Caixa: critérios para promoção por mérito ainda não foram definidos

Os critérios para a promoção por mérito referente ao ano-base 2022 na Caixa Econômica Federal ainda não foram definidos. Os debates começaram em novembro, mas não houve consenso entre a representação da Caixa e a dos empregados, segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. No final de 2022, foi apresentada em mesa pelos representantes do banco, uma proposta que previa a aplicação do programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), inclusive para o primeiro delta, a ser distribuído aos empregados classificados como “bom desempenho” e “desempenho excelente”. Mas os representantes dos empregados defenderam a distribuição de um delta a todos os empregados elegíveis, pois, uma vez mais os critérios não foram definidos a tempo para que houvesse condições de cumpri-los durante o ano de 2022. “Até o ano passado, a postura da direção era de querer impor a GDP como único critério, posição absurda, já que o acordo prevê que o critério deve ser definido em consenso, e a GDP é definida de forma unilateral pela Caixa”, ressaltou o diretor-presidente da Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal de São Paulo APCEF/SP, Leonardo Quadros. Para Fabiana , “é necessário avançar na negociação da promoção por mérito, e este debate já está atrasado, pois temos outras pautas importantes para serem debatidas”. *Com informações da Contraf-CUT
Santander faz campanha para ajudar vítimas de tragédia

O Santander está fazendo uma campanha para arrecadar fundos e ajudar as vítimas da tragédia do litoral norte de São Paulo. Até agora, segundo a Defesa Civil, já são 49 mortos, 57 desaparecidos e, pelo menos, 2.500 desabrigados devido às fortes chuvas que atingiram a região durante o Carnaval. Segundo a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias, “diversas entidades, públicas e privadas, estão realizando uma verdadeira força-tarefa, para reunir, no menor tempo possível, artigos que serão encaminhados aos desabrigados.” Quem puder ajudar com recursos financeiros, pode usar o PIX: AG 3832 / Conta 130.005.355. As doações de alimentos não perecíveis, água potável e artigos de primeira necessidade, podem ser entregues nas agências do banco em Caraguatatuba Centro, Ubatuba, São Sebastião e Guarujá Centro, que funcionam como pontos de coleta. Os recursos vão ser encaminhados ao Instituto Verde Escola, que fechou parceria com o banco e atua diretamente nas comunidades mais afetadas. Lucimara ressaltou ainda que “o Santander informou que os funcionários e suas famílias, das regiões atingidas pela tragédia ambiental, estão sendo acompanhados por meio do PAPE, o Programa de Apoio Pessoal Especializado (PAPE), que pode ser contatado por meio da intranet da empresa.” Responsabilidade social Bancária do Santander e secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, falou sobre a importância da responsabilidade social: “Para além desta ajuda, recebida nas agências ou por meio de pix, temos que cobrar a contrapartida social dos bancos, para que ajudem todas as regiões atingidas. Neste momento, de tamanha tragédia, a comunidade precisa do apoio da iniciativa privada, do setor financeiro, para reconstruir essa região e, principalmente, ajudar as pessoas que perderam absolutamente tudo.” Rita lembrou ainda das pessoas humildes que trabalham nos grandes condomínios da região. “É sabido que muitos diretores e executivos de bancos têm residência tanto na Praia da Baleia, quanto no Canto do Moreira, em Maresias, onde estão condomínios de alto padrão. Então, é a hora de exercer a contrapartida social às comunidades afetadas, onde existem pessoas que prestam serviços para esses condomínios e que perderam familiares e bens. Os bancos precisam ter em mente essa responsabilidade social com a comunidade”, completa.
Caixa anuncia medidas para ajudar vítimas da tragédia do litoral norte de São Paulo

A Caixa Econômica Federal vai ajudar as vítimas da tragédia que atingiu o litoral norte de São Paulo, durante o Carnaval. Através das redes sociais, ainda durante o feriado, a presidente da Caixa, Rita Serrano, afirmou que a “equipe do FGTS da Caixa está mobilizada para auxiliar na habilitação dos municípios de SP atingidos pelas chuvas”. Segundo Rita, as “equipes da Caixa já estão em contato com as prefeituras para agilizar a liberação do saque calamidade do FGTS para os trabalhadores.” A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, observou que “a pronta ação da direção da Caixa é fundamental numa situação de calamidade como essa, pois mostra que, na nova gestão, a instituição está retomando seu papel de banco público, capaz de agir pelo bem-estar, especialmente numa tragédia como a que estamos vendo no litoral norte de São Paulo”. Segundo balanço da Defesa Civil, até agora 49 pessoas morreram, sendo 48 em São Sebastião e uma em Ubatuba. Pelo menos 57 pessoas continuam desaparecidas. As chuvas provocaram deslizamentos, que soterraram casas e interromperam estradas. Auxílio emergencial Aos empregados que sofreram com ameaças de desmoronamento, desmoronamento total ou parcial, alagamento, inundação ou destelhamento de suas residências, decorrentes de desastre natural que tenha provocado estado de calamidade pública, está prevista a concessão do “Adiantamento Emergencial em Caso de Calamidade”, conforme a cláusula 53 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A cláusula prevê a antecipação de até dez salários-padrão, a serem devolvidos pelo empregado em até 60 parcelas iguais e sem acréscimo de juros. Esse direito está detalhado no manual normativo RH001 e atende a empregados com residência atingida por desastres naturais como o ocorrido no litoral paulista.
ATENÇÃO: sede campestre não abre nesta quinta (23)

