I Conferência dos Bancários do Rio aprova resoluções a serem apresentadas à Conferência Nacional

Estabelecer medidas de prevenção e proteção da categoria bancária contra a covid-19; garantia no emprego; defesa dos bancos públicos; plano de previdência privada para todos os bancários; teletrabalho; aprovação da palavra de ordem Fora Bolsonaro; participação nas mobilizações nacionais do dia 18 de agosto, contra a Proposta de Emenda Constitucional 32, da reforma administrativa, que privatiza os serviços públicos, como o SUS; e dos protestos de 7 de setembro, pelo impeachment de Jair Bolsonaro. Estas foram as principais resoluções aprovadas pelos participantes da I Conferência dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro, neste sábado. O evento foi feito de forma virtual. As resoluções serão levadas para a Conferência Nacional, a ser realizada dias 3 e 4 de setembro. Aprovadas vão ser encaminhadas pelo Comando Nacional dos Bancários à mesa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos. A presidenta da entidade organizadora do evento, a Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro (Federa-RJ), Adriana Nalesso, lembrou que este ano não haverá negociação relativa à Convenção Coletiva de Trabalho, já que a CCT, assinada em 2020, vai vigorar até 2022 Há, no entanto, reivindicações importantes, algumas delas urgentes, que não podem esperar para serem tratadas com os bancos. Estas, foram aprovadas na conferência estadual e encaminhadas à nacional. Na plenária final da conferência foi eleita uma delegação de 122 bancários que representarão a categoria bancária que trabalha no estado na Conferência Nacional. O presidente do Sindicato do Rio, José Ferreira, ressaltou que da delegação, 40% são mulheres e 60% homens, o que representa um avanço. Mas destacou que o objetivo é chegar à paridade. Foi, ainda, aprovada uma moção de repúdio a práticas antissindicais do Santander que atingiram um dirigente da Federa-RJ. Abertura e debates A Conferência começou às 9 horas, com a participação de representantes de sindicatos, da Contraf-CUT, de centrais sindicais e parlamentares. Foi feita uma homenagem aos bancários e bancárias vitimados pela covid-19. Várias mesas de debate foram realizadas ao longo do dia. A conferência foi encerrada às 19 horas Leia também: Abertura – Centrais Sindicais e Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT Painel Saúde – Mauro Salles (Contraf-CUT): negociações, pesquisa e sequelas Covid Painel Conjuntura – Vereador Reimont (PT); ex-senador Lindbergh Farias, e Uirtz Sérvulo, coordenador do Departamento Estadual do PCdoB. Sistema Financeiro e Desenvolvimento Sustentável – Economista do Dieese, Fernando Amorim Fonte: Contraf-CUT
Comando Nacional d@s Bancári@s discute retorno ao trabalho presencial com Fenaban

O Comando Nacional d@s Bancári@s e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) discutiram nesta sexta-feira (13) sobre o processo de retorno da categoria ao trabalho presencial. A preocupação do Comando é com a pandemia, que ainda está causando média diária de mil mortes diárias. Foi apresentada aos representantes dos bancos a preocupação com uma precipitação na volta ao trabalho presencial e com a necessidade de qualquer processo de retorno ser anteriormente negociado. “Espero que essa negociação que fizemos impeça qualquer precipitação na volta ao trabalho presencial. Colocamos que bancárias e bancários precisam estar vacinados e mesmo a população precisa ter a vacinação completa. Cobramos cautela, para não ter um retorno em massa. Para os que já estão trabalhando, é preciso ampliar a proteção e por isso também discutimos uma padronização dos protocolos de segurança. Após a Conferência Nacional (3 e 4 de setembro) podemos voltar a conversar sobre o tema”, informou a coordenadora do Comando Nacional e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo] Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. Especialistas recomendam que qualquer medida de relaxamento no isolamento social somente seja adotada quando pelo menos 70% da população estiver completamente vacinada. Até a tarde desta sexta-feira (13), somente 22,8% da população brasileira tinha recebido a vacinação completa. “Espero que essa negociação segure qualquer precipitação no retorno ao trabalho presencial. Estamos falando de vidas. Não estamos em um quadro tranquilo, para baixar nenhum tipo de proteção” alertou Juvandia Moreira. Protocolo A preocupação com a proteção de quem já está em trabalho presencial também foi discutida. Desde o início do ano, o Comando e a Fenaban discutem a padronização das medidas de segurança nos locais de trabalho. Os bancos apresentaram uma proposta de protocolo que foi analisada pelo Comando, que acrescentou alguns pontos. A Fenaban ficou de responder às propostas de mudanças para definir um protocolo único para todos os bancos. Fonte: Contraf-CUT
Comando Nacional d@s Bancári@s aprova participação no dia 18

O Comando Nacional d@s Bancári@s se reuniu nesta quinta-feira (12) e aprovou o engajamento da categoria no Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, a chamada Reforma Administrativa, que acontecerá na quarta-feira, dia 18. As três esferas do funcionalismo público (federal, estadual e municipal) preparam uma paralisação. Também haverá mobilizações nas redes sociais, assembleias, panfletagens e protestos no Brasil inteiro. “Essa PEC 32 acaba com a estabilidade do servidor público e também dos trabalhadores das empresas públicas, incluídos os bancos. Mas tem sérios impactos na vida de toda a população. Imagina o prefeito de uma cidade demitir os servidores. Estariam à mercê da administração do momento. Isso afeta serviços públicos como os de Saúde e Educação e reduz ainda mais o papel do estado, principalmente no atendimento da população mais pobre”, alertou a coordenadora do Comando Nacional d@s Bancári@s e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. A participação no Dia Nacional de Luta já tinha sido aprovada nos encontros nacionais dos Bancos Públicos realizados no final de semana, da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco da Amazônia (Basa), Banco do Nordeste (BNB) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na reunião do Comando ficou tirado que federações e sindicatos da categoria vão realizações mobilizações em suas bases, com panfletagens na porta das agências, uso de carros de som, mobilização nas redes sociais e participação nos atos unitários convocados pelas centrais sindicatos e movimentos populares em todo o país. Retorno ao trabalho Outro ponto discutido na reunião do Comando foi a negociação marcada para sexta-feira (13) com a Fenaban sobre o retorno ao trabalho da categoria, parcialmente colocada em regime de teletrabalho por causa da pandemia. “Em vários lugares do país, os bancos já estão chamando de volta para o trabalho presencial quem estava em teletrabalho. Mas a pandemia não acabou. É um risco fazer um retorno massivo agora. Tem estados com índices baixos de vacinação, além de uma quantidade grande de bancários jovens que ainda não tomou a primeira dose. É preciso esperar mais um pouco para fazermos uma avaliação sobre um retorno seguro ao trabalho presencial”, disse a coordenadora do Comando. Fonte: Contraf-CUT
Fetraf RJ/ES realiza sua 23ª Conferência no sábado (14)

Evento será aberto a todos os bancários e bancárias das bases dos sindicatos filiados à federação A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) realizará sua 23ª Conferência Interestadual, no próximo sábado (14). O evento, que ocorrerá a partir das 9h de forma virtual, será aberto às bancárias e aos bancários que trabalham nas cidades que fazem parte da base dos sindicatos filiados à Fetraf RJ/ES (Angra dos Reis, Baixada Fluminense, Espírito Santo, Itaperuna, Macaé e Região, Nova Friburgo e Três Rios). Para participar, é necessário fazer a pré-inscrição até o dia 11 de agosto, quarta-feira, informando um e-mail válido, através do link: https://forms.gle/jcHwS5sS8RzZZk2K7. Uma senha será enviada no dia 12/08/2021, após às 11h. Fonte: Contraf- CUT
Deputados aprovam MP que pode alterar jornada dos bancários

