2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+ será dia 5 de junho

A 2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+ será realizada no próximo dia 5 de junho, em São Paulo. A iniciativa, que é uma realização da CUT, busca consolidar um espaço permanente de mobilização política da classe trabalhadora no calendário do orgulho LGBTQIA+ do país. A expectativa da organização é dobrar o número de participantes da edição realizada em 2025, com o objetivo de ampliar a visibilidade da população LGBTQIA+ trabalhadora e fortalecer a luta por direitos, dignidade e inclusão no mundo do trabalho. A concentração está marcada para as 14h na Praça Roosevelt com caminhada até o Largo do Arouche. A mobilização deste ano vai anteceder a Parada LGBTQIA+ de São Paulo, considerada a maior do mundo. Com esta medida, a organização pretende consolidar a sexta-feira anterior à Parada como um espaço permanente de expressão política da classe trabalhadora LGBTQIA+, reforçando a presença sindical em um dos maiores eventos de diversidade do planeta. Nesta edição de 2026, a principal bandeira política será o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial. De acordo com a CUT, o enfrentamento à precarização do trabalho precisa caminhar junto ao combate à discriminação estrutural. Segundo pesquisas recentes, pessoas LGBTQIA+ ainda enfrentam barreiras no acesso ao trabalho formal, dificuldades de permanência nos empregos, assédio moral e limitações no crescimento profissional. Em relação à população trans, a exclusão é mais grave, deixando milhares de pessoas na informalidade ou em situações extremas de vulnerabilidade social. Desta forma, a marcha também busca fortalecer o papel dos sindicatos como espaços de acolhimento, proteção e organização política da população LGBTQIA+. Para a CUT, a presença das bandeiras sindicais nas ruas tem é uma demonstração concreta de que trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+ podem encontrar suporte institucional diante da discriminação. *Fonte: CUT Nacional *Foto:  Roberto Parizotti/CUT

Lucro da Caixa alcançou R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre

A Caixa Econômica Federal divulgou balanço informando que o lucro líquido contábil consolidado da instituição foi de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado mostra uma queda de 43,2% em relação ao mesmo período do ano passado, cujo lucro chegou a R$ 6,101 bilhões. Já o lucro líquido recorrente foi de R$ 3,5 bilhões, com uma queda de 34,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e crescimento de 25,4% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) recorrente foi de 9,3%. De acordo com a Caixa, houve forte impacto do aumento das despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), que somaram R$ 6,5 bilhões no período. No final de março, a carteira de crédito registrou R$ 1,410 trilhão, alta de 11,3% em 12 meses e de 2,3% na comparação com dezembro de 2025, com destaque para o crédito imobiliário, que avançou 13,9% em relação a março do ano passado. O papel central na execução das políticas públicas do governo federal foi mantido pela Caixa. Foram pagos R$ 105,5 bilhões em benefícios sociais e programas governamentais no trimestre. Entre os principais itens estão R$ 38,4 bilhões do Bolsa Família, R$ 42,8 bilhões em benefícios do INSS, R$ 13,5 bilhões em seguro-desemprego e R$ 4,6 bilhões em abono salarial. Segundo a Caixa, a comparação com períodos anteriores deve considerar os efeitos da adoção da Resolução CMN nº 4.966/2021, que alterou critérios de contabilização e provisão de perdas esperadas no sistema financeiro. *Fonte: Contraf-CUT

Em reunião com a Fenaban, Comando Nacional reivindica “Pacto pela saúde dos bancários”

Durante a mesa de negociação permanente sobre Saúde, com representantes do Comando nacional dos Bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foram apresentados dados sobre os casos de afastamento acidentário por saúde mental no setor financeiro. A reunião ocorreu na última sexta-feira (15) e, de acordo com os dados apresentados, entre 2012 e 2024 houve crescimento de 9,3% para 20% nos casos de afastamento acidentário por saúde mental no setor financeiro. Foi o maior crescimento registrado no país entre todos os setores. Só no setor bancário, os transtornos mentais responderam por 55,9% dos afastamentos acidentários em 2024, enquanto as LERT/DORT (doenças relacionadas a movimentos repetitivos e esforço excessivo no trabalho) por 20,3% dos afastamentos. “Esses dados do INSS, com base em informações da plataforma Smartlab, confirmam que o padrão de afastamentos por adoecimento que antes era restrito ao bancário se difundiu para todo o ramo financeiro e isso está ligado aos efeitos colaterais de um ambiente organizacional com metas abusivas, que sobrecarregam o trabalhador e estimulam a rivalidade e não a colaboração saudável”, explicou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. No encontro, o Comando Nacional fez as seguintes reivindicações: Levantamento das causas dos afastamentos: que os bancos forneçam os dados epidemiológicos e documentos do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). O movimento sindical também propôs um “Pacto pela Saúde”, baseado nas normas de saúde, e que inclui: Em resposta, a Fenaban aceitou discutir a NR 1 com os trabalhadores, assim como as demais reivindicações desta reunião, no primeiro encontro da Campanha Nacional Unificada da categoria, com início previsto entre final de junho e início de julho. Dessa forma, Saúde será o primeiro tema da série de encontros para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. *Fonte: Contraf-CUT

A pedido do movimento sindical, gestantes terão direito ao Supera no Bradesco

Desde o início do ano estão sendo realizadas reuniões entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e a direção do banco para debater a renovação do programa de Participação nos Resultados (PPR) Supera para 2026. O objetivo é aprimorar regras, ampliar a justiça nos critérios de pagamento e atender demandas apresentadas pelos trabalhadores de todo o país. Segundo o movimento sindical, já foi registrado um avanço importante nas negociações. O banco acatou a reivindicação sindical e confirmou que as gestantes elegíveis vão receber o Supera. Assim, será corrigida uma distorção apontada pela representação dos trabalhadores. O banco vai considerar a produção realizada imediatamente antes da licença maternidade. Nas reuniões, o movimento sindical tem ressaltado pontos como a revisão dos patamares de ROAE exigidos para pagamento do PRB; o aumento dos valores do Programa de Remuneração Bradesco (PRB); a atenção à dissolução de carteiras, que impacta diretamente o atingimento de metas e o pagamento do Supera aos elegíveis; e a consideração da produção das gestantes elegíveis para fins de pagamento do programa. PRB — Programa de Remuneração Bradesco Valor fixo pago aos bancários não elegíveis ao Supera ou aos elegíveis que não atingiram 95% do cumprimento das metas. O pagamento está condicionado ao desempenho do banco medido pelo ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido). Tabela de pagamento do PRB (referência 2025): *Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil: lucro tem queda de 53,5% no primeiro trimestre do ano

O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil registrou R$ 3,431 bilhões, uma queda de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025. Em comparação ao trimestre anterior, a queda foi de 40,2%. Segundo análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), houve forte queda no desempenho do banco neste início do ano. Para Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o resultado reforça a necessidade de debate sobre a estratégia do banco e seus impactos sobre trabalhadores e clientes. Também houve recuo (9,4 pontos percentuais em 12 meses) no patrimônio líquido (RPSL) ajustado anualizado, que ficou em 7,3%. Segundo o relatório do banco, o desempenho foi impactado pelos seguintes fatores: Em relação ao crédito, houve crescimento na carteira de crédito expandida, que chegou a R$ 1,306 trilhão, com crescimento de 2,2% em 12 meses e 0,7% no trimestre. No agronegócio, as operações vinculadas ao programa BB Regulariza Agro alcançaram R$ 37,9 bilhões, com expansão de 68% no trimestre. As chamadas “perdas esperadas” – antigas provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) – cresceram 46,6% em 12 meses, somando R$ 16,8 bilhões. Em contrapartida, o índice de inadimplência superior a 90 dias chegou a 5,05%, alta de 1,42 ponto percentual em um ano. A base de clientes cresceu em 1 milhão de pessoas e chegou a 83 milhões em março de 2026. Apesar disso, o banco continua reduzindo sua estrutura. No final do trimestre, o BB contava com 84.619 funcionários, depois de fechar 1.498 postos de trabalho em 12 meses (-1,7%); reduzir 587 empregos apenas no trimestre (-0,7%); encerrar 56 agências tradicionais e 113 postos de atendimento em um ano; abrir apenas uma agência digital e especializada. De acordo com o movimento sindical, os dados reforçam a preocupação com o impacto das reestruturações sobre o atendimento à sociedade e as condições de trabalho nas unidades do banco. *Fonte: Contraf-CUT

Dirigentes eleitos da Previ fazem live nesta quinta-feira (14)

Nesta quinta-feira (14), às 19h30, será realizada uma live pelos dirigentes eleitos da Previ para apresentar um balanço dos resultados do Plano 1 e do Previ Futuro, além de debater as perspectivas futuras dos planos de benefícios. A live é dirigida às associadas e aos associados e será transmitida ao vivo pelos canais dos Associados Previ no YouTube, Facebook e Instagram. A atividade também poderá ser acompanhada pela TVT, por meio do YouTube. Os participantes poderão acompanhar as informações mais recentes sobre seus planos de benefícios, esclarecer dúvidas e conversar diretamente com os representantes eleitos. O evento terá participação das diretoras e dos diretores eleitos Paula Goto (Planejamento) e Márcio de Souza (Administração), além dos conselheiros deliberativos Sérgio Riede e Luciana Bagno, que encerram seus mandatos no próximo dia 31 de maio. O diretor de Seguridade Wagner Nascimento, que ainda tem dois anos de mandato, também participará da live. *Foto: Contraf-CUT

Relatório Anual 2025 da Cassi pode ser votado até 25 de maio

A votação do Relatório Anual 2025 da Cassi começou nesta quinta-feira (14) e segue até 25 de maio. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) reforça que todos os associados participem e exerçam o direito democrático de acompanhar e fiscalizar a gestão do plano de saúde dos funcionários do Banco do Brasil. O Relatório mostra os resultados econômico-financeiros e as principais ações de governança realizadas pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil em 2025. Gustavo Tabatinga Jr., secretário-geral da Contraf-CUT, explica que a participação dos associados é importante para fortalecer a transparência e o controle social da entidade. “A votação do Relatório Anual é um momento importante de participação dos associados na gestão da Cassi. É quando cada funcionário do Banco do Brasil pode avaliar os resultados, acompanhar a aplicação dos recursos e contribuir para o fortalecimento de um modelo de saúde solidário e sustentável. Por isso, a Contraf-CUT orienta a aprovação do relatório e a ampla participação dos associados”, ressaltou Tabatinga Jr. Como votar A votação pode ser realizada pelos seguintes canais: Dúvidas sobre o conteúdo do relatório podem ser encaminhadas para o e-mail relatorioanual@cassi.com.br. *Fonte: Contraf-CUT

COE e direção do Santander debatem fechamento de agências e sobrecarga de trabalho

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco, nesta quarta-feira (13), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. O objetivo foi debater os impactos do fechamento acelerado de agências e o aumento da sobrecarga enfrentada pelos bancários. Segundo os trabalhadores, a rede física já opera no limite e não comporta novos cortes. De acordo com os relatos, regiões antes atendidas por várias unidades passaram a contar com apenas uma agência, concentrando milhares de clientes, ampliando filas e elevando a pressão sobre os empregados. Ana Marta Lima, coordenadora da COE Santander, ressaltou que há impactos diretos também nas avaliações de desempenho. “Mesmo quando o atendimento é adequado, as longas filas influenciam negativamente o NPS — indicador utilizado pelo banco para medir a satisfação do cliente — contribuindo para o adoecimento da categoria, que já registra índice de afastamentos pelo INSS três vezes superior à média nacional”, afirmou a coordenadora. Demonstrações financeiras do Santander mostram o fechamento de 575 unidades entre agências e pontos de atendimento no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, 63 unidades foram fechadas. Desde 2019, o banco encerrou 2018 postos de atendimento, sendo 1460 agências. Atualmente, restam 868 agências e 754 PABs, segundo dados do banco. Durante o encontro, os sindicatos alertaram para uma mudança estrutural no sistema financeiro: entre 2016 e 2025, o país perdeu 7593 agências bancárias (-34%), enquanto cooperativas de crédito ampliaram presença ao ocupar espaços deixados pelos grandes bancos. “Isso mostra que os clientes ainda querem atendimento presencial”, afirmou a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa. Também foi destaque na reunião o envio de um comunicado de “Atualização do Contrato de Trabalho” a empregados classificados pelo banco como “hipersuficientes”, com remuneração superior a dois tetos do Regime Geral de Previdência Social e diploma de nível superior. Rita Berlofa fez um alerta: “Insistimos para que esses acordos sejam anulados e não voltem a existir, pois contrariam o que foi pactuado entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, que prevê a não utilização da lei que permite acordos individuais. Hoje o banco descumpre esse compromisso e, no futuro, qual outro deixará de cumprir? Isso gera muita insegurança para todos os trabalhadores.” Em relação ao documento, Ana Marta reforçou a orientação da COE de que os trabalhadores não devem assinar o termo e devem denunciar ao sindicato qualquer tipo de pressão. *Fonte: Contraf-CUT

Consulta Nacional terá novas mobilizações

A Consulta Nacional da categoria bancária segue até o próximo dia 31 de maio e a participação das bancárias e dos bancários é muito importante. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, explicou que a Consulta é o início da Campanha Nacional. “A participação é importante para que todos possam dizer quais devem ser as prioridades da campanha e de nossa atuação no ano”, ressaltou Juvandia. A presidenta da Contraf reforçou que quanto maior o número de respostas, maior a legitimidade da representação dos trabalhadores nas negociações e, estatisticamente, maiores as chances de a pauta de reivindicações refletir os reais anseios da categoria. “É isso que nos dará forças para fazermos uma excelente campanha, mantermos nossos direitos e avançarmos em novas conquistas. Com organização e participação da categoria a gente é mais forte. E esta participação precisa começar desde já”, afirmou Juvandia. O formulário pode ser totalmente preenchido em menos de três minutos. Bancárias e bancários podem acessar o questionário pelo link https://consultabancarios2026.votabem.com.br/. Nas próximas semanas haverá mobilização com ações presenciais nas agências e departamentos bancários nos dias 19 e 26 de maio, e a intensificação da divulgação da consulta pelas redes sociais e aplicativos de mensagens todas as quintas-feiras do mês de maio (14, 21 e 28), para mostrar a importância da participação na Consulta. Confira os principais pontos abordados na Consulta•    Remuneração e aumento real de salários;•    PLR e benefícios;•    Emprego e manutenção de direitos;•    Metas e condições de trabalho;•    Saúde mental;•    Impactos da inteligência artificial e das novas tecnologias;•    Redução da jornada de trabalho;•    Formas de mobilização e comunicação sindical. As respostas servirão de base para a construção da pauta de reivindicações da Campanha Nacional. *Fonte: Contraf-CUT