Bancários realizam sua 23ª Conferência Nacional nesta sexta (3) e sábado (4)

Sob o tema “Vida é luta”, bancários e bancárias dos mais diversos bancos do país, públicos e privados, se reunirão, por videoconferência, a partir das 16h55 desta sexta-feira (3), em sua 23ª Conferência Nacional. A abertura solene, com transmissão ao vivo pelo Facebook e Youtube da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) será a partir das 17h30 e a primeira mesa de debates, a partir das 19h, contará com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As atividades continuam durante todo o sábado, a partir das 9h05. A partir das propostas apresentadas pelas bases sindicais de todo o país, que foram debatidas pelas conferências estaduais e regionais, e nos congressos e encontros de bancários de bancos públicos e privados, a 23ª Conferência Nacional dos Bancários definirá o plano de lutas da categoria até 2022. “Nossa categoria, assim como toda a classe trabalhadora, está sob intenso ataque de um governo que não tem qualquer compromisso com o povo trabalhador. Nossa jornada de trabalho, adicional de horas-extras e comissionamento são alguns dos nossos direitos sob ataque. Mas, a situação é ainda mais drástica e leva, ano após ano, milhares de bancários ao desemprego. Neste momento de pandemia e com todos os preços nas alturas, isso é ainda mais grave, chega a ser cruel”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que coordena o Comando Nacional dos Bancários, responsável pela conferência. “A categoria está atenta a tudo isso que está acontecendo no país e mobilizada para lutar por seus direitos e pela democracia. E é neste contexto que realizamos esta nossa 23ª Conferência Nacional. Cientes dos desafios e das dificuldades, mas com as mangas arregaçadas para nos defendermos dos ataques e conquistarmos novas vitórias”, completou. Mesas de debates Pra começar os debates em alta, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre as reflexões sobre “O Brasil que queremos”, a partir das 19h de sexta-feira. Já no sábado, a partir das 9h05, os economistas Gustavo Cavarzan e Vivian Machado, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, apresentarão o “Retrato da categoria bancária”. Na sequência, os economistas Fernanda de Freitas Feil, especialista em sistema financeiro, desenvolvimento econômico, finanças verdes e análisemacroeconômica, e Ladislau Dowbor, professor da PUC-SP, trarão as reflexões sobre “Qual sistema financeiro o Brasil precisa”. As mesas quatro e cinco tratarão do tema “Brasil sem desigualdades”, com dois olhares distintos. Na mesa quatro, a ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo, e a auditora fiscal, Maria Regina Paiva Duarte, presidenta do Instituto Justiça Fiscal, trarão uma ótica mais técnica. Na mesa cinco, a deputada federal, Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, e o professor e coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, farão a análise político-social do tema. “Convidamos grandes palestrantes para nos ajudar a refletir sobre as propostas que nos foram trazidas por bancários de todo o país a partir da atual conjuntura e, com embasamento teórico, econômico e prático, construirmos um plano de ações que nos ajude a combater e superar a realidade que estamos enfrentando. Com certeza, será uma excelente conferência!”, concluiu a presidenta da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT
Dia d@s Bancári@s será comemorado com inovações e benefícios à categoria

O Dia d@s Bancári@s, celebrado em 28 de agosto, pelo segundo ano consecutivo será comemorado com o distanciamento social, medida recomendada pelas autoridades sanitárias a fim de conter a Covid-19 e suas variantes. Neste cenário, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense preparou uma série de inovações e benefícios voltados à categoria. A primeira novidade é o lançamento de nossa nova logomarca; a segunda é um site mais moderno e atrativo, com funcionalidades desenvolvidas visando facilitar o processo de informação, bem como agilizar a prestação de diversos serviços a categoria, destacou o presidente, parabenizando a categoria pela data. Outra novidade é a migração dos nossos convênios para um clube de vantagens denominado Bancariosul Vantagens, que além dos nossos atuais conveniados, vai agregar mais de 17,5 mil endereços e mais de 1,4 mil parcerias com milhares de descontos exclusivos em restaurantes, farmácias, bares, hotéis, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, carros e muito mais. “Tudo isso sem qualquer custo adicional para os nossos associados”. Para participar basta acessar o site bancariosulfluminense.com.br e acessar a aba BANCARIOSUL VANTAGENS e se cadastrar. – Parabéns aos bancários e bancárias. É o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense se atualizando pra estar sempre ao seu lado.
