10 DE OUTUBRO DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL

POR QUE PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Pela nossa Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Até a nossa atual e combalida CLT prevê as responsabilidades das empresas na manutenção da integridade da saúde dos trabalhadores. E apesar de toda essas legislações protetivas o Brasil infelizmente é um dos campeões em número de acidentes, mortes e doenças relacionadas ao trabalho. As mudanças implementadas em todo mundo na organização do trabalho através da chamada reestruturação produtiva, com a introdução de novas tecnologias, novas formas de gestão de mão de obra, para aumentar a produtividade, teve como consequência a intensificação no ritmo, intensidade e controle do trabalho. Particularmente nos bancos, com essas “ferramentas” também houve alterações no modelo de negócios, sendo a venda de produtos e serviços financeiros se tornado a principal atividade, e o trabalho baseado no atingimento de metas, cada vez mais inexequíveis é a realidade. O assédio organizacional – práticas de gestão voltadas para a produtividade, abriu espaço para o assédio moral. Com ambientes de trabalho cada vez mais exigentes, competitivos, novas relações de trabalho aos poucos foram quebrando os laços de solidariedade e substituindo por um individualismo como forma de sobrevivência no cargo ou no emprego. Os ambientes de trabalho vão se tornando hostis, com muitas tarefas, cobranças e poucos trabalhadores para dar conta de tudo. Essa gestão fortemente baseada na planificação e cobrança por resultados inibem outras condições fundamentais à realização humana: a subjetividade e o sentido de realização profissional. Soma-se a isso tudo uma segmentação de clientes cada vez mais seletiva, uma profunda crise econômica, tornando praticamente impossível entregar o resultado cobrado. Não por falta de empenho ou dedicação pessoal. Ao contrário. Ainda existe uma verdadeira crise de identidade moral nos bancários, porque nesse cenário, se vêem obrigados a “vender” produtos que se tivessem escolha não o fariam. Aos poucos a angústia, tristeza, a fadiga, ansiedade e o estresse vão se instalando, sem se perceber. Fato é que nos últimos anos as doenças psicossomáticas já são maioria dos afastamentos do trabalho. A Síndrome de Burnout já é uma verdadeira Pandemia entre os bancários. Essa síndrome se caracteriza pelo esgotamento físico e emocional, necessitando o afastamento do posto de trabalho. Segundo a OMS a Bournout é um estresse crônico e já atinge em algum grau a maioria dos trabalhadores no mundo. Além do desconhecimento natural em reconhecer essas situações, os bancários receosos por perderem a função ou o próprio emprego protelam na busca do tratamento adequado. O que quando ocorre, os problemas já estão agravados. Temos visto ser comum também outros problemas decorrentes da não abordagem correta, que são decorrentes de automedicação, problemas trabalhistas e previdenciários ocasionados pelo desconhecimento dos direitos e legislações, prazos e procedimentos. A pandemia da Covid19, o isolamento social necessário, as novas modalidades como o teletrabalho-home office agravaram essas condições. O ano de 2020 bateu um novo recorde na concessão de auxílio doença e aposentadoria por invalidez devido a transtornos mentais, chegando a 576,6 mil afastamentos , segundo dados da Secretaria Especial da Previdência e Trabalho – uma alta de 26% em relação a 2019. Isso com toda a dificuldade que sabemos ter nos atendimentos no órgão previdenciário. Dados do INSS já apontam que hoje 63% dos novos afastamentos já são relacionados a esses problemas de saúde mental. Por isso que abordar essas questões são fundamentais. A busca do equilíbrio entre a vida e a realização do trabalho é cada vez mais imprescindível, e de interesse de toda sociedade. Essa discussão há muito já não é apenas transversal ou tangencial às condições e relações de trabalho. São vitais.
