Primeira mesa de negociações entre Caixa e empregados será dia 6 de fevereiro

Representantes de trabalhadores e da Caixa Econômica Federal terão sua primeira mesa de negociações de 2024 no dia 6 de fevereiro, com início às 14h30, em Brasília. A fim de permitir a participação de representantes de todas as federações e sindicatos que compõem a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a reunião será em formato híbrido, podendo ter participação presencial e virtual. Segundo a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, existem pendências a serem resolvidas, como o pagamento da quebra de caixa, redução da jornada para pais de PCDs (Pessoas com Deficiência), pagamento dos deltas da promoção por mérito, além da recriação das Gipes, das Repes e dos Comitês. “Estas estruturas regionais são fundamentais para a melhoria do atendimento aos usuários do Saúde Caixa, bem como para a solução dos problemas enfrentados por profissionais de saúde, clínicas e hospitais credenciados, evitando, desta maneira, o descredenciamento”, explicou Fabiana, lembrando que a participação de todos é importante.
Conheça a história da Contraf-CUT

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), atualmente, reúne nove federações e mais de 100 sindicatos. Além disso, coordena o Comando Nacional dos Bancários, que representa cerca de 95% da categoria em todo o Brasil, sendo referência na organização sindical de trabalhadores, não apenas no Brasil, mas de todo o mundo. Sua história teve início nos anos 1980, com a luta pela retomada da organização sindical, depois da intervenção feita pela ditadura militar com o golpe de 1964. Em 1985 foi criado um departamento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Departamento Nacional dos Bancários (DNB-CUT). Sua atuação foi fundamental para a primeira greve nacional da categoria após a ditadura, realizada ainda em 1985. Já em 1992, surgiu a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), que substituiu o DNB-CUT. Reconhecida pela categoria como representante oficial nas negociações com as instituições financeiras, a CNB era uma entidade de abrangência nacional. Após passar a representar os financiários, em 2006, foi criada a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). A entidade foi reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em 24 de junho de 2008, como representante dos trabalhadores do ramo financeiro.
Caixa: sobrecarga de trabalho preocupa movimento sindical

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício à Caixa Econômica Federal cobrando que o concurso público contrate um número maior de aprovados do que os quatro mil anunciados. O ofício foi enviado na última terça-feira (23). Nele, a Contraf-CUT ressalta que quatro mil contratações não são suficientes “para suprir as necessidades para acabar com a sobrecarga de trabalho, principalmente nas agências”. Segundo a entidade, “com os novos desligamentos que acontecerão por causa do Programa de Demissão Voluntária, este número se torna irrisório.” No documento, a Contraf-CUT afirma que atualmente a sobrecarga já é uma realidade em todas as unidades do banco. “Com o PDV, o quadro de trabalho pode reduzir ainda mais e isso pode piorar o adoecimento e o afastamento para tratamento de saúde, o que leva a mais uma redução do quadro efetivo de trabalho e novo aumento da sobrecarga, criando um círculo vicioso que prejudica não apenas os empregados e empregadas, mas toda a população brasileira, que precisa do atendimento da Caixa”, afirmou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. *Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em sua primeira reunião do ano, COE e Itaú debatem emprego, saúde e remuneração

A pauta da reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a direção do banco teve como pontos principais emprego, saúde e remuneração. O encontro aconteceu na última quarta-feira (24). O fechamento de agências, com consequentes demissões, é a principal preocupação da comissão, que luta pela preservação dos postos de trabalho. A revisão de metas das agências também foi cobrada pelos representantes de empregadas e empregados. A desconexão do IUconecta dos trabalhadores afastados foi outro motivo de queixa. Em relação à saúde, a cobrança foi pelo prosseguimento das negociações das cláusulas 61 e 87, da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que se referem à prevenção de conflitos e assédio moral no local de trabalho e dos canais de denúncia; e às formas de acompanhamento das metas por parte dos bancos. Quanto ao afastamento de pessoas, os trabalhadores reivindicaram melhor fluxo de atendimento, já que existem muitas reclamações de distorções e atrasos de pagamentos devido à falta de conhecimento do funcionário sobre os procedimentos corretos de apresentação de documentos. Os trabalhadores reclamaram, ainda, das clínicas médicas do Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional (PCMSO) do Itaú. Eles pediram que o banco apure as queixas dos funcionários. Na questão da diversidade, foi solicitada a realização de uma discussão periódica, com debate fixo para que haja realmente avanço no tema. O Itaú apresentou uma proposta de atualização da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), fórum tripartite que reúne funcionários, representantes do Sindicato e do banco para discutir e tentar resolver pendências trabalhistas antes de recorrer à Justiça. O próximo encontro está marcado para 28 de fevereiro. Já o Grupo de Trabalho (GT) de saúde voltará a se reunir em 15 de março.
Contraf-CUT cobra recriação das Gipes e das Repes, negociados no Saúde Caixa

Em ofício enviado à Caixa Econômica Federal, nesta quarta-feira (24), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) cobrou a recriação das estruturas regionais (GIPES e REPES), para o atendimento aos usuários e credenciados do Saúde Caixa. No documento, a Contraf-CUT também pede a implementação dos Comitês Regionais de Credenciamento e Descredenciamento e o fornecimento dos dados do plano, para que a representação dos empregados acompanhe a situação financeira e atuarial do plano de saúde. A Caixa alterou os manuais normativos que tratam do plano, implementando o formato de custeio aprovado pelos empregados. Mas segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, há itens que ainda não foram implementados.
Saúde mental: número de afastamentos aumenta em quase 40%

Um levantamento realizado pelo INSS mostrou que os afastamentos do trabalho por transtornos mentais aumentaram quase 40% no Brasil, no período de um ano. Em 2023, foram concedidos 288.865 benefícios por incapacidade relacionados a esses transtornos. Em 2022, esse número era de 209.124. Já em 2021, o índice ficou na casa de 200 mil. Segundo a Previdência Social, são 15 as principais razões para estes afastamentos. Todas estão previstas na classificação internacional de doenças. O transtorno misto ansioso e depressivo está no alto da lista, com mais de 28 mil casos. Ele é seguido por episódios depressivos, depressivos graves e ansiedade generalizada. Na live, realizada na última terça-feira (23), pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, o presidente Júlio Cunha, o diretor de Saúde, Miguel Pereira e a psicóloga convidada Jaqueline Bento, alertaram sobre o alto índice de transtornos mentais que atinge a categoria bancária. Júlio lembrou que o sindicato vem, há algum tempo, trabalhando nessa questão do adoecimento e conscientizando os bancários sobre o problema. Miguel explicou que a saúde mental é uma pauta que, cada vez mais, vai fazer parte do dia a dia dos trabalhadores. Segundo ele, é preciso despertar nas pessoas, o interesse pelo autocuidado e autoconhecimento. “As pessoas precisam ter a percepção do início do processo, para que procurem logo ajuda antes de chegar a uma fase completamente arrasada, extenuada, no auge da síndrome de burnout, numa depressão acentuada”, observou Miguel. No ano passado, em sua Consulta Nacional, bancárias e bancários apontaram que vêm sofrendo com problemas como preocupação constante com o trabalho, cansaço, fadiga, desmotivação, crises de ansiedade e pânico. Entre as causas para esses distúrbios está a cobrança excessiva de metas, muitas vezes consideradas inatingíveis. Ainda na live, a psicóloga Jaqueline Bento falou sobre todo o processo da instalação do transtorno, desde que a pessoa é contratada, com a expectativa de um novo ciclo de vida, os desafios que precisa enfrentar e os casos de assédio, que levam ao adoecimento mental. Segundo Jaqueline, muitas vezes a pessoa nem entrega o atestado orientando o afastamento do trabalho para tratamento por temerem a perda do emprego. “As pessoas demoram muito tempo para procurar ajuda devido ao preconceito e à normalização do sofrimento. Existe uma visão de super homens e super mulheres. Você tem que dar conta, tem que conseguir. Você não pode ser emocionalmente fraco. Para essas pessoas, um afastamento por saúde mental é o cúmulo da fraqueza”, exemplificou a psicóloga. A Campanha Janeiro Branco, que trata dos cuidados e prevenção da saúde mental, busca através de palestras, debates e ações alertar a população para os riscos de uma saúde mental abalada. Mas segundo especialistas, é preciso mais investimento nas escolas e ambientes de trabalho, com a contratação de mais psicólogos e psiquiatras que possam identificar e prevenir esses transtornos.
Live conscientiza bancários sobre saúde mental

Dentro da Campanha Janeiro Branco, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense promoveu, nesta terça-feira (23), uma live com a psicóloga Jaqueline Bento, que falou sobre a prevenção e os cuidados com a saúde mental. Na abertura da live, o presidente do Sindicato, Júlio Cunha, falou sobre a campanha e sua importância.“Nós, há algum tempo estamos alertando a categoria sobre a prevenção e cuidados com a saúde mental. Nós percebemos que uma grande parcela da categoria está doente e sequer admite estar doente e sequer tem consciência de estar doente”, ressaltou Júlio. O presidente lembrou que o resultado da pesquisa realizada no ano passado pelo sindicato em parceria com o Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Volta Redonda, mostrou que o ambiente de trabalho nas agências da região tem uma classificação de adoecimento moderado a crítico. “Essa campanha é muito importante para que a gente leve essa consciência ao bancário do Sul Fluminense que ele precisa se prevenir e ter cuidado com a sua saúde mental”, completou Júlio.Também o diretor de Saúde do Sindicato, Miguel Pereira, ressaltou a importância da campanha e reafirmou que o nível de adoecimento da categoria bancária, apresentado pela pesquisa, é assustador. “Essa campanha, criada por psicólogos brasileiros em 2014, visa justamente fazer essa reflexão, um chamamento para que a gente preste atenção a esses cuidados porque uns tratam como frescura, bobeira, dizem que é um estresse normal. Mas quando você vê está num processo de adoecimento grave, com sérias consequências na sua vida”, alertou. Miguel lembrou ainda que a categoria bancária é uma das que registram maior afastamento do trabalho provocado por doenças psicossomáticas. A psicóloga Jaqueline Bento iniciou a live explicando que o objetivo do trabalho era que no final, o bancário que estava assistindo saísse com uma noção clara do nível em que se encontra dentro da zona de perigo para desenvolver algum tipo de transtorno. “Nós queremos também que vocês saiam com dicas e orientações para prevenir sua saúde mental e, caso já esteja doente de alguma forma, que saia sabendo que caminhos procurar”, disse. Segundo Jaqueline, falar de saúde mental é falar de uma dor invisível. “Quando você fala que quebrou a perna, que tem diabetes ou hipertensão, é fácil mostrar isso, é fácil as pessoas acreditarem. Já a questão de saúde mental é invisível. Para alguém compreender uma dor emocional é só quando ela passa por isso”, observou a psicóloga. Em sua exposição, Jaqueline abordou questões como a pressão pelo cumprimento de metas e a Síndrome de Burnout, que é o esgotamento físico, mental e emocional.” Quando a gente fala de uma pessoa que sofre com Burnout, a gente fala de alguém que se autonegligência, que cedo ou tarde vai parar de se cuidar. Tudo caminha para o abandono de si mesmo”, explicou. A psicóloga ressaltou que é importante prestar atenção nos sinais. No Burnout a pessoa sai de férias mas não consegue descansar, não consegue relaxar no fim de semana, fica o tempo todo pensando no trabalho. O evento desenvolveu-se de maneira bastante dinâmica, já que psicóloga havia orientado os participantes a ficarem munidos de papel e lápis para interagirem com o trabalho terapêutico que ela preparou para o evento. Jaqueline explicou que o objetivo dos exercícios era proporcionar um caminho terapêutico, para ajudar o bancário no autocuidado e autoconhecimento. Os exercícios foram denominados como Jornada da Vida, A palavra que emerge, Cadeira quente, Reconecte-se, Quem é você, Atualização, Memórias de cuidado, Checagem das emoções, e Seja um cuidador, além de um especial onde o participante tinha que completar as frases com a primeira coisa que viesse à mente. Acesse os exercícios disponibilizados por Jaqueline:
‘Minha Trajetória’: Caixa estipula prazo para contestação

As empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, que desejarem contestar os resultados do programa “Minha Trajetória” têm até o próximo dia 26 (sexta-feira) para fazê-lo. Esse foi o prazo dado pelo banco para apresentação de recurso, que segundo resposta da Caixa, deverá seguir os seguintes requisitos: A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, questionou a exigência de o empregado ‘possuir evidência que comprove a contestação da avaliação recebida’ em PDF”. “Nestas metas subjetivas, quando não há definição dos métodos de apuração dos resultados para comprovação de que o empregado se esforçou para o cumprimento das tarefas, como ele comprovará, por meio de arquivo PDF, que ofertou um produto?”, ressaltou Fabiana. A questão das metas relativas à captação de recursos também foi questionada. “Nesses casos, como o empregado enviará extrato bancário do cliente comprovando a aplicação do recurso sem ferir a lei 13709/2018 (LGPD)?”, indagou a coordenadora da CEE. A representação dos empregados também ressaltou que as contestações deveriam ser analisadas por empregados que não sejam vinculados à superintendência de onde partiram as contestações. Fabiana explicou que desde setembro, a representação dos empregados vem pedindo uma mesa de negociações sobre o “Minha Trajetória”. “O banco não nos respondeu e agora estipula um prazo exíguo para que os empregados contestem os resultados. As empregadas e empregados não podem ser prejudicados pela ausência de negociações da parte do banco”, afirmou a coordenadora da CEE.
Categoria bancária realizará encontros para se preparar para campanha nacional

O ano de 2024 será de luta para a categoria bancária, que realizará sua campanha nacional salarial. Por isso, haverá muitos eventos de conscientização para que todos estejam preparados para lutar por seus direitos. A Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Rio de Janeiro (Federa-RJ) publicou um calendário com alguns eventos importantes, que já estão sendo programados para este ano. Haverá debates sobre prioridades, conquista de direitos e reajuste salarial. A Consulta Nacional dos Bancários está prevista para ter início dia 22 de abril. Os congressos dos bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica deverão acontecer de 4 a 6 de junho. Os bancos privados realizarão encontros no dia 6 de junho. Já a 26ª Conferência Nacional dos Bancários e Bancárias será realizada de 7 a 9 de junho.
Banco do Brasil fará repasses à Cassi de contribuições sobre demandas trabalhistas

Em mais uma vitória do movimento sindical, foram concluídos os entendimentos entre o Banco do Brasil e a Caixa de Assistência dos Funcionários do BB (Cassi) sobre os repasses das contribuições patronais sobre verbas salariais ou remuneratórias, pagas em demandas trabalhistas movidas contra a entidade. A Cassi vai receber R$ 337,7 milhões, referentes a 13 anos, já que o banco interrompeu o envio de recursos em 2010. O pagamento será regularizado a partir de agora. Segundo a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) e Conselheira Fiscal da Cassi, Fernanda Lopes, “o movimento sindical lutou pela retomada dos repasses e atuou junto ao banco durante as negociações para resolver esse problema, que já se arrastava há 13 anos”. Para o presidente da Cassi, Claudio Said, “é importante lembrar que se trata de uma solução do passado e para o futuro também, pois, a partir de agora, sempre que o BB pagar uma ação, também fará o recolhimento da contribuição para a Cassi automaticamente”. Fernanda explicou ainda que essa é uma contribuição patronal, mas que a Cassi ainda vai buscar a do funcionário. “Nessa fase, o movimento sindical também estará presente, acompanhando e contribuindo, afinal a sustentabilidade da Cassi é do interesse de todas e todos os funcionários e funcionárias do BB”, concluiu a coordenadora.