Itaú lucra mais de R$ 34 bi, mas segue com redução de postos de trabalho

Nos nove primeiros meses de 2025, o Itaú Unibanco registrou um lucro líquido gerencial de R$ 34,5 bilhões. A alta foi de 13,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço do banco. A rentabilidade da instituição foi de 23,9% sobre o patrimônio líquido. Porém, o esse crescimento não impediu o Itaú de seguir com sua política de demissões. Nos últimos 12 meses, o banco reduziu 3.254 postos de trabalho e fechou 287 agências físicas no Brasil. De acordo com a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, “não faz sentido o Itaú continuar fechando agências e deixando de garantir atendimento à população que não tem acesso aos meios digitais, principalmente os aposentados.” A Contraf-CUT e as entidades sindicais estão cobrando o fim das demissões e a reabertura das negociações sobre emprego, condições de trabalho e atendimento à população. Veja, na tabela abaixo, o resumo do balanço do banco: *Fonte: Contraf-CUT

COE repudia declarações do presidente do Itaú sobre demissões de setembro

As declarações feitas pelo presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, durante o evento GAN Summit 2025, foram rebatidas pela coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE), Valeska Pincovai. O executivo disse que parte dos mais de mil trabalhadores demitidos em setembro teriam feito “um péssimo trabalho”. Maluhy Filho também alegou que muitos trabalhadores “admitiram ter outros empregos” e “pediram desculpas” pela suposta má conduta. Valeska ressaltou que o discurso do presidente do banco seria uma tentativa de justificar a ação arbitrária do banco, que demitiu mais de 1.100 pessoas da noite pro dia. Segundo Valeska, esses mesmos trabalhadores tinham sido reconhecidos como destaques e até promovidos. A coordenadora lembrou, ainda, que o próprio Itaú, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, fez proposta de pagamento de verbas financeiras aos desligados, o que contradiz a narrativa de desvio de conduta. “Se o banco tinha provas concretas de má-fé ou duplo vínculo, por que propor compensação financeira?”, indagou a coordenadora. Valeska fez um alerta para o ambiente de medo e pressão, que resultou após das demissões. “Quem ficou dentro do Itaú vive sob vigilância constante, sem saber quais critérios estão sendo usados para medir o desempenho. É um cenário de insegurança total”, disse. *Fonte: Contraf-CUT

Demissões: COE Itaú conquista proposta para trabalhadores

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú conquistou uma proposta de acordo, que prevê pagamento para os bancários impactados pela demissão em massa promovida pelo banco em 8 de setembro. A proposta, que será avaliada em assembleia, nesta quinta-feira (9), é resultado da audiência de mediação realizada na tarde desta segunda-feira (6) no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). As conquistas foram pagamento de até 10 salários adicionais, valor fixo de R$ 9 mil, 13ª cesta-alimentação e manutenção da taxa diferenciada de financiamento imobiliário. Além disso, o banco se comprometeu a não encerrar o modelo de teletrabalho. Lembrando que a demissão em massa atingiu mais de mil trabalhadores em regime de home office ou híbrido. *Fonte: Contraf-CUT com informações do SP Bancários.

Demissões: segunda audiência com Itaú termina sem acordo

Não houve acordo na segunda audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), entre o Itaú e os sindicatos que representam os mais de mil trabalhadores demitidos em 8 de setembro. A audiência foi realizada na noite da última sexta-feira (3). A primeira audiência aconteceu na última quarta-feira (1º), também sem acordo. A coordenadora da COE Itaú, Valeska Pinkovai, lembra que é preciso avaliar situações específicas, como a de trabalhadores adoecidos, deficientes e gestantes, além de garantir ressarcimento por danos morais. “Continuaremos a dialogar com o Itaú, mas não abriremos mão de defender direitos e garantir que os trabalhadores recebam o que lhes é devido”, afirmou Valeska. Uma nova audiência está prevista para esta segunda-feira (6). *Fonte: Contraf-CUT

Demissões no Itaú: prazo para banco apresentar proposta termina nesta sexta (3)

Está marcada para esta sexta-feira (3), mais uma audiência de mediação entre o Itaú, os empregados demitidos em 8 de setembro, e sua representação sindical. A mediação está sendo feita pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que solicitou nova proposta ao banco na reunião desta sexta-feira (3). A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, lembra que os trabalhadores foram chamados de improdutivos e demitidos sem direito à defesa. “Ficaram manchados na sociedade e o banco tem que reparar esse dano”, afirmou Valeska. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical se mobiliza contra demissões no Itaú

