Agências do Santander terão horário estendido para negociação de dívidas

Até o dia 10 de fevereiro, as agências do Santander vão funcionar em horário estendido, das 9h às 18h, para atender os clientes que queiram negociar dívidas. O comunicado institucional foi encaminhado pelo banco aos seus funcionários, na última sexta-feira (3). A medida integra o programa “Desendivida”, que o Santander criou no início de 2022, quando o banco tentou abrir as agências aos sábados. Na época, o fato gerou diversas ações judiciais, que acabaram em liminares impedindo a abertura das agências. Para Lucimara Malaquias, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, “as liminares que impediram a abertura das agências aos sábados serviram de lição para o banco, que desta vez vai realizar o programa durante a semana em horário estendido. Mas, o banco ainda não aprendeu que deve negociar as ações que envolvam os trabalhadores.” A coordenadora da COE lembrou que o banco tem um normativo interno sobre a compensação de horas. “Nós já cobramos do banco que sejam mantidas as condições de saúde e de segurança dos trabalhadores e que sejam devidamente registradas as horas de trabalho, inclusive as pausas para almoço, e que, já que o banco nos impôs esse normativo que prevê a compensação de horas e não o pagamento de horas-extras, que ele garanta que os gestores não vão apresentar qualquer tipo de empecilho para que as horas trabalhadas a mais sejam efetivamente compensadas em horas de descanso dos trabalhadores”, afirmou. Lucimara ressaltou que o movimento sindical defende que as horas trabalhadas a mais devem ser pagas, e não compensadas, e que o normativo de compensação de horas foi criado pelo Santander, após a reforma trabalhista de 2017, sem qualquer tipo de negociação com as entidades de representação sindical dos trabalhadores. Lucimara disse ainda que o movimento sindical vai acompanhar não apenas o expediente estendido durante a semana, mas os desdobramentos para a compensação das horas trabalhadas a mais ou outra forma de compensação que possa vir a ser definida, como o seu devido pagamento.  “A orientação é para que os trabalhadores que se sentirem lesados, ou forem impedidos de compensar as horas, procurem seus sindicatos”, ressaltou. *Com informações da Contraf-CUT

Caixa: movimento sindical promove debate sobre demandas de funcionários PCD

Os aspectos funcionais e de carreira dos trabalhadores com deficiência da Caixa Econômica Federal serão debatidos em uma plenária nacional na próxima quinta (9). Quem quiser participar deve se inscrever antecipadamente para receber um link individual e intransferível de acesso. As inscrições estarão abertas até às 19h do dia 9 de fevereiro. De acordo com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, o objetivo é realizar um levantamento dos problemas enfrentados pelas pessoas com deficiência (PCDs) que trabalham na Caixa. A partir disso, soluções poderão ser negociadas. “Já havíamos debatido esta pauta no último Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) e encaminhado para o banco naquela ocasião. Agora, com uma nova gestão, queremos atualizar estes pontos para encaminhá-los novamente, com a expectativa de obtermos avanços na solução dos problemas”, disse a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt. A plenária será realizada por uma plataforma eletrônica de videoconferência, com limite de participação de 300 pessoas. Para se inscrever basta clicar aqui.

Santander anuncia implementação do teletrabalho, após cobranças do movimento sindical

