Banco do Brasil: trabalhadores esperam por avanços nas cláusulas financeiras

A nona rodada de negociações entre a Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do banco ocorreu na noite desta quinta-feira (27). A expectativa do funcionalismo por propostas para as cláusulas financeiras da pauta de reivindicações específica do Banco do Brasil foi um dos destaques do encontro. “Já estamos na nona rodada de negociação e seguimos aguardando uma proposta concreta do banco para as cláusulas financeiras. O funcionalismo tem expectativas e reivindicações importantes, e é fundamental que o Banco do Brasil apresente respostas para essas demandas”, observou a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes. Sobre a realização de um novo concurso, a direção do banco reconheceu a necessidade de profissionais em algumas localidades. Porém, o banco argumentou que primeiro será feito um realinhamento da rede, para depois avaliar a possibilidade de novo concurso. Houve avanço na questão do afastamento para casamento. Atualmente, o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) prevê oito dias de afastamento. O benefício, de acordo com o banco, será estendido a quem registrar união estável. Os representantes do banco também apresentaram informações sobre as novas certificações da Anbima, CPA, C-Pro R e C-Pro I. O Banco do Brasil continuará ressarcindo os custos das certificações para todas as funcionárias e funcionários que realizarem o processo. Os custos das atualizações das certificações também serão arcados pelo banco. Também será concedida ausência abonada de até cinco dias para a realização das provas. O Programa de Desenvolvimento de Orientação Profissional também esteve na pauta do encontro. O banco informou que o programa terá continuidade e assumiu o compromisso de garantir a requalificação profissional das funcionárias e dos funcionários sempre que houver alteração de função por iniciativa do banco, nos moldes do programa implementado anteriormente para os caixas. A próxima reunião acontecerá após o fechamento das negociações entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban. *Fonte: Contraf-CUT
Campanha: negociações avançam, mas categoria quer aumento real

As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) avançaram nesta quinta-feira (27). Pela primeira vez, a Fenaban apresentou uma proposta de reajuste sem arrocho nos salários e demais verbas. Entretanto, sem aumento real. A proposta da Fenaban avançou para a reposição total da inflação (100% do INPC, estimado em torno de 4%, para o período de 12 meses encerrado em 31 de agosto). Porém, o índice não seria aplicado nos vales alimentação (VA) e refeição (VR). Neste caso, o reajuste seria pelo IPCA, da seguinte forma: – VA: reajuste conforme inflação para “alimentação em domicílio”, medida pelo IPCA, com estimativa de 2,99% para a data-base da categoria. Com esse reajuste, a perda real no VA seria de 1,1% em relação ao INPC. – VR: Reajuste salarial conforme a inflação da “refeição fora do domicílio”, medida pelo IPCA, com estimativa de 4,39% para a data-base da categoria. As negociações também avançaram em relação à PLR, com uma nova proposta da Fenaban de correção pelo INPC, nos tetos e nas parcelas fixas da PLR. “Mas é insuficiente para as nossas reivindicações: queremos a valorização da PLR, com melhoria na parcela adicional, de modo que os bancos distribuam um percentual maior dos seus resultados para toda a categoria”, ressaltou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. Nesta sexta-feira (28), o Comando e a Fenaban voltam a negociar. A categoria espera que os bancos apresentem uma nova proposta de reajuste. *Fonte: Contraf-CUT
Lucro da Caixa chega a R$ 7,4 bilhões no primeiro semestre do ano

