Cassi: relatório anual deve ser aprovado, orienta a Contraf-CUT

O Relatório Anual da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) começou a ser votado nesta segunda-feira (6). A Confederação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) orienta a aprovação do documento. A votação vai até as 18h do próximo dia 17 de maio e todas as associadas e associados à Cassi podem votar pelo site, SISBB, aplicativo (app) da Cassi ou autoatendimento do BB. Para acessar o relatório clique aqui. De acordo com Gustavo Tabatinga, secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do BB, o relatório reflete a realidade financeira atual da entidade. “Nossa avaliação é que ocorreram avanços no último período, como os repasses das chamadas ‘reclamatórias trabalhistas’, pelo BB à Cassi. Uma vitória do movimento sindical, que atuou junto ao banco para resolver o problema que se arrastava há 13 anos”, afirmou Tabatinga. Segundo matéria publicada pela Contraf-CUT, as reclamatórias trabalhistas são verbas salariais e remuneratórias de funcionários, que o banco em cumprimento de decisões judiciais ou definidas em conciliação entre as partes. Em janeiro deste ano, a Cassi e o BB alcançaram um entendimento a respeito desses repasses que correspondem a R$ 339,5 milhões. Tabatinga ressaltou que a Contraf-CUT entende que as associadas e os associados devem votar pela aprovação do relatório. “Outro avanço que nós sempre defendemos, para que a Cassi alcance equilíbrio financeiro, é a expansão da oferta da Atenção Primária à Saúde (APS), também conhecida como Estratégia Saúde da Família”, completou o secretário. A Cassi encerrou 2023 com R$ 1,3 bilhão em reservas financeiras livres, recursos que são “superiores aos ativos garantidores exigidos pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)”. A entidade destaca ainda que o ano registrou um superávit de aproximadamente R$ 20 milhões. Ainda segundo a Cassi, em 2023, foram concluídas obras para as CliniCassi, em Brasília e Fortaleza, além de aprovada a contratação de mais especialistas, para atender tanto as clínicas quanto as equipes da APS. “Saber que a estratégia saúde da família segue avançando nos dá uma certa tranquilidade, porque é comprovado que, ao mesmo tempo em que possibilita melhor qualidade de vida aos associados e seus familiares, a APS reduz os custos dos planos de saúde”, ressaltou o secretário-geral da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT realiza seminário sobre ‘Transição Justa e Desenvolvimento Sustentável’

O seminário “Impactos e Desafios para uma Transição Justa e Desenvolvimento Sustentável” será realizado, nesta quarta-feira (8), pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O tema central do encontro será qual o papel dos trabalhadores, por meio das entidades organizadas, para que o mundo consiga sair de uma economia poluente para uma economia sustentável e com a garantia de trabalho digno? Voltado para dirigentes sindicais bancários, o evento terá formato híbrido, podendo ser acompanhado online ou de forma presencial, na sede da entidade (Rua Líbero Badaró, 158, 1º andar – Centro Histórico de São Paulo). O seminário contará com a participação de palestrantes brasileiros e de outros países, com tradução simultânea, para um balanço mais próximo do cenário da crise climática e das medidas para transição justa, que estão sendo ou podem ser tomadas na América Latina e Europa. Clique aqui para fazer a sua inscrição para acompanhar pelo Zoom Clique aqui para inscrições no formato presencial *Fonte: Contraf-CUT

