Bancários participam de encontros regionais no Rio

Representantes dos seis sindicatos de bancários filiados à Federa-RJ (Campos de Goytacazes, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense e Teresópolis) se reuniram, no último sábado (04), para participar dos Encontros Regionais da categoria, representando cerca de 40 mil bancárias e bancários do Estado, de forma remota ou presencial. O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, esteve presente, representando a entidade. Os encontros foram realizados no Rio de Janeiro, mas com a possibilidade de participação remota. Trabalhadoras e trabalhadores dos bancos privados se reuniram na sede campestre do Sindicato dos Bancários do Rio, na Taquara. Já os empregados da Caixa Econômica Federal estiveram reunidos no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio, no Centro. O encontro dos funcionários do Banco do Brasil foi realizado na AABB, na Tijuca. Durante os encontros, foram levantadas as principais preocupações da categoria. As propostas vão ser sistematizadas e disponibilizadas durante a semana. Elas serão levadas para debates nas conferências Estadual e Nacional. Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, percorreu os três encontros e considerou o saldo positivo. “Os encontros foram muito bons, eu acho que a gente debateu os temas mais relevantes que dizem respeito à categoria bancária, como organização econômica financeira, os impactos do avanço tecnológico, emprego, saúde, condições de trabalho. Mas também abordamos questões que dizem respeito ao diálogo com a sociedade, especialmente com dois temas que, para nós, são centrais: a urgência da correção da tabela do Imposto de Renda e a política de juros adotada no país, que impede o avanço econômico, a geração de empregos e endivida as bancárias e bancárias, assim como toda a sociedade”, afirmou Adriana. *Fonte: Federa-RJ

Santander registra lucro superior a R$ 3 bi no primeiro trimestre

No primeiro trimestre deste ano, o Santander registrou Lucro Líquido Gerencial de R$ 3,021 bilhões, o que significa um crescimento de 41,2% em relação ao mesmo período de 2023, e alta de 37,1% no trimestre anterior. O Lucro líquido Contábil do banco também obteve alta de 42,3% em doze meses e de 38,6% no trimestre. O retorno sobre o patrimônio do banco (ROAE) registrou 14,1%, representando um acréscimo de 3,5 pontos percentuais (p.p.) em ano. O Banco Santander explicou que o resultado “está fundamentado na evolução da margem, evidenciando a nossa retomada do crescimento, aumento da nossa carteira de crédito no varejo e melhora do custo de crédito.” No Brasil, o lucro do período representou 19,7% do lucro global do banco, de € 2,852 bilhões, 19,6% em doze meses. A holding Santander encerrou 2023 com 55.210 empregados, com abertura de 1.654 postos de trabalho em um ano. Mas registrou fechamento de 400 postos em relação ao trimestre anterior. A base de clientes aumentou em 4,0 milhões em relação a março de 2023, totalizando 67,1 milhões. Já em relação à estrutura física, foram fechados 374 pontos de atendimento, o que inclui agências físicas, postos de atendimento bancário e lojas, em doze meses (89 no trimestre). Segundo a secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, o Santander deveria respeitar e valorizar os trabalhadores, que fazem o lucro da empresa. Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização de Empresa (COE) do Santander, também criticou a postura do banco. “Mesmo com esses resultados impressionantes, o banco reduziu postos de trabalho no trimestre, fechou agências, com o novo modelo implementado, batizado de Multicanalidade. É fundamental que o Santander cumpra o seu papel, como concessão pública no Brasil, atendendo todos os segmentos e todos os clientes indistintamente”, afirmou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT

Santander migra crédito consignado e prejudica trabalhadores

O Santander comunicou aos trabalhadores que vai migrar a área de crédito consignado para a empresa SX Tools, do mesmo conglomerado. A comunicação ocorreu na última terça-feira (30), sem qualquer negociação com o movimento sindical. A transferência foi marcada para esta quarta-feira (1º). Porém, os trabalhadores permanecerão lotados no mesmo prédio e desempenhando as mesmas funções. Com a mudança, os trabalhadores deixarão de fazer parte da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) bancária, perdendo direitos como PLR, VA e VR de mais de R$ 1.800 somados, auxílio-creche/babá de R$ 640 e dezenas de outras conquistas. Segundo Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, a transferência é mais uma fraude na representação sindical. “É um desrespeito com os bancários que constroem o lucro do banco e, em troca, perderão todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e não serão mais representados pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, um dos mais atuantes do país”, denunciou Wanessa. Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltou que o banco espanhol é antissindical. “Não gosta que trabalhadores tenham direitos e afronta com contratações fraudulentas. O banco espanhol tem postura de colonizador e faz no Brasil algo impensável no seu país de origem. Isso precisa acabar. Nós trabalhadores exigimos respeito aos nossos direitos. Basta de contratação fraudulenta!”, afirmou Berlofa. Mudança na nomenclatura Na última terça-feira, o Santander também comunicou mudanças nas nomenclaturas dos cargos Líder de Atendimento, que já a partir de 1º, passam a ter o nome de Especialista Santander (1, 2 e 3), impactando cerca de 300 trabalhadores em todo país. O banco alega que neste primeiro momento não haverá impactos na carreira e remuneração dos trabalhadores. “Iremos acompanhar este processo para certificar que os trabalhadores impactados pela mudança de fato não sofrerão qualquer prejuízo”, garantiu Wanessa. Caso o bancário tenha qualquer problema decorrente da mudança de nomenclatura, ele deve acionar o seu sindicato por meio do Canal de Denúncias. O sigilo é garantido. *Fonte: Contraf-CUT

