Caixa e CEE dão início às negociações deste ano

Começaram as reuniões de negociação de 2024 entre a Caixa Econômica Federal e a Comissão Executiva de Empregados. O primeiro encontro aconteceu na última terça-feira (6). Durante a reunião foram discutidos assuntos como jornada de trabalho dos pais de pessoas com deficiência e a prioridade para que pessoas com deficiência possam trabalhar em home office. Também foi debatido o fim da atividade minuto e a volta das designações de caixas e tesoureiros. Neste caso, a Caixa não apresentou nova proposta. A CEE manteve a recusa à antiga. Houve avanço na questão da verificação do diagnóstico de pessoas com deficiência. Desde 1º de janeiro último, os trabalhadores não precisam mais passar por junta médica para comprovar sua condição. A comprovação é analisada através da apresentação dos documentos. Foram reforçadas cobranças sobre reestruturação, promoção por mérito, teletrabalho, Plano de Funções Gratificadas, Minha Trajetória, metas, regras do PDV, contratações, Movimenta.caixa, comissão de diversidade, Gipes e Repes, GT Condições de Trabalho, GT Tripartite sobre Funcef e antecipação da PLR. A Caixa disse que todas as demandas serão encaminhadas e respondidas na próxima reunião.
Sede campestre ficará aberta durante o Carnaval

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense informa que seus associados poderão desfrutar das áreas de lazer da sede campestre durante o período de carnaval. O horário de funcionamento será das 9h às 18h no sábado (10/02), domingo (11/02), segunda (12/02) e terça-feira (13/02). Na Quarta-feira de Cinzas (14/02) o funcionamento será a partir das 13h.
Nova tabela PIP para o Previ Futuro tem proposta aprovada

A proposta para a Tabela Pontuação Individual do Participante (PIP) foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da Previ. Para que os novos valores comecem a valer é preciso tramitar pela governança do Banco do Brasil (BB) e órgãos reguladores. Essa revisão é uma reivindicação antiga dos associados. A mudança dará oportunidade a mais associados de contribuírem para a 2B desde a adesão ao Previ Futuro, fazendo com que mudem de faixa. A participação do BB será do mesmo valor. A contribuição pode ser feita à medida que o associado evolui na carreira. A 2B pode variar de 1% a 10% do salário. O percentual é calculado mensalmente e considera o crescimento salarial do participante, o tempo de filiação e o crescimento salarial médio anual dos funcionários do BB vinculados ao Previ Futuro. O plano Previ Futuro nunca teve atualização de metodologia de cálculo da PIP. Segundo a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, “com a alteração, mais trabalhadores terão a oportunidade de somar mais recursos à aposentadoria, uma vez que a PIP impacta na contribuição 2B”. A luta do movimento sindical bancário pela revisão tem o objetivo de fazer com que mais associados da Previ tenham oportunidade de realizar contribuições adicionais superiores, podendo melhorar sua aposentadoria no futuro.
Lucro do Bradesco alcança R$ 16,3 bilhões em 2023

O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 2,878 bilhões no quarto trimestre de 2023. O aumento foi de 80,4% em relação ao mesmo período de 2022. No ano, o banco alcançou lucro de R$ 16,3 bilhões, 21,2% menor que em 2022. Em relação à carteira de crédito, o banco encerrou o trimestre com R$ 877,285 bilhões, registrando baixa de 1,6% em doze meses. A carteira foi sustentada pelas operações para pessoas físicas, que subiram 1,2%, enquanto a carteira de pessoas jurídicas caiu 3,6%. Já a inadimplência era de 5,1%, considerando o critério de atrasos acima de 90 dias. A margem financeira total do banco teve queda de 3,3% no quarto trimestre de 2023 em comparação ao mesmo período de 2022. Para 2024 o Bradesco estima um crescimento de 7% a 11% da carteira de crédito expandida, enquanto projeta PPD entre R$ 35 a R$ 39 bilhões. Em relação à margem financeira total, a projeção do banco é de aumento de 3% a 7%. Quanto às receitas de prestação de serviço, o banco estima crescimento de 2% a 6%.
Itaú obtém lucro de R$ 35,6 bilhões em 2023