Empregados e Caixa debatem sobre teletrabalho e banco de horas nesta terça (24)

Desde 2020 a representação dos trabalhadores cobra negociações sobre o tema; banco apresentou minuta de acordo somente em junho após novas cobranças A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal se reúne com o banco nesta terça-feira (24) para tentar finalizar a proposta de acordo sobre teletrabalho e banco de horas. Desde o ano passado a pauta faz parte das negociações e é reforçada em todas as reuniões, como a realizada em março de 2021. A Caixa só foi apresentar uma minuta para o debate no final de junho, após nova cobrança. “Desde o ano passado temos cobrado regramento sobre a questão do teletrabalho e a Caixa fez a proposição de minuta também de banco de horas. Ainda restam impasses a serem resolvidos, como a questão da ajuda de custo; prazo para compensação das horas de quem tem horas negativas; pagamento de horas-extras para quem teve que trabalhar a mais; disponibilização de equipamentos; acesso da representação dos trabalhadores aos empregados que não estão no trabalho presencial entre outros itens”, informou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “Esperamos sair da reunião desta terça-feira com avanços”, completou. A reunião com o banco começa às 9h30. Acompanhe o site e as redes sociais da Contraf-CUT para mais informações sobre a reunião. Fonte: Contraf-CUT
A pedido da Contraf-CUT, Justiça decreta reestabelecimento da função de caixa em todo o Brasil

Diferenças salariais, inclusive as retroativas, devem ser pagas em até 30 dias para as bases de Maranhão e Bauru Uma Ação Civil Pública ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) garante o reestabelecimento da função de caixas para todos os funcionários do Banco do Brasil no país. A decisão foi reafirmada na tarde desta segunda-feira (24) em audiência de instrução deste processo. O banco queria produzir prova testemunhal, mas o Juiz foi categórico ao afirmar que só aceitará provas documentais. No encontro, foi tratado o descumprimento da decisão liminar do início do ano em algumas bases, como Bauru e Maranhão. “O BB não cumpriu por esses sindicatos não serem filiados nem à Contraf-CUT, nem à Contec, mas a decisão é para o Brasil inteiro. Isso foi esclarecido hoje. O banco tem que cumprir até o dia 1 de setembro e pagar os retroativos em até 30 dias, a partir desta segunda”, explicou a advogada da Contraf-CUT, Renata Cabral, do escritório Crivelli Advogados. Agora, o processo avança para o julgamento, ainda sem data marcada. “É uma vitória da classe trabalhadora, por isso temos de comemorar. A Contraf-CUT defende os direitos de toda a classe trabalhadora, principalmente, de toda a categoria bancária”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. BB intransigente O Juiz se colocou à disposição para uma possibilidade de acordo. “A Contraf-CUT representa os funcionários e está sempre disposta a negociar, desde que os direitos dos trabalhadores sejam garantidos. Mas, o banco não trouxe nenhuma sinalização de acordo”, lamentou Fukunaga. Histórico Em fevereiro, a Contraf-CUT entrou com uma Ação Civil Pública pedindo à Justiça do Trabalho que o Banco do Brasil fosse impedido de extinguir a função e a gratificação dos caixas executivos, previsto no Plano de Reestruturação divulgado em janeiro. O juiz da 6ª Vara do Trabalho de Brasília deferiu a tutela de urgência requerida pela Contraf-CUT, decisão em plena vigência. No Plano de Reestruturação, a administração do BB determinava que todos os caixas executivos migrassem de suas funções, voltando à função de escriturários. Quando necessário, poderiam atuar como caixas, recebendo a gratificação apenas pelos dias trabalhados nessa função. “O banco, mais uma vez, usa a tática de individualizar uma discussão que é coletiva, que é nacional e técnica, ao querer propor trazer testemunhas para dizer o quanto o banco é generoso ao ofertar vaga, que há um processo seletivo que permite ascensão e que as pessoas sejam realocadas, mesmo nós sabendo que, no fundo, o banco cortou a gratificação de caixa”, observou o coordenador da CEBB. “Se olharmos mais ainda, é terrível essa proposta do banco de Reestruturação, uma vez que atinge boa parte dos caixas que estavam em home office. Então, a partir do momento em que a Reestruturação foi imposta, os funcionários estão sem a gratificação de caixa, porque eles não abrem o caixa e não tem perspectiva de promoção. O banco quer esconder essa crueldade e dizer que é supergeneroso, mas nós sabemos que a Reestruturação não teve nada disso”, completa o coordenador da CEBB. Na decisão em