CEE cobra respostas da Caixa e denuncia desvalorização dos empregados

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) se reuniu com a direção do banco, na última quinta-feira (30). As críticas à maneira como o banco tem conduzido as mudanças no atendimento foram os destaques da mesa de negociação.

Durante o encontro, a representação dos trabalhadores denunciou a desvalorização dos empregados. Foram cobradas respostas para sobrecarga de trabalho, falta de pessoal, mudanças estruturais implementadas sem negociação prévia, adoecimento mental e um modelo de remuneração variável com regras sem transparência.

Segundo a Comissão, o SuperCaixa precisa de regras transparentes e justas. A CEE cobrou da Caixa uma mesa específica para discutir o Saúde Caixa. Também foram criticados pontos como a implantação das plataformas de atendimento à Pessoa Jurídica (PJ), a migração de carteiras, as mudanças nas unidades e a combinação entre atendimento presencial e digital.

De acordo com a CEE, essas questões têm alterado a rotina dos trabalhadores, já que não existe planejamento adequado, treinamento suficiente ou diálogo com os representantes dos empregados.

Em relação ao adoecimento mental dos bancários, o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, ressaltou que a pesquisa da Fenae revela um cenário alarmante: 2% dos empregados afirmam viver sob ameaça permanente de descomissionamento, percentual que sobe para 45% entre trabalhadores de 40 a 49 anos.

*Fonte: Contraf-CUT

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