Funcionários do Bradesco não pagam exames preventivos até dezembro

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense informa aos funcionários do Bradesco e seus dependentes que até dezembro poderão realizar os exames de Mamografia, Papanicolau, Colonoscopia e Antígeno Prostático Específico (PSA) gratuitamente, sem ter que pagar pela co-participação. A iniciativa integra as ações das Campanhas Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama e de colo de útero, e Novembro Azul, de prevenção ao câncer de próstata. Na avaliação da direção sindical, a medida é um estímulo para que os bancários, bancárias e seus dependentes cuidem de sua saúde. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o Brasil deve registrar 625 mil novos casos de câncer entre o período de 2020/2022. Se descontados os casos de câncer de pele não melanoma, serão 450 mil novos registros da doença para cada ano. Por isto, os exames preventivos são tão importantes. CÃNCER DE MAMA – É uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados adequadamente e em tempo oportuno, apresenta bom prognóstico. CÂNCER DE COLO DE ÚTERO –Também chamado de câncer cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV (chamados de tipos oncogênicos). A infecção genital por esse vírus é muito frequente e na maioria das vezes não causa doença. Em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer. Essas alterações são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolau), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Excetuando-se o câncer de pele não melanoma, é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (atrás do câncer de mama e do colorretal), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. CÂNCER DE PRÓSTATA – No Brasil, é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais comum. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso). A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual. Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida. Veja a taxa de incidência de câncer em mulheres e homens (INCA): Fonte: Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense
Gerentes se reúnem com administração BB para tratar de sobrecarga resultante da reestruturação

Gerentes de serviço conseguiram realizar uma reunião com a administração do Banco do Brasil, na quinta-feira (14), a respeito do acúmulo de funções que vem causando o adoecimento entre os funcionários. O encontrou ocorreu em resposta a um ofício enviado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com o pedido para uma reunião entre as duas partes. “Nós valorizamos a mesa de negociação com o banco. O que a gente queria é que esses bancários dessem um relato daquilo que vivenciam. Por isso, fizemos essa reunião convidando os gerentes. Aliás, foram os gerentes que se organizaram, por Brasil todo, e convidaram a Contraf-CUT para entrar no grupo deles e discutir junto os encaminhamentos”, explicou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. A situação de sobrecarga, que vem se agravando desde 2017, ocorre, mais especificamente, nas agências do interior e nas chamadas agências mistas, que não estão nos grandes centros. De lá para cá, o banco foi paulatinamente eliminando cargos de gerente de atendimento, passando as funções para os gerentes de serviço. Um funcionário contou que, há cerca de dez anos quando, pela primeira vez, foi nomeado para o cargo de gerente, as funções eram bem definidas. Ele era responsável apenas pela tesouraria e outras funções importantes eram realizadas por outros dois funcionários, nos cargos de supervisor de atendimento e gerente de atendimento. “Aí veio a reestruturação, de 2017, quando o banco cortou o gerente de atendimento, mas deixou o supervisor. Mais tarde, o banco cortou o supervisor e eu tive que acumular todas as funções desses dois cargos”, afirmou. “Me sinto desmotivado. Porque nos responsabilizam por uma coisa, mas somos cobrados por outra. Somos responsáveis pela segurança, pela parte predial e de numerário, mas cobrados, única e exclusivamente, pela parte negocial. Acaba que a gente não consegue desenvolver nem uma e nem outra parte de forma adequada. Me