Ataques do governo Bolsonaro a direitos trabalhistas foram negociados entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o relator da proposta na Câmara dos Deputados, o deputado Christino Áureo (PP/RJ) A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (10), por 304 votos a 133, a Medida Provisória (MP) nº 1045, que aprofunda a reforma Trabalhista e reduz a proteção aos trabalhadores e trabalhadoras. Uma das emendas inseridas no texto pode afetar a jornada de trabalho dos bancários. A proposta encaminhada ao Congresso Nacional pelo governo de Jair Bolsonaro, sofreu mais de 400 emendas que alteram regras de contratação e demissão, restringem a fiscalização e reduzem as possibilidades de acesso à Justiça do Trabalho. Nesta quarta-feira (11), serão votados destaques que ainda podem mudar o texto final. Após o encerramento da votação, o projeto seguirá para o Senado. “O texto é extremamente prejudicial aos trabalhadores e ataca até os menores aprendizes. Se aprovado, vai diminuir os salários, estimular as empresas a trocar até 40% dos seus quadros de trabalhadores para pagar menos, acaba com o 13º salário e retira o direito às férias remuneradas, entre outras medidas perversas e de ataques a direitos conquistados pela classe trabalhadora”, explicou o secretário de Relações de Trabalho e responsável por acompanhar as questões de interesse da classe trabalhadora que tramitam no Congresso Nacional pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Jeferson Meira, o Jefão. “São mudanças que precarizam as relações de trabalho e, além disso, a inflação galopante e descontrolada provocada pela péssima política econômica desse governo já irá consumir boa parte desses valores”, completou. O dirigente da Contraf-CUT explicou que trata-se de um “pacote de maldades” negociado pelo ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, com o relator do texto da Câmara, o deputado federal Christino Aureo (PP-RJ). “O projeto original previa apenas a renovação da vigência do Programa de Manutenção de Emprego e Renda, suspensão de contratos de trabalho e de redução proporcional de jornadas e salários em 25%, 50% ou 70%, da mesma forma como foi realizado no auge da pandemia da Covid-19, no ano passado. Mas, diversos ‘jabutis’ foram incluídos no projeto, que se transformou neste ‘frankenstein’”, observou Jefão. Os ‘jabutis’ são emendas estranhas ao tema principal do projeto. Um dos ‘jabutis’ inseridos no projeto é a emenda 40, que ataca a jornada de seis horas dos bancários e reduz o adicional das horas extras. A categoria estará sujeita a ter a jornada estendida para 8 horas mediante acordo individual ou acordo coletivo, reduzindo para 20% o adicional pelas horas extras que passam a compor a jornada normal de trabalho (sétima e oitava horas). Hoje, a legislação determina que a hora extra seja paga com adicional de 50% (segunda a sábado) e 100% (domingos ou feriados). “Não é a primeira vez que tentam mudar a jornada de trabalho dos bancários com a inserção de ‘jabutis’ em projetos de lei, ou medidas provisórias. Uma outra vez os deputados aprovaram essa mudança, que foi derrubada posteriormente no Senado justamente por ser um ‘jabuti’. Vamos, mais uma vez, lutar contra mais esta tentativa de alteração da jornada da categoria”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. “Além da alteração da jornada de trabalho dos bancários, vamos lutar contra outros pontos, que precarizam a remuneração e as condições de trabalho”, completou. Além dos bancários, a emenda atinge outras categorias com horários de trabalhos inferior a 8 horas. Requip O relatório aprovado nesta terça-feira cria o Regime Especial de Qualificação e Inclusão Produtiva (Requip), destinado a jovens de 18 a 29 anos sem registro na Carteira de Trabalho há mais de 2 anos, e a pessoas de baixa renda, oriundas de programas federais de transferência de renda. O Requip permite que a empresa contrate um trabalhador por três anos, sem vínculo empregatício. O trabalhador contratado sob este regime receberá cerca de R$ 440 mensais, ou seja, 40% do valor do atual salário mínimo de R$ 1.100, sendo que metade (R$ 220) será paga pelo governo e a outra metade pela empresa por meio da Bolsa de