Fenae reage indignada às novas denúncias de uso político da Caixa

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) reagiu, com indignação, às novas denúncias de uso político do banco pela família Bolsonaro. Na edição desta sexta-feira (8), a revista Crusoé mostra que recursos da Caixa para patrocínios têm sido direcionados a pedido do filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, e novamente pela primeira-dama Michelle Bolsonaro. O presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, defende que o banco seja tratado como um bem público. “A Caixa Econômica Federal não é de um presidente, de uma família, de um governo. A Caixa é dos brasileiros e deve estar sempre a serviço do país”, afirmou Takemoto, ao ressaltar que os empregados da estatal atuam com responsabilidade, ética e honra ao papel social do banco. De acordo com a reportagem de hoje da Crusoé, o senador Flávio Bolsonaro seria o responsável pelo direcionamento de mais de R$ 50 milhões [de um total de R$ 87,5 milhões] que a Caixa investiu em patrocínios, entre janeiro e agosto deste ano. Já Michelle Bolsonaro tem como foco beneficiar Organizações Não-Governamenais (ONGs) ligadas a igrejas evangélicas. Segundo a revista, uma associação beneficente [“Criança Cidadã”] recebeu dois aportes do banco público: um de R$ 1,75 milhão, em 2019, e outro de R$ 2,2 milhões em abril deste ano. Na última semana, a Crusoé revelou que pessoas e empresários próximos à família Bolsonaro foram beneficiados ao serem passados na frente da fila de empréstimos da Caixa pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A concessão mais célere dos financiamentos ocorreu, conforme mostrou a revista, a pedido da primeira-dama junto ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães. “Infelizmente, nas últimas semanas têm sido amplamente divulgados atos envolvendo a direção da Caixa que não condizem com o princípio da coisa pública, da democracia”, observou Sergio Takemoto. “São denúncias de tráfico de influência, uso indevido dos canais de comunicação da empresa para benefício próprio, autopromoção e obtenção de vantagens. Todos esses casos precisam ser apurados e os responsáveis, devidamente penalizados”, afirmou o presidente da Fenae, que acrescentou: “Nós, trabalhadores da Caixa, somos a força-motriz que move a instituição e não podemos tolerar o mau uso e o enfraquecimento deste patrimônio, que é do povo brasileiro. A Caixa Econômica Federal precisa seguir sendo pública, de todos e essencial para o desenvolvimento do país. Não podemos deixar que um mau governo coloque em risco a credibilidade do banco e dos empregados”. Fonte: Fenae
Jornal Itaunido – setembro
Bingo da Morte no Banco do Brasil: Tesouraria escolhe por sorteio quem retornará ao presencial

Numa atitude de profundo desrespeito pela vida, a Tesouraria do Banco do Brasil no Rio de Janeiro está decidindo por sorteio que funcionários vão voltar ao trabalho presencial. A atitude beira à insanidade e além de colocar em xeque o anúncio feito pelo BB de que o retorno seria voluntário mostra um inaceitável e desumano desrespeito pelas pessoas cuja exposição ao risco de contaminação pela covid-19 está sendo decidida com escárnio, como se fosse uma brincadeira, um verdadeiro bingo da morte. A diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e integrante da Comissão de Empresa do BB (CEBB), Rita Mota, adiantou que este caso gravíssimo será levado imediatamente ao banco. “Vamos exigir a suspensão desta roleta russa. Trata-se de um comportamento cruel e irresponsável que surge como reflexo das atitudes negacionistas do governo, de desprezo pela vida da população e de boicote às medidas de prevenção”, criticou. Retorno é descabido Classificou a atitude como absurda, ainda mais considerando que coloca em risco a saúde e a vida dos funcionários, diante de uma pandemia ainda fora de controle, com uma cobertura vacinal de cerca de 40%, bem abaixo dos 80% exigidos pelos cientistas para considerar a doença controlada. Disse que mesmo a decisão do banco de ‘convidar’ os funcionários, ou seja, de oficialmente não impor o retorno, é precipitada. “Vamos solicitar o adiamento do retorno que, mesmo com o rótulo de voluntário, está sendo feito de forma obrigatória, como