Desafios e perspectivas para o futuro estão na pauta do encontro do Bradesco

Marcado para o próximo dia 22, o Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco já está com a programação definida. A reunião será no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo (SP) e contará com a participação de representantes da categoria de todo o país. Na pauta, os desafios e perspectivas para o futuro. De acordo com a coordenadora da COE Bradesco, Erica Oliveira, o encontro servirá para analisar os desafios e refletir sobre como o banco está inserido no atual cenário. “A situação não é boa: convivemos com muitas demissões e o fechamento de agências mês a mês. Nosso objetivo é proteger o emprego, preservar direitos e avançar em outras pautas importantes para a categoria. Este encontro será fundamental para fortalecer nossa luta”, disse a coordenadora. Confira, abaixo, a programação: *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato participa do Dia de Luta contra Demissões no Bradesco

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou, nesta terça-feira (12), das ações pelo Dia Nacional de Luta contra as Demissões e o Fechamento de Agências do Bradesco. Os integrantes do Sindicato, tendo à frente o presidente Júlio Cunha, estiveram nas agências de Campos Elíseos, em Resende, e Amaral Peixoto, de Volta Redonda, onde distribuíram o informativo e conversaram os funcionários e clientes, conscientizando sobre a realidade do dia a dia do banco. De acordo com o informativo, nos últimos cinco anos o Bradesco fechou mais de 25 mil postos de trabalho e 1.800 agências, promovendo a demissão de trabalhadores e a precarização no atendimento ao público. Só nos primeiros seis meses de 2025 foram mais de 2.400 demissões em todo o país, de acordo com dados das federações fornecidos à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Apesar de o banco afirmar que está contratando, o volume de admissões é inferior ao de desligamentos. A cada balanço divulgado, o saldo de empregos diminui. Sobre o fechamento das unidades, o Bradesco informa que realiza estudos periódicos sobre sua rede física e que tem trabalhado para reduzir o custo de servir. Entretanto, não apresenta nenhum prazo para encerrar os fechamentos. Outro destaque é a pressão e a sobrecarga sobre os funcionários que permanecem no trabalho.

Lucro do Bradesco é de R$ 11,9 bi no primeiro semestre do ano

O Lucro Recorrente do Bradesco no primeiro semestre deste ano foi de R$ 11,931 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 33,7%. No segundo trimestre de 2025, o banco lucrou R$ 6,067 bilhões, um crescimento de 3,5% em relação ao primeiro trimestre do ano, quando foi registrado lucro de R$ 5,864 bilhões. Já o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) chegou a 14,6%, com aumento de 3,5 pontos percentuais em doze meses. O banco atribui a melhora na rentabilidade ao desempenho das receitas, que alcançaram R$ 34 bilhões no trimestre, alta de 15,1% em relação ao ano anterior. Destaque para o crescimento da margem financeira total (+15,8%), das receitas com serviços (+5,3%) e dos resultados com seguros, que subiram 33,4% e registraram um ROE de 21,4%. Entretanto, apesar dos lucros, o banco continua cortando pessoal e unidades físicas de atendimento. Os dados mostram que em junho deste ano, o grupo tinha 82.147 funcionários em sua holding, 70.724 no Banco Bradesco, uma redução de 2.564 postos de trabalho em doze meses, sendo 1.218 deles apenas no último trimestre. Também foram fechadas 342 agências, 1.067 postos de atendimento (PA e PAE) e 127 unidades de negócios em doze meses. Em junho de 2025, o banco contava com 2.168 agências, 2.376 postos de atendimento e 682 unidades de negócios. Segundo o relatório do banco, a base de clientes também aumentou, com 1,1 milhão de novos correntistas em doze meses, totalizando 74 milhões de clientes. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical reivindica e Bradesco atende pedido de reajuste do km rodado

