Balanço do Santander aponta lucro de R$ 3,3 bilhões

A temporada de balanços bancários foi aberta pelo Santander, nesta quarta-feira (24). O banco apresentou um lucro líquido de R$ 3,332 bilhões no segundo trimestre deste ano, com alta de 44,3% na comparação anual e de 10,3% na trimestral.   O valor é considerado acima das expectativas do mercado, que previam um saldo na ordem de R$ 3,19 bilhões segundo estimativas da LSEG.  O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ficou em 15,5% no trimestre excluindo o ágio – um ganho de 4,3 pontos percentuais (p.p.) em base anual. A margem financeira do Santander teve alta de 10,6%, alcançando R$ 14,8 bilhões. O banco também registrou resultado positivo na margem das operações com mercado, chegando ao saldo de R$ 258 milhões. Em relação à carteira de crédito ampliada, o banco somou R$ 665,6 bilhões, crescimento de 1,8% no trimestre e de 7,8% na comparação ano a ano. Quanto às provisões com devedores duvidosos (PDDs), a soma foi de R$ 5,89 bilhões, valor que representa uma queda de 1,4% na base anual e de 2,4% frente ao último trimestre. O banco informou também uma provisão adicional de R$ 1,930 bilhão no segundo trimestre, sem explicar o motivo. *Fonte: Revista Exame

Campanha: financiários reivindicam acordo de dois anos

Em mais uma rodada de negociações, o Coletivo Nacional dos Financiários da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) debateu, pela primeira vez, cláusulas econômicas com a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), na manhã desta terça-feira (23). A proposta apresentada pelos representantes sindicais apresenta um acordo de dois anos, com reajuste salarial acima da inflação medida pelo INPC, de junho de 2023 a maio de 2024 e de junho de 2024 a maio de 2025, acrescido de 5% de aumento real. Para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) devem ser aplicados os mesmos índices. Os trabalhadores pedem ainda 7% de aumento real nos dois anos para os auxílios refeição e alimentação. Segundo os dirigentes sindicais, a alta inflação que impacta diretamente os trabalhadores que se alimentam fora de casa. Jair Alves, coordenador do Coletivo Nacional dos Financiários da Contraf-CUT, falou sobre a necessidade de valorização dos trabalhadores financiários. “A inflação tem sido um desafio constante, especialmente para aqueles que dependem de alimentação fora do lar. É fundamental que nossos auxílios reflitam essa realidade, garantindo condições dignas para todos”, disse Jair. A próxima reunião será dia 30, terça-feira, e os representantes das financeiras se comprometeram a apresentar uma proposta global, que envolva todas as reivindicações. *Fonte: Contraf-CUT

Bancários vão realizar Dia Nacional de Luta nesta quarta-feira (24)

O “Dia Nacional de Luta #MenosMetasMaisSaúde” será realizado nesta quarta-feira, 24 de julho, um dia antes da quarta rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban). A pauta do encontro será saúde e condições de trabalho. Organizado pelo movimento sindical bancário, o evento objetiva pressionar os bancos contra o atual modelo de gestão, que afeta a saúde mental dos trabalhadores. Pesquisa realizada pela Secretaria de Saúde da Contraf-CUT, em colaboração com pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UNB), mostra que 80% dos trabalhadores bancários tiveram ao menos um problema de saúde relacionado ao trabalho no último ano, estando quase metade em acompanhamento psiquiátrico. Ainda de acordo com a pesquisa, entre 2013 e 2020, foram registrados 20.192 afastamentos de bancários pelo INSS, com alta de 26,2% entre 2015 e 2020, percentual 1,7 vez acima do crescimento total de afastamentos registrados no país (de 15,4% no período), considerando todas as categorias. Em relação ao total dos afastamentos acidentários por doenças mentais e comportamentais, os afastamentos de bancários correspondiam a 12% do total, em 2012, e a 25%, em 2022. Segundo o secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, o objetivo das manifestações é dar visibilidade ao alto número de adoecimento causados por metas excessivas, pressão por resultados e assédio moral. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical conquista 30% de cota em cargos diretivos na Caixa