Incentivo à Qualificação (BIQ). A carga horária será de 22 horas semanais. O trabalhador não terá mais direito a férias remuneradas, mas sim a apenas um recesso de 30 dias sem remuneração, sem 13º salário, sem Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou outro direito trabalhista. Vantagens para os patrões As empresas que “contratarem” pelo Requip ainda poderão deduzir o valor pago como Bolsa de Incentivo à Qualificação (BIQ) do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). As empresas poderão contratar até 15% do total do quadro de trabalho neste modelo, sem direitos. Priore A MP também cria outra benesse aos patrões, o Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego (Priore), destinado à contratação de jovens de 18 a 29 anos e pessoas com idade igual ou superior a 55 anos, sem vínculo formal por mais de 12 meses. O trabalhador contratado pelo Priore não terá direito a 50% dos salários devidos, no caso de demissão do emprego antes do prazo de vigência estipulado no contrato. A multa sobre o FGTS cai de 40% para 20% e as alíquotas depositadas no Fundo caem de 8% para até 2% (no caso de microempresas), 4% (empresas de pequeno porte) e 6% (demais empresas). Os trabalhadores contratados por meio do Priore receberão apenas um “Bônus de Inclusão Produtiva (BIP)”, calculado, com base no valor do salário mínimo/hora, sobre um quarto do número de horas de trabalho acordadas, limitado ao valor mensal correspondente a 11 horas semanais. O BIP será custeado com recursos da União, do Sistema S, do Fundo de Amparo ao Trabalhador e do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. As empresas poderão contratar até 25% do seu quadro funcional neste modelo. Juntando o Piore (25%) e o Requip (15%), as empresas poderão contratar até 40% de seu quadro funcional por meio desses dois modelos que não pagam sequer um salário mínimo, sem direito a
Dia 18 terá mobilização nacional contra a Reforma Administrativa

Contraf-CUT convoca a manifestação em defesa do serviço público e contra as privatizações Centrais sindicais organizam o Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a chamada Reforma Administrativa do governo Bolsonaro. Será em 18 de agosto, marcado pela greve geral dos servidores públicos das três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Também vão haver manifestações de todas as categorias profissionais em todo o Brasil. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) participa da luta e convoca a categoria para barrar mais um ataque do governo. A mobilização também está sendo por movimentos populares. Além da greve geral do funcionalismo nas três esferas de governo, também haverá mobilização, assembleias, panfletagens e protestos no Brasil inteiro. “O serviço público está mais uma vez ameaçado com a chamada Reforma Administrativa que o governo Bolsonaro e seus apoiadores querem aprovar no Congresso. Essa reforma acaba com a estabilidade no serviço público, e, por isso, ameaça a qualidade do atendimento à população. A estabilidade assegura a continuidade dos serviços públicos e evita mudanças estruturais a cada eleição. A dedicação profissional é desestimulada com Reforma Administrativa, que veda a promoção e a progressão na carreira por tempo de serviço. Essa reforma é uma ameaça ao serviço público em um momento em que a população mais precisa de cuidados diante dessa pandemia”, afirma a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. Bancos públicos A reforma modifica extingue a estabilidade de futuros servidores, amplia a contratação de comissionados, reduz concursos públicos e acaba com garantias como adicionais por tempo de serviço e promoções de carreira. Juvandia lembra que a reforma prejudica os bancos públicos. “É mais uma ameaça ao emprego na categoria, mas também compromete o desenvolvimento econômico do país. Os bancos públicos são ferramentas de indução de políticas econômicas que infelizmente o governo Bolsonaro não utiliza. Pelo contrário, quer igualar os bancos públicos aos privados e, depois, privatizá-los. Precisamos transformar o dia 18 em um dia nacional de luta contra o que o governo Bolsonaro representa, de miséria e mortes pelo país afora”, ressalta a presidenta da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT
Bancários definem estratégias de luta para combater o desemprego no setor

Entre os desafios estão o enfrentamento à redução de mão de obra, os impactos de novas tecnologias e as privatizações Os bancários e bancárias de todo o Brasil tiveram a oportunidade de participar na semana passada e durante o fim de semana dos Encontros Nacionais e Congressos dos trabalhadores de bancos privados e públicos. Diretores do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense acompanharam as reuniões, que em função da pandemia da Covid-19, ocorreram por meio digital. Mas, para além do distanciamento social, os debates aconteceram ante a mais dura conjuntura política, econômica e sanitária da história do país. Neste cenário, bancários do Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal, entre outras instituições bancárias, discutiram sobre os ataques do Governo Bolsonaro à categoria, aos demais trabalhadores e aprovaram propostas de estratégias de luta em defesa da vida; proteção dos empregos e direitos; o desafio da redução de bancários em função dos bancos digitais e fintechs e a contratação de empregados de outras categorias, com salários mais baixos e trabalho ainda mais precário, sem a cobertura da Convenção Coletiva de Trabalho; melhores condições de saúde e de trabalho para todos, com fim das metas abusivas e do assédio moral, inclusive para quem está em teletrabalho. Outra questão debatida está relacionada aos bancos públicos, onde os bancários enfrentam também os ataques aos fundos de pensão e aos sistemas de saúde dos funcionários de estatais, além do projeto de privatização do ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes. Diante deste contexto, o “Fora, Bolsonaro” foi unanimidade nos encontros para o enfrentamento aos ataques dos direitos dos trabalhadores. Como a história dos bancários já demonstrou só a unidade e a mobilização da categoria podem garantir a vitória. Os próximos passos da campanha são a Conferência Estadual, neste sábado, dia 14 de agosto, e a 23ª Conferência Nacional nos dias 3 e 4 de setembro. Prioridades elencadas nos encontros: ITAÚ – Como não poderia ser diferente, a prioridade no Encontro Nacional do Itaú foi a proteção à vida. Vacinação da categoria e melhorias nas medidas de prevenção à Covid-19 estão entre as principais bandeiras de luta neste momento. Os sindicatos querem ainda abrir negociações sobre as regras do Gera, o novo programa de renda variável do banco, para estabelecer critérios transparentes, que evitem a pressão das metas, o assédio moral e o adoecimento. Na questão da remuneração, o encontro defendeu ainda a manutenção das conquistas do PCR (Programa Complementar de Resultados); negociação de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS); reajuste dos tíquetes em função da variação da cesta básica e gratificação de função para os GSO (Gerentes de Serviços Operacionais). O emprego é também uma das maiores preocupações. Por isso, os participantes do encontro defenderam o fim das demissões; um programa de realocação de pessoal e a rediscussão do programa de metas usado para justificar demissões. No item saúde, os bancários querem agilizar as negociações no Grupo de Trabalho de Saúde; o parcelamento dos valores devidos pelos bancários considerados inaptos para o trabalho e aptos pelo INSS; a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para casos de adoecimento do coronavírus; a criação de programa de saúde do trabalhador que atenda aos bancários; exigir a realização de exames demissionais; acesso dos funcionários a seus protocolos médicos; exame de retorno aos contaminados pela Covid-19; a garantia de apoio ao tratamento de sequelas da Covid e um novo acordo para o parcelamento de horas negativas. Os bancários defenderam a previdência para todos, além do debate sobre estes planos, em que os funcionários têm representantes, mas cujo controle é do banco. BRADESCO – O Encontro Nacional dos bancários do Bradesco aprovou a pauta com