
Na rodada de negociações, desta terça-feira (25), a Caixa não apresentou uma nova proposta para o Saúde Caixa.
O banco decidiu aprofundar os estudos antes de apresentar um novo modelo, já que as propostas anteriores foram rejeitadas pelas empregadas e empregados.
De acordo com o banco, o objetivo agora é construir uma proposta que tenha maior possibilidade de ser acolhida pelos empregados e que seja também sustentável para o Saúde Caixa e para a própria Caixa.
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) cobrou que a proposta seja apresentada o quanto antes.
A reivindicação é de que a Caixa volte a responder por 70% das despesas do Saúde Caixa, ficando os 30% restantes sob responsabilidade dos beneficiários.
A CEE também defende a retirada do teto de 6,5% da folha de pagamento e proventos que limita a participação financeira do banco.
A Caixa mostrou avanços relacionados à política de Saúde Integral. A proposta busca ampliar o foco preventivo e o acompanhamento multidisciplinar, considerando não apenas a saúde física, mas também aspectos emocionais, mentais e sociais dos empregados.
A discussão sobre diversidade, equidade e inclusão também apresentou avanços. O banco apresentou propostas para ampliar a cláusula do acordo coletivo que trata do tema, com atualização permanente das diretrizes internas, realização periódica do Censo da Diversidade, enfrentamento aos vieses inconscientes, fortalecimento dos coletivos de diversidade e medidas relacionadas à equidade de gênero, raça e acessibilidade.
Também foi apresentada pelo banco uma proposta para reformular o processo de reconhecimento e enquadramento dos empregados como pessoas com deficiência (PCDs), inclusive com Transtorno de Espectro Autista (TEA).
De acordo com a Caixa, o objetivo é estabelecer um fluxo mais simples, padronizado e transparente, com orientação prévia ao empregado sobre os documentos necessários, análise pela Medicina do Trabalho e avaliação técnica.
Em relação às ausências permitidas, a Caixa apresentou propostas como:
• retirada do limite de 18 anos para utilização das horas destinadas ao acompanhamento de filho ou enteado em consulta médica;
• criação da chamada “Ausência Fique Bem”, permitindo que as horas hoje utilizadas para acompanhamento de dependentes possam ser usadas pelo próprio empregado para consultas e cuidados com a saúde;
• possibilidade de utilização de determinadas licenças, como casamento e paternidade, em até 180 dias após o fato gerador;
• até três dias por ano para realização de exames preventivos de câncer e HPV;
• até dez dias anuais para empregados de alto rendimento convocados para representar o Brasil em competições esportivas ou paradesportivas oficiais, com previsão de implementação em janeiro de 2027.
Nesta quarta-feira (26), as negociações prosseguem após a rodada da mesa única da Campanha Nacional dos Bancários entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
*Fonte: Contraf-CUT


