Eduardo Nunes tem apoio da Contraf-CUT para CA da Caixa

A votação do segundo turno da eleição para a representação das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal começou nesta sexta-feira. Eduardo Nunes é candidato apoiado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela maioria das entidades de representação e associativas das empregadas e empregados da Caixa. A votação terminará na próxima quarta (10). Para Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Eduardo é a melhor opção. “Não medimos esforços para contribuir com a eleição do Edu, pois ele é o melhor candidato para o conjunto dos empregados”, ressaltou Fabiana. Eduardo Nunes afirma que é importante ter uma Caixa que se importe com seus empregados e empregadas. “Com a participação de todos, vamos ajudar a reconstruir uma Caixa Econômica Federal que se importe verdadeiramente com suas empregadas e empregados e com a consolidação de um país democrático, que garanta oportunidades para toda a população”, ressalta o candidato. Rafael Castro, empregado da Caixa e dirigente da Contraf-CUT, explica por que apoiar Eduardo: “O Edu é um cara que está na base. Que acompanha e sabe quais são os problemas vivenciados pelas empregadas e empregados no dia a dia das unidades da Caixa. Além disso, já atuou como delegado sindical e é próximo das entidades de representação dos trabalhadores. Conhece os caminhos que devem ser percorridos para que estes problemas cheguem ao conhecimento da direção do banco e haja solução. É o melhor candidato para nos representar no CA, por isso, cada empregada e cada empregado deve falar com pelo menos um colega de sua unidade e pedir voto para o Edu.” Como votar A votação é realizada, exclusivamente, por meio eletrônico. Basta acessar https://eleicaoca.caixa.gov.br, entrar com a matrícula e senha pessoal, localizar o número e nome do Edu (2023/0001 – Eduardo Medrado Nunes) e clicar no quadradinho. Empregados e empregadas que possuam cadastro nos aplicativos FGTS, Loterias Online, Saúde Caixa Mobile ou Sou Caixa Web, podem entrar com CPF e a senha desses aplicativos. Caso seja o primeiro acesso, o empregado deverá cadastrar-se utilizando CPF, data de nascimento, e-mail válido e senha numérica de seis dígitos. *Fonte: Contraf-CUT
Câmara aprova PL sobre igualdade salarial entre homens e mulheres

O Projeto de Lei 1085/23 foi aprovado, nesta quinta-feira (4), pela Câmara dos Deputados. O PL garante o pagamento de salários iguais para homens e mulheres que exercem a mesma função. A advogada e assessora jurídica da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Phamela Godoy falou sobre a lei e como será aplicada. “A lei valerá para todos os funcionários que trabalham pelo modelo de contrato CLT. As empresas que têm mais de 100 funcionários serão obrigadas a divulgar um relatório de transparência, que será a principal forma de fiscalizar o cumprimento da lei. Outras ferramentas de fiscalização que já existem continuam e são importantes, em especial os sindicatos, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho”, explicou. O PL 1085/23 foi aprovado na Câmara por 325 votos favoráveis e apenas 36 contrários. Agora, o projeto de lei seguirá para o Senado, onde ganhará um novo número de tramitação. Se for aprovado, seguirá à sanção presidencial. “A nossa expectativa é que esse PL também tramite em regime de urgência no Senado, como aconteceu na Câmara e, assim, passe a valer o quanto antes”, ressaltou Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT. Fernanda lembrou ainda a fala do presidente Lula, quando anunciou a proposta em 8 de março, destacando que “desde 1943 a CLT prevê que mulheres e homens que exerçam a mesma função tenham equiparação salarial. A inovação do projeto de lei é o estabelecimento da obrigatoriedade da equiparação, a ser verificada por meio documental, ampliando as formas de fiscalização e multa.” As mulheres representam 44% do total da força