Pesquisas mostram índice crescente de afastamentos por acidentes de trabalho

A Saúde e Segurança do Trabalhador e da Trabalhadora é um direito fundamental de cidadania reconhecido pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) e OMS (Organização Mundial da Saúde). No entanto, a cada 15 segundos uma pessoa morre no mundo por acidentes do trabalho. No Brasil, a cada 50 segundos, um acidente de trabalho é notificado (portal gov.br). O dia 28 de abril foi instituído pela OIT, em 2003, como Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho. No Brasil, a data é celebrada como Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho. Essa é uma forma de manter viva a importância da prevenção e o cuidado durante o exercício do trabalho, por parte de todos. Ciente da importância da prevenção e da gravidade do problema, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense presta sua solidariedade aos familiares e à memória dos trabalhadores vítimas de acidentes fatais e aos acometidos por doenças profissionais. Além disso, alerta os trabalhadores para a importância dos cuidados com a saúde. De acordo com informações do Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho, entre 2016 e 2022, ocorreram 15,9 mil mortes por acidentes no Brasil. Já segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), que consideram apenas registros de pessoas com carteira assinada, os acidentes e mortes pelo trabalho no Brasil vêm crescendo ano após ano. Em 2020, foram notificados 446.881 acidentes de trabalho. Já em 2022, o número chegou a 612.920 notificações. Em média são 70 acidentes por hora e sete mortes por dia (2023). Precarização do trabalho: essa realidade enfrentada pela classe operária, principalmente com o avanço da terceirização, tende a se expandir, devido às condições de suscetibilidades a que são expostos. Sobrecarga de jornadas, baixos investimentos em formação e qualificação dos trabalhadores, pouca importância dada às questões de segurança no trabalho e dificuldade de ações fiscalizatórias por agentes públicos são os maiores problemas. Prejuízos bilionários: o maior prejuízo é ceifar milhares de vidas e o comprometimento da produtividade de milhões de trabalhadores incapacitados para o trabalho. Mas esses acidentes também repercutem na economia. Representam perdas financeiras de cerca de R$ 13 bilhões somente à Previdência Social com pagamentos de natureza acidentária. Além disso, estima-se em 46 mil dias de trabalho que são comprometidos. Mas as empresas causadoras não recebem nenhum tipo de penalização. Uma vez que as subnotificações impedem a revisão da classificação do grupo de risco a que pertencem e o consequente aumento do FAP (contribuição previdenciária). Adoecimento ocupacional: as principais causas são a sobrecarga física e mental, ambientes de trabalho degradantes e inseguros, organização e divisão do trabalho sem considerar as questões relativas às adaptações humanas, mas principalmente a pouca ou nenhuma preocupação dos empregadores. Ações trabalhistas: foram registradas 307 mil ações na Justiça do Trabalho, segundo informações do TST. Os principais motivos são assédio moral, doenças ocupacionais, acidentes de trabalho, condições degradantes e assédio sexual. Para o Ministro Alberto Balazeiro, a discrepância entre notificações e ações trabalhistas se deve muitas vezes ao desconhecimento pelos trabalhadores de seus direitos. Bancários: alto índice de adoecimento No caso dos bancários, apesar de representar apenas 1% dos trabalhadores formais no Brasil, a categoria detém 24% dos afastamentos por doenças mentais junto à Previdência Social. Se continuarem as más condições de trabalho e a exigência do cumprimento de metas inatingíveis, esses números tendem a aumentar. Devido a essa realidade, constatada também na Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, as entidades sindicais têm apostado em parcerias e pesquisas com Institutos e Universidades, para identificar essa dinâmica de adoecimentos, uma vez que existe um verdadeiro apagão de dados pela subnotificação pelos bancos. Na amostra pesquisada pela UFF/Volta Redonda com os bancários da Região Sul Fluminense, aproximadamente um terço deles responderam usar medicações e já terem atestados médicos não entregues aos bancos, o que mostra uma verdadeira epidemia de doenças psicossomáticas. Em recente Audiência Pública no Senado Federal, a Procuradoria do Trabalho afirmou que os bancos estão no topo das subnotificações dos casos. Tanto referente às LER/DORT como doenças psicológicas, e nenhuma ação tem sido implementada para evitar o cenário atual, apesar dos dados disponíveis demonstrarem o crescimento vertiginoso dos casos. Em 2012, 12% dos bancários pediam afastamento do trabalho. Após dez anos, esse percentual pulou para 26,2%, enquanto nos demais setores econômicos a média foi de 15,4%. Segundo os dados apresentados, 83% dos afastamentos atuais da categoria bancária têm origem emocional: depressão, ansiedade, Síndrome de Burnout. Soma-se aí os casos de LER/Dort que ainda ocorrem por conta dos movimentos repetitivos, principalmente serviços de tesouraria e entrada de dados. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense alerta que não se pode normalizar as situações que ceifam vidas e geram adoecimentos. O trabalho é fonte de realização de projetos de vida. O trabalhador vende sua força de trabalho para sua subsistência, de sua família, mas também quer diversão e arte. Mas nunca às custas de sua vida ou sua saúde. A pergunta que fica e que precisamos buscar as soluções é por que temos uma legislação protetiva à Saúde e Segurança no Trabalho e em paradoxo temos esse quadro tão trágico no Brasil e no mundo? A vida e a saúde dos trabalhadores devem estar acima dos lucros a qualquer custo! SEEB Sul Fluminense

