CUT completa 40 anos e lança marca comemorativa

A CUT está completando 40 anos de existência e preparou uma série de atividades comemorativas, inclusive o lançamento de uma logomarca especial, realizado com uma live, nesta quinta-feira (11). O programa contou a história da central que ajudou a mudar o Brasil e trouxe inúmeras conquistas para a classe trabalhadora. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que também é vice-presidenta da CUT, acompanhou a live apresentada pelo presidente da CUT, Sergio Nobre, ao lado de ex-presidentes da central e lideranças que hoje compõem a direção nacional, como o secretário-geral Aparecido Donizeti Silva e o secretário de Administração e Finanças Ariovaldo de Camargo. Juvandia apresentou um resumo de como serão as comemorações pelos 40 anos da CUT. “Ao longo deste ano, a CUT Nacional e suas estaduais farão uma programação com atividades para reflexão, debate, atividades artísticas, culturais, exposições visando resgatar e reverenciar as conquistas do passado, nossas bandeiras históricas, e também apontar o que queremos para o futuro da maior central sindical do Brasil e uma das maiores do mundo”, afirmou a dirigente. Também haverá um festival de cultura, como anunciou Juvandia. “Junto aos Congressos Estaduais, vamos desenvolver não somente atividades com artistas regionais, mas também o debate da importância da cultura na elevação de consciência e mobilização da classe trabalhadora”, concluiu. Trajetória A CUT foi fundada em 1983, na ditadura militar, e teve atuação fundamental na luta pela redemocratização e também na conquista de direitos históricos para os trabalhadores, como a política de valorização do salário mínimo, em 2003, que instituiu reajustes acima da inflação. A participação da CUT na defesa da democracia sempre foi fundamental em toda sua trajetória, inclusive na eleição de um legítimo representante da classe trabalhadora à Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nessa trajetória, os 40 anos da CUT se fundem à história do Brasil não somente pela defesa intransigente dos direitos da classe trabalhadora, mas também porque a CUT está no DNA da luta pela redemocratização do país”, ressaltou Sérgio Nobre. *Fonte: Contraf-CUT
Em carta ao Senado, centrais sindicais pedem rejeição de projeto que retira recursos do Sesc e do Senac

Presidentes de seis centrais sindicais e dois de federações assinaram nota solicitando ao Senado Federal que rejeite projeto que repassa verbas do Sesc e Senac para a Embratur. A luta contra esse desvio de recursos ganhou importantes aliados. A carta afirma que o “indevido e injusto redirecionamento prejudicará milhões de atendimentos oferecidos à população nas áreas de saúde, educação, assistência, cultura, lazer e profissionalização”. O texto pontua ainda que a emenda é alheia ao objeto central da MPV 1147/2022 e retira recursos de um sistema que atende a milhares de trabalhadores e trabalhadoras em todo o país. “A inserção desses dois artigos fere as garantias asseguradas pela legislação (art. 240) para manutenção dos serviços sociais autônomos atingidos pela proposta, no que se refere às suas finalidades e aos recursos compulsórios. São justamente esses recursos que permitem ao Sesc e Senac a realização de suas atribuições”, frisa o documento. Também está sendo realizado um abaixo-assinado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) (https://cnc.portaldocomercio.org.br/sousescsenac) para a população manifestar sua insatisfação com a possibilidade de aprovação da medida. O documento já conta com 300 mil adesões. Confira a íntegra da Carta As Centrais Sindicais solicitam que o Senado Federal rejeite os artigos 11 e 12 do PLV 9/2023, inseridos pela Câmara dos Deputados na MPV 1147/2022, que redirecionam para a Embratur 5% das contribuições repassadas ao SESC e ao SENAC. Esse indevido e injusto redirecionamento prejudicará milhões de atendimentos oferecidos à população nas áreas de saúde, educação, assistência, cultura, lazer e profissionalização.Trata-se de emenda alheia ao objeto central da MPV 1147/2022, que retira recursos de um sistema que atende milhares de trabalhadores e trabalhadoras em todo o país. A inserção desses dois artigos fere as garantias asseguradas pela legislação (art. 240) para manutenção dos serviços sociais autônomos atingidos pela proposta, no que se refere às suas finalidades e aos recursoscompulsórios. São justamente esses recursos que permitem ao SESC e SENAC a realização de suas atribuições. Pelas razões acima expostas, as Centrais Sindicais e as Confederações dos Trabalhadores, representando o movimento sindical e a classe trabalhadora brasileira, solicitam que o Senado Federal rejeite a inserção dos artigos 11 e 12 do PLV 9/2023, fruto da MPV 1147/2022. Atenciosamente, Sergio NobrePresidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) Miguel TorresPresidente Força Sindical Ricardo PatahPresidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores) Adilson AraújoPresidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) Moacyr Roberto Tesch Auersvald Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) Antônio NetoPresidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros Julimar Roberto de Oliveira Nonato Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT Luiz Carlos MottaPresidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio *Com informações da CUT Nacional
Bancários do Sul Fluminense realizam ação contra fechamento de agências e por atendimento presencial nos caixas

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realizou, nesta quinta-feira (11), uma ação contra o fechamento de agências e o não atendimento presencial aos clientes e usuários nos caixas, medida que afeta principalmente idosos e pessoas de baixa renda, que nem sempre dominam operações digitais e caixas eletrônicos. A ação faz parte da campanha da Federa-RJ e sindicatos filiados, lembrando que os bancos não podem negar atendimento presencial à população. Caso faça isso, a instituição financeira estará descumprindo a Resolução nº 4.746/2019, do Banco Central do Brasil. A campanha cita como exemplo o Bradesco, que demite funcionários em massa, extingue agências físicas e ainda reduz drasticamente o número de caixas eletrônicos das unidades, pressionando os empregados a não deixarem o usuário ir ao caixa físico para ser atendido. “Estamos juntos com você! A Federa-RJ e os sindicatos filiados estão nesta campanha, em defesa do direito do consumidor e da população de serem atendidos presencialmente e na preservação do emprego da categoria, inclusive, exigindo a contratação de mais bancários para melhor atender você e garantir condições dignas de trabalho para os funcionários. Exigir o fim do fechamento de agências e das demissões e cobrar mais bancários é bom para o cliente e também para o trabalhador que presta serviços nos bancos. Vem com a gente nessa luta. Você só tem a ganhar”, informa o texto da campanha. *Em atualização
Aviso: piscina fechada

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense informa que a piscina da sede campestre ficará fechada a partir desta terça-feira, 9 de maio, até o início de setembro. Novas comunicações serão divulgadas no site e nas redes do sindicato.
Estudo da Unicamp aponta redução de capacidade de trabalho pós-covid em bancários

Estudo realizado pelo Departamento de Neurologia (DN) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, com apoio do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), com 607 bancários, mostra os efeitos pós-covid na categoria profissional. A pesquisa investigou os sintomas associados com a redução da capacidade para o trabalho em pessoas com síndrome da covid longa. De acordo com o estudo, dos bancários que sentiram os efeitos da covid-19 por mais de quatro dias, 62,5% apresentaram redução do Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT). Os sintomas mais frequentemente associados com essa diminuição foram fadiga (93,2%), depressão (68,2%) e ansiedade (76,8%). Depois de um ano da primeira entrevista, foi realizada uma avaliação longitudinal com 180 trabalhadores. Desse total, 48% ainda apresentavam fadiga, 38% tinham sinais de ansiedade e 52% relataram problemas de memória. A professora de neurologia clínica, Clarissa Yasuda, explica que os trabalhadores foram avaliados depois de 200 dias, em média, após o diagnóstico de covid-19. “Tem sido cada vez mais importante avaliar os impactos dos chamados casos leves de covid-19 sobre a saúde e a capacidade de trabalhar, visto que esses casos representam a imensa maioria. No nosso estudo, 83% dos casos tinham tratamento domiciliar, sem hospitalizações, e os achados são bastante significativos”, afirma Yasuda. Marcia Bandini, professora da área de saúde do trabalhador do DSC, alerta para a necessidade de adoções de práticas terapêuticas multiprofissionais e políticas de proteção para aqueles que tiveram afetada sua capacidade para o trabalho. “O estudo trouxe informações relevantes para que sindicatos e empresas discutam e implementem ações de reconhecimento de casos de covid longa para adotar práticas terapêuticas multiprofissionais de reabilitação, tanto no sistema público quanto na saúde suplementar”, afirma Marcia, ressaltando ainda a importância de que diferentes categorias profissionais sejam estudadas. O estudo contou com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O secretário de Saúde da entidade, Mauro Salles, destaca que “os resultados da pesquisa comprovaram nossa constatação no contato com os bancários, e o estudo tem nos ajudado na conscientização e tratamento dos colegas afetados”. Mauro lembrou que os resultados foram apresentados em reuniões de negociações com os bancos e agradeceu o trabalho e a parceria da Unicamp. Segundo ele, a relação entre a representação dos trabalhadores e o meio acadêmico mostrou-se muito importante na história da luta pela saúde dos trabalhadores. “Esse trabalho reforça esta importância. Saliento que procuramos apoio da universidade quando constatamos no dia a dia que muitos colegas apresentavam sintomas persistentes, que dificultavam o ato de trabalhar, depois de ter covid, na maioria das vezes não relacionando os fatores. Procuramos a Unicamp que estava desenvolvendo trabalho sobre esta situação e tivemos uma maravilhosa acolhida. Os resultados comprovam nossas suspeitas e tem nos ajudado na conscientização e tratamento dos colegas afetados. Também está sendo de grande valia nas negociações com os bancos. Agradecemos pelo trabalho apresentado e pela parceria”, ressaltou Salles. A pesquisa demonstrou que os sintomas neuropsiquiátricos da covid longa afetam negativamente a capacidade de trabalho, meses após a infecção. Esses achados apontam para a urgência de tratamentos específicos e multidisciplinares para os pacientes, a fim de minimizar a sobrecarga individual e a perda econômica global. *Fonte: Contraf-CUT
COE debate igualdade de oportunidades com Santander, após vídeo publicitário

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander terá uma reunião, no próximo dia 22, com a direção do banco. Vão debater a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. A reunião ganhou destaque com a divulgação de campanha publicitária do banco para o Dia das Mães. O Santander informa um dado PNAD Contínua de que as mulheres têm renda mensal 21% menor do que os homens. Por esta razão, o banco informa que vai conceder para as mulheres desconto na mesma porcentagem em produtos bancários, como seguro de vida, parcelamento de fatura e anuidade de cartões. Entretanto, o vídeo não especifica o período do desconto. A coordenadora da COE Santander, Lucimara Malaquias, afirma que o banco deve agir para além da publicidade no mês das mães. “Está mais do que na hora de o banco retomar seriamente, por exemplo, o debate sobre a licença menstrual, que foi pauta de reivindicação na Campanha Nacional dos Bancários 2022 [campanha salarial]. Mas na ocasião, o banco alegou que ‘ainda não há ambiente interno para conduzir esta questão, porque não há maturidade suficiente das bancárias brasileiras para implementar a medida’. Sendo que na Espanha, país de origem do conglomerado, esta medida já é lei e é cumprida pela mesma instituição financeira”, pontua a dirigente. Discriminação Também chama atenção no vídeo de que há mais de 10 anos não há diferença salarial entre homens e mulheres dentro do Santander. Para Lucimara, esta diferença de fato diminuiu ao longo dos últimos anos e pode não ser observada quando homens e mulheres exercem a mesma função, mas o problema da discriminação de gênero persiste na ascensão na carreira. O último Relatório de Sustentabilidade emitido em 2022 pelo Santander aponta que em 2021 as bancárias ocupavam 61% dos cargos na área operacional e os homens 39%. Com relação aos cargos de diretoria, apenas 25% eram ocupados por mulheres e 75% por homens. “Este é o grande problema no Santander e no sistema financeiro de um modo geral. O movimento sindical quer debater seriamente estes dados para além da publicidade, e quer entender quais medidas o banco está tomando para garantir mais acesso às mulheres na pirâmide hierárquica, a fim de garantir igualdade de oportunidades para que as mulheres ascendam na carreira na mesma proporção que os homens”, ressalta Lucimara Malaquias. Segundo dados apresentados no Fórum Econômico Mundial, o mundo precisará de 257 anos para superar esta desigualdade de gênero no trabalho. “Queremos essa igualdade já! Somos metade da população mundial, em alguns setores financeiros somos a maioria e nada justifica um salário diferenciado”, cobra Rita Berlofa, funcionária do Santander e secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). *Fonte: Contraf-CUT
CA da Caixa: Contraf-CUT e Fenae recomendam voto em Eduardo Nunes

Termina nesta quarta-feira (10), a votação do segundo turno da eleição para a definição da representação das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal. A orientação da Contraf-CUT, Fenae e da maioria das entidades de representação e associativas é para que o voto seja em Eduardo Nunes. A diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e empregada da Caixa, Eliana Brasil, diz que o ideal é não deixar o voto para a última hora. “Para votar é bem fácil! O voto é dado de forma eletrônica. Mas, como sempre, orientamos que não se deixe para a última hora para se evitar qualquer problema de sistema e conexão. Votando o quanto antes, a gente evita de ficar sem exercer nosso direito de escolher quem vai nos representar no CA do banco”, explica Eliana. Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, é preciso valorizar quem tenha respeito pelos empregados e empregadas. “Temos que eleger um representante que tenha respeito pelas empregadas e empregados e os valorize como parte responsável pela sustentabilidade do banco, ao invés de priorizar metas comerciais. O Edu é este cara! Vai defender o perfil de banco público da Caixa, que não pode gerar prejuízos financeiros, mas também não pode adoecer empregados, nem prejudicar o desenvolvimento do país ou deixar de cumprir seu papel social”, afirma Takemoto. Porque votar no Edu “O Edu representava a agência dele como delegado sindical. Sempre atuou junto com as entidades que representam e lutam pelos trabalhadores. E, por ele estar na base, sabe o que atrapalha o trabalho e a vida das empregadas e empregados da Caixa e quais são as propostas para solução. Sem dúvida será um excelente representante no CA. Estou pedindo voto pra ele e cada empregada e cada empregado deve fazer o mesmo com pelo menos uma colega, ou um colega de sua unidade: pedir voto para o Edu”, ressalta o empregado da Caixa e dirigente da Contraf-CUT, Rafael de Castro. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt explica que é preciso eleger alguém preparado para defender os empregados e empregadas. “Queremos eleger o Edu porque ele será a voz das empregadas e empregados no CA. Devido à composição do conselho, que tem apenas um representante dos trabalhadores, sabemos das dificuldade que nosso representante terá. Por isso mesmo, temos que eleger o Edu, que está preparado para defender nosso lado lá”, pontua. Como votar Como no primeiro turno, a votação é realizada, exclusivamente, por meio eletrônico. Basta acessar https://eleicaoca.caixa.gov.br, entrar com a matrícula e senha pessoal, localizar o número e nome do Edu (2023/0001 – Eduardo Medrado Nunes) e clicar no quadradinho. Empregados e empregadas que possuam cadastro nos aplicativos FGTS, Loterias Online, Saúde Caixa Mobile ou Sou Caixa Web, podem entrar com CPF e a senha desses aplicativos. Caso seja o primeiro acesso, o empregado deverá cadastrar-se utilizando CPF, data de nascimento, e-mail válido e senha numérica de seis dígitos. *Fonte: Contraf-CUT
CUT lança cartilha ‘Negociação Coletiva – Desafios e Experiências

A cartilha Negociação Coletiva – Desafios e Experiências, produzida pela Secretaria de Relações de Trabalho da CUT Nacional, já está disponível. O documento apresenta uma série de experiências bem-sucedidas no movimento sindical, em processos de negociação e garantia de direitos aos trabalhadores. A cartilha é um rico instrumento de formação para que as mais diversas entidades ligadas à Central – sindicatos, federações e confederações – se subsidiem em suas ações de representação dos trabalhadores e trabalhadoras de suas bases. “A ideia da cartilha é que as categorias possam, a partir das experiências apresentadas, ampliar seu poder de negociação com patrões”, diz o secretário de Relações do Trabalho da CUT, Ari Aloraldo do Nascimento. A negociação coletiva é um instrumento, como mostra a história, que tem a capacidade de garantir direitos como auxílio-creche, vales transporte, refeição e alimentação, participação em lucros e resultados, além de aumento real de salário nos acordos coletivos. Ari Aloraldo destaca ainda que a publicação da cartilha acontece “em um momento de grande importância, já que o fortalecimento da negociação coletiva é pauta prioritária da CUT no Congresso Nacional”. A CUT e as demais centrais vêm discutindo a aprovação de leis que permitam que a negociação coletiva aconteça com maior eficácia. Construção do conteúdo Durante o seminário que deu origem à cartilha, foram apresentadas várias experiências dos ramos químico, bancário, da alimentação e da construção civil. No evento, dirigentes sindicais responsáveis por organizar as categorias contaram como foram as negociações e apresentaram dados sobre suas ações. Uma delas é a negociação da categoria bancária que tem conquistado acordos coletivos nacionais com ampliação de direitos, ao longo dos anos, mesmo com os ataques sucessivos à classe trabalhadora, promovidos pelos últimos governos, e à atuação dos bancos, no sentido de tentar reduzir esses direitos. Exemplo bem-sucedido e que enriqueceu tanto o poder de negociação como a mobilização dos bancários foi a instituição de uma consulta pública à categoria para elencar pontos prioritários para os trabalhadores – pontos que foram levados às mesas de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). “Em 2022 foram ouvidos 35 mil bancários nessa consulta”, destaca a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvândia Moreira. A própria formação do Comando Nacional dos Bancários já é um exemplo de mobilização que fortalece a negociação coletiva. O comando é constituído de 130 sindicatos em todo o país unidos em uma espécie de consórcio para fazer mesas nacionais de negociação. E o resultado foram conquistas importantes ao logo dos anos para a categoria. As negociações desse setor acontecem há mais de 60 anos, dando origem às convenções coletivas de trabalho (CCT´s). As experiências apresentadas na cartilha detalham a negociação realizada em dois segmentos – industrial (Fiesp) e farmacêutico (Sindusfarma), com a união entre CUT e a Força Sindical. Para conhecer a cartilha basta acessar aqui. *Fonte: CUT Nacional
Itaú tem recorde de R$ 8,4 bi de lucro no primeiro trimestre

O Itaú Unibanco registrou Lucro Líquido Recorrente Gerencial – que exclui efeitos extraordinários – de R$ 8,435 bilhões, no primeiro trimestre de 2023. O dado significa alta de 14,6% em relação ao mesmo período de 2022 e alta de 10,0% em relação ao trimestre anterior (no 4º trimestre de 2022, o resultado recorrente foi de R$ 7,668 bilhões). A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 4,9% em doze meses, totalizando cerca de R$ 11,681 bilhões. As despesas de pessoal, considerando a PLR, por sua vez, cresceram 0,8% no período, somando cerca de R$ 7,044 bilhões. Assim, a cobertura destas despesas pelas receitas com prestação de serviços do banco foi de 165,8% no período. No final do 1º trimestre deste ano, a holding contava com 89.497 empregados no país, com abertura de 1.237 postos de trabalho em doze meses. De acordo com o relatório do banco, esse saldo se deve à ampliação no número de assessores de investimentos e a contratações para a área de Tecnologia da Informação (TI), com o objetivo de acelerar o processo de transformação digital. Foram fechadas 103 agências físicas no Brasil, no período, e abertas 100 agências digitais, totalizando 2.731 e 415 unidades, respectivamente. O coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves,afirma que o banco manteve sua rentabilidade e que os funcionários têm direito de cobrar mais transparência. “O Itaú foi uns dos poucos bancos, mesmo na crise sanitária que o país passou, que se ajustou e conseguiu manter sua rentabilidade financeira. Isso fica evidente com os lucros que o banco vem tendo ano a ano. E dá direito aos funcionários de cobrarem mais transparência do banco nos processos de terceirização, fechamento de agências e a reivindicarem melhorias na distribuição de renda dentro do Itaú”, observou Jair. Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical e BB definem datas para mesas de negociações permanentes

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e representantes da direção do BB definiram as datas permanentes de negociação, durante reunião na última quinta-feira (4), em Brasília. Combate ao assédio, resolução de questões relacionadas à Plataforma de Suporte Operacional (PSO), Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB), programa Performa e promoção da igualdade de oportunidade dentro da empresa são alguns dos temas com datas já definidas. A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB, Fernanda Lopes falou sobre essa nova fase do BB. “O banco está com um discurso novo, até por conta da nova presidência que vem se mostrando aberta às pautas dos trabalhadores, como por exemplo, não aceitar mais o assédio. É importante, agora, que essa mudança da direção se reflita na base”, observou Fernanda. Foram definidas as seguintes datas, relacionadas às mesas permanentes temáticas: 30/05 – Combate ao assédio e avaliação da Gestão de Desenvolvimento por Competências (GDP);21/06 – Caixas e demais comissionados estão no sistema da Plataforma de Suporte Operacional (PSO);12/07 – Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB);20/07 – Promoção da Diversidade/Igualdade de Oportunidade;11/09 – Plano de Cargos e Salários e Programa Performa;28/09 – Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Tabela PIP Os representantes dos trabalhadores também cobraram da direção do banco a entrega da revisão da tabela de Pontuação Individual do Participante (PIP), sistema de cálculos usados na Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), que permite aos trabalhadores, associados ao plano Previ Futuro, somarem mais recursos à aposentadoria. Essa revisão é uma reivindicação antiga e foi uma das conquistas assinadas no último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do BB. Mas a mudança ainda não aconteceu, segundo os funcionários. Outra cobrança foi em relação às reivindicações das funcionárias e funcionários dos bancos incorporados sobre acesso igual aos serviços da Cassi e da Previ. “Ficou definida nesta reunião a criação de um grupo de trabalho para alcançar uma resolução dos problemas do Economus e dos trabalhadores egressos dos bancos incorporados”, destacou Fernanda Lopes, lembrando que, nos últimos anos, a situação dos funcionários incorporados se agravou, sobretudo no que se refere ao plano de saúde dos aposentados, com reajustes nas revisões trimestrais de custeio do FEAS e Economus Futuro. Teletrabalho O Banco do Brasil divulgou nota, na última sexta-feira (5), sobre expansão do Trabalho Remoto Institucional (TRI), ou teletrabalho, em caráter de teste para as redes Varejo, Atacado e Setor Público. “O banco informou que a expectativa é que, até o fim de maio, 2,4 mil funcionários da rede estejam aptos a trabalhar remotamente de forma híbrida. Esta é uma pauta do movimento sindical. Como temos apresentado em todas as mesas de negociação, a demanda pelo teletrabalho é grande nas áreas meio, especialmente nos escritórios, e existe estrutura tecnológica e espaço para o banco avançar nesta implementação”, explicou Fernanda Lopes. Na nota, o BB destacou que a adesão das áreas, “em caráter de teste” para a implementação do teletrabalho, “dependerá do tipo de unidade das atividades realizadas, do atendimento de requisitos pelos funcionários e da disponibilidade de equipamentos”. Entre as unidades pilotos, anunciadas pelo banco, estão CRBBs, Escritórios Corporate, Escritórios Exclusivo, Escritório Leve, Escritórios Setor Público, Agência assessoria em investimento, SAC e Superintendências. Fonte: Contraf-CUT