de trabalho do país. Mesmo assim, são maioria entre os desempregados (55,5%). Além disso, ainda recebem, em média, 21% menos que os homens (o equivalente a R$ 2.305 para elas e a R$ 2.909 para eles). Esses são alguns destaques do Boletim Especial “8 de março, Dia da Mulher”, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PnadC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o 3º trimestre de 2022. Relatórios e divulgação O texto do projeto prevê que empresas com 100 ou mais empregados deverão publicar relatórios de transparência salarial e remuneratória a cada semestre. Os relatórios deverão conter os valores recebidos pelos funcionários, observada a legislação de dados pessoais. Em caso de não apresentação do relatório, a empresa receberá multa de até 3% da folha salarial, limitada a cem salários-mínimos (hoje, R$ 132 mil). As informações dos relatórios ficarão públicas, pelo Poder Executivo através da internet. “Esses indicadores, atualizados periodicamente, sobre o mercado de trabalho e renda por sexo, serão fundamentais também para alinhar políticas de combate à desigualdade de gênero e raça no Brasil”, ressaltou a secretária da Mulher da Contraf-CUT, destacando ainda que além das informações fiscais e salariais, o PL prevê que os relatórios poderão incluir indicadores de violência contra a mulher, vagas em creches, acesso à informação de serviços de saúde e de formação técnica e superior. “Todos esses dados podem contribuir na orientação de novas políticas públicas”, reforçou Fernanda Lopes. Fiscalização e regras A fiscalização contra discriminação salarial e remuneratória entre homens e mulheres será protocolada pelo Poder Executivo, mesmo com aprovação do PL no Senado. Além das diferenças salariais, haverá multa administrativa para o empregador em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade, além das diferenças salariais, que equivalerá a dez vezes o valor do novo salário devido ao empregado discriminado e será o dobro em caso de reincidência na discriminação. A quitação tanto das multas quanto das diferenças salariais também não impedirão a possibilidade de indenização por danos morais à pessoa prejudicada. *Fonte: Contraf-CUT
Bancários criticam manutenção da Selic em 13,75%

Para os trabalhadores do ramo financeiro, a política de juros do Banco Central do Brasil não cumpre a função de reduzir a inflação e atrapalha o desenvolvimento do país, com consequências drásticas para a geração de emprego e renda. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, na reunião da última quarta-feira (3).. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Juvandia Moreira, criticou a manutenção da taxa. “É uma verdadeira extorsão! O Brasil tem a maior taxa de juros reais do mundo! E ela é estabelecida exclusivamente com base em análises feitas pelo mercado financeiro, que se beneficia da política de juros mantida pela atual gestão do Banco Central. É como se o dono da granja pedisse para que a raposa desse dicas para a segurança das galinhas e seus ovos”, ressaltou Juvandia. O Copom toma por base as pesquisas semanais feitas pelo BC com analistas de mercado (boletim Focus). “Dizem que o Banco Central é independente. Mas, que independência é esta que está atrelada às análises feitas por quem se favorece da política a ser realizada? O Banco Central está apostando contra o Brasil e o Congresso Nacional precisa tomar uma providência para tirar Campos Neto de seu comando”, disse. Segundo os bancários, a inflação no Brasil não é gerada por demanda e, por isso, não tem sentido a escalada da taxa de juros no país. Em março de 2021, a taxa básica de Juros (Selic) estava em 2%. A partir de abril começou a subir e atingiu os 13,75% atuais. No mesmo período, a inflação subiu de 6,10%, chegou a 12,13% em abril de 2022 e as estimativas são de que feche 2023 em 6,05%. Inadimplência Outro argumento do BC para a manutenção da taxa básica de juros contestado pelos