favor da Contraf-CUT, o magistrado Antonio Umberto de Souza Junior destacou que o Banco do Brasil tem o direito de definir o número de empregados em cada função, mas não de “promover tamanha insegurança jurídica e financeira, deixando de ter o caixa interino qualquer noção do que efetivamente receberá pelo mês trabalhado, dependendo do fluxo de clientes e dos humores ou bom senso de seu superior hierárquico”, explicou. Ainda segundo o juiz, a tutela para suspender a alteração nos contratos de trabalho dos caixas, parte da Reestruturação, foi conferida porque existe Instrução Normativa do banco e norma coletiva, se referindo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2020/2022, conquistado com a mobilização sindical e que garante uma série de proteções aos funcionários do BB. O magistrado ponderou ainda que as soluções para ganhos de eficiência, argumento principal da direção do BB no Plano de Reestruturação, não podem simplesmente menosprezar os aspectos humanos e humanitários, menos ainda os direitos fundamentais sociais como são os direitos trabalhistas. Fonte: Contraf-CUT
A ameaça é o trabalho bancário aos sábados e domingos

Categoria vai pressionar senadores e deputados para evitar retrocesso na jornada de trabalho A categoria bancária sofre ameaça de duas propostas do governo Bolsonaro e seus apoiadores. Uma é o Projeto de Lei (PL) 1043, que permite ampliar a jornada da categoria para sábados e domingos, e outro é a MP 1045, que reduz o pagamento de horas extras. A MP 1045 já foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora será votada no Senado. O texto prevê que categorias com jornadas especiais, menores que oito horas – como é o caso dos bancários –, podem ter a jornada estendida para oito horas mediante acordo individual ou acordo coletivo. O adicional pelas horas extras (sétima e oitava horas) passa a ser de 20%. Hoje, a legislação determina que a hora extra seja paga com adicional de 50% (segunda a sábado) e 100% (domingos ou feriados). Entre as inúmeras maldades, a proposta vai diminuir os salários, estimular as empresas a trocar até 40% dos seus quadros de trabalhadores para pagar menos, acabar com o 13º salário e retirar o direito às férias remuneradas. Sábados e domingos A segunda ameaça vem do PL 1043/19, do deputado federal David Soares (DEM-SP), que autoriza o trabalho bancário aos sábados e domingos. O projeto foi devolvido esta semana ao relator, deputado federal Fábio Ramalho (MDB-MG). Ramalho tinha rejeitado incialmente o projeto, mas mudou de ideia e decidiu aprovar. Agora o PL 1043 foi devolvido ao relator, para eventuais ajustes. “A categoria sofre o risco de perder importantes direitos com esses dois ataques. Esse PL 1043 acaba com uma conquista histórica da categoria e permite o trabalho aos sábados e domingos. Já a MP é inconstitucional por reduzir o valor das horas extras. Se a hora suplementar ficar mais barata é evidente que a categoria terá perda salarial. E isso pode acontecer em um momento em que a inflação cresce a cada dia, por obra desse governo que atua contra o trabalhador”, criticou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. Pressão Para Juvandia, a pressão sobre deputados e senadores é a melhor forma de barras os dois ataques do governo Bolsonaro e seus apoiadores. “Toda a categoria, inclusive as entidades sindicais bancárias, devem fazer pressão sobre os senadores e os deputados a partir de agora. Somente assim é que poderemos impedir mais esse ataque aos nossos direitos. Sem pressão, vamos regredir”, alerta a presidenta da Contraf-CUT. A Contraf-CUT já vem combatendo esses ataques à categoria bancária desde quando foram apresentados no Congresso Nacional. “Através da luta das entidades sindicais temos conseguido barrar várias situações que prejudicam a classe trabalhadora”, disse o secretário de Relações do Trabalho, Jeferson Meira, o Jefão, que faz o acompanhamento dos projetos e medidas provisórias que tramitam no Senado e na Câmara dos Deputados. Fonte: Contraf-CUT
MP 1045 é uma afronta a direitos trabalhistas previstos na Constituição

