Movimento sindical conquista 30% de cota em cargos diretivos na Caixa

O movimento sindical conquistou uma importante vitória na terceira rodada de negociação específica com a Caixa Econômica Federal, nesta sexta-feira (19). O tema foi “Diversidade e Igualdade de Oportunidade”. Atendendo à reivindicação dos trabalhadores, Caixa informou que vai garantir 30% de cota para mulheres em cargos diretivos. Apesar desta conquista, a demanda sobre a Funcef continua no impasse, com o banco não apresentando uma resposta definitiva sobre a questão. “Nós, representantes, estamos aqui deixando claro que temos proposta que não retira direitos e que procura sanar as dificuldades do equacionamento para tanta gente”, lamentou Rafael de Castro, coordenador da CEE Caixa. Sobre a diversidade ficou acertado que a Caixa vai analisar o documento entregue pelos trabalhadores e discutir o tema numa próxima reunião. Porém, já ficou sinalizada a inclusão de uma cláusula sobre a política de diversidade no acordo coletivo. A Caixa também se comprometeu a abrir um canal específico de denúncias por discriminação e fazer o mapeamento da comunidade LGBTQIAPN+ do banco. Segundo Rogério Campanate, representante da Federa-RJ na CEE/Caixa, atualmente não é possível sequer traçar ações afirmativas porque não há informação sobre essa base no banco. Em relação aos PcDs, a Caixa informou que dará um retorno sobre as reivindicações na próxima mesa. *Fonte: Federa-RJ *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Financiários e Acrefi voltam à mesa de negociação

Mais uma mesa de negociações ocorreu, na tarde desta sexta-feira (19), entre o Coletivo Nacional dos Financiários da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). Entre os temas debatidos nesta rodada estão saúde, segurança dos trabalhadores, metas e violência organizacional, incluindo a violência contra a mulher, assédio moral e sexual, além de medidas para o combate e prevenção de doenças e suas sequelas, especialmente o coronavírus, causador da covid 19. O movimento sindical tem reivindicado que as discussões sobre metas de desempenho sejam constantes porque elas são, segundo pesquisas, o maior fator de desencadeamento de condutas violentas e de assédio moral no ambiente de trabalho. A violência contra as mulheres foi um dos pontos de destaque da reunião. Magaly Fagundes, secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, pontuou a necessidade de criar um canal de apoio dedicado a tratar de questões relacionadas à violência contra a mulher. Com os debates, foi reforçado o compromisso das entidades buscarem soluções que promovam um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para todos os trabalhadores do setor financeiro. *Fonte: Contraf-CUT
Campanha: Banco do Brasil realiza sua quarta mesa de negociação

A quarta mesa de negociação específica da Campanha Nacional 2024 para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Banco do Brasil foi realizada, na manhã desta sexta-feira (19). A pauta principal foi diversidade e igualdade de oportunidades. Mas, atendendo ao movimento sindical, antes do início dos debates o banco apresentou o quadro atualizado da quantidade de horas negativas que os bancários precisam compensar até maio de 2025. O Banco do Brasil conta, atualmente, com 25.724 funcionários negros, o que representa 29,51% do quadro total. Desses, 2.130 ocupam posições de liderança, correspondendo a 28,24% dos líderes. Além disso, o banco falou sobre o programa “Raça é Prioridade”, que conta com 150 pessoas em processo de aceleração para liderança. O banco possui 35.681 mulheres em seu quadro funcional, representando 40,94% do total de funcionários. No entanto, apenas 26,79% dos líderes do banco são mulheres. O BB apresentou programas direcionados às mulheres para aumentar a representatividade feminina em cargos de liderança. A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) fez algumas cobranças como programas de cotas nos concursos públicos para pessoas trans e ações afirmativas para PcDs. Quanto ao assédio moral, o banco atendeu à reivindicação do movimento sindical e apresentou o crescimento dos números do canal de denúncias. Em relação à discriminação, desde junho de 2023, 17 denúncias foram investigadas, das quais 65% envolveram raça, 17% gênero, 12% homofobia e 6% crença religiosa. A primeira demissão por racismo na história do BB ocorreu no segundo semestre do ano passado. O movimento sindical reivindica o direito ao uso do nome social dentro da política de respeito à diversidade, para acabar com a discriminação a colegas LGBTQIA+. O BB disse que essa mudança está em processo e prometeu a levar informações atualizadas no próximo encontro. Também foi reivindicada a licença parental remunerada de 12 meses, a partir do nascimento, adoção ou do fato gerador do direito à licença parental, para cada pessoa de referência da criança ou do adolescente, limitada ao máximo de duas pessoas, sem prejuízo do emprego ou salário, para o desempenho da atividade parental. No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto e se estenderá por período igual ao da internação hospitalar do prematuro. Se a pessoa gestante desejar iniciar a licença antes do parto, a outra pessoa de referência poderá optar por iniciar a sua licença a partir do parto. O banco se comprometeu a analisar a pauta. Outra reivindicação foi a criação de políticas para combater o preconceito etário. Também foi pedida a inclusão de políticas afirmativas para PCDs e neurodivergentes, além de ampliar a redução da jornada de trabalho para pais e responsáveis por dependentes com deficiência física e/ou mental, para 3 e 2 horas dos funcionários de 8 e 6 horas, respectivamente. A próxima reunião será no dia 26 de agosto, em São Paulo, sobre saúde e condições de trabalho. *Fonte: Contraf-CUT
Trabalhadores entregam minuta de reivindicações ao Bradesco

