Saúde Caixa: nesta quarta (22) tem negociações e tuitaço, a partir das 11h

Nesta quarta-feira (22) haverá nova rodada de negociações para a renovação do acordo específico referente ao Saúde Caixa. A reunião será realizada em Brasília, com o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. O debate será sobre o custeio do plano de saúde. Entre 11h e 12h haverá um tuitaço com a #QueremosSaúdeCaixa. Durante todo o dia serão realizadas ações em mais um Dia Nacional de Luta em defesa do Saúde Caixa, para pressionar o banco a apresentar uma proposta justa para o reequilíbrio do Saúde Caixa. O Comando Nacional, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a CEE é sugerem que os trabalhadores usem roupas brancas durante a mobilização.
Federa-RJ realiza palestra sobre violência contra a mulher em Teresópolis

A Federa-RJ realiza palestra sobre o Programa de Combate à Violência contra a mulher, o “Basta”, nesta quinta-feira (23), no Sindicato dos Bancários de Teresópolis, às 18h30. “O objetivo deste encontro é mostrar que as vítimas não estão sozinhas”, afirma Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, que participará do encontro, ao lado de Paula Rodrigues, diretora da Secretaria de Mulheres da Federação, e da advogada Julia Alexim, responsável pelo “Basta”. O “Basta” é uma iniciativa criada para atender a categoria bancária através de canais de atendimento jurídico a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A violência contra a mulher alcança índices alarmantes no Brasil. Somente em 2022, 2.423 mulheres foram vítimas de violência; a cada quatro horas, uma mulher é vítima de agressão; 495 mulheres foram assassinadas (feminicídio). O endereço do Sindicato dos Bancários de Teresópolis é Travessa Ranulfo Féo, 36, Edifício Túlio Spector, cobertura 5 e 6.
Desenrola: bancos realizam mutirão nesta quarta-feira (22)

Com o objetivo de atender o Programa Desenrola, os bancos vão participar, nesta quarta-feira (22), do “Dia D – Mutirão Desenrola”. O horário de atendimento será diferenciado em parte de suas agências, de acordo com as suas políticas internas. O programa entrou em uma nova fase nesta segunda-feira (20) e a ação visa fomentar as negociações de débitos e ampliar o alcance do programa. O mutirão é uma parceria entre organizações da sociedade civil, bancos e outros credores. A Faixa 1 do programa tem o objetivo de promover a renegociação a devedores com renda de até dois salários mínimos ou inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com dívidas de até R$ 20 mil, que poderão ser refinanciadas até 30 de dezembro. Depois de 30 de dezembro, os descontos vão continuar, porém, a dívida deverá ser quitada à vista. Fazem parte da Faixa 1 as dívidas bancárias, como cartão de crédito, e as contas atrasadas de outros setores, como energia, água e comércio varejista. Os interessados em acessar a plataforma de renegociação (www.desenrola.gov.br), devem ser cadastrados no Portal Gov.br, com conta nível prata ou ouro. É importante lembrar que os dados cadastrais precisam estar atualizados. Feito isso, é necessário escolher uma instituição financeira ou empresa inscrita no programa para fazer a renegociação. *Foto: Marcello Casal /Agência Brasil/Arquivo
Negociações do Saúde Caixa terão nova rodada na próxima quarta-feira (22)

O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa voltaram a se reunir com o banco, para mais uma rodada de negociações para renovação do Saúde Caixa. O encontro aconteceu em São Paulo, nesta quinta-feira (16). Os debates vão continuar no dia 22 de novembro, quando haverá outra reunião, desta vez, agendada para Brasília. Segundo apurações apresentadas pelo banco, o plano de saúde tem déficit acumulado de R$ 422 milhões em 2023 e a projeção, para 2024, é de cerca de R$ 660 milhões. O acordo coletivo do Saúde Caixa, desde 2004, mantém cláusula determinando que, em caso de saldo deficitário, ao final de cada ano, o banco e os titulares serão chamados a arcar com o saldo negativo. O estatuto da Caixa, que foi alterado em 2017, estabelece que o banco não gaste mais de 6,5% da folha de pagamento com o plano de saúde. Este limite já foi atingido. Pelo valor do déficit de 2023 (R$ 422 milhões), caso nenhuma alternativa seja encontrada, os titulares serão chamados a arcar com 4,18 parcelas extraordinárias. Situação atual O Saúde Caixa está com 286 mil usuários, entre titulares (128 mil) e dependentes (158 mil). Os dependentes respondem por 12% das receitas e por 41% das despesas. As despesas projetadas para 2023 são de R$ 3,408 bilhões. Para 2024, o total chega a R$ 3,743 bilhões. A proposta do banco, na reunião de 9 de novembro, para solucionar o déficit de 2024, foi aumentar de 3,5% para 4% a contribuição do titular, com teto de 10%. A proposta penalizaria duplamente o empregado e, portanto, foi recusada. Na última quinta (16), a Caixa propôs a manutenção de 3,5% da contribuição do titular, com valor fixo de R$ 450 por dependente, com o teto de 10% da remuneração. Com essa proposta, os dependentes passariam a arcar com 48% das despesas e os titulares com 52%. Veja na tabela: Coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira explicou que, com essa proposta, o aumento seria bem grande. “O teto de 10% é maior do que o praticado, por exemplo, pelo Banco do Brasil, de 7,5%. Já havíamos rejeitado isso na reunião anterior, porque representa um aumento substancial”, afirmou a dirigente. Avanços Nas duas primeiras reuniões (1º e 9 de novembro), os representantes dos trabalhadores conseguiram do banco o compromisso de incorporar as despesas de pessoal, até 2023, retroagindo a 2021, e que valerá para os próximos anos também. Juvandia explicou que “a solução significa uma redução de R$ 177 milhões no déficit. E, somada ao uso das reservas técnicas e de contingência, zera o déficit deste ano e ainda sobram R$ 40 milhões para ajudar em 2024”. A Caixa também se comprometeu em repassar informações financeiras e atuariais do plano (dados primários), a cada seis meses. Com isso, os empregados e suas entidades representativas vão acompanhar o equilíbrio financeiro do Saúde Caixa.
Saúde Caixa: Comando e CEE voltam a se reunir nesta quinta-feira (16)

O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa voltam a se reunir, nesta quinta-feira (16), para uma nova rodada de negociações sobre o acordo específico referente ao Saúde Caixa, o plano de saúde das empregadas e empregados do banco. A retomada das negociações só foi possível graças à solicitação do Comando Nacional ao banco, e após a mobilização dos funcionários, que promoveram manifestações por todo o país, nos dias 17 e 30 de outubro passado. A Caixa se comprometeu a apresentar simulações de possíveis formas de custeio na reunião desta quinta. Como explicou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e do GT Saúde Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, o plano de saúde enfrenta um cenário de déficit de mais de R$ 1 bilhão, considerando os custos do ano corrente e as projeções para 2024. “O objetivo das negociações, retomadas graças à articulação dos funcionários, é encontrar uma solução para que nós não sejamos obrigados a arcar com o pagamento de 4,5 parcelas extraordinárias no próximo ano. Portanto, para conquistarmos a melhor proposta possível para todos e todas, sem deixar de viabilizar a sustentabilidade e perenidade do Saúde Caixa”, concluiu a coordenadora. *Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil
Bancárias e bancários pedem acolhimento para trabalhadores adoecidos

Em reunião com a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban), o Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) pediu tratamento humanizado para bancárias e bancários adoecidos, que precisam buscar atendimento e afastamento pelo INSS. Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, ressaltou que as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho não podem ser esquecidas. “Pedimos que os bancos acolham esses bancários, levando em consideração o espírito das cláusulas acordadas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), ou seja, que não haja perda salarial e nem endividamento desses trabalhadores, por motivos de saúde, afirmou Salles, lembrando que as antecipações e complementações efetuadas pelos bancos, conforme cláusulas de nossa convenção, devem ocorrer somente após o trabalhador receber do INSS o benefício. O Coletivo disse ainda que há registros de trabalhadores que tiveram descontos na folha de pagamento, mesmo depois de recorrer ao INSS e garantir o benefício judicialmente. Segundo Salles, existem casos de bancários que ficaram sem recurso nenhum, porque descontos foram realizados de uma única vez, num determinado mês. “Isso resultou na falta de dinheiro para remédios e para sua própria subsistência, agravando o problema de saúde por conta de todo o transtorno financeiro”, disse Mauro Sales. Canal específico Também foi solicitada pelo Coletivo, que os bancos criem um canal de acolhimento, especialmente para atender sobre bancários adoecidos. Além disso, foi pedida proteção para trabalhadores que denunciam assédio no trabalho. “Questionamos os encaminhamentos adotados por bancos, em várias situações, em que denunciantes vítimas de assédio foram expostos por terem denunciado”, ressaltou Salles. Os representantes dos bancos afirmaram que as demandas vão ser debatidas entre as empresas. Eles disseram que há casos em que não receberam as informações da situação dos trabalhadores.
Lucro da Caixa alcança R$ 7,8 bilhões nos nove primeiros meses de 2023

A Caixa Econômica Federal divulgou seu balanço do terceiro trimestre, apontando que o lucro líquido do banco foi de R$ 7,8 bilhões, nos nove primeiros meses do ano. O valor é 2,1% maior que o obtido no mesmo período de 2022. O banco obteve, só no terceiro trimestre, lucro de R$ 3,2 bilhões, registrando um aumento de 25,5% em relação ao trimestre anterior. Esse resultado, segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, mostra que a Caixa retomou seu papel de financiadora do crescimento econômico do país. De acordo com os dados apresentados no balanço, a instituição registrou um crescimento de 14,6% da carteira imobiliária, chegando a R$ 707,9 bilhões, elevando a participação do banco para 68,8% do mercado imobiliário. Há um ano, o índice era de 65,7%. O volume de contratos de crédito habitacional também teve crescimento, alcançando R$ 136,9 bilhões, um índice de 10,3% maior do que o do terceiro trimestre de 2022. Fabiana ressaltou que os dados mostram crescimento, principalmente no segmento, em que o banco sempre foi líder no mercado. “Mas esse compromisso com o crescimento econômico e desenvolvimento econômico e social do país pode ser observado com outros resultados, como nas operações de financiamento de saneamento e infraestrutura e manutenção do emprego”, ressaltou a coordenadora, fazendo referência ao saldo das operações de saneamento e infraestrutura, cujo crescimento foi de 6%, no período, chegando ao total de R$ 100,1 bilhões. Na questão de emprego, a redução foi de 168 postos de trabalho em um ano. Porém, houve uma reversão da tendência neste terceiro trimestre, com um incremento de 580 novos postos, fato que deve ser valorizado, segundo Fabiana. “Temos que valorizar essa reversão, mas ainda é muito pouco quando vemos o quadro de sobrecarga enfrentado pelos colegas, com o consequente adoecimento. Ainda mais quando vemos que houve o aumento de 1,4 milhão de novos clientes em um ano”, disse coordenadora. A coordenadora também ressaltou a importância da manutenção da política de investimentos e melhoria da gestão de pessoas. Segundo ela, estes resultados são da gestão Rita Serrano. “É importante que o Carlos Vieira mantenha a preocupação com o desenvolvimento econômico e social do país e com as empregadas e empregados, com ampliação do quadro de pessoal, gestão humanizada no trato com os trabalhadores, sem cobrança abusiva de metas nem assédio e, resolva um dos maiores entraves que temos para ser resolvido ainda neste ano, que é a renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) do Saúde Caixa, com a manutenção dos princípios e modelo de custeio, sem o teto de 6,5% da folha de pagamentos para o custeio da Caixa com a saúde dos seus empregados”, concluiu Fabiana.
Agências bancárias não abrem nesta quarta (15), mas quinta-feira (16) o expediente será normal

As agências bancárias vão permanecer fechadas nesta quarta-feira (15), feriado nacional do Dia da Proclamação da República. Na quinta-feira (16) e sexta-feira (17), o expediente voltará ao normal. Durante o feriado, os serviços de autoatendimento ficarão disponíveis para os clientes, assim como os canais digitais e remotos dos bancos (internet e mobile banking). A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). As contas de consumo (água, energia elétrica e telefone) e os carnês com vencimento no dia 15 poderão ser pagos, sem qualquer acréscimo, no primeiro dia útil depois do feriado. Consciência negra Na segunda-feira (20), Dia da Consciência Negra, também não haverá expediente bancário, nos estados e municípios onde a data é considerada feriado. No dia 21 (terça-feira), o expediente voltará ao normal. *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Comissão de Aposentados tem reunião na sede da Contraf-CUT

A Comissão Nacional de Aposentadas e Aposentados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) está reunida desde a última segunda-feira (13), na sede da entidade, em São Paulo. O encontro, que é realizado pela primeira vez, termina nesta terça-feira (14). Fernanda Carisio e Roberto von der Osten, dois ex-presidentes da entidade, também integram a comissão. Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, disse que o Brasil está envelhecendo e ressaltou que é muito importante ter políticas públicas próprias para atender os idosos. “A gente precisa pensar para fora. Por isso, é muito bom ver tanta gente com tamanha experiência. Dá a certeza que o debate será de alto nível e que vamos construir muita coisa boa com esse coletivo”, ressaltou a dirigente. Elias Hennemann Jordão, secretário de Políticas Sociais da Contraf-CUT, afirmou que essa primeira reunião é um marco na história da Confederação. “A gente tem muito a evoluir e a trajetória de todos que estão aqui vai ajudar muito neste processo de avanço”, disse. Logo após a cerimônia de abertura da reunião, foi feita uma análise de conjuntura pelo supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de São Paulo, Fernando Lima. Na sequência, os participantes puderam apresentar suas experiências de atuação nas diversas áreas do país. Ainda na segunda-feira, à tarde, foram criados grupos para a elaboração de propostas de planejamento da comissão. O último dia do encontro foi reservado para a sistematização das propostas e finalização do plano de atuação.
Nova Lei de Cotas é sancionada e inclui quilombolas

A nova Lei de Cotas foi sancionada pelo presidente Lula, na última segunda-feira (13). Durante a cerimônia, o presidente falou sobre a sua importância. “A promulgação dessa lei (…) só é possível numa sociedade democrática, que se organiza como ela quer e tem direito de cobrar. Nem sempre, no Brasil, a gente teve o direito de cobrar. Muitas vezes ficar calado era a opção que se tinha, senão aconteceria algo pior”, declarou Lula na cerimônia. Com a atualização, a lei agora apresenta diversas mudanças importantes como renda familiar e inclusão de novos beneficiários, como os quilombolas, por exemplo. O secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar explicou as mudanças. “O PL 5384 determina, agora, que os candidatos do sistema de cotas devem ter renda per capita familiar igual ou inferior a um salário-mínimo (R$ 1.320). A lei anterior, de 2012, estabelecia que as cotas deveriam ser destinadas a estudantes de famílias com renda per capita de 1,5 salário-mínimo (R$ 1.980)”, disse o secretário Almir. Segundo Almir, merece destaque a inclusão de pessoas quilombolas na reserva de vagas pelo sistema de cotas, além dos que já estavam incluídos desde 2012: os autodeclarados pretos, pardos e indígenas e pessoas com deficiência. A lei agora permite que os candidatos do sistema de cotas, caso não alcancem a nota de corte, concorram pela reserva de vagas. Pela lei anterior, o candidato precisava escolher em qual categoria de vagas preferiria concorrer. A lei também estabelece que estudantes em situação de vulnerabilidade tenham prioridade no recebimento de auxílio estudantil e que as instituições federais promovam políticas de inclusão. O novo texto prevê ainda que o Poder Executivo deverá desenvolver metodologia para atualizar o percentual de pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência em relação à população de cada unidade federativa, após três anos de divulgação de resultados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entenda o programa A Lei de Cotas é um programa que prevê a reserva de vagas para estudantes de escolas públicas e estudantes negros, pardos, indígenas, quilombolas e com deficiência (PCD’s). Ela foi aprovada pelo Congresso Nacional, em 2012, ainda na gestão da presidenta Dilma Rousseff. A lei é um marco importante na história do Brasil, cujo passado foi de violência e exclusão contra a população negra e os indígenas. Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, ressaltou que o aprimoramento da lei de cotas e ações afirmativas garante acesso e equidade de estudantes nas instituições federais de ensino superior e técnico de nível médio. Para ela, “o projeto é um avanço no histórico de lutas pela educação e por justiça social dos povos indígenas, dos quilombolas, dos negros e negras, das pessoas com deficiência e das camadas mais vulneráveis e de baixa renda de nossa população brasileira.” O ministro de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, Silvio Almeida, também falou sobre a importância histórica da lei. “A política de cotas é uma política de memória, de justiça e de não repetição de desigualdades e violências, num país que foi formado pela escravização de africanos e indígenas, em um país que mata jovens negros nas periferias, que ainda discrimina pessoas com deficiência”, lembrou Silvio, acrescentando que dados do IBGE mostram que as pessoas com deficiência têm sistematicamente menor acesso à educação, trabalho e a renda. Camilo Santana, ministro da Educação, disse que a lei de cotas contribui para o ingresso de indígenas e negros no ensino superior, em percentuais nunca vistos nas universidades brasileiras. Segundo ele, “dos 810 mil cotistas que ingressaram no SISU (Sistema de Seleção Unificada), quase 500 mil se declararam pretos, pardos e indígenas e se matricularam nas instituições de ensino superior públicas, de 2012 a 2023.” Em relação à inclusão de pessoas com deficiência, o ministro afirmou que foi um avanço. “Em 2017 ocorreu mais um avanço com a inclusão de pessoas com deficiência. Desde sua implementação, foram realizadas pela lei de cotas 17.093 matrículas nessa condição. A lei de cotas é uma esperança na educação pública, pois, antes de tudo, garante que metade das vagas ofertadas pela rede federal de ensino seja ocupada pelos egressos de escolas públicas, onde estão matriculados mais de 80% de todos os alunos desse nível de ensino”, concluiu.