reivindicações específicas, a serem enviadas ao banco. Entre os principais pontos estão o fim das demissões, com a garantia dos empregos principalmente na pandemia; a implantação do acordo de teletrabalho; a contratação de vigilantes tanto para agências, quanto para unidades de negócios; consulta aos funcionários sobre a manutenção do plano de saúde dos que se aposentarem e a retomada da mesa específica sobre saúde. Outra preocupação é o acordo de teletrabalho, que foi fechado há mais de um ano, mas não foi colocado em prática devido à cláusula que prevê que isto só ocorreria com o fim da pandemia. Na avaliação dos participantes do encontro, é preciso um acordo durante a pandemia para ajustar a necessidade do trabalhador que está há mais de um ano em Home Office. Os bancários querem negociar também critérios para o retorno ao trabalho presencial. Na avaliação do movimento sindical é preciso acompanhar se há redução dos casos de contaminações e mortes antes de decidir a volta ao trabalho presencial, especialmente nos casos de comorbidade ou contágios na família. Os participantes do evento criticaram a lentidão da vacinação no país e da imunização da categoria, no Rio, que sequer começou. Foi defendido ainda mais segurança nas unidades de negócio, que não possuem portas giratórias e nem vigilantes. SANTANDER – O grande destaque do Encontro Nacional do Santander foram as críticas às práticas antissindicais no banco. Foi citada como uma importante vitória dos bancários, a decisão do juiz Jerônimo Azambuja Franco Neto, da 60ª Vara de Trabalho de São Paulo, que condenou o banco a pagar indenização de R$50 milhões pelas demissões em massa em plena crise sanitária e por práticas antissindicais. Tentativas de retirada de direitos dos trabalhadores na previdência complementar são direcionadas ao Santander Prev. Foi destacado como aspecto positivo, o fato de o Banesprev ser um fundo de pensão em que um dos conselheiros administrativos é eleito pelos participantes, o que impediu retiradas de direitos. Os impactos das novas tecnologias com plataformas digitais e fintechs são ameaças ao emprego da categoria. No encontro, o painel do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) trouxe números assustadores. De 2006 a 2019 houve uma brusca queda da participação da categoria bancária nos postos de trabalho do setor financeiro: em 2006, eram 688 mil trabalhadores no ramo, com mais de 90% de bancários. Hoje o número
Sábado, 14, tem Conferência Estadual d@s Bancári@s

O Rio de Janeiro se prepara para a Conferência Estadual dos Bancários e Bancárias. O evento, que ocorrerá no sábado, dia 14/8, das 9h às 17h, é uma preliminar para a Conferência Nacional e nosso objetivo é garantir uma grande representação dos sindicatos filiados à Federa-RJ. Para isso, contamos com a sua participação não só confirmando a presença, mas apresentando propostas e convidando colegas de trabalho. Podem se inscrever bancários e bancárias de Campos dos Goytacazes, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense e Teresópolis. Para se inscrever, basta clicar neste link: https://us06web.zoom.us/…/tZYldu2prD0tGtO3rO5dWfJkl9IAR… Apresentar propostas é muito fácil, clique aqui e contribua com os temas que considera mais importantes para a nossa luta: https://forms.gle/rLBNuLhvSqZPEjFS7 Fonte: FEDERA-RJ
Congressos dos bancos públicos refletem sobre o Brasil que quereremos

Ataques aos bancos, empresas públicas e a toda a classe trabalhadora é destaque da abertura dos eventos Na abertura dos congressos dos bancos públicos federais, na noite desta sexta-feira (6), a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, destacou a importância das entidades sindicais da categoria bancária na defesa dos bancos públicos, das demais empresas públicas e da classe trabalhadora. “Nossa organização é nacional, com militantes em todas as regiões do país. Por isso, temos a obrigação de defender os bancários e as bancárias desses bancos, mas também temos obrigação de defender esses bancos como ferramenta de desenvolvimento econômico com distribuição de renda. Esses bancos têm um papel social, eles