Sindicato apresenta pauta de reivindicações ao Banco Itaú

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense se reuniu com a nova diretoria do Banco Itaú, no último dia 16 de abril. O encontro ocorreu no formato virtual e serviu para o Sindicato cobrar o banco sobre problemas enfrentados pela categoria como condições físicas de prédios, métodos para atingir resultados e até mesmo sistemas operacionais do banco. O Sindicato foi representado pelo presidente Júlio Cunha, pela diretora Cristiane Senra e pelo secretário de Saúde, Miguel Pereira. Já o Itaú, foi representado por Simone Dias e Gabriel – em nome da Área de Relações Sindicais, Luciana Bondi – Regional, (também em nome de Michely Portilho que se encontrava em férias), e os GGA´s Raquel Diniz e Felipe. O encontro foi registrado como primeira reunião já que serão necessárias muitas outras reuniões para tratar de todos os problemas. Vale lembrar que o Sindicato busca permanentemente o diálogo com a diretoria do banco para encontrar soluções. Além disso, é preciso aguardar que novos diretores eleitos do Itaú iniciassem seus mandatos e apresentassem a leitura interna da realidade de trabalho nas unidades da região. Dessa forma, o Sindicato poderá pautar e buscar soluções. Outras questões foram apresentadas na forma de denúncias e situações constatadas, outras são pontos para providências imediatas, e há ainda as que precisam ser apuradas e retomados à Mesa de Negociação futuramente. Confira os principais temas: Sistema Operacional: de forma geral, ocorrem falhas sistêmicas que acarretam transtornos, como demora no atendimento e fluxo de clientes, insegurança e prejuízo aos funcionários no processo de venda e no controle da própria produção por limitação da própria ferramenta (vendas não contabilizadas). Recursos Humanos: Forma de concessão do vale-transporte: é sabido que a movimentação dos funcionários entre agências na região é uma rotina da empresa. Alguns de forma provisória, muitos de modo permanente. Neste caso, é necessário que os funcionários que estão passando por situações semelhantes entrem em contato conosco nos próximos dias e relatem à diretora Cristiane ou a outro dirigente do Banco Itaú para que possa pedir a reanálise da situação junto à área de Relações Sindicais. Administração: Comunicação tardia para chegada na agência em dias de maior movimento, existe agência que os gestores avisam no grupo durante a madrugada ou no início da manhã, dificultando a chegada dos funcionários no horário solicitado, já que os mesmos não conseguem se organizar a tempo, muitos dependem de transporte público para chegar no trabalho. Não há plano de contingência em casos de sequestros ou exposição de funcionários fora do expediente e em caso de necessidades especificas (período noturno, fins de semana e feriados). Central de segurança direciona para inspetoria e consultores de segurança que não estão disponíveis nos horários das ocorrências; Não há prestação do serviço de limpeza (terceirizado) em horário integral em determinadas agências, sendo necessário que bancários em claro desvio de função executem serviços que envolvem a limpeza e a higienização do ambiente. Agências com problemas na estrutura como goteiras crônicas, infiltrações nas estruturas do prédio, alagamentos e necessidade de ampliação por conta da incorporação de unidades fechadas. Agências: (9365) (4570) (6125) (4840) (6105) (0681) Atendimento indevido – formação de filas no exterior das agências. Em descumprimento à resolução do Banco Central 2.878 de 26 de julho de 2001 artigo 13, 14 e 15 as agências da região estão criando constrangimentos ao direito de ser atendido nas dependências das mesmas, organizando filas nas áreas externas (ruas/calçadas e acessos às portas de segurança). Saída segura: há relatos de funcionárias sendo revistadas por vigilantes homens no momento da vistoria nas bolsas. Essa prática não é permitida para homens, apenas mulheres podem olhar a bolsa de outras mulheres. Método de Trabalho x Cobranças excessivas de produtos: A cobrança excessiva de metas ocasiona venda a qualquer custo. Porém, cliente com excesso de produto causa SQV, cancelamento antes do prazo (mesmo sabendo que o cliente tem a opção de cancelar) também. Ferramenta de avaliação dos agentes de negócios e tesoureiros (DECOLA) com ajustes que geram diferenças de metas entre funcionários, pois o fator é calculado por porcentagem e não por volume de negócios. Com isso, as agências maiores são favorecidas pois as metas ficam menores na divisão com mais funcionários. Gerinha – ainda sendo usado mesmo que informalmente entre os funcionários para controle das produções. Saúde dos Bancários: Informamos a conclusão da 2ª etapa da pesquisa realizada em parceria com a UFF/VR, onde o Banco Itaú tem o maior número de trabalhadores afastados por doenças psiquiátricas, principalmente Síndrome de Burnout, ansiedade e depressão. Deixamos combinado uma apresentação específica junto ao Banco Itaú para debater a questão. Os representantes do Sindicato concluíram que existe necessidade de publicação constante pelo Banco de orientações e procedimentos a respeito do que fazer, como fazer e, principalmente, o que não deve ser feito numa relação ética de relacionamento, captação, produção e venda de produtos aos clientes. Segundo o banco, questões pontuais que foram apresentadas terão tratamento imediato, como as relativas à necessidade de obras nas unidades. As demais seriam tratadas com as áreas respectivas, com retornos à medida que os levantamentos internos permitirem. Para outras questões será necessário a continuidade dos debates. O mais importante é o restabelecimento desses canais de forma efetiva, incluindo as Regionais.