Jornada da categoria bancaria pode ser afetada “É inaceitável que, diante das crises sanitária, econômica e social que o país enfrenta, há setores que queiram se aproveitar para aprofundar a retirada de direitos dos trabalhadores brasileiros”, disse sobre a MPV 1045/2021 o senador Paulo Paim (PT/RS), em entrevista concedida ao jornalista Olyntho Contente, do Sindicato dos Bancários do Rio Janeiro. A MPV 1045/2021, aprovada pela Câmara dos Deputados dia 10 de agosto, foi editada pelo Governo Federal para renovar o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e sobre medidas complementares para o enfrentamento da Covid-19 no âmbito das relações de trabalho. Mas, com o envolvimento pessoal do ministro da Economia, Paulo Guedes, foram inseridos diversos “jabutis” na proposta, fazendo com que ela se tornasse um aprofundamento da reforma trabalhista, com consequências drásticas para os trabalhadores, inclusive com uma emenda que pode atingir a jornada de trabalho da categoria bancária. “Bolsonaro e seus asseclas insistem em transferir as mazelas desse desgoverno para a classe trabalhadora e, consequentemente, para o povo brasileiro. A incompetência em gerar emprego e renda é o principal motivo desse descalabro com os direitos trabalhistas”, disse o secretário de Relações de Trabalho e responsável por acompanhar as questões de interesse da classe trabalhadora que tramitam no Congresso Nacional pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Jeferson Meira, o Jefão. “Apostam em mentiras e manipulação das informações para pregar que as mudanças visam a preservação das atuais e geração de novas vagas de emprego, atacando a CLT, retirando direitos e até mesmo flertando com o trabalho escravo, ao dificultar a fiscalização. Não se cansam de fazer maldades e ainda comemoram quando as aprovam com a ajuda de parlamentares sem escrúpulos”, completou o dirigente da Contraf-CUT, lembrando ainda que um jabuti inserido na proposta original afeta a jornada da categoria bancária. Segundo Paim, “a proposta, nos termos aprovado pela Câmara dos Deputados, aprofunda as recentes alterações nas leis do trabalho. Representa forte redução de direitos dos trabalhadores, perda de renda e degradação das condições de trabalho. É uma afronta ao estado de bem-estar social, o valor social do trabalho e do princípio da dignidade da pessoa humana, previstos na Constituição Federal.” Leia abaixo a íntegra das respostas do senador petista às perguntas de Olyntho Contente. O que se pode esperar da tramitação no Senado? O ideal seria o Senado não apreciar essa medida provisória e deixar perder a validade, o que acontecerá no dia 7 de setembro. Ou, alternativamente, retirar todo o texto que não mantém correlação com o objetivo original da Medida Provisória e aprovar somente a reedição do programa de manutenção do emprego e renda. É inaceitável que, diante das crises sanitária, econômica e social que o país enfrenta, há setores que queiram se aproveitar para aprofundar a retirada de direitos dos trabalhadores brasileiros. As mudanças na MP estão sendo analisadas em que comissão? Com o Sistema de Deliberação Remota (SDR) adotado em razão da pandemia, as Medidas Provisórias estão sendo analisadas diretamente pelo Plenário da Câmara e, em seguida, pelo Plenário do Senado. Quando o Senado faz alterações no texto da Medida Provisória, a matéria volta para a Câmara dos Deputados apreciar as alterações. A não apreciação das Medidas Provisórias nas Comissões Mistas (composta por Deputados e Senadores) representa a supressão de um importante espaço de debates, realização de audiências públicas e diálogo dos parlamentares, especialmente, com o relator. Qual a disposição dos partidos em relação ao tema? Nossa expectativa é de realizarmos um profundo debate acerca da Medida Provisória. Espero que os Senadores se convençam que esta reforma trabalhista em meio à pandemia, sem debates com a sociedade civil organizada, trabalhadores, centrais sindicais, é um absurdo. A proposta, nos termos aprovado pela Câmara dos Deputados, aprofunda as recentes alterações nas leis do trabalho. Representa forte redução de direitos dos trabalhadores, perda de renda e degradação das condições de trabalho. É uma afronta ao estado de bem-estar social, o valor social do trabalho e do princípio da dignidade da pessoa humana, previstos na Constituição Federal. Algum partido questiona a constitucionalidade das emendas? O Supremo Tribunal Federal tem uma atuação restritiva na análise da constitucionalidade de proposições legislativas em tramitação no Congresso Nacional. Quase sempre, limita-se à análise dos aspectos formais da tramitação, sem adentrar no mérito das proposições. Mas, não tenho dúvida que, se aprovada a Medida Provisória da forma atual, muitos partidos, entidades civis e os próprios trabalhadores recorrerão ao Poder Judiciário para ver declarada a inconstitucionalidade de vários dispositivos. É o que ainda vem acontecendo com a reforma trabalhista, Lei nº 13.467/2017. Há várias Ações Diretas de Inconstitucionalidades propostas por vários partidos, Procuradoria Geral da República, entidades civis, assim como