trabalhadores é o índice de inadimplência. “Hoje temos mais de 70 milhões de brasileiros adultos endividados. Em 2021, quando o Banco Central começou sua política de alta das taxas de juros, havia 63 milhões de endividados. Isso apenas comprova que aumentar os juros, além de não reduzir a atual inflação brasileira, contribui para o aumento do endividamento das famílias e o Banco Central utiliza esse aumento para justificar sua política”, observou a presidenta da Contraf-CUT, lembrando que muitas empresas também não estão suportando o aumento das taxas de juros e estão entrando em endividamento. Se considerarmos os últimos quatro anos, veremos que o endividamento dos brasileiros subiu de 59% para 79% entre as famílias, sendo que 85% delas possui dívidas com as operadoras de cartão de crédito, que cobram juros de 400%. *Com informações da Contraf-CUT
Conselhão é recriado e vai retomar diálogo entre governo e sociedade

O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o popular Conselhão, deu posse aos seus membros nesta quinta-feira (4), em Brasília. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, e o presidente da CUT, Sérgio Nobre, integram o Conselhão, como representantes da classe trabalhadora. Ao todo, são 246 integrantes, que têm por objetivo espelhar a sociedade. O papel do Conselhão é assessorar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na elaboração de propostas para o desenvolvimento econômico, social e sustentável. Além disso, é uma instância de diálogo com os diversos setores da sociedade. Seus membros representam movimentos sociais, sindicais e setores da economia, como o financeiro, o agronegócio, a indústria e o comércio, entre outros. O colegiado é presidido pelo próprio presidente Lula e tem entre seus membros o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O presidente Lula observou que “o Conselhão, repleto de diversidade e de diferenças, pode ser uma fotografia do Brasil que nós queremos construir.” E completou: “O órgão é um espaço para ajudar a governar o país, o espaço para se dizer como as coisas devem ser feitas; não é um espaço de queixa ou reclamação, mas de produção”. A presidenta da Contraf-CUT ressaltou, em seu discurso, a significativa presença de mulheres no órgão e a retomada do diálogo entre governo e sociedade. “A mulher é sub-representada nos poderes executivo, legislativo e judiciário, portanto essa presença aqui no Conselho é muito significativa”, afirmou. Juvandia lembrou que o desemprego e o subemprego afetam mais as mulheres, como também as pessoas negras, para defender “a retomada do crescimento com o fim das desigualdades de gênero e de raça”. Para a dirigente sindical, “não podemos pensar no Brasil como uma nação com tantas desigualdades, como vivemos hoje”. Diálogo A volta do diálogo entre governo e sociedade também mereceu destaque no discurso da presidenta da Contraf-CUT. “Nós, dos movimentos sociais, não éramos recebidos aqui no Palácio do Planalto há sete anos. Por isso, a retomada do Conselho não é apenas a retomada do Conselho, mas do diálogo”, avaliou. Juvandia lembrou, ainda, a tradição da categoria bancária em negociações trabalhistas, uma experiência baseada no diálogo entre as partes envolvidas (trabalhadores e sistema financeiro), que deve ser vista como exemplo para o país. “É disso que o Brasil precisa, de diálogo, e diálogo que contemple todas as forças da sociedade”, afirmou a dirigente. #JurosBaixosJá Juvandia criticou a manutenção pelo Banco Central (BC) da Selic, em 13,75%. “Repudiamos a decisão do BC de manter a taxa de juros elevadas, porque inibe o crédito, o investimento produtivo, o emprego e renda, e precisamos fortalecer exatamente o emprego e renda no Brasil”, destacou. *Fonte: Contraf-CUT
Inscrições para a Copa Contraf-CUT terminam nesta quinta (4)

