Fenae e outras entidades pedem urgência na incorporação do REB

A incorporação do REB ao Novo Plano é uma luta antiga da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e de outras entidades associativas e sindicais. A medida visa tentar reparar as desvantagens do REB, plano de benefício criado em 1998, quando o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) preparava o banco para a privatização. Com a criação do Novo Plano em 2006 foram feitas várias tentativas de incorporação. Em outubro de 2014, a incorporação foi incluída em cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015. Entretanto, em 2017 o governo criou impeditivos em relação aos cálculos retroativos. Sem avanço, o tema emperrou durante a gestão de Pedro Guimarães na Caixa, quando uma série de ações travaram o processo de incorporação. No segundo semestre de 2021, o tema voltou a ser discutido uma série de reuniões solicitadas pela Fenae à Funcef para tratar do tema. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, cobra a efetivação do processo.  “Os participantes do REB têm acumulado prejuízos desde a sua criação, em 1998, com direitos rebaixados e benefícios reduzidos. Nunca abandonamos essa luta e a reparação dessa injustiça é urgente. Esperamos que a Caixa avance e retome o que foi acordado em 2014”, enfatizou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. O diretor de Benefícios, Jair Ferreira, eleito pelos participantes em 2022, afirma que a incorporação precisa acontecer neste ano. “Por isso buscamos que a patrocinadora acelere os processos internos para aprovar a incorporação e mantenha o compromisso de garantir o direito dos participantes do REB ao retroativo”, observa o diretor.  Condições desiguais Os participantes do REB são submetidos a condições previdenciárias inferiores em comparação ao Novo Plano. O percentual de contribuição é uma delas. No Novo Plano, a contribuição é de 5% a 12%; no REB, é apenas de 2% a 7%, diminuindo a possibilidade de acumular uma reserva maior para a aposentadoria. Além disso, a base de cálculo de remuneração do REB não inclui CTVA (Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado), ao contrário do Novo Plano. Há outro problema para os participantes do REB – No resgate – embora não seja a melhor opção, na opinião da Fenae, os participantes têm prejuízos, pois não podem resgatar 100% do saldo. O Novo Plano também é superior em relação à taxa de administração dos aposentados e pensionistas, benefício por invalidez e pensão por morte. O REB também não possui Fundo de Revisão de Benefícios (FRB) – mecanismo que garante aumento real em caso de excedente financeiro no plano. Outra desvantagem é a base de dependentes, menos ampla no REB. Enquanto no Novo Plano, são permitidos como dependentes os filhos menores de 24 anos, no REB o direito se aplica somente aos menores de 21. Fonte: Fenae

Saúde Caixa atende antiga reivindicação e vai ampliar rede de credenciamentos em 970 municípios

A fim de atender a uma antiga reivindicação, a Caixa Econômica Federal lançou edital para novos credenciamentos de profissionais, clínicas e hospitais para o plano de saúde dos trabalhadores. A reivindicação vem sendo feita pelo Conselho de Usuários do Saúde Caixa, pelos empregados e por entidades como a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).  Com isso, fica ampliada a possibilidade de credenciamentos em 970 municípios, abrangendo especialidades como clínica médica, cirurgia geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia, entre outras (clique aqui para ler o edital com as especialidades e cidades contempladas). O representante dos empregados, eleito para o Conselho de Usuários do Saúde Caixa, Chico Pugliesi, disse que a notícia é positiva, mas ainda insuficiente. “É importante ressaltar que essa ampliação de possibilidades de credenciamento é significativa, mas ainda não supre as necessidades que temos de credenciamentos também nas cidades maiores. A gestão do Saúde Caixa precisa ser descentralizada. Os problemas do plano se repetem em todas as regiões, inclusive nas grandes capitais”, ressaltou. Além do prestador de serviços em saúde, os usuários também podem indicar os hospitais, clínicas e profissionais para fazer parte da rede credenciada do plano (clique aqui para pesquisar seu município e saber como fazer a indicação de profissionais). Pugliesi destacou outras reivindicações do Conselho, da Comissão de Empregados e de entidades como a Fenae: a descentralização do atendimento do Saúde Caixa, o retorno da Gipes e dos comitês de credenciamento e descredenciamento regionais com a participação da representação dos trabalhadores. A próxima reunião do Conselho de Usuários está marcada para 28 de junho. No Estado do Rio de Janeiro, as cidades contempladas são Angra Dos Reis, Araruama, Barra Do Pirai, Barra Mansa, Belford Roxo, Bom Jesus do Itabapoana, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Cordeiro, Duque de Caxias, Guapimirim, Iguaba Grande, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Macaé, Magé, Maricá, Mesquita, Miguel Pereira, Miracema, Natividade, Nilópolis, Nova Iguacu, Paracambi, Paraíba do Sul, Paty Do Alferes, Petrópolis, Piraí, Porciúncula, Queimados, Resende, Rio Bonito, Rio Das Ostras, Santo Antonio De Pádua, São Fidélis, São João de Meriti, São Pedro aa Aldeia, Saquarema, Teresópolis, Três Rios, Valença, e Vassouras. Transtorno do Espectro Autista (TEA) – Também está aberto o credenciamento de profissionais e empresas que atendem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) para formação da rede credenciada. A necessidade da ampliação da cobertura obrigatória para tratamento de TEA e Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) já havia sido discutida em reuniões do Conselho de Usuários. Indicação importante – O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, incentiva a participação dos empregados na indicação dos profissionais e estabelecimentos. “Costumo dizer que o Saúde Caixa é um dos direitos mais valiosos dos empregados, conquistado com muita luta no Acordo Coletivo de 2004. E é fundamental que a gente faça parte da construção de uma rede credenciada que atenda todos os usuários, dos menores municípios até as grandes capitais”, avaliou o presidente. *Fonte: Fenae