O lucro líquido contábil da Caixa Econômica Federal foi de R$ 7,368 bilhões no primeiro semestre de 2026. No mesmo período de 2025, o lucro registrado atingiu R$ 9,784 bilhões. A queda foi de 24,7%. A elevação das despesas com provisões para perdas de crédito é apontada como fator relevante para a queda do lucro. Além disso, a entrada em vigor, em janeiro de 2025, da Resolução CMN 4.966, que alterou a metodologia de reconhecimento de perdas esperadas e produziu efeito favorável sobre a base de comparação do ano passado, também deve ser considerada. Porém, os números do segundo trimestre mostram aceleração do resultado: o banco lucrou R$ 3,899 bilhões entre abril e junho, alta de 5,9% em relação ao 2º trimestre de 2025, quando havia lucrado R$ 3,682 bilhões, e de 12,4% sobre o 1º trimestre de 2026, quando o lucro foi de R$ 3,469 bilhões. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen, ressalta que o balanço demonstra mais uma vez a capacidade do banco de obter resultados expressivos e reforça a importância do trabalho de seus empregados. O balanço do banco mostra que a expansão do crédito é um dos principais indicadores da relevância econômica e social da Caixa. No final de junho, a carteira total atingiu R$ 1,448 trilhão, alta de 11,9% em 12 meses e de 2,7% no segundo trimestre. Os indicadores de negócios cresceram, mas o quadro pessoal não acompanhou. A Caixa terminou junho com 84.136 empregados. São apenas 86 trabalhadores a mais que os 84.050 existentes um ano antes, mas 227 a menos do que em março, quando havia 84.363, e 258 a menos do que no fechamento de 2025, quando o banco contava com 84.394 empregados. A Caixa chegou a 160,378 milhões de clientes e 248,192 milhões de contas em junho. Em março eram 159,249 milhões de clientes e 244,781 milhões de contas; no fim de 2025, 157,207 milhões e 240,472 milhões; e, em junho do ano passado, 156,139 milhões de clientes e 237,195 milhões de contas. Vale lembrar que a pauta específica dos empregados para a Campanha Nacional dos Bancários 2026 reivindica ampliação do quadro por meio de novas contratações, além do estabelecimento de parâmetros mínimos de lotação compatíveis com a demanda de cada unidade para evitar sobrecarga e preservar o atendimento. *Fonte: Contraf-CUT
Fenaban mantém índice com perda salarial e Comando volta rejeitar proposta

As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) serão retomadas nesta quinta-feira (27), já que a representação dos bancos voltou a apresentar proposta rebaixada de reajustes, nesta quarta-feira (26). A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, reforçou que a categoria reivindica aumento real, com base no INPC, para salários, demais verbas e maior distribuição da PLR. Na última reunião, os banqueiros voltaram a apresentar proposta de 2,57% para os salários, demais remunerações e auxílios. Nos outros itens, a proposta previa: • PLR: reajuste do teto da regra básica de 2,57%. Isso impactaria positivamente a PLR de 8% da categoria (beneficiando, portanto, somente cerca de 35 mil pessoas). O Comando Nacional quer mudanças em toda a regra básica da PLR: reajustes nos tetos, nas parcelas fixas e melhoria na PLR Adicional. • Vale-alimentação: reajuste conforme inflação para “alimentação em domicílio”, medida pelo IPCA, hoje em 2,57% e com estimativa de 2,99% para a data-base da categoria (1º de setembro). Esse ajuste significaria perda de 1,1% em relação ao INPC da data base. • Vale-refeição: reajuste conforme a inflação da “refeição fora do domicílio”, medida pelo IPCA, hoje em 4,5%. A proposta foi rejeitada, mais uma vez, pelo Comando Nacional. Os banqueiros querem impor perda salarial aos bancários. Porém, acabam de anunciar, na Febraban Tech, que os bancos devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia até o final de 2026. Além disso, já aprovaram, para 2026, uma remuneração média anual de R$ 12,5 milhões para os altos executivos – reajuste de mais de R$ 1 milhão em relação a 2025. Ao longo da negociação, o Comando Nacional apresentou dados comprovando que os banqueiros podem atender às reivindicações da categoria. Confira: • Entre 2003 e 2025, o lucro líquido dos maiores bancos brasileiros cresceu 178% acima da inflação; • Após a pandemia, entre 2020 e 2025, a variação real do lucro no setor bancário apresentou grande crescimento: 61% nos bancos privados, 10% nos bancos públicos; 1.580% nos bancos digitais; • Em 2025, o setor bancário lucrou R$ 182,4 bilhões (IFData); • Em 2025, os cinco maiores bancos tiveram lucro de R$ 124 bilhões; • A rentabilidade média dos bancos, desde 2003, fica invariavelmente muito acima da inflação. Mesmo após a pandemia, a rentabilidade média ficou três vezes acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo); • A taxa de juros reais, diferença entre a taxa de juros e a inflação, no Brasil, é uma das maiores do mundo. Portanto, análises que envolvam comparação de rentabilidade dos bancos com a taxa de juros Selic devem levar em conta a especificidade brasileira. • Mesmo com a Selic em patamar muito elevado (média de 14,33% em 2025), a ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) média dos bancos supera a taxa. Após a pandemia, ficou, em média, 2,3 vezes acima e, desde 2022, está 1,2 vezes acima; • O Patrimônio Líquido (PL) somado dos dois setores mais rentáveis que os bancos, em 2025, somou R$ 48 bilhões. O PL do setor bancário foi de cerca de R$ 1,2 trilhão, ou seja, 25 vezes maior. Negociações específicas por banco, como Caixa e BB, serão retomadas após as definições da mesa única com a Fenaban. *Fonte: Contraf-CUT
Defendendo os direitos do trabalhador

