CUT quer aprofundar diálogo sobre importância social dos sindicatos

O 14º Congresso Nacional da CUT (CONCUT) foi encerrado no último domingo (22), depois de quatro dias de debates de pautas relevantes para todos os trabalhadores. O tema deste ano foi “Luta, Direitos e Democracia que Transformam Vidas”. Entre as medidas e ações debatidas no congresso, foi aprovado o Plano de Lutas, que objetiva aprofundar o diálogo com a sociedade. A proposta é promover campanhas educativas sobre a importância social dos sindicatos para garantir os direitos do trabalhador, a luta por democracia e desenvolvimento sustentável, emprego digno, reforma agrária, segurança alimentar e economia solidária. Juvandia Moreira, atual presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), e eleita vice-presidenta da CUT durante o congresso, observou que o grande desafio da classe trabalhadora, nos próximos anos, será reconstruir o Brasil. “Um grande desafio que a gente tem, da classe trabalhadora, é o de reconstruir o Brasil, de pensar um país com direitos, de pensar um país com sindicatos fortes, um país com a democracia forte, um país com desenvolvimento econômico, sustentável, para o meio ambiente e também que promova a inclusão social. Esse desenvolvimento tem que contemplar as várias regiões do país, contemplar os vários ramos”, explicou Juvandia Moreira.
Sérgio Nobre é reeleito presidente e Juvandia Moreira eleita a vice-presidente da CUT

O próximo mandato na presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT), de 2023 a 2027, terá Sergio Nobre, reeleito para presidente, e Juvandia Moreira, atual presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), como vice-presidente. A eleição ocorreu durante o “14º Congresso Nacional da CUT – Luta, direitos e democracia que transformam vidas”, realizado em São Paulo, no último fim de semana. Em seu discurso de agradecimento, Sergio Nobre disse que chapa é forte e combativa. Ele fez questão de agradecer a todas as lideranças pela eleição. “Muito obrigado a todos e todas que nos ajudaram a construir a unidade. Essa unidade é fundamental para a gente enfrentar essa conjuntura difícil. Quero agradecer muito de coração os companheiros e companheiras que estão deixando mandato neste momento. Podem ter certeza que estão deixando sua missão cumprida, contribuíram muito na nossa trajetória até aqui”, ressaltou o presidente. O evento, que também comemorou os 40 anos da CUT, maior central sindical da América Latina e quinta do mundo, contou com a participação de mais de dois mil delegados e delegadas de todo o Brasil, além de convidados da Europa, África, Ásia e Américas Latina e do Sul.
Participantes do Curso de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador decidem manter formação

Promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o Curso de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador realizou seu quarto módulo nesta quarta (18) e quinta-feira (19), em São Paulo. Como explicou o secretário de Formação da Contraf-CUT, Rafael Zanon, o curso é um programa de formação, que teve início em junho e contou com a participação de especialistas e dirigentes sindicais. O objetivo do programa é buscar propostas para solucionar os problemas que afetam as condições de trabalho e saúde da categoria. Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, alertou que a vigilância das condições de trabalho e adoecimento nos bancos é muito importante devido ao alto índice de adoecimento dos trabalhadores. Segundo Mauro, o curso construiu propostas de ação concreta nos ambientes de trabalho, “balizadas nos conceitos de que saúde não se vende e de não delegar a luta por saúde apenas aos governos e patrões, mas sim de colocar os trabalhadores como protagonistas dos cuidados com sua própria saúde, sem, é claro, tirar a responsabilidade dos bancos e dos governos”. Este módulo contou com a participação do mestre em Ciências Sociais pela PUC-RS e doutor em Políticas Públicas pela UFRGS, Vinícius Rauber; e da educadora física, especialista em Saúde e Trabalho pela UFRGS e mestre em Serviço Social pela PUC-RS, Jacéia Netz. Todas as propostas foram partilhadas em uma plenária final e serão incorporadas à proposta que será enviada posteriormente às entidades pela Secretária-Geral da Contraf-CUT. O quarto módulo encerraria o programa. Mas os participantes e os responsáveis pelo curso resolveram deixar o processo de formação em aberto, com uma nova etapa para avaliação da ferramenta e sua aplicação nas agências, com adequação e melhoria.
Movimento sindical exige que BNDES pague reajuste aos funcionários