Mesa permanente de negociação do Banco do Brasil debate problemas de trabalhadores de PSOs

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e representantes da direção do banco se reuniram para discutir problemas ligados aos trabalhadores que atuam no sistema de Plataforma de Suporte Operacional (PSO), setor que agrega os caixas e a área de tesouraria das agências. A reunião foi mais uma rodada da mesa permanente de negociações. Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB, disse que entre as demandas dos funcionários e funcionárias das PSOs, está o pedido para que o banco mantenha a gratificação aos escriturários que a recebem para trabalhar como caixa. “Nossa maior preocupação sobre a manutenção de gratificação tem relação com a manutenção dos salários desses funcionários. Atualmente, a gratificação está mantida por força de liminar concedida pela Justiça a pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O banco precisa reconhecer esse direito aos caixas”, destacou Fernanda. O movimento sindical exigiu também a contratação de funcionários para acabar com a sobrecarga de serviços, que incluem atendimento de processos DJO (pagamento do alvará judicial). “Inclusive, pedimos ao banco que os funcionários que têm acumulado os processos do DJO tenham uma comissão específica para este serviço, que demanda especialização”, afirmou o representante da Federação dos Bancários no Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP) na CEBB, Getúlio Maciel. Também foi destaque na mesa a necessidade de um plano de carreira para os trabalhadores das PSOs.   “Sabemos que a tendência de redução da função de caixa é estrutural. Então, o banco deve dar oportunidades para que os funcionários que são caixas possam se deslocar, de forma tranquila, dentro das diversas carreiras do banco”, observou o representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe (Feeb BA/SE) na CEBB, Fabio Ledo. Os representantes dos trabalhadores também criticaram o fato de muitos funcionários terem que usar o celular particular para conseguir atender as demandas dos serviços. “Os funcionários estão usando o celular pessoal para prosseguir com a segunda validação necessária para acessar o sistema de trabalho. Também constatamos que colegas estão fazendo contato com clientes pelo celular pessoal. O que pedimos é que o banco melhore as ferramentas de conversa interna ou forneça celular corporativo para cada trabalhador”, disse a representante da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS) na CEBB, Priscila Aguirres. O banco informou que dará retorno sobre as questões apresentadas na primeira semana de julho. Os representantes dos trabalhadores na CEBB pediram celeridade: “A situação dos caixas das PSOs, inclusive, abre a possibilidade para o assédio moral, porque são trabalhadores sobrecarregados e submetidos a metas elevadas para dar conta da diversidade de serviços que acabaram acumulando”, ressaltou Fernanda Lopes. Confira a data das próximas mesas: 12/07 – Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB); 20/07 – Promoção da Diversidade/Igualdade de Oportunidade; 11/09 – Plano de Cargos e Salários e Programa Performa; 28/09 – Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi). *Fonte:Contraf-CUT

