Acrefi não apresenta proposta global em resposta aos financiários

A proposta global em resposta à pauta de reivindicações do Coletivo Nacional dos Financiários da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) só deverá ser apresentada na próxima reunião, marcada para 14 de agosto. A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) não cumpriu com o prometido e não levou a proposta para a reunião desta terça-feira (30). A proposta dos trabalhadores é de acordo de dois anos, com um reajuste salarial que cubra a inflação medida pelo INPC, de junho de 2023 a maio de 2024, e de junho de 2024 a maio de 2025, acrescido de 5% de aumento real. A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) deverá sofrer aplicação dos mesmos índices. Magaly Fagundes, secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, ressaltou que o compromisso com os financiários precisa ser levado a sério. “É inaceitável que, após tantas negociações, a Acrefi não tenha apresentado uma proposta concreta que atenda às justas reivindicações dos trabalhadores. Entre elas, as questões sociais, como equidade salarial entre homens e mulheres, fim da terceirização e diversidade”, observou Magaly. *Fonte: Contraf-CUT
Sul Fluminense marca presença em ato contra juros altos

O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, participou de um ato no Centro do Rio contra a política monetária praticada pelo Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom). Também estiveram presentes os presidentes dos Sindicatos dos Bancários do Rio, Petrópolis e Teresópolis, além da presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso. Perguntado por Adriana sobre como a alta dos juros impacta a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores, Júlio ressaltou que o aumento dos juros aumenta o desemprego e o endividamento refletindo diretamente na vida do cidadão.
GT de Saúde da Caixa faz videoconferência nesta quarta (31)

O GT de Saúde Caixa vai se reunir, nesta quarta-feira (31), para debater questões relacionadas ao Saúde Caixa. Entre os principais pontos a serem debatidos está o fim do teto para o custeio pelo banco com a saúde dos empregados, estabelecido no estatuto do banco em 6,5% da folha de pagamentos. “Mas também queremos discutir sobre custos que deveriam ser de responsabilidade do banco que são repassados para o Saúde Caixa e, consequentemente, acabam onerando os trabalhadores”, informou Rafael de Castro, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. Outro tema da reunião será a cobrança de agilidade na volta do funcionamento dos comitês de credenciamento e descredenciamento. O Grupo é formado por representantes das empregadas e empregados e da Caixa Econômica Federal. A reunião será realizada em formato de videoconferência. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo /Agência Brasil
Bancários vão participar de protesto contra alta da Selic

Nesta terça-feira (30) haverá protestos em todo o país contra a alta taxa de juros praticada pelo Banco Central. Os protestos vão ocorrer no primeiro dia de reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela definição da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic). Nas redes sociais, a mobilização será através de tuitaço, das 11h às 12h, com a hashtag #MenosJurosMaisEmpregos. A Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) participará do movimento juntamente com a Central Única dos Trabalhadores e demais centrais sindicais. Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT, ressalta que o Banco Central impõe uma taxa de juros que dificulta o crescimento econômico no país. “A Selic alta, além de aumentar a dívida do governo com os títulos públicos, torna o crédito mais caro aos setores produtivos, que deixam de investir e, portanto, gerar empregos”. Afirma Juvandia. O movimento sindical bancário participa da campanha #JurosBaixosJá desde o início do ano passado, como explica o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale. “A categoria tem histórico em ações para chamar a atenção da sociedade sobre a relação da Selic com o desempenho econômico do país. Desde o ano passado, voltamos a reforçar a pauta, juntando forças com outros movimentos sociais contra a política do Banco Central que insiste numa taxa de juros elevadíssima, que em nada contribui para o desenvolvimento e o crescimento econômico”, ressalta Previtale. *Fonte: Contraf-CUT
Santander: COE reivindica direitos para a mulher

Com foco nas cláusulas sociais, foi realizada a reunião de negociação entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, responsável pelas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), e a direção do banco, na última sexta-feira (26). A licença não remunerada de um ano para fins de estudos foi uma das reivindicações apresentadas. Segundo a coordenadora da COE, Wanessa Queiroz, altos executivos já desfrutam desse benefício no banco. Em relação aos direitos da mulher foi reivindicada a garantia à empregada vítima de violência, que se afastar por determinação judicial de seu local de trabalho, a manutenção de seu salário e demais benefícios, como se estivesse na ativa. Também foi pedida garantia de ausências remuneradas, sem qualquer desconto, de três dias úteis consecutivos no mês para a empregada que sofra com dores no período menstrual. Além disso, a representação dos trabalhadores pediu a redução de até 50% da jornada de trabalho, sem desconto de salário, para empregados responsáveis legais por pessoas com deficiência e dependentes de apoio de terceiros também foi reivindicado. A lista de reivindicações inclui ainda: cinco dias úteis de ausências abonadas por ano civil, em datas pré-acordadas com o gestor da área; proibição de deduções e descontos diretamente na conta corrente do bancário, de qualquer verba recebida em decorrência do contrato de trabalho. Os trabalhadores querem compromisso com o meio ambiente: cancelamento e a suspensão imediata na concessão de crédito e investimentos para imóveis rurais e empresas com irregularidades socioambientais e a não concessão de créditos e promoção de investimentos para empresas e atividades prejudiciais à biodiversidade e ao clima. Próximas reuniões: 2/8 – Saúde 9/8 – Cláusulas sindicais *Fonte: Contraf-CUT
Trabalhadores da Caixa querem fim das metas abusivas

A saúde do trabalhador foi a pauta da reunião desta sexta-feira (26) entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e instituição financeira. Com base em levantamento do Dieese, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador da CEE/Caixa, Rafael de Castro disse não ser possível que “quase 76% dos casos de afastamentos para tratamento de saúde de empregados da Caixa, devido a questões relacionadas ao trabalho (B91), sejam por causa de problemas mentais ou comportamentais.” “E todos nós aqui, de ambos os lados da mesa, sabemos que esses problemas são causados pelas ferramentas adoecedoras utilizadas pelo banco para fazer a gestão de pessoas e a cobrança abusiva de metas, além de falta de orientação da direção para gerir as equipes de forma de fato humanizada”, completou Rafael. De acordo com a Caixa, a taxa de absenteísmo na Caixa é de 3,51% e todos os empregados que tenham sido cobrados por tratamentos de doenças relacionadas ao trabalho (B91), devem entrar em contato com o banco para serem ressarcidos, pois os custos são de responsabilidade do banco. Rafael citou exemplos de práticas adoecedoras: cobrança pelo WhatsApp, Teams, ligações-ponte; e controle de hora em hora no meio e até depois do expediente. A Caixa se comprometeu a acabar com o feedback de caráter punitivo e utilizar o mecanismo apenas para contribuir com o desenvolvimento das empregadas e empregados. Em relação ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), os trabalhadores reivindicaram mais credenciamento de profissionais e clínicas de saúde para a realização dos exames e também com políticas efetivas de prevenção. Outra cobrança da CEE foi o fim do teto de 6,5% da folha de pagamentos para gastos da Caixa com a saúde dos empregados. Também foi cobrado que a Caixa arque com as despesas da escola inclusiva para os filhos neurodivergentes de empregas e empregados e aqueles gerados por doenças ocupacionais (B91). A Caixa propôs a realização de uma reunião do GT de Saúde para tratar de questões específicas que envolvem o Saúde Caixa na terça-feira (30). O banco divulgou o nome dos responsáveis pelas Gipes, que começam a funcionar em 5 de agosto. A representação dos empregados entregou um documento com propostas para o equacionamento do déficit do plano REG/Replan, da Funcef e cobrou a instalação de um grupo tripartite entre a Contraf/CEE, a Caixa e a Funcef para negociar o equacionamento. *Fonte: Contraf-CUT
Sindicato dialoga com trabalhadores em Barra Mansa

A diretoria do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense está percorrendo as agências da região, dialogando com a categoria e ressaltando a importância da luta na conquista dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que hoje o banco vende como benefícios (Ticket, PLR, Plano de Saúde etc). Na manhã desta sexta-feira (26), o encontro foi com trabalhadores do Bradesco de Barra Mansa. “A nossa CCT foi resultado de luta da união do Sindicato com a categoria”, explicou Júlio Cunha, presidente do Sindicato. Como destacou Júlio, todos os temas propostos abordados em mesa têm sua importância, mas o que mais chocou foi a falácia dos banqueiros negando que o adoecimento da categoria bancária tenha alguma relação com seu trabalho. “Em nossa região aconteceu uma pesquisa em parceira com a UFF onde constatou-se adoecimento de 55% dos bancários, e aproximadamente 20% já afastados do trabalho, acometidos por doenças psicossomáticas, síndrome de Burnout etc, informações maquiadas por alguns bancos”, ressaltou o presidente. Os bancários estão em campanha salarial em todo o país, com reuniões sendo realizadas toda semana entre o Comando Nacional e a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban). Nesta quinta (25), a pauta teve como tema central a questão das metas abusivas e do assédio moral que os bancários sofrem em seu ambiente de trabalho. A negação da realidade por parte dos bancos deixou os trabalhadores perplexos. “Pasmem que o sistema dos bancos nem existe a possibilidade da inclusão da Síndrome de Burnout e etc. Se não bastasse, alguns bancos exigem que os bancários revalidem os atestados médicos com médico indicado do banco, o que é irregular, deixando de incluir a CID de síndrome de Burnout, alegando que o sistema não permite a referida CID. A força do Sindicato vem da categoria. O Futuro se faz juntos!”, concluiu Júlio Cunha.
Fenaban diz que dados não comprovam adoecimento mental por trabalho