mostra o exemplo da Tesouraria, com o sorteio dos que serão escolhidos”, afirmou. “Não é o momento para a volta ao presencial e muito menos desta forma. Além de estarmos muito longe do percentual de imunizados exigido pelos infectologistas, ainda vivemos uma situação agravada pelo crescimento dos casos de infecção e morte pela variante Delta em vários estados. O Rio de Janeiro é um deles. O quadro aqui é assustador, com esta nova cepa, mais transmissível e fatal, se tornando a dominante: 90% dos casos de internação no estado são de pacientes atingidos pela variante Delta”, alertou. Mais contaminações Frisou que o retorno é extremante perigoso também para quem já está trabalhando presencialmente porque gera uma maior aglomeração. “Nada disto faz sentido. É uma irresponsabilidade, ainda mais se levarmos em conta que as pessoas estão em teletrabalho, e que, com isto, além de executarem suas tarefas com mais segurança, ainda geram economia para o banco, não se justificando a decisão de voltarem ao presencial”, argumentou. Passaporte de vacinação Acrescentou que outro fato torna a situação ainda mais grave: nem todos os funcionários tomaram a segunda dose, muitos outros sequer se vacinaram. E o banco quer que voltem sem fazer o PCR. “Não entendemos essa pressa toda, essa falta de cuidado. Tudo isso está sendo imposto, quando o que foi estabelecido em acordo é que, quando houvesse condições adequadas, o que não é o caso, a volta seria negociada, sendo estabelecidos protocolos com regras claras e seguras”, lembrou. Frisou ainda que existe uma mesa permanente sobre covid-19 por onde o assunto teria que passar, e isto não aconteceu. Lembrou que o certificado de vacinação está sendo exigido no Rio de Janeiro, para que as pessoas tenham acesso aos estabelecimentos, decisão confirmada nesta quinta-feira (30/9), pelo ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). “Mas o BB está também ignorando este fato e exigindo a volta, sem os cuidados necessários. Vamos reivindicar a suspensão do retorno. Este, definitivamente, não é o momento”, afirmou a dirigente. Fonte: Bancários Rio
Funcionários do BB reivindicam negociação antes de retorno ao trabalho presencial

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) reforçou para a direção do banco, no início da noite desta quinta-feira (30), que ainda é cedo para o retorno ao trabalho presencial, já que a pandemia do coronavírus (Covid-19) continua com média de mortes acima de 500 casos por dia. Pontuaram também que a maneira como foi feita a convocação pode parte do BB não foi correta. “O banco divulgou que foi feito um convite para os trabalhadores se voluntariarem. Porém, no dia a dia, descobrimos que há uma pressão dos gestores, inclusive com ameaças, para os trabalhadores voltarem, independente da sua vontade. Não vamos aceitar este tipo de atitude. Por isso, queremos abrir esta negociação. Estamos pré-dispostos à negociação, mas o banco também precisa querer negociar e não pensar tomar essas atitudes arbitrárias”, afirmou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. O coordenador reivindica o fim da pressão para o retorno imediato, pois este processo precisa ser programado e gradual. “Os próprios locais de trabalho precisam ser preparados, pois atualmente não têm condições de receber todos os funcionários com os cuidados necessários para evitar riscos à saúde de todos. Isso leva tempo e tem de ser baseado em critérios técnicos”, completou. A CEBB cobra a realização de exames médicos de retorno nos trabalhadores que voltarem ao trabalho presencial e a exclusão do processo de retorno dos trabalhadores de grupos de risco e dos que coabitam com pessoas deste grupo. “Quando mais se tenta antecipar o retorno ou o fim da pandemia, sem ela acabar, mais se demora para voltarmos a vida normal. A pressa e a falta de diálogo só geram desacordos e a demora em todo esse processo”, disse Fernanda Lopes, secretária de Juventude e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o BB. “Aqui em Brasília temos grandes concentração nos prédios administrativos. O retorno de forma atabalhoada nesses grandes centros pode gerar um problema mais grave. Precisamos levar isso em consideração e tomar as medidas necessárias para evitar”, argumentou Kleytton Moraes, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e membro da CEBB. Devido ao adiantar do horário, a reunião foi paralisada e reinicia na tarde desta sexta-feira (1), às 17h. Fonte: Contraf-CUT