sinto frustrado, até certo ponto, porque acabo me cobrando por não ter um desempenho que eu gostaria”, desabafou outro colega. Segundo representantes dos funcionários que estiveram no encontro, o banco não apresentou nenhuma proposta para alterar o cenário de sobrecarga dos gerentes de serviços: “A resposta que o banco nos deu, ontem, foi que, no entendimento deles, não há acumulo de funções, porque o nível gerencial, para os gerentes de serviço, continua o mesmo, que é o terceiro nível”, contou um trabalhador que esteve no encontro. “Essa foi a primeira resposta do banco. Mas eles disseram que vão avaliar nossas reclamações e responder mais adiante”, completou. “As diversas reestruturações que vem ocorrendo no banco, desde 2017, estão resultando na sobrecarga e adoecimento dos funcionários que ficam. Essa questão atinge mais as agências que não estão nos grandes centros, nas capitais, que ainda têm gerentes para cada área. Já no interior, ocorreu uma redução da folha, consequentemente, sobrecarga dos gerentes que restaram e acabaram acumulando funções”, avaliou João Fukunaga. “A nossa motivação principal para que essa reunião acontecesse é o adoecimento dos funcionários. Tanto eu quanto outros colegas, pelo Brasil inteiro, estamos chegando num ponto onde não é mais saudável”, expôs outro funcionário. “A gente tem que gerir desde o mais simples, que é, por exemplo, qual o material pra limpeza e higiene utilizado nas agências, até todo o controle numerário que transita dentro da agência. E, por outro lado, somos cobrados e responsabilizados pelas metas vinculadas ao grupo negocial do banco”, explicou o gerente. “A preocupação, então, é: você tem que fazer um serviço que ninguém reconhece, mas que tem que ser feito de forma correta, porque senão você pode ser responsabilizado, inclusive, pecuniariamente, ou com demissão – porque, na questão da tesouraria, se você errar é você que vai pagar essa diferença, é você que vai responder por isso – , e você tem que fazer outro serviço que nunca foi seu e que passou a ser seu para o banco economizar na questão salarial”, completou. “Às vezes me pergunto por que o banco não eliminou a função de gerente de serviços e deixou a de gerente de atendimento, já que a função do gerente de atendimento é tão importante que empurrou para o gerente de serviços. Mas por que o trabalho de gerente de serviços, que ninguém reconhece, tem que ser feito? Porque senão a agência não abre. Simples assim. Hoje essa função ainda é importante”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT
Live sobre saúde mental, destaca direitos do trabalhador bancário e procedimentos junto ao INSS

Neste mês de outubro, onde celebramos no dia dez o Dia Mundial da Saúde mental, nosso Sindicato vem destacando a importância da prevenção e tratamento de problemas relacionados com a saúde mental dos bancários. O Bancariosul, através de uma série de lives, coloca em pauta essa discussão, que é de suma importância para todos nós. No dia 13/10, a live coordenada pelo, presidente Júlio Cunha, teve como palestrante a Dra. Ana Luíza, psicóloga, que discorreu sobre os principais transtornos e tratamento para recuperação de uma vida saudável. Ontem, 14/10, foi transmitida a segunda live, coordenada pelo diretor de saúde Miguel Pereira, onde a Dra. Anne Mejia, advogada previdenciária, falou sobre os direitos dos bancários e os procedimentos junto a empresa/INSS. Para se ter uma ideia da dimensão do acometimento destes transtornos mentais em nossa categoria, veja os dados abaixo: CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS – DADOS OFICIAIS AUXÍLIO DOENÇA 2019. 2020 213,2 mil 285,2 mil (+ 33,7%) APOSENTADORIAS POR INAVLIDEZ – PROBLEMAS MENTAIS 2019. 2020 241,9mil 291,3mil (+20,4%) Esse percentual superou e muito as concessões de benefícios decorrentes de doenças classificadas como osteomusculares – LER/DORT, que ficaram na segunda colocação desse ranking, com aumento de 28,8% entre 2019/2020. BANCÁRIOS Dados entre 2009 e 2017 apontam que o número total de bancários afastados por doenças crescera 30%. AUXILIO ACIDENTÁRIO/PREVIDENCIÁRIO 2009. 2017 13.297. 