vários processos judiciais individuais tramitando. No Senado, já propus realizar audiências públicas na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Também apresentei requerimento para realizar uma sessão de debates temáticos no plenário do Senado. O intuito é debater com a sociedade e ouvir os especialistas. O Ministério Público do Trabalho (MPT), as Centrais Sindicais e diversas entidades emitiram notas públicas apontando as inconstitucionalidades e prejuízos aos trabalhadores. Não tenho dúvida, se aprovada da forma que se encontra, a discussão não vai terminar aqui. A insegurança jurídica para empregadores e trabalhadores vai aumentar, serão necessários muitos anos para pacificar o entendimento em torno dessa legislação. Fonte: Contraf-CUT, com contribuição de Olyntho Contente, do Seeb/Rio
Contraf-CUT lança projeto Basta! contra a violência doméstica

A reunião da Direção Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), realizada nesta terça-feira (17), lançou nacionalmente o projeto Basta! Não Irão Nos Calar! Com o projeto, a Contraf-CUT vai apoiar na implantação de serviços e atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O projeto será desenvolvido nas federações e nos sindicatos da categoria bancária e tem por objetivo capacitar as entidades a criar canais de atendimento às vítimas. O atendimento é de assessoria jurídica, desde a orientação para a procura dos canais e serviços públicos até orientações sobre questões como guarda dos filhos. A reunião da Direção Nacional foi convocada regimentalmente a aprovou as contas da Contraf-CUT para os exercícios de 2019 e 2020. “A Contraf-CUT vai ajudar as federações e os sindicatos a criarem seus canais de atendimento das vítimas de violência doméstica. É um projeto muito importante porque infelizmente tem muitas mulheres e entre elas muitas bancárias vítimas de violência. Temos que fazer a nossa parte. O governo desmontou praticamente tudo que tinha de avanço. Vamos fazer a nossa parte até colocar esse país de volta ao eixo. Temos que lutar, resistir e transformar o que pudermos transformar porque vamos colher os frutos de um país melhor, mais feliz, mais justo. Temos obrigação de fazer essa luta”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. A Direção Nacional da Contraf-CUT aprovou por unanimidade a realização do projeto. Problema amplo O projeto Basta! Já existe há dois anos no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Nesse período, realizou 162 atendimentos. O objetivo do projeto é dar assessoria técnica e especializada para entidades filiadas à Contraf-CUT criarem canais de atendimento para orientação e atendimento das vítimas de violência doméstica e familiar. “A violência doméstica não é um problema só das mulheres. É um problema social, um drama para inúmeras famílias. Tem consequências até na economia. Uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará mostra que a economia do país perde R$ 1 bilhão com os impactos desse problema. A pesquisa é de 2017 e o problema deve estar muito maior agora, com a pandemia”, destacou a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis. Além do Sindicato dos Bancários de São Paulo, o projeto Basta! Começou a ser implantado este ano nos sindicatos de Piracicaba, Campinas e Brasília. “Desde que esse governo assumiu, percebemos um ataque aos direitos das mulheres. Hoje temos um presidente com atitudes machistas, homofóbicas e racistas. Fico feliz de vários sindicatos implementarem esse projeto”, afirmou a presidenta do sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva. A secretária-geral do sindicato, Neiva Ribeiro, destacou a importância do projeto na atual conjuntura. “É dever do estado criar política de acolhimento às mulheres, políticas de emprego e renda para mulheres. Mas nesse momento, esse projeto é uma forma de fazer esse debate. Muitas bancárias começam agora a olhar para o sindicato de forma diferente.” Fases A advogada e feminista Phamela Godoy, que dará assessoria técnica para a implantação do projeto nas entidades, explicou que o desenvolvimento do projeto acontece em cinco etapas. A primeira é definir como se dará o primeiro atendimento às vítimas, se por meio de redes sociais, por telefone ou atendimento presencial. Também é necessário definir o horário de atendimento. A fase dois é definir quem fará o atendimento, se dirigentes sindicais, advogadas da entidade ou advogadas parceiras. A terceira etapa é a formação da equipe do projeto, em um curso com 30 horas de duração. “Teremos discussão de temas como desigualdades, atendimento humanizado, Lei Maria da Penha e outros instrumentos legislativos”, explicou Phamela. A quarta fase é sobre a articulação com a rede local de enfrentamento à violência doméstica, quais os serviços disponíveis na região. A última etapa é a de acompanhamentos dos primeiros atendimentos. Fonte: Contraf-CUT
