Caixa: eleições na Funcef vão acontecer em abril

A Fundação dos Economiários Federais (Funcef) marcou suas eleições para 16 e 30 de abril. Serão eleitos o diretor de Administração e Controladoria; um conselheiro fiscal com seu suplente e um conselheiro deliberativo com seu suplente. O pleito vai acontecer em dois turnos e poderão votar os participantes ativos e assistidos que aderiram a um dos planos de benefícios da instituição até 31 de janeiro passado. Os mandatos serão de quatro anos e os eleitos vão assumir em 31 de maio. O primeiro turno será de 16 a 19 de abril e o segundo de 27 a 30 do mesmo mês. Os resultados vão ser divulgados após cada turno. A votação será realizada através do sistema do autoatendimento, acessível pelo site ou aplicativo da Funcef. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) vai acompanhar todo o processo e manter os participantes informados.

Cassi: eleição contará com três chapas

Três chapas foram homologadas, nesta quinta-feira (1º), pela Comissão Eleitoral organizada para as eleições na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). A eleição vai definir ocupantes para cargos da Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal. A votação acontecerá de 15 a 25 de março e estão aptos a votar todos os funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil, associados à caixa de assistência. As chapas inscritas são Cassi para Todos os Associados, Em Defesa da Cassi Solidária e Somos Cassi e o mandato será de junho deste ano a maio de 2028. Na pauta da disputa eleitoral deste ano está o equilíbrio financeiro da entidade, que receberá recursos do BB, após entendimentos sobre os repasses das contribuições patronais sobre verbas salariais ou remuneratórias, pagas em demandas trabalhistas.

Movimento sindical quer explicações sobre mudanças na Caixa

Após receber denúncias sobre reestruturação na Caixa Econômica Federal, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício ao banco, nesta quinta-feira (1º de fevereiro), pedindo informações e solicitando uma reunião com o novo vice-presidente de Pessoas da Caixa, Francisco Egídio Pelúcio Martins. Segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, as denúncias apontam a ocorrência de mudanças desde dezembro. “São denúncias sobre extinção de unidades, transferência de atividades, criação de áreas e grande movimentação de empregados, inclusive transferências de pessoal para áreas sem nenhuma proximidade com o trabalho até então desenvolvido”, informou Fabiana. O texto do ofício ressalta que “por se tratar de reestruturação da empresa, com impactos na vida funcional dos empregados, reiteramos a necessidade de debate com a representação dos empregados para que sejam discutidas formas de mitigar os impactos do processo para os trabalhadores, conforme previsto na cláusula 46, parágrafo segundo, do ACT 2022/2024, firmado entre a Caixa e as entidades representativas.”

Multicanalidade: novo projeto será debatido entre COE e Santander

Na próxima terça-feira, 6 de fevereiro, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander terá uma reunião com a direção do banco. Na pauta, a Multicanalidade. O projeto visa oferecer aos consumidores diferentes canais de atendimento, devendo gerar a reestruturação da rede de agências, já implementada pelo banco para 2024. Segundo a coordenadora da COE Santander, Wanessa Queiroz, o objetivo é que o banco respeite as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e mostre como será essa fusão de agências. “O processo já está em expansão e certamente cria ansiedade entre os trabalhadores. Também precisamos saber como fica o atendimento descentralizado dos gerentes, que já tem intensificado as metas e gerando sobrecarga para os trabalhadores das agências’’, ressalta Wanessa. O movimento sindical quer saber se haverá formação e suporte para quem fica nas agências para atender essa demanda de pessoas jurídicas dos gerentes, e como será a assistência a esses trabalhadores, que vão circular fora das agências. Durante a reunião também será debatida a questão das horas negativas geradas na pandemia. Segundo a coordenadora, já foram realizados três acordos para a compensação das horas com redutores conforme as horas pagas pelos trabalhadores, com acordo vigente até 31 de março deste ano.