Caixa atende pedido da Contraf-CUT e prorroga teletrabalho

Nova data prevê modalidade de trabalho em home office até o final de 2021 A Caixa Econômica Federal comunicou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) que o prazo para a continuidade da modalidade de teletrabalho nas unidades do banco foi prorrogado até o final de 2021. A Contraf-CUT havia enviado ofício ao banco no dia 14 de setembro fazendo esta solicitação e reiterado o pedido na última segunda-feira (27), devido à persistência da pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19. A data prevista para o retorno ao trabalho presencial no acordo específico de teletrabalho em decorrência da pandemia se encarraria nesta quinta-feira (30). “A Caixa atendeu nosso pedido de prorrogação do home office, o que é importante pois a pandemia ainda não acabou. Poderia não ter deixado a prorrogação pra última hora, pois isso afeta milhares de colegas e também suas famílias e interfere diretamente no dia a dia e na programação dos trabalhadores. Mas, os debates continuam pra proteger e dar melhores condições de trabalho para aqueles que estão trabalhando presencialmente, sobrecarregados devido ao excesso de atendimento e metas desumanas”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT
Depois de convite atabalhoado, funcionários garantem negociação para retorno ao trabalho presencial no BB

Reunião é uma reivindicação da representação dos funcionários desde que o BB convidou trabalhadores a se voluntariarem A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reúne, na tarde desta quinta-feira (30), com a direção do Banco do Brasil para negociar o retorno ao trabalho presencial. A reunião é uma reivindicação da representação dos funcionários desde que o Banco do Brasil começou a emitir convite para os trabalhadores se voluntariarem a voltarem a trabalhar presencialmente. “Esta negociação e fundamental para criarmos um protocolo com medidas que garantam a saúde e a segurança dos trabalhadores”, afirmou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. “Nós acreditamos que ainda não é o momento para a volta de todos os trabalhadores, principalmente os do grupo de risco, mas faremos o possível para preservar a vida dos funcionários do banco do Brasil”, completou. “O convite foi feito pelo Banco sem qualquer negociação com os representantes dos trabalhadores, de forma desorganizada, inclusive com funcionários sendo convocados e depois enviados novamente para o trabalho remoto”, lamentou Kleytton Moraes, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e membro da CEBB. “Precisamos estabelecer parâmetros. Não podemos colocar os trabalhadores em risco e contar com o bom senso de cada gestor, muitos que só mudam de postura após pressão dos Sindicatos”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT
Santander voltará a abrir agências até às 16h

Mais uma vez, banco toma uma medida sem negociar com a representação dos trabalhadores O banco Santander comunicou clientes que, a partir de segunda-feira (4), suas “lojas” voltarão a atender o público até às 16h. Os gestores foram orientados a, nesta quinta-feira (30), afixar cartazes informando a alteração do horário, que volta a ser o mesmo de antes da pandemia: das 9h às 10h para atendimento exclusivo para o público prioritário e das 10h às 16h para o público em geral. “Lamentamos que, mais uma vez, o banco tome uma medida que tem consequências diretas no dia a dia de trabalho sem negociar com a representação dos trabalhadores, em desrespeito ao que determina o acordo coletivo que o banco tem firmado com o movimento sindical”, criticou o coordenador interino da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mario Raia. O dirigente da Contraf-CUT se refere ao Comitê de Relações Trabalhistas, previsto na cláusula 35 do Acordo Coletivo de Trabalho firmado entre o banco e seus funcionários, que em seu parágrafo primeiro define que as demandas do Santander e dos empregados, que não tratem de questões econômicas e de interesse local dos sindicatos, deverão ser encaminhadas através do Comitê”. Pioneiro A volta da abertura das agências até às 16h era uma pauta que estava sendo debatida entre os bancos que fazem parte da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mas não houve consenso e o encaminhamento foi de que a medida seria tomada de forma individual. “O Santander, como sempre, é o pioneiro entre os bancos nestas questões que podem causar algum dano aos trabalhadores. O banco não tem medo de mostrar que não se importa com o que possa acontecer com seus funcionários. A única coisa que importa é o lucro”, lamentou o dirigente da Contraf-CUT. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avaliou as condições de teletrabalho da categoria após mais de um ano de duração dessa modalidade neste período de pandemia de Covid-19. Mais de 13 mil bancárias e bancários responderam ao questionário e feitos vários recortes na pesquisa, que aponta maior incidência de diagnóstico positivo de Covid-19 (38%) entre os que permaneceram no trabalho presencial do que entre aqueles que passaram a modalidade em home office (23%). Chamou a atenção o fato de que o banco que menos colocou trabalhadores em teletrabalho foi o que mais teve registros de contaminação. Fonte: Contraf-CUT
Bancários negociam protocolo de prevenção para retorno ao trabalho presencial no Itaú

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e membros do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú se reuniram com a direção do banco, na tarde desta terça-feira (28), para negociar o retorno ao trabalho presencial dos trabalhadores que estão em home office, comunicado pelo Itaú no último dia 14 de setembro. Os representantes dos trabalhadores reforçaram que a pandemia do coronavírus (Covid-19) continua em ritmo crescente, com média de mortes acima de 500 casos por dia, e com a variante Delta, de alta transmissibilidade, predominando em vários estados. “O ritmo da vacinação ainda está longe do esperado e não atingiu os 70% de imunização com as duas doses. Portanto, com certeza, vários trabalhadores ainda não tomaram a segunda dose da vacina, ou seja, não estão completamente imunizados”, critica Jair Alves, coordenador da COE Itaú, ao afirmar que nenhum trabalhador deverá retornar sem a comprovação das doses da vacina, com o respeito aos 15 dias após a segunda dose. Durante a reunião, o movimento sindical apontou que o retorno de vários trabalhadores ao trabalho presencial aumenta a concentração de pessoas e o risco de aglomeração nos prédios e agências, além de compartilharem o mesmo ambiente, tais como banheiros e cozinhas. Por isso, o uso de máscaras tem de ser obrigatório, além do fornecimento destes equipamentos de proteção individual (EPI) por parte da empresa e da sanitização dos ambientes de trabalho, de acordo com as determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. No encontro, a COE Itaú e os membro do GT de Saúde entregaram um texto de sugestão do protocolo de prevenção da Covid-19, neste momento de retorno ao trabalho presencial. “Este documento trata uma preocupação nossa com os trabalhadores, os terceirizados, prestadores de serviços e também com os clientes, que estarão cada vez mais presentes nos locais de atendimento”, afirmou Luciana Duarte, coordenadora do GT de Saúde. Entre os principais pontos do documento está a reivindicação da realização de exames médicos de retorno ao trabalho para avaliação dos trabalhadores que voltarem ao trabalho presencial, no qual a indicação do médico assistente deverá ser levada em consideração, assim como foi feito com a implementação da portaria 20. Deverá ser considerada também a avaliação médica, com acompanhamento pela medicina ocupacional do banco, tanto dos casos de retorno, como para os trabalhadores que já estão em regime presencial desde o início da pandemia. Além disso, os trabalhadores com histórico de infecção pela Covid-19 também deverão ser acompanhados pela medicina ocupacional do banco, para a devida readaptação ao trabalho gradativo em função das possíveis sequelas da doença, que podem comprometer a saúde física e mental dos trabalhadores. “Algumas medidas têm que dar segurança para os trabalhadores. É uma responsabilidade do banco. A gente precisa preservar a vida, neste momento”, completou Carlos Damarindo, membro do GT de Saúde do Itaú. Fonte: Contraf-CUT