Campanha Nacional: Caixa, BB e bancos privados realizam encontros neste sábado (04)

Os Encontros Estaduais dos bancos privados, da Caixa Econômica e do Banco do Brasil, organizados pela Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), serão realizados neste sábado (04). Fazem parte da Federa-RJ os sindicatos dos bancários de Campos, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense e Teresópolis. As trabalhadoras e os trabalhadores da Caixa vão se reunir no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio, que fica na avenida Presidente Vargas, 502/20º andar. Funcionárias e funcionários do Banco do Brasil vão realizar sua reunião na AABB, na Rua Haddock Lobo, 227, na Tijuca. O encontro de bancárias e bancários dos bancos privados será na sede campestre do Sindicato dos Bancários do Rio. O endereço é Rua Mirataia, 121, Taquara. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, falou sobre a importância da participação da categoria nos encontros. Ela explicou que é preciso que todos ajudem a construir uma Campanha Nacional forte, unida e bem-sucedida. “Os encontros fazem parte de um processo organizacional que visa debater com a categoria os temas prioritários por banco. Importante lembrar que negociamos com bancos que detêm o poder econômico e político e a participação da categoria é essencial. A construção é coletiva. Vamos à luta!”, conclamou Adriana. *Fonte: Federa-RJ

Saúde Caixa: Contraf-CUT cobra repasse de informações definido em ACT

Na última sexta-feira, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou ofício à Caixa Econômica Federal pedindo informações sobre os dados primários do Saúde Caixa. O repasse de informações faz parte do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Saúde Caixa, celebrado no final de 2023, estando previsto na cláusula 3ª do aditivo ao Acordo. A Contra-CUT também pediu informações sobre a previsão do início das atividades das Gerências Regionais de Pessoas (Gipes) e das Representações Regionais de Pessoas (Repes), assim como a instalação dos comitês regionais de credenciamentos e descredenciamentos. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, explicou que a recriação das estruturas regionais, como foi definido nas negociações, está sendo cobrado desde janeiro. “Agora, com o término do primeiro trimestre do ano, estamos incluindo a cobrança dos dados trimestrais, conforme previsto no nosso acordo coletivo”, afirmou Fabiana. *Fonte: Contraf-CUT

Após mobilização de trabalhadores, governo revoga CGPAR 42

O governo revogou a resolução 42 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR 42). O novo texto atende a maioria das demandas dos trabalhadores e retira do texto original o limite de 50% imposto às empresas no custeio dos planos de saúde dos empregados. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) participaram das negociações. As duas entidades integraram a comissão entre representantes dos trabalhadores das estatais e a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), criada para debater alternativas para edição do novo texto que substituiria a CGPAR 42. “Estivemos engajados durante mais de três meses em negociações e mobilizações na revogação dessa resolução e na construção de um novo texto que atendesse os anseios dos bancários dos bancos públicos. Mas, desde antes da mesa de negociações, já estávamos trabalhando no Congresso Nacional com a nossa base parlamentar em projetos de lei contra essa resolução editada pelo governo Bolsonaro e que tanto prejudicava a classe trabalhadora”, afirmou Jeferson Meira, o Jefão, secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT. Com a publicação da resolução substituta, a CGPAR 52, a participação da empresa estatal federal no custeio de planos de saúde poderá ser de 70% da despesa total. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, aponta ainda outro importante avanço para os trabalhadores: a livre negociação entre os sindicatos e as estatais para determinar benefícios e direitos nos acordos coletivos, reconhecendo a autonomia gerencial das empresas estatais, observando a exposição de riscos das empresas. “Foi muito importante revogar essa medida que tanto prejudicou os trabalhadores, e é muito satisfatório poder retomar o diálogo com o governo eleito pela classe trabalhadora, mas a luta não para aí. Vamos analisar todos os pontos da medida com muita cautela e, se necessário, voltaremos a conversar com o governo”, ressaltou o presidente da Fenae. Takemoto alertou também para outra batalha, a retirada do teto de 6,5% da folha de pagamentos, que impõe o estatuto da Caixa, na limitação do custeio do Saúde Caixa. Ele também questionou a CPC 33, que estabelece que instituições financeiras devem constituir uma provisão atuarial dos chamados “benefícios pós-emprego”, como planos de saúde e previdência complementar. De acordo com as entidades, a nova resolução não supera todos os problemas da CGPAR 42. Continuam em vigor algumas restrições que impedem que sejam incorporadas a acordos futuros a concessão de licença prêmio e abono assiduidade, gozo de férias superior a 30 dias e a incorporação de gratificações de cargos em comissão e funções gratificadas. Uma nova vedação também foi introduzida para que sejam concedidos adicionais por tempo de serviço aos trabalhadores das empresas. Esses direitos poderão ser mantidos apenas para as empresas que já tinham acordos coletivos em que eles fossem previstos. *Fonte: Contraf-CUT e Fenae

