Sexta-feira (22) tem negociações com a Caixa

Temas relacionados às condições de trabalho estarão em pauta; negociação que estava marcada segunda-feira (18), sobre teletrabalho e banco de horas, foi desmarcada A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal se reúne com o banco na próxima sexta-feira (22) para tratar sobre diversos temas relacionados às condições de trabalho nas agências e departamentos da Caixa. “Queremos debater os assuntos que fazem parte do dia a dia dos empregados e que muitas vezes os levam à sobrecarga de trabalho, ao estresse e ao adoecimento, como as metas desumanas e o assédio que são impostos junto com elas. Mas, também a promoção por mérito, a movimentação de caixas e tesoureiros, o GDP e até como está sendo pensado o retorno dos colegas que estão em home office para o trabalho presencial. São todas questões que envolvem e precisam ser debatidas com os empregados”, informou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A CEE também quer debater sobre os valores referentes à Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) pagos a menor e questões relacionadas à Fundação dos Economiários Federais (Funcef), como a resolução 30 do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC 30) e a incorporação do Plano de Benefícios (REB) no Novo Plano de previdência da Funcef (veja a sugestão de pauta enviada à Caixa ao final deste texto). Teletrabalho e banco de horas A reunião de negociação sobre teletrabalho e banco de horas, que estava prevista para acontecer nesta segunda-feira (18), foi desmarcada devido a Caixa não ter encontrado até o momento a solução para a marcação de ponto de todos os empregados, tanto os que estão em presencial quanto os que estão em home office. “Deixamos claro para a Caixa que as negociações somente avançam se houver a possibilidade de controle da jornada de todos os funcionários, pois sabemos que se não houver controle de jornada os trabalhadores acabam sendo forçados a trabalhar além da hora e acabam não sendo remunerados por isso”, disse Fabiana. Ainda não existe previsão de data para a reunião. Pauta sugerida para a reunião de sexta-feira (22) PLR FUNCEF (CNPC 30 e Incorporação do REB no Novo Plano) Programa de Gestão de Desempenho (GDP) –curva forçada, colegas sem avaliação, metas impostas, obrigação de estar no TDV, e tem GGR cobrando no mínimo bronze. Programa Qualidade de Vend (PQV) Time de Vendas (TDV) Metas (assédio sistemático, desafios diários cada vez mais insanos e “sprint” de produtos) Promoção por mérito Movimentação de caixas e tesoureiros Problemas no registro do início da jornada e retorno do intervalo, por vezes o sistema chega a demorar quase 20 minutos para permitir o registro do ponto. Acúmulo de funções (ex: crescente situação do tesoureiro se tornar caixa, não como um ajudante, mas em período integral. Agências menores que estão perdendo o caixa, estão jogando tudo para cima do tesoureiro. E perdendo o tesoureiro, jogando para cima de gerente de varejo, assistente etc. Aumento absurdo de trabalho e retrabalho e no geral sem compensação financeiro) Material precário disponibilizados aos empregados nas unidades (computadores lentos, teclados, mouses e leitores de certificados com problemas/defeituosos o que tem prejudicado sobremaneira o trabalho dos colegas) Necessidade de acesso ao “Rede Caixa” nas estações financeiras (como trabalhar sem riscos se não é possível acessar o Sidec) Recém-admitidos que não estão conseguindo obter o certificado digital, e por conta disso não conseguem executar uma série de rotinas (e depois na avaliação serão cobrados do que não fizeram, mas não tinham condições ideais de trabalho) Interaxa (os colegas têm que saber de tudo para atender os clientes, os gerentes não conseguem dar suporte porque também estão atendendo, quem está em home office não bate ponto e acaba ficando mais tempo que a carga horária) (tempo de inatividade para encerrar o atendimento no Interaxa, o normativo fala em 20 min. Isso é muito tempo para ficar com o cliente na tela sem que ele responda. Em qualquer atendimento via WhatsApp esse tempo é bem menor, geralmente 5min) Retorno do horário de atendimento das agências ao horário normal bancário Manutenção das equipes de apoio como vigilantes, recepcionistas, posso ajudar (temos recebido diversas denúncias da retirada e isso prejudica a organização, triagem e afins) Protocolos contra o Covid-19. Fonte: Contraf-CUT