Mais uma vitória para os trabalhadores e trabalhadoras do Bradesco. O banco anunciou, nesta segunda-feira (2), o reajuste do valor pago por quilômetro rodado aos gerentes que realizam visitas externas. O anúncio é resultado da cobrança feita na mesa de negociação, no último dia 6 de maio, pela Comissão de Organização dos Empregados (COE), como parte das pautas específicas da categoria. Congelado desde dezembro de 2021, o valor passou de R$ 1,02 para R$ 1,10. *Fonte: Contraf-CUT

Bradesco: lucro alto não impede precarização de trabalho e atendimento

O fechamento de agências, demissão de funcionários e a retirada de caixas das agências são algumas das ações que vêm precarizando os serviços oferecidos pelos bancos ao público, além de reduzir o emprego para a categoria bancária. O Bradesco, segunda maior instituição privada do sistema financeiro do país, lançou no início deste ano a campanha “Sacar pra quê?”, que limita o acesso aos caixas eletrônicos. No ano passado, o lucro do Bradesco chegou a R$ 19,6 bilhões, um crescimento de 20% em relação a 2023. Porém, o banco continua com sua política de redução de postos de trabalho e precarização dos serviços. O movimento sindical vem lutando em defesa das trabalhadoras, dos trabalhadores e dos clientes e usuários do banco. Muitos desses usuários são idosos, que não têm muita afinidade com os meios digitais e precisam de atendimento em agência física. No dia 6 de maio passado, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco teve uma reunião com a direção do banco, quando foram debatidos diversos temas, como diversidade, segmentação, fechamento de unidades, emprego e condições de trabalho. A pauta, segundo a coordenadora da COE, Erica de Oliveira, tem tudo a ver com os debates feitos na Mesa de Igualdade de Oportunidades. O emprego e o encerramento de unidades de atendimento, como agências, postos avançados (PAs) e unidades de negócios são as maiores preocupações da COE. Segundo os representantes dos trabalhadores, existem municípios em que o Bradesco não mantém mais nenhum ponto de atendimento, dificultando o acesso da população aos serviços bancários. A explicação apresentada pelo banco é que a instituição passa por um processo de recuperação e redimensionamento de estruturas, impulsionado pela evolução tecnológica. De acordo com o banco, apenas 2% das transações são realizadas de forma presencial. O banco garantiu que não abandonou os clientes de menor renda, mas que o modelo de atendimento está em constante transformação. Reestruturação Durante a reunião, a reestruturação do atendimento foi detalhada pelo banco, com a divisão de clientes pessoa física, em quatro faixas: Massificado:• clientes com renda mensal de até R$ 8 mil;• Prime: renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 25 mil ou investimentos entre R$ 50 mil e R$ 300 mil;• Principal: renda mensal acima de R$ 25 mil ou investimentos a partir de R$ 300 mil;• Private: valores superiores aos atendidos no segmento Principal.De acordo com o banco, essa segmentação vai gerar 3.200 novas vagas no Principal, sendo 2 mil destinadas a cargos de gerência, e 600 novos postos de trabalho no Massificado. Uso de canais digitais A campanha de incentivo ao uso de canais digitais foi questionada pela COE, que denunciou ainda que, em algumas localidades, gestores estariam deixando caixas eletrônicos (BDNs) indisponíveis, atrasando o conserto dos equipamentos, deixando-os artificialmente inoperantes.O banco explicou que a campanha é de sensibilização e que não há impedimento de saque em espécie. Segundo o banco, a queda no uso dos caixas se deve ao aumento do uso do Pix. Mas que vai revisar os casos relatados.Preocupação com emprego A COE também cobrou reajuste no valor do km rodado aos gerentes em visita, além de pedir esclarecimentos sobre a postura do banco mediante nova modalidade de empréstimo consignado com garantia do FGTS, lançada pelo governo federal. Outra questão levantada pela COE foi a ausência de registro de ponto para os gerentes de relacionamento Empresas, conhecidos como “gerentes alto valor”. A defesa do emprego é prioridade para o movimento sindical, como frisou a coordenadora da COE, Erica de Oliveira: “Todos os pontos debatidos são muito importantes. O movimento sindical no Brasil inteiro está muito preocupado com o fechamento de locais de trabalho e isso não pode se refletir no emprego dos bancários. Esta é a nossa preocupação número 1. O bom atendimento se faz com bancários e a gente vai insistir nisso”. *Fonte: Com informações da Contraf-CUT