O Itaú Unibanco obteve um Lucro Líquido Recorrente Gerencial de R$ 35,618 bilhões, uma alta de 15,7% em relação ao ano anterior. Parte desse crescimento é atribuído à carteira de crédito. Só no quarto trimestre, o banco teve lucro de R$ 9,401 bilhões, registrando alta de 4% em comparação ao trimestre anterior e 22,6% em relação ao quarto trimestre de 2022. Segundo o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves, o banco obteve esses resultados à custa de sobrecarga de trabalho e adoecimento dos trabalhadores e das trabalhadoras. “O banco vem tendo lucros altos, com grande número de fechamento de agências e demissão de funcionários. Em contrapartida, vem crescendo os números de adoecimento nos locais de trabalho e doenças mentais dos trabalhadores”, afirmou Jair. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no final de 2023, a holding Itaú Unibanco contava com 85.855 empregados no país, com fechamento de 3.292 postos de trabalho em doze meses e de 1.342 postos em três meses. O Dieese destaca ainda que a redução se deve às “iniciativas de eficiência no Brasil, à adequação dos times nas áreas de atendimento e ao fechamento de agências, reduzindo em 4,7% os colaboradores do Brasil (ex-tecnologia)”.
Santander: transformar agência em ‘loja’ preocupa movimento sindical

O movimento sindical ficou preocupado com as declarações do presidente do Santander, Mario Leão, sobre a priorização do banco como empresa de varejo, em detrimento do compromisso com o atendimento bancário de qualidade. As declarações foram publicadas, nesta segunda-feira (5), em reportagem do jornal Valor Econômico. A secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, absurdas as declarações. “Um banco de varejo que não quer atender pobre. Ao mesmo tempo que não quer atender, ele contribui com a redução de renda de seus funcionários com a política agressiva e fraudulenta, ou seja, efetua a transferência de trabalhadores bancários para outras empresas do conglomerado, reduzindo direitos e aumentando as demissões”, lamentou Berlofa. Já Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, disse que equiparar a agência a uma “loja” é uma desvalorização do atendimento bancário. Segundo Wanessa, priorizar a imagem de “melhor empresa de consumo” pode resultar na perda de foco nas necessidades específicas dos clientes bancários, comprometendo a qualidade dos serviços oferecidos. “A proposta de segmentação com especialistas responsáveis por grupos de clientes pode gerar preocupações sobre a continuidade do atendimento personalizado e acessível a todos”, observou. O presidente do Santander falou em reorganizar o atendimento do Van Gogh, conferindo um conceito mais regionalizado. A dúvida do movimento sindical é sobre a acessibilidade e disponibilidade dos serviços para os clientes, já que os gerentes não atenderiam mais nas agências, só realizando o atendimento remoto. Wanessa ressaltou que o sistema bancário deve priorizar tanto a excelência varejista quanto a qualidade no atendimento, garantindo que todos os clientes tenham acesso a serviços bancários essenciais. “O movimento sindical estará sempre defendendo os interesses dos trabalhadores e clientes bancários”, finalizou a coordenadora da COE.
Assédio sexual: aprenda a se defender

