COE leva reivindicações para mesa de negociações com o Santander

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander apresentou, nesta terça-feira (14), a pauta específica para negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com o banco. Os três eixos que compõem a pauta são a manutenção das cláusulas já existentes, o aperfeiçoamento de dispositivos que precisam de atualização e a inclusão de novas reivindicações. Entre as principais reivindicações estão a ampliação do programa de bolsas de estudo, a isenção de todas as tarifas bancárias para os funcionários, incluindo a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais, condições diferenciadas para financiamento imobiliário e melhorias em outras linhas de crédito. Em relação aos trabalhadores PCDs e seus dependentes, a COE reivindicou a criação de um auxílio terapêutico para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais nessa condição, mediante apresentação de laudo médico e documentação comprobatória. Também foi solicitada a isenção da coparticipação no plano de saúde para empregados com doenças raras, crônicas, degenerativas, HIV/Aids ou deficiência, estendendo o benefício aos trabalhadores que tenham dependentes legais nas mesmas condições. Além disso, a COE quer a concessão de redução de 50% da jornada diária de trabalho para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais com deficiência, sem redução salarial. A COE defende, ainda, prioridade na concessão do teletrabalho ou trabalho remoto para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes com deficiência, conforme previsto na Lei nº 13.146/2015. As negociações vão continuar nos dias 22 de julho, no período da tarde, e 28 de julho, pela manhã. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical questiona cobranças do Saúde Caixa

Empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, em diversas regiões do país, têm encaminhado reclamações aos sindicatos sobre cobranças de contribuições ao Saúde Caixa incidentes sobre verbas remuneratórias recebidas em processos judiciais trabalhistas antes de 1º de janeiro de 2026. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, a cobrança contraria o entendimento da entidade sobre o atual Acordo Coletivo de Trabalho. A assessoria jurídica da CEE, que acompanha as negociações com a Caixa, explica que a cláusula 2ª, parágrafo 5º, estabelece que as contribuições pessoal e patronal devem incidir sobre valores pagos a partir da vigência do acordo. Através da CEE/Caixa, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) questionou o banco, pediu esclarecimentos e a regularização dos casos. De acordo com a Contraf-CUT, os empregados, empregadas, aposentados e aposentadas que receberam a cobrança relativa ao período anterior a 2026 devem: • Responder à Caixa contestando a cobrança;• Não autorizar o desconto no Portal Integramais;• Procurar o sindicato de sua base e encaminhar a cobrança e a memória de cálculo;• Aguardar nova orientação da CEE/Caixa e das entidades sindicais. *Fonte: Contraf-CUT
Campanha: terceira rodada de negociações será por igualdade de oportunidades