O movimento sindical conquistou uma importante vitória na terceira rodada de negociação específica com a Caixa Econômica Federal, nesta sexta-feira (19). O tema foi “Diversidade e Igualdade de Oportunidade”. Atendendo à reivindicação dos trabalhadores, Caixa informou que vai garantir 30% de cota para mulheres em cargos diretivos. Apesar desta conquista, a demanda sobre a Funcef continua no impasse, com o banco não apresentando uma resposta definitiva sobre a questão. “Nós, representantes, estamos aqui deixando claro que temos proposta que não retira direitos e que procura sanar as dificuldades do equacionamento para tanta gente”, lamentou Rafael de Castro, coordenador da CEE Caixa. Sobre a diversidade ficou acertado que a Caixa vai analisar o documento entregue pelos trabalhadores e discutir o tema numa próxima reunião. Porém, já ficou sinalizada a inclusão de uma cláusula sobre a política de diversidade no acordo coletivo. A Caixa também se comprometeu a abrir um canal específico de denúncias por discriminação e fazer o mapeamento da comunidade LGBTQIAPN+ do banco. Segundo Rogério Campanate, representante da Federa-RJ na CEE/Caixa, atualmente não é possível sequer traçar ações afirmativas porque não há informação sobre essa base no banco. Em relação aos PcDs, a Caixa informou que dará um retorno sobre as reivindicações na próxima mesa. *Fonte: Federa-RJ *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Financiários e Acrefi voltam à mesa de negociação

Mais uma mesa de negociações ocorreu, na tarde desta sexta-feira (19), entre o Coletivo Nacional dos Financiários da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). Entre os temas debatidos nesta rodada estão saúde, segurança dos trabalhadores, metas e violência organizacional, incluindo a violência contra a mulher, assédio moral e sexual, além de medidas para o combate e prevenção de doenças e suas sequelas, especialmente o coronavírus, causador da covid 19. O movimento sindical tem reivindicado que as discussões sobre metas de desempenho sejam constantes porque elas são, segundo pesquisas, o maior fator de desencadeamento de condutas violentas e de assédio moral no ambiente de trabalho. A violência contra as mulheres foi um dos pontos de destaque da reunião. Magaly Fagundes, secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, pontuou a necessidade de criar um canal de apoio dedicado a tratar de questões relacionadas à violência contra a mulher. Com os debates, foi reforçado o compromisso das entidades buscarem soluções que promovam um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para todos os trabalhadores do setor financeiro. *Fonte: Contraf-CUT

Campanha: Banco do Brasil realiza sua quarta mesa de negociação

A quarta mesa de negociação específica da Campanha Nacional 2024 para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Banco do Brasil foi realizada, na manhã desta sexta-feira (19). A pauta principal foi diversidade e igualdade de oportunidades. Mas, atendendo ao movimento sindical, antes do início dos debates o banco apresentou o quadro atualizado da quantidade de horas negativas que os bancários precisam compensar até maio de 2025. O Banco do Brasil conta, atualmente, com 25.724 funcionários negros, o que representa 29,51% do quadro total. Desses, 2.130 ocupam posições de liderança, correspondendo a 28,24% dos líderes. Além disso, o banco falou sobre o programa “Raça é Prioridade”, que conta com 150 pessoas em processo de aceleração para liderança. O banco possui 35.681 mulheres em seu quadro funcional, representando 40,94% do total de funcionários. No entanto, apenas 26,79% dos líderes do banco são mulheres. O BB apresentou programas direcionados às mulheres para aumentar a representatividade feminina em cargos de liderança. A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) fez algumas cobranças como programas de cotas nos concursos públicos para pessoas trans e ações afirmativas para PcDs. Quanto ao assédio moral, o banco atendeu à reivindicação do movimento sindical e apresentou o crescimento dos números do canal de denúncias. Em relação à discriminação, desde junho de 2023, 17 denúncias foram investigadas, das quais 65% envolveram raça, 17% gênero, 12% homofobia e 6% crença religiosa. A primeira demissão por racismo na história do BB ocorreu no segundo semestre do ano passado. O movimento sindical reivindica o direito ao uso do nome social dentro da política de respeito à diversidade, para acabar com a discriminação a colegas LGBTQIA+. O BB disse que essa mudança está em processo e prometeu a levar informações atualizadas no próximo encontro. Também foi reivindicada a licença parental remunerada de 12 meses, a partir do nascimento, adoção ou do fato gerador do direito à licença parental, para cada pessoa de referência da criança ou do adolescente, limitada ao máximo de duas pessoas, sem prejuízo do emprego ou salário, para o desempenho da atividade parental. No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto e se estenderá por período igual ao da internação hospitalar do prematuro. Se a pessoa gestante desejar iniciar a licença antes do parto, a outra pessoa de referência poderá optar por iniciar a sua licença a partir do parto. O banco se comprometeu a analisar a pauta. Outra reivindicação foi a criação de políticas para combater o preconceito etário. Também foi pedida a inclusão de políticas afirmativas para PCDs e neurodivergentes, além de ampliar a redução da jornada de trabalho para pais e responsáveis por dependentes com deficiência física e/ou mental, para 3 e 2 horas dos funcionários de 8 e 6 horas, respectivamente. A próxima reunião será no dia 26 de agosto, em São Paulo, sobre saúde e condições de trabalho. *Fonte: Contraf-CUT