17.310 Pelo menos metade desses casos foram por transtornos mentais, que cresceram 61,5%no período, enquanto as enfermidades relacionadas aos esforços repetitivos tiveram um incremento de 13%. segundo dados do próprio INSS. Ainda segundo o Ministério Público do Trabalho – MPT, os bancos foram os responsáveis por 5% dos trabalhadores afastados por doenças entre 2012 e 2017, enquanto a categoria representava apenas 1% dos empregos no país. O que demonstra que o trabalho bancário tem relação direta com os níveis de adoecimento. Outro dado comparativo é que na população geral, 50% dos adoecimentos não são psíquicos ou do sistema músculo esquelético. Daí que a busca de soluções é obrigação de todos os atores envolvidos, mas principalmente aponta a urgência dos bancos em rever seu processo de organização e divisão do trabalho, e principalmente das formas de gestão. Porque os lucros não podem ser colocados acima da vida. Acesse a live na íntegra em nosso canal: Youtube
SAÚDE MENTAL DOS BANCÁRIOS

Sindicato realiza a primeira de uma série de 3 lives para tratar do assunto No dia 13 de outubro, Dra Ana Luiza Lima Gimenez, psicóloga clínica, abrilhantou a noite, com sua formação humanista nos brindando com informações muito importantes, para o Sindicato, que tem a preocupação com a necessidade de mudanças profundas nos cuidados mentais para a categoria, e para os bancários e bancárias que acompanharam a apresentação nas redes sociais (YouTube e Facebook). Logo de partida, Dra Ana Luíza nos alertou da importância de todos tratarmos do assunto, desmistificando e mudando o enfoque: cuidar da nossa saúde mental como um autocuidado, e não como adoecimentos. Isso porque nossa saúde é o resultado de um conjunto de fatores, que precisam caminhar simultaneamente que estão estruturados em quatro grandes pilares: saúde emocional, saúde física, saúde financeira e saúde sexual. Devemos estar sempre atentos aos primeiros sintomas e atuar preventivamente. E quando percebermos que as coisas estão ficando mais difíceis, fugindo do controle, falar sobre e buscar a ajuda profissional. As psicoterapias são locais de acolhimento, de apoio, fala, carinho e cuidados. E por isso não podem ser vistas com pré conceitos. Diversas são as sintomatologias que encontramos nos ambientes de trabalho, mas chama a atenção como no caso do trabalho bancário as ocorrências são muito mais altas. Ansiedade, depressão, exaustão ou estafa mental, síndrome do pânico, síndrome de Bornoult, etc, que se dividem numa série de outros sub sintomas: apreensão, medo, taquicardia, insônia, inquietação, dor de cabeça constante, incapacidade de se concentrar, falta de ar, tontura, formigamento, perda do apetite, compulsões, solidão, tristeza e isolamento social, apatia, etc. Indo numa escala de sintomas mais brandos até os mais graves, onde a pessoa chega num quadro de esgotamento completo, e num sentimento de vazio existencial, acarretando um colapso total. É justamente nessa fase que a ideia do suicídio surge como possibilidade para o “fim” de tamanho sofrimento. Nessa fase do se sentir vazio, surgem também diversas compulsões. Para tentar “encher” e “ocupar” emocionalmente, busca-se por mais comidas, drogas, álcool ou sexo. Tudo para se tentar momentaneamente alguma forma de compensação. ASSÉDIO MORAL – um capítulo importante a ser enfrentado O ASSÉDIO MORAL é uma violência no ambiente de trabalho. É um abuso, que busca diminuir, anular, excluir, ignorar o trabalho e a pessoa em determinado ambiente, o que causa sérios danos. E a forma como o trabalho bancário atualmente está organizado, baseado no atingimento de metas, cada vez mais abusivas no sentido da dificuldade de seu atingimento e a forma de gestão estruturalmente concebida para a cobrança desses resultados está na base da pirâmide do desencadeamento dessa verdadeira epidemia de doenças mentais na categoria, principalmente a Síndrome de Bornoult. As relações de trabalho gradativamente foram profundamente modificadas, e o meio ambiente de trabalho bancário se tornou altamente hostil e competitivo. Onde a amizade, o companheirismo, o apoio e a solidariedade foram substituídas pela disputa, cobranças e estabelecimentos dos rankings. Base para promoções e/ou demissões. Acesse a live na íntegra em nosso canal: Youtube