Nesta quinta-feira (16) acontece a terceira rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A categoria levará à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) reivindicações sobre igualdade de oportunidades de acesso, ascensão e remuneração para mulheres, negros e negras, pessoas LGBTQIA+ e pessoas com deficiência (PCDs). Dados organizados pelo Dieese a pedido do Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários, mostram que de 2020 até abril de 2026, dos 31,1 mil postos de trabalho fechados no setor, 80% são vagas que antes eram ocupadas por mulheres. O documento aponta diferenças significativas de remuneração entre homens e mulheres e grupos raciais na categoria bancária. Em média, as bancárias recebem menos 18,4% que os homens brancos que exercem a mesma função. Para mulheres negras a diferença é ainda maior, sendo a remuneração média 34,2% inferior aos dos colegas homens brancos. Ainda segundo o relatório, as desigualdades se acentuam nos cargos de liderança. Apenas 24% das pessoas negras (homens e mulheres) estão nos cargos de liderança dos bancos. Apesar das mulheres ocuparem cerca de 46% dos cargos de liderança, a remuneração média feminina é 25% inferior à dos homens que ocupam a mesma função. Confira as reivindicações para promoção de igualdade de oportunidades: Promoção da igualdade de oportunidades • Cotas e metas: Admissão mínima de 30% de negros e negras e 1% de pessoas trans (elevando para 2% em quatro anos) nas novas contratações.• Programa de trainees: Criação de um programa específico para trainees negros, correspondente a 0,5% do quadro funcional, com duração mínima de 6 meses.• Proteção contra a violência doméstica: Garantia de teletrabalho, desde que solicitado expressamente pela trabalhadora vítima de violência doméstica, e manutenção do vínculo trabalhista por até 6 meses em casos de afastamento necessário.• Mulheres na tecnologia (TI): Fortalecimento do programa de bolsas de qualificação integrais e reserva de vagas para bancárias na área de TI, combatendo a disparidade de gênero no setor tecnológico.• Ascensão profissional: Aceleração da contratação de mulheres negras e estabelecimento de metas de gênero para todos os cursos e treinamentos. Combate ao racismo, discriminações e à LGBTfobia • Direito de interrupção: O bancário vítima de insulto discriminatório pode interromper o atendimento imediatamente sem ser punido por insubordinação.• Protocolo nacional contra o racismo: Instituição de canais de denúncia sigilosos e fluxos obrigatórios de apuração com transparência e acolhimento qualificado.• Transparência: Criação de comissões capacitadas para validar a autodeclaração de candidatos negros e garantir a aplicação correta das políticas afirmativas.• Proteção à família: Proibição de qualquer discriminação contra pais ou responsáveis por pessoas com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento.• Isonomia para famílias plurais: Extensão de todos os benefícios e vantagens para parceiros em uniões homoafetivas e famílias plurais. Também faz parte da pauta o combate ao endividamento na categoria. O Comando Nacional vai reivindicar que os trabalhadores bancários sejam isentos do pagamento de quaisquer tarifas bancárias e que as taxas de juros para operações com cheque especial, empréstimos e cartão de crédito fiquem limitadas em 0,5% ao mês para a categoria. *Fonte: Contraf-CUT
Negociação com a Caixa continua nesta sexta (17)

A próxima reunião de negociação da Campanha Nacional dos Bancários com a Caixa, para renovação e melhorias no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) das empregadas e empregados, está prevista para esta sexta-feira (17). Na primeira reunião, o banco apresentou dados que reforçam a necessidade do fim do teto de 6,5% do Saúde Caixa. No encontro, A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa cobrou mais responsabilidade do banco, custeio justo, isonomia de direitos para contratados após 2018, melhoria da rede de atendimento e transparência dos números do plano. Atendendo antiga reivindicação da CEE/Caixa, o banco informou que vai ampliar a rede credenciada e melhorar a qualidade do atendimento: o convênio de reciprocidade com a Cassi, que pode ampliar a rede em 1.803 municípios, alcançando cerca de 95 mil beneficiários e integrando 7.037 prestadores. A representação dos trabalhadores também cobrou soluções para temas relacionados à diversidade, inclusão, direitos de PcDs e neurodivergentes, combate ao racismo, igualdade de oportunidades, proteção a mulheres vítimas de violência, enfrentamento à LGBTfobia e ao etarismo. A orientação da CEE é que as empregadas e empregados acompanhem os canais oficiais da Contraf-CUT, Fenae, Apcefs e sindicatos para se manterem informados e mobilizados sobre o andamento das negociações. Para o mês de julho estão previstas mesas específicas com a Caixa nos dias 17, 23 e 31, todas em São Paulo. *Fonte: Contraf-CUT
Em videoconferência, COE reivindica avanços ao Bradesco

Representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e do banco se reuniram nesta segunda-feira (13), por videoconferência, para debater diversos temas. O encontro mostrou avanços nas negociações, como a retomada do registro de ponto para os gerentes de relacionamento empresas. Durante a reunião também houve debate sobre as mudanças no Bradesco Saúde e a apresentação do programa de remuneração variável Supera para 2026. O Bradesco informou que, atendendo solicitação da COE, os gerentes de relacionamento empresas voltarão a registrar o ponto. A medida será implementada após a assinatura de um acordo entre a Contraf-CUT e o Bradesco. O banco também apresentou alterações no Bradesco Saúde que, segundo seus representantes, são resultado de um processo de escuta dos trabalhadores, diálogo com o movimento sindical e adequação às práticas de mercado. Veja as mudanças anunciadas: A COE criticou a limitação da cobertura de ortodontia apenas para empregados a partir do cargo de gerente de agência. Além disso, se mostrou preocupada com a diferenciação de direitos entre os trabalhadores. O Bradesco apresentou o desenho do programa de Participação por Resultados (PPR) Supera para o exercício de 2026. Os avanços são a garantia de pagamento para bancárias da força de vendas durante a licença-maternidade e a redução do percentual mínimo de cumprimento de metas das agências e da área Empresas de 95% para 90%, facilitando o acesso ao programa. A estrutura do programa de PPR da chamada segunda onda, voltada às áreas de atacado do banco, também foi apresentada pelos representantes do banco e deverá contemplar mais 10 mil trabalhadores. A COE também solicitou a redução dos patamares de ROAE para pagamento do Programa de Remuneração Bradesco (PRB), reajuste das faixas de pagamento com base na melhora dos resultados do banco e mudanças nos critérios de aferição das metas em casos de dissolução de carteiras de clientes, situação que frequentemente prejudica os gerentes. Sobre o último ponto, a resposta do banco foi que já existe um mecanismo de revisão dos resultados e que, após os pagamentos, mantém uma janela de 45 dias para análise de eventuais questionamentos e complementação dos valores quando necessário. Mas, sobre os demais pontos, o banco informou que ainda não há possibilidade de avanços. *Fonte: Contraf-CUT
COE se reúne com direção do Bradesco nesta segunda (13)

Nesta segunda-feira (13), haverá uma reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e representantes do banco. Entre os temas a serem debatidos estão a renovação do acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR), chamado de Supera; alterações no Bradesco Saúde; e registro do ponto dos gerentes de relacionamento empresas. De acordo com a COE, quanto ao plano de saúde, os trabalhadores querem igualdade de direitos e mesmas condições para todos os funcionários. Em relação do acordo do PPR, os representantes da COE esperam que o banco baixe o índice, atualmente em 15,5% de ROE, para que melhorem os valores a receber. Também será debatida a questão do registro de ponto para os gerentes empresa. Segundo a COE, todos os funcionários têm direito de registrar a sua jornada de trabalho. *Fonte: Bancários do Rio
Fim do teto do Saúde Caixa é destaque em mesa de negociação

A primeira mesa de negociação específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com a Caixa aconteceu nesta quarta-feira (8). Além do Saúde Caixa, a pauta incluiu questões referentes à diversidade, como a garantia de direitos para pessoas com deficiência e neurodivergentes, combate ao racismo, igualdade de oportunidades para mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+, empregadas com mais de 40 anos. Durante a mesa de negociação, os dados apresentados pela Caixa reforçam a necessidade de acabar com o teto de 6,5% da folha de pagamento para os gastos do banco com o Saúde Caixa. A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) considera que os números confirmam que a limitação da participação da empresa no custeio do plano pressiona os empregados, aposentados e pensionistas, justamente em um cenário de aumento permanente dos custos assistenciais. No encontro, a representação dos empregados defendeu o fim do teto, a retomada do modelo de custeio com participação de 70% da Caixa e 30% dos usuários, a manutenção dos princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, além da defesa do Saúde Caixa para todos, com fim do teto de custeio, isonomia de direitos para contratados a partir de setembro de 2018 e melhoria da rede de atendimento. De acordo com os dados da Caixa, em 2025 o Saúde Caixa registrou despesas assistenciais de R$ 4,294 bilhões, despesas totais de R$ 4,387 bilhões e receita total de R$ 3,759 bilhões. A participação da Caixa, limitada a 6,5% da folha de pagamento e proventos, foi de R$ 2,063 bilhões. Já os usuários contribuíram com R$ 1,392 bilhão em mensalidades e R$ 303,5 milhões em coparticipação. Para a CEE, o teto estatutário distorce o modelo de custeio do Saúde Caixa. O plano foi construído com base na solidariedade entre ativos, aposentados, pensionistas e dependentes. Ao limitar a contribuição da empresa, o teto quebra esse equilíbrio e aumenta progressivamente o peso sobre os usuários. *Fonte: Contraf-CUT
Campanha: movimento sindical quer abertura de concursos e valorização do trabalhador no BB