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, representando as trabalhadoras e trabalhadores, entregou a minuta específica de reivindicações à direção do banco, nesta sexta-feira (19). Pautas como a manutenção dos empregos, segurança das agências e contratação da remuneração total dos trabalhadores fazem parte do documento. A coordenadora da COE Bradesco, Erica de Oliveira, ressaltou que as discussões com o banco sobre os temas da minuta só terão início após a Campanha Nacional dos Bancários. Segundo Erica, existe uma grande preocupação com o processo de fechamento de postos de trabalho. “Eliminar tantos locais físicos assim é muito prejudicial aos bancários e ao público em geral. A marca começa a diminuir, e isso é perigoso para o próprio banco. Só no mês de julho, aproximadamente 80 agências estão encerrando as atividades. Isso precisa parar!”, observou Erica. *Fonte: Contraf-CUT
Representação dos trabalhadores leva proposta à Funcef

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) entregam, nesta sexta-feira, um documento à Caixa e à Fundação dos Economiários Federais (Funcef). O texto aponta questões a serem melhoradas na proposta do banco e da fundação para o equacionamento dos déficits do plano REG/Replan Saldado da Funcef. A iniciativa foi tomada pelas entidades devido aos resultados da pesquisa encomendada pela Fenae com os participantes do plano REG/Replan Saldado. De acordo com a pesquisa, a maioria não concorda com a proposta da Caixa e da Funcef. O documento a ser entregue à Caixa e à Funcef contém os pontos a serem melhorados: retorno da meta atuarial de juros de 4,5% para 5,51%; contencioso: pagamento das ações judiciais trabalhistas com impacto nas Reservas Matemáticas por parte da Caixa; antecipação da parte do equacionamento da Caixa por meio de títulos públicos; e atualização do prazo do equacionamento. “Não apenas queremos, mas temos o direito de discutir sobre este patrimônio que é nosso! E, para isso, precisamos ter números e documentos que possam ampliar nossos conhecimentos e possibilidades de chegarmos a uma proposta construída em conjunto, sem retirada de direitos dos participantes, muito melhor do que a que foi apresentada inicialmente”, afirmou Eliana Brasil, diretora executiva da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT
Torneio de Futebol será dia 27 de julho

O Torneio de Futebol Bancário Sul 2024 será realizado no dia 27 de julho e os bancários da região não podem perder mais essa oportunidade de lazer proporcionada pelo seu sindicato. O evento acontecerá na sede campestre. Mais informações pelo telefone 24 98156-8685.
Saúde mental: pesquisa mostra necessidade de ações para reduzir danos aos trabalhadores

Os resultados da Pesquisa “Saúde Mental no Trabalho Bancário” apresentam dados preocupantes. O trabalho foi realizado em parceria entre o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e o Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (Volta Redonda). Os dados revelam a necessidade de ações frente às condições de trabalho dos bancários na região. De acordo com a pesquisa, o tempo de trabalho é um fator importante. Bancários com menos de um ano de serviço têm percepções mais positivas. Segundo o documento, recém-contratados tendem a ter uma visão mais otimista do trabalho, ainda não tendo sido completamente expostos aos aspectos negativos e ao estresse acumulado. Na área comercial, a pesquisa aponta que trabalhadores com mais de 40 anos apresentaram percepções piores em relação à organização do trabalho e níveis mais elevados de danos físicos, psicológicos e esgotamento profissional. De acordo com a pesquisa, alguns fatores estão relacionados a este resultado. A pressão por metas, competitividade e cobrança estão entre esses fatores, já que a área comercial é caracterizada por uma forte pressão para atingir metas de venda e desempenho. As interações com clientes também podem contribuir para aumentar o estresse. Ainda segundo a pesquisa, bancários mais velhos podem ter mais dificuldade para se adaptarem a mudanças organizacionais e novas tecnologias. A pesquisa aponta diferenças entre instituições públicas e privadas. O resultado mostra que bancos públicos têm piores condições de trabalho, enquanto bancos privados mostraram níveis superiores de esgotamento profissional. A conclusão da pesquisa é que as intervenções devem ser planejadas para promover a reestruturação gradual da cultura organizacional dos bancos. O objetivo é reduzir a pressão e o esgotamento dos bancários, principalmente em áreas e faixas etárias mais vulneráveis, promovendo um ambiente de trabalho mais salubre e sustentável.
Campanha: bancários querem mais direitos para os PcDs e segurança nas agências

