Banco do Brasil precisa ser muito mais que um banco

Funcionários defendem o BB como uma instituição pública integrada a um programa de governo democrático e popular, com uma atuação aliada às necessidades da população brasileira As resoluções aprovadas pelas delegadas e pelos delegados do 32º Congresso Nacional funcionários do Banco do Brasil, realizado no dia 8 de agosto, abordam – entre outros pontos – a atuação do Banco do Brasil em um governo democrático e popular. “O Banco do Brasil precisa ser fortalecido como banco público e não pode ser privatizado. Defendemos que o Banco do Brasil, como instituição pública integrada a um programa de governo democrático e popular, deve orientar sua forma de atuação de acordo com as necessidades da maioria da população brasileira”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Para os funcionários do banco, o BB deve continuar a atuação como um banco múltiplo, com operações características de toda instituição financeira. “A atuação do banco em todos os serviços e operações características do sistema financeiro garantem resultados para que ele possa também direcionar suas atividades para áreas que devam ser prioritárias para sua atividade de empresa pública. Mas, deve ir além e contribuir com o desenvolvimento econômico, com a sustentabilidade e com a inclusão das pessoas físicas e jurídicas que tenham dificuldade de acessar os serviços financeiros.” Nos próximos dias vamos destacar algumas áreas de atuação que o Banco do Brasil deve avaliar e adotar como prioritárias em sua função de banco público. Fonte: Contraf-CUT
COE e Itaú debatem emprego, remuneração e banco horas negativas

Emprego, remuneração e banco horas negativas foram os principais pontos da pauta da reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú com a direção do banco, na tarde desta quinta-feira (12). Também foram iniciadas as negociações para o retorno dos trabalhadores presencialmente. A COE cobrou do banco o fim das demissões, mais transparência na implementação do programa GERA e a negociação de pontos específicos dele, como as horas devedoras dos trabalhadores do grupo de risco. Os representantes do Itaú apresentaram o número de trabalhadores que ainda estão devendo horas devido ao afastamento durante a pandemia. Em dezembro de 2020, o total era de 5.962 funcionários. Mas, em junho de 2021, houve uma redução de 34% totalizando, 3.911 trabalhadores. “A redução se deu pelo banco ter cumprido com a palavra de possibilitar que todos os funcionários que estão casa realizasse trabalhos em home office para que não fossem prejudicados”, explicou Jair Alves, coordenador da COE Itaú. Apesar da diminuição, os dirigentes sindicais questionaram o Itaú de como ficarão os bancários que estão em casa sem cumprir horas em home office se não conseguirem compensar as horas. “O prazo para compensação terá que ser revisto. Os bancáerios não podem ser prejudicados, já que não foi por vontade deles não terem equipamentos para realizar o trabalho”, afirmou Jair Alves. O banco também apresentou o número de desligamentos e admissão desde o ano de 2019. Em 2021, por exemplo, são 6.908 admitidos e 3.640 desligados, perfazendo um saldo positivo de 3.268 postos de trabalho. Apesar do saldo positivo desse ano, a COE pediu a suspensão das demissões levando em consideração a pandemia e a crise que o país se encontra e também cobrou a criação de um Centro de Realocação para os trabalhadores. “Não é justo que o banco continue demitindo sem dar uma chance ao trabalhador de realocação, o Itaú tem como fazer isso, pois já foram realizadas realocações eficientes em conjunto com os sindicatos em outros momentos”, ponderou o coordenador. Os representantes dos sindicatos ainda entregarão ao Itaú um documento com todas as reivindicações dos funcionários, definidas no Encontro Nacional dos Bancários do Itaú, realizado na semana passada, quando foram debatidos os temas de emprego, remuneração, saúde e previdência. Outro ponto debatido entre o banco e a COE foi a preocupação com o retorno ao trabalho presencial dos bancários a partir de setembro. O Itaú disse que o retorno ocorrerá de uma maneira voluntária e seguindo todos os protocolos vigentes na lei, ressaltou que para que tudo dê certo, quer debater com os sindicatos como será este retorno. Os sindicatos colocaram as preocupações com os bancários que não quiserem se vacinar, com o retorno das gestantes, do grupo de risco e o seguimento e fiscalização dos protocolos. Fonte: Contraf-CUT
Senado abre consulta pública sobre projeto que susta CGPAR 23

Uma consulta pública do Senado quer saber a opinião dos brasileiros sobre o Projeto de Decreto Legislativo 342/2021 (antigo PDC 956/2018) que susta os efeitos da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que impõe uma redução dos gastos das empresas públicas federais com planos de saúde dos trabalhadores. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados por 365 votos favoráveis e 39 contrários. “A CGPAR 23 é um emaranhado de ilegalidades e maldades contra a classe trabalhadora, que desrespeita o ordenamento jurídico e afeta a saúde física, psicossocial e financeira dos empregados e empregadas das estatais. Temos todos que acessar o site do Senado e mostrar que apoiamos este projeto que susta os efeitos desta resolução totalmente prejudicial ao trabalhador e seus direitos”, disse o secretário de Relações do Trabalho e responsável pelo acompanhamento das questões de interesse dos trabalhadores em tramitação no Congresso Nacional, Jeferson Meira, o Jefão. Para o trabalhador mostrar que concorda com a aprovação do PDL 342/2021, basta acessar o site do Senado e votar “Sim”. “Além da luta contra as privatizações, vamos à luta contra essa resolução que, de forma irresponsável, foi imposta sem nenhum diálogo com a parte mais afetada, os trabalhadores”, completou o dirigente da Contraf-CUT. O projeto aprovado pela Câmara dos Deputados é de autoria da deputada federal Erika Kokay, que, em entrevista à Contraf-CUT, explicou os motivos pelos quais a CGPAR 23 deve ser barrada e, após a aprovação na Câmara, a deputada gravou um vídeo falando sobre essa conquista dos trabalhadores. Saúde Caixa Em mesa de negociação com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, ocorrida na quarta-feira (11), o banco manteve a imposição do uso da CGPAR 23 no custeio do plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa. “Além de não ser lei, não estar prevista no nosso Acordo Coletivo de Trabalho e existir a possibilidade de ser anulada no Senado, a decisão de executar a CGPAR está nas mãos do presidente da Caixa, uma vez que existe uma portaria do Governo Federal que permite que as empresas peçam exceção da aplicação da medida, mas ele insiste na utilização da resolução. Portanto, trata-se de uma imposição de Pedro Guimarães”, disse a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. Mas, para Fabiana, a derrubada da CGPAR 23 é uma das tarefas prioritárias não apenas dos bancários, mas de todos os trabalhadores de empresas públicas. “A medida afeta todos os trabalhadores de empresas públicas federais. Por isso, esta é uma ação que une a todos”, completou. Os riscos O médico e consultor em Saúde da Contraf-CUT e da Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa (Fenae), Albucacis de Castro, destacou que a imposição do banco no uso da CGPAR 23 em seu Estatuto, representa, em longo prazo, o fim do Saúde Caixa para a maioria dos empregados. “É um limite de 6,5% da folha de pagamentos e proventos para custear o plano de Saúde. Sabemos que o reajuste salarial é muito inferior à inflação médica, assim, em longo prazo, pode levar a uma contribuição inversa do modelo atual, fazendo os empregados custearem um percentual muito maior do que a empresa”. Atualmente o modelo de custeio do Saúde Caixa é 70-30, com a empresa arcando com 70% dos custos e os trabalhadores 30%. O banco quer impor a CGPAR 23, aceitando a arcar com, no máximo 50% dos custos, limitado a 6,5% da folha de pagamentos. “A observação feita pelo Albucacis é válida também para os trabalhadores de outras empresas. Os custos médicos sempre aumentam mais do que a inflação. Se este limite for imposto, aos poucos os trabalhadores pagarão quase que a totalidade de seus planos de saúde”, concluiu Fabiana. Fonte: Contraf-CUT
Recorde de inscrições em concurso do BB mostra desacertos do governo Bolsonaro

O Banco do Brasil vai realizar o maior concurso público nacional da história do país: foram 1.645.975 inscrições no total, sendo 1.605.751 para as vagas de Escriturário (Agente Comercial) e 40.224 para as de Escriturário (Agente de Tecnologia). As inscrições terminaram no último sábado (7), mas as provas só serão realizadas em 26 de setembro. Para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, essa é uma clara demonstração de mais um equívoco da política do atual governo, que resulta em recorde de desemprego no país e ainda tende a piorar. “Infelizmente, vemos uma política econômica que, ao invés de se preocupar em gerar empregos, vem aprovando retiradas de diretos trabalhistas e previdenciárias. Só iremos reverter esse quadro com políticas de indução da economia através dos bancos públicos, como ocorreu em 2008. O BB só fazer concurso público não é suficiente, pois 2.480 vagas não suprem as mais de sete mil cortadas com fechamento de agências em regiões que necessitam de atendimento bancário e crédito para a economia. Esse concurso é demagogia e propaganda eleitoral. Na verdade, esconde o quanto essa mão de obra é insuficiente no BB.” Fukunaga lembra também que o desespero mostrado pela classe trabalhadora são reflexos das reformas feitas nos últimos anos. “O golpe que tirou a presidenta Dilma Rousseff do poder, foi um golpe contra a classe trabalhadora também. Neles já estavam previstos as reformas trabalhistas e previdenciárias, que vinham com promessas de geração de emprego e renda, mas, na realidade, só aprofundou o desemprego e a precarização dos direitos trabalhistas”, completou. Fonte: Contraf-CUT
Em mesa de negociação, Caixa mantém imposição da CGPAR 23

CEE/Caixa propõe simulação de alternativas de custeio além da paridade contributiva, mas Caixa discorda. Representantes dos empregados avaliam que a aplicação da medida é uma decisão de Pedro Guimarães Em mesa de negociação realizada nesta quarta-feira (11), a Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa) e a direção do banco se reuniram para dar continuidade às etapas previstas no Acordo Coletivo sobre o modelo de custeio e gestão do Saúde Caixa a ser implementado a partir de 2022. Após alguns debates sobre o plano, os representantes dos trabalhadores sugeriram a simulação de outros formatos de custeio que não levassem em conta a aplicação da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que prevê a paridade nas contribuições assistenciais e administrativas do Saúde Caixa, alterando o modelo atual de 70% dos custos financiados pela empresa e 30% pelos empregados. Imposição de Pedro A Caixa recusou a proposta e se manteve intransigente, argumentando que “a Resolução continua vigente como diretriz do controlador”. A coordenadora da Comissão, Fabiana Uehara Proscholdt, explicou que a negociação não iria avançar, caso a Caixa insistisse na imposição e não levasse em consideração a projeção no modelo atual. “Imposição não é negociação. Nós não vamos considerar a CGPAR 23 sob nenhum aspecto. Além de não ser lei, não estar prevista no Acordo Coletivo e existir a possibilidade de ser anulada no Senado, a decisão de executar a CGPAR está nas mãos do presidente da Caixa. Existe uma portaria do Governo Federal que permite que as empresas peçam exceção da aplicação da medida, mas a Caixa e ele não consideraram; portanto, a CGPAR 23 é uma imposição de Pedro Guimarães”, argumentou. “Se existe essa possibilidade e o presidente da Caixa não executa, o que existe é uma decisão da direção da empresa de usar uma resolução da CGPAR como se fosse lei”, reforçou Rogério Campanate, da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio de Janeiro (Federa/RJ). Edgar Lima, presidente da Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal (Fenacef), insistiu na proposta de formular uma alternativa que não leve em consideração a CGPAR 23. “Estamos acompanhando de perto e temos uma convicção muito forte de que a anulação da CGPAR 23 será aprovada no Senado e não vai demorar”, avaliou. “Portanto, se existe a possibilidade de ser anulada, qual é o problema de se fazer uma simulação desconsiderando os princípios da Resolução que estão colocados na proposta da Caixa?”, questionou Edgar. A direção do banco, mais uma vez, desconsiderou as solicitações e informou que a execução da paridade é “o ponto de partida” para começar as negociações. “Nós tentamos construir uma ponte, mas a Caixa recusou. Então, são dois pontos de partida -o da Caixa, com a paridade, e o nosso, com o modelo 70%/30%. As duas propostas terão que ser apresentadas aos empregados ao mesmo tempo, senão não há negociação”, enfatizou Emanoel de Sousa, representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb/BA-SE) na Comissão de Empregados. A próxima mesa sobre o Saúde Caixa está marcada para a segunda-feira (16), às 16h. Antes de encerrar a reunião desta quarta-feira, Fabiana Uehara reiterou à Caixa sobre a necessidade de marcação de mesa de negociação permanente para tratar de outros assuntos de interesse dos empregados, como Promoção por Mérito e Funcef, pautas que não podem deixar de ser debatidas. Estatuto Caixa Albucacis de Castro, médico e consultor em saúde da Fenae e da Contraf/CUT, destacou que além da CGPAR 23, a imposição do Estatuto, posta pela Caixa como condição para avançar nas negociações do Acordo Coletivo 2020/2022 pode, em longo prazo, representar o fim do Saúde Caixa para a maioria dos empregados. “É um limite de 6,5% da folha de pagamentos e proventos para custear o plano de Saúde. Sabemos que o reajuste salarial é muito inferior à inflação médica, assim, em longo prazo, pode levar a uma contribuição inversa do modelo atual, fazendo os empregados custearem um percentual muito maior do que a empresa”. GT Saúde Caixa e outras negociações No início da mesa de negociação, os representantes dos trabalhadores protestaram, novamente, sobre a forma como a Caixa encerrou o Grupo de Trabalho Saúde Caixa, negando o pedido de prorrogação do GT para aprofundar as discussões a fim de formatar boas propostas para os empregados. A CEE/Caixa solicitou a prorrogação do GT, por meio de ofício, no dia 23 de julho. A Comissão argumentou os diversos empecilhos que aconteceram durante o GT, o que impediu uma discussão ampla sobre os custos do plano para os beneficiários e a melhoria da gestão. A Caixa recusou o pedido na véspera do prazo estipulado para conclusão do GT, embora o grupo não tenha atingido o seu objetivo. “Não foi possível construir uma proposta conjunta; portanto, existe uma proposta da representação dos empregados, sem a aplicação da Resolução, e outra proposta da Caixa, com a limitação da CGPAR 23”, explicou Fabiana Uehara. Ela acrescentou que a mesa também deve discutir a melhoria da gestão do plano, que pode reduzir o custo total do Saúde Caixa. “Com o fim do GT, não foi possível discutir essa questão no grupo, mas ela está prevista no nosso acordo coletivo e vamos discutir na mesa de negociação”. Fonte: Fenae
Resolução contra o Cassi Essencial é aprovada durante 32º CNFBB

Novo plano põe e risco sustentabilidade da Cassi, com esvaziamento dos outros planos, e reduz responsabilidade do banco com manutenção da Caixa de Assistência O 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) aprovou resolução contra o Cassi Essencial com 97% dos votos. Durante o evento, realizado no último final de semana, os bancários apontaram que, entre os efeitos nocivos do novo plano proposto pelos diretores e conselheiros da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), estão o esvaziamento dos planos já existentes Cassi Família I e II e a possibilidade de adesão dos novos funcionários do BB, reduzindo a responsabilidade do Banco com a manutenção da Cassi e do Plano Associados. “O Cassi Essencial também é um ataque direto à mesa de negociação para que os funcionários dos bancos incorporados tenham os mesmos direitos na Cassi”, alertou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, durante o Congresso. “Nosso acordo coletivo, na mesa de negociação, estabelece que os funcionários dos bancos incorporados façam parte do Plano Associados. Nem um direito a menos”, completou. Esvaziar e enfraquecer O Cassi Essencial, lançado em junho, não foi criado apenas para atender os parentes por afinidade e consanguinidade dos funcionários, ex-funcionários e aposentados do BB. Pessoas que tiveram ou ainda possuem vínculos de trabalho com o Banco do Brasil poderão trocar o Plano Associados pelo Essencial. Essa possibilidade coloca em risco toda a Cassi, como explica João Fukunaga: “Ao atrair funcionários do BB para o novo plano, a diretoria e conselheiros da Cassi violam o princípio de solidariedade e isonomia da entidade”, destaca. “O Plano Associados torna a Cassi forte porque os mais jovens ajudam a custear os mais velhos e porque o Banco do Brasil ajuda a arcar com parte das despesas, como patrocinador”, completa. O Cassi Essencial, assim como os planos Família I e II, não conta com o patrocínio do BB. Enquanto que, no Plano Associados, o banco contribui com 4,5% para o funcionário, inclusive na aposentadoria, e 3% até o 3º dependente de associados da ativa. “O movimento correto para fortalecer a Cassi é estimular os funcionários, ex-funcionários e aposentados a se manterem no Plano Associados e não criar um plano de mercado que, além de promover a perda de cobertura em doenças importantes, poderá estimular a troca de plano, entre os funcionários”, pontua Fukunaga. “Não podemos nos esquecer que o plano foi criado por diretores e conselheiros eleitos e indicados pela alta administração do BB na Cassi. Isto aponta que existe uma preocupação maior com os interesses do banco do que com os interesses dos associados. Afinal, quanto mais funcionários, ex-funcionários e aposentados o Cassi Essencial atrair, menores serão as contribuições do BB com o custeio da Cassi”, pondera. Durante live realizada dia 27 de julho, para tirar dúvidas sobre o Cassi Essencial, a atual diretoria do plano não respondeu às críticas, feitas reiteradamente pelas entidades sindicais, sobre a dinâmica que tende a esvaziar toda a Caixa de Assistência. Rede de credenciamento menor O novo plano de mercado foi lançado como alternativa “mais barata” aos planos Cassi Família I e II, todos criados para atender os parentes por consanguinidade e afinidade dos funcionários do Banco do Brasil. Para oferecer um valor mais atraente no Cassi Essencial, a diretoria da Caixa de Assistência dividiu o Brasil em doze regiões. Cada uma com características de preços e custos próprios de assistência à saúde. Assim, enquanto os participantes dos planos Família I e II e os Associados da Cassi têm acesso, sem custo adicional, a toda a rede credenciada da Caixa de Assistência, os participantes do Cassi Essencial terão acesso a uma rede em média 22% mais enxuta. Em Brasília a rede chega a ser menor em 78%, Alagoas 50% e Rio de Janeiro 32%. (link: https://www.cassi.com.br/images/hotsites/nossosplanos/basecredenciada.html). Franquias e coparticipação Caso necessitem recorrer a um atendimento fora da sua região, o participante do Cassi Essencial terá que pagar uma franquia de R$ 350. Mas se a internação ocorrer dentro da região contratual, a franquia paga será de R$ 250. Nos planos Família I e II e no Plano Associados, não existe a cobrança de franquia de internação. Outra diferença que pesará no bolso do participante, ao longo do tempo, é a cobrança de coparticipação de 40% sobre os atendimentos realizados fora da região contratual estabelecida na adesão ao plano e de 30% para todos os atendimentos realizados na região contratual. Os planos Família I e II, que têm a mesma finalidade do Essencial, de atender aos parentes dos funcionários do BB, não cobram taxa de coparticipação. Portanto, se comparado os custos entre Família e Essencial, com a cobrança da coparticipação, o Cassi Essencial poderá alcançar o mesmo custo dos planos Família. O diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, Carlos Emílio Flesch, inclusive admitiu isso durante a live: “O plano Família não possui coparticipação. Já o plano Essencial possui coparticipação, dentro e fora da região de preço. Se é alguém que utiliza muito assistência à saúde, então é [melhor] você optar por pagar um pouco mais, mas não ter [a cobrança] de coparticipação, como é o caso do Cassi Família”, declarou. Em outras palavras, o custo com a contratação do Cassi Essencial pode ser, no final das contas, maior para quem tiver que aumentar a frequência de uso do plano. Fonte: Contraf-CUT
Comissão do Trabalho da Câmara solicitará ampliação de contratação na Caixa

Em audiência pública realizada na última sexta-feira (6), Erika Kokay (PT-DF) acertou com o líder do governo, deputado Sanderson (PSL-RS), uma reunião de parlamentares da Comissão com a Sest para discutir a questão A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (Ctasp) da Câmara aprovará uma moção de apoio à contratação de mais empregados para a Caixa e solicitará uma audiência do Colegiado com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) para discutir a necessidade de ampliar o limite previsto de contratação na empresa, limitado a 84.544 pessoas pela referida Secretaria. Estes foram os dois encaminhamentos feitos pela deputada Erika Kokay (PT-DF) na audiência pública realizada pela Comissão na última sexta-feira (6), que discutiu a recomposição do quadro de Pessoal da Caixa Econômica Federal (CEF) e o fortalecimento da instituição como banco genuinamente público. As duas ações foram acertadas com o líder do governo na Comissão, deputado Sanderson (PSL-RS), que se manifestou favorável à recomposição de Pessoal na empresa e alertou que essa é uma dificuldade em vários setores do governo, a falta de efetivo, e se colocou à disposição para articular soluções para a carência de pessoal na Caixa. “Ampliar o limite não significa a obrigatoriedade de contratar, mas dá uma autonomia para empresa planejar sua expansão, então com o apoio do líder do governo vamos fazer uma reunião para explicar isso à Sest”, salientou a deputada petista. Sergio Takemoto, presidente da Federação das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), participou da audiência e comparou a proporção de empregados da Caixa com outras instituições financeiras para mostrar a urgência de recomposição do quadro de pessoal: “Para se ter uma ideia, enquanto a Caixa tem uma proporção de um empregado para 1.775 clientes, o BB tem 783 clientes por empregado, o Itaú, 983 e o Bradesco 1.112, ou seja, os números mostram a necessidade de mais empregados”, ressaltou ele, ao lembrar que essa carência precariza o atendimento e submete os empregados a condições desumanas de trabalho. Para Takemoto, apesar de dizer que valoriza e cuida da saúde dos empregados, o presidente da empresa, Pedro Guimarães, quer mudar a forma de custeio do Saúde Caixa, determinando o fim da paridade de 70% da empresa e 30% do empregado. “Como fizeram com os Correios e que levou mais de 100 mil trabalhadores a deixar o plano que tinham, e parece uma estratégia para possível privatização”, acrescentou. A representante dos empregados no Conselho de Administração (CA) da Caixa, Rita Serrano, concorda e lembra que as contratações são urgentes e que o que está em jogo é o país que se quer, o tipo de Estado que precisamos: “Se o Estado e as empresas públicas são para servir a todos, os empregados concursados são a parte mais estável independente de quem esteja no governo, eles é que garantem o atendimento de qualidade”, afirmou ela. O discurso distante da prática também foi criticado pela coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara, que também é secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT): “Enquanto viaja todo o país, elogiando o trabalho dos empregados, o presidente da Caixa estabelece metas desumanas em pleno atendimento do auxílio emergencial, tivemos até mesmo que entrar com ação de descumprimento do pagamento da PLR como previsto no acordo e agora, vemos o custeio do Saúde Caixa sendo atacado” lamentou. Representando os mais de 20 mil aprovados no último concurso da Caixa (2014), Isabela Freitas Santana, se emocionou ao lembrar que há hoje uma carência de mais de 26 mil empregados na Caixa: “fomos aprovados em concurso de amplo acesso, estamos ansiosos para prestar um serviço ao país e integrar os quadros de uma empresa que é orgulho nacional, que faz parte da vida dos brasileiros”, afirmou. Terceirizados A presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação do Distrito Federal, Maria Isabel Caetano, participou da audiência e denunciou que a atual direção da Caixa está contratando empresas terceirizadas que por sua vez estão contratando trabalhadores da base do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sinduscon), que tem salários e direitos rebaixados. A representante da Caixa, Angélica Djenane Correa, diretora de logística e segurança, disse que a empresa buscou uma entidade que englobasse o maior número de trabalhadores em sua base, ao que a deputada Erika questionou: “estão fazendo economia com quem ganha R$ 1.770 por mês, que prestam serviço há mais de 15 anos na Caixa, reduzindo o tíquete em 439 reais, isso não é ético, para dizer o mínimo”, questionou a parlamentar. Fonte: Fenae
Definição de plano de lutas encerra 32º CNFBB

Debates sobre a Caixa de Assistência dos funcionários (Cassi) específicos, sobre saúde e outro sobre previdência foram os destaques do evento Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram o plano de atuação em defesa do banco e de seus direitos no encerramento do seu 32º Congresso Nacional, realizado neste domingo (8). Realização de seminários sobre a Caixa de Assistência dos funcionários (Cassi) específicos sobre saúde e outro sobre previdência estão entre os destaques. Mas, também as resoluções sobre a unidade dos empregados na defesa do BB e dos demais bancos e empresas públicas, que estão sob ataque do governo Bolsonaro. “Trata-se de um governo que não tem compromisso com os trabalhadores e quer acabar com o patrimônio do país”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Por isso, também foi muito importante a aprovação da resolução pela mobilização e participação nas atividades do Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a PEC 32, que, com a desculpa de promover uma ‘reorganização’ da administração pública, ataca os funcionários públicos e seus direitos e prejudica o oferecimento de serviços públicos à população brasileira”, completou. O Dia Nacional de Luta será no próximo dia 18. Correios A secretária de Juventude e representante da Contraf-CUT na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, destacou também a moção em defesa da luta contra a privatização dos Correios. “Não apenas o Banco do Brasil, mas os demais bancos e as empresas públicas estão sob ataque. Um exemplo é a aprovação da privatização dos Correios nesta semana na Câmara dos Deputados”, ressaltou Fernanda. Saúde e previdência O CEBB, João Fukunaga, ressaltou a importância da aprovação sobre a realização de seminários sobre saúde e previdência. “É importante refletirmos sobre a Cassi e os plano de saúde e de previdência dos funcionários, que são muito afetados pelos ataques que estão sendo promovidos pelo governo federal, mas também pelas resoluções 23 e 25 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União)”, destacou. “Agora, é mobilizar os funcionários para a luta da categoria”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT
O BB que queremos para o futuro do Brasil

Terceiro painel fecha os debates do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) O terceiro painel do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), realizado na tarde deste domingo (8), os palestrantes contribuíram com as reflexões sobre “O BB que queremos para o futuro do Brasil”. Para o ex-funcionário do Banco do Brasil e ex-dirigente sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Carlos Augusto Vidotto, o que de mais genérico vale para todo mundo, não apenas para o Brasil e nem apenas para o Brasil, é que, para qualquer pais, é importante não haver desindustrialização para que não haja perdas de postos de trabalho e da capacidade de produção. “Em termos mais próximos, uma coisa geral do capitalismo é a questão do open banking, que está sendo levado à estrutura do mercado financeiro. Ele materializa o que seria a grande ameaça aos empregos, em particular ao emprego bancário”, disse. “Mas, ninguém pode morrer de véspera. Não podemos baixar as armas e deixar de lutar para tentar deter os impactos da tecnologia sobre os empregos”, completou. Segundo Vidotto, uma das propostas é trabalhar com uma ampla aliança municipalista. “Temos que defender a existência de uma agência bancária em cada município. Isso atende a demanda de diferentes segmentos da sociedade e de linhas políticas, nos dá a possibilidade de, se não determos o processo, podemos atenuar os efeitos da tecnologia sobre o fechamento de agência e de fechamento de postos de trabalho”. Mas, para ele, há outras mediações importes a serem pensadas na defesa do Banco do Brasil. “Ele tem que ser pensado no conjunto dos bancos públicos federais, como ferramentas do desenvolvimento, sob a orientação de uma dada política econômica”, propôs. Vidotto defendeu ainda a necessidade de considerar o perfil do BB como uma estatal de lógica financeira, por um lado, e de logica pública do outro. E, dentro disto, é preciso considerar os três modelos históricos do banco. “Há três modelos históricos verificados. O do governo FHC, que podemos chamar de neoliberal mitigado, caracterizado pela lógica privada na direção do banco, mantendo as estratégicas da política econômica. O outro é o do Bolsonaro, que podemos chamar de neoliberal hard, que aponta diretamente para a retirado do Estado do mercado financeiro. Por fim, temos o modelo social-desenvolvimentista de Lula e Dilma, que usou o BB como parte da política de desenvolvimento”. Vidotto explicou que no modelo de FHC não se excluía o Estado em uma atuação no mercado financeiro e nem tinha essa estratégia. Um modelo que reconhece a existência das duas faces. O que diferencia o modelo de FHC do desenvolvimentista é que o primeiro coloca a face privada como determinante. Com Lula e Dilma, a face privada é uma condicionante, mas não determinante. De acordo com ele, ao pensarmos o BB do futuro devemos evitar atribuir ao BB a capacidade de extrapolar as políticas econômicas. Por outro lado, além de trabalhar na agricultura e MPE, temos que mostrar a contribuição do BB na retomada econômica e criar as condições para, após 2022, dialogar com o maior número de setores. “A capacidade dos bancos públicos federais e do BB de tomar medidas que possam estimular a retomada econômica não pode ser subestimado”, disse. Mudanças sociais “Não conseguimos fazer as mudanças somente dentro do banco, tem que ser mudanças sociais”, resumiu Debora Fonseca, conselheira de Administração do Banco do Brasil eleita pelos funcionários. Para ela, o comportamento do governo Bolsonaro exclui completamente o lado social e que não leva em conta o papel do estado nas políticas de desenvolvimento. Débora Fonseca descreveu o comportamento de presidentes do banco durante o governo Bolsonaro. “Antes de tudo, foram mudanças que trazem uma bagunça dentro do banco, o que o enfraquece. Passa uma imagem de fragilidade. Isso para que a população tenha uma visão ruim do banco e das outras empresas públicas. A intenção é fazer esse ataque para que a população se sinta desatendida”, analisou a conselheira. Na sua visão, o primeiro presidente do banco, Rubens Novaes, entra com a proposta de privatização, colocando empresa subsidiárias à venda. André Brandão, o segundo presidente, coloca uma restruturação dentro do banco que, para Debora, já estava escrita antes. “As mudanças tecnológicas são irreversíveis. O que temos que discutir é um modelo em que a tecnologia esteja a favor dos funcionários e da sociedade, para atender as pessoas de forma mais humana, para crescer mais o banco. Não se deve colocar a tecnologia como substituto das pessoas”, afirmou a conselheira. Outro ponto destacado por Debora foi que não existe mais a mesma atenção para o financiamento da agricultura familiar, o que geram um impacto na inflação dos alimentos, já que é a agricultura familiar a responsável por 70% dos alimentos fornecidos para o mercado interno. “O governo coloca recursos para o agronegócio”, diz. Para Débora, o futuro do Banco do Brasil passa pela contratação de maior número de funcionários, utilização da tecnologia em prol das pessoas e nas linhas de crédito que reflitam o crescimento e desenvolvimento social. Fora Bolsonaro para termos o Brasil que queremos Juliana Donato, ex-conselheira de Administração do Banco do Brasil eleita pelos funcionários e membro da coordenação da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, foi a terceira convidada da mesa “O BB que queremos para o futuro do Brasil.” “Por tudo que a gente viveu nos últimos anos e tudo que ouvimos neste congresso, acho que é evidente que temos um processo em aprofundamento da transformação do banco do Brasil em banco privado. As transformações que a gente sofre no Banco do Brasil são parte de um processo geral, de ataques aos direitos, ao patrimônio público, a vida dos brasileiros e que a luta em defesa do banco do Brasil como banco público de forma alguma pode estar separada da luta contra o Bolsonaro, contra o fascismo, por um outro projeto de país”, afirmou Juliana. “Eu quero apresentar algumas ideias em relação ao projeto de banco público e ao
Congresso mostra “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”

Com informações do balanço e histórico de atuação do banco, reflexões ajudam pensarmos o Banco do Brasil que queremos A segunda mesa de debates do 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil tratou do “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”, com a participação do ex-gerente de Soluções do Banco do Brasil, de Jean Moreira Rodrigues, e da economista Nádia Vieira de Souza, do Departamento Intersindical e Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Jean Rodrigues abordou a discussão falando sobre as transformações na economia e nos modelos de negócio e como o Banco do Brasil se comportou no decorrer dessas mudanças. Inicialmente ele destacou que as transformações na economia mundial se caracterizam pela volatilidade, incerteza, complexidade, e ambiguidade dos cenários. “Ninguém imaginava a pandemia, por exemplo. Você não consegue fazer mais previsão. Antes, se faziam previsões para cinco ou dez anos. Isso não acontece mais. As novas tecnologias transformaram e pautaram os modelos de negócios. Isso impacta as economias e a própria indústria financeira”, pontuou. Jean Rodrigues ressaltou que a criação do Banco do Brasil aconteceu a partir de modelos de séculos atrás. Empresas e pessoas cada vez mais ficam menos equipados para compreender esse crescimento exponencial em que vivemos. Por outro lado, Jean destacou que o sistema bancário brasileiro é altamente concentrado, detém 77% dos ativos totais e 79% dos depósitos totais. “Isso faz com que o Banco Central regule essa concorrência baixa adotando uma série de medidas para promover maior competição no sistema bancário. São fintechs, é o PIX, o open banking, pagamentos e transferência de fundos em real-time”, exemplificou. Para acompanhar as mudanças, Jean afirmou que os bancos investem muito em tecnologia e um dos efeitos é a redução do número de agências. “Isso tem produzido impactos nas economias locais, mas também afeta o emprego bancário”, observou. Entre as décadas de 1930 e 1980, lembrou Jean, o Estado brasileiro promoveu o processo de industrialização com os bancos públicos. “A inciativa privada não teve interesse no passado e no presente esse interesse também é muito pouco”, observou. Jean Rodrigues destacou que a mudança no Banco do Brasil ocorreu a partir de 2016. “O banco nunca deixou de buscar a rentabilidade. Mas, até 2015, além do foco na rentabilidade, também tinha um foco muito grande no desenvolvimento do país. A partir de 2016, o governo Temer começou a fazer a mudança. O foco passou a ser mais a rentabilidade em si com uma insistência para buscar rentabilidade compatível com bancos privados. O Banco do Brasil deixa de ter papel de fomento da economia brasileira, que justifique a sua manutenção como uma empresa pública”, conclui. Balanço A economista do Departamento Intersindical e Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou dados do balanço do Banco do Brasil no 1º semestre de 2021. O banco obteve lucro líquido ajustado de quase R$ 10 bilhões no 1º semestre de 2021, crescimento de 48,4% em relação ao mesmo período de 2020. No 2º trimestre, o lucro foi de R$ 5 bilhões, aumento de 52,2% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Em um ano, o banco fechou 6.956 postos de trabalho e, do primeiro para o segundo semestre de 2021, essa redução de pessoal se acentuou ainda mais. Somente neste segundo trimestre, no escopo do Programa de Adequação de Quadros (PAQ) e do Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), o banco reduziu seu quadro de pessoal em 2.358 funcionários. Além disso, em 12 meses, foram fechadas 390 agências e 33 postos de atendimento bancário e o número de clientes aumentou em 2,9 milhões. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias alcançaram R$ 14,1 bilhões no ano, enquanto as despesas com pessoal, incluindo o pagamento da PLR, somou R$ 12 bilhões no período. Ou seja, somente com a receita de tarifas e serviços bancários, que representa uma parte ínfima de toda a arrecadação do banco, é possível cobrir todas as despesas com funcionários e ainda sobram 17,4% do valor. Fonte: Contraf-CUT