – No resgate – embora não seja a melhor opção, na opinião da Fenae, os participantes têm prejuízos, pois não podem resgatar 100% do saldo. O Novo Plano também é superior em relação à taxa de administração dos aposentados e pensionistas, benefício por invalidez e pensão por morte. O REB também não possui Fundo de Revisão de Benefícios (FRB) – mecanismo que garante aumento real em caso de excedente financeiro no plano. Outra desvantagem é a base de dependentes, menos ampla no REB. Enquanto no Novo Plano, são permitidos como dependentes os filhos menores de 24 anos, no REB o direito se aplica somente aos menores de 21. Fonte: Fenae
Saúde Caixa atende antiga reivindicação e vai ampliar rede de credenciamentos em 970 municípios

A fim de atender a uma antiga reivindicação, a Caixa Econômica Federal lançou edital para novos credenciamentos de profissionais, clínicas e hospitais para o plano de saúde dos trabalhadores. A reivindicação vem sendo feita pelo Conselho de Usuários do Saúde Caixa, pelos empregados e por entidades como a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). Com isso, fica ampliada a possibilidade de credenciamentos em 970 municípios, abrangendo especialidades como clínica médica, cirurgia geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia, entre outras (clique aqui para ler o edital com as especialidades e cidades contempladas). O representante dos empregados, eleito para o Conselho de Usuários do Saúde Caixa, Chico Pugliesi, disse que a notícia é positiva, mas ainda insuficiente. “É importante ressaltar que essa ampliação de possibilidades de credenciamento é significativa, mas ainda não supre as necessidades que temos de credenciamentos também nas cidades maiores. A gestão do Saúde Caixa precisa ser descentralizada. Os problemas do plano se repetem em todas as regiões, inclusive nas grandes capitais”, ressaltou. Além do prestador de serviços em saúde, os usuários também podem indicar os hospitais, clínicas e profissionais para fazer parte da rede credenciada do plano (clique aqui para pesquisar seu município e saber como fazer a indicação de profissionais). Pugliesi destacou outras reivindicações do Conselho, da Comissão de Empregados e de entidades como a Fenae: a descentralização do atendimento do Saúde Caixa, o retorno da Gipes e dos comitês de credenciamento e descredenciamento regionais com a participação da representação dos trabalhadores. A próxima reunião do Conselho de Usuários está marcada para 28 de junho. No Estado do Rio de Janeiro, as cidades contempladas são Angra Dos Reis, Araruama, Barra Do Pirai, Barra Mansa, Belford Roxo, Bom Jesus do Itabapoana, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Cordeiro, Duque de Caxias, Guapimirim, Iguaba Grande, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Macaé, Magé, Maricá, Mesquita, Miguel Pereira, Miracema, Natividade, Nilópolis, Nova Iguacu, Paracambi, Paraíba do Sul, Paty Do Alferes, Petrópolis, Piraí, Porciúncula, Queimados, Resende, Rio Bonito, Rio Das Ostras, Santo Antonio De Pádua, São Fidélis, São João de Meriti, São Pedro aa Aldeia, Saquarema, Teresópolis, Três Rios, Valença, e Vassouras. Transtorno do Espectro Autista (TEA) – Também está aberto o credenciamento de profissionais e empresas que atendem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) para formação da rede credenciada. A necessidade da ampliação da cobertura obrigatória para tratamento de TEA e Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) já havia sido discutida em reuniões do Conselho de Usuários. Indicação importante – O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, incentiva a participação dos empregados na indicação dos profissionais e estabelecimentos. “Costumo dizer que o Saúde Caixa é um dos direitos mais valiosos dos empregados, conquistado com muita luta no Acordo Coletivo de 2004. E é fundamental que a gente faça parte da construção de uma rede credenciada que atenda todos os usuários, dos menores municípios até as grandes capitais”, avaliou o presidente. *Fonte: Fenae
Mesa permanente de negociação do Banco do Brasil debate problemas de trabalhadores de PSOs