Copom mantém Selic em 13,75%

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano pela 7ª reunião seguida. A decisão já era prevista pelo mercado financeiro. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, disse que esse índice elevado prejudica a todos. “Todos nós estamos perdendo, o país está perdendo com o Banco Central mantendo o país com uma Selic em um patamar tão elevado, que influencia todo o sistema financeiro, inclusive os bancos, e faz com que sejam praticadas taxas de juros abusivas, as mais altas do mundo”, destacou. Desde fevereiro de 2019, a taxa básica de juros passou de 2% (em janeiro de 2021) para 13,75% ao ano (em setembro de 2022) – percentual mantido até o momento. Neste mesmo período, a taxa média de juros para pessoa física no país foi de 39,4% para 59,7% ao ano, enquanto a taxa de juros média para pessoa jurídica sofreu elevação de 15,2% para 23,9% ao ano, considerando o crédito livre. Ou seja, com a Selic mais alta, as contas pagas por famílias e empresas também ficam ainda mais elevadas. “Famílias endividadas consomem menos. Pouco consumo reduz a produção, porque as empresas não estão vendendo. Se as empresas não estão vendendo e estão com estoques parados, elas demitem. Consequentemente a renda circulando cai e a economia não avança”, explicou Juvandia Moreira. *Fonte: Contraf-CUT

Bancários protestam com tuitaço contra abusos do Bradesco

A hashtag  #AVergonhaContinuaBradesco voltou a ser usada nesta quarta-feira (21) como forma de protesto contra os abusos cometidos pelo banco. O Bradesco continua demitindo funcionários e fechando suas agências, apesar de sua alta lucratividade. Além disso, ainda exige o cumprimento de metas abusivas. O protesto nas redes sociais é ainda contra a postura do banco de negar o acesso de clientes e usuários aos caixas presenciais para o atendimento.

Caixa: negociação sobre promoção por mérito já começou

Foi realizada nesta terça-feira (20), pelo Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito, a primeira reunião para definição dos critérios para pagamento dos deltas do ano de 2023-2024 às empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal. Os critérios são debatidos todos os anos pelo GT formado por representantes do banco e dos trabalhadores. A próxima reunião está marcada para 27 de julho, devendo ainda ser confirmada. Segundo o coordenador do GT, pela parte dos trabalhadores, João Paulo Pierozan, nos outros anos as negociações começavam no último trimestre. “Este ano já iniciamos as conversas para a construção da proposta de promoção por mérito e para o pagamento dos deltas às empregadas e empregados do banco. Por isso, pedíamos a distribuição linear de um delta, mas acreditamos que é possível construir uma sistemática que permita a distribuição dos deltas de acordo com os parâmetros que definirmos”, afirmou Pierozan, ressaltando que os últimos processos foram prejudicados devido à demora para a aprovação dos critérios, que não permitia que os trabalhadores se preparassem para cumprir as exigências da Caixa. Acordo atual Em 2021, ficou definido que o banco distribuiria um delta para todos os empregados elegíveis e um segundo delta para os empregados que atingissem a avaliação “excepcional” no programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP). No ano passado, alegando problemas de orçamento, a Caixa distribuiu apenas um delta linearmente e não distribuiu o segundo delta. A representação dos trabalhadores e do banco vão pensar em parâmetros a serem considerados na definição de uma nova sistemática de promoção por mérito e os critérios para o recebimento do delta, para que os mesmos sejam debatidos na próxima reunião. Entretanto, a representação dos trabalhadores ressaltou que é importante que, para o pagamento dos deltas, sejam respeitadas as discussões feitas no GT.  Histórico Forma de progressão no Plano de Cargos e Salários (PCS), junto com a promoção por antiguidade – que é devida ao empregado a cada dois anos – a promoção por merecimento deixou de ser aplicada em 1996. Após 1998, a situação agravou-se, pois os empregados admitidos a partir desta data foram enquadrados em um novo PCS, que, na carreira administrativa, possuía apenas 15 referências. Assim, a última referência do PCS, que seria alcançada pelo empregado somente após 30 anos de trabalho, considerando as promoções por antiguidade a cada dois anos e a ausência da promoção por merecimento, era apenas R$ 850,00 maior que a referência de ingresso na Caixa. Em 2008, os empregados conquistaram a unificação dos PCS de quem foi admitido antes e depois de 1998, ampliando o teto e restabelecendo as promoções por merecimento. O novo PCS, atualmente em vigência, conta com 48 referências, sendo a inicial (201) R$ 3.000,00 e a última (248) R$ 8.763,00, diferença de R$ 5.763,00 entre a referência final e a inicial. Considerando a concessão de um delta merecimento a cada ano e o delta por antiguidade a cada dois anos, o empregado pode alcançar o topo do novo PCS após 32 anos trabalhados na Caixa. *Fonte: Contraf-CUT