O Santander anunciou a implementação do teletrabalho (home office) para os bancários das áreas administrativas, localizadas majoritariamente no eixo São Paulo e Rio de Janeiro. Essa é uma grande vitória para os empregados do banco. A conquista foi possível graças às negociações da Campanha Nacional dos Bancários-2022 e atende às regras previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE), Lucimara Malaquias ressaltou que a conquista é fruto de muitas negociações, atividades e cobranças do movimento sindical.  “Com isto, os bancários do Santander em teletrabalho receberão ajuda de custo, que o banco optou por pagar mensalmente; terão controle de jornada; o trabalho aos finais de semana e feriados está vedado; dentre outros pontos”, explicou a coordenadora. Rita Berlofa, bancária do Santander e secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), lembra que, no pico da pandemia de Convid-19, em 2021, enquanto assinava um acordo de teletrabalho na Espanha, aqui no Brasil, o Santander se recusava a negociar a modalidade de trabalho com o movimento sindical. “Tivemos que atuar com muita insistência e foco para obter esta conquista hoje. E isso passou por diversas manifestações dos trabalhadores, via protestos nas agências, escritórios e redes sociais, além das mesas de negociações que ocorreram no âmbito da Campanha Nacional dos Bancários de 2022″, observou Rita. Regras O teletrabalho será implementado em diversas áreas administrativas, mas não cobrirá toda a semana dos bancários, apenas três dias. Os outros dois continuarão de forma presencial. Em áreas em que, eventualmente, puder ocorrer mais dias em teletrabalho, será obrigado que, em pelo menos um, o bancário trabalhe de forma presencial. Lucimara também falou sobre a obrigatoriedade de ajuda de custo. “Vale destacar que a cláusula 71, da CCT, prevê que a ajuda de custo será paga para os empregados que exercerem a atividade fora das dependências do banco, em 50% da jornada”, afirmou. Outras regras previstas na CCT: Ajuda de custo de R$ 1.036,80 anuais (pagos de uma só vez ou em 12 parcelas mensais). O Santander optou pelo pagamento mensal; Controle de jornada; Direito à desconexão; Fornecimento de equipamentos; Igualdade de tratamento, com todos os direitos previstos na CCT; Prevenção e precauções com a saúde dos trabalhadores; Canal específico para que os trabalhadores em teletrabalho tirem suas dúvidas; Prioridade no regime de teletrabalho para quem tem filhos de até quatro anos ou é PcD (pessoa com deficiência); Bancárias vítimas de violência doméstica poderão escolher entre home office ou presencial; Acesso dos sindicatos aos bancários em teletrabalho e realização de campanhas de sindicalização. Curso e acompanhamento de sindicatos O Santander disponibiliza um curso, com questões relacionadas à saúde, que pode ser acessado por toda a rede na intranet do banco, inclusive pelos bancários que atuam presencialmente. Segundo Lucimara, os sindicatos vão acompanhar a implementação do teletrabalho no Santander, o respeito à jornada, os possíveis impactos à saúde do trabalhador, e demais aspectos das condições de trabalho relacionadas com a modalidade. *Com informações da Contraf-CUT

Santander: queda de resultados pode servir de alerta para sistema financeiro

O Santander divulgou seus resultados financeiros do quarto trimestre na última quinta-feira (2). O informativo mostra que o banco espanhol apresentou Lucro Líquido gerencial de R$ 12,9 bilhões, queda de 21,1%, em relação a 2021. Houve queda também do Lucro Líquido gerencial de 45,9% no 4º trimestre, em relação ao 3º trimestre anterior (R$1.689, frente aos R$ 3.122 bilhões registrados no período subsequente). O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) também apresentou queda de 4,9 pontos percentuais (p.p) em doze meses e ficou em 16,3%.  De acordo com a explicação do Santander, entre os fatores para esses resultados está o crescimento dos créditos de liquidação duvidosa (PDD), “por conta do aumento no segmento pessoa física e provisionamento decorrente de um evento subsequente no segmento do Atacado”. E isso, devido ao caso das Lojas Americanas, que impactou o custo de crédito de 12 meses, o qual atingiu 4,4%, com alta de 1,7 p.p. no ano, e de 0,6 p.p. no trimestre.  Segundo análise divulgada sobre o Santander, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) pontua que “a Americanas S.A. divulgou ao mercado, no dia 11 de janeiro de 2023, fato relevante para informar a detecção de inconsistências contábeis em demonstrações financeiras de exercícios anteriores, estimadas em cerca de R$ 20 bilhões, sendo o Banco Santander uma das principais instituições afetadas”. Empregos e Agências A holding espanhola encerrou 2022 com 52.603 vagas, com abertura de apenas 56 postos de trabalho em doze meses, considerando que, no trimestre foram abertos 1.389 postos de trabalho. No terceiro trimestre de 2022, o Santander havia fechado 385 postos de trabalho. Em 2022, o banco também fechou 286 agências e 118 postos de trabalho.  Acordo coletivo reduz impacto Coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias afirma que o aumento de créditos de liquidação duvidosa, “poderá causar impactos na PLR” (Participação nos Lucros e Resultados). Segundo ela, estão sendo feitas análises para avaliar o tamanho real dos resultados que o banco apresentou. Lucimara aponta ainda que a queda de 4,9 p.p da ROE, em relação a 2021, poderia impactar em reduções no pagamento no Programa da Participação nos Resultados Santander (PPRS). “Porém, isso não vai ocorrer, graças à negociação do aditivo Santander, que impede a alteração das faixas, como pretendia o banco”, afirma.  Lucimara ressalta a importância do acordo coletivo, “que visa minimizar os impactos da oscilação do mercado no rendimento dos trabalhadores”, e conclui que a retração do banco “traz alertas e preocupações não só para o Santander, mas para todo o sistema financeiro”.  *Com informações da Contraf-CUT