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e representantes da direção do banco se reuniram para discutir problemas ligados aos trabalhadores que atuam no sistema de Plataforma de Suporte Operacional (PSO), setor que agrega os caixas e a área de tesouraria das agências. A reunião foi mais uma rodada da mesa permanente de negociações. Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB, disse que entre as demandas dos funcionários e funcionárias das PSOs, está o pedido para que o banco mantenha a gratificação aos escriturários que a recebem para trabalhar como caixa. “Nossa maior preocupação sobre a manutenção de gratificação tem relação com a manutenção dos salários desses funcionários. Atualmente, a gratificação está mantida por força de liminar concedida pela Justiça a pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O banco precisa reconhecer esse direito aos caixas”, destacou Fernanda. O movimento sindical exigiu também a contratação de funcionários para acabar com a sobrecarga de serviços, que incluem atendimento de processos DJO (pagamento do alvará judicial). “Inclusive, pedimos ao banco que os funcionários que têm acumulado os processos do DJO tenham uma comissão específica para este serviço, que demanda especialização”, afirmou o representante da Federação dos Bancários no Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP) na CEBB, Getúlio Maciel. Também foi destaque na mesa a necessidade de um plano de carreira para os trabalhadores das PSOs. “Sabemos que a tendência de redução da função de caixa é estrutural. Então, o banco deve dar oportunidades para que os funcionários que são caixas possam se deslocar, de forma tranquila, dentro das diversas carreiras do banco”, observou o representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe (Feeb BA/SE) na CEBB, Fabio Ledo. Os representantes dos trabalhadores também criticaram o fato de muitos funcionários terem que usar o celular particular para conseguir atender as demandas dos serviços. “Os funcionários estão usando o celular pessoal para prosseguir com a segunda validação necessária para acessar o sistema de trabalho. Também constatamos que colegas estão fazendo contato com clientes pelo celular pessoal. O que pedimos é que o banco melhore as ferramentas de conversa interna ou forneça celular corporativo para cada trabalhador”, disse a representante da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS) na CEBB, Priscila Aguirres. O banco informou que dará retorno sobre as questões apresentadas na primeira semana de julho. Os representantes dos trabalhadores na CEBB pediram celeridade: “A situação dos caixas das PSOs, inclusive, abre a possibilidade para o assédio moral, porque são trabalhadores sobrecarregados e submetidos a metas elevadas para dar conta da diversidade de serviços que acabaram acumulando”, ressaltou Fernanda Lopes. Confira a data das próximas mesas: 12/07 – Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB); 20/07 – Promoção da Diversidade/Igualdade de Oportunidade; 11/09 – Plano de Cargos e Salários e Programa Performa; 28/09 – Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi). *Fonte:Contraf-CUT
Copom mantém Selic em 13,75%

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano pela 7ª reunião seguida. A decisão já era prevista pelo mercado financeiro. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, disse que esse índice elevado prejudica a todos. “Todos nós estamos perdendo, o país está perdendo com o Banco Central mantendo o país com uma Selic em um patamar tão elevado, que influencia todo o sistema financeiro, inclusive os bancos, e faz com que sejam praticadas taxas de juros abusivas, as mais altas do mundo”, destacou. Desde fevereiro de 2019, a taxa básica de juros passou de 2% (em janeiro de 2021) para 13,75% ao ano (em setembro de 2022) – percentual mantido até o momento. Neste mesmo período, a taxa média de juros para pessoa física no país foi de 39,4% para 59,7% ao ano, enquanto a taxa de juros média para pessoa jurídica sofreu elevação de 15,2% para 23,9% ao ano, considerando o crédito livre. Ou seja, com a Selic mais alta, as contas pagas por famílias e empresas também ficam ainda mais elevadas. “Famílias endividadas consomem menos. Pouco consumo reduz a produção, porque as empresas não estão vendendo. Se as empresas não estão vendendo e estão com estoques parados, elas demitem. Consequentemente a renda circulando cai e a economia não avança”, explicou Juvandia Moreira. *Fonte: Contraf-CUT
Bancários protestam com tuitaço contra abusos do Bradesco

A hashtag #AVergonhaContinuaBradesco voltou a ser usada nesta quarta-feira (21) como forma de protesto contra os abusos cometidos pelo banco. O Bradesco continua demitindo funcionários e fechando suas agências, apesar de sua alta lucratividade. Além disso, ainda exige o cumprimento de metas abusivas. O protesto nas redes sociais é ainda contra a postura do banco de negar o acesso de clientes e usuários aos caixas presenciais para o atendimento.
Caixa: negociação sobre promoção por mérito já começou

