Bancários do Bradesco e do Itaú fazem manifestações em diversas cidades

Bancários de diversos estados do país participaram de manifestações, nesta terça-feira (28), contra demissões, terceirizações, fechamento de agências e adoecimento dos trabalhadores. Foi o Dia Nacional de Luta nas agências do Itaú e do Bradesco. Na base da Federa-RJ, houve paralisação em agências do Sul Fluminense,  Niterói, Campos, Petrópolis, Teresópolis, Cabo Frio e Rio de Janeiro. O objetivo foi mostrar para toda a sociedade a realidade da categoria bancária, que vem sofrendo com o sucateamento das agências e cobranças de metas abusivas, que provocam o adoecimento dos trabalhadores. Além disso, os protestos serviram para pedir mais respeito aos clientes e usuários dos serviços bancários. Segundo balanço do Itaú, de setembro de 2022 a setembro de 2023, o banco fechou 1.082 postos de trabalho e 180 agências físicas. Bradesco e Itaú juntos lucraram cerca de R$ 38 bilhões nos primeiros nove meses de 2023. “O final do ano vem chegando. Nesta época, o banco sempre traz mensagens de esperança e otimismo em suas campanhas publicitárias. Mas, passa o ano todo massacrando seus funcionários e precarizando o atendimento à população. É importante que a sociedade se atente a este fato”, observou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves.

Sindicato promove assembleia extraordinária sobre Previsão Orçamentária

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Sul Fluminense vai realizar uma assembleia geral extraordinária no próximo dia 30 de novembro, às 18h, em primeira convocação com dois terços de associados, ou às 18h30 em segunda convocação, com qualquer número de associados. Na pauta, leitura, discussão e votação da Previsão Orçamentária para o exercício de 2024, com parecer do Conselho Fiscal. Estão convocados todos os associados, quites com a entidade, para participarem da assembleia, que vai acontecer na Rua Rio Branco, nº 107, sala 301, Centro de Barra Mansa.

Bradesco: falha em aplicativo causa transtornos

Nesta terça-feira (28), os clientes do Bradesco voltaram a ter problemas no saldo de conta apresentados pelo app do banco. O jeito foi levar as reclamações para as redes sociais. Devido a uma falha no aplicativo, os saldos apresentavam diferenças. Alguns estavam zerados ou até negativados, segundo relataram os clientes. O site Downdetector, que acusa problemas em canais digitais, vem mostrando notificações recentes relacionados ao app do Bradesco desde a última segunda-feira (27). O banco divulgou nota explicando que a atualização do saldo das contas que tiveram problema foi regularizada, na manhã desta terça (28). Diz a nota: “O banco reitera que lamenta o transtorno causado aos clientes”.

Adoecimento e condições de trabalho são temas de debate entre Fenaban e bancários

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou mais uma mesa bipartite de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na última sexta-feira (24). Banco do Brasil, Santander, Itaú, Caixa e Citibank, todos presentes à reunião, assinaram o aditivo da cláusula 61 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), sobre a prevenção de conflitos nos locais de trabalho e canais de denúncia. Os bancos Votorantim e Safra também anunciaram que vão assinar o aditivo. O Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT criticou a falta de sigilo na apuração das denúncias, o longo prazo para retorno e a não participação dos sindicatos na apuração. O cumprimento da cláusula 29 (antecipação salarial) também foi cobrado pelos representantes dos bancários, assim como a cláusula 65, que trata do adiantamento emergencial, sem que seja realizado nenhum desconto ao trabalhador, sem que o mesmo tenha recebido o benefício do INSS. Segundo os bancos, o desconto das antecipações salariais é efetuado por não receberem informações dos trabalhadores sobre o resultado das perícias e recursos do INSS. Já os representantes dos bancários argumentaram que a falta de informações resulta da ausência de um fluxo de acolhimento e orientação por parte dos bancos ao trabalhador. Eles disseram que o trabalhador fica desamparado, sem saber como proceder junto ao INSS e quais informações precisa enviar ao banco. Vacinação A campanha de imunização, com a vacina quadrivalente, será realizada entre abril e junho de 2024, segundo informações dos bancos. A apresentação dos números de adoecimento dos bancários, através do relatório do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), previsto na NR-7, voltou a ser cobrado pelos representantes dos trabalhadores. Suicídios Os bancos mostraram o número de suicídios na população em geral, provocados por causas multifatoriais. Os representantes dos bancários apresentaram casos de trabalhadores vítimas de suicídio e automutilação devido às metas abusivas e ao assédio moral. O tema deverá ser abordado em um seminário específico, com representantes dos bancários e da Fenaban, para debater sobre estratégias de prevenção. Ar-condicionado A falta de manutenção e renovação dos aparelhos foi mais uma cobrança dos bancários. Segundo eles, o problema se repete todos os anos. Foi lembrado que na Campanha Nacional Unificada de 2022, os bancários propuseram uma cláusula para assegurar a manutenção e renovação dos equipamentos. As próximas reuniões da mesa bipartite ficaram marcadas para a segunda quinzena de janeiro, e segunda semana de fevereiro. Ficou acertado o seguinte roteiro de temas para debate: cláusula 61 (prevenção de conflitos); emissão de CAT; PCMSO; e saúde mental.

Contraf-CUT participa de campanha mundial pelo fim da violência contra a mulher

A Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) participa da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”. No Brasil, a campanha começou no dia 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) e terminará em 10 de dezembro (Dia Internacional do Direitos Humanos). São 16 dias de ativismo, com início em 25 de novembro (Dia do Combate à Violência contra a Mulher), em mais de 150 países. Segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizada pelo Instituto Datafolha, a violência contra a mulher vem aumentando no Brasil. Em média, são 50 mil vítimas por dia. Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT, ressaltou que a luta para mudar essa realidade precisa ser permanente. “A violência de gênero, que atinge tanto a consciência quanto o corpo da mulher, é persistente na sociedade porque é estrutural”, afirma Fernanda. Canal de ajuda No Brasil, existe o Disque 180, um canal que funciona 24 horas por dia no atendimento à mulher em condição de violência. O canal registra e encaminha denúncias aos órgãos competentes. Além disso, recebe reclamações, sugestões sobre os serviços de atendimento e fornece informações sobre os direitos da mulher, como locais de atendimento mais próximos e apropriados a cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas e Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros. Para a secretária da Mulher da Contraf-CUT, o aumento de casos de violência de gênero no país pode estar ligado tanto à falta de informação sobre como a mulher ou pessoas próximas da vítima podem denunciar, quanto à drástica queda de investimentos de 2019 até 2022. De acordo com a secretária, neste ano, houve um avanço na implementação de programas e reforço de políticas públicas essenciais ao tema, como o lançamento do programa Brasil sem Minogenia, pelo Ministério da Mulher. Relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos aponta que, no Brasil, as mulheres recebem em média cerca de 21% menos que os homens. “Na categoria bancária, o cenário é um pouco pior: as mulheres recebem em média 22,2% menos que os homens. Se a mulher bancária for negra, então, ela recebe em média 40,6% a menos que o homem bancário branco”, observou Fernanda Lopes. Bancários Nos próximos dias, a Contraf-CUT vai divulgar informações sobre os 21 Dias de Luta nas redes sociais e no site da entidade. “Convidamos a todas e todos para que participem, seja compartilhando as postagens das nossas redes, seja fazendo suas próprias postagens, com as hashtags: #TamoJuntasContraAViolência, #21DiasdeAtivismo e #Disque180”, orientou Fernanda. Entre as contribuições do movimento sindical bancário contra este cenário está a criação, em agosto de 2021, do projeto “Basta! Não irão nos calar!”, para oferecer assessoria técnica às federações e aos sindicatos quanto à implantação de canais de atendimento jurídico especializado para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Outro avanço conquistado pela categoria, em 2022, foi a inclusão de uma cláusula sobre assédio sexual na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e nos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) dos funcionários do Banco do Brasil e dos empregados da Caixa Econômica Federal para os dois anos seguintes. “Nós ainda defendemos que o Brasil ratifique a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre combate à violência e ao assédio no ambiente de trabalho”, ressaltou Fernanda.