Conselho de Administração da Caixa vai eleger representante de trabalhadores

Os interessados em participar da eleição da representação das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa têm até essa sexta-feira (2) para se inscrever. É preciso ser empregada ou empregado da Caixa, cumprir os requisitos previstos em lei e no Estatuto da Caixa, não possuir falta grave relacionada ao descumprimento dos códigos de Ética e de Conduta, nem dos normativos internos do banco. A divulgação da lista de candidatos ocorrerá no dia 5 de fevereiro, quando também terá início a campanha. A votação será de 26 a 29 de fevereiro, de forma eletrônica. Caso nenhuma candidatura obtenha mais de 50% da votação, haverá segundo turno de 11 a 14 de março, com as duas mais votadas. Vale lembrar que o voto é facultativo e secreto e que todos os funcionários ativos, com contrato de trabalho não suspenso na data da instalação da comissão eleitoral (19/01/2024) estão aptos a votar. Conselho Órgão colegiado, o Conselho de Administração da Caixa é formado por oito conselheiros: seis indicados pelo Ministro da Fazenda; o presidente da Caixa (membro nato); e um(a) conselheiro(a) eleito(a) pelas empregadas e empregados da Caixa. Sua função é deliberar sobre os interesses estratégicos de longo prazo do banco, considerando os impactos decorrentes das atividades da Caixa para a sociedade e o meio ambiente.

Itaú: movimento sindical denuncia interferência do RH em casos médicos

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú apresentou algumas denúncias de interferência do departamento de Recursos Humanos (RH) em decisões médicas e problemas no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Um dos casos de maior relevância diz respeito a uma bancária, gerente de contas, desligada sob alegação de extinção do seu cargo. A funcionária, recuperada recentemente de uma cirurgia, sempre cumpriu as metas do banco, inclusive após retornar às atividades mesmo realizando fisioterapia e outras terapias com conhecimento de sua gestão. Segundo a denúncia, a situação agravou-se quando a bancária informou ao médico sua condição de saúde. O médico a considerou inapta para retorno ao trabalho, indicando que não poderia ser desligada naquelas circunstâncias. A interferência do RH ficou evidente quando a trabalhadora foi avisada que o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) deveria ser corrigido para “Demissional”. Segundo a enfermeira e o RH, houve um “equívoco” por parte da médica. O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na COE Itaú, Carlos Damarindo, falou sobre a gravidade da situação. “A interferência direta do RH nas decisões médicas compromete a autonomia do profissional de saúde, o que é inadmissível”, ressaltou o dirigente sindical, acrescentando que a bancária já foi orientada adequadamente diante desse cenário. Damarindo afirmou que esse caso é o reflexo de uma prática prejudicial à integridade física e profissional dos trabalhadores bancários. “Nós exigimos uma investigação rigorosa sobre o ocorrido, para que a autonomia dos profissionais de saúde seja preservada, sem interferências externas que comprometam a integridade e a ética nas relações de trabalho”, ressaltou o dirigente.

Lucro do Santander foi de R$ 2,2 bilhões no quarto trimestre

O Santander Brasil apresentou lucro líquido recorrente de R$ 2,204 bilhões no quarto trimestre. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (31). A expectativa do mercado era de um saldo de R$ 2,87 bilhões. Em comparação ao terceiro trimestre de 2023, o lucro do Santander caiu 19,2%. No acumulado do ano, o lucro do banco foi de R$ 9,38 bilhões, uma baixa de 27,3% em comparação com o valor registrado em 2022. Quanto ao retorno sobre patrimônio líquido (ROE), o índice ficou em 12,3%, um ganho de 4 pontos percentuais (p.p.) em base anual. A margem financeira do banco alcançou R$ 14,05 bilhões, uma alta de 4,8% frente à janela de julho a setembro e ganhos de 4,8% na comparação anual. Crédito Com um registro de R$ 643 bilhões, a carteira de crédito ampliada da instituição teve crescimento de 2,8% no trimestre e 9% na comparação ano a ano. O destaque ficou por conta de pessoas físicas e pequenas e médias empresas. Em relação ao índice de inadimplência, houve aumento de 3,1% no indicador de longo prazo (90 dias), ficando estável em relação ao ano passado, subindo 0,1 p.p. ante o trimestre anterior. As provisões com devedores duvidosos (PDDs) somaram R$ 6,83 bilhões, representando uma queda de 80% na base anual, considerando o efeito Americanas no ano anterior. Já na comparação trimestral, o avanço foi de 21,7% na PDD.