foram criados para isso”, disse Juvandia “Temos que ter um o projeto de nação, de soberania nacional e é isso que está sendo atacado. A democracia está sendo atacada. Nós somos representantes dos trabalhadores, estamos do lado dos trabalhadores e vamos estar sempre, sempre que tiver um ataque nós vãos lutar contra. Taí a importância de estar realizando os congressos dos bancos públicos neste momento. Nós não podemos achar normal que mais de meio milhão de brasileiros perderam a vida, porque não tinha vacina, porque o governo não quis comprar vacina. É uma política genocida e essa política genocida, é uma política entreguista também, que ao mesmo tempo entrega as empresas públicas, que é isso que está acontecendo. O Estado tem que ser o indutor de desenvolvimento, o Estado tem que fazer o papel de distribuir renda. A gente tem que debater nesses congressos que Brasil que a gente quer e como é que esses bancos, como ferramentas, podem contribuir para um Brasil inclusivo, com justiça social, um Brasil feliz e não um Brasil como o que a gente está vendo, que é triste, é dolorido e deprimentes. A gente abre aqui esse congresso com essa obrigação, de debater os problemas que os bancários e as bancários dessas instituições estão vivendo, mas também de debater o papel dessas instituições para que a gente tenha de verdade um projeto nacional, um país soberano, democrático. Nós temos que defender a democracia.” Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional, lembrou que em uma noite de sexta-feira tem muita gente participando do Congresso dos Bancos Públicos, lutando por um país melhor, para defender as empresas públicas. “Temos que lutar para manter nossos direitos, nossa convenção coletiva, nossos acordos de bancos públicos e privados. Foi muita luta e resistência da categoria, de gente que veio antes de nós. Estamos garantindo direitos para as futuras gerações”, disse Ivone Silva. Ela lembrou que temos atualmente um “governo fascista, de retirada de direitos”, assim como temos um Congresso tem retirado direitos. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região alertou que todos os dias são aprovadas Medidas Provisórias e leis que retiram direitos da população. “Um exemplo é a MP1045, e lembro que lutamos para retirar a MP 936 e agora temos de volta a discussão da jornada de oito horas para os bancários. Nossa luta é muito maior do que nossa categoria. Hoje é contra a retirada de direitos que esse governo promove. Todos os sindicatos têm lutado bastante, conversando com bancárias e bancários, para cobrar seus deputados, para não cometer essas atrocidades”. Ivone citou o grande número de desempregados, os milhões de pessoas que não têm o que comer, ou os milhões que moram ruas. “Isso é uma política de estado, do capital especulativo. É desgaste do estado promovido pela imprensa, pelo Ministério Público e pela Justiça, um desgaste contra a população”, afirmou Ivone Silva. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região citou outros ataques aos direitos trabalhistas como os promovidos pelas empresas de aplicativos que exploram os motoristas. “São os mesmos ataques promovidos pelas fintechs, elas exploram pessoas que fazem serviços bancários mas não são bancários. Temos os desafios no ano que vem, de renovação da das convenções coletivas. Mas também temos que manter forte a luta contra a privatização dos bancos públicos”, completou. Fabiana Uehara, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretaria da Cultura da Contraf-CUT. “A gente precisa reforçar a nossa luta em defesa dos bancos públicos, em defesa das empresas públicas, porque o papel dos bancos públicos é, principalmente, diminuir a desigualdade social tão gritante no nosso país. Se não fosse os bancos públicos, não teríamos política de investimento em cultura, saneamento, saúde e educação. São os bancos públicos, a exemplo do que aconteceu em 2008, que fazem a política anticíclica para a retomada do desenvolvimento, principalmente, em momento de crise econômica. O congresso dos bancos públicos vem reforçar essa luta pelas nossas instituições, que acima de tudo é