Caixa: Contraf-CUT pede para antecipar pagamento da PLR

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou ofício à Caixa Econômica Federal solicitando a antecipação da primeira parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR). A data limite para o pagamento é 30 de setembro. Enviado nesta segunda-feira (1º), o documento pede que o pagamento seja feito no mesmo dia do anúncio do resultado do primeiro semestre, previsto para o próximo dia 17.   Lembrando que a PLR da Caixa é uma conquista da luta organizada das empregadas e empregados, o coordenador da Comissão Executiva das Empregadas e Empregados da Caixa, Felipe Pacheco, explicou que o pagamento da PLR depende da variação do INPC entre setembro de 2024 e agosto de 2025, que será divulgado no dia 10. Cálculo O cálculo da PLR é feito pela Regra Básica da Fenaban (composta por 90% do salário, mais uma parcela fixa de R$ 3.343,04, limitada ao teto de R$ 17.933,79). Os valores que devem ser reajustados pelo INPC/IBGE acumulado em 12 meses de agosto, mais 0,6% de aumento real e somados à parcela adicional Fenaban (de 2,2% do lucro líquido distribuído linearmente entre os empregados); e pela regra da Caixa (PLR Social), que distribui linearmente mais 4% do lucro líquido. Se os valores distribuídos referentes à soma das parcelas Fenaban e da PLR Social não alcançarem o valor correspondente a uma Remuneração Base (RB), é previsto o pagamento de uma parcela complementar, para garantir o pagamento mínimo de uma RB a cada empregado. Em setembro, como adiantamento, deve ser pago até 50% do valor referente à Regra Básica da Fenaban (ou seja, 45% do salário + uma parcela fixa de R$ 1.671,52, limitada a um teto de R$ 8.966,89), valores que devem ser reajustados pelo INPC/IBGE acumulado em 12 meses de agosto, mais 0,6% de aumento real, somada à parcela adicional de 2,2% e à PLR Social de 4% do lucro líquido semestral, distribuídos linearmente entre os empregados. *Fonte: Contraf-CUT

Congresso da Caixa: mesa de saúde alerta para massacre de trabalhadores

Em sua participação na mesa de debates sobre o Saúde Caixa, no 40º Conecef, Rafael de Castro, diretor e representante da Contraf-CUT na CEE, disse que o pessoal da Caixa está sendo massacrado no dia a dia de trabalho. “Não podemos normalizar as pessoas terem que trabalhar com medo, trabalhar sob pressão, voltar pra casa esgotadas, desmaiar na cama e voltar no outro dia para a mesma rotina de massacre”, afirmou. Já o coordenador da mesa de debates e representante da Federa-RJ, Serginho Amorim, observou que o objetivo da mesa é debater o adoecimento e o sofrimento mental na categoria, conectando isso com a discussão sobre o Saúde Caixa, sua importância, como os usuários enxergam o plano e sua situação financeira. Leonardo Quadros, diretor de Saúde e Previdência da Fenae e presidente da Apcef-SP, alertou para os dados alarmantes referentes aos afastamentos na Caixa por acidentes de trabalho. Os dados de 2024 mostram que quase 75% dos afastamentos na Caixa eram causados por doenças mentais e comportamentais. Leonardo lembrou que as entidades de representação sindical dos trabalhadores cobram, há muito tempo, o aperfeiçoamento da política de gestão de pessoas, em especial a mudança dos programas de prevenção e promoção da saúde, para que eles sejam mais efetivos e possibilitem efetivamente a redução dos riscos de adoecimento psicossociais. A doutora em Economia e técnica do Dieese, Hyolitta Araújo, apresentou números sobre os registros de afastamentos no INSS e, também, da pesquisa da Fenae realizada em 2025, com mais de 3 mil trabalhadores da Caixa. Dos afastamentos registrados pelo INSS entre bancários em 2024, mais de 50% foram motivados por questões relacionadas à saúde mental. Na Caixa Econômica Federal, o número é ainda maior e beira os 70%. *Fonte: Contraf-CUT

Congressos de bancos públicos têm abertura solene em conjunto

A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, destacou a importância da defesa da soberania nacional, durante a abertura dos congressos nacionais dos bancos privados, nesta quinta-feira (21). “Este é um momento de reafirmar essa unidade, que não é só dos bancários e das bancárias, é de toda a classe trabalhadora. Por isso, abrimos o nosso congresso reafirmando nosso compromisso inegociável com o povo brasileiro, na defesa dos bancos públicos, das empresas públicas, na defesa da Democracia, na defesa de nossa soberania”, ressaltou a dirigente. Juvandia falou também sobre a importância da participação da categoria bancária na reeleição de Lula em 2026, e enfatizou a necessidade de a categoria bancária continuar fortalecendo as pautas pela reforma tributária, para que os super ricos, com renda superior a R$ 50 mil por mês, paguem mais impostos, tirando a sobrecarga da população. O presidente da Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa Econômica Federal, Sérgio Takemoto, falou sobre a importância de manter a unidade da categoria. Segundo ele, graças à unidade foi possível manter a Caixa pública. “Vamos precisar dessa união hoje também para defender a Caixa, nossos direitos, nossa previdência e nosso plano de saúde”, afirmou Takemoto. A resistência aos ataques ao Banco do Brasil marcou a abordagem da coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes. “Quando atacam o Banco do Brasil, não estão atacando apenas a gestão, mas o governo e a população, pois o BB é uma ferramenta de fomento social”, ressaltou Fernanda. *Fonte: Contraf-CUT

Após cobrança da CEE, Caixa garante que não haverá perdas financeiras com reestruturação

Depois de ser advertida pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a Caixa Econômica Federal garantiu que não haverá perdas financeiras com o processo de reestruturação, ou reposicionamento, apresentado durante a Mesa de negociação Permanente. A COE advertiu que a fusão de agências poderia gerar prejuízos para caixas e tesoureiros minuto e por prazo, realocados em caso de substituição pelos efetivos de unidades fechadas. A Caixa justificou a reestruturação argumentando que precisa se adequar à realidade, já que os clientes utilizam com mais frequência, no seu dia a dia, os canais digitais, reduzindo o volume de atendimento nas agências. “O banco não pode vir com o bolo pronto e servir. Ainda mais um tema desta relevância, que pode gerar impactos na vida dos empregados”, ressaltou Felipe Pacheco, coordenador da CEE. A diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Eliana Brasil, também criticou a falta de diálogo. Segundo ela, o problema vem se repetindo, sendo necessário maior valorização da mesa. O representante da Federa-RJ, Rogério Campanate, observou ser necessário uma comunicação efetiva antecipada, por parte da caixa, às representações dos trabalhadores, antes de colocar em prática essas mudanças. A Caixa respondeu que nenhum colega será prejudicado financeiramente e que a mesa de negociações será valorizada, com o banco chamando sempre para apresentação prévia de mudanças antes de elas serem feitas. O banco disse que está assegurando vagas a todos de agências que serão fechadas. Serão extintas 52 agências no país e 23 postos de atendimento bancário. *Fonte: Contraf-CUT com informações da Imprensa Seeb-Rio *Foto: Nando Neves/Seeb-Rio

Saúde Caixa tem negociação nesta quinta-feira (14)

Nesta quinta-feira (14), ocorre mais uma mesa de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa) e a direção da Caixa Econômica Federal, para tratar das demandas referentes ao Saúde Caixa. O movimento sindical defende reajuste zero e a sustentabilidade do Saúde Caixa, garantindo o direito de acesso a todos os trabalhadores da estatal. De acordo com a Caixa, os dados referentes ao primeiro semestre deste ano, mostram um déficit de R$ 346,3 milhões no período. As projeções de aumentos nas mensalidades inviabilizariam o plano para muitos usuários. Confira as principais reivindicações da mesa desta quinta-feira (14): Reajuste zero nas mensalidades do plano; – Fim do teto de 6,5%; – Manutenção do pacto intergeracional, da solidariedade e do mutualismo; – Melhoria da qualidade da rede própria e compartilhamento das redes de outros planos; – Continuidade da contribuição da Caixa nas mensalidades de aposentados contratados após 2018; – Fortalecimento do Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa e do Conselho de Usuários; – Participação dos usuários na gestão do plano; – Funcionamento efetivo dos comitês de credenciamento e descredenciamento; – Cumprimento do formato de custeio 70/30; – Aporte pela Caixa dos valores que deixou de contribuir nos últimos anos. Já nesta sexta-feira (15), haverá outra rodada de negociação sobre  temas pendentes, como a reestruturação que tem resultado no fechamento de agências e no avanço das plataformas digitais; mudanças na bonificação, com a extinção de um modelo e a implantação do “Super Caixa”; retorno ao trabalho presencial de quem estava em home office, somado às dificuldades com o VPN; e outras questões relacionadas às condições de trabalho e à saúde dos empregados. *Fonte: Bancários do Rio *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Movimento sindical quer respeito à mesa de negociação na Caixa

Na última terça-feira (5), a Confederação Nacional do Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício à Caixa Econômica Federal. O documento cobra a participação da representação sindical das empregadas e dos empregados nas discussões sobre os novos rumos definidos pela empresa, principalmente na questão da transformação da Caixa em um banco digital. No texto, a Contraf-CUT pede “providências em relação às recentes modificações no modelo de trabalho e gestão da empresa, as quais impactam diretamente os trabalhadores.” O documento ressalta que “tais alterações estão integralmente vinculadas ao processo de digitalização da atividade bancária, que, por meio do uso intensivo de tecnologia da informação e inteligência artificial, busca implementar uma nova modalidade de prestação do trabalho bancário.” Felipe Pacheco, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, observa que não há intenção de impedir a inserção do trabalho bancário na vanguarda tecnológica. “enfatizamos que a participação prévia da representação sindical dos empregados está definida na Cláusula 49 do nosso Acordo Coletivo de Trabalho, que é amparada pela Constituição Federal de 1988 e por convenções e recomendações da OIT”, afirmou o coordenador. *Fonte: Contraf-CUT

Caixa: 40º Conecef contará com Caderno de Subsídios sobre atuação do banco

O 40º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef) será realizado nos dias 21 e 22 de agosto, com participação de delegados eleitos por todos os estados. O evento contará com um material informativo que fornecerá subsídios para os debates. Prepara pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), o Caderno sw Subsídios apresenta dados sobre um panorama geral da atuação financeira e social da Caixa Econômica Federal no Brasil. A publicação conta apenas com formato on-line e mostra dados relevantes sobre a Caixa, que conta com 83.307 empregadas e empregados para atender mais de 153 milhões de clientes em todo o país (pessoas físicas e jurídicas). Destaque para a atuação social do banco. Só em 2024 foram pagos mais de R$ 404,1 bilhões em benefícios sociais. Foram 20 milhões de famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família, com um repasse de R$ 170 bilhões; R$ 150 bilhões foram pagos ao INSS; R$ 24,5 bilhões em abono salarial; R$ 52 bilhões pagos em seguro-desemprego; e R$ 5,6 bilhões de financiamento aos estudantes atendidos pelo programa Pé-de-Meia. *Fonte: Contraf-CUT com informações da Fenae

GT Caixa do Futuro se reúne pela primeira vez

Formado por empregadas e empregados indicados pelas entidades sindicais e por representantes da Caixa Econômica Federal, o Grupo de Trabalho Caixa do Futuro teve sua primeira reunião, na última quinta-feira (31). O objetivo do grupo é refletir sobre soluções de defesa do caráter público banco, valorização e manutenção dos direitos dos empregados e para o bom atendimento aos clientes. O coordenador da representação das empregadas e empregados, Rafael de Castro, destacou a importância do diálogo franco e aberto entre o banco e as entidades sindicais. “Nesta mesa de negociações, somos todos empregados Caixa. Precisamos trabalhar em conjunto para resolver as questões que afetam o dia a dia de trabalho nas unidades e prejudicam o desempenho do banco junto aos clientes”, observou Rafael. O banco fez uma apresentação sobre sua “cultura organizacional”, ressaltando que o propósito da Caixa é “transformar a vida das pessoas”, sendo indispensável ao Brasil, atuando com agilidade, eficiência e centralidade no cliente. E que, nesta cultura organizacional, “cooperar é melhor do que competir”. O GT Caixa do Futuro deve voltar a se reunir no dia 3 de setembro, de forma remota, por videoconferência. Já nos dias 14 e 15 de agosto, acontecerão as reuniões de negociações sobre o Saúde Caixa e das demais questões pendentes, respectivamente, no Rio de Janeiro. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato trabalha firme na mobilização em defesa do Saúde Caixa

O Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa está sendo realizado, nesta terça-feira (22), em todo o país. Na região abrangida pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, a mobilização começou dias antes, com a equipe do Sindicato visitando as agências e conscientizando os funcionários sobre a importância do movimento. Já nesta terça-feira, a atividade da diretoria do Sindicato esteve concentrada na agência da Vila, em Volta Redonda, a maior da região. Para isso, foi distribuído o Avante, jornal dos empregados da Caixa, edição de julho, totalmente dedicada ao tema. Com o título “Caixa, tire a corda do meu pescoço”, o jornal explica que os custos das mensalidades do Saúde Caixa estão sufocando os empregados. Em 2024, 45,4% das despesas foram pagas pelos trabalhadores. De acordo com o texto, o percentual pago pela Caixa está muito abaixo dos 70% definidos no Acordo Coletivo específico do plano. Entretanto, o banco alega que o valor gasto com a saúde dos empregados alcança os 6,5% da folha salarial, limite imposto pelo estatuto Social do próprio banco. Os empregados argumentam que os custos médicos sobem mais do que os seus salários e, caso essa situação continue, muitos empregados da ativa e aposentados não poderão mais manter o plano de saúde. A luta dos trabalhadores é também pelo reajuste zero das mensalidades, um dos principais objetivos da mobilização.

Comissões de Diversidade da Caixa: inscrições terminam nesta quarta (23)

Estão abertas até a próxima quarta-feira (23), as inscrições para o processo de escolha dos membros das Comissões Regionais de Diversidade da Caixa. Para participar é preciso acessar o Portal Pessoas.Caixa, ler o “Regulamento de Seleção de Novos Membros das Comissões Regionais de Diversidade” e preencher o formulário. Também é necessário enviar o documento de interesse (com até mil palavras) explicando suas motivações, experiências relevantes, publicações acadêmicas (caso possua) e outras ações que tenha realizado e sejam alinhadas à diversidade, além de dizer como pretendem contribuir para a promoção de um ambiente de trabalho mais inclusivo, justo e equânime. Podem se inscrever empregados da Caixa com, pelo menos, três anos de admissão, pessoas com características identitárias de cada um dos eixos, pessoas com afinidade e compromisso com a pauta da diversidade, equidade e inclusão. *Fonte: Contraf-CUT