O Sindicado dos Bancários do Sul Fluminense informa que a sede campestre da entidade não estará funcionando nesta quinta-feira (23), devido aos problemas causados pelas fortes chuvas que atingiram a região. A programação dos próximos dias será divulgada pelo sindicato.
Inscrições para programa de estágio da CEF terminam nesta sexta (24)

O prazo para inscrições ao programa de estágio da Caixa Econômica Federal (CEF) termina nesta sexta-feira (24). Ao todo, são 6.800 vagas espalhadas pelo país. Há oportunidades para estudantes de níveis médio, técnico e superior (cursos de Arquitetura, Engenharia, Direito e outros da área social). Os interessados devem estar matriculados em instituições de ensino públicas ou privadas, com frequência efetiva nos cursos de ensino médio regular, ensino médio EJA, técnico e superior, com reconhecimento do Ministério da Educação. Na data de início do estágio, o jovem também deve ter 16 anos completos. Caso esteja cursando nível médio ou técnico, o candidato pode se inscrever a partir do 1º ano do curso. No caso de alunos de ensino superior, são aceitos estudantes a partir do 3º semestre para cursos com duração de três anos ou três anos e meio ou a partir do 5º semestre para formações com duração de quatro ou cinco anos. Haverá uma prova on-line. Para os universitários, haverá ainda entrevista numa unidade da Caixa. Os aprovados terão salários que variam de R$ 400 a R$ 1 mil, dependendo da carga horária e do grau de formação. Quem for selecionado vai receber auxílio-transporte de R$ 130.. Para se inscrever, acesse o site do CIEE (portal.ciee.org.br). Pessoas com deficiência terão 10% das vagas reservadas. Candidatos autodeclarados negros (pretos ou pardos), 30%. A inscrição é gratuita.
Contraf-CUT envia ofício ao Banco Central cobrando metas sobre emprego e crescimento econômico