Negociações sobre Saúde Caixa são retomadas nesta quarta-feira (13)

Empregados esperam sair da reunião de negociações com uma proposta para ser apresentada nas plenárias que serão realizadas nesta quarta e quinta-feira A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa retoma, nesta quarta-feira (13), a partir das 16h, as negociações sobre o modelo de gestão e custeio do plano de assistência à saúde dos empregados, o Saúde Caixa. “Precisamos avançar nesta discussão junto a Caixa, inclusive para podermos fazer um debate mais aprofundado com nossos colegas sobre o nosso plano de assistência à saúde”, afirmou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “O Saúde Caixa é uma conquista dos empregados e estamos trabalhando para que o plano permaneça viável a todos”, completou a dirigente da Contraf-CUT ao explicar que, de uma forma ou de outra, as plenárias serão realizadas para esclarecer aos empregados, principalmente aos participantes do Saúde Caixa, sobre a proposta, ou o andamento das negociações. Plenárias Sindicatos e federações da categoria bancária realizam plenárias nesta quarta e quinta-feira (13 e 14) para atualizarem os empregados sobre as negociações com o banco em relação ao Saúde Caixa. “Estamos em um processo de negociação e, neste momento, são apresentadas várias hipóteses de solução e pode haver mal-entendidos e até informações que desinformam e desunem os trabalhadores. Precisamos evitar estas informações desencontradas e nos manter unidos. Somente assim conseguiremos que a solução seja a melhor possível para os empregados”, disse a coordenadora da CEE. “Além de atualizarmos as negociações e, se possível, apresentar a proposta, também temos outros pontos importantes a serem debatidos como as condições de trabalho”, concluiu. Acompanhe os sites e redes sociais da Contraf-CUT e da Fenae para mais informações. Plenárias de esclarecimento sobre Saúde CaixaPlenária Fetrafi/SC – Dia 13/10 às 19hPlenária Feeb-BA/SE – Dia 13/10 às 19hPlenária Federa/RJ – Dia 14/10 às 19hPlenária Fetrafi/RS – Dia 14/10 às 19hPlenária Fetec/SP – Dia 14/10 às 19hPlenária Fetrafi/MG – Dia 14/10 às 19hPlenária Fetec/PR – Dia 14/10 às 19hPlenária Feeb/MS-SP – Dia 14/10 às 19h (por sindicato)Plenária Fetrafi/RJ/ES – Dia 13/10 às 19hPlenária Fetec/CN – Dia 13/10, 19h Outras pautas pendentes Fabiana lembrou que, além do Saúde Caixa, existem muitos outros assuntos pendentes de debates na mesa de negociações. Entre os assuntos pendentes estão o pagamento a menor da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), a Funcef, a promoção por mérito, a forma de se estabelecer metas, a garantia da segurança para o retorno ao trabalho presencial e a contração de mais empregados concursados. Fonte: Contraf-CUT