De acordo com informações do Ministério Público do Trabalho (MPT), somente no primeiro trimestre do ano passado foram registradas 831 denúncias de assédio sexual no Brasil. O número ficou acima do dobro de registros feitos no mesmo período de 2022, que teve 393 notificações. O assédio sexual ocorre de maneira frequente (mais do que se imagina) no ambiente de trabalho e nem sempre é através de contato físico. Muitas vezes, as vítimas se calam com medo de demissão. Porém, é preciso denunciar e o primeiro passo é procurar orientação jurídica nos sindicatos. Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores Financeiros (Contraf-CUT), afirmou que o número de casos de assédio na categoria bancária é elevado, sendo as mulheres as maiores vítimas. “Por isso, temos o projeto ‘Basta! Não irão nos calar!’, com assessoria a federações e sindicatos para a implantação de canais de atendimento jurídico especializado para mulheres em situação de violência doméstica e familiar”, lembrou a coordenadora. Fernanda disse ainda que devido à sua importância, “na campanha nacional deste ano, o tema voltará à mesa de negociação com os bancos, quando o movimento sindical exigirá iniciativas que tornem o ambiente de trabalho mais seguro a todos, mas especialmente às mulheres”. Já a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elaine Cutis, ressaltou que o atual governo demonstra sensibilidade para essa questão, mas que os números continuam a crescer. Segundo ela, é fundamental “desenvolver um sistema de prevenção ao assédio sexual mais eficaz, incluindo a elaboração de uma legislação mais rigorosa para combater esse crime”. O assédio Para a trabalhadora ou trabalhador se defender do assédio sexual é importante conhecer as situações mais comuns em que a agressão se materializa. Exemplos disso são as promoções condicionadas a favores sexuais; toque, abraços ou carícias sem consentimento; elogios com conotação maliciosa ou sexual aos atributos físicos; stalking (monitoramento da vida privada), inclusive por telefone e redes sociais; brincadeiras inconvenientes; e apelidos de cunho sexual. O assédio pode ocorrer entre chefia e subordinados (mais comum), entre colegas, entre subordinado e chefia e até entre pessoas sem relação de trabalho, como clientes e prestadores de serviço. Mas vale lembrar que só é considerado crime quando praticado por superior hierárquico com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual. Neste caso, a pena é de um a dois anos de prisão, podendo ser ampliada em até um terço se a vítima for menor de 18 anos. Além de buscar orientações jurídica nos sindicatos, a vítima pode procurar as instâncias internas da empresa. O Ministério Público do Trabalho também recebe denúncias e oferece a opção de sigilo em todo o processo.
Caixa: eleições na Funcef vão acontecer em abril

A Fundação dos Economiários Federais (Funcef) marcou suas eleições para 16 e 30 de abril. Serão eleitos o diretor de Administração e Controladoria; um conselheiro fiscal com seu suplente e um conselheiro deliberativo com seu suplente. O pleito vai acontecer em dois turnos e poderão votar os participantes ativos e assistidos que aderiram a um dos planos de benefícios da instituição até 31 de janeiro passado. Os mandatos serão de quatro anos e os eleitos vão assumir em 31 de maio. O primeiro turno será de 16 a 19 de abril e o segundo de 27 a 30 do mesmo mês. Os resultados vão ser divulgados após cada turno. A votação será realizada através do sistema do autoatendimento, acessível pelo site ou aplicativo da Funcef. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) vai acompanhar todo o processo e manter os participantes informados.
Cassi: eleição contará com três chapas

Três chapas foram homologadas, nesta quinta-feira (1º), pela Comissão Eleitoral organizada para as eleições na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). A eleição vai definir ocupantes para cargos da Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal. A votação acontecerá de 15 a 25 de março e estão aptos a votar todos os funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil, associados à caixa de assistência. As chapas inscritas são Cassi para Todos os Associados, Em Defesa da Cassi Solidária e Somos Cassi e o mandato será de junho deste ano a maio de 2028. Na pauta da disputa eleitoral deste ano está o equilíbrio financeiro da entidade, que receberá recursos do BB, após entendimentos sobre os repasses das contribuições patronais sobre verbas salariais ou remuneratórias, pagas em demandas trabalhistas.
Movimento sindical quer explicações sobre mudanças na Caixa

Após receber denúncias sobre reestruturação na Caixa Econômica Federal, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício ao banco, nesta quinta-feira (1º de fevereiro), pedindo informações e solicitando uma reunião com o novo vice-presidente de Pessoas da Caixa, Francisco Egídio Pelúcio Martins. Segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, as denúncias apontam a ocorrência de mudanças desde dezembro. “São denúncias sobre extinção de unidades, transferência de atividades, criação de áreas e grande movimentação de empregados, inclusive transferências de pessoal para áreas sem nenhuma proximidade com o trabalho até então desenvolvido”, informou Fabiana. O texto do ofício ressalta que “por se tratar de reestruturação da empresa, com impactos na vida funcional dos empregados, reiteramos a necessidade de debate com a representação dos empregados para que sejam discutidas formas de mitigar os impactos do processo para os trabalhadores, conforme previsto na cláusula 46, parágrafo segundo, do ACT 2022/2024, firmado entre a Caixa e as entidades representativas.”