
O lucro líquido contábil da Caixa Econômica Federal foi de R$ 7,368 bilhões no primeiro semestre de 2026.
No mesmo período de 2025, o lucro registrado atingiu R$ 9,784 bilhões. A queda foi de 24,7%.
A elevação das despesas com provisões para perdas de crédito é apontada como fator relevante para a queda do lucro.
Além disso, a entrada em vigor, em janeiro de 2025, da Resolução CMN 4.966, que alterou a metodologia de reconhecimento de perdas esperadas e produziu efeito favorável sobre a base de comparação do ano passado, também deve ser considerada.
Porém, os números do segundo trimestre mostram aceleração do resultado: o banco lucrou R$ 3,899 bilhões entre abril e junho, alta de 5,9% em relação ao 2º trimestre de 2025, quando havia lucrado R$ 3,682 bilhões, e de 12,4% sobre o 1º trimestre de 2026, quando o lucro foi de R$ 3,469 bilhões.
A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen, ressalta que o balanço demonstra mais uma vez a capacidade do banco de obter resultados expressivos e reforça a importância do trabalho de seus empregados.
O balanço do banco mostra que a expansão do crédito é um dos principais indicadores da relevância econômica e social da Caixa.
No final de junho, a carteira total atingiu R$ 1,448 trilhão, alta de 11,9% em 12 meses e de 2,7% no segundo trimestre.
Os indicadores de negócios cresceram, mas o quadro pessoal não acompanhou. A Caixa terminou junho com 84.136 empregados. São apenas 86 trabalhadores a mais que os 84.050 existentes um ano antes, mas 227 a menos do que em março, quando havia 84.363, e 258 a menos do que no fechamento de 2025, quando o banco contava com 84.394 empregados.
A Caixa chegou a 160,378 milhões de clientes e 248,192 milhões de contas em junho. Em março eram 159,249 milhões de clientes e 244,781 milhões de contas; no fim de 2025, 157,207 milhões e 240,472 milhões; e, em junho do ano passado, 156,139 milhões de clientes e 237,195 milhões de contas.
Vale lembrar que a pauta específica dos empregados para a Campanha Nacional dos Bancários 2026 reivindica ampliação do quadro por meio de novas contratações, além do estabelecimento de parâmetros mínimos de lotação compatíveis com a demanda de cada unidade para evitar sobrecarga e preservar o atendimento.
*Fonte: Contraf-CUT