Negociações sobre Saúde Caixa são retomadas nesta quarta-feira (13)

Empregados esperam sair da reunião de negociações com uma proposta para ser apresentada nas plenárias que serão realizadas nesta quarta e quinta-feira A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa retoma, nesta quarta-feira (13), a partir das 16h, as negociações sobre o modelo de gestão e custeio do plano de assistência à saúde dos empregados, o Saúde Caixa. “Precisamos avançar nesta discussão junto a Caixa, inclusive para podermos fazer um debate mais aprofundado com nossos colegas sobre o nosso plano de assistência à saúde”, afirmou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “O Saúde Caixa é uma conquista dos empregados e estamos trabalhando para que o plano permaneça viável a todos”, completou a dirigente da Contraf-CUT ao explicar que, de uma forma ou de outra, as plenárias serão realizadas para esclarecer aos empregados, principalmente aos participantes do Saúde Caixa, sobre a proposta, ou o andamento das negociações. Plenárias Sindicatos e federações da categoria bancária realizam plenárias nesta quarta e quinta-feira (13 e 14) para atualizarem os empregados sobre as negociações com o banco em relação ao Saúde Caixa. “Estamos em um processo de negociação e, neste momento, são apresentadas várias hipóteses de solução e pode haver mal-entendidos e até informações que desinformam e desunem os trabalhadores. Precisamos evitar estas informações desencontradas e nos manter unidos. Somente assim conseguiremos que a solução seja a melhor possível para os empregados”, disse a coordenadora da CEE. “Além de atualizarmos as negociações e, se possível, apresentar a proposta, também temos outros pontos importantes a serem debatidos como as condições de trabalho”, concluiu. Acompanhe os sites e redes sociais da Contraf-CUT e da Fenae para mais informações. Plenárias de esclarecimento sobre Saúde CaixaPlenária Fetrafi/SC – Dia 13/10 às 19hPlenária Feeb-BA/SE – Dia 13/10 às 19hPlenária Federa/RJ – Dia 14/10 às 19hPlenária Fetrafi/RS – Dia 14/10 às 19hPlenária Fetec/SP – Dia 14/10 às 19hPlenária Fetrafi/MG – Dia 14/10 às 19hPlenária Fetec/PR – Dia 14/10 às 19hPlenária Feeb/MS-SP – Dia 14/10 às 19h (por sindicato)Plenária Fetrafi/RJ/ES – Dia 13/10 às 19hPlenária Fetec/CN – Dia 13/10, 19h Outras pautas pendentes Fabiana lembrou que, além do Saúde Caixa, existem muitos outros assuntos pendentes de debates na mesa de negociações. Entre os assuntos pendentes estão o pagamento a menor da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), a Funcef, a promoção por mérito, a forma de se estabelecer metas, a garantia da segurança para o retorno ao trabalho presencial e a contração de mais empregados concursados. Fonte: Contraf-CUT
Plenárias esclarecerão proposta do Saúde Caixa

Sindicatos terão até quinta-feira (14) para realizar as plenárias A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) emitiu um comunicado na útima sexta-feira (8) orientando os sindicatos de bancários de todo o país a realizarem plenárias com os empregados da Caixa Econômica Federal para socializar as informações sobre o debate que está sendo realizado entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e o banco sobre a proposta de manutenção e custeio do Saúde Caixa e as condições de trabalho no banco. A orientação é para que as plenárias ocorram nos dias 13 ou 14 (quarta ou quinta-feira). Para a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT, as discussões são extremamente necessárias para explicar aos empregados como está o embate com a Caixa na defesa do plano de assistência à saúde. “São assuntos urgentes. Precisamos defender o Saúde Caixa e a maneira mais efetiva é a mobilização de todos. Tivemos uma vitória recente e muito significativa, que foi a revogação da CGPAR 23. Mais uma vez precisamos do envolvimento e união de todos, ativos e aposentados, para defender nosso direito à saúde e ter um plano de qualidade, sustentável e viável para todos”, disse. Fabiana lembrou que o tema já foi debatido