Previdência Social: desconto fica maior para os trabalhadores

Os salários de janeiro terão um desconto maior para a Previdência Social porque as faixas salariais de contribuição tiveram reajuste em janeiro, com base no Índice Nacional de Preços (INPC) acumulado em 2022 na faixa de 5,93%. Com isso, os trabalhadores da iniciativa privada vão receber os salários de janeiro com um desconto maior para a Previdência Social. As alíquotas são progressivas e vão de 7,5% a 14%, a partir do salário mínimo de R$ 1.302. O INPC também é usado para reajustar aposentadorias, pensões e auxílios do INSS, benefícios como salário família, auxílio reclusão e o teto de indenizações dos Juizados Especiais Federais. Confira a nova tabela: Salário de contribuição (R$) Alíquota progressiva para recolhimento ao INSS até 1.302 7,5% de 1.302,01 até 2.571,29 9% de 2.571,30 até 3.856,94 12% de 3.856,95 até 7.507,49 14% Desconto progressivo As alíquotas de contribuição previdenciária são progressivas. O cálculo leva em conta a parcela do salário que se encaixa em cada faixa salarial. Dessa forma, a remuneração é toda fatiada conforme a tabela. Cada fatia tem um percentual diferente de contribuição. O recolhimento total a ser feito para o INSS é o somatório dos valores apurados nessas faixas. Isso que faz com que o percentual de fato descontado do total dos ganhos seja menor (alíquota efetiva). Se o trabalhador que ganha R$ 1.500, por exemplo, ele pagará 7,5% sobre R$ 1.302 (R$ 97,65). Sobre os R$ 198 restantes, ela vai recolher mais R$ 17,82. No total, vai desembolsar o somatório de R$ 115,47 de contribuição. Quem ganha R$ 4.500 vai contribuir da seguinte forma: Pagará 7,5% sobre R$ 1.302, equivalente a R$ 97,65 de contribuição Pagará mais 9% sobre R$ 1.269,29 — que é a diferença de R$ 2.571,29 para R$ 1.302 —, com recolhimento de mais R$ 114,23 Pagará mais 12% sobre R$ 1.285,65 — que é a diferença de R$ 3.856,94 para R$ 2.571,29 —, com contribuição de mais R$ 154,27 Mais 14% sobre R$ 643,06 — que é a diferença de R$ 4.500 (seu salário) para R$ 3.856,94 —, com recolhimento de mais R$ 90,02 No total, vai desembolsar o somatório de R$ 456,17 de contribuição. Se a pessoa ganha R$ 7.507,49 ou mais, ela vai contribuir da seguinte forma (mesmo que ganhe mais, a contribuição ao INSS é limitada ao teto): Pagará 7,5% sobre R$ 1.302, equivalente a R$ 97,65 de contribuição Pagará mais 9% sobre R$ 1.269,29 — que é a diferença de R$ 2.571,29 para R$ 1.302 —, com recolhimento de mais R$ 114,23 Pagará mais 12% sobre R$ 1.285,65 — que é a diferença de R$ 3.856,94 para R$ 2.571,29 —, com contribuição de mais R$ 154,27 Mais 14% sobre R$ 3.650,55 — que é a diferença de R$ 7.507,49 para R$ 3.856,94 — com recolhimento de mais R$ 511,07 No total, vai desembolsar o somatório de R$ 877,22 de contribuição. Servidores públicos Para os servidores públicos, que se enquadram no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), a contribuição também segue algumas faixas de salário e alíquotas progressivas que vão de 7,5% a 22%. Entretanto, o sistema é diferente e estão previstas também alíquotas para os que recebem salários mais altos, de até R$ 50 mil.

