GT de Saúde leva reclamações de trabalhadores à direção do Itaú

Em reunião nesta quarta-feira (3) com a direção do Itaú, o Grupo de Trabalho de Saúde apresentou diversas questões levadas pelos bancários aos sindicatos. As pautas incluíram as convocações para Avaliação de Capacidade Laborativa (ACL), o funcionamento do canal de denúncias de assédio, dificuldades no IU Conecta, descontos no contracheque e o programa Linha de Cuidado, apresentado pelo banco. Em relação à ACL, o banco alegou que as avaliações servem para “entender o motivo do afastamento” e que seriam convocados apenas trabalhadores que já receberam alta do INSS ou aguardam novo benefício. Sobre os bancários com contratos suspensos, o Itaú disse que vai verificar. Quanto ao canal de denúncias de assédio moral e sexual, os representantes dos trabalhadores criticaram o fluxo atual, em que o primeiro a ser ouvido é o denunciado. O Itaú se comprometeu a levar o responsável pelo Ombudsman à próxima reunião para discutir ajustes. Sobre o IU Conecta, os trabalhadores apontam dificuldades para anexar documentos. O Itaú explicou que a plataforma suporta apenas 2 megabytes por arquivo e que, quando há necessidade de enviar um novo atestado, só é possível anexá-lo após o encerramento do anterior. *Fonte: Contraf-CUT

Vitória para a categoria: bancária do Itaú garante benefício por doença ocupacional

Uma bancária do Itaú, que atuava como caixa, conquistou na Justiça o direito de receber auxílio por incapacidade temporária acidentária (B91) após desenvolver doenças relacionadas às atividades do trabalho. A rotina intensa de digitação, postura estática e movimentos repetitivos levou ao desenvolvimento de Síndrome do Túnel do Carpo, Epicondilite lateral e lesões no ombro, causando dor, perda de força e limitação funcional. O quadro evoluiu a ponto de ser necessária cirurgia no ombro direito. A trabalhadora pediu o benefício ao INSS em 18/12/2024, mas o Instituto não analisou o pedido dentro do prazo, deixando-a sem qualquer renda mesmo incapacitada. Sem resposta do INSS, após mais de 10 meses de espera, ela procurou o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e foi atendida pelo setor jurídico em 22/10/2025. No dia 27/10/2025, foi ajuizada a ação, e em 06/11/2025 a Justiça determinou a concessão imediata do benefício na espécie acidentária (B91), reconhecendo o nexo entre a doença e o trabalho bancário. Dor não é normal. Esperar em silêncio não garante direitos. Buscar o sindicato, sim. Se você sente dor ao digitar, formigamento, perda de força ou teve dificuldade com o INSS: procure o jurídico do sindicato. Não enfrente essa batalha sozinho.  Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense

Itaú lucra mais de R$ 34 bi, mas segue com redução de postos de trabalho

Nos nove primeiros meses de 2025, o Itaú Unibanco registrou um lucro líquido gerencial de R$ 34,5 bilhões. A alta foi de 13,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço do banco. A rentabilidade da instituição foi de 23,9% sobre o patrimônio líquido. Porém, o esse crescimento não impediu o Itaú de seguir com sua política de demissões. Nos últimos 12 meses, o banco reduziu 3.254 postos de trabalho e fechou 287 agências físicas no Brasil. De acordo com a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, “não faz sentido o Itaú continuar fechando agências e deixando de garantir atendimento à população que não tem acesso aos meios digitais, principalmente os aposentados.” A Contraf-CUT e as entidades sindicais estão cobrando o fim das demissões e a reabertura das negociações sobre emprego, condições de trabalho e atendimento à população. Veja, na tabela abaixo, o resumo do balanço do banco: *Fonte: Contraf-CUT

COE repudia declarações do presidente do Itaú sobre demissões de setembro

As declarações feitas pelo presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, durante o evento GAN Summit 2025, foram rebatidas pela coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE), Valeska Pincovai. O executivo disse que parte dos mais de mil trabalhadores demitidos em setembro teriam feito “um péssimo trabalho”. Maluhy Filho também alegou que muitos trabalhadores “admitiram ter outros empregos” e “pediram desculpas” pela suposta má conduta. Valeska ressaltou que o discurso do presidente do banco seria uma tentativa de justificar a ação arbitrária do banco, que demitiu mais de 1.100 pessoas da noite pro dia. Segundo Valeska, esses mesmos trabalhadores tinham sido reconhecidos como destaques e até promovidos. A coordenadora lembrou, ainda, que o próprio Itaú, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, fez proposta de pagamento de verbas financeiras aos desligados, o que contradiz a narrativa de desvio de conduta. “Se o banco tinha provas concretas de má-fé ou duplo vínculo, por que propor compensação financeira?”, indagou a coordenadora. Valeska fez um alerta para o ambiente de medo e pressão, que resultou após das demissões. “Quem ficou dentro do Itaú vive sob vigilância constante, sem saber quais critérios estão sendo usados para medir o desempenho. É um cenário de insegurança total”, disse. *Fonte: Contraf-CUT