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), sindicatos e associações que representam os funcionários do Sistema BNDES estão exigindo que o banco aplique imediatamente o reajuste salarial, de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assinada em 2022. O Sistema BNDES inclui o banco e as subsidiárias BNDESPAR e Finame. Até agora, os salários dos funcionários não foram reajustados, como já ocorreu com o restante da categoria. Segundo a justificativa do BNDES, é preciso esperar a conclusão do grupo de trabalho (GT) formado para definições específicas do plano de saúde, oferecido a funcionários, aposentados e seus dependentes, para aplicar o reajuste. O GT foi definido no parágrafo 4º da cláusula 32 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), assinado no ano passado. No entanto, o vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius Assumpção, rebate o argumento do banco. “Ficou claro inclusive na ata do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que mediou a reunião de conciliação entre banco e funcionários, no final de 2022, que não há esse condicionamento ao GT, que só trata do plano de saúde”, disse Vinícius, acrescentando que a atual direção do banco está cerceando o direito legítimo dos funcionários de receber o reajuste acordado na CCT. Conheça aqui detalhes da CCT da categoria O prazo para o posicionamento do banco já está esgotado, segundo as entidades sindicais e associações representantes dos empregados. Vínícius ressalta que “ou a direção do BNDES muda de postura e cumpre sua obrigação de honrar a CCT da categoria, ou não haverá alternativa que não seja a mobilização dos trabalhadores da entidade”. Segundo Vinícius, está havendo desrespeito com a categoria bancária, cujo processo de negociação foi intenso com os bancos de todo o país. “Cobramos na última reunião com a direção da entidade um posicionamento definitivo, mas se continuarmos sem nenhuma resposta, vamos buscar os direitos dos trabalhadores na mobilização, com todas as nossas forças”, garantiu o dirigente. *Foto de Fernando Frazão/Agência Brasil
Dirigentes sindicais de todo Brasil participam até domingo (22) do 14º CONCUT

O 14º Congresso Nacional da CUT (CONCUT), importante evento da Central Única dos Trabalhadores, reúne dirigentes sindicais de todo país, em São Paulo. O encontro começa nesta quinta-feira (19) e será encerrado no domingo (22). O encontro servirá para análise de conjuntura e elaboração de um plano de lutas, que vai orientar o trabalho nos próximos anos. O tema deste ano é “Luta, direitos e democracia que transformam vidas”. A presidenta da Federa-RJ e vice-presidenta da CUT-Rio, Adriana Nalesso, participas do evento, ao lado de uma delegação de lideranças sindicais da base dos sindicatos filiados. De acordo com Adriana, é importante debater o fortalecimento do sindicalismo cutista, valorização da negociação coletiva e atualização da organização sindical. Confira aqui a programação do 14º CONCUT
Contraf-CUT e Dieese produzem estudo sobre transformações do setor financeiro em dez anos

Produzido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o “Perfil da Categoria Bancária e Demais Trabalhadores e Trabalhadoras Formais do Ramo Financeiro na Última Década – 2012-2022” mostra as transformações do setor nos últimos dez anos. No documento, o perfil das trabalhadoras e trabalhadores do setor é examinado em aspectos como região do país onde trabalham, natureza jurídica das empresas, jornada de trabalho, remuneração, escolaridade, faixa etária, sexo, cor/raça e segmento de pessoas com deficiência (PCD). O objetivo é embasar ações do movimento de trabalhadores diante das transformações que o setor vem sofrendo. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, na introdução do documento explica que o estudo é importante para que as entidades sindicais compreendam o mundo em transformação e possam atuar de forma eficaz para regular as relações de trabalho, “com base nos preceitos do trabalho decente em todas as suas dimensões”. Juvandia destaca que, segundo os dados apresentados pelo estudo, o desafio dos representantes dos trabalhadores é a “tendência de fragmentação do emprego no setor financeiro brasileiro com a força de trabalho sendo pulverizada em diferentes categorias para além da bancária, como os securitários ou os trabalhadores e trabalhadoras em cooperativas de crédito”. Segundo a dirigente, esse processo acontece junto ao crescimento do emprego não assalariado, com aumento dos trabalhadores autônomos plataformizados. “O conhecimento gerado a partir das informações desta cartilha e das próximas etapas dos estudos que estão por vir servirá de subsídio para a atuação da Contraf-CUT, federações e sindicatos na formulação de estratégias para a construção da organização coletiva do ramo financeiro em todas as suas dimensões e todos os segmentos de trabalhadores e trabalhadoras que estão nas cadeias de valor dos grandes conglomerados financeiros atuantes no Brasil”, afirma Juvandia. A redução de bancários em relação aos demais trabalhadores do ramo é um dos destaques do estudo, segundo o qual, em 2012 os bancários representavam 59% do total. Dez anos depois, passaram a 44%. De acordo com a publicação, “em geral, as demais categorias do ramo têm condições de trabalho relativamente inferiores às dos bancários e bancárias, em termos de remuneração, jornada de trabalho, tempo de permanência no emprego, direitos garantidos em leis, acordos e convenções coletivas de trabalho”. O documento aponta ainda que, no período analisado, sempre em valores atualizados para dezembro de 2021, enquanto a remuneração média de um bancário ou bancária passou de R$ 9.558 para R$ 10.060, a dos demais trabalhadores e trabalhadoras do ramo foi de R$ 6.322 para R$ 6.284. Além disso, o documento mostra que existem muitas diferenças de condições de trabalho entre as categorias não bancárias do ramo financeiro formal. Os trabalhadores e trabalhadoras em cooperativas de crédito, por exemplo, que tiveram crescimento significativo no período, ganham cerca de 50% da média bancária, com permanência no emprego de 49 meses, quase metade em relação aos bancários. O estudo também destaca o crescimento de categorias ligadas às áreas de seguro, previdência complementar, planos de saúde e cartões de crédito, além de outras atividades, favorecendo o surgimento de novos modelos empresariais no ramo financeiro, como as Fintechs e as plataformas de serviços financeiros”. O “Perfil da Categoria Bancária e Demais Trabalhadores e Trabalhadoras Formais do Ramo Financeiro na Última Década – 2012-2022” está disponível para federações e sindicatos filiados à Contraf-CUT na área restrita do site da entidade.
Debate sobre violência doméstica chega a Barra Mansa