Trabalhadores entregam minuta de reivindicações ao Bradesco

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, representando as trabalhadoras e trabalhadores, entregou a minuta específica de reivindicações à direção do banco, nesta sexta-feira (19). Pautas como a manutenção dos empregos, segurança das agências e contratação da remuneração total dos trabalhadores fazem parte do documento. A coordenadora da COE Bradesco, Erica de Oliveira, ressaltou que as discussões com o banco sobre os temas da minuta só terão início após a Campanha Nacional dos Bancários. Segundo Erica, existe uma grande preocupação com o processo de fechamento de postos de trabalho. “Eliminar tantos locais físicos assim é muito prejudicial aos bancários e ao público em geral. A marca começa a diminuir, e isso é perigoso para o próprio banco. Só no mês de julho, aproximadamente 80 agências estão encerrando as atividades. Isso precisa parar!”, observou Erica. *Fonte: Contraf-CUT

Representação dos trabalhadores leva proposta à Funcef

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) entregam, nesta sexta-feira, um documento à Caixa e à Fundação dos Economiários Federais (Funcef). O texto aponta questões a serem melhoradas na proposta do banco e da fundação para o equacionamento dos déficits do plano REG/Replan Saldado da Funcef. A iniciativa foi tomada pelas entidades devido aos resultados da pesquisa encomendada pela Fenae com os participantes do plano REG/Replan Saldado. De acordo com a pesquisa, a maioria não concorda com a proposta da Caixa e da Funcef. O documento a ser entregue à Caixa e à Funcef contém os pontos a serem melhorados: retorno da meta atuarial de juros de 4,5% para 5,51%; contencioso: pagamento das ações judiciais trabalhistas com impacto nas Reservas Matemáticas por parte da Caixa; antecipação da parte do equacionamento da Caixa por meio de títulos públicos; e atualização do prazo do equacionamento. “Não apenas queremos, mas temos o direito de discutir sobre este patrimônio que é nosso! E, para isso, precisamos ter números e documentos que possam ampliar nossos conhecimentos e possibilidades de chegarmos a uma proposta construída em conjunto, sem retirada de direitos dos participantes, muito melhor do que a que foi apresentada inicialmente”, afirmou Eliana Brasil,  diretora executiva da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT

Torneio de Futebol será dia 27 de julho

O Torneio de Futebol Bancário Sul 2024 será realizado no dia 27 de julho e os bancários da região não podem perder mais essa oportunidade de lazer proporcionada pelo seu sindicato. O evento acontecerá na sede campestre. Mais informações pelo telefone 24 98156-8685.

Saúde mental: pesquisa mostra necessidade de ações para reduzir danos aos trabalhadores

Os resultados da Pesquisa “Saúde Mental no Trabalho Bancário” apresentam dados preocupantes. O trabalho foi realizado em parceria entre o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e o Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (Volta Redonda). Os dados revelam a necessidade de ações frente às condições de trabalho dos bancários na região. De acordo com a pesquisa, o tempo de trabalho é um fator importante. Bancários com menos de um ano de serviço têm percepções mais positivas. Segundo o documento, recém-contratados tendem a ter uma visão mais otimista do trabalho, ainda não tendo sido completamente expostos aos aspectos negativos e ao estresse acumulado. Na área comercial, a pesquisa aponta que trabalhadores com mais de 40 anos apresentaram percepções piores em relação à organização do trabalho e níveis mais elevados de danos físicos, psicológicos e esgotamento profissional. De acordo com a pesquisa, alguns fatores estão relacionados a este resultado. A pressão por metas, competitividade e cobrança estão entre esses fatores, já que a área comercial é caracterizada por uma forte pressão para atingir metas de venda e desempenho. As interações com clientes também podem contribuir para aumentar o estresse. Ainda segundo a pesquisa, bancários mais velhos podem ter mais dificuldade para se adaptarem a mudanças organizacionais e novas tecnologias. A pesquisa aponta diferenças entre instituições públicas e privadas. O resultado mostra que bancos públicos têm piores condições de trabalho, enquanto bancos privados mostraram níveis superiores de esgotamento profissional. A conclusão da pesquisa é que as intervenções devem ser planejadas para promover a reestruturação gradual da cultura organizacional dos bancos. O objetivo é reduzir a pressão e o esgotamento dos bancários, principalmente em áreas e faixas etárias mais vulneráveis, promovendo um ambiente de trabalho mais salubre e sustentável.