*Vitória na Justiça: Sindicato garante suspensão de descontos e audiência telepresencial para bancária em licença-saúde* A Assessoria Jurídica do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense conquistou decisões liminares decisivas em Reclamação Trabalhista movida contra a Caixa Econômica Federal (CEF). *Fim dos Descontos Abusivos:* O Juízo deferiu integralmente a tutela de urgência para determinar a imediata suspensão de qualquer desconto no salário, na PLR ou no Bônus Caixa da bancária, sob pena de multa diária contra o banco. A ação busca declarar a inexigibilidade do débito cobrado e restituir os valores já descontados indevidamente. *Respeito à Saúde do Trabalhador:* Atendendo ao pedido do Sindicato, a Justiça converteu a audiência para a modalidade telepresencial exclusivamente para a Reclamante. A medida garante o amplo acesso à Justiça e resguarda a trabalhadora, que se encontra afastada por licença-saúde. O Sindicato segue firme na defesa dos direitos e da dignidade da categoria bancária!
No Banco do Brasil, principais reivindicações ainda estão sem avanço

Marcando a oitava rodada de negociações, a Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) voltou a se reunir com a direção do banco na noite desta terça-feira (25). Os destaques da pauta foram a situação financeira da Cassi e a necessidade de realização de concurso público. A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, defendeu uma solução emergencial para a Cassi, apresentando uma proposta que prevê a realização de um aporte ou adiantamento imediato, independentemente da possibilidade de, neste momento, haver uma reforma estatutária ou a adoção de outra medida estrutural. “A situação da Cassi exige uma resposta imediata. Não podemos esperar a definição de uma solução estrutural enquanto há uma insuficiência de recursos que precisa ser enfrentada agora”, pontuou Fernanda. Mesmo reconhecendo a gravidade da situação, a direção do banco não apresentou uma resposta concreta. Sobre o concurso público, a representação dos empregados ressaltou que o banco precisa assumir formalmente o compromisso de encaminhar à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) uma proposta para a realização de concurso público em 2027. Destaque também para a devolutiva do banco em relação às pessoas com deficiência e seus dependentes. O PAS, Programa de Apoio à Mobilidade de Dependentes PCDs, será ampliado para pais e mães de dependentes PCDs. Segundo os dados apresentados, a medida passa de 3.404 para 7.271 pessoas. O programa concede antecipação salarial para aquisição de veículos de até R$ 100 mil, com prazo de pagamento de até 96 meses e limite correspondente a 12 salários. Sobre as ausências autorizadas, o banco ampliou para cinco jornadas anuais. Atualmente, os trabalhadores com deficiência têm direito a duas jornadas de trabalho por ano para adquirir ou reparar seus equipamentos. *Fonte: Contraf-CUT
Caixa vai reformular proposta para o Saúde Caixa