Bradesco tem novo presidente

O executivo Marcelo Noronha foi anunciado, nesta quinta-feira (23) como o novo presidente do Bradesco. Ele substitui Octávio de Lazari Jr., que irá para o Conselho de Administração da entidade. Noronha já vinha ocupando os cargos de diretor e vice-presidente nos últimos oito anos. Também já comandou as áreas de Corporate, Empresas, BBI, Internacional, Câmbio, Varejo e Prime. Para a secretária de Organização do Ramo Financeiro da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Magaly Fagundes, que também é coordenadora da Comissão de Organização de Empresa (COE) do Bradesco, é importante defender o diálogo nessa nova fase que se inicia. “Vamos defender que o diálogo com os trabalhadores seja mantido. Temos mesa de negociação com o banco, nas quais tratamos das reivindicações dos trabalhadores, e esperamos avanços nestas negociações”, afirmou Magaly. Balanço O Bradesco lucrou R$ 13,4 bilhões, de janeiro a setembro de 2023, uma queda de 30,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. A holding encerrou o terceiro trimestre deste ano com 86.102 funcionários, com o fechamento de 2.272 postos de trabalho no período de 12 meses. A instituição fechou setembro de 2023, com 71,7 milhões de clientes, redução de 0,8 milhão em 12 meses. Nesse período, foram fechadas 117 agências, 206 postos de atendimento e 231 unidades de negócio.

Seminário debate arbitrariedades do Bradesco

Durante um seminário sobre os desmandos do Bradesco, foi apresentado um estudo pela economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Milena Alves, apontando que o uso da tecnologia tem gerado a criação de novos modelos de negócios na categoria bancária. Além disso, algumas empresas que executam serviços financeiros não são instituições financeiras, e as metas estão associadas ao alto adoecimento da categoria. O seminário foi realizado, nesta quarta-feira (22), pela Federa-RJ com objetivo de traçar estratégias de luta contra as arbitrariedades praticadas pelo Bradesco. Segundo o documento, o Bradesco teve um lucro líquido contábil em 2023 de R$13,4 bilhões. No entanto, apesar do lucro, o banco  fechou 33 agências e 24 postos de atendimento. Só no Rio de Janeiro, são 14 agências e 28 postos com atividades encerradas. Foram demitidos 2.272 funcionários em 12 meses. Os dados deixaram estarrecidos os presidentes dos sindicatos de Bancários de Petrópolis, Sávio Barcellos; do Sul Fluminense, Júlio Cunha; de Teresópolis, Cláudio Melo; ao lado de Fabiano Júnior, secretário de Bancos Privados da Federa-RJ; e dirigentes de base de todos os sindicatos da Federa-RJ. O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, que está interinamente como presidente da Federa-RJ, devido às férias da presidenta Adriana Nalesso, classificou de vergonhosa a situação. “Esse seminário é positivo porque vai ajudar a chegar a um entendimento do que é melhor para a categoria. Temos certeza que é necessária uma ação unificada para dar uma resposta a essa política desrespeitosa do Bradesco”, ressaltou Júlio. Uma das propostas do seminário é que o próximo 28/11, terça-feira, será Dia Nacional de Luta com atividades em todas as bases da Federa-RJ.