Caixa decide suspender cobrança de Pix para pessoas jurídicas

A Caixa Econômica Federal anunciou, no final da tarde desta terça-feira (20), a suspensão da cobrança do Pix para pessoa jurídica. A Caixa havia anunciado a cobrança de Pix para pessoas jurídicas, na noite de segunda-feira (19). A cobrança teria início em 19 de julho. A decisão foi devido ao pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme divulgou mais cedo o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Segundo o ministro, a decisão será discutida na próxima semana, após o retorno de Lula da viagem oficial à Europa. “Foi pedido que suspendesse temporariamente [a decisão da Caixa] até o presidente estar de volta semana que vem Então vamos aguardar o retorno do presidente para avaliar essa medida. O presidente que pediu”, afirmou Costa. Em nota, o banco diz que a suspensão “visa ampliar o prazo para que os clientes possam se adequar e receber amplo esclarecimento do banco sobre o assunto, dada a proliferação de conteúdos inverídicos que geraram especulação” *Fonte: Agência Brasil

Manifestações contra juros altos ocorrem por todo o país

Os protestos contra os juros altos acontecem, nesta terça-feira (20), por todo o país. Também nesta terça-feira (20), começa a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para definir a taxa básica de juros, a Selic. Os atos foram organizados pela CUT, demais centrais sindicais e movimentos populares. As manifestações, que fazem parte da Jornada de Lutas contra os Juros Altos, ocorrem em frente às sedes do BC e locais de grande circulação. O objetivo é pressionar Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, a reduzir a taxa de juros que, atualmente, está em 13,75%, travando a economia brasileira. Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), e vice-presidenta da CUT, que participa dos protestos em São Paulo, “os sindicatos têm o papel de defender o emprego, para que o trabalhador tenha emprego de qualidade”. Como explica a dirigente, a taxa de juros, que é definida pelo BC, tem o poder de gerar emprego ou de causar desemprego. Quando está muito alta, como agora, ela impede a geração de emprego. “Com a taxa tão alta, as pessoas não conseguem comprar, não conseguem financiar uma casa, porque vão pagar duas. Elas não vão financiar um carro, porque metade do preço vai ser de juros”, afirmou Juvandia. Gastos públicos A capacidade de investimento público também é prejudicada porque fica muito reduzida com as altas taxas, pois os gastos com os serviços da dívida pública crescem muito. “O Governo Federal está gastando mais de R$ 600 milhões por ano, só com juros. Assim, deixa de investir em rodovias, escolas, saúde e educação, ou seja, onde é necessário para a população e gera emprego e renda. Por isso, nós todos temos que cobrar do presidente do BC, o Campos Neto, que foi colocado lá pelo Bolsonaro, que pare de boicotar o povo brasileiro, e faça a política de geração de emprego e renda”, ressaltou Juvandia. Trabalhadores no Senado Segundo a dirigente, nesta quarta-feira (21), representantes da classe trabalhadora irão ao Senado. “Estaremos junto aos parlamentares que criaram a Frente Parlamentar Mista pela Redução dos Juros, cobrando a redução das taxas. Também conversaremos com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para pedir que ele também cobre, com sua autoridade, a redução de juros ou então que exonere o Campos Neto, porque o Senado pode demitir o presidente do BC, caso ele não cumpra sua missão, como está acontecendo. Temos que gritar, sim, ‘fora Campos Neto’, nas ruas, no Congresso Nacional, nas redes sociais, em todos os lugares”, concluiu Juvandia. Fonte: Contraf-CUT