Na rodada de negociações, desta terça-feira (25), a Caixa não apresentou uma nova proposta para o Saúde Caixa. O banco decidiu aprofundar os estudos antes de apresentar um novo modelo, já que as propostas anteriores foram rejeitadas pelas empregadas e empregados. De acordo com o banco, o objetivo agora é construir uma proposta que tenha maior possibilidade de ser acolhida pelos empregados e que seja também sustentável para o Saúde Caixa e para a própria Caixa. A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) cobrou que a proposta seja apresentada o quanto antes. A reivindicação é de que a Caixa volte a responder por 70% das despesas do Saúde Caixa, ficando os 30% restantes sob responsabilidade dos beneficiários. A CEE também defende a retirada do teto de 6,5% da folha de pagamento e proventos que limita a participação financeira do banco. A Caixa mostrou avanços relacionados à política de Saúde Integral. A proposta busca ampliar o foco preventivo e o acompanhamento multidisciplinar, considerando não apenas a saúde física, mas também aspectos emocionais, mentais e sociais dos empregados. A discussão sobre diversidade, equidade e inclusão também apresentou avanços. O banco apresentou propostas para ampliar a cláusula do acordo coletivo que trata do tema, com atualização permanente das diretrizes internas, realização periódica do Censo da Diversidade, enfrentamento aos vieses inconscientes, fortalecimento dos coletivos de diversidade e medidas relacionadas à equidade de gênero, raça e acessibilidade. Também foi apresentada pelo banco uma proposta para reformular o processo de reconhecimento e enquadramento dos empregados como pessoas com deficiência (PCDs), inclusive com Transtorno de Espectro Autista (TEA). De acordo com a Caixa, o objetivo é estabelecer um fluxo mais simples, padronizado e transparente, com orientação prévia ao empregado sobre os documentos necessários, análise pela Medicina do Trabalho e avaliação técnica. Em relação às ausências permitidas, a Caixa apresentou propostas como: • retirada do limite de 18 anos para utilização das horas destinadas ao acompanhamento de filho ou enteado em consulta médica;• criação da chamada “Ausência Fique Bem”, permitindo que as horas hoje utilizadas para acompanhamento de dependentes possam ser usadas pelo próprio empregado para consultas e cuidados com a saúde;• possibilidade de utilização de determinadas licenças, como casamento e paternidade, em até 180 dias após o fato gerador;• até três dias por ano para realização de exames preventivos de câncer e HPV;• até dez dias anuais para empregados de alto rendimento convocados para representar o Brasil em competições esportivas ou paradesportivas oficiais, com previsão de implementação em janeiro de 2027. Nesta quarta-feira (26), as negociações prosseguem após a rodada da mesa única da Campanha Nacional dos Bancários entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). *Fonte: Contraf-CUT
Comando Nacional rejeita propostas da Fenaban e aponta desrespeito dos banqueiros

O Comando Nacional dos Bancários rejeitou as duas propostas de reajustes apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta terça-feira (25). Foi a primeira vez em dez rodadas de negociação que a representação dos bancos apresentou propostas. Porém, o Comando Nacional considerou que haveria perda real e de direitos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A representação dos bancos propôs, em primeiro lugar, aumento de 2,06% (50% da inflação). A segunda proposta previa aumento de 2,57% (62% da inflação). Ambas representariam perdas reais na remuneração da categoria (ou seja, abaixo da inflação) de 1,99% e de 1,50%, respectivamente. A primeira proposta incluía também fim da indenização por morte ou incapacidade por assalto e do auxílio funeral; retirada da multa em caso de descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT); congelamento da PLR e do piso de ingresso; exclusão da verba de requalificação; exclusão da gratificação de compensador de cheque; e exclusão da ajuda de deslocamento noturno. O Comando Nacional não aceitou a proposta e a Fenaban voltou à mesa com a segunda que, além do índice de 2,57% para os salários, previa congelamento da PLR e do piso de ingresso; aumento de 2,57% no auxílio creche/baba, auxílio para pais com filhos PcD e ajuda de custo para o teletrabalho; exclusão da gratificação de compensador de cheque; e exclusão da ajuda de deslocamento noturno. Entretanto, a Fenaban recuou na retirada da verba de requalificação profissional (com reajuste de 2,57%) e na retirada da multa em caso de descumprimento da CCT. A coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira, observou que a proposta de 2,57% está entre os 0,46% piores reajustes de 2026. “Significa que 99,54% das negociações salariais, firmadas até agora, garantiram reajustes melhores do que essa proposta da Fenaban, que representa um custo de apenas 0,9% do lucro do setor que, em 2025, foi de R$ 182 bilhões. Sem aumento real não tem como sair desta campanha!”, completou Juvandia. A rodada foi encerrada após o Comando Nacional destacar o desrespeito dos banqueiros às reivindicações da categoria. A negociação será retomada nesta quarta-feira (26) e a categoria continuará mobilizada, com manifestações nas ruas e nas redes sociais. A recomendação é que todos utilizem a hashtag #QueremosPropostaDecente. *Fonte: Contraf-CUT
Campanha: negociações prosseguem nesta terça-feira (25)