Plenárias esclarecerão proposta do Saúde Caixa

Sindicatos terão até quinta-feira (14) para realizar as plenárias A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) emitiu um comunicado na útima sexta-feira (8) orientando os sindicatos de bancários de todo o país a realizarem plenárias com os empregados da Caixa Econômica Federal para socializar as informações sobre o debate que está sendo realizado entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e o banco sobre a proposta de manutenção e custeio do Saúde Caixa e as condições de trabalho no banco. A orientação é para que as plenárias ocorram nos dias 13 ou 14 (quarta ou quinta-feira). Para a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT, as discussões são extremamente necessárias para explicar aos empregados como está o embate com a Caixa na defesa do plano de assistência à saúde. “São assuntos urgentes. Precisamos defender o Saúde Caixa e a maneira mais efetiva é a mobilização de todos. Tivemos uma vitória recente e muito significativa, que foi a revogação da CGPAR 23. Mais uma vez precisamos do envolvimento e união de todos, ativos e aposentados, para defender nosso direito à saúde e ter um plano de qualidade, sustentável e viável para todos”, disse. Fabiana lembrou que o tema já foi debatido durante o 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), ocorrido nos dias 6 e 7 de agosto de 2021 e, mais recentemente, no dia 29 de setembro, em uma reunião transmitida ao vivo pela Contraf-CUT e pela Federação Nacional das Associações da Caixa Econômica Federal (Fenae). Premissas e modelo de custeio A dirigente da Contraf-CUT também reforçou a necessidade de manutenção do modelo de custeio 70/30 (70% dos custos arcados pelo banco e 30% pelos empregados) e as premissas do Saúde Caixa – a solidariedade, o mutualismo e o pacto intergeracional – princípios fundamentais para manter o Saúde Caixa viável e justo para todos. Já a Caixa, segundo publicação sobre o plano de Saúde, sugere a individualização da mensalidade e a cobrança por faixa etária, como previa a derrotada Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR 23). “Sabemos que a conjuntura política é muito desfavorável aos trabalhadores e aos seus direitos, mas conhecemos a disponibilidade de luta e a efetividade da nossa unidade e resistência para impedir que a direção do banco torne o pagamento do plano inviável para a maioria dos trabalhadores”, ressaltou Sergio Takemoto, presidente Fenae. Saúde Caixa para Todos O médico e consultor da Contraf-CUT e da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Albucacis Pereira de Castro, também alertou sobre a importância da manutenção das premissas de solidariedade, pacto intergeracional e mutualismo no Saúde Caixa. “O plano de saúde é o benefício mais procurado por quem não tem emprego. Para quem tem, como é o caso dos empregados Caixa, a preocupação é sobre a rede de atendimento, reembolso, rapidez no atendimento, com uma visão personalizada. No entanto, é preciso enxergar um plano de saúde com uma visão humanista, para beneficiar a todos. Um plano de saúde tem que dar universalidade, integridade para todos, assim como é o SUS (Sistema único de Saúde)”, explicou o médico. Fonte: Contraf-CUT

Fenae reage indignada às novas denúncias de uso político da Caixa

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) reagiu, com indignação, às novas denúncias de uso político do banco pela família Bolsonaro. Na edição desta sexta-feira (8), a revista Crusoé mostra que recursos da Caixa para patrocínios têm sido direcionados a pedido do filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, e novamente pela primeira-dama Michelle Bolsonaro. O presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, defende que o banco seja tratado como um bem público. “A Caixa Econômica Federal não é de um presidente, de uma família, de um governo. A Caixa é dos brasileiros e deve estar sempre a serviço do país”, afirmou Takemoto, ao ressaltar que os empregados da estatal atuam com responsabilidade, ética e honra ao papel social do banco. De acordo com a reportagem de hoje da Crusoé, o senador Flávio Bolsonaro seria o responsável pelo direcionamento de mais de R$ 50 milhões [de um total de R$ 87,5 milhões] que a Caixa investiu em patrocínios, entre janeiro e agosto deste ano. Já Michelle Bolsonaro tem como foco beneficiar Organizações Não-Governamenais (ONGs) ligadas a igrejas evangélicas. Segundo a revista, uma associação beneficente [“Criança Cidadã”] recebeu dois aportes do banco público: um de R$ 1,75 milhão, em 2019, e outro de R$ 2,2 milhões em abril deste ano. Na última semana, a Crusoé revelou que pessoas e empresários próximos à família Bolsonaro foram beneficiados ao serem passados na frente da fila de empréstimos da Caixa pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A concessão mais célere dos financiamentos ocorreu, conforme mostrou a revista, a pedido da primeira-dama junto ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães. “Infelizmente, nas últimas semanas têm sido amplamente divulgados atos envolvendo a direção da Caixa que não condizem com o princípio da coisa pública, da democracia”, observou Sergio Takemoto. “São denúncias de tráfico de influência, uso indevido dos canais de comunicação da empresa para benefício próprio, autopromoção e obtenção de vantagens. Todos esses casos precisam ser apurados e os responsáveis, devidamente penalizados”, afirmou o presidente da Fenae, que acrescentou: “Nós, trabalhadores da Caixa, somos a força-motriz que move a instituição e não podemos tolerar o mau uso e o enfraquecimento deste patrimônio, que é do povo brasileiro. A Caixa Econômica Federal precisa seguir sendo pública, de todos e essencial para o desenvolvimento do país. Não podemos deixar que um mau governo coloque em risco a credibilidade do banco e dos empregados”. Fonte: Fenae