Bradesco: lucro de R$ 5,864 bilhões no 1º trimestre não impede redução de postos de trabalho

O Lucro Líquido Recorrente do Bradesco nos três primeiros meses do ano foi de R$ 5,864 bilhões. A alta chegou a 39,3% em relação ao mesmo período de 2024 e de 8,6% frente ao trimestre anterior. Já o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) alcançou 14,4%, um acréscimo de 3,9 pontos percentuais em 12 meses. O relatório do banco mostra que o desempenho positivo foi puxado pela elevação do resultado operacional em 51,5% no ano, com destaque para o crescimento da receita (+15,3%), da margem financeira (+13,7%) e da margem com clientes (+15%), impulsionada em parte pela expansão da carteira de crédito. No final de março, a Carteira de Crédito Expandida superou R$ 1 trilhão, registrando alta de 12,9% em doze meses. O segmento pessoa física cresceu 16,2%, atingindo R$ 432,9 bilhões, com destaque para o crédito pessoal (+15,8%), crédito imobiliário (+18,1%) e crédito rural (+105,2%). A carteira de pessoa jurídica aumentou 10,6%, chegando a R$ 572,3 bilhões, puxada pelas micro, pequenas e médias empresas (+29,6%), enquanto o saldo das grandes empresas teve alta de apenas 1,2%. Entretanto, mesmo com o lucro expressivo, o banco manteve sua política de redução de postos de trabalho e estrutura física. Em um ano, foram encerrados 2.269 postos de trabalho, sendo 657 apenas no primeiro trimestre de 2025. Ao final de março, a holding contava com 83.365 funcionários, dos quais 71.953 estavam no Bradesco. Além disso, foram fechadas 420 agências, 891 postos de atendimento e 81 unidades de negócios nos últimos 12 meses. A rede passou a contar com 2.284 agências, 2.776 postos de atendimento (incluindo Postos de Atendimento Eletrônico/PAEs) e 721 unidades de negócios. *Fonte: Contraf-CUT

Defesa de emprego é a preocupação da COE Bradesco

Em reunião nesta terça-feira (6), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e a direção do banco debateram temas como diversidade, segmentação, fechamento de unidades, emprego e condições de trabalho. Durante o encontro, o banco apresentou seu programa de Diversidade, Equidade e Inclusão, com base em dois eixos: princípios e pilares. Emprego e o encerramento de unidades de atendimento, como agências, postos avançados (PAs) e unidades de negócios são as maiores preocupações da COE. O banco informou que passa por processo de recuperação e redimensionamento de estruturas, impulsionado pela evolução tecnológica. Segundo os representantes do banco, apenas 2% das transações são realizadas de forma presencial e o banco não abandonou os clientes de menor renda. Porém, o modelo de atendimento está em constante transformação. Ainda segundo o Bradesco, a nova segmentação tem gerado oportunidades internas, inclusive com admissões fora da área de tecnologia. O banco detalhou a reestruturação do atendimento, com a divisão de clientes pessoa física em quatro faixas e o atendimento a empresas. De acordo com o banco, serão geradas 3.200 vagas no Principal, sendo 2 mil destinadas a cargos de gerência, e 600 novos postos no Massificado. As mudanças, segundo o banco, também estão gerando novas oportunidades. A campanha de incentivo ao uso de canais digitais também foi questionada pela COE, que denunciou ainda que em algumas localidades, gestores estariam deixando caixas eletrônicos (BDNs) indisponíveis, atrasando o conserto dos equipamentos, deixando-os artificialmente inoperantes. O banco garantiu que não há impedimento de saque em espécie e que a campanha é de sensibilização e que vai revisar os casos relatados. *Fonte: Contraf-CUT

