Mudanças na Caixa preocupam movimento sindical

Representantes das trabalhadoras e dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal estão em alerta com as mudanças de responsáveis promovidas pela direção do banco em áreas estratégicas, inclusive na área de Pessoas, responsável pelas tratativas com as entidades sindicais. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o banco, as substituições realizadas às vésperas do início da Campanha Nacional geram insegurança. Além disso, colocam em risco a continuidade de debates importantes que já vinham sendo construídos ao longo da mesa permanente de negociação. Para Felipe Pacheco, coordenador da CEE/Caixa, as alterações impactam diretamente o processo negocial. “Estamos falando de áreas estratégicas e de profissionais que já acompanhavam pautas extremamente sensíveis para os empregados e empregadas da Caixa. Quando a empresa promove mudanças desse porte às vésperas das negociações, isso gera instabilidade, prejudica a continuidade dos debates e levanta preocupação sobre qual será o compromisso efetivo da direção com a manutenção do diálogo”, observou Felipe. O coordenador ressalta que diversos temas já estavam sendo debatidos entre a representação dos trabalhadores e a Caixa e serão centrais na campanha deste ano. O Saúde Caixa, especialmente a reivindicação pelo fim do teto de custeio imposto pela empresa, apontado como um dos principais fatores que comprometem a sustentabilidade do plano e ampliam os custos para os empregados, é um dos temas já em debate. Também são destaques na pauta deste ano o Super Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR); reivindicações específicas de caixas executivos e tesoureiros; além da cobrança pelo fim do fechamento de agências e unidades da Caixa em todo o país. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lucro da Caixa alcançou R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre

A Caixa Econômica Federal divulgou balanço informando que o lucro líquido contábil consolidado da instituição foi de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado mostra uma queda de 43,2% em relação ao mesmo período do ano passado, cujo lucro chegou a R$ 6,101 bilhões. Já o lucro líquido recorrente foi de R$ 3,5 bilhões, com uma queda de 34,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e crescimento de 25,4% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) recorrente foi de 9,3%. De acordo com a Caixa, houve forte impacto do aumento das despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), que somaram R$ 6,5 bilhões no período. No final de março, a carteira de crédito registrou R$ 1,410 trilhão, alta de 11,3% em 12 meses e de 2,3% na comparação com dezembro de 2025, com destaque para o crédito imobiliário, que avançou 13,9% em relação a março do ano passado. O papel central na execução das políticas públicas do governo federal foi mantido pela Caixa. Foram pagos R$ 105,5 bilhões em benefícios sociais e programas governamentais no trimestre. Entre os principais itens estão R$ 38,4 bilhões do Bolsa Família, R$ 42,8 bilhões em benefícios do INSS, R$ 13,5 bilhões em seguro-desemprego e R$ 4,6 bilhões em abono salarial. Segundo a Caixa, a comparação com períodos anteriores deve considerar os efeitos da adoção da Resolução CMN nº 4.966/2021, que alterou critérios de contabilização e provisão de perdas esperadas no sistema financeiro. *Fonte: Contraf-CUT

CEE cobra respostas da Caixa e denuncia desvalorização dos empregados

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) se reuniu com a direção do banco, na última quinta-feira (30). As críticas à maneira como o banco tem conduzido as mudanças no atendimento foram os destaques da mesa de negociação. Durante o encontro, a representação dos trabalhadores denunciou a desvalorização dos empregados. Foram cobradas respostas para sobrecarga de trabalho, falta de pessoal, mudanças estruturais implementadas sem negociação prévia, adoecimento mental e um modelo de remuneração variável com regras sem transparência. Segundo a Comissão, o SuperCaixa precisa de regras transparentes e justas. A CEE cobrou da Caixa uma mesa específica para discutir o Saúde Caixa. Também foram criticados pontos como a implantação das plataformas de atendimento à Pessoa Jurídica (PJ), a migração de carteiras, as mudanças nas unidades e a combinação entre atendimento presencial e digital. De acordo com a CEE, essas questões têm alterado a rotina dos trabalhadores, já que não existe planejamento adequado, treinamento suficiente ou diálogo com os representantes dos empregados. Em relação ao adoecimento mental dos bancários, o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, ressaltou que a pesquisa da Fenae revela um cenário alarmante: 2% dos empregados afirmam viver sob ameaça permanente de descomissionamento, percentual que sobe para 45% entre trabalhadores de 40 a 49 anos. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical cobra respostas da Caixa sobre proteção às vítimas de violência

O movimento sindical quer que a Caixa responda as reivindicações apresentadas na reunião de 31 de março passado, sobre o aperfeiçoamento dos mecanismos de proteção às empregadas vítimas de violência doméstica e de situações de violência no ambiente de trabalho. Na ocasião, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o banco, reforçou a necessidade de aprimorar tanto as ferramentas quanto as normas que regulamentam o uso dos instrumentos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Caixa. A representação dos trabalhadores ressaltou que a preocupação é que as empregadas que recorrem a esses mecanismos não sejam prejudicadas profissional ou financeiramente. Segundo as entidades, sem ajustes nas regras, o uso dos mecanismos de proteção pode acabar gerando novas perdas às vítimas, o que contraria o objetivo das cláusulas negociadas. Demandas levadas à Caixa: *Fonte: Contraf-CUT

Caixa começa a vacinar empregados contra a gripe

A Campanha Anual de Vacinação Antigripal para empregadas e empregados da Caixa já começou. A medida atende a uma reivindicação da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e será realizada de forma escalonada, de acordo com o cronograma do banco. Para as trabalhadoras e trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro, a vacinação terá início na próxima segunda-feira (27). A vacinação faz parte das ações de promoção à saúde e qualidade de vida no trabalho. Em 2025, a participação em iniciativas desse tipo foi considerada critério para o pagamento do primeiro delta da promoção por mérito, sendo exigidas duas ações para o segundo delta. A imunização pode ser contabilizada como uma dessas ações. O critério para este ano ainda não foi divulgado. A Caixa costuma realizar um processo de licitação para contratar empresas especializadas no fornecimento e aplicação da vacina. Porém, nos locais onde houve empresas habilitadas, será adotado o sistema de reembolso, sendo R$ 180 o valor máximo para ressarcimento por pessoa. A campanha reforça a importância da prevenção e do cuidado com a saúde das empregadas e empregados, além de evidenciar a necessidade de manutenção de políticas permanentes de qualidade de vida no ambiente de trabalho. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Representação dos trabalhadores quer resposta sobre o Super Caixa

Em reunião com a vice-presidência de Pessoas da Caixa, entidades de representação das empregadas e empregados do banco cobraram respostas às demandas encaminhadas pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE), pela representante eleita dos trabalhadores no Conselho de Administração (CA) da Caixa, Fabiana Uehara, e pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). A reunião ocorreu nesta quinta-feira, 9 de abril. Os representantes dos trabalhadores criticaram a forma como o programa vem sendo executado e pediram respostas formais da Caixa às suas reivindicações. Também defenderam a valorização da mesa de negociação como espaço institucional para tratar de temas que impactam diretamente a remuneração e as condições de trabalho dos empregados. De acordo com a representante eleita das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fabiana Uehara, já foram encaminhadas diversas cobranças à Caixa, sem que houvesse nenhuma resposta formal. Segundo Sergio Takemoto, presidente da Fenae, a falta de diálogo sobre as mudanças no programa contribuiu para o atual cenário de insatisfação entre os trabalhadores. As entidades defendem que manter o diálogo é o caminho mais eficaz para garantir transparência, segurança jurídica e justiça no reconhecimento do trabalho realizado pelos empregados da instituição. *Fonte: Contraf-CUT

Novos representantes são eleitos na Funcef

Foi divulgado no final desta quinta-feira (9) o resultado das eleições da Fundação dos Economiários Federais (Funcef). Com 46.490 participantes, a votação definiu os representantes para a Diretoria de Benefícios, o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal da fundação. Confira o resultado: Diretoria de Benefícios Na disputa para a Diretoria de Benefícios, Heitor Menegale (101) foi eleito com 24.565 votos, o que corresponde a 53,91% dos votos válidos. O candidato Jair Ferreira (100) recebeu 20.999 votos, somando 46,09% dos votos válidos. Conselho Deliberativo Para o Conselho Deliberativo, que possui duas vagas, foram eleitas as seguintes chapas:•    Chapa 201 – Pedro Sérgio dos Santos Barbosa (titular) e Maristela Nassar Meireles Guerreiro (suplente): 31.945 votos (38,57% dos votos válidos); •    Chapa 200 – Naiara Machado da Silva (titular) e Anabele Cristina Silva (suplente): 29.822 votos (36,01%).  A chapa 300 – Selim Oliveira (titular) e Ana Carolina Melo (suplente) recebeu 21.058 votos, equivalente a 25,42%, e não foi eleita. Conselho Fiscal Na eleição para o Conselho Fiscal, a chapa vencedora foi:•    Chapa 301 – Mizuki Toshio Mitie (titular) e Marcelo Quevedo do Amaral (suplente): 27.163 votos, ou 60,63% dos votos válidos.  A chapa 300 – Jesse Krieger (titular) e João Henrique Delibaldo (suplente) obteve 17.711 votos, equivalente a 39,47%. *Fonte: Contraf-CUT