A quinta rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban), no âmbito da campanha nacional da categoria para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), aconteceu nesta quinta-feira (25). O foco da pauta foi o adoecimento da categoria provocado pela política de gestão por metas dos bancos. A representação dos trabalhadores mostrou a relação entre a saúde e a pressão exercida sobre a categoria pelo cumprimento dos resultados exigidos pelas empresas. As reivindicações dos trabalhadores se concentraram em quatro eixos: definição de metas e a política de gestão na aplicação das metas, combate ao assédio moral, fluxo humanizado para o atendimento, e direito à desconexão. Apesar da apresentação de pesquisas e dos resultados da Consulta Nacional aos Bancários, a Fenaban negou que os dados comprovem que os casos de adoecimento mental estão ligados à atividade do trabalho bancário. Segundo a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, “a própria Fenaban trouxe informações que houve um total de 1.608 denúncias de assédio, recebidas pelos canais dos bancos. E constatou que houve um aumento.” Os representantes dos bancos afirmaram que apresentarão propostas de avanços sobre os temas cobrados, nas próximas reuniões. *Fonte: Contraf-CUT
Sindicato percorre agências no “Dia Nacional de Luta #MenosMetasMaisSaúde”

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense percorreu agências da região, na manhã desta quarta-feira (24), como parte do “Dia Nacional de Luta #MenosMetasMaisSaúde”. O presidente do Sindicato, Júlio Cunha, falou sobre o assédio moral e o adoecimento da categoria. “Aqui no Sul Fluminense nós temos uma pesquisa, em parceria com a UFF, que comprova que 55% da nossa categoria aqui está com problemas psicológicos, problemas de adoecimento dentro da agência e 20% da nossa categoria já está afastada por problemas psicológicos”, ressaltou Júlio. O “Dia Nacional de Luta #MenosMetasMaisSaúde” foi criado pelo movimento sindical para, através de manifestações nas ruas e nas redes sociais, pressionar os bancos contra o modelo de gestão que vem adoecendo os trabalhadores bancários. Assédio moral e cobrança de metas abusivas fazem parte deste cenário. As ações acontecem na véspera da reunião de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban), pela campanha nacional da categoria para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A pauta desta rodada de negociações será saúde e condições de trabalho, com foco na política de metas praticadas pelas empresas. Segundo Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, é obrigação dos bancos o estabelecimento de um ambiente de trabalho saudável e sustentável. “A saúde mental é uma prioridade e não pode continuar sendo sacrificada em nome de lucros. Só em 2023, os cinco maiores bancos do país lucraram R$ 108,6 bilhões. Mas, apesar do montante, nesse mesmo ano fecharam mais de 600 agências e demitiram mais de 2 mil funcionários”, afirmou Juvandia.
Balanço do Santander aponta lucro de R$ 3,3 bilhões

A temporada de balanços bancários foi aberta pelo Santander, nesta quarta-feira (24). O banco apresentou um lucro líquido de R$ 3,332 bilhões no segundo trimestre deste ano, com alta de 44,3% na comparação anual e de 10,3% na trimestral. O valor é considerado acima das expectativas do mercado, que previam um saldo na ordem de R$ 3,19 bilhões segundo estimativas da LSEG. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ficou em 15,5% no trimestre excluindo o ágio – um ganho de 4,3 pontos percentuais (p.p.) em base anual. A margem financeira do Santander teve alta de 10,6%, alcançando R$ 14,8 bilhões. O banco também registrou resultado positivo na margem das operações com mercado, chegando ao saldo de R$ 258 milhões. Em relação à carteira de crédito ampliada, o banco somou R$ 665,6 bilhões, crescimento de 1,8% no trimestre e de 7,8% na comparação ano a ano. Quanto às provisões com devedores duvidosos (PDDs), a soma foi de R$ 5,89 bilhões, valor que representa uma queda de 1,4% na base anual e de 2,4% frente ao último trimestre. O banco informou também uma provisão adicional de R$ 1,930 bilhão no segundo trimestre, sem explicar o motivo. *Fonte: Revista Exame