Representação dos trabalhadores exige fim de fechamento de agências e de demissões

O movimento sindical apresentou aos bancos, nesta terça-feira (7), dados apontando que o setor está na contramão do mercado de trabalho. O debate aconteceu na segunda rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários. De acordo com o relatório apresentado, de janeiro de 2015 a maio de 2026, os bancos reduziram os postos de trabalho em cerca de 93,3 mil. Só em 2025, o Santander fechou 6.196 postos, o Itaú 4.620, Bradesco 3.017 e, o Banco do Brasil, 1.498 postos, totalizando 15.331 pontos. No mesmo período, a rede de agências foi reduzida em 42% (9,5 mil). A coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira falou sobre a realidade do setor bancário. “Esses dados apontam para uma diferença muito grande do que está acontecendo no setor bancário em relação ao que estamos vivendo no Brasil que, desde o início do governo Lula (2023), gerou 5,17 milhões de empregos formais, batendo recorde nos níveis de carteira assinada, com a baixa histórica das taxas de desocupação, do IBGE”, afirmou a dirigente sindical. Segundo Juvandia, o número de postos fechados demonstra que Santander, Itaú e Bradesco fizeram demissões em massa o que, no entendimento da Justiça, não pode acontecer sem negociação prévia. O Comando Nacional destacou que, entre 2015 e 2025, o aumento de contratos dos bancos com correspondentes bancários foi de 49%. Juvandia ressaltou que o trabalho bancário não está sendo eliminado, na verdade está sendo transferido para os correspondentes bancários e outros segmentos do ramo financeiro. “Estão fechando as agências para transferir o atendimento presencial para os correspondentes. Esse movimento também abre espaço para as cooperativas de crédito, que estão cada vez mais presentes nas áreas abandonadas pelos bancos”, completou Juvandia Moreira. Com base neste cenário, o Comando Nacional exigiu, como prova de boa-fé, que os bancos suspendam as demissões e o fechamento de agências, durante as negociações. Mas a Fenaban negou os pedidos. Os representantes dos trabalhadores exigiram o retorno das homologações nas entidades sindicais, como proteção aos trabalhadores. Também reivindicaram indenização adicional em caso de demissão; e criação de um banco de talentos bancários. Ao final da mesa, os representantes da Fenaban negaram:– O fim das demissões e do fechamento de agências.– O pedido de estabilidade para toda a categoria durante o processo negocial, bem como às mulheres vítimas de violência doméstica.– O pedido de indenização adicional em caso de demissão. Os bancos ficaram de avaliar as seguintes questões: – O retorno das homologações nos sindicatos.– Reforço e ampliação das cláusulas de qualificação e requalificação de trabalhadores na área de TI.– Criação de um banco de talentos bancários. *Fonte: Contraf-CUT
Campanha 2026 terá segunda mesa de negociações nesta terça-feira (7)

Nesta terça-feira (7), acontece a segunda rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026 para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Durante o encontro, a categoria vai reivindicar da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a defesa do emprego bancário, contra a precarização do atendimento e o fechamento de agências. Confira as principais reivindicações levadas para a pauta desta terça-feira (7): – Garantia de emprego: proibição de demissões em massa e fim da rotatividade injustificada.– Proteção nas reestruturações: mudanças por fusões ou tecnologia devem ser negociadas antes com o movimento sindical.– Fim da terceirização: quem faz atividade bancária deve ser reconhecido como bancário, com todos os direitos da categoria.– Tecnologia com proteção: criação de comissão para acompanhar a automação e impedir vigilância abusiva.– Agências digitais também são bancos: direitos iguais e jornada regulada para quem trabalha em escritórios digitais.– Mais contratações: número adequado de funcionários para reduzir filas, a sobrecarga e o estresse.– Qualificação e inclusão: incentivo à formação de mulheres na TI e processos seletivos sem preconceito de raça, gênero ou idade. *Fonte: Contraf-CUT
Sindicato participa do Dia Nacional de Luta

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou, nesta segunda-feira (6), das atividades do Dia Nacional de Luta da categoria, que está iniciando sua Campanha Nacional 2026, Os sindicalistas visitaram todas as agências de Barra Mansa, levando faixas alusivas às reivindicações dos trabalhadores e entregando o primeiro boletim da campanha. O documento apresenta uma radiografia da realidade atual do setor, explicando que enquanto os bancos registram lucros bilionários, os trabalhadores enfrentam cortes de postos de trabalho e fechamento de agências. O objetivo da mobilização é pressionar os bancos, já que nesta terça-feira (7) haverá uma rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre emprego. O boletim apresenta dados como o lucro líquido dos cinco maiores bancos, que chegou a R$ 124 bilhões somente em 2025. Entre 2020 e 2025, o crescimento do lucro líquido dos bancos privados foi de 114%. No mesmo período, os bancos públicos registraram crescimento do lucro na ordem de 46%. No entanto, de acordo com o boletim, desde 2016 já foram eliminados 83,5 mil postos de trabalho no setor. Além disso, foram fechadas 8,5 mil agências desde 2015. A queda na rede física chegou a 37%. A proteção do emprego é uma das prioridades na Campanha Nacional dos bancários em 2026. A minuta de reivindicações inclui garantir postos de trabalho, combater demissões imotivadas, impedir a precarização e assegurar que a tecnologia não seja usada para retirar direitos. A luta da categoria é também pelos clientes, para garantir que todos tenham atendimento presencial humanizado e acesso às agências bancárias.
Cassi: banco promete resposta em curto prazo

Representantes das entidades do funcionalismo do Banco do Brasil e integrantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniram, na última sexta-feira (3), em Brasília. O objetivo do encontro foi alinhar a estratégia da negociação com o banco sobre o custeio da Cassi. A diretoria da Cassi havia encaminhado correspondência às entidades e ao Banco do Brasil alertando para a necessidade urgente de uma solução que mantenha as contas da Caixa de Assistência em conformidade com as exigências financeiras e regulatórias. As entidades concordaram com a necessidade de reforçar ao banco a importância de um aporte emergencial de R$ 580 milhões, a fim de garantir recursos imediatos para preservar o atendimento aos associados. No mesmo dia, representantes do BB e das entidades participaram de uma mesa de negociação. Durante o encontro, o representante do banco afirmou que a instituição vê de forma positiva a proposta de um aporte. Porém, o negociador argumentou que a antecipação do 13º salário, isoladamente, não seria suficiente para solucionar o problema de desenquadramento do capital regulatório da Cassi. Ele reforçou a necessidade de que qualquer proposta seja submetida à consulta ao corpo social. Sobre a divisão do custeio em 70% para o banco e 30% para os associados, o representante do banco explicou que, embora esteja prevista na Resolução CGPAR nº 52, alcançar esse patamar ainda é um desafio para a empresa neste momento. Diante da urgência da situação enfrentada pela Cassi, o representante do banco se comprometeu a apresentar um retorno em curto prazo. *Fonte: Contraf-CUT
Primeira mesa de negociação apresenta reivindicações sobre cláusulas sociais

A primeira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), foi realizada nesta quinta-feira (2). A assinatura da CCT deverá ser feita até a véspera da data-base da categoria, em 1º de setembro. Nesta mesa foram apresentadas reivindicações sobre cláusulas sociais relacionadas às pessoas com Deficiência (PCDs), implementação da escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso, defesa do teletrabalho e direito à desconexão, e segurança bancária digital. Com base na RAIS, o Comando Nacional destacou que o setor bancário possuía 18,7 mil trabalhadores PCDs em 2025 – número que representa 4,5% da categoria bancária. Em 2012 esse percentual era de 2,4%. O movimento sindical reivindica aumento de contratações de PCDs e que os mesmos tenham garantia de ascensão profissional. Em relação à escala 4×3, o Comando Nacional ressaltou que o processo de automação e usos de novas tecnologias no setor viabiliza a implementação da escala 4×3: quatro dias de trabalho e três dias de descansos. De acordo com o movimento sindical, a redução de jornada teria o potencial de gerar mais de 429 mil empregos bancários – aumento de 103% do número de trabalhadores no setor. Quanto ao teletrabalho e o direito à desconexão, o Comando Nacional defendeu a manutenção do teletrabalho, como uma conquista importante da categoria, obtida desde as negociações de 2020, ano da pandemia. No quesito segurança bancária, dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que entre 2023 e parte de 2026, foram registradas 340.140 fraudes digitais bancárias no país. Entre 2023 e 2025, o total de ocorrências cresceu 60,8%, passando de 74.371 em 2023 para 119.611 em 2025. A Ultratividade, manutenção dos direitos já conquistados pela CCT, foi uma das reivindicações. Porém, a Fenaban não quis assinar o documento. A próxima mesa de negociação será realizada na terça-feira, 7 de julho. Dirigentes sindicais estão organizando um dia nacional de luta para a próxima segunda-feira (6), com manifestações nas redes sociais e nas ruas. *Fonte: Contraf-CUT
Bancários têm a primeira mesa de negociações com a Fenaban nesta quinta (2)