A etapa carioca da Copa Contraf-CUT será realizada neste sábado (6) e quem ainda não se inscreveu tem que correr. As inscrições foram prorrogadas até esta quinta-feira (4), através do link https://forms.gle/oZCssXqyhNcQQyQh6. Este é o primeiro torneio de videogame para trabalhadores(as) do ramo financeiro sindicalizados(as) nos sindicatos filiados à Federa-RJ. O campeonato vai contar com premiação nas etapas regionais e nacionais. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vai transmitir os jogos da semifinal, final e disputa de terceiro e quarto lugares pelos seus canais no Facebook e no Youtube. Os bancários e as bancárias que ficarem em primeiro, segundo e terceiro lugar da etapa regional vão disputar a fase nacional, com 32 equipes de todo Brasil. As partidas serão disputadas em locais escolhidos pelos jogadores. As plataformas permitidas são: Playstation 4, Playstation 5(na antiga geração), Xbox One (na antiga geração) e Xbox Series (na antiga geração). Serão duas partidas, cada uma com seis minutos. A disputa é em sistema de mata-mata, com partidas de ida e volta. O chaveamento do campeonato será definido após o final das inscrições de cada etapa regional, que tem o limite máximo de 64 participantes, e poderá ser acompanhado pelos inscritos. A organização é realizada pela equipe da SMU Games, que oferece todo o suporte durante o campeonato e um painel preparado para os competidores postarem os resultados dos jogos e acompanharem a tabela de classificação. *Fonte: Contraf-CUT
Bancários vão realizar Conferência Nacional em agosto

A Conferência Nacional dos Bancários deverá ser realizada de 4 a 6 de agosto, de forma presencial em São Paulo. A decisão foi tomada pelo Comando Nacional da categoria, nesta quarta-feira (3). A confirmação depende apenas da disponibilidade de local para a realização e hospedagem dos participantes. Também ficou definido que as conferências estaduais e/ou regionais devem ser realizadas em junho e julho, por ocasião da Consulta Nacional à categoria sobre as prioridades para o movimento, como a reforma tributária, o papel do sistema financeiro e do crédito para a geração de emprego renda, além da democratização e uso dos meios de comunicação e de questões que envolvem o futuro da categoria. Além disso, as mesas permanentes de negociação com os bancos sobre Igualdade de Oportunidades, Saúde e Segurança Bancária serão mantidas. O Comando também deliberou que as comissões de trabalhadores específicas de cada banco devem definir suas agendas de negociações permanentes e definir seus calendários de luta. #JurosBaixosJá A orientação do Comando é pela continuidade da campanha #JurosBaixosJá, pois, ao contrário do que o presidente do BC, Roberto Campos Neto afirma, a manutenção da alta da Selic não cumpre a promessa de reduzir a inflação e atrapalha o desenvolvimento do país. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, falou sobre a posição do Banco Central. “É um absurdo a manutenção da Selic em 13,75%! É a maior taxa de juros reais do mundo! Ela deveria ter sido reduzida. O Banco Central está apostando contra o Brasil e o Congresso Nacional precisa tomar uma providência para tirar Campos Neto de seu comando”, afirmou Juvandia. Em março de 2021, a taxa básica de juros (Selic) estava em 2%. A partir de abril começou a subir e atingiu a taxa atual de 13,75%, mantida pela sexta vez, nesta quarta-feira (3), no encerramento da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. No mesmo período, a inflação subiu de 6,10%, chegou a 12,13% em abril de 2022, e as estimativas são de que feche 2023 em 6,05%. Além da política de juros do Banco Central, o Comando Nacional dos Bancários também definiu a luta: – pela regulamentação das redes sociais e democratização dos meios de comunicação; – pela reforma sindical; – pela regularização do trabalho realizado por trabalhadores de aplicativos, como entregadores, motoristas e outros; – por uma reforma tributária justa, com aumento da faixa de isenção de Imposto de Renda de Pessoa Física, assim como da faixa de isenção da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). *Fonte: Contraf-CUT
Justiça condena BB e terceirizada por assédio moral e sexual

Condenados em primeira instância, o Banco do Brasil e uma empresa de terceirização deverão pagar indenização a uma vigilante que sofreu assédio moral e sexual, com investidas do próprio gerente. Cabe recurso. A juíza Thereza Christina Nahas, da 2ª Vara do Trabalho de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, condenou o banco e a terceirizada a pagar, a título de danos morais, dez vezes o último salário da trabalhadora. Segundo a magistrada, o contrato foi rescindido por culpa do empregador. O banco e a empresa deverão, além da indenização, instituir “plano de formação e educação contra assédio sexual e moral voltado a todos os trabalhadores (com participação obrigatória de ocupantes de cargo de chefia e recursos humanos)”. Outra exigência é a criação de um canal de denúncia, que garanta a privacidade de vítimas e denunciantes. Pela sentença, isso deve ser feito nos municípios de Itapecerica da Serra, Embu Guaçu, São Lourenço da Serra e Juquitiba, áreas de competência daquela vara trabalhista. Segundo relato do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) ,“no processo, a mulher conta que sofria investidas sexuais por parte do gerente da agência havia cerca de um ano. Embora tenha se queixado, nenhuma providência contra o acusado foi tomada pelo banco. Quando a situação piorou, ela abriu boletim de ocorrência, que foi juntado aos autos. A terceirizada, por sua vez, ofereceu outro posto de trabalho à vigia em município distante 20 quilômetros do anterior.” Desta forma, a juíza considerou prova oral, e citou o descumprimento do Pacto sobre Empresas e Direitos Humanos das Nações Unidas e o Convênio 190 da Organização Internacional do Trabalho: “As empresas preferiram se calar: a 1ª ré optou por oferecer a solução que importaria em um sacrifício maior à trabalhadora, já humilhada e desgastada; ofereceu-lhe um distanciamento ainda maior procurando abafar os fatos; a 2ª simplesmente ‘descartou’ a trabalhadora, devolvendo-a ao seu empregador direto e ‘lavando as mãos’ num gesto que, apesar de ser o agente agressor seu trabalhador e tudo ter se passado dentro de suas dependências, o ‘problema’ não seria seu.” Fonte: Rede Brasil Atual
Governo estuda isenção de Imposto de Renda sobre PLR

Durante as festividades do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo estuda conceder isenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de todos os empregados. A medida é uma antiga reivindicação do movimento sindical e, se for concretizada, vai beneficiar diversas categorias de trabalhadores, inclusive a bancária. Segundo o presidente, a medida pode ser concretizada já no próximo ano, a pedido dos sindicatos. “Os trabalhadores se preparem, porque a pedido das centrais sindicais, nós começamos a estudar: se o patrão não paga Imposto de Renda sobre o lucro, se o patrão não paga Imposto de Renda sobre os dividendos que ele recebe, por que os trabalhadores têm que pagar imposto na PLR? Nós estamos estudando, quem sabe para o próximo ano. Da mesma forma que um patrão, que ganha milhões, não paga sobre o lucro, o trabalhador não pode pagar Imposto de Renda sobre a participação dele no lucro da empresa”, questionou Lula, cuja vida política teve início no movimento sindical. A proposta já começou a sofrer campanha contrária dos mercados e da mídia. A XP estima um impacto de R$ 4 bilhões na perda de arrecadação, segundo publicou o jornal O Globo. Entretanto, a equipe econômica do governo promete fazer um corte de R$ 150 bi nos privilégios fiscais de empresas, os chamados “jabutis tributários”, que não possuem nenhuma contrapartida social e nem compromisso com a geração de empregos. A legislação atual prevê a isenção para valores de até R$ 6.677,55 por ano e tributação de 7,5% a 27,5% para valores acima dessa faixa.