CARTA AOS BANCÁRIOS

Sindicato inicia campanha junto aos clientes e usuários para esclarecer direitos e apoiar a categoria, identificando os principais problemas e seus responsáveis, para cobrar soluções Caros colegas, Não precisamos ficar reafirmando como as coisas estão difíceis nos ambientes internos de trabalho. Cobranças, pressão, metas, resultados, falta de condições adequadas de trabalho, sistemas operacionais deficientes, filas, filas, filas, estresse e adoecimentos. Apesar de, muitas vezes, a avaliação levar a crer que as medidas empregadas pelos bancos estão “corretas”, em linha com o plano estratégico de negócios etc, na verdade não estão. Os bancos investem, a cada ano, bilhões de reais em novas tecnologias, para eliminar ou terceirizar etapas do nosso trabalho e, com isso, fechar mais agências, demitir cada vez mais bancários e aumentar ainda mais a pressão nos poucos que vão restando. A expectativa é que o interior das “lojas” fique vazio e se tornem apenas espaços de negócios-vendas. Mas no mundo real não é nada disso que acontece e os problemas estouram é aqui no “chão da fábrica”. Apesar de todos estarmos submetidos a essa forma de organização do negócio, já que somos os empregados, temos que ter a clareza do que acontece e o que ainda está em curso. Por isso, não temos que aceitá-la passivamente. Até porque todos os bancos no Brasil são concessões públicas para atuarem em prol da sociedade. Nesse mundo imaginário e ideal dos bancos, isso só atende aos seus interesses. Nós não estamos incluídos nesse projeto de futuro. E submetem também clientes e usuários a arbitrariedades no tocante a constrangimentos e impedimentos de utilização do espaço interno das agências e do atendimento humano, com o argumento que é mais caro. Vemos o aumento dos casos dos adoecimentos psiquiátricos e afastamentos para o INSS, onde sequer os bancos se dignam a emitir a CAT, que é uma exigência legal, e transfere o problema para os cofres públicos – INSS. Enquanto isso, os lucros explodem e nós ficamos com uma PLR limitada pelos tetos impostos pelos próprios banqueiros. Precisamos expor essa realidade perversa a toda sociedade para termos os clientes e usuários, compreendendo essa realidade e do lado da categoria, nos apoiando nas nossas lutas. Precisamos criar meios de pressionar os banqueiros, governos, Banco Central do Brasil a implantar medidas que assegurem o que propomos: condições de pleno funcionamento do Sistema Financeiro Nacional, com oferta de crédito e atendimento das demandas financeiras de clientes e usuários, sem o viés único especulativo, prestado com qualidade, e preservando o trabalho e a saúde dos bancários. Se isso for feito, teremos a criação de muito mais postos de trabalho na categoria e uma outra organização do trabalho. Precisamos ressignificar a nossa atividade bancária. Se nos tornarmos meros vendedores de produtos e serviços – sem desqualificar a atividade dos comerciários – será cada vez mais fácil sermos substituídos por “terceiros” para reduzir os custos do trabalho. Até então é o que temos visto acontecer, infelizmente. Não vamos enfrentar e, principalmente, resolver nossos problemas se essa aliança não for estabelecida. Se isso não for feito, já sabemos o resultado. Portanto, só teremos a ganhar, ainda que tenhamos “turbulências” ocasionais. Estamos iniciando esse papo com os clientes. Nos ajudem e venham juntos! Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense

Bancários participam de encontros regionais no Rio

Representantes dos seis sindicatos de bancários filiados à Federa-RJ (Campos de Goytacazes, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense e Teresópolis) se reuniram, no último sábado (04), para participar dos Encontros Regionais da categoria, representando cerca de 40 mil bancárias e bancários do Estado, de forma remota ou presencial. O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, esteve presente, representando a entidade. Os encontros foram realizados no Rio de Janeiro, mas com a possibilidade de participação remota. Trabalhadoras e trabalhadores dos bancos privados se reuniram na sede campestre do Sindicato dos Bancários do Rio, na Taquara. Já os empregados da Caixa Econômica Federal estiveram reunidos no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio, no Centro. O encontro dos funcionários do Banco do Brasil foi realizado na AABB, na Tijuca. Durante os encontros, foram levantadas as principais preocupações da categoria. As propostas vão ser sistematizadas e disponibilizadas durante a semana. Elas serão levadas para debates nas conferências Estadual e Nacional. Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, percorreu os três encontros e considerou o saldo positivo. “Os encontros foram muito bons, eu acho que a gente debateu os temas mais relevantes que dizem respeito à categoria bancária, como organização econômica financeira, os impactos do avanço tecnológico, emprego, saúde, condições de trabalho. Mas também abordamos questões que dizem respeito ao diálogo com a sociedade, especialmente com dois temas que, para nós, são centrais: a urgência da correção da tabela do Imposto de Renda e a política de juros adotada no país, que impede o avanço econômico, a geração de empregos e endivida as bancárias e bancárias, assim como toda a sociedade”, afirmou Adriana. *Fonte: Federa-RJ