Sindicalistas pedem antecipação do pagamento da PLR

Em ofício enviado aos principais bancos do país, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) pediu a antecipação do pagamento da 2ª parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), referente ao exercício de 2022. O ofício foi enviado na última quarta-feira (01/02). Os bancos privados têm até o dia 1º de março de 2023 para efetuar o pagamento, conforme está definido na cláusula primeira da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) – PLR 2022. Entretanto, a Contraf-CUT  justificou a solicitação no ofício, ressaltando a concentração de despesas dos trabalhadores nos meses de janeiro e fevereiro devido à cobrança de IPTU, IPVA, matrícula e material escolar. Bancos públicos Nos bancos públicos, a data de pagamento é diferente para os trabalhadores. Na Caixa, por exemplo, o pagamento pode ser feito até o dia 31 de março, conforme definido no parágrafo oitavo da cláusula sexta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados. Já no Banco do Brasil, o pagamento pode ser efetuado em até dez dias úteis após a data de distribuição dos dividendos ou JCP-Juros aos acionistas. A Contraf-CUT também enviou ofício aos bancos públicos solicitando a antecipação da PLR. *Com informações da Contraf-CUT

Abono do PIS/Pasep começa a ser pago dia 15 de fevereiro

O abono do PIS/Pasep, ano base 2021, começa a ser pago dia 15 de fevereiro próximo. O benefício é pago pela Caixa Econômica Federal (PIS) e pelo Banco do Brasil (Pasep). Podem sacar trabalhadores formais da iniciativa privada e do setor público, que trabalharam pelo menos 30 dias em 2021. O valor pode chegar a um salário mínimo (R$ 1.302,00) para quem trabalhou os 12 meses de 2021. De acordo com o calendário do programa, os pagamentos serão liberados até 17 de julho, sendo dois lotes a cada mês.  Para o Programa de Integração Social (PIS) o calendário é de acordo com a data de nascimento do beneficiário. Quem nasceu em janeiro e fevereiro já terá a liberação do abono no mês de fevereiro. Quem nasceu em março e abril, no dia 15 de março e assim por diante. Confira a tabela do PIS: Nascidos em Data de início Janeiro 15/02/2023 Fevereiro 15/02/2023 Março 15/03/2023 Abril 15/03/2023 Maio 15/04/2023 Junho 15/04/2023 Julho 17/05/2023 Agosto 17/05/2023 Setembro 15/06/2023 Outubro 15/06/2023 Novembro 17/07/2023 Dezembro 17/07/2023 Já o calendário do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) segue o final da inscrição do beneficiário. Confira: N° final da inscrição Data de início 0 15/02/2023 1 15/03/2023 2 17/04/2023 3 17/04/2023 4 15/05/2023 5 15/05/2023 6 15/06/2023 7 15/06/2023 8 17/07/2023 9 17/07/2023 Os pagamentos estarão disponíveis até o dia 28 de dezembro deste ano. Para sacar o abono do PIS é necessário que o trabalhador tenha registro em carteira em 2021 por pelo menos 30 dias, no valor de até dois salários mínimos à época. Além disso, é necessário estar cadastrado no PIS há pelo menos cinco anos, ter exercido atividade remunerada para pessoa jurídica por 30 dias no ano base considerado para apuração, ter seus dados informados pelo empregador corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS)/eSocial. Têm direito ao Pasep os servidores públicos que tiverem trabalhado pelo menos 30 dias no ano-base 2021. É necessário também estar cadastrado no programa há pelo menos cinco anos, ter tido média mensal de dois salários mínimos no ano base de referência.

