Consulta Nacional dos Bancários: prazo para participar termina dia 2 de agosto

Bancárias e bancários de todo o Brasil, sindicalizados ou não, têm até o dia 2 de agosto próximo para participar da Consulta Nacional à categoria de 2023. Com a consulta, os profissionais podem dar sua opinião sobre temas nacionais importantes e sobre questões que afetam seu dia a dia de trabalho. “A Consulta é fundamental para sabermos como as bancárias e bancários pensam, quais problemas enfrentam no ambiente de trabalho e quais são seus anseios”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, ao lembrar que a Consulta é uma ferramenta muito eficaz de relação das entidades sindicais com a categoria bancária. As respostas são compiladas e analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e ajudam a balizar a atuação sindical da categoria. “Quanto maior for a participação, melhor para detectarmos os reais anseios dos bancários em todo o país”, explicou o economista do Dieese, Gustavo Cavarzan. Os resultados da análise dos dados serão apresentados na 25ª Conferência Nacional dos Bancários, que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de agosto de 2023, em São Paulo. Para participar da Consulta Nacional, basta acessar https://consulta-bancarios.votabem.com.br/ ou o link divulgado pelos sindicatos de cada base específica, uma vez que algumas entidades optaram por um sistema próprio para o levantamento dos dados. *Fonte: Contraf-CUT

Comitês de Luta organizam Mutirão Contra os Juros

Nos dias anteriores à próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será realizado o Mutirão Contra os Juros. Organizado pelos Comitês Populares de Luta, o movimento visa pressionar o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, a baixar a taxa básica de juros Selic, hoje em 13,75% ao ano. O Copom se reúne nos próximos dias 1º e 2 de agosto. Vinícius Assumpção, vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que atua na coordenação dos Comitês de Luta dos Bancários, antecipa que “os bancários estarão no Mutirão, com toda sua força, como sempre, para defender a queda dos juros, pois é isso que Brasil precisa e exige”. Como explicou Vinícius, a categoria bancária tem uma organização muito bem estruturada em todo o país, com tradição de organização e trabalho conjunto. “Vamos engrossar o coro pelos juros baixos já. O presidente do BC precisa atender a essa demanda que é dos trabalhadores e também dos setores produtivos. Se não, deve sair”, afirmou. O dirigente lembrou que, nas manifestações anteriores pela queda dos juros, que têm acontecido desde fevereiro, “a categoria bancária demonstrou que tem papel fundamental nessa luta pela retomada do crescimento econômico, pela sua força, por estar presente em praticamente todas as localidades e pela capacidade de mobilização. Desta vez, não será diferente”. Pela retomada do crescimento Com a Selic em 13,75%, descontado o índice da inflação, o Brasil mantém o maior nível de juro real do mundo, ao redor de 9,4%. As taxas elevadas puxam as atividades econômicas para baixo e impedem a geração de emprego e renda. Para a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, “os juros nesse patamar aumentam a dívida pública, pois elevam os gastos do governo com os títulos da dívida pública, e esse dinheiro poderia ser usado para investimento na infraestrutura do país, saúde e educação, setores necessários à população e que estimulam a atividade produtiva”. Juvandia explica que os juros altos também deixam o crédito e o financiamento mais caros, aumentando o endividamento das famílias, que acabam consumindo menos. “Consumo baixo reduz a produção porque as empresas não vendem, e se não vendem, demitem. Os juros precisam cair já, para que a economia possa avançar”, defende Juvandia, que também é vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Mobilização dos bancários Os bancários têm participado ativamente das mobilizações dos trabalhadores pela redução dos juros no Brasil. Durante as reuniões do Copom, a esfera do BC que decide a movimentação da Selic, a categoria participa dos atos, realizados em frente a todas as 10 sedes do BC espalhadas pelo país e em locais de grande circulação das grandes cidades. *Fonte: Contraf-CUT

INSS tem novas regulamentações para perícia e análise documental

De acordo com a portaria conjunta 38, publicada em 20 de julho de 2023, o INSS e o Ministério da Previdência Social instituíram novas regulamentações a respeito da análise documental para a aquisição do benefício por incapacidade temporário (antigo auxilio-doença). As principais mudanças são aumento do prazo máximo de concessão do beneficio via modalidade documental de 90 para 180 dias; inclusão da concessão do beneficio por incapacidade temporária de natureza acidentária via documental, condicionado ao envio da CAT emitida pelo empregador; e que o segurado pode requerer novo pedido após 15 dias da conformação, ou seja, 15 dias após terminado o processo anterior. CAT deve ser emitida pelo empregador A portaria implanta um item que é a possibilidade da concessão do beneficio por acidente de trabalho apenas com o envio da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) emitida pelo empregador. A CAT é um documento emitido para reconhecer um acidente de trabalho ou uma doença ocupacional. Deve ser emitida pela empresa no prazo de um dia útil, ou, se ocorreu óbito, imediatamente. Pode também ser emitida – mesmo fora do prazo -, pelo sindicato, pelo médico assistente, pelo próprio segurado ou por uma autoridade pública. No caso dos bancários, os bancos raramente emitem a CAT e, uma vez que os afastamentos acidentários dos bancários são em sua maioria doenças do trabalho, o INSS deveria levar em conta o Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP). Outro problema comum é que se o segurado consegue a CAT do empregador, não é possível encaminha-la na análise documental. Isto porque quando se inicia o processo de agendamento da perícia no site Meu INSS, o sistema solicita que o segurado informe se o que ocorreu foi acidente de trabalho ou não. Se o segurado clicar em “SIM”, no final será direcionado para uma perícia presencial, e não para o envio de documentos para análise. Se clicar em “NÃO”, ele estará dizendo que não é acidente de trabalho, e não conseguirá enviar a CAT. O sistema do INSS ainda não foi atualizado para esse procedimento. Benefício via análise documental não aceita recurso Esse tipo de pedido de benefício via análise documental não aceita recurso, o que é um problema para os bancários que ainda têm incapacidade para o trabalho, e que eventualmente sejam considerados inaptos ao retorno pelo médico do trabalho da empresa. Bancários nesta situação precisam pedir um recurso para que tenham direito a continuar recebendo salário da empresa, conforme a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. A demora na resposta das análises documentais, que poderá resultar em muitos dias sem o benefício, se ele não for concedido é outro problema. O prazo para análise documental não foi mencionado na portaria. A recomendação, enquanto o INSS não regulamenta para os trabalhadores de forma justa e clara o novo modelo de análise documental, é que bancários ou bancárias com doença do trabalho marquem perícia presencial. Este procedimento é importante para que tenham a possibilidade de ter o reconhecimento de doenças adquiridas trabalho, tais como ansiedade, depressão, síndrome de burnout, LER/Dort, ou ainda qualquer outro problema relacionado ao desempenho profissional, bem como acidentes típicos, como Acidente de Trabalho, garantindo a estabilidade e tendo o direito de se tratar com segurança.

CEE se reúne com representantes da Caixa para debater assédio moral e Plano de Funções Gratificadas (PFG) nesta quinta-feira (27)

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e representantes do banco têm encontro marcado nesta quinta-feira (27), em Brasília. A reunião tem o objetivo de dar continuidade às negociações sobre questões que afetam o dia a dia de trabalho nas unidades da Caixa. Na pauta estão, entre outros temas, o assédio moral, com cobrança abusiva de metas, e o Plano de Funções Gratificadas (PFG). A reunião será presencial, a partir das 16h30. “Temos muitas pautas represadas e precisamos avançar em melhorias efetivas. O Conquiste tem piorado e cada vez mais com metas desumanas, isso reflete em mais adoecimento dos colegas, que já estão estafados”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Fabiana Uehara Proscholdt. Segundo Fabiana, também é importante debater outros temas, como carreira, teletrabalho e acessibilidade. “Ou seja, assuntos para negociarmos é o que mais temos”, completou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT

Em seminário nacional, representantes dos empregados defendem melhorias e fortalecimento para o Saúde Caixa

O debate sobre a situação do plano de saúde da categoria marcou o seminário nacional, realizado no último sábado, com representantes dos empregados da Caixa Econômica Federal. O encontro aconteceu de forma virtual, com painéis para subsidiar as discussões. As propostas aprovadas durante seminários regionais realizados em todo o país serão consolidadas e nortearão as negociações para renovação do Acordo Coletivo específico sobre o Saúde Caixa, que deve ocorrer em agosto. “Nosso plano é uma das maiores conquistas dos trabalhadores. Este seminário é importante para o embate que teremos para renovação do acordo do Saúde Caixa. Desde o golpe de 2016, o plano de saúde vem sofrendo sucessivos ataques e nesse momento os empregados precisam estar conscientes sobre a importância de manter o modelo de custeio 70/30 e a qualidade do plano. A Caixa e o governo precisam entender que os gastos com Saúde Caixa não são despesas, são investimentos em saúde e bem-estar”, destacou Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae). A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, disse que o seminário serve para aprofundar as questões relativas ao plano de saúde. “Estamos debatendo a construção do acordo não só para o custeio, mas para a qualidade do plano de saúde. Nos últimos anos o Saúde Caixa passou por sucateamento. Precisamos fazer um grande trabalho de reconstrução do plano, com qualidade, que seja viável para todos os trabalhadores e sustentável”, ressaltou Fabiana. Princípios O Saúde Caixa foi criado tendo como base os princípios da solidariedade, do pacto intergeracional e do mutualismo. Estes princípios garantem que cada empregado pague de acordo com sua capacidade contributiva, que nenhum deles seja excluído devido sua idade, tendo sido criado um subsídio cruzado entre as faixas etárias, para que todos contribuam para o mútuo, garantindo o acesso aos serviços de saúde a todos que necessitarem. Uma limitação de 6,5% da folha de pagamento para gasto da Caixa com o plano de saúde dos empregados, implantada a partir de 2017, impede a manutenção do modelo de custeio 70/30 e das premissas de mutualismo, solidariedade e pacto intergeracional. A justificativa do banco foi de que precisava aumentar as provisões atuariais para evidenciar os compromissos futuros da empresa com o chamado “benefício pós-emprego” (que, para os empregados da Caixa são, principalmente, a Funcef e o Saúde Caixa). Sucateamento As representações dos trabalhadores enfatizaram que a partir de 2016, o Saúde Caixa e demais planos de saúde das estatais foram alvo de uma política de sucateamento e de retirada de direitos nos governos Temer e Bolsonaro. Fim do teto e transparência A projeção atuarial do banco prevê um déficit de R$ 355 milhões de reais. Com isso as projeções da empresa apontam para um aumento nas mensalidades dos titulares, que passariam para 6,46% em 2024 e 7,25% em 2025, e dos dependentes para 0,74% e 0,83%, respectivamente, caso a restrição seja mantida. Segundo dados apresentados pela Caixa, o formato de custeio apresenta déficit desde 2016 e tem projeção de agravo em 2023. Atualmente, por conta da limitação imposta no estatuto, o banco arca com 57% dos custos do Saúde Caixa, com tendência de redução desse percentual. O médico e assessor de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Fenae, Albucacis de Castro Pereira, reforçou a preocupação sobre o futuro do plano de saúde, caso o limite de 6,5% seja mantido. “É um limitador dos recursos, que tenta fazer com que o banco invista bem menos que os 70% previstos no modelo de custeio, fazendo com que o empregado da Caixa tenha de custear essa diferença, além de custear parte da administração, sem ter ingerência sobre a gestão do Saúde Caixa”, disse. Outra questão levantada por Albucacis é a transparência dos dados sobre a utilização do plano de saúde pelos usuários, “para que se possa fazer avaliação atuarial adequada, pormenorizada e anonimizada”. Fonte: Contraf-CUT e Fenae

Levantamento do Dieese aponta índice recorde de acidentes de trabalho na Caixa em 2022

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fez um levantamento, a pedido da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), que aponta um aumento histórico no número de afastamentos por acidente de trabalho na Caixa em 2022. A informação foi publicada na Folha de São Paulo, na coluna de Mônica Bergamo, no último domingo (23). O levantamento mostra que foram afastados 524 empregados – o maior número registrado desde o início da série histórica, em 2012, com 426 afastamentos. Segundo a publicação, uma parcela significativa desses afastamentos está relacionada a problemas de saúde mental, representando 75% dos casos de acidentes de trabalho em 2022. O índice acendeu um alerta na Fenae, já que em 2012, os afastamentos causados por questões psicológicas representavam apenas 39,4% dos casos, segundo observou o jornal. Ainda segundo a reportagem, os afastamentos por transtornos mentais dos empregados do banco público são mais expressivos do que em toda a categoria bancária, onde o percentual chegou a 57,1% no ano passado. Essa discrepância se torna mais evidente quando comparada ao mercado de trabalho em geral, que registrou um índice de 6,7%. Em entrevista ao jornal, o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, disse que a gestão de Pedro Guimarães é um dos fatores que contribuíram para o expressivo aumento de afastamentos por adoecimento mental. “A gestão de medo e assédio causou adoecimento e sofrimento entre os empregados”, afirmou Takemoto. Para Takemoto, mesmo com a mudança positiva no clima organizacional com a nova gestão do banco, com maior abertura para discutir e melhorar as condições de trabalho, ainda há mudanças a serem feitas. “A cobrança por metas abusivas ainda é um ponto crítico no banco, causando o adoecimento psicológico aos empregados”, afirmou. Fonte: Contraf-CUT e Fenae

Movimento sindical repudia pressão do Centrão para assumir controle da Caixa

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) publicou um texto, nesta segunda-feira (24), repudiando a pressão de parlamentares do Centrão para assumir o controle da instituição. O artigo defende a Caixa como banco público. Confira a íntegra do texto: A Caixa Econômica Federal tem papel central na realização e manutenção do processo de desenvolvimento econômico e regional do país. Por isso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) observa com preocupação a retomada da pressão feita pelo chamado bloco Centrão, no Congresso, sobre o governo federal, para assumir o controle da instituição. Banco público é sinônimo de crédito mais acessível e com percentual justo para famílias e atividades que necessitam de expansão e que geram emprego e renda, e não de moeda de troca com grupos que sempre atuaram em sentido contrário, pela manutenção do coronelismo e da concentração de renda. Reforçamos nossa defesa da Caixa como banco público, que priorize a participação feminina em cargos liderança, como também de profissionais de carreira, conhecedores de sua estrutura e da sua missão, que é fomentar a inclusão social e o desenvolvimento do país, para que possamos deixar, definitivamente, no passado as consequências das práticas do velho poder político, que são o atraso econômico, as desigualdades regionais e a concentração de renda. Rechaçamos com veemência o ataque do Centrão aos cargos ocupados por mulheres. Chega de violência política, de violência doméstica, de salários menores e de invisibilidade. As mulheres representam metade da população brasileira, e exigimos que elas estejam em todos os espaços da sociedade brasileira, inclusive na construção e no exercício da política. Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Empregados reivindicam a retirada de teto de 6,5% do Saúde Caixa

Durante reunião do Grupo de Trabalho do Saúde Caixa, na última sexta-feira (21), a representação dos empregados da Caixa Econômica Federal cobrou a retirada do teto de 6,5%, que limita o custeio do banco com benefícios de saúde do seu quadro de trabalho. O Grupo de Trabalho do Saúde Caixa é formado por representantes do banco e de entidades sindicais. “Não abrimos mão dos princípios do nosso plano de saúde. Mas, a manutenção do teto de 6,5% prejudica seu cumprimento, transforma o Saúde Caixa em um plano de mercado, que só pode ser mantido com a cobrança individual e por faixa etária. Expurga os idosos e inviabiliza a continuidade do plano para os jovens quando estes se aposentarem”, disse a coordenadora do GT e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Fabiana Uehara Proscholdt. O Saúde Caixa tem por base os princípios da solidariedade, do pacto intergeracional e do mutualismo. Estes princípios garantem que cada empregado pague de acordo com sua capacidade contributiva, que nenhum deles seja excluído devido sua idade, tendo sido criado um subsídio cruzado entre as faixas etárias, para que todos contribuam para o mútuo, garantindo o acesso aos serviços de saúde a todos que necessitarem. Os relatórios divulgados pela Caixa mostram que, em 2021, quando o banco arcou com 70% das despesas do plano e os empregados tiveram uma participação de 33,29%, não houve déficit no Saúde Caixa. Mas, em 2022, com a participação da Caixa limitada pelo teto estatutário de 6,5% da folha, houve déficit. O teto de 6,5% da folha para o custeio do Saúde Caixa foi fixado em 2017, quando o banco era presidido por Gilberto Occhi, com a justificativa de que o banco precisava aumentar as provisões atuariais para evidenciar os compromissos futuros da empresa com o chamado “benefício pós-emprego” (que, para os empregados da Caixa são, principalmente, a Funcef e o Saúde Caixa). A medida foi tomada para atender exigência do Banco Central. “Estas provisões reduzem o patrimônio de referência do banco e impactam negativamente em sua capacidade de oferta de crédito, já que, pelo acordo de Basileia 3, o banco deve possuir um patrimônio de referência líquido de pelo menos 13% de sua carteira de crédito. A resolução do BC tinha o objetivo de mostrar aos acionistas de empresas com capital aberto eventos que reduzem a geração futura de caixa destas companhias, fazendo com que os investidores possuam mais informações para ‘precificar’ as ações da empresa. Mas a Caixa não possui ações listadas em bolsa. É uma empresa pública”, explicou o diretor da Fenae. Política de contratações Segundo os trabalhadores, o fechamento do plano para novas adesões, em 2018, e a política de redução de pessoal implementada pela Caixa entre 2016 e 2022, são responsáveis pelo aumento da idade média dos beneficiários, que aumentou de 24 anos em 2004, para 42 anos em 2022, segundo dados apresentado pelo banco, assim como pelo percentual daqueles que possuem mais de 59 anos, de 9,8% para 25,4% no mesmo período. Para o médico e assessor de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Fenae, Albucacis Castro Pereira, isso reduziu o número de contribuintes e aumentou a proporção daqueles que se beneficiam do pacto intergeracional.  “Se a Caixa continuar com essa mesma política de redução de pessoal, vai continuar aumentando a idade média do Saúde Caixa e comprometer ainda mais o pacto intergeracional”, afirmou. Sem justificativa Segundo a coordenadora da CEE, não há qualquer justificativa para a Caixa manter o teto estatutário de 6,5% da folha para o financiamento do Saúde Caixa. “Caso a direção do banco insista em mantê-lo, sua participação no custeio ficará, proporcionalmente, cada vez menor, e o restante precisará ser dividido entre os usuários, o que fará com que o custo do plano seja financeiramente inviável para muitos colegas”, ressaltou. Segundo dados apresentados pela Caixa durante a reunião, com a limitação imposta no estatuto, a Caixa arca atualmente com 57% dos custos do Saúde Caixa, com tendência de redução desse percentual. “A manutenção do teto significa que a Caixa assume que o Saúde Caixa não será mais parte da política de pessoal e passará a ser um mero ‘benefício’. Por isso, precisamos lutar pela mudança no estatuto e pela retirada deste teto”, ressaltou a coordenadora da CEE. Análise de números A representação dos empregados solicitou os dados primários do plano. “São informações fundamentais para fazermos nossa própria análise e cálculos e, se for o caso, validar as informações da Caixa”, disse a coordenadora do GT e da CEE. A Caixa disse que disponibilizará os dados, mas alertou sobre a necessidade de manutenção do sigilo, principalmente para evitar o uso pela concorrência. A próxima reunião do GT Saúde Caixa está agendada para o dia 3 de agosto. Além do custeio serão tratados outros aspectos do plano como cobertura e atendimento, entre outros. *Fonte: Contraf-CUT

Após sete anos, bancos públicos superam os privados na concessão de crédito

A carteira de crédito dos bancos públicos superou a dos bancos privados, pela primeira vez em sete anos. No período de um ano, encerrado em março de 2023, a oferta de crédito das instituições financeiras estatais cresceu 13,78%, enquanto a dos bancos privados teve alta de 10,89%. Os dados estão levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O documento reforça a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento econômico e regional, controle da concorrência no mercado financeiro e oferta de crédito. Fillipe Barreiros, que faz parte da equipe técnica responsável pelo estudo do Dieese, explicou que a oferta de crédito em momentos de crise é uma ação chamada de anticíclica, ou seja, voltada para minimizar os efeitos do ciclo econômico vigente. “Isso é importante porque contribui para o aquecimento da economia, por estimular o consumo das famílias e empresas. Em outras palavras, os bancos públicos são instrumentos para a oferta de crédito em momentos de crise, quando os bancos privados tendem a reduzir a concessão de crédito e acabam contribuindo para o processo de recessão da economia”, ressaltou Filipe. Desenvolvimento Importantes áreas e atividades que necessitam de expansão no Brasil, como infraestrutura, saneamento, habitação, setores agrícolas e industriais, seriam ainda mais prejudicadas sem os bancos públicos. Segundo o estudo do Dieese, “tradicionalmente, por suas características, [esses] são tipos de financiamento que pouco interessam aos bancos privados, voltados a retornos mais rápidos e seguros”. O estudo aponta ainda que o Brasil tem uma baixa relação entre saldo de crédito e PIB, se comparado a países que são referência no desenvolvimento. De acordo com dados do Banco Mundial, em 2008, o crédito doméstico no Brasil para o setor privado tinha uma relação de apenas 45,8% do PIB. Em 2021, estava em 71,4%, ainda assim muito aquém, se comparado aos Estados Unidos, Japão e China, onde a relação crédito/PIB é de 216,3%, 196,6% e 178,1%, respectivamente. Por trás da Selic elevada Apesar de a maior oferta de crédito colaborar para o aquecimento da economia e induzir o desenvolvimento em setores importantes, analistas do mercado financeiro criticam o aumento da atuação dos bancos públicos, sob o argumento de que o livre mercado garantiria a alocação mais eficiente de recursos. Entretanto, na prática, não é isso o que acontece, porque o setor financeiro privado não se interessa pelas carteiras de crédito de longo prazo e risco mais alto, como a agricultura, em que pode acontecer de uma safra ser perdida por questões ambientais. O relatório do Dieese aponta que a baixa relação crédito/PIB tem explicação na “existência de aplicações financeiras de alta rentabilidade, baixo risco e alta liquidez, como os títulos da dívida pública”. Grande parte dos títulos da dívida pública têm vencimentos vinculados à taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Banco Central (BC). Portanto, quanto maior a Selic, mais elevada a remuneração de quem compra títulos públicos, e os maiores credores da dívida pública no Brasil, hoje, são as instituições financeiras. Mesmo com um cenário de baixo crescimento, taxa de desemprego elevada e recordes de informalidade e de endividamento das famílias e das empresas, o BC continua mantendo a Selic em 13,75%, como foi no último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom). O Brasil segue com o maior nível de juro real do mundo, em torno de 9%, o que afeta negativamente a economia e a geração de emprego, como explica a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira. “A Selic, no patamar que está hoje, aumenta a dívida pública do governo com os juros pagos com os títulos da dívida pública, dinheiro que poderia ser utilizado para expandir infraestrutura e para ser investido em saúde e educação. Os juros altos também prejudicam as famílias, porque o crédito e o financiamento ficam mais caros. Famílias endividadas consomem menos. Pouco consumo reduz a produção, porque as empresas não estão vendendo. Se as empresas não estão vendendo e estão com estoques parados, elas demitem. Consequentemente a renda circulando cai e a economia não avança”, ressaltou Juvandia. As centrais sindicais e movimentos populares vêm realizando manifestações contra os juros altos. “Durante a gestão Campos Neto, que assumiu a presidência do Banco Central em fevereiro de 2019, a taxa básica de juros passou de 2% (em janeiro de 2021) para 13,75% ao ano (em setembro de 2022). E esse percentual segue mantido, atrapalhando inclusive o resultado de políticas públicas em favor do crescimento econômico. O país não pode continuar refém de decisões de um grupo pequeno que não representa os interesses reais da população e não se preocupa com o desenvolvimento do país”, pontuou Juvandia Moreira.  Clique aqui para ler o estudo do Dieese na íntegra. *Fonte: Contraf-CUT

Saúde Caixa: seminário nacional vai definir reivindicações dos trabalhadores neste sábado (22)

O seminário nacional sobre o Saúde Caixa vai reunir, neste sábado (22), os representantes dos empregados da Caixa Econômica Federal, eleitos em seminários estaduais e regionais. O encontro será virtual e vai definir a pauta de reivindicações com foco na sustentabilidade e melhorias no plano de saúde.  Os empregados do banco conquistaram o plano há 19 anos e querem que o Saúde Caixa ofereça assistência de qualidade. O movimento sindical vem lutando para assegurar o modelo de custeio 70% da empresa e 30% do bancário, o caráter sustentável, solidário e para todos. Para as entidades representativas, o financiamento e o modelo de custeio do plano de saúde, como o teto de 6,5% para o custeio do plano previsto no estatuto da Caixa, são obstáculos a serem enfrentados. Os empregados ainda reivindicam o retorno da descentralização do plano com a volta de estruturas regionais como as Gipes (Gestão de Pessoas) e Repes (Representação de Gestão de Pessoas) para melhorar o atendimento e o suporte ao usuário e aos credenciados.