A Campanha Nacional dos Bancários 2026 já começou e, nesta quinta-feira (2), acontece o primeiro encontro da série de mesas de negociações, que resultará na renovação da CCT, com assinatura prevista para até a véspera da data-base da categoria, em 1º de setembro. O encontro reunirá representantes do Comando Nacional dos Bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e poderá definir o calendário de negociações. A pauta foi entregue à representação dos bancos no dia 24 de junho e contém as reivindicações aprovadas durante a 28ª Conferência Nacional dos Bancários. Os principais pontos da pauta são: *Fonte: Contraf-CUT
Financiários já podem responder à Consulta Nacional

A Consulta Nacional dos Financiários pode ser respondida até o dia 31 de julho. Ela é uma das principais etapas da Campanha Nacional dos Financiários 2026. Com a Consulta, os financiários serão ouvidos sobre as suas principais demandas. As respostas servirão de base para a construção da pauta de reivindicações que será negociada com as instituições financeiras, cuja data-base da categoria é 1º de outubro. A participação da categoria é essencial para que a campanha reflita as reais necessidades dos financiários, como explicou a secretária de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Talita Régia da Silva. “A Consulta Nacional é um dos instrumentos mais importantes da nossa campanha. É por meio dela que os financiários e financiárias têm a oportunidade de apontar suas prioridades e contribuir diretamente para a construção da pauta de reivindicações”, afirmou Talita. Veja o calendário da Campanha Nacional dos Financiários: Acesse a Consulta Nacional dos Financiários e participe da construção da Campanha Nacional 2026. *Fonte: Contraf-CUT
Bancários e bancárias celebram o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou, neste domingo (28), da celebração alusiva ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, realizada na AABB-Tijuca, no Rio de Janeiro. Marco mundial de conscientização e visibilidade, a data visa combater o preconceito, promover a igualdade de direitos e celebrar a diversidade. Durante o evento houve um debate sobre os principais desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIA+, além de apresentações culturais e musicais. O combate a todos os tipos de preconceito foi um dos temas do encontro, defendido pelo diretor executivo de Políticas Sociais da CUT-RJ e funcionário do Itaú, Thiago Sant’Anna. O evento teve uma programação cultural intensa e contou com a participação de Negrini Venture, cujo show exaltou a diversidade do povo brasileiro, reunindo referências às populações negras, indígenas, ciganas, caboclas, pardas e à comunidade LGBTQIA+. Também foi destaque na programação a performance de Samantha Monteiro com a dançado ventre, valorizando a técnica e as tradições culturais originárias do Antigo Egito, do Oriente Médio e do Norte da África. A cantora trans Azula apresentou um repertório de MPB com músicas de Tim Maia a Djavan. A DJ Nanda Machado animou o público na pista de dança e a drag queen Lili Carabina apresentou um espetáculo de humor, glamour e afirmação política. *Fonte: Bancários do Rio
Copa: Caixa abonará horas não trabalhadas durante jogos do Brasil

Empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal terão abonadas as horas não trabalhadas durante os jogos do Brasil, nesta segunda fase da Copa. O comunicado foi feito através de ofício pela Diretoria Executiva de Pessoas do banco estatal, e assinado pela titular da pasta, Adriana Ferreira. De acordo com o texto, há recomendações para que sejam feitos ajustes nos horários dos jogos mediante acordo entre gestores e empregados. Além disso, o documento destaca que o abono das horas não trabalhadas (abono 53) poderá ser utilizado, sendo limitado ao período liberado para o acompanhamento da partida. Em caso de dúvidas, o trabalhador deve procurar o Atendimento Pessoas Caixa, Categoria Jornada de Trabalho. *Fonte: Bancários do Rio
COE Itaú antecipa entrega de reivindicações ao banco

No próximo dia 1º de julho, haverá uma reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a direção do banco para entrega da pauta específica de reivindicações dos funcionários. A reunião foi antecipada devido à realização da primeira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ocorrerá no dia 2 de julho. A pauta reúne as principais demandas dos bancários e bancárias do banco para a Campanha Nacional dos Bancários 2026. A questão da saúde é uma das principais preocupações da categoria. O aumento dos casos de adoecimento entre os funcionários é consequência da pressão por metas, do assédio moral e da insegurança provocada pelo fechamento de agências. Mudanças Os representantes dos trabalhadores também querem discutir com a direção do Itaú sobre as mudanças anunciadas pelo banco no regime de trabalho híbrido. No último dia 23 de junho, o Itaú enviou comunicado ao movimento sindical, informando que passará a exigir quatro dias presenciais por semana para superintendentes, a partir de janeiro de 2027, e três dias presenciais por semana para os demais cargos, a partir do primeiro trimestre de 2028. *Fonte: Contraf-CUT