COE e Bradesco retomam mesa de negociação da minuta específica

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu com o banco no final da tarde desta quarta-feira (22) para debater alguns pontos da minuta específica de reivindicação, resultado do Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco – realizado no início de agosto. O Bradesco informou a suspensão do rodízio entre os trabalhadores da rede de agências, a partir de 4 de outubro, que acontece desde o início da pandemia do coronavírus (Covid-19). O banco justificou a decisão por conta de o movimento de flexibilizações das restrições sociais dos governos estaduais impactar nas agências, com aumento no volume de atendimento. Na sequência, o Bradesco propôs iniciar as negociações para o plano de retorno também nos prédios administrativos. Os representantes dos trabalhadores reivindicam o estabelecimento de alguns critérios, como o retorno gradual, apenas com trabalhadores totalmente imunizados que se voluntariarem e de forma escalonada para evitar aglomerações na entrada e na saída com número limite. O banco concordou com os termos e ainda garantiu que não haverá convocações para o retorno dos trabalhadores do grupo de risco em nenhuma das áreas, que foi outro pedido da COE. Os representantes dos bancários cobraram ainda a manutenção e o cumprimento dos protocolos de saúde e segurança, negociados desde o início da pandemia, como uso de máscara por clientes e funcionários, manutenção do distanciamento, álcool em gel, e a melhoria na qualidade das máscaras fornecidas aos funcionários. Além da aplicação do protocolo em caso de testagem positiva de Covid-19, com sanitização, isolamento dos funcionários e fechamento da agência ou departamento. O Bradesco acatou e se comprometeu a reforçar a comunicação para toda organização Bradesco. “O retorno à mesa de negociação foi muito importante. Ainda mais num momento como este, em que precisamos garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores que voltarão ao trabalho presencial, seja de forma contínua pelo fim do rodízio nas agências, ou de maneira escalonada, com os voluntários que estão em home office no momento”, afirmou a coordenadora da COE Bradesco, Magaly Fagundes. “Nesta reunião valorizamos a importância do espaço historicamente criado pelo movimento sindical bancário de negociação continua com os bancos para garantir respeito aos trabalhadores”, completou. Ficou definido que o retorno ao trabalho presencial nos prédios administrativos começará em forma de projeto-piloto, a partir de 4 de outubro, apenas em São Paulo. “Fazer o retorno gradual e dialogando com o movimento sindical é uma medida importante. É fundamental que os bancários dos centros administrativos nos avisem, caso ocorra o descumprimento do que acordamos nessa reunião. Ficaremos atentos, como sempre estivemos”, garantiu a representante do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região na COE Bradesco, Erica Oliveira. Testagem Covid-19 A COE Bradesco solicitou a expansão do teste para os familiares dos funcionários. O banco ficou de dar retorno posteriormente. Horário de atendimento Questionado sobre possível mudança no horário de atendimento nas agências, o Bradesco afirmou que mantém o reduzido horário para o público normal, das 10h às 14h. Para os aposentados, em dia de pagamento, das 8h às 14. Em dias normais, das 9h às 14h. Flexibilização dos trajes A COE Bradesco reivindicou a flexibilização da necessidade de trajes sociais para o trabalho devido ao calor que passará a fazer em todo o Brasil com a chegada do verão. Emprego A Comissão de Organização dos Empregados denunciou o aumento das demissões em todo o Brasil, de acordo com o registro dos sindicatos, e reforçou a prioridade da manutenção do emprego. Pauta de reivindicações específicas A COE Bradesco solicitou a retomada de negociação da pauta específica, do acordo de teletrabalho, emprego, valorização dos funcionários e plano de saúde/odontológico. A representação dos trabalhadores e o Bradesco voltam a se reunir na segunda quinzena de outubro para debater as reivindicações dos funcionários do Bradesco. Fonte: Contraf-CUT