
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) atacou a paralisação nacional dos bancários, realizada no dia 20 de agosto e a organização sindical, logo que começou a nova rodada de negociação da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários, nesta segunda-feira (24).
A representação dos bancos tentou impedir na Justiça a paralisação nacional. Mas teve sua liminar negada pelo tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10).
A coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira, explicou que a falta de proposta e o adiamento das negociações econômicas levaram à paralisação, que teve boa adesão em todo o país.
“Os bancos tiveram tempo suficiente para construir uma proposta, mas foram adiando essa discussão. A mobilização dos trabalhadores é consequência da postura da Fenaban”, afirmou Juvandia.
De acordo com o Comando Nacional, em comparação às campanhas anteriores, a a Fenaban está muito atrasada na apresentação de proposta de reajuste. Em 2018, a primeira proposta foi apresentada em 7 de agosto; em 2020, em 18 de agosto; em 2022, em 19 de agosto; e, em 2024, em 21 de agosto.
Além disso, segundo o Comando Nacional, as negociações específicas por banco (como Santander, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, BNB) estão sendo prejudicadas pela demora da Fenaban em apresentar propostas às questões econômicas e gerais na mesa única.
As negociações prosseguem nesta terça-feira (25).
“A categoria se manterá mobilizada nas redes e nas ruas, e o Comando Nacional segue à disposição das negociações durante toda a semana”, afirmou Juvandia Moreira.
*Fonte: Contraf-CUT