Caixa inicia cobrança de Pix para pessoas jurídicas em 19 de julho

Pessoas jurídicas, clientes da Caixa Econômica Federal, terão que pagar para fazer Pix, a partir de 19 de julho. Autorizada pelo Banco Central (BC), a cobrança de tarifas para empresários já é feita pela maioria dos bancos, mas não pela Caixa. Nesta segunda-feira (19), circularam notícias de que a cobrança seria estendida a outros tipos de clientes. Mas a Caixa emitiu uma nota desmentindo a informação. O banco destacou que pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEI) e beneficiários de programas sociais continuarão a fazer Pix sem cobrança. “A prática [tarifação do Pix para pessoas jurídicas] já é realizada por outras instituições financeiras e autorizada pelo Arranjo Pix desde novembro de 2020, conforme Resolução BCB nº 30/2020”, justificou a Caixa em nota. Ainda segundo a nota, a tarifa a ser aplicada às empresas que fazem Pix será uma das menores do mercado. Confira as tarifas de envio e recebimento do Pix para pessoa jurídica privada: Pix transferência •   Envio de empresa para pessoa física por chave Pix, inserção de dados bancários ou iniciação de pagamento •   Envio entre empresas por chave Pix ou inserção de dados bancários •   0,89% do valor da operação, com valor mínimo de R$ 1 e máximo de R$ 8,50 Pix compra •   Empresa recebe Pix de pessoa física em operações de compra por chave Pix, inserção de dados bancários, iniciador de pagamento e Código QR estático •   Empresa recebe Pix de outra empresa por Código QR estático e iniciador de pagamento •   0,89% do valor da operação, com valor mínimo de R$ 1 e máximo de R$ 130 Pix Checkout •   Empresa recebe Pix de pessoa física ou de outra empresa por Código QR dinâmico •   1,20% do valor da operação, com valor mínimo de R$ 1 e máximo de R$ 130 Fonte: Agência Brasil, com informações da Caixa Econômica Federal

Manifestações contra juros altos serão intensificadas nesta terça-feira (20)

Nesta terça-feira (20), haverá manifestações por todo o país, organizados pela CUT, demais centrais sindicais e movimentos populares. A data coincide com o início da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) para definir a taxa de juros a ser adotada no país. Os atos fazem parte da Jornada de Lutas contra os Juros Altos, que começou na última sexta-feira (16). Os protestos ocorrerão em frente às sedes do Banco Central e locais de grande circulação como forma de pressionar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para que diminua a taxa de juros que prejudica a economia do Brasil. A vice-presidenta da CUT e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramos Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, estará no ato da capital paulista e convoca a sociedade a reforçar a mobilização. “Os juros que são praticados pelo Banco Central, definidos por Roberto Campos Neto, estão jogando a economia do país para baixo. Com juros altos, o comércio não vende. Se não vende, tem desemprego”, diz Juvandia. Juvandia cita como um dos exemplos as montadoras de veículos, setor fundamental à indústria e ao desenvolvimento nacional. “Com juros altos, as montadoras não estão vendendo carros, as revendedoras também não. Os pátios estão lotados. Assim como comércio em geral que está com estoques parados. Se não vendem, os trabalhadores não têm emprego”, ela afirma. O movimento em defesa da queda de juros tem utilizado como lema “Com juros assim o Brasil para” para mobilizar as redes sociais. As hashtags a serem utilizadas em postagens são  #JurosBaixosJá e #ForaCamposNeto. Reunião com o Senado Juvandia afirma que a CUT, centrais e movimentos populares se reunirão com representantes da Frente Parlamentar Mista em defesa da redução dos juros e estarão no dia 22 com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pedindo que intervenha pela redução da taxa. Para CUT, centrais e movimentos populares, manter a taxa nesse patamar é inaceitável. “O presidente do Banco Central está mantendo os juros altos já desde 2021 e, este ano, mesmo com a inflação caindo, mesmo com o PIB crescendo, ainda mantém os juros nesse patamar elevadíssimo, o maior do mundo”, diz Juvandia Moreira. Porque a taxa de juros alta prejudica o Brasil 1 – Aumentam as dívidas dos brasileirosQuanto mais alta a taxa, maior os juros e mais caro o crédito para financiamentos, empréstimos, cartão de crédito e prestações da casa própria. 2 – Renegociações impraticáveisEm muitos casos, apenas os juros cobrados podem chegar a mais de 50% do valor do bem comprado ou do valor renegociado, o que torna impossível a negociação 3 – DesempregoCom juros altos, o consumidor deixa de comprar, as empresas de vender, a produção cai e o desemprego cresce. *Fonte: CUT Nacional