Nova diretoria da Fenae toma posse

A nova diretoria da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), eleita com 95% dos votos, tomou posse no último dia 26 e vai dirigir as atividades da Federação até 2027. A cerimônia foi realizada em Brasília e contou com a participação de representantes do Governo Federal, parlamentares, sindicatos, das Associações do Pessoal da Caixa de todos os estados do país e diversas outras entidades parceiras. Durante o evento, a importância da manutenção da Caixa como um banco público e social foi destacada pelas autoridades. Também foi lembrada a história de luta da Fenae em defesa das empregadas e empregados, assim como a atuação histórica da entidade na luta por um Brasil mais justo e democrático para todos os brasileiros e a importância da manutenção desta luta para a reconstrução do país e contenção do avanço da extrema-direita brasileira. Sergio Takemoto, presidente reeleito da Fenae, falou sobre os novos desafios a serem enfrentados. “Hoje, os nossos desafios se renovam. São novos tempos para o Brasil e para a Caixa. Depois de ataques aos direitos, à Caixa pública, às políticas sociais e à soberania do país, um governo democrático e de valorização dos trabalhadores aponta para um novo futuro, o que torna nossa luta menos desigual. Sigamos na mesma direção na construção de um mundo cada vez melhor”, destacou Takemoto, que terá a companhia de uma diretoria composta por 25 representantes, entre diretores e conselheiros. Fonte: Contraf-CUT
Eduardo Nunes disputará o segundo turno para Conselho de Administração da Caixa

Com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Federa-RJ, Eduardo Nunes vai disputar o segundo turno na eleição para representar os empregados no Conselho de Administração da Caixa. O primeiro turno terminou na última quinta-feira (27) e o candidato recebeu 31,45% dos votos. A votação do segundo turno será entre os dias 5 e 10 de maio, exclusivamente por meio eletrônico, através do link https://eleicaoca.caixa.gov.br. Podem votar todos os empregados ativos, mesmo em férias ou licença. Para votar em Eduardo Nunes digite 0001. Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, apoia e indica Eduardo Nunes para o Conselho de Administração da Caixa, e ressalta seu compromisso com as pautas dos trabalhadores e por uma Caixa 100% pública. “Ele será uma voz em defesa dos bancários e bancárias. A eleição acontecerá entre 5 e 10/05. Participe. Esse é gente da gente!”, destaca Adriana. Eduardo Nunes fez questão de agradecer os votos recebidos no primeiro turno. “Agradeço não apenas a quem depositou sua confiança para que eu os represente no CA da Caixa, mas a todos que participaram deste primeiro turno. Todos estão de parabéns! É assim, com a participação de todos que vamos conseguir avançar nas conquistas para nós trabalhadores, mas também na reconstrução de uma Caixa Econômica Federal que se importe verdadeiramente com suas empregadas e empregados e com a reconstrução de um país democrático, que garanta oportunidades para toda a população”, afirmou o candidato. Eduardo Nunes Empregado da Caixa desde 2005, Eduardo Nunes atuou como gerente pessoa física. No movimento sindical, foi dirigente do Sindicato e Apcef/SP. Rafael de Castro, dirigente da Contraf-CUT e empregado da Caixa, ressalta que Eduardo conhece bem o dia a dia de quem trabalha na Caixa. “O Edu é um cara que está na base. Ele acompanha e sabe quais são os problemas vivenciados pelas empregadas e empregados no dia a dia das unidades da Caixa. Além disso, já atuou como delegado e dirigente sindical e é próximo das entidades de representação dos trabalhadores. Conhece os caminhos que devem ser percorridos para que os problemas cheguem ao conhecimento da direção do banco e haja solução. Por isso, é o melhor candidato para nos representar no CA”, enfatiza Rafael. CA Caixa O Conselho de Administração da Caixa é a principal instância decisória do banco e possui oito membros: o presidente do banco, seis conselheiros indicados pelo governo federal e um eleito. Conquista histórica dos trabalhadores, como resultado da luta das entidades sindicais e associativas, a eleição de representante dos empregados na Caixa tornou-se uma realidade a partir de 2013. O papel do conselheiro eleito é representar os anseios dos trabalhadores, defender a integridade do banco e fiscalizar as ações da gestão. Eduardo Nunes recebeu 31,45% dos votos e disputará o segundo turno contra Antônio Messias, que conseguiu 34,94%.