Caixa atende pedido da Contraf-CUT e prorroga teletrabalho

Nova data prevê modalidade de trabalho em home office até o final de 2021 A Caixa Econômica Federal comunicou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) que o prazo para a continuidade da modalidade de teletrabalho nas unidades do banco foi prorrogado até o final de 2021. A Contraf-CUT havia enviado ofício ao banco no dia 14 de setembro fazendo esta solicitação e reiterado o pedido na última segunda-feira (27), devido à persistência da pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19. A data prevista para o retorno ao trabalho presencial no acordo específico de teletrabalho em decorrência da pandemia se encarraria nesta quinta-feira (30). “A Caixa atendeu nosso pedido de prorrogação do home office, o que é importante pois a pandemia ainda não acabou. Poderia não ter deixado a prorrogação pra última hora, pois isso afeta milhares de colegas e também suas famílias e interfere diretamente no dia a dia e na programação dos trabalhadores. Mas, os debates continuam pra proteger e dar melhores condições de trabalho para aqueles que estão trabalhando presencialmente, sobrecarregados devido ao excesso de atendimento e metas desumanas”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT

Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT debate situação dos bancários

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu, na última sexta-feira (17), para debater a situação atual das condições de trabalho e a saúde da categoria. O principal ponto em discussão é o retorno dos trabalhadores do grupo de Risco da Covid-19. Para Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, este retorno ainda não é seguro neste momento e deve ser negociado. “Foi consenso a preocupação com as medidas de alguns bancos de chamar para retorno presencial ao trabalho de colegas do grupo de risco neste momento, no qual a pandemia ainda não está controlada. Não consideramos o momento adequado de volta ao trabalho presencial, uma vez que a vacinação está longe do que pregam os especialistas, ou seja, pelo menos 70% da população vacinada com as doses completas. Ainda temos um número alto de óbitos, a vacinação está lenta e desigual e novas variantes surgiram preocupando as instituições sanitárias. Lembramos do compromisso de que eventual volta seja negociada com o movimento sindical e que seja feita no momento em que as condições sejam adequadas”, afirmou. Os dirigentes sindicais acreditam que uma eventual volta do grupo de risco, quando a situação esteja segura, somente deve ocorrer com a vacinação completa, com a realização de exames de retorno para avaliar as reais condições de saúde. Outra preocupação é com as sequelas causadas pela Covid-19, apontou Mauro Salles. “Temos relatos de colegas que voltam ao trabalho com limitações causadas por sequelas, impactando na sua atividade profissional e em sua saúde. Cobramos que os bancos, através de serviço médico, avaliem as reais condições de todos os trabalhadores que tiveram Covid-19, garantindo afastamento, se necessário, e tratamento adequado.” Protocolo de ambiente de trabalho seguro Na reunião, foi discutida também a preocupação com as condições dos ambientes de trabalho para quem está de forma presencial. “É vital que haja protocolos de segurança transparentes que evitem aglomeração, garantam distanciamento, com fornecimento de máscaras, higienização constante, afastamento de casos suspeitos, confirmados e dos contatantes e que haja circulação de ar adequada nos ambientes de trabalho, entre outras medidas. Para isso, é importante que seja finalizada a negociação de um protocolo base para servir de parâmetro das medidas protetivas necessárias”, disse Mauro Salles. Foi debatido também a necessidade de intensificar a campanha de conscientização dos trabalhadores dos riscos trazido pela pandemia que demanda manter os cuidados, uso de máscaras e da importância da vacinação. Mesa Permanente de Negociações O Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT destacou a necessidade de retorno da Mesa Permanente de Saúde entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O tema foi debatido inclusive na última Conferência Nacional dos Bancários. “Mais do que nunca, ganham relevância os temas que estavam sendo tratados antes da Pandemia. É premente que seja garantida uma política adequada de prevenção com um Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) efetivo. As LER/DORT continuam preocupantes, mas o adoecimento psíquico causado pela pressão por resultados, metas abusivas e assédio moral torna-se preocupação central”, explicou o secretário. “Precisamos retomar o debate sobre as metas abusivas pois a pressão não arrefeceu, com a situação ficando mais grave diante da própria pandemia e das reestruturações praticadas pelos bancos com demissões e descomissionamento. Isso tudo, somado a termos que lidar com os perigos da pandemia, o que tem causado muito sofrimento, incerteza, insegurança e adoecimento”, completou. De acordo com o coletivo, os serviços médicos dos bancos precisam mudar de postura e serem voltados para atender, acompanhar e garantir tratamento às pessoas e não ser um apêndice dos departamentos de pessoal e jurídico. “Isso é mais necessário neste momento, pois o grau de adoecimento é elevado e tendo um novo risco, o biológico, a Covid-19, com as inúmeras sequelas, o que demanda uma atenção adequada para avaliar os ambientes, acompanhar a saúde dos trabalhadores, garantir um tratamento adequado e que não haja perda salarial nem na carreira caso tenha que tratar-se. Por isso, não podemos aceitar que continue a postura de dificultar o acesso a tratamento e assistência previdenciária através de uma série de empecilhos”, finalizou Salles. Fonte: Contraf-CUT