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou ofício ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, questionando quais as medidas adotadas pela autarquia para garantir o pleno emprego e o crescimento econômico no país. O documento foi enviado na última sexta-feira (17). O ofício lembra que essas são também obrigações que estão presentes na Lei Complementar 179/2021, em parágrafo que descreve as atribuições do Banco Central. A presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, explicou que “os dados sobre o impacto da política monetária sobre o emprego, que são fundamentais para toda a sociedade, nunca estão presentes nas atas publicadas pelo Copom, o Comitê de Política Monetária do BC”. E completou: “Comprovando novamente que, ao longo dos anos, o Banco Central vem servindo apenas aos interesses dos rentistas do mercado financeiro, dos ricos que usam seus recursos para comprar títulos e viver de especulação. Os interesses da população estão sendo ignorados”. A taxa básica de juros (Selic), mantida em níveis elevados pelo Banco Central, acaba gerando menos investimentos nos setores produtivos do país e, consequentemente, acarreta a diminuição da oferta de empregos. A Contraf-CUT ainda destaca que, além de colaborar para a recessão e desemprego, a manutenção dos juros elevados não foi capaz de conter os níveis de inflação dentro das metas estipuladas, nos últimos dois anos, “haja vista, que o índice de inflação registrado tem sua origem em preços administrados e, também, em externalidades, tais como o conflito bélico entre Rússia e Ucrânia e nas mudanças climáticas globais”. Confira o ofício na íntegra: São Paulo, 17 de fevereiro de 2023. AoBanco Central do BrasilSr. Roberto de Oliveira Campos NetoPresidentePrezado senhor, A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – CONTRAF, entidade sindical de terceiro grau, representante dos trabalhadores do setor financeiro do país, vem à Vossa Senhoria expor e requerer o que segue: Considerando o disposto na Lei Complementar 179, de 24 de fevereiro de 2021, em seu § 1º do Art. 1º, no qual se descrevem os objetivos do Banco Central do Brasil; Considerando que a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2022 é de cerca de 3% e para 2023 há uma previsão de redução intensa para apenas 0,9%, de acordo com a Pesquisa Focus; Considerando que, no segundo semestre do ano passado, inúmeros indicadores apontavam para a redução do ritmo da atividade econômica. Por exemplo, as vendas no varejo tiveram queda de 2,6% em dezembro e a indústria teve variação nula no mesmo mês, após registrar queda em novembro, de acordo com o IBGE; Considerando a Pesquisa Especial de Crédito da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) que apresenta a expetativa de que o crescimento do crédito no país caia de 13,8% em 2022 para 8,2% em 2023. O caso Americanas ocorrido após a pesquisa da Febraban deve piorar ainda mais essa perspectiva; Considerando que o Brasil tem hoje 8,7 milhões de pessoas desocupadas, 39 milhões de pessoas atuando na informalidade (trabalhadores sem carteira assinada ou conta própria sem CNPJ); Considerando que o número de pessoas subutilizadas no mercado de trabalho chega a 22 milhões. Além das pessoas desocupadas, temos 6 milhões de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e 4 milhões de pessoas desalentadas, ou seja, que desistiram de procurar emprego; Considerando que a recente melhora na taxa de desemprego não se deve a uma dinamização da economia e consequente incorporação de trabalhadores no mercado de trabalho formal com emprego decente. Pelo contrário, se deve à estratégia de sobrevivência da população brasileira que se vê obrigada a formas precárias de inserção no mercado de trabalho, sem nenhum tipo de proteção social, trabalhista e previdenciária; Diante dos dados expostos acima e na ausência de informações sobre os temas nas atas do Comitê de Política Monetária (COPOM) e nas manifestações públicas de V.Sa., os trabalhadores do ramo financeiro e suas entidades representativas verificam o explícito movimento contraditório em relação ao resto do mundo, com a manutenção da taxa básica (SELIC) nesses elevados patamares, hoje definida em 13,75% ao ano, haja vista, que o índice de inflação registrado tem sua origem em preços administrados e, também, em externalidades, tais como o conflito bélico entre Rússia e Ucrânia e nas mudanças climáticas globais. A recorrência dessa prática nos encaminhará à uma recessão da economia, ao aumento do desemprego e da desigualdade. Por conta disso, legitimamente nos cabe perguntar quais as medidas adotadas pelo Banco Central do Brasil para a garantia do pleno emprego e do crescimento econômico? Sendo o que tínhamos a apresentar, solicito relatar o devido cumprimento do papel desta instituição de Estado no que tange o rigor da legislação vigente. Certa da atenção.Atenciosamente,Juvandia Moreira Presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – CONTRAF *Fonte: Contraf-CUT
Prazo para entrega de Imposto de Renda Pessoa Física vai de 15 de março a 31 de maio

Este ano, a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2023 poderá ser entregue no período de 15 de março a 31 de maio. A mudança foi feita pela Receita Federal. Segundo nota emitida pela Receita, o objetivo é permitir que todos os contribuintes tenham acesso à declaração pré-preenchida já no primeiro dia de entrega. Conforme explicou o auditor-fiscal José Carlos Fernandes da Fonseca, supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda, a maioria das informações oferecidas na declaração pré-preenchida só chega à Receita no fim de fevereiro. Com isso, o Fisco precisa de um prazo para consolidar os dados. Por causa disso, o formulário pré-preenchido, que proporciona mais comodidade e diminui a chance de erros pelo contribuinte, só sai na metade de março. As regras para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2023 serão anunciadas no próximo dia 27. O prazo para a entrega do informe de rendimentos pelos empregadores, bancos e planos de saúde continua até o dia 28. *Com informações da Rede Brasil Atual
CUT quer salário mínimo de R$ 1.382,71

Em nota divulgada, nesta sexta-feira (17), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) ressaltou que “estuda a fundo, de forma técnica, todas as variáveis que influenciam e afetam a vida do trabalhador”. Segundo a nota, “os cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostram que, se o Programa de Valorização do Salário Mínimo não tivesse sido interrompido, hoje o valor deveria ser de R$ 1.382,71. O que significa uma valorização de 6,2%.” O novo valor do salário mínimo foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como R$1.320,00 para vigorar a partir de maio próximo. “O movimento sindical defende um valor maior para o salário mínimo e quer que haja negociação com as Centrais Sindicais”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. Imposto de Renda Quanto à correção do Imposto de Renda, a presidenta da Contraf-CUT defende a negociação com o movimento sindical. “É importante a correção da tabela. Entendemos que a tabela deveria ter sido corrigida pelo governo anterior e que o presidente Lula agora está tentando uma reparação, mas queremos que seja negociado com o movimento uma política de correção também para os próximos anos”, disse. Se a nova faixa de isenção for fixada em R$ 2.640, como o presidente da República anunciou durante a entrevista, significa que haverá uma correção de 38,66% sobre o valor anterior (R$ 1.903). Não se anunciou ainda se haverá correção nos mesmos percentuais para as demais faixas de tributação. *Com informações da Contraf-CUT
Brasil precisa de juros mais baixos para retomar economia

Apresentação elaborada pela Rede Bancários do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra os impactos da elevação dos juros na economia do Brasil. Segundo o documento, em função desse quadro de juros altos, os gastos anuais do governo com a dívida pública saltaram da casa dos R$ 300 bilhões no primeiro semestre de 2021 para praticamente o dobro nos últimos meses. O estudo também aponta as consequências no ritmo de atividade econômica em 2023, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para apenas 0,9%, um terço em relação a 2022; e nos juros bancários, hoje ao redor de assustadores 30%. Enquanto isso, na comparação entre um período de nove meses de 2021 e de 2022, a receita dos cinco maiores bancos pulou de R$ 280 bilhões para R$ 385,7 bilhões (38%), apenas com operações de crédito, e de R$ 80,1 bilhões para R$ 168,8 bilhões (111%), com títulos e valores mobiliários (TVM). A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, fala sobre os impactos negativos. “Todo esse processo faz com que as riquezas se concentrem ainda mais e a miséria aumente no país”, resume Juvandia, que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. “O Brasil precisa de investimento em atividades que geram emprego e renda, como o micro e pequeno negócio e a agricultura familiar. A economia precisa voltar a funcionar, e essa necessidade é urgente, pois os juros como estão têm um efeito nocivo prolongado, e as taxas elevadas de hoje podem atrapalhar as atividades produtivas pelos próximos anos”, explica a presidente da Contraf-CUT. Definida pelo Banco Central em 13,75%, a Selic é a mais alta taxa básica de juros do mundo. Com isso, os investimentos em títulos e fundos se tornam mais rentáveis que a produção. O resultado é que a economia para, trabalhadores são demitidos e os salários caem. Segundo Juvandia, “nesse cenário, o investimento no mercado financeiro rende 8%, já descontada a inflação, e isso só favorece rentistas, que vivem da especulação sem produzir nada”. Para Gustavo Carvazan, economista do Dieese, “com essa opção de ganho, quem tem recursos prefere investir no mercado financeiro e ficar com os juros, e não se dedicar a um empreendimento”. Além disso, surgem outras travas para a produção, como explicou Gustavo: “O crédito bancário fica mais caro e desestimula consumo e atividade produtiva, o real se valoriza e derruba as exportações, o governo gasta mais com os juros da dívida e os investimentos públicos diminuem. Todos esses fatores enfraquecem a economia, então o desemprego cresce e a renda dos trabalhadores cai”. *Com informações da Contraf-CUT
Governo anuncia redução no imposto do trabalhador

A correção da tabela do Imposto de Renda e a nova faixa de isenção, que subirá dos atuais R$ 1.908 para R$ 2.640, um aumento de 38,66%, foram anunciadas nesta quinta-feira (16), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a faixa de isenção continuará a ser corrigida progressivamente, até chegar aos R$ 5 mil. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira falou sobre a importância da correção da tabela, que também é uma luta do movimento sindical. “A correção da tabela do Imposto de Renda é uma prioridade da categoria bancária e de toda a classe trabalhadora. As centrais sindicais, nós da Contraf-CUT e todo o movimento está discutindo com o governo essa correção. O presidente Lula já sinalizou que vai corrigir a tabela que estava congelada pelo governo anterior”, disse Juvandia. Segundo Juvandia, a correção vai ajudar os trabalhadores. “A falta de correção da tabela pelo governo anterior fez com que houvesse um aumento da carga tributária dos bancários e de todos trabalhadores que ganhavam acima de R$ 1.903,98. Com esta correção feita agora, o trabalhador que ganha até dois salários mínimos não precisará pagar imposto e ficará com mais dinheiro no bolso”, completou a presidenta da Contraf-CUT. De acordo com o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Gustavo Cavarzan, ainda não é possível fazer os cálculos dos ganhos que a categoria bancária terá com a correção porque faltam informações. “Tanto o trecho dito por Lula na entrevista à CNN, quanto o que Haddad já tinha dito em outro evento, é que a primeira faixa de isenção aumenta de R$ 1.903,98 para R$ 2.640,00, o que dá um reajuste de 38,66%. Mas, sobre as demais faixas eles não falaram nada”, disse. “Nas últimas vezes que a tabela do IR foi corrigida, também nos governos petistas, as outras faixas de tributação foram corrigidas pelo mesmo percentual, mas temos que esperar para saber se haverá correção também para as demais faixas de tributação”, completou. O Dieese elaborou uma tabela com simulações dos ganhos para a categoria, caso haja correção para as demais faixas no mesmo percentual. Confira abaixo: