Bancos cortam postos de trabalho

Dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com base na PNAD Contínua, mostram que o setor bancário extinguiu postos de trabalho pelo quarto mês consecutivo. O saldo negativo de 319 vagas em janeiro foi resultado de 3.145 admissões e 3.464 desligamentos no mês. De outubro de 2022 a janeiro deste ano, o setor já acumula o fechamento de 889 postos de trabalho. O saldo negativo de empregos no setor bancário caminha na contramão do ramo financeiro como um todo que, excluindo os bancos, teve saldo positivo de 1.604 postos de trabalho em janeiro. Apesar dos resultados negativos para contratações nos bancos entre outubro de 2022 e janeiro deste ano, no acumulado dos últimos 12 meses (Jan/22 a Jan/23) o saldo de empregos no setor bancário está positivo, com a criação de 1.399 vagas, devido às contratações pela Caixa no ano passado, graças à atuação sindical e jurídica do Sindicato, Contraf-CUT e Fenae pela convocação dos aprovados em concurso de 2014. Das 27 unidades da federação, apenas cinco registraram saldo positivo de postos de trabalho: São Paulo (+77 postos), Sergipe (+12 postos), Pará (+5 postos), Amapá (+ 1 posto) e Tocantins (+ 1 posto). Rotatividade O salário mensal médio de um bancário admitido em janeiro alcançou o valor de R$ 6.395,43, enquanto o do desligado foi de R$ 7.214,62. Ou seja, o salário médio do admitido correspondeu a 88,6% do desligado. Impacto negativo A terceirização também tem impacto negativo sobre o emprego no setor bancário, já que os bancos utilizam esta modalidade de trabalho para cortar custos, retirar funcionários da categoria bancária e desmobilizar a organização dos trabalhadores. Faixa etária e sexo Quanto ao recorte de gênero, o saldo negativo de postos de trabalho nos bancos se deu, predominantemente, entre mulheres. Nas admissões, as mulheres representaram 46% das contratações, enquanto nos desligamentos correspondem a 51%. O resultado é um saldo negativo de 5 postos de trabalho entre homens, número que salta para 314 entre as mulheres. Em relação ao recorte por faixa etária, observa-se saldo positivo de postos de trabalho entre as faixas de 18 até 29 anos, com ampliação de 811 vagas. Já para as faixas etárias superiores, o constatado movimento é contrário, com o fechamento de 1.111 vagas.
Conselho fixa em 1,97% juro máximo para consignado do INSS após pressão dos bancos

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) decidiu aprovar, nesta terça-feira (28), a proposta do governo para o teto máximo de 1,97% ao mês nas taxas de juros do crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS. A decisão ocorreu após forte pressão dos bancos. Para o cartão consignado, a taxa máxima ficou em 2,89% ao mês. “Recuamos no que queríamos para o teto de juros do consignado pela pressão que bancos fizeram. Considero que os juros continuam altos”, declarou o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, em entrevista coletiva. Lupi ainda prometeu para os próximos dias “novos caminhos” para baratear o crédito aos aposentados. Segundo o ministro, a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75%, pelo Banco Central, contribuiu para um “cenário adverso na economia do Brasil”, afetando a decisão. O CNPS, no último dia 13, reduziu a taxa de juros do consignado do INSS de 2,14% para 1,7% ao mês. Na ocasião, a taxa máxima do cartão consignado também caiu, de 3,06% para 2,62% mensais. Os bancos privados – Itaú Unibanco, Banco Pan, Daycoval, Mercantil do Brasil e PagBank/PagSeguro – reagiram e decidiram suspender as linhas de crédito para aposentados e pensionistas. Em seguida, os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil foram pelo mesmo caminho, e anunciaram a suspensão do empréstimo consignado. Com isso, várias centrais do país – CUT, CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central, CSB, Intersindical e Pública – divulgaram nota condenando a suspensão do crédito. Para elas, a decisão mostrava que mostrava que a sede dos bancos por lucros “não tem limites”. *Com informações da Rede Brasil Atual
Claudio Said toma posse na presidência da Cassi

A Caixa de Assistência do Banco do Brasil (Cassi) empossou seu novo presidente, Claudio Said, na última terça-feira (14), em Brasília. Said já exerceu o cargo de gerente executivo da caixa de assistência. O novo presidente destacou em seu discurso que a Cassi é uma empresa de vanguarda, de construção coletiva, com foco na prevenção da saúde, além do modelo de gestão compartilhada e elogios ao SUS, valores compartilhados pelo sindicato e demais entidades representativas dos bancários. Tarciana Medeiros, presidenta do BB prestigiou a cerimônia de posse, que contou ainda com a presença de lideranças executivas do Banco do Brasil, da Cassi, e demais entidades coligadas. Em seu discurso, Tarciana reforçou que este é um novo momento para todos, um período de mudanças.
Banco do Brasil vai incentivar o empreendedorismo feminino

Tarciana Medeiros, primeira mulher a ocupar a presidência do Banco do Brasil em toda a sua história, deu entrevista à Febraban, no mês que se comemora o Dia Internacional da Mulher, e afirmou: “Depois que uma mulher tem acesso ao crédito, o céu é o limite”. Tarciana fez a afirmação ao falar sobre o objetivo de incentivar ainda mais o empreendedorismo, principalmente o feminino. ”Para as mulheres, nós vamos trabalhar muito forte a inclusão financeira em todas as suas formas, principalmente ensinando como gastar o dinheiro, como investir o dinheiro de uma maneira muito simples”, afirmou a presidenta. Segundo Tarciana, o banco vai seguir a mesma linha do curso da Febraban, “com uma linguagem simples, direta e objetiva”. “Nós pretendemos implementar ações voltadas ao empreendedorismo feminino, ensinando como se utilizar, como gastar o dinheiro, como investir. Aí nós habilitamos ao crédito e depois que uma mulher tem acesso ao crédito ela é livre. Aí o céu é o limite”, ressaltou Tarciana. A presidenta do Banco do Brasil fez questão de falar sobre como foi recebida nesse início de gestão. “Eu fui abraçada pelos colegas. O fato de ser de carreira, de ter construído no banco essa trajetória fez toda essa aceitação. Sou uma de 85 mil. Tem sido uma experiência espetacular, eu nunca imaginei viver esse momento na vida. Tenho muito orgulho de estar representando esses 85 mil colegas”, afirmou. Ainda falando sobre empreendedorismo, Tarciana explicou a linha de trabalho à frente do banco. “O brasileiro é um povo empreendedor. O Banco do Brasil acredita nos brasileiros e dar crédito é acreditar nas pessoas. Nós vamos intensificar as ações de crédito. Vamos trabalhar forte no empreendedorismo. Vamos intensificar a Liga PJ, que é uma plataforma implementada há mais ou menos um ano e algumas ações direcionadas ao de empreendedorismo para que todas as etapas de fomento ao negócio aconteçam. Se alguém precisar abrir um novo negócio, expandir um negócio ou implementar alguma alteração naquele empreendimento, nós estaremos preparados para apoiar, especialmente para as mulheres”, garantiu. Outra questão levantada durante a entrevista foi a inadimplência. Tarciana afirmou que a equipe tem trabalhado bastante o embarque de inteligência analítica na concessão de crédito. “Eu venho da diretoria de clientes e eu trabalhava com ciclos de relacionamento com clientes. Vamos trabalhar forte nessa área, desenvolver modelo de conhecimento do cliente, onde seja possível entregar um banco para cada cliente, isto é, entregar um Banco do Brasil adequado à necessidade de cada cliente”, disse. Ela explicou que um dos modelos analíticos que vem desenvolvendo é o modelo de pressupor cliente, ou seja, entregar ao cliente a linha de crédito adequada à sua necessidade. “Hoje, nós já temos tecnologia que no momento que o cliente vai buscar o crédito eu já conheço ele. Eu já entrego a linha de crédito com o melhor preço. Se é um cliente que está buscando para uma necessidade imediata, ele acessou o app do BB, simulou a operação de crédito, ele já recebe a melhor linha de crédito disponível. Nós pretendemos evoluir para ter não só uma melhor linha de crédito em preço, mas a melhor linha de crédito, a mais adequada a esse cliente. Nós entendemos que, dessa forma, a gente educa, protege e garante os menores índices de inadimplência”, concluiu Tarciana. *Com informações da entrevista concedida à Febraban
Banco do Brasil amplia teletrabalho a pedido do movimento sindical

Conforme solicitação do movimento sindical, o Banco do Brasil ampliou os avanços no teletrabalho remoto institucional (TRI). O anúncio veio três dias após a realização da mesa de negociações com a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), na última segunda-feira (13). A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB, Fernanda Lopes, ressaltou a conquista da antiga reivindicação. “A implementação do TRI é uma luta antiga das trabalhadoras e dos trabalhadores, vem bem antes da pandemia, quando passamos a reforçar a necessidade de implantar o home office. Então, esses avanços são uma conquista da categoria, do movimento sindical.” O Banco aprovou a ampliação de 30% para 50% o total da equipe que pode exercer simultaneamente suas atividades de modo remoto, nos prefixos habilitados, com possibilidade de reavaliação dentro do prazo dos próximos seis meses. Além disso, esse percentual está separado do teto de ausências físicas programadas, como férias e abonos. “O banco nos informou nesta quinta (16) que a implementação dessa medida será a partir do dia 21 de março”, destacou Fernanda Lopes. A inclusão dos funcionários em nível gerencial, inicialmente, para um dia em trabalho remoto por semana e, para os demais habilitados, a ampliação da frequência do home office de dois para três dias na semana ou seu equivalente mensal também estão entre as novidades. Também foi aprovada a ampliação de áreas habilitadas, incluindo escritórios, Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB) e Serviço de Atendimento ao Cliente (Sac) e outras áreas, após resultado de estudos. De acordo com o banco, a implementação acontecerá no decorrer do semestre, considerando as características de trabalho de cada setor. O banco também avalia a implementação de plataformas digitais remotas, além de espaços colaborativos internos (coworkings) para o semestre. “Esta proposta ajudaria pessoas a terem mais opções para trabalhar mais próximo de casa, principalmente nas grandes cidades e regiões metropolitanas, devido dificuldades de se locomover”, ressaltou Fernanda, destacando que “mães, pais e tutores com crianças de até 4 anos e empregadas e empregados com deficiência, têm prioridade no acesso ao teletrabalho, conforme legislação”. Mudanças começam em 21 de março: Para as Unidades já habilitadas: Limites de funcionários e funcionárias em TRI • As ausências programadas, como abonos e licença saúde, deixam de impactar o percentual de funcionários que podem atuar em TRI no prefixo; e • A quantidade de bancários e bancárias que pode atuar em TRI simultaneamente aumenta de 30% para 50% do total da equipe. Mudanças que iniciam ao longo do semestre: TRI para unidades que ainda não foram habilitadas. O BB iniciará pilotos em outras unidades, considerando as características do trabalho e a viabilidade dele ser realizado remotamente. Ainda para esse semestre, o banco segue com a avaliação para futura implementação de plataformas digitais remotas, além de espaços colaborativos internos (coworkings). Mudanças previstas até o mês de maio: • Inclusão de funcionárias e funcionários em nível gerencial, inicialmente, 1 dia em trabalho remoto por semana; e • Ampliação da frequência do trabalho remoto híbrido de dois para três dias na semana ou seu equivalente mensal. *Com informações da Contraf-CUT
João Fukunaga, novo presidente da Previ, fala sobre governança da entidade

O jornal Valor Econômico publicou, nesta segunda-feira (13), reportagem em que o novo presidente do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB), a Previ, João Fukunaga, fala sobre a governança da entidade e como deverá ser sua gestão. Fukunaga estava em um encontro fechado com entidades vinculadas ao BB. O administrador aproveitou o evento para falar sobre a sua experiência para gerir o fundo, o maior plano previdenciário do BB, que tem mais de R$ 240 bilhões em ativos e é grande investidor no país. Ele lembrou sua trajetória de luta no movimento sindical dos bancários. “Nesse período, desenvolvi e exerci minhas habilidades com gestão de pessoas e de projetos, em que usei a minha capacidade de negociação na interlocução com diretores e altos executivos do setor financeiro, tanto no Brasil quanto no exterior. Isso me deu uma ampla experiência em liderança de equipes, além de ter de desenvolver uma sólida capacidade para defender os anseios dos associados”, explicou. Fukunaga afirmou que para “garantir o pagamento de benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável”, a Previ tem uma “robusta e reconhecida” governança, que, segundo o Valor, é uma “referência no segmento de fundos de pensão”. Durante o encontro, Fukunaga disse que a fundação tem “119 anos de experiência e de solidez, desenvolvidos em um sistema que respeita a tradição, mas com um olhar constante na inovação e no futuro. É uma construção fortalecida diariamente, com regras claras, processos e ‘compliance’(…)”. O gestor garantiu que trabalhará para que “a governança da Previ seja cada vez mais aprimorada, para garantir que o futuro de todos os associados seja preservado”. A Previ apresentou, em 2022, superávit de R$ 5,6 bilhões no Plano 1 (benefício definido da instituição, com rentabilidade de 13,5% no ano), R$ 241 bilhões em ativos totais e um recorde no pagamento de benefícios de R$ 15,6 bilhões. No Previ Futuro (de contribuição variável e R$ 26 bilhões em ativos), todos os perfis de investimentos tiveram rentabilidade positiva, com destaque para o conservador, com 8,4%. Segundo a publicação, Fukunaga também comentou o fato do banco ter , pela primeira vez, uma mulher na presidência. “Tarciana é uma prova de que as mulheres podem e devem ocupar o espaço que desejarem. Que o topo é aonde elas quiserem chegar. E, para isso, está implementando uma política de diversidade e equidade efetiva, que terá eco na Previ. Aqui, assim como no Banco do Brasil, não teremos tolerância com assédio e preconceito de qualquer tipo”, garantiu. Movimento sindical presente A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil marcaram presença no evento. “É muito salutar a nossa presença aqui, neste momento tão especial, no qual não só os eleitos da Previ estão defendendo o patrimônio dos funcionários do Banco do Brasil, mas também o novo presidente da caixa de assistência, que é egresso do movimento sindical. Uma pessoa que está acostumada a defender os interesses dos associados do plano. Por isso, tenho certeza de que este resultado positivo da previ, será a marca registrada da gestão do Fukunaga”, garantiu Gustavo Tabatinga Jr., secretário-geral da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil promete apresentar plano para consolidar pedidos do movimento sindical sobre teletrabalho

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a nova gestão do BB tiveram sua primeira mesa de negociação, nesta segunda-feira (13). A pauta do encontro foi o teletrabalho remoto institucional (TRI). Fernanda Lopes, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB, falou sobre o encontro: “Nesta reunião, o banco acolheu as nossas pautas, que é aumentar o público que pode acessar o teletrabalho e as áreas habilitadas, com estrutura para que o funcionário possa realizar suas atividades de casa. O BB também se comprometeu a, nos próximos dias, marcar uma nova data para apresentar avanços nesse sentido.” Em novembro passado, quando ocorreu a última mesa sobre o assunto, os representantes do banco afirmaram que, até aquele momento, somente 9.849 funcionários estavam exercendo a modalidade do trabalho remoto. Já no encontro desta segunda, o banco informou que, atualmente, cerca de 14 mil funcionários estão com acordos assinados para exercer o teletrabalho. Fernanda Lopes explicou que ainda existe espaço para avançar significativamente na implementação do home office. “O BB tem muitas áreas onde é possível que o funcionário trabalhe de casa, estamos falando dos escritórios, das Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB), da área de serviço de atendimento ao cliente (SAC) e os cargos de gerência”, ressaltou. Atualmente, o TRI pode ser exercido em apenas dois dias por semana, ou seja, menos de 50% dos dias úteis, o que impede o direito de receber a ajuda de custo conquistada no novo Acordo Coletivo de Trabalho. Além disso, cada departamento pode ter, ao dia, ausência de, no máximo, 30% dos seus trabalhadores em home office, considerando ausências físicas programadas, como férias e abonos. O próximo passo indicado pelo banco será a apresentação de um plano para consolidar os pedidos do movimento sindical. O documento será encaminhado ao Conselho Diretor (CD) para aprovação das medidas. *Com informações da Contraf-CUT
Banco do Brasil: reunião sobre teletrabalho acontece nesta segunda-feira (13)

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco se reúnem, nesta segunda-feira (13), na primeira mesa de teletrabalho de 2023. Os funcionários do BB querem a ampliação dos dias da semana e do percentual de trabalhadores em home office. A reivindicação é antiga, vem desde o início das negociações, que terminaram no último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo Fernanda Lopes, que está coordenando interinamente a CEBB, “há uma demanda grande nas áreas meio, especialmente nos escritórios”. “Nós esperamos que, ao contrário da última mesa temática, que ocorreu em novembro passado, o banco nos apresente desta vez uma proposta consolidada para atender os funcionários e funcionárias que podem exercer seus trabalhos de casa por mais dias da semana”, afirma. Atualmente, pelas regras vigentes, as bancárias e bancários podem entrar em trabalho remoto dois dias na semana ou o seu equivalente mensal. E cada departamento pode ter, ao dia, ausência de, no máximo, 30% dos seus trabalhadores em home office, considerando ausências físicas programadas, como férias e abonos. Em novembro, os dados apresentados pelo próprio Banco do Brasil mostraram que apesar de 17.509 funcionários terem permissão para o home office, somente 9.849 estão exercendo essa modalidade, sendo que a grande maioria em apenas dois dias por semana, ou seja, menos de 50% dos dias úteis e, portanto, sem o direito de receber a ajuda de custo conquistada no novo ACT. *Com informações da Contraf-CUT
BB: diretoria da Previ faz live nesta quinta (9)

Nesta quinta-feira (9), às 19h30, diretores e conselheiros eleitos da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) realizam uma live, para discutir as perspectivas da governança da Previ em 2023. Na pauta, as mudanças na direção do patrocinador Banco do Brasil e, consequentemente, também na gestão da Caixa de Previdência. O grupo também vai debater a importância das funcionárias do BB na construção e na gestão do BB e da Previ, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. O ano de 2023 começou com mudanças no Banco do Brasil. Em janeiro, Tarciana Medeiros assumiu a direção, sendo a primeira mulher neste cargo em 214 anos de história do banco. Já no final de fevereiro, João Fukunaga assumiu o posto à frente da Previ, sendo o primeiro presidente associado ao Plano Previ Futuro que a entidade já teve. Participantes A live dos eleitos da Previ contará com a participação de Wagner Nascimento (diretor de Seguridade da Previ), Márcio de Souza (diretor de Administração) e Paula Goto (diretora de Planejamento) e, como mediadora, a conselheira deliberativa Luciana Bagno. Quem estiver assistindo poderá fazer perguntas pelo chat da transmissão da live, que será realizada pelos canais Associados Previ no Youtube e no Facebook. O canal da TVT no YouTube também fará a transmissão da live. “As lives fazem parte do compromisso dos dirigentes eleitos da Previ de ampliar a comunicação e a aproximação com os associados. Nosso propósito com mais este canal de comunicação, pelo qual os associados e associadas podem participar enviando suas dúvidas e comentários, no chat da live, é fortalecer a transparência da gestão”, destaca o diretor de administração da entidade, Márcio de Souza. *Com informações da Contraf-CUT
Implementação do pacote de medidas em favor das mulheres terá participação de bancos públicos

Durante cerimônia em comemoração pelo Dia Internacional da Mulher, nesta quarta-feira (8), o governo anunciou uma série de medidas abrangendo mercado de trabalho, assistência social e a segurança de vítimas de violência. As medidas foram anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. O pacote envolve 25 ações que contarão com a participação de 20 ministérios do governo, sob a coordenação da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, além de Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Essa busca de Lula por reforçar e retomar políticas necessárias para a igualdade de gênero marca profundamente a diferença da atual gestão em relação à gestão passada. E isto nos deixa bastante otimistas”, avalia a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes. Em seu discurso, Lula afirmou que “o respeito às mulheres é valor inegociável em todas as esferas do Executivo Federal”. E completou: “O fato de termos onze mulheres no governo não faz você agradecer ao governo. Faz você dizer que falta mais mulheres participando no governo. E isso é um processo que a gente vai avançando na medida em que a sociedade vai avançando.” Na economia O governo anunciou a oferta de crédito, por meio de bancos públicos, a