Foi realizada nesta terça-feira (20), pelo Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito, a primeira reunião para definição dos critérios para pagamento dos deltas do ano de 2023-2024 às empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal. Os critérios são debatidos todos os anos pelo GT formado por representantes do banco e dos trabalhadores. A próxima reunião está marcada para 27 de julho, devendo ainda ser confirmada. Segundo o coordenador do GT, pela parte dos trabalhadores, João Paulo Pierozan, nos outros anos as negociações começavam no último trimestre. “Este ano já iniciamos as conversas para a construção da proposta de promoção por mérito e para o pagamento dos deltas às empregadas e empregados do banco. Por isso, pedíamos a distribuição linear de um delta, mas acreditamos que é possível construir uma sistemática que permita a distribuição dos deltas de acordo com os parâmetros que definirmos”, afirmou Pierozan, ressaltando que os últimos processos foram prejudicados devido à demora para a aprovação dos critérios, que não permitia que os trabalhadores se preparassem para cumprir as exigências da Caixa. Acordo atual Em 2021, ficou definido que o banco distribuiria um delta para todos os empregados elegíveis e um segundo delta para os empregados que atingissem a avaliação “excepcional” no programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP). No ano passado, alegando problemas de orçamento, a Caixa distribuiu apenas um delta linearmente e não distribuiu o segundo delta. A representação dos trabalhadores e do banco vão pensar em parâmetros a serem considerados na definição de uma nova sistemática de promoção por mérito e os critérios para o recebimento do delta, para que os mesmos sejam debatidos na próxima reunião. Entretanto, a representação dos trabalhadores ressaltou que é importante que, para o pagamento dos deltas, sejam respeitadas as discussões feitas no GT. Histórico Forma de progressão no Plano de Cargos e Salários (PCS), junto com a promoção por antiguidade – que é devida ao empregado a cada dois anos – a promoção por merecimento deixou de ser aplicada em 1996. Após 1998, a situação agravou-se, pois os empregados admitidos a partir desta data foram enquadrados em um novo PCS, que, na carreira administrativa, possuía apenas 15 referências. Assim, a última referência do PCS, que seria alcançada pelo empregado somente após 30 anos de trabalho, considerando as promoções por antiguidade a cada dois anos e a ausência da promoção por merecimento, era apenas R$ 850,00 maior que a referência de ingresso na Caixa. Em 2008, os empregados conquistaram a unificação dos PCS de quem foi admitido antes e depois de 1998, ampliando o teto e restabelecendo as promoções por merecimento. O novo PCS, atualmente em vigência, conta com 48 referências, sendo a inicial (201) R$ 3.000,00 e a última (248) R$ 8.763,00, diferença de R$ 5.763,00 entre a referência final e a inicial. Considerando a concessão de um delta merecimento a cada ano e o delta por antiguidade a cada dois anos, o empregado pode alcançar o topo do novo PCS após 32 anos trabalhados na Caixa. *Fonte: Contraf-CUT
Caixa decide suspender cobrança de Pix para pessoas jurídicas

A Caixa Econômica Federal anunciou, no final da tarde desta terça-feira (20), a suspensão da cobrança do Pix para pessoa jurídica. A Caixa havia anunciado a cobrança de Pix para pessoas jurídicas, na noite de segunda-feira (19). A cobrança teria início em 19 de julho. A decisão foi devido ao pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme divulgou mais cedo o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Segundo o ministro, a decisão será discutida na próxima semana, após o retorno de Lula da viagem oficial à Europa. “Foi pedido que suspendesse temporariamente [a decisão da Caixa] até o presidente estar de volta semana que vem Então vamos aguardar o retorno do presidente para avaliar essa medida. O presidente que pediu”, afirmou Costa. Em nota, o banco diz que a suspensão “visa ampliar o prazo para que os clientes possam se adequar e receber amplo esclarecimento do banco sobre o assunto, dada a proliferação de conteúdos inverídicos que geraram especulação” *Fonte: Agência Brasil