Novo cargo híbrido é anunciado pelo Bradesco

A criação do novo cargo Gerente de Negócios e Serviços (GNS I e II) foi anunciada pelo Bradesco. O cargo vai substituir as funções de gerente assistente e supervisor administrativo (também I e II). A mudança será feita em duas fases, sendo a primeira em 07 de abril e a segunda em 02 de maio. Haverá treinamento na Unibrad para que os trabalhadores afetados se adaptem às novas responsabilidades. De acordo com o banco, a transição visa alinhar a estrutura de cargos às práticas do mercado e não haverá alterações salariais. O banco afirma ainda que será uma atividade de apoio, sem cobrança de metas de vendas. Erica de Oliveira, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, garantiu que a entidade está acompanhando todas as mudanças. “Sabemos que o banco segue acompanhando os movimentos do mercado, mas isso não deve impactar negativamente no emprego dessas pessoas. O banco teve bons resultados em 2024 e isso deve ser refletido na qualidade dos empregos, uma vez que o banco também cresceu sua base de clientes. Seguiremos atentos”, garanti a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT

Funcionários de agências de alto valor estão sem ponto eletrônico

Foi constatado pela COE nacional (Comissão de Organização dos Empregados) do Bradesco, que todos os funcionários, com cargo de Gerente de contas, nas agências de alto valor, passaram a ser privados de registrar a jornada de trabalho através do ponto eletrônico. A falta de registro do ponto eletrônico possibilita o desrespeito da jornada de oito horas, vigente na CCT da categoria, por aqueles que ocupam esta função. Não bastasse o adoecimento frequente da categoria pelo assédio moral intenso e as metas abusivas, essa ação do banco potencializa, ainda mais, o agravamento desses adoecimentos. Não podemos aceitar esse descontrole da jornada, que vai aumentar ainda mais a exploração e o desrespeito do banco com a categoria bancária. A COE já enviou Ofício ao banco, pedindo explicações para tal deliberação, entendendo, a princípio, que esse procedimento possa ser ilegal.

Atendendo ao movimento sindical, Bradesco creditará PLR nesta sexta-feira (21)

Atendendo ao pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Bradesco decidiu antecipar o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O crédito será efetuado nesta sexta-feira (21). O valor da PLR é determinado pelo lucro anual do banco, com pagamento em duas parcelas. A PLR dos bancários é definida pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024/2026, com especificações sobre a regra para o pagamento, a fórmula de cálculo, quem deve receber, as datas de pagamento etc. A CCT determinou que a primeira parcela seria paga em 30 de setembro. Entretanto, após solicitação da Contraf-CUT, o apagamento foi realizado em 20 de setembro. A fórmula da primeira parcela, na ocasião, correspondeu a 54% do salário + valor fixo de R$ 2.005,82, regra básica da antecipação, mais o valor da Parcela Adicional que foi de R$ 2.767,24, e representou a distribuição de 2,2% do lucro líquido de forma linear. Já nesta segunda parcela, paga em fevereiro, o bancário vai receber como regra básica o que falta para completar os 90% do seu salário mais um valor fixo, majorado até chegar a 5% do lucro. Sem esquecer o valor da Parcela Adicional, que representa a distribuição linear de 2,2% do lucro líquido do Bradesco do ano de 2024, pelo número total de empregados elegíveis, limitado ao valor de R$ 6.942,28, descontada a antecipação da parcela adicional. No ano passado, o Bradesco obteve lucro de R$ 19,6 bilhões, uma elevação de 20% em relação a 2023. Dessa forma, de acordo com estimativas do Dieese, a segunda parcela da parcela adicional deve girar em torno de 3.291,17, que, somada à antecipação paga em setembro, que resultará em valor total de R$ 6.058,41. *Fonte: Contraf-CUT