Pix bate recorde de transações em 2023

Dados do Banco Central mostram que as movimentações realizadas através do Pix bateram recorde em 2023, alcançando os R$ 17,2 trilhões. As informações fazem parte de uma reportagem publicada, nesta terça-feira (30), no site G1. Segundo o Banco Central, as transações feitas através do Pix cresceram 57,8%em comparação a 2022, cujo total ficou em R$ 10,89 trilhões. Ainda de acordo com dados do BC, o número de clientes com relacionamento com o sistema financeiro também aumentou nos últimos anos. Para este ano, estão previstas novas funcionalidades, como o Pix automático, que deve começar a operar em outubro, permitindo que o cliente agende pagamentos que precisará fazer a empresas. Neste caso estão incluídas contas de água e luz, academias, escolas, faculdades, condomínios e parcelamento de empréstimos. Atualmente, esse tipo de pagamento pode ser feito pelo débito automático. Porém, segundo o BC, o Pix automático deverá alcançar mais pessoas. Outra novidade é o Pix agendado recorrente, que poderá ser usado para mesada, doação, aluguel entre pessoas físicas, prestação de serviços por pessoas físicas, como diarista, terapia, educador físico, entre outros. Essa modalidade também entrará em vigor em outubro deste ano. *Foto de Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Contraf-CUT exige apuração sobre cobranças indevidas na Caixa

As causas que levaram aos descontos indevidos nas contas bancárias e na folha de pagamento de trabalhadores da Caixa Econômica Federal, afastados para tratamento de saúde, precisam ser apuradas. A exigência foi feita ao banco pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em ofício na última sexta-feira (26). A Contraf-CUT lembrou, no documento, que de acordo com os normativos internos, a Caixa deverá realizar o adiantamento salarial aos funcionários que aguardam a concessão de auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária) pelo INSS. Além disso, os valores adiantados somente serão descontados das contas bancárias, ou da folha de pagamentos, quando o INSS efetuar o repasse dos benefícios por incapacidade temporária. Entretanto, segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, a Caixa tem descontado os valores antes do início do recebimento do auxílio-doença pago pelo INSS. “Justamente, no momento em que o trabalhador mais precisa, já que teve seus gastos normais aumentados devido a compra de remédios e cuidados com a saúde, ele se vê sem recursos, uma vez que o INSS não o pagou e a Caixa já efetuou o desconto”, lamentou Fabiana. Ainda segundo a Contraf-CUT, os descontos violam o que está determinado no RH 115 (norma interna da Caixa). A cláusula 65 da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária também prevê a continuidade do pagamento, para posterior desconto (quando o INSS pagar o auxílio-doença). Já a cláusula 29 da CCT estabelece a complementação do valor pelo banco, quando o auxílio-doença for menor do que o normalmente recebido pelo bancário.

Caixa: termo de conduta compensará empregado perseguido

A Caixa Econômica Federal assinou um termo de ajuste de conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal. O documento oferece vantagem nas disputas em processos seletivos aos empregados perseguidos na gestão de Pedro Guimarães, ex-presidente da instituição. Com a medida, o tempo de experiência a ser considerado nos processos seletivos internos aumenta de cinco para dez anos. Desta forma, os empregados remanejados para agências, que perderam seus cargos de confiança, entre 2019 e 2022, poderão ser avaliados pela experiência acumulada antes de serem perseguidos. Segundo a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), essa demanda é de entidades associativas e de sindicatos para seja feita justiça a esses trabalhadores. As negociações e a audiência de assinatura do TAC contaram com a participação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), além da Fenae. O prazo de dez anos de experiência será válido para todos os funcionários da Caixa, independente de terem sofrido assédio. Ele será aplicado nos processos seletivos institucionalizados no banco, como o PSI tradicional, a formação de banco de sucessores e o Experiência Oportunidade Caixa. O TAC aumentou, ainda, de três para cinco anos, o aproveitamento da experiência do empregado em processos de transferência entre funções comissionadas sem processo seletivo. De acordo com o documento, o prazo maior proporciona mais flexibilidade aos trabalhadores que perderam suas funções para realocações e para a retomada da carreira profissional. *Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil