Vitória: bancos terão horários especiais nos jogos do Brasil na Copa do Mundo Feminina

A luta pelo tratamento igual e a postura do movimento sindical culminou na conquista dos horários diferenciados de atendimento presencial nas agências em dias de jogos da seleção brasileira de futebol feminina durante a Copa do Mundo da Nova Zelândia/Austrália. As agências vão abrir para atendimento presencial uma hora mais tarde, nos dias de jogos da seleção brasileira que se iniciarem às 8 horas. Quando os jogos forem realizados mais cedo, o horário de funcionamento das agências bancárias será normal. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) um pedido sobre expediente especial em dias de jogos da Seleção Brasileira Feminina de Futebol, durante a Copa do Mundo, que será disputada na Austrália e na Nova Zelândia, que começou na quinta-feira, 20 de julho. O primeiro jogo do Brasil está marcado para segunda-feira, dia 24. Confira o horário de expediente bancário nos dias de jogos na Copa do Mundo Feminina: Nos jogos com horário previsto às 8 horas (de Brasília); Nos estados com horário igual ao horário de Brasília, o atendimento ao público será das 11h às 17h. Confira os horários da Seleção Brasileira na fase de grupos da Copa do Mundo Feminina 2023: BRASIL x PANAMÁ – 1ª rodada do grupo F Data: 24 de julho de 2023 (segunda-feira) Horário: 8h (de Brasília) Local: Hindmarsh Stadium, em Adelaide (AUS) Onde assistir: Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV BRASIL X FRANÇA – 2ª rodada do Grupo F Data: 29 de julho de 2023 (sábado) Horário: 7h (de Brasília) Local: Brisbane Stadium, em Brisbane (AUS) Onde assistir: Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV BRASIL X JAMAICA – 3ª rodada do Grupo F Data: 2 de agosto de 2023 (quarta-feira) Horário: 7h (de Brasília) Local: Melbourne Rectangular, em Melbourne (AUS) Onde assistir: Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV
Em reunião com CEE, Caixa apresenta ‘Minha Trajetória’

A Caixa Econômica Federal apresentou o novo programa de gestão de pessoas, o “Minha Trajetória”, durante reunião com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE). O programa será implementado a partir de 1º de agosto. O banco garantiu que será uma virada de página para corrigir os rumos que estavam estabelecidos na gestão de pessoas e que o objetivo é sanar problemas e orientar o desenvolvimento profissional dos empregados. A representação dos trabalhadores protestou pela falta de negociação antes da implementação. Segundo a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, conversas prévias são importantes, mas não basta a Caixa apresentar as decisões antecipadamente. A mesa não é para ser ouvinte e sim de negociação. “A mesa permanente é uma conquista dos empregados. É preciso que haja negociações efetivas sobre todos os temas, e retornos. Temos várias pendências como o teletrabalho, com prioridade aos empregados com deficiência e aos empregados com filhos ou criança de até seis anos de idade sob sua guarda judicial, e a questão principal das metas e o assédio no trabalho que, durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2022, os bancos assumiram o compromisso de discutir”, ressaltou Fabiana. Precipitação Para a coordenadora, apesar de apresentar avanços em relação ao antigo programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), a implementação do “Minha Trajetória” na data estipulada é precipitada. “Existem pontos a serem aprimorados para garantir que seja uma ferramenta transparente e de desenvolvimento do empregado e não de assédio e cobrança abusiva de metas”, disse Fabiana. Segundo a representação dos empregados, alguns pontos não ficaram claros na apresentação feita pelo banco. Entre eles, se haverá penalidades para quem não cumprir os objetivos estabelecidos. “Quais os desdobramentos? Por exemplo, pela GDP, o empregado não poderia participar de Processos de Seleção Internas. Como será com esta nova ferramenta? Haverá algum desdobramento?, questionou a coordenadora da CEE. Fabiana lembrou ainda que, no início, o GDP definia objetivos para se chegar ao resultado, mas nos últimos ciclos virou uma ferramenta de individualização das metas da agência para cada empregado. “A primeira cartilha do GDP proibia vincular objetivos à meta, porque usava a nota do Conquiste da agência na composição da nota final. Depois que instituíram um objetivo obrigatório vinculado ao Time de Vendas, degringolou”, recordou a coordenadora da CEE. Transparência De acordo com o banco, a nova ferramenta dará mais transparência às avaliações. O próprio empregado poderá registrar seus objetivos, que serão posteriormente validados e poderão ser alterados pelo gestor. Além disso, o gestor fará uma avaliação parcial, que poderá ser vista pelo empregado, para que o mesmo busque a melhoria, ou apresente provas que mostrem que entregou os resultados definidos, ou questões que impediram tal entrega, como problemas no sistema. Entretanto, não existe campo para o empregado poder fazer anotações da sua entrega. Desenrola Ao final da reunião, a representação dos trabalhadores questionou o banco sobre a abertura das agências uma hora mais cedo na sexta-feira para atender clientes endividados (Programa Desenrola) e cobrou que haja dotação de recursos para o pagamento de horas-extras. A Caixa confirmou a informação e se comprometeu a pagar as horas-extras. *Fonte: Contraf-CUT
Acordo entre bancos públicos federais poderá estruturar parcerias e melhorar atendimento

Rita Serrano, presidenta da Caixa Econômica Federal, assinou um protocolo de intenções com os bancos públicos federais – Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, na tarde da última quarta-feira (19). O documento cria um grupo de trabalho para estudar e estruturar parceria entre as instituições, com o objetivo de compartilhar e ampliar a capilaridade de serviços em suas unidades físicas. A assinatura aconteceu na tarde da última quarta-feira (19). Para Rita Serrano, o protocolo pode representar a ampliação da rede de atendimento e do acesso aos serviços bancários. “A união entre as instituições abre um leque de oportunidades, aproveitando os serviços e a capilaridade dos bancos. Com isso, vamos otimizar serviços, gerar economia e melhorar o atendimento”, afirmou Rita. No Brasil, distribuídas nos 5.568 municípios, existem 9.200 agências de bancos públicos federais e 13 mil lotéricas que poderão compartilhar serviços. Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil, afirmou que um problema latente nos municípios é justamente a falta de redes de atendimento. ”Uma iniciativa para estudar como a gente compartilha melhor e se faz presente onde a população mais precisa é totalmente necessária,” ressaltou Tarciana. O protocolo deve buscar também a criação de soluções tecnológicas inovadoras, como melhorias nos sistemas de autenticações com biometria e logins compartilhados. O Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, Dario Dorigan, entende que a facilitação da bancarização é desejo do Governo Federal. “O interesse do Governo é fazer com que o Brasil se desenvolva com mais justiça social e isso perpassa pela democratização do acesso a serviços bancários, acesso a crédito”, afirmou. A ampliação da sinergia entre os bancos públicos pode contribuir para o fortalecimento do mercado financeiro nacional, além de fomentar o crescimento econômico. Há a expectativa de que o protocolo possa garantir a adoção de práticas conjuntas de sustentabilidade e responsabilidade social que permitirá que os bancos contribuam de forma mais significativa para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar da população. Fonte: APCEF – RJ
Em reunião, empregados da Caixa reivindicam negociações efetivas

Durante reunião do GT de Condições de Trabalho, a representação dos empregados da Caixa Econômica Federal cobrou maior celeridade e soluções efetivas do banco. A reunião aconteceu na última terça-feira (18). “Esta é a quarta reunião deste grupo de trabalho. Tivemos avanços em alguns temas, mas os casos prioritários, como a situação da saúde psíquica dos empregados, continuam sem sequer serem tratados nas reuniões”, observou a coordenadora do GT e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. A coordenadora ressaltou que os representantes sindicais são cobrados em suas bases. “Os trabalhadores querem que sejam dadas soluções para o fim das cobranças abusivas pelo cumprimento de metas, que os levam ao adoecimento”, disse. Fabiana lembrou que a cobrança por números de casos de empregados afastados para o tratamento doenças psíquicas, com o objetivo de acabar com a origem destes problemas, foi o que gerou a criação do GT. “Mas a Caixa não trata deste tema. Esta fuga da discussão e o não fornecimento de informações faz parecer que o número é assustador e, por isso, a Caixa não quer tratar do assunto”, completou a coordenadora. Gestão pelo medo A afirmação do banco de que a gestão pelo medo acabou na Caixa também foi questionada pela representação dos empregados durante a reunião. “O banco alardeia que a gestão pelo medo na Caixa acabou. Este pode ser um desejo da nova gestão, mas, efetivamente, não é verdade. Temos avanços sim, mas não o suficiente para acabar com as cobranças abusivas de metas”, disse a coordenadora da CEE. Mesa de negociações Apesar de reforçar a importância dos GTs sobre temas específicos, Fabiana lembrou que existem muitos outros que precisam ser tratados na mesa de negociações entre o banco e a comissão de representação dos empregados. “Existem temas que devem ser tratados em mesa de negociações. E, mesmo em casos específicos, quando o debate não andar nos GTs, também queremos tratar sobre eles em mesa de negociações e, se for necessário, buscarmos a solução em outras instâncias. O que não pode é o empregado ficar sofrendo e o banco não nos apresentar nenhuma solução, nem informações que nos permitam ajudar a encontrá-la”, disse, ressaltando que é preciso debater o plano de funções gratificadas (PFG) e os desdobramentos de encarreiramento na mesa de negociações, assim como o teletrabalho e a Funcef (Fundação dos Economiários Federais – o plano de previdência dos empregados Caixa). Entre as cobranças feitas durante a reunião estão a contratação de mais empregados para sanar o problema de sobrecarga; atas das reuniões do GT; Universidade Caixa precisa chegar realmente às unidades e ser acessível, com tempo disponível para estudo durante o expediente e cursos presenciais; solução para problemas de sistemas e equipamentos obsoletos; calendário para mesas de negociações; negociação sobre o Saúde Caixa; e retirada do “Fique bem” do “Conquiste”. Informações e cobranças A Caixa apresentou informações sobre o acesso remoto ao sistema interno, sobre a “trilha de saúde” e sobre Pessoas com Deficiência (PCDs) empregadas pelo banco, que atingiu os 5% obrigatórios por lei. Segundo o banco, dos 86.473 empregados, 5,01% (4.329) são PCDs. “Nossa atuação foi fundamental para que o banco cumprisse a meta de 5% de empregados PCDs. Também tivemos importantes avanços no acesso remoto para empregados e até dirigentes sindicais. Mas, mesmo nestes avanços ainda restam questões a serem resolvidas”, disse Fabiana. Segundo a representação dos empregados, muitas vezes, mudanças no sistema não funcionam devido à qualidade dos equipamentos, que travam e há queda do sistema; gestores dividem metade da atuação do teletrabalho em home office e a outra presencial, para evitar o pagamento do adicional estipulado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria; a falta de prioridade para PCDs e pais de PCDs e crianças com até seis anos de idade para o teletrabalho, conforme definido no artigo 75-F da CLT, bem como a não redução da jornada para este grupo. *Fonte: Contraf-CUT
Segundo estudo, problemas de saúde mental crescem como fator de desligamento entre bancários

De acordo com estimativas da OIT/OMS, as doenças relacionadas ao trabalho foram responsáveis por quase 2 milhões de mortes por ano, no mundo inteiro, entre 2000 e 2016, provocadas principalmente por doenças respiratórias e cardiovasculares. As informações fazem parte da reportagem publicada pela Rede Brasil Atual e assinada por Vivian Machado, técnica do Dieese, na Subseção da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT),. Segundo o estudo, jornadas menores de trabalho podem reduzir número de mortes, melhorando o equilíbrio entre suas vidas pessoal e profissional, com redução do estresse e de algumas síndromes ocupacionais, como a Síndrome de Burnout. É preciso ter mais tempo disponível para outras atividades, como lazer e descanso, e tempo para cuidar da saúde física e mental. No setor bancário, devido ao número crescente de afastamentos por doenças ocupacionais, representantes da categoria iniciaram, em 2022, uma discussão com os bancos sobre a possibilidade de redução de jornada para esses trabalhadores já adoecidos pelas condições de trabalho. A íntegra desse estudo compõe a 26ª Carta de Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), disponível em: www.uscs.edu.br/noticias/cartasconjuscs. Com os investimentos em tecnologia e o acelerado processo de digitalização das transações, os postos bancários no país diminuem significativamente desde 2013, assim como o número de agências bancárias. A pressão sofrida pelos trabalhadores que permanecem no setor faz adoecer física e mentalmente muitos deles, levando-os a se afastarem do trabalho. Entre 2013 e 2020, foram registrados 20.192 afastamentos de bancários, com alta de 26,2% entre 2015 e 2020, 1,7 vez acima do crescimento dos afastamentos em geral registrados no país (de 15,4% no período). Até 2012, as doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo eram a principal causa de afastamento de bancários, correspondendo a mais de um quarto dos benefícios concedidos pelo INSS no período. Porém, desde 2013, os transtornos mentais e comportamentais tornaram-se a principal causa dos afastamentos na categoria. Um quadro que se agrava ano após ano, chegando a 40% dos benefícios por incapacidade temporária previdenciários e a 57% dos benefícios por incapacidade temporária acidentários, em 2022. No país, em relação ao total dos afastamentos acidentários por doenças mentais e comportamentais, os afastamentos de bancários correspondiam a 12% do total em 2012 e a 25%, em 2022. Pandemia O relatório da OIT/OMS ressalta que a carga de doenças relacionadas ao trabalho, muito provavelmente, seja substancialmente maior, tendo em vista que, futuramente, deva ser quantificada a perda de saúde relacionada a diversos outros fatores de risco ocupacionais, como as sequelas deixadas pela Covid-19. Durante a pandemia, observou-se crescimento do fechamento de postos de trabalho de bancários por morte, que cresceu 73% em 2021, chegando a 575 desligamentos, em grande parte, por conta de síndromes respiratórias ou Covid-19, muito provavelmente. Após a pandemia, observou-se um novo fenômeno no mercado de trabalho, com um crescente número de desligamentos a pedido, ainda que a situação econômica do país ou mesmo do mercado de trabalho não fosse das melhores, com elevados índices de inflação, desemprego e subocupação. O percentual de desligamentos a pedido no total de desligamentos na categoria bancária foi ainda mais significativo, superando a média nacional nos últimos anos, chegando a quase metade dos desligamentos em 2022 (43,4% do total), enquanto no país o percentual dos desligamentos a pedido foi de 33,4%. Segundo a reportagem, todos esses dados demonstram que há problemas sérios na cultura organizacional dos bancos. Uma gestão cada vez mais competitiva que adoece muitos trabalhadores. Um setor que deveria atender aos interesses da população, mas fecha agências e postos de trabalho, “empurrando” seu público para o atendimento digital. *Fonte: Rede Brasil Atual
Consulta Nacional deve ser feita até 2 de agosto

Bancárias e bancários devem participar da Consulta Nacional 2023 até o dia 2 de agosto. O levantamento, feito anualmente, é utilizado para o diagnóstico das condições de trabalho e para saber a opinião da categoria sobre questões nacionais relevantes e seus anseios. Podem participar todas e todos os profissionais do setor, sindicalizados ou não, pelo link https://consulta-bancarios.votabem.com.br/. A pesquisa é organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com apoio das federações e sindicatos filiados, e pelo Comando Nacional dos Bancários. Nos anos de negociação salarial com os bancos, o questionário também é utilizado para a definição da pauta de reivindicações. A consulta deste ano se concentra em questões de saúde da categoria e a relação dos trabalhadores com suas entidades sindicais, além de temas nacionais. Vale lembrar que não há campanha este ano, já que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2022 tem validade de dois anos. As perguntas são sobre a reforma tributária; a necessidade de queda das taxas de juros; a independência do Banco Central; a Lei 1.085/23, sobre igualdade salarial entre homens e mulheres; e a regulamentação da internet, com o objetivo de se evitar a propagação de mentiras e a incitação ao ódio por meios digitais. Segundo a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, a consulta é fundamental para identificar como as bancárias e bancários pensam, quais problemas enfrentam no ambiente de trabalho e quais são os seus anseios. “Essa é uma ferramenta muito eficaz de relação das entidades sindicais com a categoria bancária, que está presente em praticamente todas as localidades do país e é fundamental tanto para as pessoas quanto para a economia do país”, afirmou a presidenta. Juvandia, que também é vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), lembra que a Consulta do ano passado foi fundamental para a negociação com os bancos, na Campanha Nacional. “Tivemos mais de 35 mil formulários respondidos, o que é um resultado formidável. O Comando Nacional dos Bancários, com a Consulta em mãos, foi com muita força para a negociação da nova CCT, pois os dados mostravam quais eram as reais necessidades da categoria”, afirmou. Força na negociação Em 2022, os bancários indicaram como prioridade nas negociações, o aumento real, manutenção do emprego e dos direitos adquiridos, combate ao assédio moral, condições de saúde no trabalho, igualdade de oportunidades e definições para o teletrabalho. Juvandia observou que, “em toda essa pauta, a negociação obteve êxito, inclusive com a formulação de um capítulo específico para o teletrabalho, modalidade decisiva para a categoria, com cláusulas que garantem condições econômicas, profissionais e de saúde em patamares muito superiores à legislação sobre o assunto”. Os dados compilados da Consulta Nacional serão apresentados na 25ª Conferência Nacional dos Bancários, que ocorrerá de 4 a 6 de agosto, em São Paulo. Fonte: Contraf-CUT
Representantes da Contraf e da CUT debatem políticas para mulheres com Ministério da Mulher

Representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) se reuniram em Brasília com o Ministério da Mulher, na manhã desta segunda-feira (17). Na pauta do encontro, equidade de gênero, igualdade de oportunidade e combate à violência contra a mulher. A presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT Nacional, Juvandia Moreira, falou sobre o encontro. “Nós temos histórico de luta nas pautas relativas à diversidade e igualdade de gênero. Ao longo de décadas, conquistamos direitos para a categoria, como a licença-paternidade de 20 dias, a inclusão dos temas de igualdade de oportunidade, combate ao assédio moral e assédio sexual nas mesas de negociação com os bancos, além da criação de programas de prevenção à prática de violência doméstica e familiar dentro das empresas”, explicou. Juvandia ressaltou a importância do Censo da Diversidade, realizado periodicamente, desde 2008, pela categoria, que comprova a realidade de discriminação salarial por raça e gênero, enfrentada pelas mulheres no setor financeiro. “Outro estudo que encomendamos ao Dieese, divulgado neste ano [em março], mostra que no mercado de trabalho as mulheres ganham, em média, 21% menos que os homens. Na categoria bancária, a desigualdade é um pouco mais aprofundada: a remuneração das mulheres é 22,2% menor que a média dos colegas homens. Além disso, verificamos que a remuneração da mulher negra bancária é, em média, 40,6% inferior à remuneração do homem bancário branco”, destacou. Convenção 190 e igualdade salarial A secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes, explicou que durante o encontro, o grupo ressaltou a participação do movimento sindical bancário na mobilização pela implementação da lei de igualdade salarial, de iniciativa do governo federal e recentemente sancionada pelo presidente Lula, após aprovação no Congresso. “Historicamente, os sindicatos sempre tiveram um importante papel fiscalizador em relação ao cumprimento das leis trabalhistas, e não será diferente em relação ao projeto de lei (PL) 1085/23, que garante o pagamento de salários iguais para homens e mulheres que exercem a mesma função”, pontuou. Violência doméstica Durante o encontro, as bancárias também apresentaram ao Ministério da Mulher os resultados do projeto “Basta! Não irão nos calar”, de assessoria jurídica para mulheres em situação de violência doméstica e familiar, que nasceu em 2019 e hoje é realizado por 12 sindicatos, espalhados nas cinco macrorregiões do país. Participaram também do encontro a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Nacional, Juneia Batista, a secretária Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério da Mulher, Rosane da Silva, e a secretaria-executiva da pasta, Maria Helena Guarezi. *Fonte: Contraf-CUT
BNDES: concurso deverá preencher 94 vagas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai fazer um concurso público para preencher, inicialmente, 94 vagas de níveis médio e superior, com foco em diversidade e inclusão. O edital deve ser publicado no início de 2024. As vagas ainda estão sendo mapeadas pela Área de Recursos Humanos e ainda não existe definição sobre a instituição que irá organizar o concurso. As formações a serem contempladas também estão sendo definidas pela área de Recursos Humanos. Deverão ser reservadas 30% das vagas para candidatos negros, percentual que ultrapassa em 10% o previsto na Lei nº 12.990/2014, que trata da reserva de vagas para cotas raciais nas seleções para preenchimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. Também haverá reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCDs), já presente nos concursos do BNDES há mais de dez anos. Para este grupo, serão reservadas um mínimo de 10% das vagas, 5% a mais do que determina a Lei nº 8.745/1993 que trata da reserva de cotas para PCDs. *Fonte: O Globo
Bancários escolhem delegados para a Conferência Nacional da categoria

Representantes de seis sindicatos do Estado, sob a organização da Federa-RJ, estiveram reunidos na 3ª Conferência Estadual dos Bancários do Rio de Janeiro, realizada no último sábado (15), em Niterói. À frente da delegação do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense estavam o presidente Júlio Cunha e o secretário de Imprensa, Cláudio Barbosa. No final da tarde foram aprovadas propostas e escolhidos os delegados que participarão da 25ª Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada em agosto em São Paulo. Durante o encontro foram discutidos temas como a reforma sindical e os desafios da organização dos trabalhadores e da comunicação sindical frente às transformações do mundo do trabalho. Os impactos das novas tecnologias e os ataques aos direitos trabalhistas na vida do trabalhador também foram tema de discussão. Além disso, a questão ambiental com a necessidade de uma transição enérgica e um desenvolvimento sustentável também foi incluída nas proposições da Conferência. No encerramento do encontro, a presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, destacou que a categoria luta por um país democrático, que respeite as diferenças e contra todas as formas de discriminação.
Conferência reúne bancários do estado em Niterói

Organizada pela Federa-RJ, a 3ª Conferência Estadual das Bancários e dos Bancários foi realizada, neste sábado (15), no Clube Português de Niterói. Participaram do evento delegações dos sindicatos de Niterói, Sul Fluminense, Petrópolis, Campos dos Goytacazes, Teresópolis e Rio de Janeiro, além de convidados como a doutora em educação, Greyce Kelly, o deputado federal Reymond e o vereador de Niterói, Leonardo Giordano. O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, participou do evento e fez questão de ressaltar que o bancário da base está sofrendo diariamente com assédio moral. “Isso está levando o trabalhador a um problema de saúde psicológico, que precisa ser discutido e levado para a mesa nacional. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, em parceria com a UFF, está fazendo uma pesquisa buscando identificar esses bancários. É muito importante debater essa questão da saúde do trabalhador bancário”, afirmou Júlio, que lembrou ainda a questão dos bancos Bradesco e Santander, que vêm desrespeitando o atendimento dos clientes na agência. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, falou sobre os desafios da categoria. “A conferência traz temas que são centrais para a categoria como um todo, como por exemplo, o que se passa com os avanços tecnológicos na organização do trabalho bancário. A gente está vendo as mudanças que estão ocorrendo nos bancos, a redução dos postos de trabalho, as demissões e a precariedade no atendimento ao cliente. Então eu acho que o nosso desafio é linkar o atendimento ao cliente, trazer ele para o nosso lado para preservar empregos na categoria”, afirmou. Adriana ressaltou também que é preciso ver a questão dos direitos para todos os trabalhadores que atuam no ramo financeiro. “Hoje em dia a gente vê claramente, por exemplo, autônomos trabalhando como bancários sem direito nenhum, como os agentes autônomos de investimento, agentes autônomos de negócios, que é uma forma de precariedade prevista a partir da reforma trabalhista. Tem ainda a questão das terceirizações que os bancos têm implementado. Então, a gente tem um grande desafio no mundo do trabalho como um todo e para a categoria bancária em especial em função do grande impacto que têm essas novas tecnologias para nós”, observou Adriana. Para Cláudio Barbosa, secretário de Imprensa do Sindicato do Sul Fluminense, a conferência se mostrou um evento muito representativo e com maior participação feminina que nos outros anos. Ele fez questão de elogiar o discurso da palestrante Greyce Kelly, na mesa de abertura, e também destacou a importância de reunir a categoria. “É importante nos reunirmos com um objetivo em comum, agir em conjunto, principalmente no setor de comunicação, que é a alma do sindicato. Hoje, o sindicato que tem uma comunicação bem estruturada, com suas redes sociais, com seus e-mails e com sua comunicação em dia, tem muito mais chance de poder promover um avanço na nossa política de trabalho”, pontuou. *Colaboração do fotógrafo Nando Neves