Caixa e Banco do Brasil abrem mais cedo para atender Mutirão do Desenrola

Para atender ao mutirão do Desenrola, nesta quarta-feira (22), promovido pelo Ministério da Fazenda, as agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil abriram uma hora mais cedo. Os bancos privados, como Itaú, Bradesco e Santander optaram por manter os horários regulares de funcionamento das agências. Desde a última segunda-feira (20), o Programa Desenrola entrou numa nova fase, oferecendo parcelamento para dívidas de até R$ 20 mil. As negociações abrangem dívidas bancárias e não bancárias (contas de água, luz, cartão de crédito, varejo, educação, entre outras). Os descontos podem chegar a 99%. O parcelamento vai até 60 meses, com juros de até 1,99% ao mês. Caixa As agências abriram uma hora mais cedo, de acordo com o horário de cada região. Segundo o banco, já foram regularizados por meio do Desenrola 273.550 contratos em atraso de 215.216 clientes. O valor total negociado chegou a R$ 5 bilhões. Além do Desenrola, o banco vai atender, nesta quarta (22), para negociação de dívidas do FIES e quitação de contratos do Minha Casa Minha Vida para quem recebe Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou Bolsa Família. Banco do Brasil Mais de quatro mil pontos estão disponíveis, nesta quarta-feira (22), para atender o Desenrola. Segundo o BB, 2,5 milhões de clientes com dívidas entre R$ 5 mil e R$ 20 mil estão habilitados para o parcelamento. Itaú O banco manterá seus canais digitais com atendimento 24 horas, mas as agências físicas não terão o horário estendido. O banco informou que as renegociações com clientes da faixa 2 do Desenrola (pessoas com renda de até R$ 20 mil) serão feitas pelos  seus canais de atendimento. Para os clientes que se enquadram na faixa 1 (renda bruta mensal de até R$ 2.640 ou com inscrição no CadÚnico), o procedimento será através da plataforma oficial do Desenrola. Santander As agências funcionam sem alteração no horário. O banco argumenta que “já trabalha com o horário estendido nas agências, das 9h às 18h”. Segundo o banco, estarão disponíveis ofertas com e sem entrada, além de taxas flexíveis, descontos de até 90% e parcelamento em até 120 vezes para pessoa física, por meio de seus canais de atendimento e do site. Bradesco O banco preferiu manter seu horário normal de atendimento e informou que os clientes poderão renegociar dívidas enquadradas no Desenrola por meio da plataforma gov.br e pelos canais digitais do banco.   * Foto de Joédson Alves/Agência Brasil

Federa-RJ promove seminário sobre desmandos do Bradesco

Será realizado, nesta quarta-feira (22), pelos dirigentes da Federa-RJ, um seminário para cobrar soluções e elaborar propostas para atuação do movimento sindical na atuação do Bradesco. O banco mantém sua política de fechamento de agências, demissões de funcionários e desrespeito aos clientes. Entre os temas em pauta estão tecnologia, digitalização do setor bancário, saúde dos (as) funcionários (as) e a situação financeira do banco. Estão confirmadas as presenças de Júlio Cunha, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e presidente em exercício da Federa-RJ, já que a presidenta Adriana Nalesso está de férias; Fabiano Júnior, secretário de Bancos Privados da Federa-RJ; Vinícius Assumpção, vice-presidente da Contraf-CUT; Magaly Fagundes, coordenadora nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco; Millena Alves, técnica do Dieese; além de Leuver Ludolff, diretor do Bancários Rio e integrante da COE, e Geraldo Ferraz, diretor de Bancos Privados do Bancários Rio. O seminário será realizado no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio, das 9h às 13h. O endereço é Avenida Presidente Vargas, 502 –  21º andar, no Centro do Rio.

Federa-RJ realiza palestra sobre violência contra a mulher em Teresópolis

A Federa-RJ realiza palestra sobre o Programa de Combate à Violência contra a mulher, o “Basta”, nesta quinta-feira (23), no Sindicato dos Bancários de Teresópolis, às 18h30. “O objetivo deste encontro é mostrar que as vítimas não estão sozinhas”, afirma Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, que participará do encontro, ao lado de Paula Rodrigues, diretora da Secretaria de Mulheres da Federação, e da advogada Julia Alexim, responsável pelo “Basta”. O “Basta” é uma iniciativa criada para atender a categoria bancária através de canais de atendimento jurídico a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A violência contra a mulher alcança índices alarmantes no Brasil. Somente em 2022, 2.423 mulheres foram vítimas de violência; a cada quatro horas, uma mulher é vítima de agressão; 495 mulheres foram assassinadas (feminicídio). O endereço do Sindicato dos Bancários de Teresópolis é Travessa Ranulfo Féo, 36, Edifício Túlio Spector, cobertura 5 e 6.