Imposto de Renda: Receita Federal deposita primeiro lote residual

O primeiro lote residual de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2023 foi depositado pela Receita Federal, nesta terça-feira (31). Foram contemplados 3.069 idosos acima de 80 anos, 20.624 cidadãos entre 60 e 79 anos, 2.349 pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave, e 6.568 profissionais cuja maior fonte de renda é o magistério. Também foram incluídos 103.955 contribuintes sem a prioridade de recebimento garantida por lei. Ao todo são 136.565 contribuintes, com um valor total de R$ 368.017.854,27. A consulta, que está liberada desde o último dia 24, pode ser feita na página da Receita Federal (www.gov.br/receitafederal). Para isso, basta clicar em “Meu Imposto de Renda” e em “Consultar a Restituição”. Também é possível consultar o aplicativo Pessoa Física para tablets e smartphones. Na opção “Consulta Restituição”, é necessário informar o CPF e o exercício, clicando em “Consultar”. Pagamento O crédito da restituição é feito na conta bancária informada pelo contribuinte na declaração, de forma direta ou por Pix. Caso o crédito não seja realizado na conta informada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Neste caso, a pessoa pode reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou pela central de relacionamento BB, através dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Se o valor da restituição não for resgatado no prazo de um ano, o contribuinte deverá requerê-lo pelo Portal e-CAC, no site da Receita Federal. Basta acessar o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda > Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.

Crédito dos novos cartões VA e VR da Caixa será em fevereiro

Empregados da ativa, aposentados e pensionistas da Caixa estão recebendo os novos cartões do VA (Vale Alimentação) e VR (Vale Refeição). O primeiro crédito dos benefícios será feito em fevereiro.  A dificuldade no uso dos cartões em aplicativos de delivery e a rede de estabelecimentos credenciados insuficiente estavam entre as principais reclamações dos trabalhadores. A mudança da bandeira dos vales é uma vitória dos empregados e de suas entidades representativas. Agora, a administração passou a ser da Caixa Cartões e VR e os trabalhadores podem indicar estabelecimentos para credenciamento através do e-mail indicacaopatcaixa@vr.com.br. Quando receberem os cartões, eles também podem fazer indicação pelo aplicativo Caixa Refeição e Alimentação e no site https://voce.caixaprepagos.com.br/.  Se houver qualquer dificuldade de utilizar os cartões, os bancários devem comunicar ao Sindicato para que a entidade consiga atuar com a Caixa para buscar soluções. 

Durante o Fórum Social Mundial, entidades sindicais aprovam criação da Conferência Popular sobre Tributação