Demissões: COE Itaú conquista proposta para trabalhadores

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú conquistou uma proposta de acordo, que prevê pagamento para os bancários impactados pela demissão em massa promovida pelo banco em 8 de setembro. A proposta, que será avaliada em assembleia, nesta quinta-feira (9), é resultado da audiência de mediação realizada na tarde desta segunda-feira (6) no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). As conquistas foram pagamento de até 10 salários adicionais, valor fixo de R$ 9 mil, 13ª cesta-alimentação e manutenção da taxa diferenciada de financiamento imobiliário. Além disso, o banco se comprometeu a não encerrar o modelo de teletrabalho. Lembrando que a demissão em massa atingiu mais de mil trabalhadores em regime de home office ou híbrido. *Fonte: Contraf-CUT com informações do SP Bancários.

Demissões: segunda audiência com Itaú termina sem acordo

Não houve acordo na segunda audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), entre o Itaú e os sindicatos que representam os mais de mil trabalhadores demitidos em 8 de setembro. A audiência foi realizada na noite da última sexta-feira (3). A primeira audiência aconteceu na última quarta-feira (1º), também sem acordo. A coordenadora da COE Itaú, Valeska Pinkovai, lembra que é preciso avaliar situações específicas, como a de trabalhadores adoecidos, deficientes e gestantes, além de garantir ressarcimento por danos morais. “Continuaremos a dialogar com o Itaú, mas não abriremos mão de defender direitos e garantir que os trabalhadores recebam o que lhes é devido”, afirmou Valeska. Uma nova audiência está prevista para esta segunda-feira (6). *Fonte: Contraf-CUT

Demissões no Itaú: prazo para banco apresentar proposta termina nesta sexta (3)

Está marcada para esta sexta-feira (3), mais uma audiência de mediação entre o Itaú, os empregados demitidos em 8 de setembro, e sua representação sindical. A mediação está sendo feita pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que solicitou nova proposta ao banco na reunião desta sexta-feira (3). A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, lembra que os trabalhadores foram chamados de improdutivos e demitidos sem direito à defesa. “Ficaram manchados na sociedade e o banco tem que reparar esse dano”, afirmou Valeska. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical se mobiliza contra demissões no Itaú

Sindicatos de bancários de todo o país realizaram manifestações, nesta quarta-feira (17), contra a demissão em massa promovida pelo Banco Itaú, no último dia 8 de setembro. O movimento denunciou a política abusiva do banco e reforçou a defesa do emprego decente. A maioria das demissões aconteceu na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, atingindo bancárias e bancários que atuavam no Centro Tecnológico (CT), CEIC e Faria Lima, em regime híbrido ou integralmente remoto. De acordo com o banco, os cortes ocorreram devido à suposta baixa produtividade em home office, avaliada a partir de monitoramento.   “Não vamos admitir esta prática ditatorial, que sequer deu chance ao trabalhador de se defender. Queremos que as demissões sejam suspensas e que o Itaú vá à imprensa para se retratar publicamente por difamar os bancários. Vamos continuar na luta até que nossas reivindicações sejam atendidas”, afirmou a coordenadora da COE, Valeska Pincovai. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical cobra posição do Itaú, mas banco se nega a rever demissões

Representantes do Banco Itaú e da Comissão de Organização dos Empregados (COE) se reuniram, nesta segunda-feira (15), para falar sobre as demissões realizadas pelo banco na última semana. A COE cobrou informações sobre como foi realizado o monitoramento dos empregados demitidos. A Comissão alegou que muitos empregados disseram que cumpriam normalmente a rotina do trabalho, já tendo sido promovidos e premiados pelos resultados obtidos. O banco se negou a rever as demissões e manteve sua posição de intransigência. Com isso, os sindicatos de bancários, federações e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representados na COE, resolveram intensificar as manifestações e protestos, além de ingressar com ações na Justiça. *Fonte: Contraf-CUT

COE Itaú e representantes do banco se reúnem segunda-feira (15) para falar de demissões

Na próxima segunda-feira (15), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú terá uma reunião com o banco. A pauta será a demissão dos mais de mil funcionários nesta semana. A coordenadora da COE/Itaú, Valeska Pincovai, explicou que será pedido que o banco mostre como foi feito o monitoramento. Segundo ela, muitos funcionários dizem que trabalhavam conforme exigia a rotina de trabalho. Além disso, a maioria das pessoas demitidas afirma terem sido promovidas e recebido prêmios em programas do banco por atingir resultado de alta performance. “O Itaú está jogando na conta dos trabalhadores o corte de postos de trabalho que queria fazer para garantir a eficiência e crescimento do lucro. Quer fazer mais com menos e não vamos tolerar que os bancários sejam humilhados em rede nacional como se fossem vagabundos”, afirmou Valeska. *Fonte Contraf-CUT