Caixa desconta PLR de empregados com dívida com o banco

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou nesta sexta-feira (17) um ofício à Caixa Econômica Federal requerendo providências imediatas quanto à captura de valores das contas de empregado que têm dívidas com a Caixa. O banco aproveitou o pagamento dos valores referentes à primeira parcela da Participação dos Lucros e/ou Resultados (PLR) para acessar as contas dos trabalhadores e descontar os valores. “A empresa não pode se valer da condição de ser simultaneamente empregador e instituição financeira para promover descontos ou compensação de créditos/débitos de origem diversa e não compensáveis nas contas dos empregados”, afirmou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. “A legislação vigente não autoriza a cobrança à força, de um crédito meramente alegado pelo empregador, sem contraditório, sem ampla defesa e sem apreciação judiciária, não podendo a Caixa se valer da sua posição para invadir a conta bancária do empregado”, completou. Em seu ofício, a Contraf-CUT observa que “o Acordo Coletivo de Trabalho relativo à participação dos empregados nos lucros e resultados – PLR, exercícios 2020 e 2021, também não prevê, muito menos autoriza qualquer compensação (cláusula 11, parágrafo sétimo)”. “A Caixa efetuou, de forma arbitrária, a retenção de valores pagos a título de PLR para quitar débitos pessoais de empregados, em total afronta ao direito à intimidade, previstos nos incisos X e XII do artigo 5º da Constituição Federal”, ressaltou a coordenadora da CEE. LGPD Fabiana explicou ainda que o trabalhador, na qualidade de consumidor e empregado, também se enquadra no conceito de titular de dados pessoais conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709 de 14 de agosto de 2018). A Lei resguarda os direitos fundamentais de liberdade, de privacidade e de livre desenvolvimento da personalidade (art. 1º), obrigando a pessoa jurídica que obtenha e realize tratamento de dados de titulares em geral, o fazer em respeito à boa-fé e aos princípios dispostos no artigo 6º. “Sendo o pagamento da PLR obrigação contratual decorrente do vínculo de emprego, prevista nos Acordos Coletivos da categoria, no âmbito da relação empregatícia, os dados dos titulares empregados devem ser tratados dentro da base legal condizente com a relação de trabalho. Qualquer outro dado do titular, não relacionado com o vínculo de emprego – tais como: empréstimos, contratos de financiamento, compra de produtos, dívidas, consórcios, investimentos, valores em poupança – não pode ser tratado, tampouco servir de fundamento para o descumprimento de obrigação contratual trabalhista, porque está inserido na esfera da relação comercial no âmbito do direito do consumidor entre a Caixa e seus clientes (nesse caso, seus empregados)”, diz o ofício da Contraf-CUT. Para Fabiana, a Caixa empregadora não possui legitimidade para utilizar essas informações e dados. “O compartilhamento de dados do empregado pela Caixa fornecedora de serviços bancários com a Caixa empregadora é, portanto, abusivo, em desacordo com os princípios da LGPD e desadequado com relação às bases legais previstas no art. 7º da Lei”, explicou. “A conduta da Caixa viola frontalmente os direitos fundamentais de liberdade, de privacidade e do livre desenvolvimento da personalidade, dentre eles os direitos trabalhistas, protegidos no artigo 7º, incisos VII, X e XI da Constituição Federal”, disse a dirigente. A Contraf-CUT finaliza seu ofício requerendo “a imediata regularização, com o reembolso aos empregados de quaisquer valores descontados a título de antecipação ou adiantamento da PLR em razão de suposto saldo devedor”. Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT pede explicações e cobra pagamento do valor correto da PLR da Caixa

Banco adiantou o pagamento da primeira parcela, mas valores calculados sobre o lucro líquido vieram pela metade A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou na manhã desta segunda-feira (13) ofício à Caixa Econômica Federal questionando os cálculos dos valores referentes ao adiantamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) pagos na sexta-feira (10) aos empregados. “Recebemos relatos de diversos empregados questionando os valores pagos pela empresa a título de antecipação do adiantamento da PLR 2021”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é diretora de Cultura da Contraf-CUT. Os questionamentos se referem às parcelas calculadas sobre o percentual do lucro líquido do banco. “Nosso ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) específico da PLR 2020/2021 estabelece, em sua cláusula 11, parágrafo 7º, que o adiantamento, a ser pago até o dia 30 de setembro, seria de 50% do valor devido à título de parcela fixa e percentual de salário, e os percentuais de lucro calculados considerandos o lucro líquido obtido no 1º semestre de 2021. No entanto, o valor pago pelo banco reduziu pela metade os valores calculados sobre percentual do lucro, que são a PLR Adicional Fenaban e a PLR Social”, explicou a coordenadora da CEE. Conforme estabelecido no ACT da PLR da Caixa, o valor da parcela adicional a ser paga pelo banco deveria ser de: Parcela Regra Adicional = R$ 10.843.513.000,00 (lucro líquido) x 2,2% / 83.294 (funcionários) = R$ 2.864,04 PLR Social = R$ 10.843.513.000,00 (lucro líquido) x 4% / 83.294 (funcionários) = R$ 5.207,34. Os valores calculados pela Caixa, porém, correspondem à R$ 1.451,01 e R$ 2.638,20. “Percebemos a divergência tanto na PLR Social quanto no adicional da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos)”, disse o diretor-presidente da Associação do Pessoal da Caixa do Estado de São Paulo (Apcef/SP) e membro da CEE/Caixa, Leonardo Quadros, em áudio distribuído aos empregados. “As entidades já haviam entrado com uma ação contra a Caixa cobrando o pagamento do valor correto na parcela do ano passado, paga em março. Essas ações estão tramitando na Justiça. Estamos cobrando a Caixa para que ela não faça novamente o pagamento em valor diferente daquele que foi acordado, e que assim as entidades não precisem novamente ingressar com ação contra a empresa para exigir o cumprimento do que foi discutido em mesa de negociação”, completou o dirigente da Apcef/SP.

Mesa de Negociação sobre Saúde Caixa é adiada para esta terça-feira (14)

A Mesa de Negociação entre a Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e a direção do banco, marcada para esta segunda-feira (13) para tratar das propostas para o modelo de custeio e gestão do Saúde Caixa, foi adiada para esta terça-feira (14), às 16h. A Comissão divergiu de pontos propostos pela Caixa e as discussões técnicas continuam ocorrendo. Em conversa na última sexta-feira (10), após análise do Comando Nacional, foi ratificado que princípios de solidariedade, pacto intergeracional e mutualismo são inegociáveis para o movimento. Os representantes dos empregados rejeitam, ainda, a paridade no custeio, já que a resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) foi revogada com a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo 342/2021, da deputada Erika Kokay (PT/DF). “Nós sabemos que existe, com toda razão, uma ansiedade dos empregados sobre a situação do Saúde Caixa a partir de 2022. O debate está sendo feito com todo o cuidado e responsabilidade que o assunto exige. Defendemos a manutenção do 70/30. Tivemos importantes progressos nas tratativas, mas ainda temos luta com o limite imposto de 6,5% da folha de pagamentos previsto no estatuto da Caixa”, destacou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE/Caixa. Fonte: Fenae

Saúde Caixa: Negociação supera dois impasses

A reunião de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e o banco sobre o plano de assistência à saúde dos empregados (Saúde Caixa), ocorrida na tarde desta sexta-feira (10) avançou em aspectos importantes para os trabalhadores. Mas, começou com as entidades de representação ressaltando as premissas inegociáveis. “Realizamos um congresso faz poucos dias, no qual os empregados deixaram claro que o modelo de custeio do Saúde Caixa precisa considerar o princípio da solidariedade e não a individualização. Por isso, não podemos aceitar que a cobrança seja feita levando-se em conta a idade, por exemplo. Tampouco serão aceitas alterações que, na prática, apliquem a CGPAR 23, mesmo ela tendo sido derrubada no Congresso Nacional. Mantemos nossa posição no modelo de custeio de 70/30”, informou a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, logo no início da reunião. Fabiana se refere à aprovação do PDL 342/2021 pelo Congresso Nacional, que susta os efeitos da resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). Entre as medidas impostas pela CGPAR 23, estava paridade no modelo de custeio dos planos de saúde dos empregados das empresas estatais federais. Média das projeções O primeiro ponto superado foi com relação à diferença entre as projeções de custo realizadas pelas assessorias atuariais contratadas pelo banco e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). Há uma diferença de aproximadamente R$ 40 milhões entre elas. Ficou acertado que será utilizada uma média entre as duas projeções. “Caso fosse aplicada a projeção de despesas elaborada pela consultoria contratada pela Caixa, os valores de contribuição necessários seriam maiores. Graças ao fato de termos contratado uma consultora que nos assessorou neste processo, conseguimos simular as mensalidades sobre uma base de cálculo menor”, explicou o diretor presidente da Associação do Pessoal da Caixa do Estado de São Paulo (Apcef/SP) e membro das CEE/Caixa, Leonardo Quadros. Paridade descartada Outro impasse superado com a negociação desta sexta-feira foi com relação à paridade do custeio (50/50). “Esta era uma imposição que estava sendo colocada pela Caixa com base na CGPAR 23. Na verdade, já não era obrigatória a utilização da resolução. Mas, agora, ela perdeu por completo seus efeitos. Não tem motivo para que a paridade no custeio seja mantida. Reafirmamos que nossa posição é pelo modelo 70/30, com a Caixa arcando com 70% dos custos e os empregados com 30%”, disse a coordenadora da CEE, lembrando que este é um ponto que já havia sido colocado na reunião anterior, mas que agora o banco confirmou que não haverá a imposição da paridade no custeio. Calendário da proposta Outro ponto colocado pela representação dos empregados foi com relação ao calendário de aprovação da proposta de custeio do Saúde Caixa. O banco impõe um calendário apertado, que não permite a apresentação e debate da proposta pelos empregados. “Não existe a possibilidade de aprovação de qualquer proposta pelos empregados da Caixa sobre o plano de assistência à saúde sem que haja análise cuidadosa e debate sobre cada um dos pontos. É preciso estender este calendário em, pelo menos, uma semana”, disse Fabiana. A Caixa concorda com a ampliação do prazo de uma semana, mas disse que precisa analisar a íntegra da proposta para o acerto no calendário. Na segunda-feira (13), às 15h, será realizada a próxima reunião sobre o Saúde Caixa. Comando Nacional O Comando Nacional dos Bancários analisou na manhã desta sexta-feira (10) os pontos colocados na negociação entre a CEE e a Caixa a respeito do plano de assistência à saúde dos empregados e validou as premissas das negociações entre as partes realizadas até o momento. “Houve validação total das premissas utilizadas pela comissão”, observou o representante da Federação dos Bancários do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP), Jorge Luiz Furlan. Outro ponto ressaltado por Furlan é com relação à transparência e gestão do plano. “Estamos deixando claro que é extremamente importante que os empregados participem da gestão do plano para termos conhecimento sobre possíveis reajustes no futuro e qualquer outra medida. Por isso, é fundamental que o Conselho dos Usuários tenha voz ativa e seja ouvido, é importante termos acesso aos dados que nos permitam fazemos nossas próprias projeções, sem termos que brigar para ter acesso a estes dados. Precisamos, também reativar os comitês de credenciamento e descredenciamento”, disse. O diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros, também ressaltou o ponto da transparência e democracia na gestão. “Apesar dos déficits apresentados desde 2016, não tínhamos acesso aos dados para confirmar a existência dos mesmos e fazer projeções para saná-los. Por isso, não concordávamos com reajustes apresentados para o plano”, disse, reforçando a necessidade de melhorias na gestão do Saúde Caixa. A próxima reunião de negociação ficou agendada para segunda-feira (13), às 15h. Fonte:Contraf-CUT