Santander registra lucro superior a R$ 3 bi no primeiro trimestre

No primeiro trimestre deste ano, o Santander registrou Lucro Líquido Gerencial de R$ 3,021 bilhões, o que significa um crescimento de 41,2% em relação ao mesmo período de 2023, e alta de 37,1% no trimestre anterior. O Lucro líquido Contábil do banco também obteve alta de 42,3% em doze meses e de 38,6% no trimestre. O retorno sobre o patrimônio do banco (ROAE) registrou 14,1%, representando um acréscimo de 3,5 pontos percentuais (p.p.) em ano. O Banco Santander explicou que o resultado “está fundamentado na evolução da margem, evidenciando a nossa retomada do crescimento, aumento da nossa carteira de crédito no varejo e melhora do custo de crédito.” No Brasil, o lucro do período representou 19,7% do lucro global do banco, de € 2,852 bilhões, 19,6% em doze meses. A holding Santander encerrou 2023 com 55.210 empregados, com abertura de 1.654 postos de trabalho em um ano. Mas registrou fechamento de 400 postos em relação ao trimestre anterior. A base de clientes aumentou em 4,0 milhões em relação a março de 2023, totalizando 67,1 milhões. Já em relação à estrutura física, foram fechados 374 pontos de atendimento, o que inclui agências físicas, postos de atendimento bancário e lojas, em doze meses (89 no trimestre). Segundo a secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, o Santander deveria respeitar e valorizar os trabalhadores, que fazem o lucro da empresa. Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização de Empresa (COE) do Santander, também criticou a postura do banco. “Mesmo com esses resultados impressionantes, o banco reduziu postos de trabalho no trimestre, fechou agências, com o novo modelo implementado, batizado de Multicanalidade. É fundamental que o Santander cumpra o seu papel, como concessão pública no Brasil, atendendo todos os segmentos e todos os clientes indistintamente”, afirmou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT

Santander migra crédito consignado e prejudica trabalhadores

O Santander comunicou aos trabalhadores que vai migrar a área de crédito consignado para a empresa SX Tools, do mesmo conglomerado. A comunicação ocorreu na última terça-feira (30), sem qualquer negociação com o movimento sindical. A transferência foi marcada para esta quarta-feira (1º). Porém, os trabalhadores permanecerão lotados no mesmo prédio e desempenhando as mesmas funções. Com a mudança, os trabalhadores deixarão de fazer parte da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) bancária, perdendo direitos como PLR, VA e VR de mais de R$ 1.800 somados, auxílio-creche/babá de R$ 640 e dezenas de outras conquistas. Segundo Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, a transferência é mais uma fraude na representação sindical. “É um desrespeito com os bancários que constroem o lucro do banco e, em troca, perderão todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e não serão mais representados pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, um dos mais atuantes do país”, denunciou Wanessa. Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltou que o banco espanhol é antissindical. “Não gosta que trabalhadores tenham direitos e afronta com contratações fraudulentas. O banco espanhol tem postura de colonizador e faz no Brasil algo impensável no seu país de origem. Isso precisa acabar. Nós trabalhadores exigimos respeito aos nossos direitos. Basta de contratação fraudulenta!”, afirmou Berlofa. Mudança na nomenclatura Na última terça-feira, o Santander também comunicou mudanças nas nomenclaturas dos cargos Líder de Atendimento, que já a partir de 1º, passam a ter o nome de Especialista Santander (1, 2 e 3), impactando cerca de 300 trabalhadores em todo país. O banco alega que neste primeiro momento não haverá impactos na carreira e remuneração dos trabalhadores. “Iremos acompanhar este processo para certificar que os trabalhadores impactados pela mudança de fato não sofrerão qualquer prejuízo”, garantiu Wanessa. Caso o bancário tenha qualquer problema decorrente da mudança de nomenclatura, ele deve acionar o seu sindicato por meio do Canal de Denúncias. O sigilo é garantido. *Fonte: Contraf-CUT