A criação da Conferência Popular sobre Tributação foi aprovada no encontro “Tributação e Luta de Classes” por representantes de centrais sindicais e movimentos sociais, inclusive a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), no último dia 26. O encontro foi promovido pelo Instituto Justiça Fiscal (IJF) e faz parte das atividades do Fórum Social Mundial 2023, realizado em Porto Alegre. No final do evento foi divulgada uma carta. Segundo o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale, presente no evento, “todas as políticas que o Brasil precisa para melhorar enquanto país, necessariamente, passam pela questão da tributação”. “Para avançarmos na tributação, na questão das grandes heranças, grandes fortunas e, sobretudo, na questão do imposto de renda, temos que passar por lutas, e lutas políticas. Esse foi o centro do debate que tivemos no encontro”, completou o secretário. Na ordem do dia  Walcir Previtale lembrou que a questão do imposto de renda tem se destacado. Durante encontro com os sindicalistas,na última semana, por exemplo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou um dos seus compromissos, feitos durante a corrida eleitoral, de correção da tabela do Imposto de Renda. Também o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, convidou os governadores a acompanharem as discussões sobre o tema.  “A questão tributária, da forma como se encontra, se tornou fonte de desigualdade fiscal em nosso país. O congelamento do reajuste da tabela do imposto de renda, nos últimos seis anos, gerou uma enorme distorção. Milhares de trabalhadores, com baixos salários, estão pagando muito mais imposto de renda do que é justo. Por isso, precisamos urgentemente ampliar a faixa de isenção da classe trabalhadora”, afirmou o secretário da Contraf-CUT. Segundo Walcir, apesar dos desafios políticos que envolvem o debate em torno do sistema tributário brasileiro, a fórmula para corrigir as distorções geradas pelo esquema praticado no país “é simples”: “Se baseia na Justiça Social, ou seja, quem tem mais, paga mais, e quem tem menos, paga menos impostos. Precisamos ter no horizonte qual sociedade queremos e como se dá o financiamento do Estado, das políticas públicas. E todos têm que contribuir”, explicou. Está na Constituição O Imposto Sobre Grandes Fortunas (IGF) está previsto na Constituição desde 1988, mas é o único que não é cobrado. Além disso, metade da receita de imposto no Brasil é oriunda do consumo. Dessa forma, os pobres pagam mais impostos que os ricos, no Brasil, o que contribui para que o país seja um dos mais desiguais do mundo, onde 1% dos mais ricos concentra metade da riqueza nacional. Em sua palestra, Pedro Rossi, doutor em economia e professor da Unicamp, observou que “a tributação é um instrumento da classe dominante para impor seu projeto”, portanto, “a luta de classe tem tudo a ver com tributação”. Abaixo, a carta divulgada no encontro para a Conferência Popular sobre Tributação: Considerando que: O Brasil está constituído, desde a promulgação da Constituição Federal, em 1988, como um Estado social, cujos objetivos fundamentais são a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza, a marginalização e reduzir as desigualdades, promover o desenvolvimento e promover o bem de todos; Que a concretização dos objetivos fundamentais se materializa na garantia dos direitos sociais, dentre eles, à saúde, à educação, ao trabalho, à moradia, ao meio-ambiente saudável, ao trabalho, à renda mínima, à alimentação, ao lazer, à proteção à maternidade, à infância e velhice, à previdência pública, dentre outros; Que o sistema tributário é o principal instrumento para garantir efetividade aos objetivos constitucionais, não apenas como provedor das fontes para o financiamento das políticas públicas, mas também como instrumento de organização e orientação do desenvolvimento nacional; Que quem controla os instrumentos interfere nos resultados obtidos; Que as lutas setoriais pela saúde, pela educação, pela proteção ao meio-ambiente, pela moradia, pelo acesso à terra, pela valorização dos salários, pela Universidade, pelo combate à fome, pela proteção aos povos originários, entre outras, dependem fundamentalmente do Estado e das políticas públicas. Que o alcance dos objetivos institucionais do Estado social e das conquistas das pautas setoriais mais importantes para a sociedade brasileira depende da configuração do sistema tributário; Que o sistema tributário brasileiro é profundamente regressivo, na medida em que tributa muito mais os mais pobres do que os mais ricos, proporcionalmente à renda de cada um, contribuindo para o aumento da desigualdade social; Que as discussões sobre o sistema tributário têm permanecido interditadas para os movimentos sociais e restritas principalmente aos grupos representativos das grandes corporações empresariais; na maioria das vezes, contrários às pautas dos movimentos sociais e do desenvolvimento sustentável e distributivo. As entidades presentes na Oficina “Tributação e Luta de Classes”, no Fórum Social Mundial, realizada no dia 26 de janeiro de 2023, no auditório do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, aprovam a proposta de construção da Conferência Popular sobre Tributação. *Com informações da Contraf-CUT