A reunião desta quinta-feira (18), entre o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban), com o tema “Saúde e Condições de Trabalho”, começou com debate sobre inclusão, com garantia de ascensão, às pessoas com deficiência (PCDs) no setor bancário. O tema faz parte das negociações da Campanha Nacional de 2024, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária. A questão da segurança bancária, nos ambientes físicos e digitais, também fez parte das negociações do dia. Existem 17.417 bancários PcD no país, ou 4% da categoria. A informação consta no relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado a partir da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de 2022. De acordo com o documento, desse total, 44% são mulheres e 56% homens. Do total de PcD da categoria, 37% estão alocados em bancos públicos e 63% em bancos privados. Também foi reivindicado o abono de faltas aos trabalhadores com deficiência, considerando que, muitas vezes, precisam se ausentar do trabalho para ajustes técnicos de equipamentos e próteses ou realização de terapias específicas, conforme a condição da deficiência. Os trabalhadores destacaram ainda a questão dos neurodivergentes, pessoas com diferenças neurológicas variáveis e que podem ou não ser deficientes. Confira as reivindicações: – Adequação do ambiente de trabalho segundo a natureza e grau de deficiência do empregado;– A vedação de transferência de PCDs, salvo por pedido do trabalhador;– A constituição de uma comissão bipartite (indicados pela Contraf e Fenaban) para deliberar sobre a contratação de trabalhadores com deficiência e sobre políticas de inclusão;– Inclusão e capacitação de pessoas com deficiência;– Financiamento de veículos para empregado com deficiência;– Estacionamento exclusivo para empregados com deficiência;– Abono de faltas aos trabalhadores com deficiência; e– Aumento de auxílio para pais com filhos com deficiência. Os representantes da Fenaban disseram que as demandas serão levadas aos bancos para construir respostas às reivindicações. Devolutiva – Igualdade de Oportunidades Os representantes dos bancos apresentaram os números dos canais de apoio e acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica, conquista da categoria na CCT. Segurança Os representantes dos trabalhadores apresentaram dados de uma consulta, encomendada ao Dieese, com bancários de unidades de negócios e postos de autoatendimentos, de todas as regiões do país. Ao serem perguntados se, nos últimos 24 meses, sofreram algum tipo de agressão, partindo de clientes ou usuários, 69% responderam que sim. Os trabalhadores também solicitaram segurança no ambiente digital, não só no físico. Segundo o coordenador da Comissão Negociadora de Segurança Bancária da Contraf-CUT, Jair Alves, “no processo de fechamento de bancos tradicionais e abertura de unidades de negócios, os bancos estão abrindo mão de portas de segurança e contratação de vigilantes”. Próximas reuniões Julho25/07 – Saúde e condições de trabalho: combate aos programas de metas abusivas Agosto6 e 13/08 – Cláusulas econômicas20/08 – Em definição27/08 – Em definição *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical garante melhores condições de trabalho para gerentes PJ do Santander

O movimento sindical conquistou importantes melhorias para os gerentes PJ do Santander. Os trabalhadores estavam enfrentando problemas no segmento Empresas 1 e após contato com a direção do banco alguns procedimentos foram ajustados. O movimento sindical cobrou diversas mudanças na rotina dos funcionários. Antes, eles tinham que fazer seis visitas a clientes por dia, além de executar funções administrativas como receber, enviar e ler e-mails; enviar propostas; responder clientes e tirar cópias de documentos. Agora as visitas foram reduzidas para quatro ao dia. A pressão para que não ficassem nas agências também foi denunciada e o banco se comprometeu a acabar com essa pressão. Também houve melhoria na questão de marcar o ponto. Agora os Gerentes PJ poderão marcar o ponto onde estiverem no início da jornada, ao sair de casa para a primeira visita, ou ao chegar na agência pela manhã; realizar o trabalho na rua e, ao final do expediente, marcar o ponto de onde eles estiverem. Segundo os trabalhadores, a mudança melhorou a rotina de serviço, pois se perdia muito tempo da última visita até a agência. *Fonte: SP Bancários
Sindicato conscientiza bancários sobre pautas da Campanha 2024

Equipe do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, coordenada pelo presidente Júlio Cunha, esteve em reunião, na manhã desta quinta-feira (18), com os trabalhadores em agência do banco Itaú da região, para falar sobre as pautas que estão sendo negociadas para o Acordo Coletivo de Trabalho. A Campanha Nacional dos Bancários está a pleno vapor. Nesta quinta (18), está sendo realizada mais uma rodada de negociações entre o Comando Nacional e a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban). Durante a reunião no Itaú, Júlio Cunha falou sobre o princípio da Ultratividade (consiste na prolongação dos efeitos do acordo coletivo de trabalho) e destacou as pautas da campanha deste ano como os direitos às pessoas com deficiência (PcD), de pessoas neurodivergentes (termo que abrange pessoas de condições neurológicas fora do padrão convencional) como autismo, TDAH e dislexia. Também faz parte da pauta de negociações a questão da segurança bancária, nos ambientes físicos e digitais. O presidente do Sindicato também lembrou a importância de a categoria estar unida e falou sobre as conquistas dos bancários, ao longo dos anos, como a PLR, licença maternidade e paternidade, entre tantas outras.