Pesquisas mostram índice crescente de afastamentos por acidentes de trabalho

A Saúde e Segurança do Trabalhador e da Trabalhadora é um direito fundamental de cidadania reconhecido pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) e OMS (Organização Mundial da Saúde). No entanto, a cada 15 segundos uma pessoa morre no mundo por acidentes do trabalho. No Brasil, a cada 50 segundos, um acidente de trabalho é notificado (portal gov.br). O dia 28 de abril foi instituído pela OIT, em 2003, como Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho. No Brasil, a data é celebrada como Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho. Essa é uma forma de manter viva a importância da prevenção e o cuidado durante o exercício do trabalho, por parte de todos. Ciente da importância da prevenção e da gravidade do problema, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense presta sua solidariedade aos familiares e à memória dos trabalhadores vítimas de acidentes fatais e aos acometidos por doenças profissionais. Além disso, alerta os trabalhadores para a importância dos cuidados com a saúde. De acordo com informações do Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho, entre 2016 e 2022, ocorreram 15,9 mil mortes por acidentes no Brasil. Já segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), que consideram apenas registros de pessoas com carteira assinada, os acidentes e mortes pelo trabalho no Brasil vêm crescendo ano após ano. Em 2020, foram notificados 446.881 acidentes de trabalho. Já em 2022, o número chegou a 612.920 notificações. Em média são 70 acidentes por hora e sete mortes por dia (2023). Precarização do trabalho: essa realidade enfrentada pela classe operária, principalmente com o avanço da terceirização, tende a se expandir, devido às condições de suscetibilidades a que são expostos. Sobrecarga de jornadas, baixos investimentos em formação e qualificação dos trabalhadores, pouca importância dada às questões de segurança no trabalho e dificuldade de ações fiscalizatórias por agentes públicos são os maiores problemas. Prejuízos bilionários: o maior prejuízo é ceifar milhares de vidas e o comprometimento da produtividade de milhões de trabalhadores incapacitados para o trabalho. Mas esses acidentes também repercutem na economia. Representam perdas financeiras de cerca de R$ 13 bilhões somente à Previdência Social com pagamentos de natureza acidentária. Além disso, estima-se em 46 mil dias de trabalho que são comprometidos. Mas as empresas causadoras não recebem nenhum tipo de penalização. Uma vez que as subnotificações impedem a revisão da classificação do grupo de risco a que pertencem e o consequente aumento do FAP (contribuição previdenciária). Adoecimento ocupacional: as principais causas são a sobrecarga física e mental, ambientes de trabalho degradantes e inseguros, organização e divisão do trabalho sem considerar as questões relativas às adaptações humanas, mas principalmente a pouca ou nenhuma preocupação dos empregadores. Ações trabalhistas: foram registradas 307 mil ações na Justiça do Trabalho, segundo informações do TST. Os principais motivos são assédio moral, doenças ocupacionais, acidentes de trabalho, condições degradantes e assédio sexual. Para o Ministro Alberto Balazeiro, a discrepância entre notificações e ações trabalhistas se deve muitas vezes ao desconhecimento pelos trabalhadores de seus direitos. Bancários: alto índice de adoecimento No caso dos bancários, apesar de representar apenas 1% dos trabalhadores formais no Brasil, a categoria detém 24% dos afastamentos por doenças mentais junto à Previdência Social. Se continuarem as más condições de trabalho e a exigência do cumprimento de metas inatingíveis, esses números tendem a aumentar. Devido a essa realidade, constatada também na Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, as entidades sindicais têm apostado em parcerias e pesquisas com Institutos e Universidades, para identificar essa dinâmica de adoecimentos, uma vez que existe um verdadeiro apagão de dados pela subnotificação pelos bancos. Na amostra pesquisada pela UFF/Volta Redonda com os bancários da Região Sul Fluminense, aproximadamente um terço deles responderam usar medicações e já terem atestados médicos não entregues aos bancos, o que mostra uma verdadeira epidemia de doenças psicossomáticas. Em recente Audiência Pública no Senado Federal, a Procuradoria do Trabalho afirmou que os bancos estão no topo das subnotificações dos casos. Tanto referente às LER/DORT como doenças psicológicas, e nenhuma ação tem sido implementada para evitar o cenário atual, apesar dos dados disponíveis demonstrarem o crescimento vertiginoso dos casos. Em 2012, 12% dos bancários pediam afastamento do trabalho. Após dez anos, esse percentual pulou para 26,2%, enquanto nos demais setores econômicos a média foi de 15,4%. Segundo os dados apresentados, 83% dos afastamentos atuais da categoria bancária têm origem emocional: depressão, ansiedade, Síndrome de Burnout. Soma-se aí os casos de LER/Dort que ainda ocorrem por conta dos movimentos repetitivos, principalmente serviços de tesouraria e entrada de dados. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense alerta que não se pode normalizar as situações que ceifam vidas e geram adoecimentos. O trabalho é fonte de realização de projetos de vida. O trabalhador vende sua força de trabalho para sua subsistência, de sua família, mas também quer diversão e arte. Mas nunca às custas de sua vida ou sua saúde. A pergunta que fica e que precisamos buscar as soluções é por que temos uma legislação protetiva à Saúde e Segurança no Trabalho e em paradoxo temos esse quadro tão trágico no Brasil e no mundo? A vida e a saúde dos trabalhadores devem estar acima dos lucros a qualquer custo! SEEB Sul Fluminense

Sindicato apresenta pauta de reivindicações ao Banco Itaú

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense se reuniu com a nova diretoria do Banco Itaú, no último dia 16 de abril. O encontro ocorreu no formato virtual e serviu para o Sindicato cobrar o banco sobre problemas enfrentados pela categoria como condições físicas de prédios, métodos para atingir resultados e até mesmo sistemas operacionais do banco. O Sindicato foi representado pelo presidente Júlio Cunha, pela diretora Cristiane Senra e pelo secretário de Saúde, Miguel Pereira. Já o Itaú, foi representado por Simone Dias e Gabriel – em nome da Área de Relações Sindicais, Luciana Bondi – Regional, (também em nome de Michely Portilho que se encontrava em férias), e os GGA´s Raquel Diniz e Felipe. O encontro foi registrado como primeira reunião já que serão necessárias muitas outras reuniões para tratar de todos os problemas. Vale lembrar que o Sindicato busca permanentemente o diálogo com a diretoria do banco para encontrar soluções. Além disso, é preciso aguardar que novos diretores eleitos do Itaú iniciassem seus mandatos e apresentassem a leitura interna da realidade de trabalho nas unidades da região. Dessa forma, o Sindicato poderá pautar e buscar soluções. Outras questões foram apresentadas na forma de denúncias e situações constatadas, outras são pontos para providências imediatas, e há ainda as que precisam ser apuradas e retomados à Mesa de Negociação futuramente. Confira os principais temas: Sistema Operacional: de forma geral, ocorrem falhas sistêmicas que acarretam transtornos, como demora no atendimento e fluxo de clientes, insegurança e prejuízo aos funcionários no processo de venda e no controle da própria produção por limitação da própria ferramenta (vendas não contabilizadas). Recursos Humanos: Forma de concessão do vale-transporte: é sabido que a movimentação dos funcionários entre agências na região é uma rotina da empresa. Alguns de forma provisória, muitos de modo permanente. Neste caso, é necessário que os funcionários que estão passando por situações semelhantes entrem em contato conosco nos próximos dias e relatem à diretora Cristiane ou a outro dirigente do Banco Itaú para que possa pedir a reanálise da situação junto à área de Relações Sindicais. Administração: Comunicação tardia para chegada na agência em dias de maior movimento, existe agência que os gestores avisam no grupo durante a madrugada ou no início da manhã, dificultando a chegada dos funcionários no horário solicitado, já que os mesmos não conseguem se organizar a tempo, muitos dependem de transporte público para chegar no trabalho. Não há plano de contingência em casos de sequestros ou exposição de funcionários fora do expediente e em caso de necessidades especificas (período noturno, fins de semana e feriados). Central de segurança direciona para inspetoria e consultores de segurança que não estão disponíveis nos horários das ocorrências; Não há prestação do serviço de limpeza (terceirizado) em horário integral em determinadas agências, sendo necessário que bancários em claro desvio de função executem serviços que envolvem a limpeza e a higienização do ambiente. Agências com problemas na estrutura como goteiras crônicas, infiltrações nas estruturas do prédio, alagamentos e necessidade de ampliação por conta da incorporação de unidades fechadas. Agências: (9365) (4570) (6125) (4840) (6105) (0681) Atendimento indevido – formação de filas no exterior das agências. Em descumprimento à resolução do Banco Central 2.878 de 26 de julho de 2001 artigo 13, 14 e 15 as agências da região estão criando constrangimentos ao direito de ser atendido nas dependências das mesmas, organizando filas nas áreas externas (ruas/calçadas e acessos às portas de segurança). Saída segura: há relatos de funcionárias sendo revistadas por vigilantes homens no momento da vistoria nas bolsas. Essa prática não é permitida para homens, apenas mulheres podem olhar a bolsa de outras mulheres. Método de Trabalho x Cobranças excessivas de produtos: A cobrança excessiva de metas ocasiona venda a qualquer custo. Porém, cliente com excesso de produto causa SQV, cancelamento antes do prazo (mesmo sabendo que o cliente tem a opção de cancelar) também. Ferramenta de avaliação dos agentes de negócios e tesoureiros (DECOLA) com ajustes que geram diferenças de metas entre funcionários, pois o fator é calculado por porcentagem e não por volume de negócios. Com isso, as agências maiores são favorecidas pois as metas ficam menores na divisão com mais funcionários. Gerinha – ainda sendo usado mesmo que informalmente entre os funcionários para controle das produções. Saúde dos Bancários: Informamos a conclusão da 2ª etapa da pesquisa realizada em parceria com a UFF/VR, onde o Banco Itaú tem o maior número de trabalhadores afastados por doenças psiquiátricas, principalmente Síndrome de Burnout, ansiedade e depressão. Deixamos combinado uma apresentação específica junto ao Banco Itaú para debater a questão. Os representantes do Sindicato concluíram que existe necessidade de publicação constante pelo Banco de orientações e procedimentos a respeito do que fazer, como fazer e, principalmente, o que não deve ser feito numa relação ética de relacionamento, captação, produção e venda de produtos aos clientes. Segundo o banco, questões pontuais que foram apresentadas terão tratamento imediato, como as relativas à necessidade de obras nas unidades. As demais seriam tratadas com as áreas respectivas, com retornos à medida que os levantamentos internos permitirem. Para outras questões será necessário a continuidade dos debates. O mais importante é o restabelecimento desses canais de forma efetiva, incluindo as Regionais.

Campanha Nacional: Caixa, BB e bancos privados realizam encontros neste sábado (04)

Os Encontros Estaduais dos bancos privados, da Caixa Econômica e do Banco do Brasil, organizados pela Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), serão realizados neste sábado (04). Fazem parte da Federa-RJ os sindicatos dos bancários de Campos, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense e Teresópolis. As trabalhadoras e os trabalhadores da Caixa vão se reunir no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio, que fica na avenida Presidente Vargas, 502/20º andar. Funcionárias e funcionários do Banco do Brasil vão realizar sua reunião na AABB, na Rua Haddock Lobo, 227, na Tijuca. O encontro de bancárias e bancários dos bancos privados será na sede campestre do Sindicato dos Bancários do Rio. O endereço é Rua Mirataia, 121, Taquara. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, falou sobre a importância da participação da categoria nos encontros. Ela explicou que é preciso que todos ajudem a construir uma Campanha Nacional forte, unida e bem-sucedida. “Os encontros fazem parte de um processo organizacional que visa debater com a categoria os temas prioritários por banco. Importante lembrar que negociamos com bancos que detêm o poder econômico e político e a participação da categoria é essencial. A construção é coletiva. Vamos à luta!”, conclamou Adriana. *Fonte: Federa-RJ