‘Chapa 1 – Previ para os Associados’ está eleita com 51,77% dos votos

Com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, além de outras entidades sindicais, a “Chapa 1 – Previ para os Associados” venceu as eleições com 51,77% dos votos, definindo os ocupantes para Conselho Diretor, Conselho Fiscal e Diretoria de Seguridade. Reeleito, o diretor de Seguridade da Previ, Wagner Nascimento, agradeceu a todos que participaram da votação. “Agradecemos todas as associadas e todos os associados que participaram desta eleição, independentemente do voto. Nós vamos continuar atuando pelos interesses das trabalhadoras e trabalhadores do Banco do Brasil, da ativa e aposentados, progredindo na gestão e na segurança da Previ. Nossa gestão continuará buscando a proximidade e olhar dos associados e associadas, olhar que trouxe a Previ em segurança nesses seus 120 anos”, declarou. Para a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, o resultado do pleito mostra que os associados da Previ votaram pela continuidade da gestão que vem sendo feita nos últimos anos. “O modelo de gestão da Previ é referência para outras entidades do sistema de previdência complementar fechado, por causa da paridade na gestão, ou seja, parte dos diretores e conselheiros são indicados pelo patrocinador e a outra parte pelos associados e associadas. É esta paridade que mantém a Previ segura, porque os representados têm voz nas decisões administrativas, para garantir os seus interesses dentro da entidade”, ressaltou a coordenadora. Veja os dados da votação: 54.512 votos para Chapa 1 (51,77%)38,679 votos para Chapa 2 (36,73%)4.847 brancos (4,6%)7.268 nulos (6,9%) *Fonte: Contraf-CUT

Trabalhadores do BB querem fim de distorções causadas pelo Performa

Em reunião na última quarta-feira (24) com representantes do Banco do Brasil, a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) reivindicou soluções para as distorções provocadas pelo Performa. Além de problemas no encarreiramento dos trabalhadores desde 2020, o programa ainda acarretou acúmulo de funções. “Nós destacamos que, desde 2020, as distorções provocadas pelo Performa, que trouxe perdas significativas salariais no processo de encarreiramento de todos os demais funcionários, não foram solucionadas. Também pedimos celeridade para que o banco resolva a situação dos caixas, supervisores de atendimentos e gerentes de serviço”, ressaltou a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes. A reunião foi solicitada devido à repercussão negativa do pedido de aumento salarial para o Conselho Diretor do Banco, aprovado pelo Conselho de Administração. O pedido vai passar pelas Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária dos acionistas do banco, nesta sexta-feira (26). Durante a reunião também foram cobradas pautas antigas como revisão de funções, cargos e salários, resolução de questões de previdência de incorporados e revisão do teto da PLR. Os integrantes da CEBB também reivindicaram uma resposta rápida para as pautas discutidas na reunião, tendo em vista a proximidade do congresso dos funcionários, que acontece no início de junho e irá definir a minuta de reivindicações para o acordo coletivo específico com o BB, que será renovado neste ano. *Fonte: Contraf-CUT