patrimônio do povo brasileiro. No caso da Caixa, no 37º Conecef que acontece amanhã, a gente vem reforçar não só a defesa da Caixa 100% Pública, é para defender os empregados, seus direitos conquistados ao longo do tempo. É para defender, inclusive, a população. Enquanto empregada da Caixa, que eu tenho o maior dessa empresa, parabenizar todos os empregados e todos os colaboradores, porque quem faz a Caixa não é a direção da Caixa, somo nós que lutamos todos os dias atendendo a população, fazendo nosso melhor. Se a gente não faz mais, é porque não temos infraestrutura. Por isso a gente também luta por mais contratações, porque isso também fortalece não só a questão das melhorias das condições de trabalho, mas também fortalece nosso banco, fortalece a Caixa. Quanto mais empregados para a Caixa, mais Caixa para o Brasil.” A gente vive um momento importante no debate sobre as privatizações. Um governo que diz que os funcionários são importantes para o Banco do Brasil, mas que demite funcionários e desmonta o banco. Assim como acontece com os Correios, com a Caixa e com todas as empresas públicas e programas sociais. Um governo que
Jornada de trabalho corre risco na Câmara dos Deputados

Projeto que libera abertura de bancos aos finais de semana volta a tramitar na Câmara dos deputados O Projeto de Lei 1043/2019, que libera a abertura de agências bancárias aos sábados e domingos, voltou a tramitar na Câmara dos Deputados. A proposta já foi aventada diversas vezes no Congresso, tanto por meio de projetos de lei, quanto por medidas provisórias encaminhadas pelo governo Bolsonaro e foi derrubada graças à pressão dos trabalhadores e seus representantes sindicais. Para o movimento sindical, a proposta visa atender os interesses do mercado financeiro. “Hoje, os bancos já obtém lucros astronômicos com cobrança de metas absurdas dos bancários. Querem realizar essa mesma prática aos sábados e domingos para aumentar ainda mais seus lucros, sem pensar na saúde e nas condições de trabalho da categoria”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “É coisa deste governo, que governa só para os ricos. O objetivo é atender os interesses do mercado financeiro”, completou. Para o secretário de Relações do Trabalho e responsável de acompanhar as pautas de interesse dos trabalhadores que tramitam no Congresso Nacional pela Contraf-CUT, Jeferson Meira, o Jefão, os deputados que apoiam a abertura dos bancos aos sábados desconhecem totalmente o cotidiano de trabalho da categoria e da legislação de segurança bancária, ou têm algum interesse oculto na aprovação da pauta. “A pauta já surgiu no Congresso de diversas formas. Seja por projetos de lei, seja por medidas provisórias. Até mesmo colocadas como ‘jabutis’ em propostas sem qualquer ligação com o tema. Seja por sua ilegalidade, seja pela pressão exercida pelos trabalhadores, conseguimos derrubá-la. Mas o assunto, vira e mexe volta à pauta. Com certeza existem interesses escusos nisto”, ressaltou Jefão. Acordos O principal argumento de quem defende abertura dos bancos aos finais de semana é a necessidade de eventos que necessitem de serviços bancários nestes dias. Mas, a presidenta da Contraf-CUT lembrou, que para casos específicos, como a abertura durante eventos aos finais de semana e para o funcionamento de centrais de teleatendimento, já existem acordos específicos negociados com as entidades de representação dos trabalhadores e que, por isso, não há necessidade de alteração na lei. “É mais uma mostra de desconhecimento de desconhecimento do trabalho da categoria, ou de interesses escondidos por trás da mudança na lei. Talvez seja alguém que não trabalhe nem durante a semana que quer que os bancários trabalhem até aos finais de semana”, disse o secretário de Relações de Trabalho da Contraf-CUT. “Mas, já derrubamos várias vezes a proposta. Contamos com a pressão de toda a categoria para conseguir mais uma vez”, concluiu Jefão ao convocar os bancários para acessar o site da Câmara e mostrar sua contrariedade com o projeto. “É só acessar o site da Câmara e clicar em ‘discordo totalmente’”, disse. Fonte: Contraf-CUT