
A primeira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), foi realizada nesta quinta-feira (2).
A assinatura da CCT deverá ser feita até a véspera da data-base da categoria, em 1º de setembro.
Nesta mesa foram apresentadas reivindicações sobre cláusulas sociais relacionadas às pessoas com Deficiência (PCDs), implementação da escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso, defesa do teletrabalho e direito à desconexão, e segurança bancária digital.
Com base na RAIS, o Comando Nacional destacou que o setor bancário possuía 18,7 mil trabalhadores PCDs em 2025 – número que representa 4,5% da categoria bancária. Em 2012 esse percentual era de 2,4%.
O movimento sindical reivindica aumento de contratações de PCDs e que os mesmos tenham garantia de ascensão profissional.
Em relação à escala 4×3, o Comando Nacional ressaltou que o processo de automação e usos de novas tecnologias no setor viabiliza a implementação da escala 4×3: quatro dias de trabalho e três dias de descansos.
De acordo com o movimento sindical, a redução de jornada teria o potencial de gerar mais de 429 mil empregos bancários – aumento de 103% do número de trabalhadores no setor.
Quanto ao teletrabalho e o direito à desconexão, o Comando Nacional defendeu a manutenção do teletrabalho, como uma conquista importante da categoria, obtida desde as negociações de 2020, ano da pandemia.
No quesito segurança bancária, dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que entre 2023 e parte de 2026, foram registradas 340.140 fraudes digitais bancárias no país. Entre 2023 e 2025, o total de ocorrências cresceu 60,8%, passando de 74.371 em 2023 para 119.611 em 2025.
A Ultratividade, manutenção dos direitos já conquistados pela CCT, foi uma das reivindicações. Porém, a Fenaban não quis assinar o documento.
A próxima mesa de negociação será realizada na terça-feira, 7 de julho.
Dirigentes sindicais estão organizando um dia nacional de luta para a próxima segunda-feira (6), com manifestações nas redes sociais e nas ruas.
*Fonte: Contraf-CUT