Sindicatos de bancários de todo o país realizaram manifestações, nesta quarta-feira (17), contra a demissão em massa promovida pelo Banco Itaú, no último dia 8 de setembro. O movimento denunciou a política abusiva do banco e reforçou a defesa do emprego decente. A maioria das demissões aconteceu na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, atingindo bancárias e bancários que atuavam no Centro Tecnológico (CT), CEIC e Faria Lima, em regime híbrido ou integralmente remoto. De acordo com o banco, os cortes ocorreram devido à suposta baixa produtividade em home office, avaliada a partir de monitoramento.   “Não vamos admitir esta prática ditatorial, que sequer deu chance ao trabalhador de se defender. Queremos que as demissões sejam suspensas e que o Itaú vá à imprensa para se retratar publicamente por difamar os bancários. Vamos continuar na luta até que nossas reivindicações sejam atendidas”, afirmou a coordenadora da COE, Valeska Pincovai. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical cobra posição do Itaú, mas banco se nega a rever demissões

Representantes do Banco Itaú e da Comissão de Organização dos Empregados (COE) se reuniram, nesta segunda-feira (15), para falar sobre as demissões realizadas pelo banco na última semana. A COE cobrou informações sobre como foi realizado o monitoramento dos empregados demitidos. A Comissão alegou que muitos empregados disseram que cumpriam normalmente a rotina do trabalho, já tendo sido promovidos e premiados pelos resultados obtidos. O banco se negou a rever as demissões e manteve sua posição de intransigência. Com isso, os sindicatos de bancários, federações e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representados na COE, resolveram intensificar as manifestações e protestos, além de ingressar com ações na Justiça. *Fonte: Contraf-CUT

COE Itaú e representantes do banco se reúnem segunda-feira (15) para falar de demissões

Na próxima segunda-feira (15), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú terá uma reunião com o banco. A pauta será a demissão dos mais de mil funcionários nesta semana. A coordenadora da COE/Itaú, Valeska Pincovai, explicou que será pedido que o banco mostre como foi feito o monitoramento. Segundo ela, muitos funcionários dizem que trabalhavam conforme exigia a rotina de trabalho. Além disso, a maioria das pessoas demitidas afirma terem sido promovidas e recebido prêmios em programas do banco por atingir resultado de alta performance. “O Itaú está jogando na conta dos trabalhadores o corte de postos de trabalho que queria fazer para garantir a eficiência e crescimento do lucro. Quer fazer mais com menos e não vamos tolerar que os bancários sejam humilhados em rede nacional como se fossem vagabundos”, afirmou Valeska. *Fonte Contraf-CUT

Itaú demite cerca de mil trabalhadores em São Paulo

Matéria publicada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, na noite desta segunda-feira (8), informa que o Banco Itaú demitiu cerca de mil bancários e bancárias. Os trabalhadores atuavam em regime híbrido ou integralmente remoto no Centro Tecnológico (CT), CEIC e Faria Lima. De acordo com o banco, os trabalhadores estavam sendo monitorados há mais de seis meses, sendo detectada “baixa aderência ao home office”. Entretanto, o sindicato ressalta que não houve advertência prévia aos trabalhadores nem qualquer diálogo com o sindicato, caracterizando desrespeito aos bancários e à relação com o movimento sindical. Segundo o texto publicado, o sindicato já entrou em contato com o banco pedindo explicações e que essas vagas sejam repostas porque os trabalhadores já estão sobrecarregados. Vale lembrar que no último semestre, o lucro do Itaú foi superior a R$ 22,6 bilhões, com alta rentabilidade, o que consolida o banco como o maior do país em ativos. Porém, apesar desse resultado, o banco continua fechando postos de trabalho. Em 12 meses, foram cortados 518 postos de trabalho, reduzindo o quadro de pessoal da holding a 85.775 empregados. Pedido negado A coordenação da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu, na manhã desta terça-feira (9), com o banco para pedir a revisão das mais de 1.000 demissões. O banco aceitou apenas avaliar as demissões de pessoas adoecidas. *Fonte: Bancários de São Paulo

Itaú atende ao movimento sindical e antecipa pagamento de PLR e PCR

Atendendo à reivindicação do movimento sindical, o Itaú vai antecipar o pagamento da primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para 25 de setembro, cinco dias antes do limite previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria. Na mesma data serão pagos os valores referentes à Participação Complementar nos Resultados (PCR), o programa próprio do Itaú. Os valores da PLR serão calculados com base no índice de correção (INPC), que será divulgado no dia 10 de setembro. Em relação ao valor pago em 2024, a PCR terá um reajuste de 6,25%, equivalente à inflação de março medida pelo INPC mais 1%. São duas faixas de valor: *Fonte: Contraf-CUT