A defesa do emprego foi a principal pauta da primeira rodada de negociações, nesta quarta-feira (8), entre a Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e representantes do banco, para Campanha Nacional 2026, para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do BB. O movimento sindical reforçou a reivindicação de novos concursos públicos, a fim de garantir a qualidade do atendimento presencial e humanizado aos clientes e pela saúde mental dos trabalhadores. A solicitação para que os colegas de bancos incorporados pelo BB (como Banco Nossa Caixa/BNC, Banco do Estado de Santa Catarina/Besc e Banco do Estado do Piauí/BEP) tenham os mesmos direitos previdenciários (Previ) e de saúde (Cassi) que os demais funcionários do banco público foi reforçada durante a reunião. Os representantes dos trabalhadores também defenderam a manutenção das portas giratórias e da vigilância em todos os tipos de unidades, garantindo maior segurança para funcionários e clientes. A escala 5×2 para todos os funcionários também foi alvo de defesa. Além disso, a representação dos trabalhadores argumentou que há espaço para a implementação da escala 4×3 (quatro dias de trabalho para três dias de descanso), respeitando a jornada diária de 6h. A incorporação de comissões também foi pedida pelos trabalhadores. Os membros da CEBB querem ainda que esse direito seja acompanhado da regra dos 10% a cada ano, ou seja, que uma fração de 10% da comissão seja incorporada à remuneração do funcionário a cada ano, até somar 100%. Em relação às pessoas com deficiência, o movimento sindical reivindicou que o banco derrube o limite de idade de filhos PCDs que necessitam de suporte. Confira o calendário das próximas negociações: 17/07 – Igualdade de oportunidades, endividamento e monitoramento23/07 – Saúde e condições de trabalho31/07 – Remuneração e cláusulas econômicas *Fonte: Contraf-CUT
Funcionários do BB querem melhores condições de trabalho

A Comissão de Funcionários do Banco do Brasil se reúne com representantes do banco, nesta quarta-feira (8), na primeira mesa de negociações pela Campanha Nacional 2026. Os funcionários reivindicam melhores condições de trabalho. Logo no início do encontro, representantes dos trabalhadores e trabalhadoras entregaram um manifesto em defesa do BB como um banco público, a serviço do desenvolvimento do país e da valorização da categoria bancária. *Fonte: Contraf-CUT
Campanha Nacional: Caixa inicia processo de negociação

A primeira mesa de negociação específica da Caixa Econômica Federal, pela Campanha Nacional 2026, acontece nesta quarta-feira (8) entre a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e representantes do banco. O encontro dá início ao processo de negociação das reivindicações aprovadas pelos trabalhadores no 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizado entre os dias 17 e 19 de junho. Serão discutidos temas importantes como Saúde Caixa e as questões relacionadas à diversidade. Em relação ao plano de saúde, as principais reivindicações são o fim do teto, a isonomia de direitos para empregadas e empregados contratados após 2018, a ampliação e melhoria da rede de atendimento e a qualidade dos serviços prestados. Sobre a diversidade serão tratados temas como o fortalecimento de comitês, a pauta das pessoas com deficiência, o combate à discriminação de gênero, à LGBTfobia, ao racismo e ao etarismo. *Fonte: Contraf-CUT