Multicanalidade: novo projeto será debatido entre COE e Santander

Na próxima terça-feira, 6 de fevereiro, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander terá uma reunião com a direção do banco. Na pauta, a Multicanalidade. O projeto visa oferecer aos consumidores diferentes canais de atendimento, devendo gerar a reestruturação da rede de agências, já implementada pelo banco para 2024. Segundo a coordenadora da COE Santander, Wanessa Queiroz, o objetivo é que o banco respeite as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e mostre como será essa fusão de agências. “O processo já está em expansão e certamente cria ansiedade entre os trabalhadores. Também precisamos saber como fica o atendimento descentralizado dos gerentes, que já tem intensificado as metas e gerando sobrecarga para os trabalhadores das agências’’, ressalta Wanessa. O movimento sindical quer saber se haverá formação e suporte para quem fica nas agências para atender essa demanda de pessoas jurídicas dos gerentes, e como será a assistência a esses trabalhadores, que vão circular fora das agências. Durante a reunião também será debatida a questão das horas negativas geradas na pandemia. Segundo a coordenadora, já foram realizados três acordos para a compensação das horas com redutores conforme as horas pagas pelos trabalhadores, com acordo vigente até 31 de março deste ano.
Conselho de Administração da Caixa vai eleger representante de trabalhadores

Os interessados em participar da eleição da representação das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa têm até essa sexta-feira (2) para se inscrever. É preciso ser empregada ou empregado da Caixa, cumprir os requisitos previstos em lei e no Estatuto da Caixa, não possuir falta grave relacionada ao descumprimento dos códigos de Ética e de Conduta, nem dos normativos internos do banco. A divulgação da lista de candidatos ocorrerá no dia 5 de fevereiro, quando também terá início a campanha. A votação será de 26 a 29 de fevereiro, de forma eletrônica. Caso nenhuma candidatura obtenha mais de 50% da votação, haverá segundo turno de 11 a 14 de março, com as duas mais votadas. Vale lembrar que o voto é facultativo e secreto e que todos os funcionários ativos, com contrato de trabalho não suspenso na data da instalação da comissão eleitoral (19/01/2024) estão aptos a votar. Conselho Órgão colegiado, o Conselho de Administração da Caixa é formado por oito conselheiros: seis indicados pelo Ministro da Fazenda; o presidente da Caixa (membro nato); e um(a) conselheiro(a) eleito(a) pelas empregadas e empregados da Caixa. Sua função é deliberar sobre os interesses estratégicos de longo prazo do banco, considerando os impactos decorrentes das atividades da Caixa para a sociedade e o meio ambiente.
Itaú: movimento sindical denuncia interferência do RH em casos médicos

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú apresentou algumas denúncias de interferência do departamento de Recursos Humanos (RH) em decisões médicas e problemas no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Um dos casos de maior relevância diz respeito a uma bancária, gerente de contas, desligada sob alegação de extinção do seu cargo. A funcionária, recuperada recentemente de uma cirurgia, sempre cumpriu as metas do banco, inclusive após retornar às atividades mesmo realizando fisioterapia e outras terapias com conhecimento de sua gestão. Segundo a denúncia, a situação agravou-se quando a bancária informou ao médico sua condição de saúde. O médico a considerou inapta para retorno ao trabalho, indicando que não poderia ser desligada naquelas circunstâncias. A interferência do RH ficou evidente quando a trabalhadora foi avisada que o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) deveria ser corrigido para “Demissional”. Segundo a enfermeira e o RH, houve um “equívoco” por parte da médica. O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na COE Itaú, Carlos Damarindo, falou sobre a gravidade da situação. “A interferência direta do RH nas decisões médicas compromete a autonomia do profissional de saúde, o que é inadmissível”, ressaltou o dirigente sindical, acrescentando que a bancária já foi orientada adequadamente diante desse cenário. Damarindo afirmou que esse caso é o reflexo de uma prática prejudicial à integridade física e profissional dos trabalhadores bancários. “Nós exigimos uma investigação rigorosa sobre o ocorrido, para que a autonomia dos profissionais de saúde seja preservada, sem interferências externas que comprometam a integridade e a ética nas relações de trabalho”, ressaltou o dirigente.
Lucro do Santander foi de R$ 2,2 bilhões no quarto trimestre

O Santander Brasil apresentou lucro líquido recorrente de R$ 2,204 bilhões no quarto trimestre. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (31). A expectativa do mercado era de um saldo de R$ 2,87 bilhões. Em comparação ao terceiro trimestre de 2023, o lucro do Santander caiu 19,2%. No acumulado do ano, o lucro do banco foi de R$ 9,38 bilhões, uma baixa de 27,3% em comparação com o valor registrado em 2022. Quanto ao retorno sobre patrimônio líquido (ROE), o índice ficou em 12,3%, um ganho de 4 pontos percentuais (p.p.) em base anual. A margem financeira do banco alcançou R$ 14,05 bilhões, uma alta de 4,8% frente à janela de julho a setembro e ganhos de 4,8% na comparação anual. Crédito Com um registro de R$ 643 bilhões, a carteira de crédito ampliada da instituição teve crescimento de 2,8% no trimestre e 9% na comparação ano a ano. O destaque ficou por conta de pessoas físicas e pequenas e médias empresas. Em relação ao índice de inadimplência, houve aumento de 3,1% no indicador de longo prazo (90 dias), ficando estável em relação ao ano passado, subindo 0,1 p.p. ante o trimestre anterior. As provisões com devedores duvidosos (PDDs) somaram R$ 6,83 bilhões, representando uma queda de 80% na base anual, considerando o efeito Americanas no ano anterior. Já na comparação trimestral, o avanço foi de 21,7% na PDD.
Pix bate recorde de transações em 2023

Dados do Banco Central mostram que as movimentações realizadas através do Pix bateram recorde em 2023, alcançando os R$ 17,2 trilhões. As informações fazem parte de uma reportagem publicada, nesta terça-feira (30), no site G1. Segundo o Banco Central, as transações feitas através do Pix cresceram 57,8%em comparação a 2022, cujo total ficou em R$ 10,89 trilhões. Ainda de acordo com dados do BC, o número de clientes com relacionamento com o sistema financeiro também aumentou nos últimos anos. Para este ano, estão previstas novas funcionalidades, como o Pix automático, que deve começar a operar em outubro, permitindo que o cliente agende pagamentos que precisará fazer a empresas. Neste caso estão incluídas contas de água e luz, academias, escolas, faculdades, condomínios e parcelamento de empréstimos. Atualmente, esse tipo de pagamento pode ser feito pelo débito automático. Porém, segundo o BC, o Pix automático deverá alcançar mais pessoas. Outra novidade é o Pix agendado recorrente, que poderá ser usado para mesada, doação, aluguel entre pessoas físicas, prestação de serviços por pessoas físicas, como diarista, terapia, educador físico, entre outros. Essa modalidade também entrará em vigor em outubro deste ano. *Foto de Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Contraf-CUT exige apuração sobre cobranças indevidas na Caixa

As causas que levaram aos descontos indevidos nas contas bancárias e na folha de pagamento de trabalhadores da Caixa Econômica Federal, afastados para tratamento de saúde, precisam ser apuradas. A exigência foi feita ao banco pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em ofício na última sexta-feira (26). A Contraf-CUT lembrou, no documento, que de acordo com os normativos internos, a Caixa deverá realizar o adiantamento salarial aos funcionários que aguardam a concessão de auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária) pelo INSS. Além disso, os valores adiantados somente serão descontados das contas bancárias, ou da folha de pagamentos, quando o INSS efetuar o repasse dos benefícios por incapacidade temporária. Entretanto, segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, a Caixa tem descontado os valores antes do início do recebimento do auxílio-doença pago pelo INSS. “Justamente, no momento em que o trabalhador mais precisa, já que teve seus gastos normais aumentados devido a compra de remédios e cuidados com a saúde, ele se vê sem recursos, uma vez que o INSS não o pagou e a Caixa já efetuou o desconto”, lamentou Fabiana. Ainda segundo a Contraf-CUT, os descontos violam o que está determinado no RH 115 (norma interna da Caixa). A cláusula 65 da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária também prevê a continuidade do pagamento, para posterior desconto (quando o INSS pagar o auxílio-doença). Já a cláusula 29 da CCT estabelece a complementação do valor pelo banco, quando o auxílio-doença for menor do que o normalmente recebido pelo bancário.
Caixa: termo de conduta compensará empregado perseguido

A Caixa Econômica Federal assinou um termo de ajuste de conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal. O documento oferece vantagem nas disputas em processos seletivos aos empregados perseguidos na gestão de Pedro Guimarães, ex-presidente da instituição. Com a medida, o tempo de experiência a ser considerado nos processos seletivos internos aumenta de cinco para dez anos. Desta forma, os empregados remanejados para agências, que perderam seus cargos de confiança, entre 2019 e 2022, poderão ser avaliados pela experiência acumulada antes de serem perseguidos. Segundo a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), essa demanda é de entidades associativas e de sindicatos para seja feita justiça a esses trabalhadores. As negociações e a audiência de assinatura do TAC contaram com a participação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), além da Fenae. O prazo de dez anos de experiência será válido para todos os funcionários da Caixa, independente de terem sofrido assédio. Ele será aplicado nos processos seletivos institucionalizados no banco, como o PSI tradicional, a formação de banco de sucessores e o Experiência Oportunidade Caixa. O TAC aumentou, ainda, de três para cinco anos, o aproveitamento da experiência do empregado em processos de transferência entre funções comissionadas sem processo seletivo. De acordo com o documento, o prazo maior proporciona mais flexibilidade aos trabalhadores que perderam suas funções para realocações e para a retomada da carreira profissional. *Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil
Primeira mesa de negociações entre Caixa e empregados será dia 6 de fevereiro

Representantes de trabalhadores e da Caixa Econômica Federal terão sua primeira mesa de negociações de 2024 no dia 6 de fevereiro, com início às 14h30, em Brasília. A fim de permitir a participação de representantes de todas as federações e sindicatos que compõem a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a reunião será em formato híbrido, podendo ter participação presencial e virtual. Segundo a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, existem pendências a serem resolvidas, como o pagamento da quebra de caixa, redução da jornada para pais de PCDs (Pessoas com Deficiência), pagamento dos deltas da promoção por mérito, além da recriação das Gipes, das Repes e dos Comitês. “Estas estruturas regionais são fundamentais para a melhoria do atendimento aos usuários do Saúde Caixa, bem como para a solução dos problemas enfrentados por profissionais de saúde, clínicas e hospitais credenciados, evitando, desta maneira, o descredenciamento”, explicou Fabiana, lembrando que a participação de todos é importante.
Conheça a história da Contraf-CUT

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), atualmente, reúne nove federações e mais de 100 sindicatos. Além disso, coordena o Comando Nacional dos Bancários, que representa cerca de 95% da categoria em todo o Brasil, sendo referência na organização sindical de trabalhadores, não apenas no Brasil, mas de todo o mundo. Sua história teve início nos anos 1980, com a luta pela retomada da organização sindical, depois da intervenção feita pela ditadura militar com o golpe de 1964. Em 1985 foi criado um departamento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Departamento Nacional dos Bancários (DNB-CUT). Sua atuação foi fundamental para a primeira greve nacional da categoria após a ditadura, realizada ainda em 1985. Já em 1992, surgiu a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), que substituiu o DNB-CUT. Reconhecida pela categoria como representante oficial nas negociações com as instituições financeiras, a CNB era uma entidade de abrangência nacional. Após passar a representar os financiários, em 2006, foi criada a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). A entidade foi reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em 24 de junho de 2008, como representante dos trabalhadores do ramo financeiro.
Caixa: sobrecarga de trabalho preocupa movimento sindical

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício à Caixa Econômica Federal cobrando que o concurso público contrate um número maior de aprovados do que os quatro mil anunciados. O ofício foi enviado na última terça-feira (23). Nele, a Contraf-CUT ressalta que quatro mil contratações não são suficientes “para suprir as necessidades para acabar com a sobrecarga de trabalho, principalmente nas agências”. Segundo a entidade, “com os novos desligamentos que acontecerão por causa do Programa de Demissão Voluntária, este número se torna irrisório.” No documento, a Contraf-CUT afirma que atualmente a sobrecarga já é uma realidade em todas as unidades do banco. “Com o PDV, o quadro de trabalho pode reduzir ainda mais e isso pode piorar o adoecimento e o afastamento para tratamento de saúde, o que leva a mais uma redução do quadro efetivo de trabalho e novo aumento da sobrecarga, criando um círculo vicioso que prejudica não apenas os empregados e empregadas, mas toda a população brasileira, que precisa do atendimento da Caixa”, afirmou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. *Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil