Movimento sindical aponta falta de transparência e aumento de pressão no Super Caixa

As entidades de representação das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal continuam criticando o Super Caixa, programa implementado pelo banco para o 2º semestre de 2025. Apresentado como “prêmio por liberalidade”, o modelo alterou regras de habilitação, cálculo e distribuição da premiação, ampliou exigências e dificultou ainda mais o acesso ao benefício, principalmente para quem atua diretamente nas agências. A Confederação Nacional das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vem denunciando, através da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, federações e sindicatos, que o programa aumenta a pressão sobre as equipes. Além disso, o modelo baseia-se em indicadores complexos, penaliza unidades inteiras e impacta diretamente a renda de trabalhadoras e trabalhadores, sem que tenha havido qualquer negociação coletiva prévia. “O Super Caixa não reconhece a realidade de quem trabalha na ponta. É inadmissível que um programa que impacta a renda de milhares de empregados seja construído sem negociação, com regras que penalizam quem já sofre com sobrecarga e falta de pessoal”, afirma o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, acrescentando que o modelo precisa ser revisto para garantir justiça e transparência. Diante das inconsistências e dos impactos negativos do modelo, a Contraf-CUT, por meio da CEE/Caixa, segue cobrando:•    Negociação efetiva das regras;•    Simplificação dos critérios;•    Transparência nos indicadores;•    Proteção à saúde mental;•    Previsibilidade na remuneração;•    Respeito às condições de trabalho da categoria. *Fonte: Contraf-CUT

Saúde Caixa: déficit mostra que aprovação do ACT foi decisão acertada

Composto por representantes dos empregados e da direção da Caixa Econômica Federal, o Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa se reuniu para debater o acompanhamento trimestral do plano e os números projetados até novembro. O coordenador da representação das empregadas e dos empregados no GT, Leonardo Quadros, explicou que segundo as informações compartilhadas pelo banco, o resultado projetado para 2025 indica um déficit de aproximadamente R$ 560 milhões, considerando as receitas e despesas acumuladas. Até novembro, as despesas totais já somavam R$ 4,005 bilhões, contra R$ 3,445 bilhões em receitas. Com esses resultados, a representação dos empregados ressaltou que a aprovação do novo ACT foi fundamental para impedir que o desequilíbrio financeiro fosse transferido para as trabalhadoras e trabalhadores. O acordo garantiu reajuste zero para titulares e dependentes; manutenção dos limites de coparticipação e do teto anual; e mecanismos de governança e transparência que ampliam o acompanhamento do plano. “O Saúde Caixa é uma conquista histórica, e seu equilíbrio depende de responsabilidade, diálogo e compromisso da empresa com a saúde de quem constrói o banco todos os dias”, destacou Leonardo Quadros. O coordenador reforçou a necessidade do fim de do teto de gastos da Caixa com a saúde dos empregados, fixado no Estatuto Social da Caixa em até 6,5% da folha salarial. “Somente com o fim do teto, o modelo de custeio 70/30 poderá ser aplicado de forma plena, para que nosso plano de saúde tenha viabilidade financeira”, afirmou o coordenador. A retomada das negociações sobre o fim do teto de gastos da Caixa com a saúde dos seus empregados e a igualdade de direitos após a aposentadoria para quem foi contratado a partir de setembro de 2018 está prevista para fevereiro de 2026. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical orienta que empregados não assinem termo enviado pela Caixa

A Caixa Econômica Federal está disponibilizando para assinatura dos empregados, o Termo de Ciência e Aceite – Opção pelo Intervalo para Repouso e Alimentação. Entretanto, não houve qualquer comunicação prévia ao movimento sindical, provocando a manifestação de grave preocupação na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), através da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. De acordo com matéria publicada pela Contraf-CUT, o documento é apresentado de forma individual aos trabalhadores como um formulário eletrônico. Nele, o empregado “manifesta expressamente seu desejo” de aderir ao intervalo intrajornada previsto no Acordo Coletiva do Trabalho (ACT) 2024–2026, reproduzindo trechos da cláusula coletiva. O documento afirma ainda que essa manifestação “ratifica os intervalos já usufruídos, desde a vigência do ACT 2020/2022” e que a adesão deve ser “acordada com o gestor”, sendo considerada válida com a homologação mensal do ponto eletrônico. A CEE entende que o texto do documento extrapola o que foi negociado nas mesas coletivas, introduzindo interpretações indevidas e criando potenciais riscos para os trabalhadores. Segundo parecer técnico da assessoria jurídica da Contraf-CUT, o termo apresentado pelo banco contém elementos que não encontram respaldo jurídico nem estão previstos no ACT. Devido às irregularidades apontas, segue a orientação da Contraf-CUT: “Os trabalhadores só devem firmar documentos que tenham sido analisados e validados pelas entidades sindicais. É assim que garantimos segurança jurídica e proteção de direitos. Nesse caso, a orientação é: não assine”, explica o coordenador da CEE, Felipe Pacheco. *Fonte: Contraf-CUT