Votação do segundo turno da Funcef vai até quinta-feira (9)

A votação do segundo turno na Funcef segue até a próxima quinta-feira (9). A orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) é votar nos candidatos do grupo Participantes Funcef: – 100 – Jair Ferreira, para Diretor de Benefícios– 200 – Selim Oliveira (titular) e Ana Carolina (suplente), para o Conselho Deliberativo– 300 – Jesse Krieger (titular) e João Delibaldo (suplente), para o Conselho Fiscal De acordo com a Contraf-CUT, a atual gestão vinculada ao movimento Participantes Funcef tem apresentado avanços importantes para o equilíbrio dos planos e para a melhoria das condições dos participantes. Os dados mostram que: A votação é realizada através dos canais eletrônicos. Para votar acesse https://autoatendimentoweb.funcef.com.br/apl/Autoatendimento_Web/ *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical critica novas regras do Super Caixa

A Caixa implementou mudanças no regulamento do programa de comissionamento Super Caixa 2026, que colocaram as entidades representativas dos empregados em alerta. Segundo análise da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com assessoria da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), as alterações aumentam condicionantes para o pagamento da comissão, além da complexidade do sistema de metas, podendo dificultar o acesso dos trabalhadores aos valores previstos no programa. O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), da Caixa, Felipe Pacheco, ressalta que o programa foi implementado pela Caixa sem qualquer debate ou participação da representação dos trabalhadores. Para o movimento sindical, a Caixa conseguiu piorar o programa. Entre as mudanças implementadas está uma nova condição para o comissionamento: o pagamento passa a depender também do lucro líquido contábil da Caixa no semestre. Também foi adotado um novo modelo de avaliação baseado em múltiplas dimensões de desempenho, ampliando o número de indicadores utilizados para medir resultados. A inclusão de um modelo escalonado de comissionamento também preocupa a representação dos empregados. Ele prevê cinco níveis de pagamento, o que pode reduzir o valor final recebido pelos trabalhadores quando os níveis mais altos não são atingidos. De acordo com Fabiana Uehara, representante das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa, foram apresentadas sugestões para tornar o programa mais transparente e equilibrado. Confira: •    Simplificação dos critérios e indicadores utilizados na avaliação; •    Manutenção de regras que não prejudiquem trabalhadores que mudam de função ou unidade durante o período; •    Maior transparência sobre o orçamento total destinado ao comissionamento. A CEE solicitou à Caixa uma reunião só para tratar do Super Caixa, para debater as mudanças no regulamento e apresentar as propostas da representação dos trabalhadores. A proposta é que a reunião ocorra nesta quarta-feira, 8 de abril. *Fonte: Contraf-CUT

Eleições da Funcef terão segundo turno de 6 a 9 de abril

A Fundação dos Economiários Federais (Funcef)terá seu segundo turno das eleições de 6 a 9 de abril e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) mantém seu apoio às candidaturas de Jair Ferreira (100) para a Diretoria de Benefícios, Selim Oliveira e Ana Carolina (200) para o Conselho Deliberativo, e Jesse Krieger e João Delibaldo (300) para o Conselho Fiscal.  A escolha das chapas apoiadas, segundo a Contraf-CUT, representa a continuidade de uma gestão comprometida com resultados concretos e com a defesa dos interesses dos participantes e assistidos. De acordo com a Contraf-CUT, a atual gestão vinculada ao movimento Participantes Funcef tem apresentado avanços importantes para o equilíbrio dos planos e para a melhoria das condições dos participantes. Destaque para o equilíbrio financeiro dos planos pela primeira vez desde 2017, avanços na rentabilidade dos investimentos e a redução de cobranças extraordinárias. Os representantes eleitos têm papel fundamental na fiscalização e nas decisões estratégicas da fundação. A Diretoria de Benefícios é responsável pela gestão dos planos e pelo relacionamento com os participantes. Já o Conselho Deliberativo é o principal órgão de decisão da Funcef, definindo políticas e diretrizes da fundação. O Conselho Fiscal, por sua vez, exerce o papel de fiscalização da gestão e das contas da entidade. A orientação da Contraf-CUT é que os participantes votem nos seguintes candidatos:•    100 – Jair Ferreira, para Diretor de Benefícios •    200 – Selim Oliveira (titular) e Ana Carolina (suplente), para o Conselho Deliberativo •    300 – Jesse Krieger (titular) e João Delibaldo (suplente), para o Conselho Fiscal  A votação será realizada das 10h do dia 6 de abril até as 18h do dia 9 de abril, por meio dos canais eletrônicos disponibilizados pela Funcef para os participantes. *Fonte: Contraf-CUT