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) atacou a paralisação nacional dos bancários, realizada no dia 20 de agosto e a organização sindical, logo que começou a nova rodada de negociação da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários, nesta segunda-feira (24). A representação dos bancos tentou impedir na Justiça a paralisação nacional. Mas teve sua liminar negada pelo tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). A coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira, explicou que a falta de proposta e o adiamento das negociações econômicas levaram à paralisação, que teve boa adesão em todo o país. “Os bancos tiveram tempo suficiente para construir uma proposta, mas foram adiando essa discussão. A mobilização dos trabalhadores é consequência da postura da Fenaban”, afirmou Juvandia. De acordo com o Comando Nacional, em comparação às campanhas anteriores, a a Fenaban está muito atrasada na apresentação de proposta de reajuste. Em 2018, a primeira proposta foi apresentada em 7 de agosto; em 2020, em 18 de agosto; em 2022, em 19 de agosto; e, em 2024, em 21 de agosto. Além disso, segundo o Comando Nacional, as negociações específicas por banco (como Santander, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, BNB) estão sendo prejudicadas pela demora da Fenaban em apresentar propostas às questões econômicas e gerais na mesa única. As negociações prosseguem nesta terça-feira (25). “A categoria se manterá mobilizada nas redes e nas ruas, e o Comando Nacional segue à disposição das negociações durante toda a semana”, afirmou Juvandia Moreira. *Fonte: Contraf-CUT
Saúde Caixa: relatório mostra despesas de R$ 4,39 bilhões no ano passado

O Relatório de Administração do Saúde Caixa 2025 mostra que a entidade encerrou 2025 com R$ 4,39 bilhões em despesas totais. O valor é cerca de 22% superior aos R$ 3,59 bilhões registrados em 2024. De acordo com o documento, do total desembolsado no ano passado, R$ 4,29 bilhões foram destinados às despesas assistenciais, aproximadamente R$ 47 milhões às despesas administrativas e R$ 46 milhões ao Programa de Assistência Médica Supletiva (PAMS). O crescimento das receitas foi menor. O plano arrecadou R$ 3,76 bilhões em 2025, cerca de 5% acima do registrado no ano anterior, sendo R$ 2,06 bilhões provenientes da Caixa, R$ 1,39 bilhão das mensalidades pagas pelos beneficiários e R$ 304 milhões das coparticipações. A diferença entre as receitas efetivas e as despesas totais resultou em déficit operacional de R$ 627,8 milhões. De acordo com o relatório, R$ 581,1 milhões em contribuições patronais incidentes sobre valores pagos em ações judiciais e acordos trabalhistas referentes a exercícios anteriores foram incorporados ao custeio do plano. Foram utilizados cerca de R$ 46,7 milhões da reserva técnica para completar a cobertura do déficit. No final do exercício, o saldo da reserva ficou em cerca de R$ 67,1 milhões. “O relatório mostra um crescimento muito forte das despesas em relação às receitas. São números preocupantes e que reforçam a necessidade de uma solução estruturante para o Saúde Caixa, capaz de garantir a sustentabilidade do plano no longo prazo”, afirmou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen. O Relatório de Administração 2025 reúne ainda informações detalhadas sobre utilização dos serviços, custos por linha assistencial, perfil dos beneficiários, rede credenciada, programas de saúde, gestão e indicadores econômico-financeiros. O documento pode ser lido na íntegra na Central do Saúde Caixa. *Fonte: Contraf-CUT