durante o 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), ocorrido nos dias 6 e 7 de agosto de 2021 e, mais recentemente, no dia 29 de setembro, em uma reunião transmitida ao vivo pela Contraf-CUT e pela Federação Nacional das Associações da Caixa Econômica Federal (Fenae). Premissas e modelo de custeio A dirigente da Contraf-CUT também reforçou a necessidade de manutenção do modelo de custeio 70/30 (70% dos custos arcados pelo banco e 30% pelos empregados) e as premissas do Saúde Caixa – a solidariedade, o mutualismo e o pacto intergeracional – princípios fundamentais para manter o Saúde Caixa viável e justo para todos. Já a Caixa, segundo publicação sobre o plano de Saúde, sugere a individualização da mensalidade e a cobrança por faixa etária, como previa a derrotada Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR 23). “Sabemos que a conjuntura política é muito desfavorável aos trabalhadores e aos seus direitos, mas conhecemos a disponibilidade de luta e a efetividade da nossa unidade e resistência para impedir que a direção do banco torne o pagamento do plano inviável para a maioria dos trabalhadores”, ressaltou Sergio Takemoto, presidente Fenae. Saúde Caixa para Todos O médico e consultor da Contraf-CUT e da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Albucacis Pereira de Castro, também alertou sobre a importância da manutenção das premissas de solidariedade, pacto intergeracional e mutualismo no Saúde Caixa. “O plano de saúde é o benefício mais procurado por quem não tem emprego. Para quem tem, como é o caso dos empregados Caixa, a preocupação é sobre a rede de atendimento, reembolso, rapidez no atendimento, com uma visão personalizada. No entanto, é preciso enxergar um plano de saúde com uma visão humanista, para beneficiar a todos. Um plano de saúde tem que dar universalidade, integridade para todos, assim como é o SUS (Sistema único de Saúde)”, explicou o médico. Fonte: Contraf-CUT
Sindicato realiza série de lives para discutir Saúde Mental dos bancários

As consequentes mudanças do mundo atual, as pressões por metas e o trabalho exaustivo, especialmente da categoria bancária, leva os trabalhadores à exaustão mental por conta da rotina. Outubro é o mês em que se orienta sobre a importância da prevenção ao câncer de mama, mas também tem um dia dedicado mundialmente a falar sobre a Saúde Mental. E em comemoração a essa data, 10 de outubro, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense organizou uma semana de atividades online voltada para a necessidade de refletir sobre os diversos distúrbios mentais que particularmente acometem os bancários atualmente. Serão publicações com orientações nas redes da entidade e também três importantes “lives” com especialistas abordando temas importantes que podem ajudar quem passa por momentos difíceis mentalmente por conta das pressões. “Essas são as primeiras atividades para o desenvolvimento de um plano de ação em saúde do trabalhador que o seu BancarioSul pretende desenvolver. Queremos estimular esse debate que é tão urgente, ao mesmo tempo negligenciado pela sociedade e empresas, e apoiar os bancários e bancárias na recuperação de uma saúde mental mais saudável. Toda programação foi pensada na categoria”, afirma Júlio Cunha, presidente do Sindicato. Anote na sua agenda e participe das lives que terão transmissão na página do Facebook do Sindicato (@bancariosul). Clique no link a seguir e curta a página: https://www.facebook.com/bancariosul Programação das Lives 10 DE OUTUBRO – DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL Live 1 – Dia 13 de outubro Os principais transtornos e acometimentos, sintomatologia e tratamento para recuperação de uma vida mental saudável no trabalho e na vida do bancário Palestrante: Dra. Ana Luíza – Psicóloga Data: 13/10 Hora: 19h Facebook do Sindicato @bancariosul Live 2 – Dia 14 de outubro Os direitos dos bancários e os procedimentos junto à empresa e ao INSS Palestrante: Dra. Anne Mejia – Advogada Previdenciária Data: 14/10 Hora: 19h Facebook do Sindicato @bancariosul Live 3 – Dia 19 de outubro O adoecimento mental na categoria bancária e as ações sindicais na busca do seu enfrentamento Palestrante: Plínio Pavão, ex-Secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-Cut Data: 19/10 Hora: 19h Facebook do Sindicato @bancariosul
10 DE OUTUBRO DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL

POR QUE PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Pela nossa Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Até a nossa atual e combalida CLT prevê as responsabilidades das empresas na manutenção da integridade da saúde dos trabalhadores. E apesar de toda essas legislações protetivas o Brasil infelizmente é um dos campeões em número de acidentes, mortes e doenças relacionadas ao trabalho. As mudanças implementadas em todo mundo na organização do trabalho através da chamada reestruturação produtiva, com a introdução de novas tecnologias, novas formas de gestão de mão de obra, para aumentar a produtividade, teve como consequência a intensificação no ritmo, intensidade e controle do trabalho. Particularmente nos bancos, com essas “ferramentas” também houve alterações no modelo de negócios, sendo a venda de produtos e serviços financeiros se tornado a principal atividade, e o trabalho baseado no atingimento de metas, cada vez mais inexequíveis é a realidade. O assédio organizacional – práticas de gestão voltadas para a produtividade, abriu espaço para o assédio moral. Com ambientes de trabalho cada vez mais exigentes, competitivos, novas relações de trabalho aos poucos foram quebrando os laços de solidariedade e substituindo por um individualismo como forma de sobrevivência no cargo ou no emprego. Os ambientes de trabalho vão se tornando hostis, com muitas tarefas, cobranças e poucos trabalhadores para dar conta de tudo. Essa gestão fortemente baseada na planificação e cobrança por resultados inibem outras condições fundamentais à realização humana: a subjetividade e o sentido de realização profissional. Soma-se a isso tudo uma segmentação de clientes cada vez mais seletiva, uma profunda crise econômica, tornando praticamente impossível entregar o resultado cobrado. Não por falta de empenho ou dedicação pessoal. Ao contrário. Ainda existe uma verdadeira crise de identidade moral nos bancários, porque nesse cenário, se vêem obrigados a “vender” produtos que se tivessem escolha não o fariam. Aos poucos a angústia, tristeza, a fadiga, ansiedade e o estresse vão se instalando, sem se perceber. Fato é que nos últimos anos as doenças psicossomáticas já são maioria dos afastamentos do trabalho. A Síndrome de Burnout já é uma verdadeira Pandemia entre os bancários. Essa síndrome se caracteriza pelo esgotamento físico e emocional, necessitando o afastamento do posto de trabalho. Segundo a OMS a Bournout é um estresse crônico e já atinge em algum grau a maioria dos trabalhadores no mundo. Além do desconhecimento natural em reconhecer essas situações, os bancários receosos por perderem a função ou o próprio emprego protelam na busca do tratamento adequado. O que quando ocorre, os problemas já estão agravados. Temos visto ser comum também outros problemas decorrentes da não abordagem correta, que são decorrentes de automedicação, problemas trabalhistas e previdenciários ocasionados pelo desconhecimento dos direitos e legislações, prazos e procedimentos. A pandemia da Covid19, o isolamento social necessário, as novas modalidades como o teletrabalho-home office agravaram essas condições. O ano de 2020 bateu um novo recorde na concessão de auxílio doença e aposentadoria por invalidez devido a transtornos mentais, chegando a 576,6 mil afastamentos , segundo dados da Secretaria Especial da Previdência e Trabalho – uma alta de 26% em relação a 2019. Isso com toda a dificuldade que sabemos ter nos atendimentos no órgão previdenciário. Dados do INSS já apontam que hoje 63% dos novos afastamentos já são relacionados a esses problemas de saúde mental. Por isso que abordar essas questões são fundamentais. A busca do equilíbrio entre a vida e a realização do trabalho é cada vez mais imprescindível, e de interesse de toda sociedade. Essa discussão há muito já não é apenas transversal ou tangencial às condições e relações de trabalho. São vitais.