O debate sobre o Programa de Combate à Violência contra a mulher, o Basta! será realizado no Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, no próximo dia 24 de outubro, às 19h. As bancárias de Barra Mansa e região não podem perder! O encontro é um desdobramento do Curso de Lideranças Femininas e vem acontecendo em todos os sindicatos da base da Federa-RJ. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, explica que o objetivo é que as bancárias de cada base conheçam seus direitos e como se proteger da violência doméstica. “Essa é uma oportunidade para a mulher tirar dúvidas e se sentir amparada. Existe uma rede de apoio que protege a bancária. Participe”, convidou Adriana. Além de Adriana Nalesso, participam do encontro a advogada Julia Alexim, responsável pelo Basta, e Paula Rodrigues, diretora da Secretaria de Mulheres da Federação. O endereço é Rua Rio Branco, nº 107, 2° andar, Centro/Barra Mansa.
Correção do FGTS tem julgamento adiado para novembro

A retomada do julgamento sobre a correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi adiada para 8 de novembro, de acordo com decisão anunciada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso. Inicialmente, a pauta voltaria ao plenário nesta quarta-feira (18). Em nota, publicada no site do STF, a justificativa é que “o governo apresentará novos cálculos em busca de uma solução que será levada pelo presidente aos demais ministros do Supremo Tribunal Federal”. Barroso anunciou a decisão após reunião com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, das Cidades, Jader Filho, e do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, além do advogado-geral da União, Jorge Messias, e da presidenta da Caixa, Rita Serrano. Um documento apresentado pela Advocacia Geral da União, aponta que o impacto estimado no Orçamento é de R$ 8,6 bilhões em quatro anos, caso prevaleça o entendimento do relator no STF, Roberto Barroso, que votou pela remuneração, pelo menos, igual à Caderneta de Poupança. *Foto de Antonio Cruz/Agência Brasil
Sigilo no canal de denúncias e agilidade são pautas de reunião entre GT de Saúde e Itaú

O aprimoramento do canal interno de denúncias foi o tema da reunião, desta terça-feira (17), entre o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú e a direção do banco. Entre as reivindicações do movimento sindical, estão o sigilo e a rapidez nas apurações. Para Luciana Duarte, coordenadora do GT, é inaceitável que haja retaliações contra os denunciantes. Ela também expressou preocupação quanto à confiabilidade do canal e criticou a demora no atendimento. “Nós reivindicamos maior agilidade nas apurações, bem como total preservação da identidade do denunciante. O sigilo absoluto da denúncia e um retorno satisfatório sobre as ações tomadas são fundamentais”, afirmou a coordenadora. O movimento sindical também pediu participação ativa na apuração dos casos de denúncia. O representante do banco explicou como o canal deve ser usado e apresentou os números de apurações e as ações empreendidas em relação a condutas inadequadas. O banco se comprometeu a reavaliar as situações discutidas durante a reunião e a continuar o diálogo sobre o tema.
Agências da Caixa abrem mais cedo nesta quarta-feira (18)

A Caixa Econômica Federal decidiu antecipar em uma hora, a abertura de suas agências em todo o país, nesta quarta-feira (18). A medida, que faz parte da campanha “Tá na Caixa”, visa atender os programas Desenrola, de renegociação de dívidas , e Minha Casa, Minha Vida. Maria Rita Serrano, presidenta da Caixa, explicou que o objetivo da ação é “aumentar o potencial competitivo do banco, fortalecer a relação com os clientes e promover melhor atendimento aos beneficiários das políticas públicas do governo federal.” A campanha “Tá na Caixa” também visa esclarecer dúvidas sobre as linhas de crédito oferecidas pelo banco. A antecipação será realizada de acordo com o horário estabelecido em cada região. Por exemplo, onde a abertura acontece às 11h, será feita às 10h, e assim por diante.