Hoje tem mobilização contra a Reforma Administrativa de Bolsonaro

Em todo o país haverá mobilizações contra mais um ataque do governo Bolsonaro; às 9h tem tuitaço com a hashtag #18ADiaDeLuta Hoje tem mobilização contra a Reforma Administrativa do governo Bolsonaro. Em todo o Brasil vão acontecer paralisações, ações nas redes sociais, panfletagens e atos públicos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, a chamada Reforma Administrativa. A PEC 32 acaba com a estabilidade do servidor público e também dos trabalhadores das empresas públicas, incluídos os bancos. Tem sérios impactos na vida de toda a população e afeta qualquer retomada de desenvolvimento econômico. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) participa dessa luta e convoca a categoria bancária para a mobilização. A partir das 9h, haverá um tuitaço contra a Reforma Administrativa de Bolsonaro com a hashtag #18ADiaDeLuta . Participe! Fonte: Contraf-CUT
Amanhã é o Dia Nacional de Luta Contra a Reforma Administrativa

Paralisações, panfletagens, atos e tuitaço serão realizados em defesa do serviço público, contra as privatizações e por geração de emprego Nesta quarta-feira (18) é o Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a Reforma Administrativa. Junto com centrais sindicais, movimentos populares e vários setores da sociedade, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) convoca a categoria bancária a participar do movimento em defesa do serviço público, contra as privatizações e por geração de emprego. A luta do Dia 18, que também é de todos os brasileiros que dependem do serviço público, inclui as pautas urgentes como a luta pelo auxílio emergencial de R$ 600, vacina já para todos, por mais empregos, contra a carestia e a miséria. A luta também inclui a defesa dos bancos públicos, ferramentas indispensáveis para o Brasil superar a crise, voltar a se desenvolver e manter as possibilidades de fomentar sua própria economia. As três esferas do funcionalismo público (federal, estadual e municipal) preparam uma paralisação. Também haverá mobilizações nas redes sociais, assembleias, panfletagens e protestos no Brasil inteiro. Um tuitaço será realizado a partir das 9h com a hashtag #18ADiaDeLuta. Fonte: Contraf-CUT
Cassi Essencial: participantes perdem cobertura para transplantes

Novo plano limita cobertura a tabela de procedimentos da ANS, deixando de fora transplantes do coração, fígado, pulmão e outros Apenas a cobertura para transplantes de rins e córneas foi mantida no Cassi Essencial, plano lançado em junho pelos diretores e conselheiros da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Ou seja, caso os participantes do novo plano sofram de complicações que exijam transplantes de coração, pulmão, pâncreas, fígado ou medula óssea, terão que recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou custear do próprio bolso na rede privada. A título de informação, um transplante de coração no Brasil é, em média, R$ 600 mil na rede privada. Já o transplante de fígado custa entre R$ 150 mil e R$ 200 mil. Durante a live realizada no dia 27 de julho, para tirar dúvidas sobre o Cassi Essencial, o diretor de planos da Cassi, Carlos Emílio Flesch, justificou que os transplantes foram retirados do conjunto de serviços prestados pelo novo plano porque “não fazem parte do Rol de Procedimentos da ANS”, a Agência Nacional de Saúde. Os outros planos, Cassi Família I e II e Associados, além do Rol da ANS, cobrem todas enfermidades listadas na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Essa diferença, que foi comentada como algo simples por Flesch, pode ser decisiva na sobrevivência de um participante que acabou optando pelo Cassi Essencial ao invés dos outros planos da Caixa de Assistência”, avalia alertou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) Fukunaga. Além de limitar as coberturas, novo plano coloca em risco toda a Cassi, esvaziando os demais planos e reduzindo a responsabilidade do Banco do Brasil com a manutenção da Cassi e do Plano Associados. Veja a seguir uma tabela com as principais diferenças entre o Cassi Essencial e o Plano Associados. Com as taxas de franquia e coparticipação, o Cassi Essencial tende a se tornar mais caro para o bolso do participante, ao longo do tempo e da necessidade de utilização dos serviços de saúde. Fonte: Contraf-CUT