juros reduzidos para empreendedoras das áreas rurais e urbanas, como favelas. Os programas nesta frente incluem linha de crédito para empresas lideradas por mulheres e assistência do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Para Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, essa medida mostra que os bancos públicos voltaram a ter papel central nas políticas para o desenvolvimento. “Como sempre ressaltamos, os bancos públicos são instrumentos importantes. São eles que podem ajudar o país a crescer, por meio da concessão de crédito a juros mais baixos, para tirar famílias do endividamento e dinamizar a economia nos diversos setores, incluindo agricultura familiar, micro e pequenas empresas”, observou Juvandia. No trabalho O presidente também assinou documento, que será enviado ao Congresso, de projeto de lei que obriga igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. O texto prevê medidas para que as empresas tenham mais transparência na remuneração, além de fiscalização para que o combate à discriminação salarial aconteça. “Desde 1943 que está escrito na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que as mulheres têm que ter direito a ter o mesmo salário que o homem”, disse Lula, ao explicar a razão de o texto do projeto incluir a palavra “obrigatoriedade” no cumprimento da lei, “para que, definitivamente, nos serviços públicos, nos escritórios, nas fábricas ninguém ganhe menos apenas pelo fato de ser mulher”, concluiu o presidente. Lula também oficializou o envio ao Legislativo de proposta para que o Brasil ratifique duas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Uma delas é a Convenção 190, sobre eliminação da violência e do assédio no trabalho. A outra é a Convenção 156, sobre igualdade para trabalhadores com obrigações familiares. Phamela Godoy, advogada e assessora jurídica da Contraf-CUT, explica que “diferente das leis comuns”, para que uma convenção da OIT comece a tramitar no Congresso, “é preciso que o presidente da República entregue o documento ao Legislativo. Depois deste rito, é que a convenção passa a tramitar igual a uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).” Também fazem parte do pacote o apoio para a mulher trabalhar enquanto os filhos são cuidados; prorrogação parental de bolsas em até 180 dias em virtude de parto ou adoção; e ação que reforça a política de enfrentamento ao assédio na administração pública federal. Na segurança O pacote prevê a construção de mais 40 novas unidades da Casa da Mulher Brasileira em municípios de menor população. O objetivo do programa é levar políticas públicas às mulheres em situação de vulnerabilidade para cidades mais afastadas dos centros urbanos e não somente as capitais. Criação do Dia Marielle Franco, de enfrentamento à violência política, de gênero e raça, em 14 de março, além da distribuição de 270 viaturas para o patrulhamento da Lei Maria da Penha e para delegacias especializadas de todos os estados brasileiros. Na saúde Regulamentação do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, que prevê a distribuição de absorventes para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua, de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O pacote inclui ainda programa de equidade de gênero e raça entre servidores do SUS. Na educação, na ciência e tecnologia e no esporte Recursos para capacitar mais de 40 mil mulheres em situação de vulnerabilidade, na educação profissional e tecnológica. Criação da Política Nacional de Inclusão, Permanência e Ascensão de Meninas na Ciência, Tecnologia e Inovação. E destinação de R$ 100 milhões para chamadas públicas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). No esporte, benefício da licença-maternidade no bolsa-atleta. Na cultura Edital de incentivo Ruth de Souza, para novas cineastas brasileiras. E Prêmio Carolina Maria de Jesus, para valorizar livros de novas escritoras. Na gestão pública e em políticas integradas Licitação de fornecedores que tenham a partir de 8% de mulheres vítimas de violência no quadro de funcionários. Enfrentamento à violência sexual nas universidades e à violência política de gênero e raça. Além de criação da Política Nacional de Cuidados. Fonte: Contraf-CUT