Fenae reage indignada às novas denúncias de uso político da Caixa

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) reagiu, com indignação, às novas denúncias de uso político do banco pela família Bolsonaro. Na edição desta sexta-feira (8), a revista Crusoé mostra que recursos da Caixa para patrocínios têm sido direcionados a pedido do filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, e novamente pela primeira-dama Michelle Bolsonaro. O presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, defende que o banco seja tratado como um bem público. “A Caixa Econômica Federal não é de um presidente, de uma família, de um governo. A Caixa é dos brasileiros e deve estar sempre a serviço do país”, afirmou Takemoto, ao ressaltar que os empregados da estatal atuam com responsabilidade, ética e honra ao papel social do banco. De acordo com a reportagem de hoje da Crusoé, o senador Flávio Bolsonaro seria o responsável pelo direcionamento de mais de R$ 50 milhões [de um total de R$ 87,5 milhões] que a Caixa investiu em patrocínios, entre janeiro e agosto deste ano. Já Michelle Bolsonaro tem como foco beneficiar Organizações Não-Governamenais (ONGs) ligadas a igrejas evangélicas. Segundo a revista, uma associação beneficente [“Criança Cidadã”] recebeu dois aportes do banco público: um de R$ 1,75 milhão, em 2019, e outro de R$ 2,2 milhões em abril deste ano. Na última semana, a Crusoé revelou que pessoas e empresários próximos à família Bolsonaro foram beneficiados ao serem passados na frente da fila de empréstimos da Caixa pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A concessão mais célere dos financiamentos ocorreu, conforme mostrou a revista, a pedido da primeira-dama junto ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães. “Infelizmente, nas últimas semanas têm sido amplamente divulgados atos envolvendo a direção da Caixa que não condizem com o princípio da coisa pública, da democracia”, observou Sergio Takemoto. “São denúncias de tráfico de influência, uso indevido dos canais de comunicação da empresa para benefício próprio, autopromoção e obtenção de vantagens. Todos esses casos precisam ser apurados e os responsáveis, devidamente penalizados”, afirmou o presidente da Fenae, que acrescentou: “Nós, trabalhadores da Caixa, somos a força-motriz que move a instituição e não podemos tolerar o mau uso e o enfraquecimento deste patrimônio, que é do povo brasileiro. A Caixa Econômica Federal precisa seguir sendo pública, de todos e essencial para o desenvolvimento do país. Não podemos deixar que um mau governo coloque em risco a credibilidade do banco e dos empregados”. Fonte: Fenae
Deputados propõem regras para contas offshore de agentes públicos

Iniciativas são reação às descobertas de contas de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto em paraísos fiscais A descoberta de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, têm contas offshore em paraísos fiscais motivou a apresentação de projetos de lei para regular a participação de agentes públicos em contas offshore no exterior. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2021, de autoria do deputado federal Ivan Valente (Psol/SP), veda a nomeação de pessoas com contas ou empresas em paraísos ou refúgios fiscais para a Diretoria Colegiada do Banco Central. Já o Projeto de Lei (PL) 3455/2021, de autoria do deputado federal Henrique Fontana (PT/RS) proíbe que candidatos a cargos eletivos e agentes públicos abram, mantenham ou participem em sociedade que possuam contas offshore no exterior. Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, os casos das contas offshore de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto mostram o quanto é importante debatermos sobre a regulamentação do Sistema Financeiro Nacional e das regras de transação de capital no país. “Infelizmente, sempre quando falamos sobre esta necessidade, correm falar que isso gerará fuga de capitais, inflação, crise financeira e econômica. Mas, estes são alguns exemplos de que estes medos que põem na gente se tratam, na verdade, de tentativas de pessoas que querem manter seus privilégios”, disse. Barrar a hipocrisia Além de proibir a nomeação, a proposta de Ivan Valente determina que “os atuais membros da Diretoria Colegiada do Banco Central que se enquadrem na situação mencionada” […] “deverão se afastar do cargo no prazo de até 30 dias, contados a partir da entrada em vigor da Lei Complementar”. Já o projeto de Henrique Fontana, permite a abertura de contas offshore somente depois de dois anos após o término da legislatura e/ou do desligamento do cargo. “Os projetos são semelhantes, mas diferentes. Um versa sobre a proibição da nomeação de pessoas com contas offshore para cargos no Banco Central. O outro sobre a proibição da abertura e manutenção de contas pelos candidatos e agentes públicos de uma forma geral. Mas, eles devem ser apensados e tramitarem em conjunto”, explicou o secretário de Relações de Trabalho e responsável pelo acompanhamento de assuntos de interesse dos trabalhadores no Congresso Nacional pela Contraf-CUT, Jeferson Meira, o Jefão. “Mas, o que é importante observarmos é a preocupação dos deputados em controlar estas questões de conflito de interesse que vemos tanto no caso de Paulo Guedes, quanto do Campos Neto. Não é possível permitirmos que pessoas que têm controle do câmbio no país e possuam informações privilegiadas sobre questões que envolvam a cotação das moedas se beneficiarem de seus poderes e informações enquanto o restante dos brasileiros é prejudicado por estes atos”, completou Jefão. Para o dirigente da Contraf-CUT, trata-se de, no mínimo, hipocrisia e falta de ética ministros e o presidente do Banco Central, que dirigem a economia do país, manter contas offshore em paraísos fiscais. “O dinheiro deles fica longe da tributação brasileira e, consequentemente, deixa de ajudar o Brasil em obras de infraestrutura e serviços públicos, enquanto esses mesmos privilegiados impõem regras tributárias para o país e atacam servidores, o serviço público, os mais pobres e a classe trabalhadora”, observou. Regulamentação A regulamentação do sistema financeiro é uma preocupação dos trabalhadores da categoria bancária. Os delegados e delegadas da 23ª Conferência Nacional dos Bancários, ocorrida nos dias 3 e 4 de setembro, aprovaram uma resolução defendendo que “o Sistema Financeiro Nacional (SFN) do Brasil deve ser organizado com o intuito de promover o desenvolvimento econômico e social do país, com geração de emprego de qualidade e renda para a população e contribuir com a redução das desigualdades regionais do país”. >>>>> Leia a íntegra das resoluções da 23ª Conferência Nacional dos Bancários A resolução diz ainda que, “as instituições financeiras (bancárias e não bancárias) devem garantir o acesso da população e das empresas ao crédito com taxas de juros compatíveis com níveis internacionais em segmentos prioritários, de modo a favorecer o investimento produtivo, o fortalecimento do mercado interno e o acesso da população à infraestrutura econômica e social, e de forma a proteger a população contra o endividamento exacerbado”. Em outro trecho, defende que o Banco Central do Brasil (BCB) deve “perseguir não somente a meta de inflação, mas também metas de emprego e renda” e “zelar pela suavização dos movimentos na taxa de câmbio do Brasil que impactam diretamente o custo de vida da população, estabelecendo controles de capital que dificultem entradas e saídas bruscas de capitais especulativos de curto prazo”. Fonte: Contraf-CUT