Caixa: lucro cresce 50,3%, mas redução de quadro preocupa trabalhadores

No terceiro trimestre de 2025, o lucro líquido da Caixa Econômica Federal chegou a R$ 3,8 bilhões. O resultado é 15,4% maior que o registrado no mesmo período de 2024 e 2,2% acima do obtido no 2º trimestre deste ano. De janeiro a setembro, o banco registra um acumulado de R$ 13,5 bilhões, uma alta de 50,3% em comparação aos nove primeiros meses de 2024. O lucro líquido recorrente também teve desempenho positivo, chegando a R$ 12,7 bilhões no período, crescimento de 34,7% em relação ao ano anterior. Em relação à margem financeira, o crescimento foi de 14% na comparação anual do trimestre e os ativos totais chegaram a R$ 2,2 trilhões. Porém, o relatório do banco aponta contradições. Apesar dos resultados recordes, a Caixa encerrou setembro de 2025 com 84,3 mil empregados, número que, embora ligeiramente maior que o registrado em 2024, ainda representa uma queda de quase 20 mil postos de trabalho em relação a 2014, quando o banco tinha mais de 101 mil trabalhadores. Em relação aos postos de atendimento, o banco encerrou setembro com menos 49 unidades em 12 meses. Só no terceiro trimestre são 41 agências a menos. Houve redução do quadro de pessoal e do número de agências, mas houve aumento das operações, da carteira de crédito, das funções sociais que o banco executa e do número de clientes, que já passa de 156 milhões. O resultado comprova as denúncias do movimento sindical, apontando sobrecarga, adoecimento e pressão por produtividade. *Fonte: Contraf-CUT

Saúde Caixa: acordo será assinado dia 11 de dezembro

O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Saúde Caixa será assinado no dia 11 de dezembro, com vigência a partir de 1º de janeiro, até 31 de agosto. Porém, a direção da Caixa divulgou, no último dia 18, que as bases que não aprovaram proposta do ACT não poderão acessar as conquistas negociadas. Segundo o ofício da direção da Caixa, sem a adesão ao ACT, não será possível preservar o modelo de custeio do plano de saúde. Felipe Pacheco, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, falou sobre a decisão da Caixa: “Como representantes das empregadas e empregados, vamos questionar que tipo de assistência saúde, a Caixa pretende implementar, e nos mantermos à disposição das bases que não aprovaram o acordo específico para o Saúde Caixa.” *Fonte: Contraf-CUT

Bancários do Sul Fluminense aprovam acordo do Saúde Caixa

Bancários da base territorial do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense aprovaram, por maioria significativa, em assembleia virtual, realizada nesta terça (11) e quarta-feira (12), o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa. Confira o resultado: Sim – 80,66% Não – 16,98% Abstenção – 2,36%

Assembleia para aprovação do ACT Saúde Caixa começa nesta terça (11)

Sindicatos de todo o país realizam assembleias, nesta terça-feira (11) e quarta-feira (12), para deliberação sobre a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa (confirme o horário da assembleia em seu sindicato). Podem votar todas as empregadas e empregados da ativa, aposentadas, aposentados e pensionistas que sejam usuárias e usuários titulares do plano de saúde podem exercer o direito de voto. A votação será realizada de forma virtual/remota pela plataforma eletrônica https://bancarios.votabem.com.br. Basta acessar a plataforma e informar o número da matrícula e o CPF. Na área da base territorial do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, a votação acontece das 19h do dia 11 às 14h do dia 12. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e o Comando Nacional dos Bancários, assessorados pela Comissão de Organização dos Empregados (CEE) da Caixa, indicam a aprovação da proposta, resultado direto da mobilização nacional das trabalhadoras e trabalhadores, que conseguiram barrar o alto reajuste inicialmente proposto pela Caixa. Abaixo, os principais pontos da proposta negociada: O ACT tem vigência até 31 de agosto de 2026, retomando as negociações conjuntas da campanha salarial. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato realiza assembleia extraordinária específica do Saúde Caixa

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense está convocando todos os bancários beneficiários titulares do Saúde Caixa, da base territorial do Sindicato, para assembleia que será realizada nos dias 11 e 12 de novembro, de forma remota, com votação das 19h do dia 11 às 14h do dia 12. A votação ocorrerá pela plataforma https://bancarios.votabem.com.br/ A pauta será a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho Saúde Caixa 2026, com vigência de 1º de janeiro de 2026 a 31 de agosto de 2026. Fazem parte da base territorial do Sindicato os seguintes municípios: Barra Mansa, Volta Redonda, Rio Claro, Porto Real, Quatis, Mendes, Engenheiro Paulo de Frontin, Paracambi, Resende, Itatiaia, Pinheiral, Barra do Piraí, Vassouras, Piraí, Valença e Rio das Flores.

Fenae pede agilidade na incorporação do REB ao Novo Plano da Funcef

O presidente da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), Sergio Takemoto, se reuniu com representantes da Secretaria de Coordenação e Governança das Estatais (Sest), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), nesta segunda-feira (3). O tema do encontro foi a incorporação do REB ao Novo Plano da Funcef. A Fenae solicitou a reunião devido à expectativa de milhares de empregados e aposentados da Caixa para a conclusão do processo. A proposta, que já foi aprovada pela Funcef e pela Caixa, aguarda análise da Sest/MGI, que solicitou documentos complementares à patrocinadora. Na reunião, a Fenae pediu celeridade do processo. De acordo com Takemoto, a Fenae seguirá atuando para garantir o andamento célere e responsável desse processo. *Fonte: Fenae